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sábado, 6 de maio de 2017

SALMO 130 - SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO — SALMOS 130:3


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O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De Profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.

“DE PROFUNDIS”

Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130

Introdução

A. Na última mensagem nos falamos acerca do fato que aquilo que realmente importa no nosso relacionamento com Deus, quando oramos, não é tanto que Deus responda nossas orações, mas que tenhamos a certeza de que Ele nos ouve. O Salmista clama a Deus:  שָׁמָע shama`— “ESCUTA” — Salmos 130:2

B. Uma vez que temos certeza de que Deus nos ouve, nós podemos descansar tranquilos sabendo que O SENHOR irá sempre responder às nossas orações com base em duas verdades:

1. Deus responde nossas orações de acordo com aquilo que ele sabe ser o melhor para nós.

2. Deus responde nossas orações de acordo com aquilo que irá produzir a maior glorificação do seu nome.

C. O autor desse Salmo tinha plena consciência de sua real e desesperada condição como pecador diante de Deus. Ele sabia o que era: PECADOR. Ele também sabia o que Deus era: UM DEUS ABSOLUTAMENTE SANTO. Esse dois fatores incomodavam o Salmista profundamente.

D. No Salmo 130:3 o Salmista reflete acerca de outra realidade: TODOS SÃO PECADORES DIANTE DE DEUS E SE DEUS LEVAR EM CONTA SOMENTE OS NOSSOS PECADOS, E ELE MESMO NÃO FIZER NADA PARA NOS AJUDAR, ENTÃO, NINGUÉM SOBREVIVERÁ! 

E. É em cima das palavras do Salmo 130:3 que queremos meditar hoje, acerca

DA NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO DIANTE DE UM DEUS SANTO

I. Quem é Pecador?

A. O termo hebraico שָׁמָר shamar — traduzido por “observares” indica uma observação diligente capaz de reter em perpétua memória tudo o que os seres humanos fazem. Mas note como Jó, já possuía uma compreensão da misericórdia de Deus:

Jó 14:15—17

15 Chamar-me-ias, e eu te responderia; terias saudades da obra de tuas mãos;

16 e até contarias os meus passos e não levarias em conta os meus pecados.

17 A minha transgressão estaria selada num saco, e terias encoberto as minhas iniquidades.

B. Se Deus exercer sua justiça de forma estrita e chamar cada ser humano para comparecer diante dEle, nossa reação seria como aquela descrita no Apocalipse que diz:

Apocalipse 6:15—17

15 Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes

16 e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro,

17 porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?

C. É verdade que Deus tem um registro rigoroso de tudo o que fazemos, pensamos, dizemos ou deixamos de fazer. Todavia, Ele não reage imediatamente. Deus é paciente, é longânimo, é misericordioso e, por isso, deixa o julgamento sempre para mais adiante, enquanto nos dá oportunidade de nos arrependermos. É como diz o Salmista:

Salmos 103:10

Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades.

D. O Salmista do nosso Salmo tem plena consciência dessas realidades, mas ele sente o peso do seu próprio pecado e é isso que o faz não apenas clamar com um suplicante, mas confessar reconhecendo-se um pecador diante de Deus.

E. A convicção da sua própria pecaminosidade lhe dá plena certeza que nenhum ser humano pode יַעֲמֹד `amad — subsistir, no sentido de manter-se firme em pé diante do Deus que é Santo, como os homens de Bete-Semes haviam reconhecido nos dias do profeta Samuel:

1 Samuel 6:20

Então, disseram os homens de Bete-Semes: Quem poderia estar perante o SENHOR, este Deus santo? E quem subirá desde nós?

F. O Salmista sabe que:

1 João 5:19

Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.

G. O pior erro que uma pessoa pode cometer é se autoiludir pensando que não é pecadora e que não se encontra sob a ira do Deus Todo Poderoso.

