quinta-feira, 30 de outubro de 2014

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 10:25—37 — A PARÁBOLA DO SAMARITANO — SERMÃO 027F — PARTE 006 — O TRANSPORTE ATÉ A HOSPEDARIA



Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

As partes anteriores da Parábola do Samaritano poderão ser encontradas por meio dos links abaixo:

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1
027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote
027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

Sermão 027F

A PARÁBOLA DO SAMARITANO — PARTE 6 — o transporte até a hospedaria

lUCAS 10:25—37

25 E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

26 E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?

27 E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.

28 E disse-lhe: Respondeste bem; faze isso e viverás.

29 Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo?

30 E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31 E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32 E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33 Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;

35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

Continuação

6. O Transporte até a hospedaria
E, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele — verso 34b.

Como tivemos oportunidade de notar, tudo isso poderia ter sido feito pelo sacerdote que também passou por aquele local, montado em seu próprio animal. A frase acima “a sua cavalgadura”, provavelmente serve para nos indicar que além desse animal o samaritano tinha outros animais consigo, provavelmente transportando mercadorias. Se for mesmo esse o caso, então ele se arriscou muito além do que podemos imaginar, porque certamente, suas mercadorias seriam um chamariz adicional para os mesmos ladrões ou para outro bando qualquer.

Depois de acomodar o homem sobre seu próprio animal, um jumento com quase toda certeza, o samaritano conduziu o seu animal, transportando o homem ferido para uma estalagem.

Como não é incomum para os jumentos daquela região transportarem duas pessoas, é possível que o próprio samaritano também estava montado no animal o que lhe permitia segurar melhor o homem a quem estava socorrendo. Isso, certamente fazia o animal caminhar mais lentamente o que aumentava em muito as chances de um novo ataque. Mas o samaritano sabia o que tinha que fazer e não tinha outras considerações!

Naquela sociedade o ato de apenas conduzir um animal e o ato de montá-lo indicavam uma distinção social que todos entendiam. Um exemplo clássico disso está registrado em

Ester 6:7—11

7 E respondeu ao rei: Quanto ao homem a quem agrada ao rei honrá-lo,

8 tragam-se as vestes reais, que o rei costuma usar, e o cavalo em que o rei costuma andar montado, e tenha na cabeça a coroa real;

9 entreguem-se as vestes e o cavalo às mãos dos mais nobres príncipes do rei, e vistam delas aquele a quem o rei deseja honrar; levem-no a cavalo pela praça da cidade e diante dele apregoem: Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar.

10 Então, disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma as vestes e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeu Mordecai, que está assentado à porta do rei; e não omitas coisa nenhuma de tudo quanto disseste.

11 Hamã tomou as vestes e o cavalo, vestiu a Mordecai, e o levou a cavalo pela praça da cidade, e apregoou diante dele: Assim se faz ao homem a quem o rei deseja honrar. 

Tais atitudes sociais permanecem inalteradas por séculos.

No caso do samaritano, talvez, ele tivesse decidido apenas conduzir o animal com o homem ferido em cima, seguindo ele mesmo, a pé. Isso seria outra demonstração de humildade, de um homem que priorizava ser vir os outros acima de qualquer outra convenção social.

Sua atitude de levar o homem até a estalagem e ficar ali, a noite toda, cuidando dele é mais uma demonstração de amor sacrificial.

Onde ficava essa estalagem? Certamente não no deserto nem à beira do caminho. Mais provável que a mesma estivesse localizada dentro da cidade de Jericó. Diante da “lei do talião” — ver Números 34 e Deuteronômio XIX — o samaritano ao permitir ser identificado transportando um homem, possivelmente um judeu ferido, colocava-se numa condição precária, mas como já dissemos ele sabia de suas responsabilidades para com o outro ser humano — e é isso que Cristo quer enfatizar na história — que todas as outras considerações, inclusive correr risco de vida, são consideradas pelo samaritano como secundárias ou, realmente, sem importância. Na questão da aplicação da “Lei do Talião”, ao existe nenhum tipo de lógica. O clã agredido pode tentar agredir de volta o agressor original, ou um parente próximo, um parente distante e, até mesmo alguém remotamente conectado com o agressor. É tudo muito ilógico e até mesmo imoral. Todavia tal situação ainda é aceita e legislada em certos países do Oriente Médio. O fato do samaritano pertencer a uma minoria odiada apenas amplia a gravidade da sua situação diante de uma possível intenção de vingança por parte dos parentes do homem ferido. O ato de amor do samaritano não faria a menor diferença se fosse descoberto por parentes do homem ferido. Ele não teria a menor chance e seria massacrado. Inobstante todas essas coisas, ele não abre mão de cumprir o que o senso comum de ser humano lhe ordena: cuidar do ferido com toda a dedicação possível.

