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sábado, 23 de maio de 2015

ANTROPÓLOGA DEBORA DINIZ ADVERTE CONTRA O PERIGO QUE A LIBERDADE RELIGIOSA CORRE NO BRASIL



A entrevista abaixo foi publicada no site da Revista ISTOÉ e apesar de não refletir, as posições defendidas pelo Blog o Grande Diálogo, ainda assim entendemos que a mesma contém verdades importantes para a discussão cada vez mais presente que envolve a laicidade do Estado brasileiro e os interesses dos representantes das religiões majoritárias do catolicismo e dos evangélicos.

"A liberdade religiosa está ameaçada no país"

Antropóloga Debora Diniz afirma que o Estado está sendo questionado na Justiça por tentar privilegiar o ensino católico nas escolas públicas e que livros didáticos associam os ateus aos nazistas

Por Solange Azevedo

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ESPECIALISTA: Debora desenvolve pesquisas sobre laicidade e direitos humanos

O trabalho da antropóloga e documentarista carioca Debora Diniz tem sido amplamente reconhecido mundo afora. Aos 41 anos, ela já recebeu 78 prêmios por sua atuação como pesquisadora e cineasta. Professora da Universidade de Brasília, Debora é autora de oito livros. O último deles – “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” – trata de uma discussão que está emergindo no País e deverá ser motivo de debates acalorados no Supremo Tribunal Federal. “Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008”, lembra Debora. “Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”

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"O acordo Brasil-Vaticano prevê que o ensino religioso seja, necessariamente, católico e confessional"

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"A criminalização da homofobia incomoda comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão"

ISTOÉ -

O ensino religioso nas escolas públicas, num Estado laico como o Brasil, é legítimo?

DEBORA DINIZ -

Sim e não. Sim porque está previsto pela Constituição. E não quando se trata da coerência com o pacto político. Chamo de coerência a harmonia com os outros princípios constitucionais: da liberdade e do pluralismo religiosos e da separação entre o Estado e as igrejas. Falsamente, se pressupõe que religião seria um conteúdo necessário para a formação da cidadania.

ISTOÉ –

O pluralismo religioso é respeitado nas escolas públicas?

DEBORA DINIZ -

Não. A Lei de Diretrizes e Bases delega aos Estados o poder sobre a definição dos conteúdos e quem são os professores habilitados. Isso não acontece com nenhuma outra matriz disciplinar no País. A LDB diz que o ensino religioso não pode ser proselitista. Apesar disso, legislações de vários Estados – como a do Rio de Janeiro – afirmam que tem de ser confessional. Determinam que seja católico, evangélico.

ISTOÉ -

As escolas viraram igrejas?

DEBORA DINIZ -

As aulas de ensino religioso, obrigatórias nas escolas públicas, se transformaram num espaço permeável ao proselitismo. Não é possível a oferta do ensino religioso confessional sem ser proselitista. Se formos para o sentido dicionarizado da palavra proselitismo, é professar um ato de fé. É a catequização. O proselitismo é um direito das religiões. Mas isso pode ocorrer na escola pública? A LDB diz que não.

ISTOÉ -

É possível haver ensino religioso sem ser proselitista?

DEBORA DINIZ -

É. A resposta de São Paulo foi defini-lo como a história, a filosofia e a sociologia das religiões.

ISTOÉ -

São Paulo seria o melhor exemplo de ensino religioso no País?

DEBORA DINIZ -

No que diz respeito ao decreto estadual, segundo o qual o ensino não deve ser confessional, sim. Mas se é o melhor exemplo na sala de aula, não temos pesquisas no Brasil para afirmar isso. A LDB diz que a matrícula é facultativa. Então, também devemos perguntar: o que a criança faz quando não está na aula de religião?

ISTOÉ -

O ensino religioso, da forma como está configurado, é uma ameaça à liberdade religiosa?

DEBORA DINIZ -

É. Quanto mais confessional for a regulamentação dos Estados, quanto mais os concursos públicos forem como o do Rio – em que o indivíduo tem de apresentar um atestado da comunidade religiosa a que pertence e, caso mude de religião, perde o concurso –, maior é a ameaça. A liberdade religiosa está ameaçada no País e a justiça religiosa também.