H. A resposta a nossa pergunta do início — Quem é Pecador? — já tem sua resposta: Todos nós somos pecadores.

II. Sendo Pecadores, Quem Poderá Subsistir Diante do Deus Santo?

A. Absolutamente ninguém poderá subsistir diante de um Deus Santo, se o próprio Deus não fizer nada a nosso favor. Nossa condição é bem descrita pelo apóstolo Paulo que faz um apanhado de vários Salmos e do profeta Isaías, quando diz:

Romanos 3:10—18

10 Como está escrito: Não há justo, nem um sequer,

11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;

12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,

14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;

15 são os seus pés velozes para derramar sangue,

16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;

17 desconheceram o caminho da paz.

18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.

B. O texto de Paulo é compilado dos seguintes Salmos e de Isaías:

1. Romanos 3:10—12 de Salmos 14:1—3; 53:1—3.

2. Romanos 3:13 de Salmos 5:9; 140:3.

3. Romanos 3:14 de Salmos 10:7.

4. Romanos 3:15—17 de Isaías 59:7—8

5. Romanos 3:18 de Salmos 36:1.

C. Deus, o SENHOR, irá certamente nos trazer diante do seu tribunal, crentes e incrédulos. Nesse sentido eu concordo com o nosso irmão Júlio Xavier quando diz: “Todos os caminhos conduzem realmente para Deus, i. e., para o grande Juízo de Deus!”

D. Existem apenas duas maneiras de comparecer diante de Deus no dia do Juízo:

1. Revestido de Cristo — vamos falar mais sobre isso na conclusão.

2. Vestido com as próprias obras que a Bíblia chama de trapos de imundícia.

Isaías 64:6

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam.

E. Mas, no próximo verso, que iremos ver na mensagem seguinte, o Salmista irá nos mostrar que existe um caminho para sair das profundezas.

Conclusão

A. Quando nos aproximamos de Deus devemos ter três coisas em mente:

1. Em primeiro lugar precisamos reconhecer que nosso Deus é Santo e Justo e ele será reto Juiz de todos os nossos pensamentos e atos de comissão ou omissão.

2. Depois precisamos reconhecer que somos pecadores terríveis, mesmo que não cometamos pecados como assassinatos, estupros e etc.

3. Por fim precisamos reconhecer que Deus nos ama e porque Ele nos ama, foi que enviou Seu único Filho — Jesus, o Cristo — para ser nosso Salvador.

B. Como Jesus se tornou nosso único Salvador? Ele fez isso através de 4 grandes atos de Deus na história. Esses atos foram únicos, exclusivos e não podem ser repetidos. Nós estamos falando que nossa salvação foi alcançada da seguinte maneira:

1. CRUCIFICAÇÃO — RECONCILIAÇÃO COM DEUS — Romanos 5:10; 2 Coríntios 5:18—19.
Nossa crucificação com Cristo representa nossa vitória constante sobre a carne.

2. RESSURREIÇÃO — RENASCIMENTO ESPIRITUAL — Romanos 6:4.
Nossa ressurreição com Cristo representa nossa capacidade constante de viver em novidade de vida.

3. ASCENSÃO — REPRESENTAÇÃO NO CÉU. LIBERTAÇÃO E VITÓRIA LEGAL SOBRE SATANÁS — Romanos 6:14; Colossenses 2:13—15.
Nossa ascensão com Cristo representa nossa libertação contínua de influência satânica.

4. PENTECOSTES — O MINISTÉRIO DE BATISMO, UNÇÃO, SELAGEM E PENHOR DO ESPÍRITO SANTO — 1 Coríntios 12:13; 2 Coríntios 1:21—22; Efésios 1:13—14.
Nossa participação no ministério do Espírito Santo representa nossa capacitação constante para viver e servir a Deus.

C. Por causa da obra de Cristo nós podemos se aproximar de Deus, ou antes, Deus mesmo veio buscar e salvar o que estava perdido.

Lucas 19:10

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

D. Por causa de Cristo não temos nada o que temer. Pelo contrário, somos convidados a comparecer diante de Deus todas as vezes que necessitarmos:

Hebreus 10:19—22

19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,

20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne,

21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus,

22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.