Se o samaritano estivesse levando em consideração os perigos que acabamos de mencionar, ele teria abandonado o homem ferido na porta da estalagem e teria ido embora. Estando o homem inconsciente desde o início da narrativa que envolve o samaritano, o mesmo, estaria completamente protegido se apenas tivesse abandonado o pobre homem ferido e partido. O samaritano era um perfeito anônimo para o homem ferido. Jamais poderia ser reconhecido. Mas quando ele decide ficar na estalagem a noite inteira, cuidando do homem e sendo visto pelo menos pelo estalajadeiro, a anonimidade se evapora por completo.

A coragem do samaritano pode ser vista nos seguintes pontos:

1. Quando ele para na beira da estrada para socorrer um desconhecido ferido e inconsciente, pois os ladrões ainda poderiam estar nas proximidades.
2. Mas sua verdadeira coragem se manifesta nesse último ato, ao entrar em Jericó e se dirigir para a estalagem e passar a noite toda cuidando do homem ferido.

Mas a questão fundamental não é tanto a coragem e sim o preço que ele está disposto a pagar por se atrever ser tão compassivo. Esse preço ele ira continuar pagando na última parte da nossa exposição que vira depois.

CONTINUA...  



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SILAS MALAFAIA AINDA É UM DOS POUCOS QUE ACREDITAM NA REVISTA VEJA



A revista VEJA que por aqui não serve sequer para forrar a casinha das minhas cadelas, antecipou para sexta-feira (24/10) o lançamento da sua edição semanal que ordinariamente aparece apenas aos domingos.

Na sua capa traz uma mentira deslavada de que o doleiro metido na operação Lava Jato teria revelado que o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma Rousseff tinham pleno conhecimento de todas as maracutaias investigadas pela polícia federal com relação à PETROBRÁS.

O Silas Malafaia, que compete com a revista para ver quem fala mais contra Dilma e Lula, logo acreditou na denuncia da VEJA e fez mais um videozinho tão execrável como os últimos que têm feito para implorar o voto em Aécio Neves. Seu apelo é dirigido ao povo evangélico a quem o Silas deixa transparecer que não passa mesmo de um bando de perfeitos idiotas se não votarem conforme a vontade dele.

Mas o Silas não entende uma realidade simples: Deus é soberano e o eleito ou eleita será aquele que o SENHOR quiser:

Romanos 13:1-2

1  Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.

2  De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.

Agora, quanto aos candidatos que o Silas apoiou, vejamos o que aconteceu com eles:

1. Primeiro foi o Everaldo, o Breve.

2. Depois foi Marina, que arruinou sua carreira em busca de uma mal-sucedida aventura.

3. Por fim veio sua excelência o senador da republica Aécio Neves que provou, mais uma vez, que o povo simples desse país sabe reconhecer muito bem aqueles que desejam apenas seduzi-lo.

O último vídeo cheio de falsas acusações e ameaças de golpe e etc., poderá ser visto por meio do link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=aPZ0C6eC45s#t=201

Ao final do vídeo o leitor poderá soltar uma sonora gargalhada, diante do resultado final das eleições de 2014.

Da nossa parte apesar de termos desaconselhado o voto na presidenta Dilma por escrito há meses, nossa atitude é aceitar a eleição da mesma e orar por todos em posição de autoridade para vivermos em paz, como a própria Bíblia nos orienta:

1 Timóteo 2:1-4

1  Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens,

2  em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito.

3  Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,

4  o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

A postura do Silas, como fica evidente por esse e outros vídeos é pregar o medo que apenas cabecinhas que, se existirem, existem apenas e exclusivamente entre o povo chamado evangélico.

Que Deus abençoe a todos e nos ajude a nos livrar de homens maus com esse senhor.

Alexandros Meimaridis

Que Deus abençoe a todos e nos ajude a nos livrar de homens maus com esse senhor.

Alexandros Meimaridis

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EVANGÉLICOS PROVAM QUE NÃO EXISTE UNIÃO NA HORA DA POLÍTICA



A matéria abaixo foi publicada pela revista ÉPOCA e é de autoria de Rafael Gomide

Eleição no Rio expõe divisão entre evangélicos

Assembleia de Deus e pastores de outras denominações apoiam Pezão. A Universal, de Edir Macedo, fica ao lado de Crivella

Por RAPHAEL GOMIDE

Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Ele apóia o sobrinho, Marcelo Crivella (PRB), na disputa pelo governo do Rio (Foto: Photo RioNews/Agência O Globo)
Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Ele apóia o sobrinho, Marcelo Crivella (PRB), na disputa pelo governo do Rio (Foto: Photo RioNews/Agência O Globo)

A eleição para o governo do Rio de Janeiro revela uma cisão entre os evangélicos no Estado. De um lado, algumas das principais lideranças evangélicas fluminenses apoiam o candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Do outro lado, apresenta-se como candidato de oposição Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho de seu fundador, Edir Macedo. A divisão tem pouco a ver com visões políticas divergentes. Pesam mais a disputa por espaço e fiéis, assim como o ressentimento de grupos religiosos em relação à Universal, tida como isolacionista. Adversários criticam a igreja liderada por Macedo de promover eventos sozinha, em vez de participar de grandes momentos comunitários evangélicos, como a Marcha para Jesus. Há críticas também ao histórico da Universal de comprar imóveis, assim como horários de TV e rádio, para desalojar pastores de outras denominações. De acordo com o IBGE, evangélicos representam um quarto da população fluminense.

