quinta-feira, 18 de maio de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 B - IMORTALIDADE - PARTE 002


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Os artefatos humanos mais antigos demonstram de forma indisputável que os seres humanos acreditavam na vida depois da morte desde o princípio. O simples fato que os seres humanos sempre tiveram um cuidado extremo em sepultar os mortos em vez de apenas deixá-los apodrecendo e para serem devorados por animais, revelam um comprometimento com a vida depois da morte. Desde o princípio os seres humanos demonstraram uma profunda reverência com seus mortos porque entendiam que: enquanto o corpo estava inerte — morto — a mente ou a alma estavam em algum outro lugar.

Quando nos voltamos para a análise da literatura da Antiguidade notamos, imediatamente, a enorme quantidade de textos relacionados com a morte e com a vida depois da mesma. O Livro Egípcio dos Mortos nos revela o complexo entendimento que a pujante civilização que surgiu às margens do Nilo tinha acerca da vida depois da morte. A literatura chinesa mais antiga nos fala de forma eloquente acerca da vida depois da morte. O Livro Tibetano dos Mortos nos fala das crenças antigas acerca da vida depois da morte daqueles que habitavam no topo do mundo. As crenças babilônicas e assírias acerca da vida depois da morte são indisputáveis. Os Vedas do hinduísmo enfatizam que a morte não representa o fim da existência. Gregos, romanos, europeus em geral, habitantes da Groenlândia, esquimós, índios das três Américas e aborígenes australianos acreditavam numa vida consciente depois da morte.

Na história da humanidade, a crença na vida depois da morte é tão universal e natural que os poucos indivíduos que se opõem à mesma, como é o caso do filósofo grego Epiteto foi sempre visto como uma verdadeira aberração, completamente fora da norma.

É óbvio que não podemos afirmar que apenas porque algo é logicamente válido porque é crido pela vasta maioria das pessoas no mundo, ainda assim podemos sustentar como válido que o peso da prova ao contrário repousa sobre os ombros dos contrários. Compete à minoria refurtar a opinião da minoria e, em seguida, estabelecer sua própria opinião.
Quando nos voltamos para a Antiguidade buscando elementos que neguem a crença na imortalidade, nós acabamos com as mãos vazias. Os materialistas reagem a isso considerando tratar-se de algo impensável e viram as costas para os fatos. Eles se recusam a admitir que o peso da prova repousa sobre seus ombros. Mas a simples negativa não é suficiente nem aceitável. A negativa dos materialistas modernos acerca das evidências a favor da imortalidade não está em nenhuma evidência sólida e convincente.

É na área da psicologia moderna que nós podemos encontrar alguns motivos para a negação da imortalidade. Segundo alguns estudiosos tal negação suge, sem dúvida, de traumas psicológicos que conduzem à repressão que qualquer ideia que possa parecer ameaçadora para o indivíduo.

Quando um indivíduo adota um estilo de vida onde as ideias de Deus, da vida depois da morte e, especialmente, do inferno, parecem ameaçar as opções feitas pelo indivíduo, então tais ideias ou conceitos precisam ser descartados. E assim o indivíduo se livra dos conceitos que ameaçam seu estilo de vida.

O apóstolo Paulo deixa claro em uma passagem de sua Epístola aos Romanos que o motivo porque os seres humanos negam a verdade divina é porque a mesma produz neles uma desconfortável convicção de pecado:

Romanos 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

CONTINUA...

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Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html



Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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