E. Porque nossos pecados ofendem a Deus por toda a eternidade era necessário que Deus também nos oferecesse um perdão que se estendesse pelo mesmo período

Hebreus 9:11—12

11 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação,

12 Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

SALMOS 130 - SERMÃO 002 – AS SÚPLICAS DO SALMISTA AO DEUS TODO-PODEROSO


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O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De Profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.


“DE PROFUNDIS”
Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130


Introdução

A. O Salmo 130 é um dos 15 Salmos — do Salmo 120 até 134 — que são conhecidos como “Cânticos de Romagem”.

B. Esses salmos eram cantados pelo povo de Israel durante a viagem que tinham que fazer, três vezes por ano, até o local apontado por Deus para celebrar as festas nacionais:

1. Páscoa.

2. Primeiros Frutos ou Pentecostes

3.Tabernáculos

B. Conforme vimos na mensagem anterior o Salmista encontra-se “nas profundezas”. Tais profundezas são bem descritas nas seguintes passagens do Salmo 69

Salmos 69:1—2

1 Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma.

2 Estou atolado em profundo lamaçal, que não dá pé; estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge.

Salmos 69:14—15

14 Livra-me do tremedal, para que não me afunde; seja eu salvo dos que me odeiam e das profundezas das águas.

15 Não me arraste a corrente das águas, nem me trague a voragem, nem se feche sobre mim a boca do poço.

C. As “profundezas” a que o Salmista se refere e onde se encontra dizem respeito, como irá ficar cada vez claro à medida que avançamos em nossa exposição, à sua condição desesperadora como pecador diante de Deus. Ele sabia o que era: PECADOR. Ele também sabia o que Deus era: UM DEUS ABSOLUTAMENTE SANTO. Esse dois fatores incomodavam o Salmista profundamente

D. Quando as pessoas se encontram em condições como estas, a pior coisa que podemos fazer por elas é oferecer um evangelho de “Auto Ajuda” ou promessas vazias de uma vida vitoriosa que irá alcançá-las de forma mágica.

E. Quando alguém se encontra nessa situação ela precisa ouvir a verdade do Evangelho, que além de libertação, inclui também humilhação, arrependimento diante de Deus, sofrimento e sacrifício pessoal.

F. Autopiedade funciona apenas em lugares rasos. Nas profundezas precisamos da ajuda do Deus Todo-Poderoso.

G. Esse é motivo porque o Salmista em Salmos 130:2 dirige suas תַּחֲנוּנָי tachanunay — súplicas a Deus. Súplicas são orações intensas por uma necessidade específica. Nesse caso o Salmista precisava do perdão e de reconciliação com o Deus Todo-Poderoso.   Ele procede assim por que:

OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS Á NOSSAS SÚPLICAS

I. O Clamor Vindo das Profundezas.

A. A frase do Salmista: “Escuta Senhor a minha voz” é tudo o que mais ansiamos na vida. Que Deus se digne a ouvir nossas orações.

B. Se Deus ouvir nossa voz, nós já estaremos contentes em deixar que o próprio Senhor, em sua amorosa sabedoria, decida como irá responder.

C. Para nós é mais importante termos nossas orações ouvidas do que respondidas. É nisso que o Salmista está centrado: “Escuta Senhor a minha voz”. Note que ele não diz: RESPONDE, e sim ESCUTA!

D. Se Deus nos desse a absoluta certeza de que responderia a todas as nossas orações conforme pedimos, isso seria uma verdadeira maldição sobre nossas vidas, pois Deus estaria jogando a responsabilidade final das nossas vidas sobre nós mesmos e isso provocaria uma ansiedade insuportável.

E. Estamos dizendo isso porque devemos considerar o que a Bíblia nos diz a esse respeito:

Romanos 8:26

Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.

Tiago 4:3

Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.