Maior igreja evangélica do país, com 12,3 milhões de fiéis, a Assembleia de Deus apoia Pezão. Os principais líderes em defesa da reeleição são os influentes pastores Abner Ferreira, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus-Madureira, e Silas Malafaia, da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo. Valdemiro Santiago, um dissidente da Universal que criou a Igreja Mundial do Poder de Deus, também se manifestou a favor de Pezão. A igreja de Santiago tinha 315 mil fiéis, segundo o Censo de 2010 do IBGE. É vista como uma das principais responsáveis pela redução no número de seguidores da Universal, que caiu 228 mil, para 1,87 milhão, entre 2000 e 2010. “Eles [Universal] sempre foram afastados, extremamente exclusivistas. Nunca participaram de eventos comunitários, não trabalham em conjunto. Só nesta época de eleição é que querem. Por favor, aí não! Se é para caminhar juntos, vamos caminhar do começo ao fim!”, afirma o pastor Abner Ferreira. “Eles criam essa barreira, absolutamente desnecessária. Há espaço para todos fazerem seu trabalho”. O pastor Malafaia reforça a crítica. “Eles são igreja evangélica na hora da eleição. Fora (desse período), são isolados. Não participam de nada. Na hora do voto, é ‘irmão’?”, afirma. “Todas as lideranças que conheço apoiam Pezão. Abner, Marcus Gregório [da Baixada Fluminense], eu, Valdemiro... não conheço nenhum líder de expressão no Estado do Rio de Janeiro que apoie Crivella”, diz Malafaia.

ÉPOCA entrou em contato com a campanha de Crivella e enviou uma mensagem com perguntas sobre a divisão que é tema desta reportagem. A assessoria de imprensa informou que o candidato não responderia questões sobre religião. Em nota, a assessoria de imprensa da Universal afirma: “deve surpreender é o fato de que, apesar de alguns poucos líderes evangélicos estarem apoiando o outro candidato, Marcelo Crivella desfrute de grande apoio e aceitação dos evangélicos em geral, incluindo muitos membros das igrejas dos citados líderes. A verdade é que o povo conhece a índole e trabalho de Crivella.” A assessoria da Universal afirmou desconhecer “tal isolamento” da igreja no meio e citou como exemplo a recente presença de “mais de dez mil pastores de centenas de denominações evangélicas”, em reunião presidida pelo Bispo Macedo no Templo de Salomão. “Só do Rio de Janeiro vieram mais de 700 líderes.”

Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo. Ele dá apoio ao candidato Luiz Fernando Pezão (PMDB) (Foto: Adriana Lorete / Agencia O Globo)
Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo. Ele dá apoio ao candidato Luiz Fernando Pezão (PMDB) (Foto: Adriana Lorete / Agencia O Globo)

Voto é contra a Universal, diz Malafaia

Questionado se o voto pregado pelas lideranças evangélicas é mais a favor de Pezão ou contra a Universal, Malafaia admitiu: “O voto vai ser contra o que Edir Macedo representa no meio evangélico. É muito mais o voto contra a Universal, de várias lideranças. Não somos trouxas! A Universal é individualista, não estende a mão uma vez. Aí chega a eleição e eles: ‘Meu irmão, meu irmão...’”, diz o pastor. “Nós não somos trouxas. Eles nunca nos respeitaram e agora querem o nosso voto? Não podemos votar em alguém que representa a liderança de uma igreja que não respeita nem seus irmãos”, afirma.

O líder religioso reclama do que reputa como uma prática tradicional da Universal, de desalojar pastores de outras denominações. “Um pastor pequeno aluga um cinema em uma área boa; eles vêm e compram o cinema e põem o pastor para fora”, diz. Ele aponta também o que considera uma contradição de Crivella. “O Crivella diz ‘irmão vota em irmão’, mas no primeiro turno nacional, havia dois irmãos, Marina Silva e Everaldo Pereira. E ele apoiou Dilma”, afirma. O pastor havia apoiado Crivella em duas campanhas anteriores, inclusive na última, para o Senado.