ISTOÉ -

Há uma tentativa de privilegiar uma ou outra religião?

DEBORA DINIZ -

Quase todos os Estados se apropriam do que aconteceu no Rio, nominando as religiões dos professores. No Ceará, por exemplo, o professor tem de ter formação em escolas teológicas. Mas religiões afro-brasileiras não têm a composição de uma teologia formal. Essa exigência privilegia os católicos e os protestantes.

ISTOÉ -

Por que o MEC não define o conteúdo do ensino religioso?

DEBORA DINIZ -

Há uma falsa compreensão de que o fenômeno religioso é um saber para iniciados, e não para especialistas laicos. Também há um equívoco sobre o que define o pacto político num Estado laico. O fenômeno religioso não é anterior ao fato político. Religião não pode ter um status que não se subordine ao acordo constitucional e legislativo. Isso é verdade em algumas coisas, tanto que o discurso do ódio não é autorizado. O debate sobre a criminalização da homofobia causa tanto incômodo às comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão. Não se poderá dizer que ser gay é grave perversão, como algumas fazem atualmente.

ISTOÉ -

Os livros didáticos dizem...

DEBORA DINIZ -

Dizem porque há essa lacuna de regulação e de fiscalização. Há uma subordinação do nosso pacto político ao fato religioso. O que é um equívoco. Também há uma falsa presunção de que o saber religioso não possa ser revisado. O MEC tem um painel em que todas as controvérsias científicas são avaliadas por uma equipe que diz o que pode e o que não pode entrar nos livros didáticos. A despeito de pequenas comunidades no campo da biologia dizerem que criacionismo é uma teoria legítima sobre a origem do mundo, o filtro do MEC diz que criacionismo não é ciência. Por que, então, o MEC não define o que pode entrar nos livros de ensino religioso e os parâmetros curriculares?

ISTOÉ -

O que os livros didáticos de religião pregam?

DEBORA DINIZ -

Avaliamos 25 livros didáticos de editoras religiosas e das que têm os maiores números de obras aprovadas pelo MEC para outras disciplinas. Expressões e valores cristãos estão presentes em 65% deles. Expressões da diversidade cultural e religiosa brasileira, como religiões indígenas ou afro-brasileiras, não alcançam 5%. Muitas tratam questões como a homofobia e a discriminação contra crianças deficientes de uma maneira que, se fossem submetidas ao crivo do MEC, seriam reprovadas. A retórica sobre os deficientes é a pior possível. A representação simbólica é de quem é curado, alguém que é objeto da piedade, que deixa de ser leproso e de ser cego. É a do cadeirante dizendo obrigado, num lugar de subalternidade.

ISTOÉ -

A submissão ao sagrado é estimulada?

DEBORA DINIZ -

É uma submissão ao sagrado, à confessionalidade. Mas a confessionalidade não se confunde com o sagrado. O sentido do sagrado pode ser explicado. No caso do “Alcorão”, é possível explicar que a escrita tem relação com a história do islamismo. Não precisamos de livros que violem o sagrado, que digam que Maria não era virgem. Mas eles não precisam se submeter à confessionalidade, dizer que há só uma verdade.

ISTOÉ -

Há um estímulo ao preconceito e à intolerância nos livros?

DEBORA DINIZ -

Sem dúvida. Há a expressão da intolerância à diversidade – das pessoas com deficiência, da diversidade sexual e religiosa, das minorias étnicas. Há, também, uma certa ironia com as religiões neopentecostais.

ISTOÉ -

A ideia da supremacia moral dos que têm religião é defendida?

DEBORA DINIZ -

É. Há equívocos históricos e filosóficos, como a associação de Nietzsche ao nazismo. As pessoas sem Deus são representadas como uma ameaça à própria ideia do humanismo. É muito grave a representação dos ateus. Isso pode gerar desconforto entre as crianças cujas famílias não professem nenhuma religião. Já que, nos livros, elas estão representadas como aquelas que mataram Deus e associadas simbolicamente a coisas terríveis, como o nazismo.

ISTOÉ -

As aulas facultativas podem se tornar uma armadilha?

DEBORA DINIZ -

Sem dúvida. A criança terá de explicar suas crenças, o que deveria ser matéria de ética privada. Pior: ao sair da aula com um livro como esse, as crianças talvez tenham de explicar por que não têm Deus.

