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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Atos 5:34—39 — O Conselho de Gamaliel.


Concepção artística do "Parecer de Gamaliel".

Muitas pessoas me escrevem, aqui e ali, com o intuito de corrigir aquilo que consideram ser uma atitude, no mínimo, equivocada da minha parte. Trata-se do fato de eu denunciar e expor, com clareza, os falsos ensinamentos de muitos falsos mestres que inundam o ambiente chamado evangélico no Brasil.

Eu fico muito triste porque observo que na grande maioria das vezes as pessoas que me escrevem não leram nada ou quase nada acerca do artigo onde deixam seus comentários e passam logo para ataques pessoais porque seus ídolos foram criticados. E tem muita gente que acha que existem algumas pessoas, ou entidades e etc., que estão acima de qualquer crítica. NÃO ESTÃO.

Muitos não entendem e desconhecem por completo que o propósito do Blog é, em sua maior parte, exclusivamente, disponibilizar estudos bíblicos e teológicos, esboços de sermões, sermões em forma de áudio, notícia que afetam os cristãos ou lhes dizem respeito e, é claro, apologética ou a defesa da fé verdadeira. O que muitos não estão cientes é que o blog O Grande Diálogo oferece tudo isso gratuitamente, sem exceção. Não oferecemos nenhum número de conta para os leitores ajudarem nesse ministério, nem aceitamos nenhuma propaganda, independentemente da sua origem.

Outra coisa que poucos entendem é que apenas cerca de 15% do material do blog tem caráter apologético de análise — ou crítica — voltada para confrontar os falsos mestres e suas falas doutrinas. Todo o restante do material — 85% — está voltado para as outras áreas alistadas acima. E como o blog está com quase 1000 artigos — esse é o artigo número 990 — publicados, isso quer dizer que cerca de 850 estão na categoria “edificação” e somente 150 na categoria “apologética”.

Em muitos comentários, aqueles que me escrevem pensando que entendem bem a Bíblia, costumam citar o parecer de Gamaliel como se o mesmo fosse um bom parâmetro e algo que nós como cristãos deveríamos seguir. Bem, quero dizer que o parecer de Gamaliel é puro veneno e não serve como argumento entre nós, os cristãos, pelos motivos que deixo, bem claro a seguir:

1. Gamaliel era fariseu e não saduceu — verso 34 — como eram os sacerdotes que controlavam a área do templo.

2. Ele foi o tutor do apóstolo Paulo — ver Atos 22:3.

3. Como fariseu, era inimigo visceral de Jesus e de sua mensagem. Seu conselho parece bom, e muitos cristãos o elogiam abertamente, mas devemos entendê-lo bem:

a. Os exemplos de Gamaliel provam que esses movimentos nunca dão em nada mesmo — versos 36—37. Com isso ele coloca Jesus, o Filho de Deus, no mesmo pacote onde encontramos Teudas e Judas, o Galileu.

b. Gamaliel entendia as implicações de matar pessoas admiradas pelo povo. Esse ato atrairia apenas mais atenção para a mensagem cristã. Por esse motivo não era conveniente agir assim.

c. O conselho de Gamaliel é caracterizado pelas seguintes condições do seu coração incrédulo:

i. Ele era realmente um cético como é tão comum acontecer com os grandes estudiosos — ver Eclesiastes 1:18 e 12:12.

ii. Ele era um cínico ao ousar comparar Jesus com os revolucionários de “meia-pataca” citados por ele.

iii. Ele era um homem pragmático e usa um argumento tão ao gosto das pessoas ingênuas: se uma coisa é de Deus então, prosperará. Mas nós sabemos que isso não é verdade. Como disse Mark Twain: “Enquanto a mentira dá uma volta ao mundo, a verdade ainda está amarrando os seus cadarços”. Falsos ensinamentos se multiplicam bem mais rapidamente do que a verdade.

iv. O conselho de Gamaliel parece lógico, soa bem, mas é puro veneno destilado.

v. Ele se revela um verdadeiro canalha ao sugerir que o Sinédrio adote uma posição de “vamos esperar para ver”, diante de uma verdadeira condição de vida ou morte.

vi. Gamaliel se recusa a encarar as evidências — o testemunho acerca da ressurreição de Jesus, os milagres, a expulsão de demônios e a libertação dos apóstolos da cadeia — ver Atos 4:33; 5:12—16. Gamaliel recusa a salvação oferecida através de Jesus, pois transforma a reunião do Sinédrio não em uma investigação plena das evidências à mão, e sim em uma ridícula discussão acerca de insurretos judeus.

Por tudo isso, meus irmãos, devemos deixar de usar o “CONSELHO DE GAMALIEL” como se fosse algo positivo e sim como uma sutileza mentirosa para enganar as pessoas e fazê-las pensar o que não é certo, enquanto adiam a tomada de uma decisão que envolve, como dissemos, UMA QUESTÃO DE VIDA OU MORTE.       

Que Deus Abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.