Após ter ficado neutro no primeiro turno no Rio, Malafaia chegou a criticar as primeiras peças de campanha eleitoral de Pezão para o segundo turno. Em sua visão, elas atacavam a Universal como instituição, o que poderia levantar os evangélicos contra o candidato do PMDB. O alerta foi ouvido e o tom da campanha, modificado. Na última semana, Malafaia gravou depoimento para Pezão em que ataca o candidato do PRB.

Estilos distintos e “projeto de poder”

A disputa entre os grupos religiosos evangélicos explicita ainda estilos distintos de atuação religiosa e política. Fundada no Brasil em 1910, a Assembleia de Deus caracteriza-se pelos templos numerosos e despojados, espalhados pelo país, frequentemente em casas simples em comunidades pobres e favelas. A Universal, criada em 1977, opta por grandes e faustosos templos em áreas centrais das cidades. Exemplos disso são a Catedral Universal da Fé, com 72 mil metros quadrados e capacidade para 14 mil fiéis, no Rio de Janeiro, e o Templo de Salomão, recentemente inaugurado em São Paulo, ao custo de R$ 680 milhões, com capacidade para 10 mil pessoas sentadas.

Na estrutura de poder, a Universal tem comando centralizado, na figura de Edir Macedo. A Assembleia de Deus é descentralizada, com grupos autônomos em cada estado. Enquanto os políticos eleitos pela Universal respondem a um comando único, os da Assembleia de Deus representam várias lideranças evangélicas pelo país. Abner e Malafaia atribuem isso ao que chamam de “projeto de poder” da Universal, concentrada também em eleger representantes para cargos majoritários. “Em 1995, Macedo me chamou para almoçar em sua casa na Barra da Tijuca, uma conversa de três horas, e me disse pessoalmente: ‘Quero fazer um presidente da República. Ainda não tenho a pessoa, o homem.’ E me convidou para ser candidato a deputado federal. Nunca quis, não vou ser candidato a nada”, disse Malafaia. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Universal afirma que “não tem plano de poder, e sim plano de evangelização”. “Até entre os 12 apóstolos houve dissidência. É do caráter humano. O importante é procurar fazer o bem sem olhar a quem — histórico que a Universal e Crivella têm de sobra”, afirma a igreja, no texto.

Na última década, a Universal perdeu espaço no campo político. Na legislatura 2004-2007, a igreja tinha oito deputados estaduais na Assembleia Legislativa e cinco federais pelo Rio. Na época, seu líder político era o ex-deputado federal Bispo Rodrigues, considerado um articulador hábil. Ele foi expulso da igreja por envolvimento em diferentes escândalos – foi condenado a seis anos e três meses de prisão por envolvimento no Mensalão e cumpre prisão domiciliar desde setembro. Este ano, a Universal elegeu dois deputados estaduais no Rio e dois federais. A Assembleia de Deus conquistou três vagas federais e cinco estaduais no Rio.

O artigo original da Época poderá ser visto por meio do seguinte link:


UMA PERGUNTA?

Em que, exatamente, esses tais evangélicos são diferentes de todos os outros brasileiros? Ah! sim, são bem mais hipócritas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

A GRANDE APOSTASIA


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Estamos vivendo dias terríveis, do ponto de vista, da fidelidade que devemos a Deus. Gostemos ou não da ideia, nós estamos diante de uma situação onde: ou assumimos uma postura firme contra a apostasia ou a mesma irá nos devorar por completo.

A apostasia predita para os últimos tempos —

2 Tessalonicenses 2:3

Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição.

é como um rio e a Igreja de Cristo é como um barco. Como tal, em vez de estarmos remando contra o fluxo do rio, a maioria dos chamados evangélicos está, literalmente, encantada em se deixar arrastar pela força do mesmo. Precisamos reagir e começar a remar contra essa corrente, como somos exortados a fazer pelo apóstolo Paulo em

Efésios 2:1—3

1 - Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2 - nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3 - entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Como podemos reagir? Pregando o Evangelho verdadeiro e abandonando todas essa práticas esdrúxulas, muitas das quais já foram denunciadas nesse blog. Veja a última entrada denunciando as mesmas aqui:


É apenas a verdadeira e pura pregação do Evangelho que pode gerar verdadeiros convertidos. Também precisamos decidir viver vidas de verdadeira santidade separadas de tudo que é mundano. A palavra de Deus é bem clara nesse quesito:

Tiago 4:4—10

4 Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

5 Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós?

6 Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

7 Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

8 Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.

9 Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza.

10 Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.

Por isso, não se deixe arrastar por essa onda de amizade com o mundo, porque as consequências que virão serão sérias e trágicas com implicações no tempo e na eternidade. Não é mesmo uma coisa terrível ter o Deus Todo poderoso como seu adversário? Considere o que está escrito em

Hebreus 10:31

Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

Hebreus 12:28—29

28 Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor;

29 porque o nosso Deus é fogo consumidor.

