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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

NOSSA RIQUEZA EM CRISTO — ESTUDO 040 — DEUS NOS PERDOOU EM CRISTO


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Esse artigo é parte da série "Em Cristo" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior 
40. Efésios 4:32 - Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.

Antes, sede uns para com os outros benignos – O versículo começa com uma exortação a sermos χρηστοί chrestoí — benignos i.e., a manifestarmos a característica de uma pessoa gentil e agradável como o oposto a alguém que é difícil, duro, rígido, amargo — ver também

1 Pedro 3:8

Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes.

A fé cristã, através da regeneração do espírito humano, mediante a ação do Espírito Santo, é capaz de produzir um genuíno espírito de cortesia e polidez, porque nosso Deus é, Ele mesmo, um Deus benigno —

Romanos 2:4

Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?

A ação do Espírito de Deus na vida de uma pessoa nunca a transforma em alguém que é rude, grosseiro ou amargurado; nem dispõe os seguidores de Jesus a uma predisposição para violar as regras sadias do contato social. O segredo verdadeiro da cortesia e da polidez pode ser resumido em uma única palavra: benevolência. Não existe genuína vida de fé em uma pessoa que seja amarga e manifeste um temperamento de rudeza e repulsividade. O mundo ensina seus seguidores a serem PC — politicamente corretos —, mas não é acerca disSo que este versículo está falando. A polidez e cortesia ensinadas na Bíblia estão baseadas em verdadeira e genuína bondade, conforme —

Colossenses 3:12

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

Nossa cortesia deve ser resultado direto do amor de Deus implantado em nós pelo Espírito Santo —

1 Coríntios 13:4—8a

4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,

5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;

6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;

7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8 O amor jamais acaba;

Compassivos — em grego εὔσπλαγχνοι eusplagchnoi  — que, literalmente, quer dizer: “ter entranhas fortes, ter bom coração”. Essa palavra é usada por Paulo porque, no Mundo Antigo, as entranhas eram consideradas como a sede das paixões mais extremas, tal como o ódio e o amor. Para os hebreus, as entranhas representavam a sede das afeições mais sensíveis, especialmente da bondade, da benevolência e da compaixão. Estas três características se manifestavam de forma especial em um coração misericordioso que é o coração que não trata as pessoas de acordo com o que elas merecem, e sim...

Perdoando-vos uns aos outros — Foi o próprio Senhor Jesus quem disse as seguintes palavras:

Lucas 17:2—5

Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé.

O ensino de Jesus é claro: arrependimento acompanhado de confissão deve sempre nos levar a perdoar o ofensor, independentemente, de quem ele seja ou de quantas vezes nos tenha ofendido. Isso é ilustrado de maneira perfeita na oração que o Senhor nos ensinou, onde Jesus no ordena dizendo: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso.... e perdoa-nos as nossas dívidas”. Nos dias de Jesus era muito comum e muito frequente nos escritos judaicos, chamar os pecados de “débitos ou dívidas” e, estreitamente relacionada com isso, estava a ideia de pedir perdão tanto a Deus quanto aos homens. Estaria Jesus, ao ordenar que deveríamos pedir para Deus perdoar nossas dívidas, usando o conceito judaico tão em voga nos seus dias? Se por um lado nós levarmos em conta que o Evangelho de Mateus foi escrito preferencialmente para apresentar Jesus aos Judeus e, por outro lado, se nós levarmos em conta que em outra passagem paralela a esta — ver Lucas 11:4 — Jesus ordena que devemos orar dizendo: “perdoa-nos os nossos pecados”; então, podemos concluir que: muito provavelmente Jesus estava mesmo usando um conceito que era comum naqueles dias. Mas o que significa dizer que nossos pecados podem ser comparados a “dívidas ou débitos”? Em primeiro lugar precisamos deixar bem claro que os pecados não são chamados de dívidas ou débitos porque eles sejam isto mesmo, em algum tipo de capacidade. A ilustração foi inventada pelos judeus para ensinar que por causa dos nossos pecados, nós acabamos por nos tornar devedores ou devemos satisfação tanto à Lei como à Justiça de Deus. Agora, nós temos que nos lembrar, sempre e sempre, de que nossos débitos para com Deus são numerosos e extensos e que somos completamente incapazes de oferecer uma satisfação que seja suficiente para quitar os mesmos. Não existe absolutamente nenhuma criatura que seja capaz de oferecer tal satisfação seja para si mesma seja a favor de outrem. Por este motivo, somos orientados por Jesus a orar a Deus, para que Deus mesmo nos perdoe todas as nossas ofensas. Ora, se nós, que somos pecadores contumazes, somos orientados a pedir sempre perdão a Deus e temos d’Ele a promessa de que Ele sempre nos perdoa, como podemos endurecer nossos corações e não perdoar aqueles que nos ofendem? O nosso orgulho e nossa cegueira não nos permitem enxergar nossa patética condição de pecadores, e acabam por endurecer nossos corações e nos fazem insensíveis à necessidade que temos de perdoar aos outros.