ISTOÉ -

Não há reflexões históricas sobre o significado das religiões?

DEBORA DINIZ -

Nenhuma. Há uma enorme dificuldade de nominar as comunidades indígenas como possível religião. Elas possuem tradições e práticas religiosas ou magia. No caso das afro-brasileiras, também se fala em tradição.

ISTOÉ -

O que levou o Estado a proteger o ensino religioso na Constituição?

DEBORA DINIZ -

Foi uma concessão a comunidades religiosas numa disputa sobre o lugar de Deus e da religiosidade na Constituição. A religião foi mantida no que caracterizaria a vida boa e a formação da cidadania. Isso é um equívoco. A religião pode ser protegida pelo Estado, mas não no espaço de promoção da cidadania que é a escola.

ISTOÉ -

O ensino religioso está ganhando ou perdendo espaço no mundo?

DEBORA DINIZ -

Essa é uma controvérsia permanente. Nos Estados Unidos, um país bastante religioso, não está na escola pública. Na França, o país mais laico do mundo, também não. Exceto na região da Alsácia-Mosele. Na Bélgica e no Reino Unido está. Esses países hoje enfrentam com muita delicadeza a islamização de suas sociedades. Na Alemanha, grupos islâmicos já começaram a exigir o ensino de sua religião nas escolas públicas.

ISTOÉ -

Mas na França também há o outro lado, de proibirem vestimentas...

DEBORA DINIZ -

Esse é o paradoxo que a França enfrenta neste momento, sobre como respeitar o modelo da neutralidade. A lei do país proíbe símbolos religiosos ostensivos nas escolas públicas – cruz grande, solidéu, véu. O que o outro lado vai dizer? Que isso viola um princípio fundamental, que é a expressão das crenças individuais esta no próprio corpo.

ISTOÉ -

Quais são os desafios do ensino religioso no Brasil?

DEBORA DINIZ -

São gigantescos e podem ser divididos em três esferas. Uma é a esfera legal. O ensino religioso está sob contestação nos foros formais do Estado: no Supremo, no MEC e no Ministério Público Federal. Além de a lei do Rio de Janeiro estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008.

ISTOÉ -

E do que trata esta ação?

DEBORA DINIZ -

Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso na escola pública seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional. Estamos falando da estrutura da democracia. Segundo o ministro Celso de Mello, em toda a história do Supremo, só tínhamos tido uma ação que tocava na questão da laicidade do Estado. Isso foi nos anos 40. Agora, temos pelo menos duas. A segunda esfera é como o ensino religioso pode ou não pode ser implementado. O MEC precisa definir quem serão os professores, como serão habilitados e quais conteúdos serão ensinados. A terceira esfera é a sala de aula, a garantia de que vai ser um ensino facultativo e de que o proselitismo religioso será proibido.

A entrevista original poderá ser vista por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ISRAEL, QUEM DIRIA: TAMBÉM MANTEVE CAMPOS DE CONCETRAÇÃO DE PALESTINOS

Israel
Mahmud Hams / AFP - Israel - A comunidade internacional paga a reconstrução daquilo que Israel destrói, diz o professor Magid.

O artigo abaixo foi publicado pela revista Carta Capital e está baseado em pesquisas e descobertas recentes acerca de como o estado moderno de Israel — nada a ver com o Israel bíblico – manteve campos de concentração de palestinos entre os anos de 1948 e 1955.

Pesquisa revela campos de concentração para palestinos após a fundação de Israel

Prisioneiros de guerra de 1948 a 1955 sofriam com miséria, falta de higiene, fome, doenças, trabalho forçado, tortura e tentativas de fuga punidas com execuções

por Gianni Carta — De Paris

Décadas a fio, foi um segredo de polichinelo. Palestinos detidos em campos de concentração ou de trabalho sob o comando de judeus sionistas, entre o fim dos anos 1940 e 1955, contaram aos mais jovens as agruras vividas: miséria, falta de higiene, fome, doenças, trabalho forçado, tortura, tentativas de fuga punidas com execuções. No fim do mês passado, no entanto, fatos vieram à tona, abundantemente documentados. O jornalista Yazan al-Saadi escreveu artigo publicado pela versão inglesa do diário Al-Akhbar sobre a existência de pelo menos 22 campos de concentração e de trabalho, grande parte deles em território  que passara a se chamar Israel, entre 1948 e 1955. Milhares de palestinos foram mantidos nos campos nas mais terríveis condições. Al-Saadi apoia-se na pesquisa realizada pelo historiador Salman Abu Sitta, e pelo coautor Terry Rempel.