Muitos cristãos se iludem achando que podem se manter neutros nessa questão. Quando assumem essa postura, eles não entendem que estão, de fato, sendo arrastados na direção oposta àquela que deveriam seguir. O problema maior está na liderança que prefere remar na direção errada ou se deixar arrastar. Ora, se a liderança age dessa maneira, porque o membro deve se incomodar. Ele tem um exemplo vindo de cima que lhe conforta o coração perturbado pela ação da Palavra de Deus e do Espírito Santo. Isto é, se ele se dá uma chance de ler as Escrituras por si mesmo e não apenas ouvir acerca delas nos cultos dirigidos por esses falsos mestres, lobos em peles de cordeiros ou demônios travestidos de anjos de luz.
Jesus nos deixou uma séria advertência ao dizer:

Mateus 7:13—14

13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),

14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.

Essas palavras não foram revogadas. Elas continuam valendo e meditar nelas pode representar verdadeira libertação para você que está lendo esse artigo agora mesmo. Olhar direto para a câmera e falar que “nunca viu um crítico fazer nada”, apenas prova a cegueira em que o malfadado Malafaia se encontra. Seu propósito e de todos os clones proprietários de aviões particulares, é apenas intimidar aqueles que amam o Senhor que, com suas denúncias e críticas atrapalham o controle total pretendido por esse bando de homens que estão profundamente apaixonados pelo mundo e seus caminhos de perdição.

Para esses indivíduos, verdadeiros traidores do genuíno Evangelho de Jesus, aparentemente, não existe tempo ruim. Mas é tudo uma questão de oportunidade e a Palavra de Deus continua firme:

Deuteronômio 32:35

A mim me pertence a vingança, a retribuição, a seu tempo, quando resvalar o seu pé; porque o dia da sua calamidade está próximo, e o seu destino se apressa em chegar.

Como se encontram em terrenos escorregadios —

Salmos 73:18

Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição.

tudo o que precisam para cair é o peso do próprio corpo. Ninguém precisa empurrá-los ou fazer outra coisa qualquer. Eles mesmos procuram e encontram a própria destruição. Mas enquanto isso não acontece, eles sorriem e se alegram com as “conquistas” dos evangélicos nessa grande desilusão que é o sonho de um “Brasil teocrático”, mediante a pronúncia determinante da indefectível frase: “O Brasil é do Senhor Jesus”. Que patético! Ainda bem que as últimas eleições vieram provar que o povo evangélico não é tão facilmente manobrado por esses espertalhões.

Não sei se o leitor notou, mas os programas chamados evangélicos tratam cada vez de muitas coisas e cada vez menos da pregação do Evangelho. E o pior é que muitos crentes ingênuos fazem questão de inundar as contas bancárias desses verdadeiros sacripantas, com o dinheiro suado que demoram a ganhar. O argumento é bem simples: a maioria não pode estar errada, não é verdade? Pode sim, e muito. Releia as palavras de Jesus acerca dos dois caminhos acima.

O que vemos hoje é: igreja renovada, igreja carismática, igreja da terceira onda pentecostal, igreja da quarta onda pentecostal, igreja da quinta onda pentecostal igreja emergente, igreja contemplativa, igreja hedonista, igreja narcisista, e vai por aí afora. E ainda temos esse verdadeiro sujeito que é deputado federal e dublê de pastor, Marco Feliciano, que quer culpar o PT — imaginem — pelo atual estado da igreja evangélica e não as falsas pregações de pessoas como ele muitos outros. Em todos esses lugares e mensagens não vemos nada acerca da Igreja de Cristo santificada, purificada por meio da lavagem de água pela palavra, igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, santa e sem defeito – ver Efésios 5:26—27. Essa igreja verdadeira está cada vez mais difícil de ser encontrada. Qualquer tentativa de chamar a igreja de volta para uma vida de santificação, que fique bem claro, sem a qual ninguém poderá ver o Senhor — ver Hebreus 12:14 — logo surgem gritos de “fariseu, legalista e etc.”

Eu sei que muitos já estão próximos demais do abismo infernal e para esses, infelizmente, não existe mais nenhuma esperança. Mas para outros tantos ainda existe a possibilidade de arrependimento, de emendar seus caminhos, de retornar para os caminhos de Deus, como Tiago nos advertiu nos versos acima.

E você meu caro leitor, em que pé se encontra, se é que ainda está em pé. Espero que essa mensagem tenha servido para ajudá-lo e que, em nenhuma hipótese você tenha sentido aquilo que Paulo descreve, de modo tão apropriado, como:

2 Timóteo 4:3—4

3 Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;

4 e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

CHARLES SPURGEON 1834—1892: UMA BREVE BIOGRAFIA


♦ Fonte: Spurgeongems.org - Título Original: The Form Of Godliness Without The Power

♦ OEstandarteDeCristo.com

♦ Tradução: Camila Rebeca Almeida

♦ Revisão: William Teixeira

Uma Biografia de Charles Haddon Spurgeon



Charles Haddon Spurgeon (1834 – 1892)

Charles Haddon Spurgeon (19 de junho de 1834 – 31 de janeiro de 1892) foi um pregador Batista Reformado, nascido em Kelvedon, Essex na Inglaterra. Converteu-se ao cristianismo em 6 de janeiro de 1850, aos quinze anos de idade.