Como também Deus, em Cristo, vos perdoou – Qual é o significado desta expressão? Em primeiro lugar temos a afirmação de que podemos ser perdoados por Deus por causa daquilo que Jesus fez e sofreu. Como todo o resto da vida cristã, o perdão concedido por Deus para nós só nos alcança de forma efetiva por meio de Cristo. E como é que Deus nos perdoa “em Cristo”?

1. Em primeiro lugar, o perdão que nos é concedido é um perdão misericordioso, pois nos protege de recebermos o que nossas ofensas realmente mereciam, que é a morte!

2. Em segundo lugar, é um perdão gracioso, pois nos outorga aquilo que nós, sendo culpados, não merecíamos em nenhuma hipótese.

3. Depois, é um perdão pleno, pois nos perdoa todos os nossos pecados.

Quando pensamos na nossa responsabilidade de perdoar uns aos outros o modelo que temos que seguir é o que está apresentado logo aí em cima. Talvez precisemos urgentemente, lançar nossos braços para o alto, e como os discípulos pedir ao Senhor: Aumenta-nos a fé! O perdão que precisamos oferecer precisa, como é o próprio perdão que Deus nos oferece, ser completo, cordial e constante. A pior coisa que podemos fazer é desenterrar coisas nada a ver com a situação que estamos enfrentando. Ofensas antigas são como velhos cadáveres que manifestam apenas podridão e mau cheiro. Temos que aprender a nos tratar como se o outro nunca tivesse nos ofendido, pois é exatamente dessa maneira que Deus no trata em Cristo. Então vejamos, na prática, o que significa “perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”:

1. Temos a obrigação de perdoar nossos irmãos e irmãs. Não temos opção de escolha entre perdoar e não perdoar. Usar a liberdade cristã como pretexto para não perdoar é realmente negligenciar a obrigação que pesa sobre nós.

2. A paz e a alegria da igreja dependem desse moto contínuo de perdão entre todos os seus membros. Todos estão sujeitos a ofender os irmãos e certamente todos nós ofendemos a Deus. Todos nós precisamos confessar nossos pecados e sermos perdoados uns pelos outros, e todos nós precisamos ser perdoados por Deus.

3. Nossos corações duros e cegos são peritos em inventar desculpas para não nos submetermos a esse mandamento. Mas, deixe-me enfatizar, que nests assunto não existe nenhum tipo de perigo que possa justificar nossa negligência. A regra estabelecida pelas Escrituras é simples: como Deus te perdoou, assim também você deve perdoar. Que cada um de nós possa se aquietar por alguns momentos e revisar as próprias tolices e pecados; que considere sua própria vida e em como tem ofendido a Deus; que possa também ser lembrado como tudo, absolutamente tudo, foi perdoado por Deus, em Cristo. Uma vez, consolado por essas verdades, que cada um possa procurar seu irmão e que possa haver genuína reconciliação. Como Deus nos perdoou, assim também devemos nos perdoar uns aos outros.

