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domingo, 17 de setembro de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 C


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.  

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Nessa discussão nós também precisamos destacar que os materialistas precisam se manifestar não apenas com uma sólida evidência contra a vida consciente após a morte, mas que eles também precisam dar uma explanação plausível do como e do porque tal crença é tanto antropologicamente quanto geograficamente falando, universal. Até hoje nenhuma explicação ou teorias plausíveis foram apresentadas.

Quando nos voltamos para a história da filosofia — com uma quantidade de compêndios e coleções cada vez mais numerosas — para descobrirmos o que as melhores mentes humanas têm descoberto, nós nos damos conta que desde os filósofos gregos clássicos a te os dias de hoje, a imortalidade da alma tem sido aceita como razoável e, virtualmente, autoevidente. A lista desses filósofos inclui desde Sócrates até os maiores expoentes do tempo presente. O mesmo pode ser afirmado acerca dos grandes cientistas do passado e do presente acerca da crença na imortalidade. Nesse caso a lista se estende de Aristóteles até os cientistas dos nossos dias. É claro que, como acontece em qualquer áreas, sempre existirão exceções ao padrão geral.

Também estamos cientes que essa linha de argumentação pode ser considerada como uma forma de apelo às chamadas autoridades. Também estamos cientes que muitos mestres de lógica consideram qualquer apelo à autoridade como algo inválido. Todavia, quando questionamos em que base eles se recusam a aceitar o apelo às autoridades, de modo surpreendente, eles apelam para sua própria autoridade ou mesmo para a autoridade de terceiros! Hipocrisia explícita maior ainda está para ser observada. Esse é o motivo porque nos recusamos a nos deixar convencer por esses clichês ridículos. Autoridade e fé encontram-se na base de todo tipo de conhecimento, porque todos os sistemas têm início com suposições baseadas em algum tipo de autoridade. Filosofia e ciência estritamente empíricas existem apenas em livros de tória. A realidade é algo distinto.

Ainda assim é comum ouvirmos bobagens do tipo:

1. Apenas pessoas ignorantes e sem estudo suficiente acreditam na vida depois da morte.

2. A ciência já provou que não existe vida depois da morte.

3. Filósofo não podem jamais aceitar o conceito de vida depois da morte.

Será que devemos mesmo acreditar que todos os filósofos e cientistas que acreditavam na vida depois da morte eram pessoas ignorantes e incultas? Será que esses homens e mulheres aceitariam um conceito acerca do qual não existisse nenhuma evidência? Será que os materialistas dos nossos dias são mais inteligentes do que toda a humanidade que os antecedeu? Em que base eles desprezam algo que tem sido crido pela humanidade por milênios?

Estudiosos da história da Igreja, como C. S. Lewis e outros, têm ensinado que: os documentos cristãos mais antigos indicam com clareza a crença que a parte não material dos seres humanos sobrevive à morte do corpo.

É impossível negar que nos últimos dois mil anos da nossa história, com algumas exceções é claro, os cristãos têm crido na imortalidade da alma. Teólogos clássicos tanto da Europa quanto das Américas têm defendido esse conceito bíblico. Católicos e protestantes não têm apenas defendido tal ensinamento, mas o mesmo tem sido proclamado dos mais diversos púlpitos ao redor do mundo.

As coisas mudaram de fato quando os materialistas assumiram o controle da educação e isso fez com que, lamentavelmente, alguns teólogos adotassem o discurso em voga para não darem a impressão que estavam querendo nadar contra a maré.

Desejosos de ganharem a aprovação geral no meio acadêmico, teólogos modernistas adotaram o materialismo como método de analisar as escrituras e como isso, se viram forçados a negar qualquer manifestação sobrenatural, primeiro na Bíblia — negando os milagres — e depois nos seres humanos — negando a imortalidade dos mesmos. Dessa forma, a Bíblia foi reduzida a ser apenas um livro em muitos outros, enquanto os seres humanos foram reduzidos a serem apenas animais no meio de muitos outros animais.

O que podemos dizer desses teólogos modernos? Seguem algumas sugestões:

1. Primeiro, o relacionamento entre a religião e o materialismo não é possível, porque o materialismo não pode nuca gerar princípios morais, valores ou significados, que são essenciais para qualquer religião. Para os materialistas somos apenas animais.

2. É necessário que os mesmos parem de alegar que encontram fontes para o materialismo dentro da própria Bíblia. Em vez disso, eles deveriam deixar que os autores bíblicos falem por si mesmos.