Sobre a sua conversão, afirma-se de 1848 a 1850, Charles Spurgeon teve um período de muitas dúvidas e amarguras. Esteve sob grande convicção de pecado. Ficou convicto que não era um cristão de fato, mesmo sendo criado em todo o ambiente religioso de sua família e região, e sobre forte influência puritana e não-conformista.

Tal era seu amor por Cristo que, apesar de ainda estar com apenas quinze anos de idade, não pôde ficar esperando para depois fazer alguma coisa por Ele, mas teve que procurar os meios pelo qual pudesse servi-lo, e servi-lo imediatamente.

Aos dezesseis, pregou seu primeiro sermão; no ano seguinte tornou-se pastor de uma igreja batista em Waterbeach, Condado de Cambridgeshire (Inglaterra). Em 1854, Spurgeon, então com vinte anos, foi chamado para ser pastor na capela de New Park Street, Londres, que mais tarde viria a chamar-se Tabernáculo Metropolitano.

Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação das Escrituras Bíblicas lhe deram o título de O Príncipe dos Pregadores e O Último dos Puritanos.

Com o passar do tempo, Charles Haddon Spurgeon tornou-se célebre, e recebia convites para pregar em outras cidades da Inglaterra, bem como em outros países. Ele pregava não só em reuniões ao ar livre, mas também nos maiores edifícios de 8 a 12 vezes por semana.

Casou-se em 20 de setembro de 1856 com Susannah Thompson e teve dois filhos, os gêmeos não-idênticos Thomas e Charles. Fazíamos cultos domésticos sempre; quer hospedados em um rancho nas serras, quer em um suntuoso quarto de hotel na cidade. E a bendita presença do Espírito Santo, que muitos crentes dizem ser impossível alcançar, era para nós a atmosfera natural. Vivíamos e respirávamos nEle, relatou, certa vez, Susannah. Thomas Spurgeon chegou a pastorear o Tabernáculo Metropolitano 2 anos após a morte de seu pai.

Os sermões pregados por Spurgeon domingo de manhã, eram publicados na quinta-feira seguinte, (e revisados pelo próprio Spurgeon) e os sermões pregados domingo à noite e quinta-feira à noite eram reservados para futura publicação: isso e mais alguns sermões escritos por Spurgeon quando doente formaram um tal acervo que garantiu a publicação semanal até o ano da morte de Spurgeon, (até essa data, 2241 publicados) e dos outros até 1917, totalizando 3.653 sermões publicados divididos em 63 volumes (maior que a Enciclopédia Britânica e até hoje considerada a maior quantidade de textos escritos por um único cristão em toda a história da cristianismo).

Muitos sermões de Spurgeon eram enviados via telegrafo aos Estados Unidos e republicados lá: depois de 1865, muitos deles foram censurados, pelo fato de Spurgeon ser totalmente contra a escravidão dos negros africanos. Também escreveu e editou 135 livros durante 27 anos (1857-1892) e editou uma revista mensal denominada A Espada e a Espátula. Seus vários comentários bíblicos ainda são muito lidos. (O seu “Tesouro de Davi”, uma compilação de comentários sobre os Salmos, levou mais de 20 anos para sua conclusão).

Spurgeon enfrentou muita oposição no fim de seu ministério; pelos idos de 1887-1888, ele foi envolvido na que se chamou “A controvérsia do declínio”, quando Spurgeon criticou duramente muitos membros da União das Igrejas Batistas da Inglaterra (do qual ele era afiliado) que estavam afrouxando a sua pregação diante do liberalismo teológico e da Alta crítica ( movimento que invocava a ideia de ser uma acurada investigação da historicidade da Bíblia, mas que na prática negava a Infalibilidade e a Inerrância da Palavra de Deus).

Até o último dia de pastorado, Spurgeon batizou 14.692 pessoas. Nesse meio tempo, Spurgeon teve sua saúde grandemente debilitada. Desenvolveu, por volta dos 25 anos, Gota e Reumatismo, e grandes ataques de depressão, principalmente depois de 1857, quando um culto realizado em Surrey Garden foi organizado para cerca de 10.000, e devido a um tumulto provocado por um falso alarme de incêndio, levou a morte de 6 pessoas.