F. Devemos estar contentes em saber que Deus ouve nossas orações e que Suas respostas são sempre de acordo com duas verdades:

1. Deus responde nossas orações de acordo com aquilo que ele sabe ser o melhor para nós.

2. Deus responde nossas orações de acordo com aquilo que irá produzir a maior glorificação do seu nome.

II. Os Ouvidos de Deus Estão Atentos à Nossas Súplicas.

A. Quando nos aproximamos de Deus devemos estar conscientes de nossa condição. Somos pecadores, não merecemos nada senão a condenação eterna, mas Deus é compassivo e misericordioso e está sempre pronto a ouvir:

Salmos 30:10

Ouve, SENHOR, e tem compaixão de mim; sê tu, SENHOR, o meu auxílio.

B. Não devemos temer importunar a Deus, quando nossa atitude for apropriada. Nós oramos, porque Deus é um Deus gracioso e ouve os humildes e quebrantados de coração:

Isaías 57:15

Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.

C. Essa era a condição do Salmista: ele estava profundamente enredado em seus próprios pecados. Estava confuso, humilhado. Precisava do socorro que só o SENHOR podia lhe dar. Nós só entendemos a grandeza do que Deus pode fazer a nosso favor quando entendemos a verdadeira dimensão da nossa condição desesperadora.

D. Depois de orarmos uma vez acerca da nossa condição nós devemos continuar orando sobre nossas orações anteriores. Quando não temos mais palavras, podemos insistir com o Senhor com aquelas que usamos antes.

E. Mesmo sabendo que se encontrava em um grande abismo, acima de tudo o Salmista insistia com Deus porque, no fundo — desculpem o trocadilho — ele sabia que as promessas de Deus dependem exclusivamente do próprio Deus para serem cumpridas, e não dependem nada de nós suas criaturas pecaminosas. Oh! DEUS SEJA LOUVADO!

Conclusão

A. Hoje em dia as pessoas não valorizam a obra de Jesus. Sabem por que isso acontece? É porque elas não entendem a verdadeira condição desesperada em que se encontram. Mas quando entendemos que sem Cristo, nós estamos completamente perdidos e condenados ao fogo eterno do inferno, então rapidinho, as palavras do Salmista fazem sentido para nós: “Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas.”

B. Falando acerca dessa condição desesperada em que nos encontramos o profeta Ezequiel, inspirado pelo Espírito Santo disse:

Ezequiel 36:31

Então, vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações.

C. Jó quando entendeu sua real condição diante de Deus fez a seguinte afirmação:

Jó 42:5—6

Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.

D. Na mensagem anterior — ver link abaixo — nós mencionamos a parábola que Jesus contou — a parábola do Juiz Iníquo — acerca do dever de orar sempre e nunca esmorecer. Então, quando obedecemos a esse preceito, o de orar sempre sem esmorecer, nós podemos ter certeza que o Senhor vira ao nosso socorro para fazer cumprir Suas próprias promessa:

Jeremias 29:13

Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.
Jesus nos fez uma promessa semelhante:

Mateus 7:7—8

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.

E. Como o Salmista devemos ter nossos corações sempre quebrantados diante de Deus e dizer como ele faz em:

Salmos 28:2

Ouve-me as vozes súplices, quando a ti clamar por socorro, quando erguer as mãos para o teu santuário.

F. Os que entendem essas verdades e as praticam estão a caminho de tornarem-se as pessoas mais felizes que podem existir sobre a face da Terra.

G. Na próxima mensagem vamos começar a falar das Misericórdias de Deus.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 5 de julho de 2014

EFÉSIOS - SERMÃO 006 – A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA — O ESPÍRITO SANTO COMO SELO E PENHOR - EFÉSIOS 1:11—14



Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS

Introdução.