3. Em terceiro lugar é importante que sejam honestos. Sem o elemento sobrenatural tanto a Bíblia quanto os seres humanos perdem seu significado.

4. Depois, eles não deveriam usar linguagem religiosa para manipular as pessoas. Imitando os rabinos de todas as épocas, os teólogos modernistas adoram redefinir as palavras para fazê-las dizerem exatamente o contrário do que tem sido o entendimento das mesmas.


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Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/vida-morte-estado-intermediario-e.html

Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/09/vida-morte-estado-intermediario-e.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade - Estudo 014 B - IMORTALIDADE - PARTE 002


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

CONTINUAÇÃO...

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Os artefatos humanos mais antigos demonstram de forma indisputável que os seres humanos acreditavam na vida depois da morte desde o princípio. O simples fato que os seres humanos sempre tiveram um cuidado extremo em sepultar os mortos em vez de apenas deixá-los apodrecendo e para serem devorados por animais, revelam um comprometimento com a vida depois da morte. Desde o princípio os seres humanos demonstraram uma profunda reverência com seus mortos porque entendiam que: enquanto o corpo estava inerte — morto — a mente ou a alma estavam em algum outro lugar.

Quando nos voltamos para a análise da literatura da Antiguidade notamos, imediatamente, a enorme quantidade de textos relacionados com a morte e com a vida depois da mesma. O Livro Egípcio dos Mortos nos revela o complexo entendimento que a pujante civilização que surgiu às margens do Nilo tinha acerca da vida depois da morte. A literatura chinesa mais antiga nos fala de forma eloquente acerca da vida depois da morte. O Livro Tibetano dos Mortos nos fala das crenças antigas acerca da vida depois da morte daqueles que habitavam no topo do mundo. As crenças babilônicas e assírias acerca da vida depois da morte são indisputáveis. Os Vedas do hinduísmo enfatizam que a morte não representa o fim da existência. Gregos, romanos, europeus em geral, habitantes da Groenlândia, esquimós, índios das três Américas e aborígenes australianos acreditavam numa vida consciente depois da morte.

Na história da humanidade, a crença na vida depois da morte é tão universal e natural que os poucos indivíduos que se opõem à mesma, como é o caso do filósofo grego Epiteto foi sempre visto como uma verdadeira aberração, completamente fora da norma.

É óbvio que não podemos afirmar que apenas porque algo é logicamente válido porque é crido pela vasta maioria das pessoas no mundo, ainda assim podemos sustentar como válido que o peso da prova ao contrário repousa sobre os ombros dos contrários. Compete à minoria refurtar a opinião da minoria e, em seguida, estabelecer sua própria opinião.
Quando nos voltamos para a Antiguidade buscando elementos que neguem a crença na imortalidade, nós acabamos com as mãos vazias. Os materialistas reagem a isso considerando tratar-se de algo impensável e viram as costas para os fatos. Eles se recusam a admitir que o peso da prova repousa sobre seus ombros. Mas a simples negativa não é suficiente nem aceitável. A negativa dos materialistas modernos acerca das evidências a favor da imortalidade não está em nenhuma evidência sólida e convincente.

É na área da psicologia moderna que nós podemos encontrar alguns motivos para a negação da imortalidade. Segundo alguns estudiosos tal negação suge, sem dúvida, de traumas psicológicos que conduzem à repressão que qualquer ideia que possa parecer ameaçadora para o indivíduo.

Quando um indivíduo adota um estilo de vida onde as ideias de Deus, da vida depois da morte e, especialmente, do inferno, parecem ameaçar as opções feitas pelo indivíduo, então tais ideias ou conceitos precisam ser descartados. E assim o indivíduo se livra dos conceitos que ameaçam seu estilo de vida.

O apóstolo Paulo deixa claro em uma passagem de sua Epístola aos Romanos que o motivo porque os seres humanos negam a verdade divina é porque a mesma produz neles uma desconfortável convicção de pecado:

Romanos 1:18—32

18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

CONTINUA...

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ETERNIDADE - ESTUDO 014 A - A Vida Depois da Morte - Parte 001


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Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.  
Conclusão ao Uso de Corpo, Alma e Espírito na Bíblia
Por terem sido criados à imagem de Deus os seres humanos são distintos dos animais. No caso desses últimos sua força vital se extingue quando os mesmos morrem. Já no caso dos seres humanos sua parte imaterial permanece viva, mesmo depois da morte do corpo físico. Visões antagônicas ao ensinamento das Escrituras já foram abordadas pelo autor do livro do Eclesiastes como sendo meras opiniões humana debaixo do sol —

Eclesiastes 1:3

Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?

