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terça-feira, 14 de abril de 2015

COMO VIVEM OS PALESTINOS SOB A OCUPAÇÃO MILITAR ISRAELENSE


Israel 
Sob o governo de Benjamin Netanyahu não haverá Estado Palestino

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista Carta Capital.

Como é ser árabe sob a ocupação israelense?
"Life in Occupied Palestine", textos de um jornal acadêmico reunidos em livro disponível grátis por meio do Project Muse, retrata o sofrimento de um povo

Por Gianni Carta

Sob o governo de Benjamin Netanyahu não haverá Estado Palestino. Eis a principal promessa do premier israelense durante a campanha que o levou à sua quarta vitória consecutiva nas eleições legislativas de 17 de março. Saibam os mal informados a respeito de Netanyahu, agora com 65 anos, que ele jamais levou a sério “a solução de dois Estados”. E, a quem ignora as brutalidades perpetradas por Israel contra os palestinos, recomendo Life in Occupied Palestine, em Biography, publicação trimestral da Universidade do Havaí. O volume, publicado na primavera de 2014 e editado por Cynthia Franklin, Morgan Cooper e Ibrahim G. Aoude, “está disponível gratuitamente através do Project Muse, na internet, e cópias impressas também estão à disposição”, conforme Franklin esclarece.

Trata-se de uma compilação de textos edificantes para interessados em saber mais sobre as atrocidades israelenses, e também para estudiosos do tema. Life in Occupied Palestine oferece uma visão ampla, por dois motivos. Primeiro, os artigos são redigidos por acadêmicos de diferentes áreas e, portanto, com distintas abordagens e percepções da Palestina. Segundo, os autores têm diferentes origens e nacionalidades. Resultado: a edição especial torna-se um debate multicultural sobre a Palestina.

Magid Shihade, cientista político da Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, relata “como o Estado colonial israelense interrompeu, de forma sistemática, a mobilidade, a memória e a identidade local e regional dos palestinos em Israel em geral”. Shihade estrutura seu artigo em torno de dois piqueniques, realizados em 1962 e 1972, nas cercanias do vilarejo de Kafr Yassif, colonizado em 1948. O acadêmico nos sustenta que “os governantes britânicos coloniais”, e principalmente os EUA, traíram a Palestina ao “entregá-la” aos sionistas. “Armados e financiados por diferentes países ocidentais, (os sionistas) destruíram todos os centros urbanos erguidos pelos palestinos antes de 1948.” Mais: “Deslocaram cerca de 84% da sociedade palestina, e arrasaram centenas de vilarejos e cidades”. O texto de Shihade aborda temas como a alienação, o medo, o racismo. E a transformação de povoados árabes de dimensões diversas em guetos.


Refaat R. Alareer, professor de Literatura Mundial na Universidade Islâmica em Gaza, conta como palestinos aprendem sobre o passado e a cultura com idosos em suas famílias. Os temas, aliás, “vão muito além do entretenimento”. Cynthia Franklin, professora de Inglês na Universidade do Havaí, diz ser favorável à “urgente necessidade de acabar com a colonização de Israel, a limpeza étnica e ocupação da Palestina”. Já a co-editora americana Morgan Cooper, residente há mais de uma década em Ramallah, onde é proprietária do Café la Vie, diz ter crescido “em uma sociedade onde o sionismo parecia ser um senso comum”. Por isso, levou um longo tempo “para juntar as peças e identificar o que estava errado”.

Life in Occupied Palestine tem esse objetivo: o de “desafiar a narrativa sionista” de acontecimentos na Palestina reportados (ou não quando antissionista) pelo The New York Times e outras dominantes plataformas midiáticas neoliberais dos EUA e fontes israelenses (...)”, resume Franklin. E é preciso acrescentar que, com raras exceções, a mídia ocidental é pró-Israel.

Franklin observa como Tel-Aviv lançou uma operação militar para encontrar três estudantes yeshivá, supostamente sequestrados em Hebron, em junho de 2014, pelo “grupo terrorista árabe” Hamas, o partido eleito diretamente, e a governar a Faixa de Gaza desde 2007. O Hamas tem um braço armado, visto que a faixa encontra-se sitiada pelos israelenses, e é considerada a maior prisão do mudo.

Em busca dos três estudantes na Cisjordânia, as Forças de Defesa de Israel (IDF, em inglês) invadiram universidades, cidades, aldeias. Seis palestinos perderam a vida. A invasão da Cisjordânia precedeu a guerra contra Gaza, no verão de 2014. Netanyahu retaliou por duas razões iniciais. O objetivo-mor era eliminar o Hamas, acusado de ter sequestrado e matado os três estudantes na Cisjordânia. E de haver lançado foguetes Qassam contra território israelense. No entanto, investigadores independentes informaram que o Hamas não havia organizado e realizado o sequestro, que resultara na morte dos estudantes. Os autores do sequestro e do lançamento de foguetes foram grupos radicais de Gaza, que consideram branda a ação do Hamas.

Netanyahu deslocou a atenção de seus compatriotas, e da mídia global, para os túneis construídos pelo Hamas para lutar contra as tropas da IDF em Gaza e em Israel. Os túneis também destinam-se inclusive a armazenar armas, e contrabandear produtos não permitidos para os palestinos. Os israelenses destruíram 40 túneis, mas vários permanecem intactos. As disparidades em termos de baixas entre os israelenses, a maioria soldados, e os palestinos são enormes. Durante a guerra de Gaza, de 50 dias, mais de 2,1 mil palestinos morreram. A grande maioria civis. As baixas israelenses são 66 soldados e civis.