Quanto mais a idade avançava, mais essas enfermidades o debilitavam. Pelo que registrado em suas Biografias, ele teve uma melhora da Gota, mas mesmo dessa forma, nunca esteve em pleno vigor novamente. Sua mulher também tinha graves problemas de saúde, e isso agravava mais ainda a situação. Por diversas vezes, Charles teve que se ausentar de seu púlpito por recomendação médica. Chegou a passar um período de férias em 1864 (quando viajou até a Itália), e depois, muitas vezes, sempre no fim do ano, se hospedava em Menton, Sul da França, pelo clima mais quente que na Inglaterra, e também por recomendação médica. Depois de 1887, foram cada vez mais constantes essas viagens, chegando a passar meses em retiro.

Nessa época, foi diagnosticado com doença de Bright, uma doença degenerativa e crônica, sem cura. Muitos sermões seus eram lidos, e outros escritos e enviados ao Tabernáculo para leitura, para suprir a falta do pastor. Em 1891, sua condição se agravou mais, forçando Spurgeon a convidar o pastor presbiteriano Arthur Pierson dos Estados Unidos para assumir temporariamente a função principal no Tabernáculo; e Spurgeon ficou em Menton até 31 de janeiro de 1892, quando, depois de alguns dias de melhora de seu estado, houve uma grande deterioração de sua saúde, levando ao óbito nessa data, aos 57 anos.

O corpo de Spurgeon foi trasladado da França para Inglaterra. Na ocasião de seu funeral – 11 de fevereiro de 1892 – muitos cortejos e cultos foram organizados em Londres, e seis mil pessoas leram diante de seu caixão o texto de sua conversão. Spurgeon está sepultado no cemitério de Norwood, com uma placa que diz: “Aqui jaz o corpo de CHARLES HADDON SPURGEON, esperando o aparecimento do seu Senhor e Salvador JESUS CRISTO”.

Túmulo de Spurgeon no Cemitério de Norwood

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 26 de outubro de 2014

PARA ENTENDER A FALTA DE ÁGUA NO ESTADO DE SÃO PAULO


Fotos_Represa_Vargem-4.jpg
Mulher caminha por trecho seco do sistema Cantareira
Luiz Augusto Daidone/ Prefeitura de Vargem/Fotos_Represa_Vargem-4.jpg

O artigo abaixo foi publicado no site da revista Carta Capital

Perguntas e respostas sobre a crise da falta de água em São Paulo

Entenda de forma simples e direta o problema que está afetando os estado e quais são as responsabilidades do governo estadual
por Redação  

A crise de abastecimento que assola o estado de São Paulo, em especial a capital, entrou de vez no debate eleitoral nacional. O problema é resultado da falta de planejamento do governo Paulista diante da – prevista – pior estiagem desde 1953. Hoje, a principal fonte de captação de água da Região Metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira, está com apenas 3% de sua capacidade e, segundo o Datafolha, 67% dos paulistanos já sofrem com a falta d’água. Tire suas dúvidas sobre a situação:

A falta de água em São Paulo é “culpa de São Pedro”, ou seja, de uma estiagem histórica?

Não. A estiagem severa que assola São Paulo e outras regiões do País era prevista. Veja o que os promotores afirmam na Ação Civil Pública proposta para barrar a retirada de mais água do Cantareira: “A significativa redução das precipitações no estado de São Paulo, outrossim, já era fenômeno detectado há anos, sem que as medidas para a redução das vazões de retirada tenham sido implantadas pelos órgãos gestores e pela operadora do sistema produtor (Sabesp), visando à preservação daquele manancial”.

O que é o Sistema Cantareira?

Uma Fonte de Captação, ou seja, um local do qual a Sabesp retira a água que posteriormente trata e vende a seus clientes. O Cantareira é a principal fonte de captação da Grande São Paulo. Os outros sistemas que abastecem a região, por ordem de importância, são o Guarapiranga, o Alto-Tietê, o Rio Claro, o Rio Grand, o Alto-Cotia, o Baixo-Cotia e o Ribeirão Estiva.

O que o governo do estado deveria ter feito para evitar a falta de água?

Em 2004, ao receber a concessão para uso do Sistema Cantareira, o governo de São Paulo e a Sabesp foram informados sobre a necessidade de planejamento e investimentos em novas fontes de captação, a fim de evitar a atual crise. Em seu artigo 16, o documento da concessão estipulava que a Sabesp “deveria realizar em 30 meses estudos e projetos que viabilizem a redução de sua dependência do sistema (Cantareira)”. Como a atual crise comprova, isso não foi feito.

O governo criou algum novo sistema que pudesse compensar a seca do Cantareira?