Perdoar alguém, ademais, significa que a ofensa não será mais lembrada; que a mesma não será mais referida visando lembrar o ofensor de algo que deveria estar liquidado. Por fim, perdoar nosso irmão deve indicar de maneira inequívoca que nosso amor por ele continua exatamente o mesmo, pois reflete o amor de Jesus. O Senhor não nos ama menos porque pecamos, pelo contrário, Seu amor por nós é constante e sua promessa é a de que:

1 João 1:9

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “EM CRISTO”:
O estudo introdutório dessa série, número 000, pode ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/06/nossa-riqueza-em-cristo-introducao.html
O estudo número 001 dessa série — Justificação Gratuita — pode ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/07/romanos-324-nossa-riqueza-em-cristo-001.html
O estudo 002 dessa série — Nossa Identidade com Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/08/romanos-63-nossa-riqueza-em-cristo-002.html
O estudo 003 dessa séria — Mortos para o Pecado, Mas Vivos para Deus — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/09/romanos-611-nossa-riqueza-em-cristo-004.html
O estudo 004 dessa série — O Salário do Pecado X o Dom Gratuito de Deus — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/10/romanos-623-nossa-riqueza-em-cristo-005.html
O estudo 005 dessa série — Nenhuma Condenação em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/11/romanos-812-nossa-riqueza-em-cristo-005.html
O estudo 006 dessa série — Nada Pode nos Separar do Amor de Deus — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/12/romanos-83839-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 007 — Somos Membros uns dos Outros em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/01/romanos-125-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 008 — Santificados em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/02/1-corintios-12-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 009 — A Graça de Deus em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/03/1-corintios-14-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 010 — Somos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/04/1-corintios-130-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 011 — Somos Espirituais em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/05/1-corintios-31-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 012 — Somos Loucos, Fracos e Desprezíveis Porque Estamos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/06/1-corintios-410-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 013 — Somos Gerados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/07/1-corintios-415-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 014 — Nossa Esperança em Cristo Não se Limita a Essa Vida Apenas — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/08/1-corintios-1519-nossa-riqueza-em.html
O estudo 015 — Todos Serão Vivificados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/09/1-corintios-1522-nossa-riqueza-em.html
O estudo 016 — Todos São Amados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/10/1-corintios-1624-nossa-riqueza-em.html
O estudo 17 — Somos Todos Ungidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/11/2-corintios-12122-nossa-riqueza-em.html
O estudo 18 — Não Mercadejamos a Palavra de Deus — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/12/2-corintios-217-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 19 — O Véu é Removido em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/01/2-corintios-214-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 20 — Somos Novas Criaturas em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/02/2-corintios-517-nossa-riqueza-em-cristo_9.html
O estudo 21 — Deus Estava em Cristo Reconciliando Consigo o Mundo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/03/2-corintios-519-nossa-riqueza-em-cristo_7.html
Os estudos 22 e 23 — Sendo Conhecido em Cristo — poderão ser encontrados aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/04/galatas-122-nossa-riqueza-em-cristo-023.html
O estudo 24 — Nossa Liberdade em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/05/galatas-24-nossa-riqueza-em-cristo-024.html
O estudo 25 — Justificação Pela fé em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/06/galatas-216-nossa-riqueza-em-cristo-025.html
O estudo 26 — Filhos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/07/galatas-326-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 27 — Revestidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/08/galatas-327-nossa-riqueza-em-cristo-027.html
O estudo 28A — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 001 poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/09/galatas-328-nossa-riqueza-em-cristo-028.html
O estudo 28B — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 002 poderá ser encontrado aqui:
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/09/galatas-328-nossa-riqueza-em-cristo.html
O estudo 029 — Somente a Fé Que Atua Pelo Amor Tem Valor em Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/10/galatas-56-nossa-riqueza-em-cristo-029.html
O estudo 030A — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 001
 http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/11/efesios-13-nossa-riqueza-em-cristo-030.html
O estudo 030B — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/efesios-13-nossa-riqueza-em-cristo-031.html
O estudo 030C — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 003 — E a Chamada Visão de Hermes
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/01/efesios-13-nossa-riqueza-em-cristo-032.html
O estudo 030D — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 004 — O Ensinamento Bíblico Acerca do Céu
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/02/efesios-13-nossa-riqueza-em-cristo-030d.html
O estudo 031 — Desvendando-nos o Mistério da Sua Vontade Em Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/03/efesios-13-nossa-riqueza-em-cristo-031.html
O estudo 032 — Para o Louvor da Glória de Deus em Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/efesios-112-nossa-riqueza-em-cristo-032.html
O estudo 033 — Ressuscitados em Cristo e Assentados nos Lugares Celestiais
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/efesios-26-nossa-riqueza-em-cristo-033.html
O estudo 034 — Mostra a Suprema Riqueza da Sua Graça em Bondade para conosco em Cristo.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/12/nossa-riqueza-em-cristo-034-para.html
O estudo 035 — Mostra como somos salvos em Cristo para a prática de boas obras manifestadas por meio de uma vida de santidade.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/02/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-035.html
O Estudo 036 — Nos Fala de Como Somos Aproximados de Deus Porque Estamos em Cristo.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-036.html
O Estudo 037 — Nos Fala de Como Somos Co-herdeiros, Co-participantes e Membros dum mesmo Corpo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/em-cristo-efesios-36-nossa-riqueza-em.html
O Estudo 038A — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 001 — Cristo o Mistério Revelado de Deus
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/em-cristo-efesios-3812-estudo-038a-as.html
O Estudo 038B — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 002 — A Igreja Edificada Sobre Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-038b.html
O Estudo 038C — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 003 — O Que é a Verdadeira Igreja de Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-038c.html
O Estudo 038D — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 004 — O Que é a Verdadeira Igreja de Cristo — O Corpo de Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-038d.html
O Estudo 038E — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 005 — O Que é a Verdadeira Igreja de Cristo — A Plenitude de Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-038e.html
O Estudo 038F — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 006 — O Que é a Verdadeira Igreja de Cristo — Os Eleitos Por Deus em Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-038f.html
O Estudo 039 — Nos Fala De Como Devemos Glorificar a Deus Porque Estamos em Cristo — Jesus e a Glória de Deus
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-039.html
O Estudo 040 — Nos Fala De Como Deus Nos Perdoou em Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/nossa-riqueza-em-cristo-040-deus-nos.html