Abu Sitta, especializado em refugiados palestinos, publicou o resultado de sua pesquisa na edição de setembro do Journal of Palestine Studies. Ao longo de mais de duas décadas de investigação, Sitta, 76 anos, debruçou-se sobre quase 500 páginas de relatórios do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC). Redigidos por delegados da ICRC, como Emile Moeri, logo após a Guerra de 1948-1949, que deu aos sionistas o Estado de Israel, os documentos são indispensáveis a uma avaliação da forma subumana a que foram submetidos os detidos.

Campos de concentração cercados de torres, rodeados por arame farpado, sentinelas nos portões, lembram aqueles famosos na Polônia. Ali, homens entre 16 e 55 anos eram tratados com a maior severidade, tidos como prisioneiros de guerra. De acordo com uma nota de novembro de 1948 no diário de David ben Gurion, o mítico líder sionista, havia perto de 9 mil prisioneiros de guerra em campos naquele ano. Isso, claro, sem contar crianças e idosos. Difícil entender por que somente agora esse tema trágico foi “descoberto”.

Abu Sitta, de todo modo, incumbe-se de expor a razão ao diário Al-Akhbar: “Muitos desses palestinos detidos viam Israel como um inimigo cruel, e, por conseguinte achavam que trabalhar nos campos de concentração não era nada em comparação com a outra maior tragédia, a Nakba. A Nakba ofuscou tudo”. A Nakba (desastre), durante a Guerra de 1948-1949, refere-se ao êxodo de milhares de árabes, expulsos de seus lares, na Palestina.

Embora Magid Shihade, professor da Universidade de Birzeit e no momento professor visitante da Universidade da Califórnia em Davis, reconheça a enorme contribuição oferecida pela pesquisa de Abu Sitta à história palestina, não espera estudos mais aprofundados sobre os campos de concentração. “Você verá. Mesmo quando esses fatos se tornam conhecidos por todos, e documentados por historiadores, serão devidamente ofuscados.” E mais: “O conhecimento não basta, o poder de Israel e dos EUA de bloquear qualquer ação com base na existência de campos de concentração, ou outras tragédias anteriores ou posteriores, é enorme”. Observa ainda Shihade: “E a mídia ocidental raramente compartilha essas histórias, e por isso a maioria dos estudiosos não terá acesso a elas”.

Shihade tem razão, em parte. O Al-Akhbar publicou o artigo de Al-Saadi. E CartaCapital segue a mesma linha. O artigo no Journal of Palestine Studies terá alguma repercussão. Resumiu Abu Sitta para o Al-Akhbar: “Quanto mais você cavuca surgem mais crimes jamais reportados e desconhecidos”. Segundo ele, a Cruz Vermelha concordou em abrir os arquivos porque foi acusada de ter colaborado com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Em suas viagens aos arquivos da instituição em Genebra, Sitta descobriu cinco campos de concentração administrados por israelenses, quatro definidos como “oficiais”. O quinto campo, este de trabalho, chamado Umm Khalid, e talvez por esse motivo e mais pelo fato de ter sido fechado no fim de 1948, jamais foi tido como “oficial”.

Sitta procurou os detidos citados pela Cruz Vermelha. Obteve 22 depoimentos, todos a comprovar a existência de campos de concentração e de trabalho. Shihade confirma que tudo era sabido e ao mesmo tempo ignorado. “Os documentos compilados pelos funcionários da Cruz Vermelha acabaram por corroborar o que os palestinos diziam há décadas.”
Declarou um detido em Umm Khalid entrevistado por Abu Sitta e Rempel: “Tínhamos de cortar e transportar pedras todos os dias em uma pedreira. Refeições diárias: uma batata na parte da manhã e metade de um peixe seco à noite. Espancavam quem desobedecesse a ordens”. Após entrevistar vários ex-detidos, ficou claro para Abu Sitta e Rempel que havia pelo menos mais 17 campos de concentração “não oficiais”. Gravíssimo o fato de a vasta maioria se encontrar dentro das fronteiras estabelecidas pela ONU para a existência do Estado judaico.