Eclesiastes 3:19—21

19 Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade.

20 Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão.

21 Quem sabe se o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos animais para baixo, para a terra?

Eclesiastes 4:1

Vi ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos.

Eclesiastes 9:3

Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo; também o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem; depois, rumo aos mortos.

O pensamento humanista que transforma o ser humano na medida de todas as coisas e pretende que Deus não existe, reduz o ser humano ao mesmo nível das bestas feras. Se o pensamento humanista fosse verdadeiro, então todos nós deveríamos nos ocupar com uma coisa apenas: hedonismo —

Eclesiastes 5:18

Eis o que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção.

Eclesiastes 10:19

O festim faz-se para rir, o vinho alegra a vida, e o dinheiro atende a tudo.

O hedonismo se torna a única opção porque, no final, nada faz sentido —

Eclesiastes 1:2

Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.

Eclesiastes 2:10—11

10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.

11 Já não há lembrança das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas.

Mas o fato é que o ser humano não é um animal. Ele foi criado à imagem e semelhança do próprio Deus Criador e recebeu uma parte não material na sua composição que sobrevive, mesmo quando seu corpo falece. E assim, a parte não material dos seres humanos retorna sempre para Deus com o intuito de ser julgada —

Eclesiastes 12:6—7

6 Antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,

7 e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

UM CONCEITO UNIVERSAL: A CRENÇA NA VIDA DEPOIS DA MORTE

Apesar da afirmação bíblica que declara que Jesus trouxe à plena luz a imortalidade da parte não material dos seres humanos —

2 Timóteo 1:10

E manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho.

Foi apenas durante o século XIX — os seres humanos, como sempre, chegaram bem atrasados nessa discussão — que a possível crença na imortalidade da parte imaterial dos seres humanos foi levantada como uma questão universal. Ou seja, a crença na imortalidade tornou-se objeto de discussão no âmbito da história e da antropologia com a pesquisa se estendendo por todos os povos e culturas. Assim, o que até então era apenas objeto de interesse de teólogos e filósofos tornou-se também o interesse dos linguistas, dos historiadores e dos antropólogos.

Os grupos materialistas que haviam adotado com declarada paixão as tolices da teoria da evolução, partiram para implementar suas — da evolução — ideias básicas também sobre a questão da imortalidade. A ideia era demonstrar que quando do surgimento da raça humana não existia uma crença relacionada aos conceitos de vida depois da morte. Eles queriam provar que tais ideias — acerca da imortalidade — foram fruto do desenvolvimento evolutivo dos seres humanos. Essas ideias teriam surgido apenas quando os homens desenvolveram a capacidade de pensar de forma abstrata. Essa era então a ideia básica dos linguistas, historiadores e antropólogos acerca de como surgiu a crença humana na imortalidade. O problema que tinham que enfrentar dizia respeito à necessidade de conseguirem encontrar uma nação ou até mesmo uma civilização na história da humanidade, onde ideias relativas à imortalidade não existissem. Diante das dificuldades enfrentadas nossos amigos evolucionistas estavam dispostos a sentirem-se satisfeitos com a descoberta de uma única tribo primitiva que acreditava que a morte representava a extinção da vida.

O interesse daquele pessoal era motivado pelo fantasma de que a crença na vida depois da morte era algo universal. Que a crença na existência de vida após a morte fosse algo profundamente arraigado na natureza daquilo que os seres humanos eram. À medida que suas pesquisas avançavam ficavam cada vez mais perturbados ao descobrirem que os grandes pensadores de todas as civilizações estudadas acreditavam na vida depois da morte. Aos pouco fora se dando conta que o conceito de imortalidade era, na realidade, autoevidente.

Ora, se a imortalidade era uma crença universal, então certas questões devem surgir naturalmente:

1. A negação da imortalidade é uma negação daquilo que nós, como seres humanos somos em nossa essência?

2. Seria a negação da imortalidade por parte dos evolucionistas uma aberração psicológica?

3. Estariam esses estudiosos ao negarem a existência da imortalidade expressando um desejo de não continuarem a viver depois de mortos nesse mundo?

4. É possível que a negação da vida depois da morte esteja arraigada no medo e no pavor que a ideia de um inferno provoca?

5. Tal rejeição poderia ser fruto de consciências pecaminosas, extremamente culpadas, que viam na extinção da existência uma saída fácil para seus atos reprováveis?