O Estudo 041 — Nos Fala de Sermos Ousados em Cristo Para Falar
O Estudo 042/043 — Nos fala de nos gloriarmos ou alegrarmos em Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/nossa-riqueza-em-cristo-042043.html



O Estudo 044 — Nos fala de: exortação, Consolação de Amor, Comunhão, Afetos e Misericórdias em Cristo
Que Deus abençoe a todos com Seu maravilhoso perdão EM CRISTO. 

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 005 — A AMARGURA

Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A QUARTA questão que devemos analisar é:

5. Amargura —

A amargura é um sentimento poderoso. É tão poderoso que pode sair de uma pessoa amargurada e se instalar em outras pessoas, como um vírus ou uma bactéria. A amargura pode ser letal para sua vida cristã:

Hebreus 12:14—15

14 Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,

15 atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados.

A amargura surge em nossos corações todas as vezes que passamos a abrigar nos mesmos o ranço, um espírito inclemente ou um espírito de vingança, contra qualquer pessoas por causa de uma ofensa que nos foi feita, ou atá mesmo que imaginamos que nos foi feita.

A parábola dos dois devedores de Lucas 7:36—50 deve nos ajudar a entender bem tudo o que estamos querendo dizer:

Lucas 7:36—50

36 Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa.

37 E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento;

38 e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o unguento.

39 Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora.

40 Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre.

41 Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinquenta.

42 Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?

43 Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem.

44 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.

45 Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés.

46 Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés.

47 Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.

48 Então, disse à mulher: Perdoados são os teus pecados — comparar com Hebreus 9:12.

49 Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados?

50 Mas Jesus disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.

Simão, o fariseu, convidou a Jesus para almoçar em sua casa, depois da reunião no sábado pela manhã numa sinagoga qualquer. Mas como a história deixa claro, seu gesto não foi porque ele amava o Senhor Jesus. É possível que ele quisesse se aproveitar da fama de Jesus e depois poder se gabar que o Mestre da Galileia havia almoçado em sua casa. Ou então, sendo um fariseu, quisesse usar aquela oportunidade para conseguir algum motivo justificável pelo qual ele pudesse denunciar a Jesus para as autoridades em Jerusalém. 