Um relatório do delegado Emile Moeri, redigido em janeiro de 1949, revela as vicissitudes sofridas pelos palestinos. Crianças de 10 a 12 anos, idosos com tuberculose, morriam. E as autoridades judias não permitiam que essas pessoas fossem tratadas em hospitais árabes. Mais: guardas atiravam em prisioneiros de guerra, muitas vezes com a desculpa de que tentavam fugir. Há quem diga que a Cruz Vermelha resolveu se “adaptar” ao regime israelense para “proteger” os direitos civis mínimos dos palestinos. Na verdade, a Cruz Vermelha mostrou-se conivente com a brutalidade dos israelenses, impunes após violarem os direitos humanos.

Como escreve Al-Saadi: “Esse estudo (...) mostra os fundamentos e o início da política israelense em relação a civis palestinos a envolver sequestros, prisões e detenções”. Mais: “Essa criminalidade perdura até hoje”. Por sua vez, Abu Sitta diz a CartaCapital: “E visto que os EUA e o Reino Unido implantaram Israel em solo palestino, também sabiam dos campos e das perseguições. Emenda: “E até hoje, eles apoiam Israel”.

O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO:

Nada como um dia depois do outro para liquidar de vez com o misticismo e o fanatismo que os judeus são melhores que outros povos. A cada nova descoberta ficamos mais chocados em perceber que de todos os povos, os israelenses que tanto sofreram através dos séculos, e não apenas durante a Segunda Guerra Mundial, infelizmente não aprenderam nada acerca das palavras do profeta que diz:

Oséias 6:6

Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL





































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Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

A OCUPAÇÃO DOS TERRITÓRIOS PALESTINOS É A CAUSA DA VIOLÊNCIA EM ISRAEL AFIRMA “A VOZ JUDAICA PARA A PAZ”


Logo da organização "A Voz Judaica Para a Paz"

O material abaixo foi escrito por Tom Comptom da organização We Hold These Thruths — Nós Mantemos Essas Verdades — ou WHTT.

Trata-se de um apelo a todos aqueles que desejam, de alguma forma contribuir para a paz entre judeus e palestinos em Israel. Você, caro leitor poderá participar assinando a carta que será enviada aos jornais The Forward e Haaretz se opondo ao atual ataque das forças israelenses contra Gaza. Basta clicar no link abaixo:


Nos poucos dias desde que as Forças de Ataque de Israel começaram a bombardear a faixa de Gaza cerca de 620 pessoas já foram assassinadas, a maioria delas civis, sendo quase 200 crianças.

A carta escrita pela organização “VOZ JUDAICA PELA PAZ” diz, entre outras coisas, o seguinte:

“Nesses dias de tremendo sofrimento e medo que vai desde Jerusalém até Gaza e de Hebrom até Berseba nós queremos reafirmar que tanto israelenses quanto palestinos merecem habitar em segurança e gozar de justiça e igualdade, e lamentamos por todas as vidas que já foram ceifadas.

Nosso inabalável compromisso com a liberdade e a justiça para todos nos obriga a reconhecer que essa violência tem caído, de forma majoritária, sobre a população palestina. Também nos sentimos compelidos a afirmar que essa violência  tem uma causa principal que é: a ilegal ocupação por parte de Israel dos territórios que pertencem aos palestinos.3

Nós estamos unidos em nossa crença que:

1. A negação dos direitos humanos para os palestinos precisa ter um fim.

2. O estabelecimento de colônias judaicas ilegais precisa ter um fim.

3. O bombardeamento de civis precisar ter um fim.

4. O assassinato de crianças precisa ter um fim.

5. A valorização da vida dos judeus à custa da vida de outra nacionalidade precisa ter um fim.

Somente quando abraçarmos a igualdade entre todos os povo é que esse terrível derramamento de sangue terá um fim

Obrigado, A VOZ JUDAICA PARA A PAZ, que luta por paz e justiça na Palestina.

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Que Deus abençoe a todos e continuemos orando por PAZ e JUSTIÇA na PALESTINA OCUPADA.

Alexandros Meimaridis

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