Durante os acalorados debates que seguiram tratando da tentativa de negar a crença na imortalidade, aqueles que acreditavam na mesma apresentaram provas em cima de provas, arqueológicas e literárias, que comprovavam que a crença na imortalidade era algo universal desde os primórdios da existência humana. Por outro lado, os materialistas e evolucionistas continuavam tentando encontrar uma única tribo que fosse — era o elo perdido deles — que não acreditava na imortalidade. O debate estendeu-se por décadas com as provas se avolumando do lado daqueles que acreditavam na imortalidade, enquanto continuava-se esperando a descoberta da tal tribo que provasse a teoria evolutiva da crença na vida depois da morte. De modo surpreendente, a questões foi finalmente decidida com a conclusão de que a crença na imortalidade era algo universal.[1] Toda a pesquisa moderna e as descobertas arqueológicas desde o século XIX apenas vieram a confirmar que a crença na imortalidade consciente era e ainda é, uma crença universal.

CONTINUA...

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Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.
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[1] Ver a longa discussão no verbete “alma” no Theological Dictionary of The New Testament editado por Gerhard Kittel e Gerhard Friedrich em alemão, traduzido para o inglês por Geoffrey W. Bromiley e publicado por WM. B. Eerdmans Publishing Company de Grand Rapids. A discussão encontra-se no Volume IX e se estende da página 608 até 666.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

EFÉSIOS – A SUPREMA GRANDEZA DO SEU PODER - EFÉSIOS 1:18—21 - SERMÃO 011




Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS


Introdução.

A. Paulo continua sua oração pelos crentes em Éfeso. Nas duas mensagens anteriores vimos que ele pede que Deus lhes conceda o dom ou capacidade espiritual de compreender duas verdades:

1. A primeira tem a ver coma “esperança do Seu chamamento” e diz respeito ao início da nossa caminhada com Deus, quando Deus nos chama ou nos convoca para pertencermos ao Seu povo.

2. A segunda tem a ver com a “a riqueza da glória da Sua herança” e diz respeito ao fim da nossa caminhada neste mundo e ao momento quando seremos admitidos na glória eterna para estarmos com Deus e o Seu Cristo por toda a eternidade.

3. Mas Paulo continua sua oração, e tome superlativos, enquanto ele pede que os Efésios possam saber qual é:

A SUPREMA GRANDEZA DO SEU PODER PARA COM OS QUE CREMOS

I. A Grandeza do Poder de Deus.

A. Se o chamado de Deus tem a ver com o início da nossa carreira cristã e a herança tem a ver com o final da nossa carreira, então toda a distância que temos que percorrer entre um ponto e o outro devem ser preenchidos pelo “poder de Deus”.

B. Para Paulo somente o poder de Deus é capaz de satisfazer as expectativas geradas pelo chamado que recebemos e somente o poder de Deus pode garantir que chegaremos seguros à nossa herança.

C. Como podemos saber do que trata a expressão “a suprema grandeza do seu poder”? A resposta se encontra na demonstração pública concedida por Deus fazendo duas coisas.

II. Em primeiro lugar Deus Ressuscitou a Jesus dentre os Mortos.

A. As pessoas costumam dizer que existem somente duas coisas 100% garantidas nesta vida. A primeira são os impostos e a segunda é a morte.

B. A morte é um inimigo duro, persistente e atroz. Mas, se estamos todos destinados a morrer um dia, pelo menos temos uma consolação no fato de que precisamos passar por este tipo de experiência somente uma vez. A bíblia é inequívoca quando diz:

Hebreus 9:27

E, assim aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.

C. Felizmente não temos que seguir através de reencarnação atrás de reencarnação! A Bíblia diz: uma só vez!

D. Os seres humanos buscam a imortalidade nesta vida.

1. Desde a Antiguidade temos ouvido de pessoas que eram embalsamadas para terem seus corpos preservados para poderem viver do “outro lado”.

2. Hoje em dia ouvimos falar de pessoas que estão congeladas aguardando que sejam descobertas curas para as doenças que ceifaram suas vidas.

3. Também estamos ouvindo falar da possibilidade da existência de clones humanos, que não possuem cérebros, e são mantidos vivos para suprirem a substituição de algum órgão do doador original.

C. Mas todas estas coisas não passam de tentativas fúteis.

D. Aquilo que para o homem é apenas um montão de tentativas inúteis, Deus realiza através da Ressurreição do Senhor Jesus dentre os mortos.