Não. O Sistema Produtor São Lourenço poderia ajudar, mas não resolver o problema. O problema é que a sua implementação, responsabilidade do governo estadual, está atrasada em dois anos. O São Lourenço colocaria cerca de 5 metros cúbicos por segundo a mais no sistema de abastecimento. Seria uma boa ajuda. Para se ter uma ideia, o Cantareira produz 33 metros cúbicos. Além do atraso nas obras, o projeto licitado pela gestão Alckmin é apenas parte de um projeto maior que deveria ter sido feito de acordo com os estudos do próprio governo estadual.

O que mais o governo Alckmin poderia ter feito?

Como tinham sido informados do problema, a Sabesp e o governo deveriam estar promovendo, há anos, medidas como: campanhas para o uso racional da água (que ficaram mais fortes apenas recentemente); mudar o sistema de cobrança, para encarecer a água de quem desperdiça e dar descontos para quem economizar e, por fim, reduzir o desperdício no sistema de distribuição (vazamentos etc.).

A Sabesp é do governo do estado?

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo tem 50,26% das ações da Sabesp. Os outros 49,74% das ações estão nas mãos de acionistas privados.

Por que os acionistas da Sabesp receberam bilhões do estado? O governo escolhe quanto vai pagar?

Quem escolhe quanto os acionistas vão receber é o conselho gestor da companhia, composto por indicações do governo. O estatuto da empresa prevê um repasse de até 25% do lucro líquido para os acionistas, podendo ser menor, a depender da necessidade de aumento nos investimentos. Nos últimos anos, a Sabesp tem repassado valores acima desse porcentual aos seus acionistas.  Segundo o Ministério Público, do total de dinheiro enviado aos acionistas, 73% é obtido com a venda da água retirada do Cantareira. Em 2012 e 2013, o porcentual do lucro líquido destinado aos acionistas foi o mesmo: 27%, ou 534 milhões de reais. Em 2011, contudo, o porcentual foi bem maior: 43% do lucro líquido obtido com a venda de água para a população – o equivalente a 578 milhões de reais.

O que vai acontecer, a água de São Paulo vai acabar de vez?

A água não vai acabar de uma vez. O que vai acontece é que a estiagem deverá perdurar, e enquanto os sistemas de captação se recuperam será necessário diminuir o consumo, ou seja, teremos de racionar.

Geraldo Alckmin 'inaugura' o volume morto do sistema Cantareira, em maio deste ano.

Já existe um racionamento informal de água?

O governo não admite, mas há dezenas de relatos na imprensa e nas redes sociais de moradores e empresários que sofrem com falta sistemática de água em um determinado horário ou com uma frequência fixa.

O que é o volume morto? Ele vai pode durar mais quanto tempo?

O volume morto, ou reserva técnica, é o volume de água que está abaixo do nível de captação das represas. São as partes mais profundas das represas que formam o Sistema Cantareira. Sem novas chuvas e mantido o atual nível de consumo, deverá durar, no máximo, até os primeiros três meses de 2015.

O que é ANA? E o Daee?

A ANA é a sigla de Agência Nacional de Águas, órgão ligado ao governo federal e responsável por “implementar e coordenar a gestão compartilhada e integrada dos recursos hídricos e regular o acesso à água”. O Daee é o Departamento de Águas e Energia Elétrica do governo do estado de São Paulo.

A Ana “manda” no governo estadual?

Não. Ela deve fiscalizar a utilização dos recursos hídricos em todo o Brasil, porém, sem poder de ingerência sobre estados ou municípios.

O verão está chegando. As fortes chuvas destas épocas não vão resolver o problema?

Como foi explorado além do que suportaria, o Sistema Cantareira pode não conseguir se recuperar totalmente com as chuvas de verão, o que deverá comprometer o abastecimento na próxima estação seca.
O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSOS COMENTÁRIOS

1. E a população de São Paulo reelegeu Geraldo Alkmin no primeiro turno, um homem que enganou toda a população do estado quanto à verdadeira situação da questão da água no estado de São Paulo.

2. Conselho do diretor Massato daSABESP diante dessa situação: “Em seguida, o diretor metropolitano diz de forma enfática que vai acabar a água no Estado e que os moradores deveriam ir para outras regiões se pudessem. “Essa é uma agonia, uma preocupação. Alguém brincou aqui, mas é uma brincadeira séria. Vamos dar férias [inaudível]. Saiam de São Paulo, porque aqui não tem água, não vai ter água para banho, pra limpeza da casa, quem puder compra garrafa, água mineral. Quem não puder, vai tomar banho na casa da mãe lá em Santos, Ubatuba, Águas de São Pedro, sei lá, aqui não vai ter”, conclui Massato.

A frase original de Massato poderá ser vista por meio desse link aqui:


3. Mas ninguém precisa se preocupar: o Apóstolo Valedmiro Santiago profetizou que vai chover tanto no Estado de São Paulo que as represas vão encher. Ver essa profecia por meio desse link aqui:


Que Deus tenha misericórdia de todos nós que moramos no Estado de São Paulo.

Alexandros Meimaridis
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