A. Já tivemos a oportunidade de ver como Deus:

1. Nos abençoou com toda sorte de bênção espiritual em Cristo. Essas bênçãos se manifestam, entre outras maneiras, através da:

a. Nossa escolha para sermos santos e irrepreensíveis diante de Deus.

b. Nossa predestinação para sermos adotados como filhos de Deus.

c. Nossa redenção – o fato de que fomos libertados tanto da condenação quanto do poder do pecado.

d. Da remissão ou perdão de todos os nossos pecados.

e. Da promessa de que todos as coisas serão unificadas ou submetidas ao Senhor Jesus, que é chamado de “cabeça da Igreja”.

2. E tudo isto, nos diz o apóstolo Paulo, foi feito por Deus através do Senhor Jesus Cristo e em amor!

B. Jesus é o grande reconciliador entre os homens pecadores e o Deus santo. E hoje queremos ver, três verdades adicionais que nos dizem respeito por causa daquilo que Jesus fez a nosso favor. Vamos, portanto, colocar...

A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA - O ESPÍRITO SANTO COMO SELO E PENHOR

I. O Povo de Deus é Possessão de Deus.

A. Este é um conceito antigo. Começou com o Povo de Israel — ver Deuteronômio 4:20. Inúmeros outros versículos falam acerca deste fato — ver Êxodo 19:4—5; Deuteronômio 9:29; 32:9; 1 Reis 8:51; Salmos 33:12; 106:40; Jeremias 10:16 e Zacarias 2:12.

B. O mesmo é verdade com relação a nós, pois Paulo diz que: “em Cristo, nós fomos feitos herança de Deus”.

C. O uso da mesma linguagem para descrever o povo de Israel e a Igreja é um claro indicativo de que existe uma continuidade entre os dois.

D. Quando a Bíblia diz que um povo é herança do Senhor está querendo dizer que este povo é propriedade particular ou pessoal de Deus mesmo.

E. De fato o apóstolo Pedro nos diz que somos um povo “de propriedade exclusiva de Deus” – ver 1 Pedro 2:9. O mesmo era verdadeiro com relação ao povo de Israel – ver Deuteronômio 7:6; 14:2; 26:18; Isaías 43:21; Malaquias 3:17.

F. Então nós temos que nos perguntar: Como é que Alguém se Torna Parte do Povo de Deus?

II. O Povo de Deus Depende da Vontade de Deus.

A. Como é que alguém se torna parte do “povo de propriedade exclusiva de Deus”? Note a resposta de Paulo nos versículos a seguir:

1. “segundo o beneplácito da Sua vontade” — Efésios 1:5.

2. “segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo” — Efésios 1:9.

3. “segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade”— Efésios 1:11.

B. Estas passagens nos falam da vontade — θελήματος thelématos — de Deus, do beneplácito ou bom prazer — εὐδοκίαν eudokían — de Deus e do propósito — πρόθεσιν próthesin — de Deus.  

C. É somente por causa a vontade graciosa de Deus em nos salvar que o evangelismo possui esperança de ser bem sucedido e a fé se torna possível.

D. A segurança que podemos ter acerca destes fatos nos é concedida, nada mais nada menos, do que pela presença do próprio Espírito Santo de Deus em nossas vidas:

1. “fostes selados com o Espírito Santo da promessa” – Efésios 1:13.

2. “o qual é o penhor da nossa herança” – Efésios 1:14.


100% Legítimos Folhos de Deus

E. “Selados” — ἐσφραγίσθητε esfragísthete — fostes selados, como expressão da graça de Deus para com seu povo. Através da selagem, Deus indica claramente que pertencemos a Ele e por este fato somos distintos de todas as outras pessoas que habitam nosso planeta. Indica também que toda a afeição de Deus está voltada para nós e como consequência somos protegidos e guardados por Deus mesmo.