E. Veja bem, Jesus não experimentou uma mera ressuscitação dos mortos. O que Deus fez em Cristo foi uma verdadeira Ressurreição dentre os mortos. Isto quer dizer que ao trazer Jesus de volta à vida, Deus o fez trazendo-o de volta para um tipo de vida completamente diferente dessa a que estamos acostumados. A vida do Senhor Ressuscitado é caracterizada por ser uma vida:

1. Imortal.

2. Gloriosa.

3. Absolutamente Livre de quaisquer possibilidades de morrer novamente!

F. Nessa capacidade, Jesus é o primogênito dos Ressuscitados —

Romanos 8:29

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

III. Em Segundo Lugar Deus Entronizou Jesus à Sua Direita.

A. Isso quer dizer que Jesus está assentado no lugar de maior honra, ao lado do Pai, e detém a autoridade executiva do próprio Pai.

1. Ao fazer isto Deus cumpriu a promessa messiânica que encontramos em

Salmos 110:1

Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.

2. Por este motivo a autoridade de Jesus se estende “acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro — Efésios 1:21.

3. Nós iremos tratar destes “poderes” mais adiante, já que os mesmos são mencionados novamente na Epístola aos Efésios

IV. Qual é a Importância do Supremo Poder de Deus em Nossas Vidas!

A. Em primeiro lugar ele é a garantia de que o nosso chamado será consumado.

B. Em segundo lugar ele é a garantia de que receberemos nossa herança.

C. Ademais, devemos viver dia a dia, nesta dependência do poder de Deus como somos exortados em várias passagens, entre as quais podemos citar:

Romanos 8:13—14

Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

Gálatas 5:16

Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.

Gálatas 5:25

Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.

D. Ver também Efésios 4:17—32 onde encontramos padrões de comportamento que só podemos praticar se o poder de Deus estiver presente em nossas vidas!

E. A vida do crente depende da vida do próprio Senhor Jesus. Nós estamos unidos a Jesus. Se nos separarmos de Jesus nós não podemos experimentar a vida espiritual aqui no mundo nem ter esperança de uma vida que dure por toda a eternidade. É porque Jesus está vivo que Ele pode interceder por nós hoje mesmo de tal maneira que nos podemos viver vidas cheias da graça de Deus e em paz —

Hebreus 7:25

Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.

e termos a esperança da vida eterna —

Colossenses 3:4

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória.

Vamos nos lembrar que a vida eterna começa aqui e se estende pela eternidade – ver João 17:3. E mais, sem Jesus nós não podemos fazer absolutamente nada – ver João 15:5. Dependemos completamente de Jesus!

F. O fato de que Jesus vive é a garantia de que todos os que creem nEle serão salvos. Os anjos se referiram a Jesus como aquele que vive — ver Lucas 24:5 — e o próprio Senhor se manifestou a João em Patmos como “aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos — Apocalipse 1:17—18.

G. Porque Jesus está vivo ele tem todo o poder para nos conceder tanto a vitória sobre todos os nossos inimigos espirituais — ver Colossenses 2:15 — como sobre as tentações — ver 1 Coríntios 10:13. Em Colossenses Paulo nos diz que nossa esperança está preservada nos céus — ver Colossenses 1:4 — e por este motivo a mesma não está sujeita a “chuvas e trovoadas”. Por causa disso ele nos exorta a não nos afastarmos da esperança do evangelho — ver Colossenses 1:23.

Conclusão:

A. Jesus está vivo dentre os mortos. Ele mesmo disse a João as seguintes palavras:

Apocalipse 1:17—18

Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.

B. Este mesmo Jesus nos promete o seguinte:

João 14:19

Porque eu vivo, vós também vivereis.

C. Como uma comunidade cristã nós temos a responsabilidade de manifestar o poder de Deus em nossas vidas, vivendo vidas que sejam coerentes tanto com o chamado que recebemos, quanto com a herança que nós aguarda.

D. É uma grande tolice e verdadeiro engano pensar que:

1. Temos o chamado de Deus quando não estamos vivendo à altura deste chamado.

2. Estamos rumando para receber nossa herança da parte de Deus, quando nossas vidas no tempo presente não manifestam a presença do poder de Deus em nós.

E. Somos advertidos claramente na Bíblia a:

1 Tessalonicenses  5:19

Não apagueis o Espírito.

Efésios 4:30

E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.

Que Deus possa nos abrir os olhos para enxergarmos e para nos apoderarmos da suprema grandeza do Seu poder! Amém.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS

EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE



EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.