Independentemente quais fossem suas intenções, o fato é que as mesmas foram completamente frustradas por uma prostituta e pelo magnânimo perdão que o Senhor tem para oferecer aos pecadores ou para todos aqueles que o ofendem profundamente com seus comportamentos desagradáveis. Essa condição enfrentada por Simão deve nos servir de advertência contra alimentarmos qualquer sentimento perverso e pecaminoso de amargura, e um espírito inclemente contra quem quer que seja. 

Quando somos ofendidos, em vez de ficar ofendidos devemos entregar tudo nas mãos de Deus porque ele tem prometido o seguinte: 

Romanos 12:19

Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. 

Sabe porque o Senhor nos faz esse tipo de promessa? Porque Ele realmente não deseja que nenhum de nós se deixe contaminar por qualquer raiz de amargura. Todos os que insistem em manter uma atitude rancorosa, um espírito inclemente ou um espírito não perdoador serão culpados diante do Senhor, por não confiarem em sua promessa tão clara e tão explícita: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei. Como prova de que não abrigamos nenhuma dessas características pecaminosas é que somos desafiados a tratar bem nossos inimigos e não deixar que o mal nos vença, mas que vençamos o mal pela prática do bem —

Romanos 12:20—21

20 Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.

21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

Outro mandamento semelhante a esse que acabamos de ver, pode ser encontrado na seguinte passagem:

Êxodo 23:4—5

4 Se encontrares desgarrado o boi do teu inimigo ou o seu jumento, lho reconduzirás.

5 Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo.

Todavia, nesse processo todo — de se pagar com o bem, o mal recebido — é importante destacarmos que Deus não espera que nenhum de nós consideremos o mal que nos foi feito como se não tivesse acontecido. O que Deus deseja é que não nos deixemos contaminar pelo mal que nos fizeram, permitindo que brote qualquer raiz de amargura, ou pior ainda, que possamos agir com o intuito de nos vingar a nós mesmos. Essas coisas Deus não deseja ver em nossas vidas. Por outro lado, nunca devemos deixar de chamar o mal pelo seu nome apropriado: “MAL” — 

Gênesis 4:23

E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou. 

Romanos 12:19—21

19 não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.

20 Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.

21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 

E mais... 

Isaías 5:20

Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! 

O que o Senhor espera de nós é que possamos perdoar o malfeitor e transferir para o próprio Deus a responsabilidade de tratar o malfeitor com toda justiça, como apenas o próprio Deus pode fazer. Enquanto isso, nós devemos aprender e ser bondosos com todos os nossos inimigos, conforme o próprio Jesus nos ensinou a orar em — 

Mateus 6:12

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores. 

E mais ainda — 

Mateus 6:14—15

14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará;

15 se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

Quando tentamos nos vingar de qualquer mal que nos foi feito estamos, de fato, dizendo para Deus que ele é um mentiroso, quando afirma que Ele mesmo retribuirá o mal que foi feito. E quem chama Deus de mentiroso não pode esperar ser beneficiado pela obra redentora de Jesus sobre a cruz do Calvário. 

Concluindo, precisamos nos empenhar amparados pela graça de Deus e o poder do Seu Espírito Santo, no sentido de não nos deixarmos vencer pelo mal, permitindo o surgimento de raízes de amargura de qualquer natureza em nossos corações, e muito menos alimentarmos um espírito implacável e não perdoador. Devemos buscar a ajuda de Deus, suplicando por Sua graça até que toda amargura e espírito implacável sejam colocados sob o poder do Espírito Santo e sejamos verdadeiramente livres para confiar plenamente em Deus e suas promessas e severas admoestações, como as que vimos nessa estudo. Para terminar podemos fazer uma reflexão final no texto de — 

2 Coríntios 10:4—5

4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas

5 e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.



OUTROS ARTIGOS DE PECADOS QUE PODEM DESTRUIR NOSSAS ALMAS
Estudo 001 — A FALSA CULPA

Estudo 002 — A ANSIEDADE

Estudo 003 — O REMORSO

Estudo 004 — A AMBIÇÃO

Estudo 005 — A AMARGURA

Estudo 006 — A INVEJA E O CIÚME

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 001

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 003

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 004 – FINAL

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 002

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus nos abençoe a todos.   

Alexandros Meimaridis 

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