O Penhor do Espírito como "Garantia e Segurança"

F. “Penhor”ἀρραβὼν arrabòn —  penhor. A palavra grega tem sua origem na transliteração da palavra em hebraico עֵרָבוֹן arabon — raiz עֵרָב arab — penhor, e que significava a concessão de uma garantia inicial visando à ratificação de algum tipo de contrato. Esta garantia era oferecida como um sinal ou uma entrada dos nossos dias e, servia para indicar que o contrato ou acordo seria cumprido até o fim. Era a garantia de que o preço combinado seria pago integralmente —

Gênesis 38:17—18

17 Ele respondeu: Enviar-te-ei um cabrito do rebanho. Perguntou ela: Dar-me-ás penhor até que o mandes?

18 Respondeu ele: Que penhor te darei? Ela disse: O teu selo, o teu cordão e o cajado que seguras. Ele, pois, lhos deu e a possuiu; e ela concebeu dele.

G. De acordo com o Dicionário Aurélio Século XXI, penhor é um direito real que, em sentido figurado, significa “garantia, segurança, prova”. E qual é o penhor, segurança, garantia ou prova que nosso Deus nos concede, de que Ele ira cumprir tudo o que Ele tem prometido a nosso respeito nas páginas das Escrituras Sagradas? Ele mesmo, na pessoa do Espírito Santo! Oh Aleluia!

Agora chegou a hora de respondermos à seguinte pergunta: Porque Deus nos faz seus filhos?

III. O Povo de Deus Vive para a Glória de Deus.

A. Por três vezes, Paulo faz uma alusão à glória de Deus em Efésios 1:3—14:

1. “para o louvor da glória da Sua graça”— Efésios 1:6.

2. “para o louvor da Sua glória” — Efésios 1:12.

3. “em louvor da Sua glória” — Efésios 1:14.

Mas, qual é o significado destas expressões. O que, exatamente Paulo está querendo dizer ao usar: 1) louvor da glória da Sua graça; e, 2) louvor da Sua glória?

B. Quando Paulo usa a expressão “louvor da Sua Glória”, ele está se referindo à revelação de Deus, através de Sua Palavra e especialmente através da pessoa do Senhor Jesus.

C. Quando Paulo usa a expressão “glória da Sua graça”, ele está se referindo à revelação que Deus faz de Si mesmo, como um Deus gracioso.

D. Desta maneira, viver para “o louvor da glória da Sua graça” ou “em louvor da Sua glória” significa:

1. Adorar a Deus, mediante atos e palavras, como o Deus gracioso que Ele é.

2. Fazer com que outros, vendo nosso exemplo, possam se unir a nós com a mesma atitude!

Conclusão:

1. Somos o povo de Deus. Estamos vivendo à altura deste privilégio? Apenas, como uma breve ilustração daquilo que isto significa, vamos ler Efésios 4:1—3.  

2. Como nos tornamos membros do povo de Deus? Somente pela vontade do próprio Deus. Se dependesse de nós, jamais nos voltaríamos para Deus. Lembrem-se: Deus, nos escolheu em Cristo, antes da fundação do mundo — ver Efésios 1:4.

3. Devemos viver para a glória de Deus. Isto quer dizer que devemos viver de acordo com a revelação de Deus. Viver de acordo com a revelação de Deus, como a percebemos em Jesus Cristo e nas páginas da Bíblia nos faz seguir em uma violenta rota de colisão com o mundo ao nosso redor, pois as pessoas estão centradas em si mesmas e vivendo, exclusivamente, para si mesmas.

4. “Os seres humanos caídos são escravos de seu próprio egoísmo, e, por esse motivo, possuem uma confiança absoluta no poder da sua própria vontade, ao mesmo tempo em que nutrem um insaciável apetite pelo louvor de sua própria glória. Mas o povo de Deus, mediante a ação do Espírito Santo no homem interior, procura viver para a glória de Deus. Para o louvor da glória da graça de Deus. A nova sociedade, que Deus está criando, possui novos valores e novos ideais. Isto tudo só é possível porque:

a. O povo de Deus é um povo de propriedade exclusiva de Deus.

b. O povo de Deus é um povo que vive pela vontade do próprio Deus.

c. O povo de Deus é um povo que vive para a glória de Deus.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS

EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE



EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.