Franklin diz a CartaCapital: “A melhor esperança é a de obrigar o governo israelense a respeitar o direito internacional, de acordo com o movimento BDS, isto é, Boicote, Desinvestimento e Sanções”. Cooper, por sua vez, aplaude a resistência armada a uma ocupação “ilegal e imoral”. Um fato trágico a marcou para sempre: viu um menino palestino de 15 anos de idade ser queimado vivo por soldados israelenses. “A ocupação militar israelense e a colonização da Palestina são ilegais e imorais”.

*Reportagem publicada originalmente na edição 845 de CartaCapital, com título "Ser árabe sob o tacão de Israel" que poderá ser vista por meio desse link aqui:



O artigo original Life in Occupied Palestine poder ser lido ou baixado por meio desse link aqui

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O TEMPLO PERDIDO DE SALOMÃO NO BRÁS


Na semana que vem, os líderes evangélicos vão conduzir seus rebanhos de fiéis para as urnas. O problema é que, depois da eleição, todo mundo acaba tosquiado

O material abaixo foi escrito por Agamenon Mendes Pedreira  e publicado no site da revista VEJA. 

É um hilário artigo que vale à pena ser lido por todos, como um momento de descontração!

Blog do Agamenon Urgente! 

Jornalismo, Mentira e Humorismo Verdade

Em busca do templo perdido

Indignado com a liquidação e a queima total que Israel está promovendo na Faixa de Gaze, resolvi partir para um retiro espiritual no recém-inaugurado Templo de Salomão, o novo empreendimento imobiliário do rabino evangélico Edith Macedowitz. Esse megaempreendimento religioso é inspirado no antigo templo bíblico do rei Salomão, que, infelizmente, foi destruído há muitos anos pelos mísseis do Hamas.

Fui recebido na porta do magnífico templo pelo pastor israelita, em pessoa, que me estendeu o seu quipá e me obrigou a colocar ali o dízimo. Envergando um megahair e uma barba de profeta, Edir Macedo me confidenciou que é um evangélico ortodoxo e compartilha a mesma fé que o Povo do Livro. O Povo do Livro-Caixa.

Para se converter ao judaísmo de Cristo e ser bem-aceito pela comunidade judaica, o pastor Edir Macedo primeiro tratou de ganhar muito dinheiro e ficar podre de rico (mais podre do que rico). Em seguida mandou colocar uma sofisticada bateria antimísseis israelense protegendo sua conta bancária dos ataques da Receita Federal, do Hamas e do Hezbollah.

Mas voltando ao Templo de Salomão. Nunca em toda a minha vida deparei com um empreendimento religioso dessa magnitude. Maior que a Catedral de São Pedro, maior que a Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, o Templo de Salomão é uma espécie de supermercado da fé. O fiel entra com sua fé, pega um carrinho, enche de litros de água do Rio Jordão, passa no caixa e sai dali mais aliviado, dos seus pecados e do seu dinheiro. Para agilizar o ato de fé, o pastor Edir Macedembaum colocou código de barras nas infrações contra as Leis do Senhor.

Cada vez mais pró-Israel, o beligerante bispo Macedowitz está construindo uma mesquita bem ao lado do Templo de Salomão, só para ele poder bombardear.

O bispo Macedo, sabendo que eu ainda resido no meu Dodge Dart 73 enferrujado, tentou me vender de qualquer maneira um apartamento no Templo de Salomão. Mas eu não fechei negócio porque todo mundo sabe que o bispo Macederman tem o rabino preso com a Justiça. A Federal e a Divina.

O artigo original poderá ser visto por desse link aqui:


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sábado, 23 de agosto de 2014

ISRAEL, O HAMAS E A SITUAÇÃO DO POVO PALESTINO



Bandeiras com as palavras "Paz"

O artigo abaixo foi publicado pela Revista Carta Capital e é de autoria do jornalista Vladimir Safatle.

Política

Análise / Vladimir Safatle

Israel e o Hamas

Condenar os ataques a Gaza não significa defender os propósitos do grupo palestino
por Vladimir Safatle

Israel-Palestina
A melhor defesa de Israel é dar aos palestinos aquilo que lhes é de direito. Mas ele não pode fazê-lo, pois significaria entrar em rota de colisão com o núcleo religioso-nacionalista de sua sociedade, entre outras, um Estado israelense até as margens do Rio Jordão.

Gostaria de voltar ao tema do conflito Israel-Palestina. Compartilho com o leitor de Carta Capital um fato pessoal que creio contribuir para a discussão. Há poucos dias escrevi um artigo no qual classifico de patética a recusa do governo israelense em dialogar com um governo palestino que inclua o Hamas. Desqualificar o Hamas como grupo “terrorista” (usei o termo sempre entre aspas, mas alguns, creio, não sabem o significado de duas aspas a envolver uma palavra) era cômico, vindo de um país que teve até um primeiro-ministro (Menachem Begin) chamado de “terrorista” por intelectuais judeus, entre eles Hannah Arendt e Albert Einstein, por sua participação em atentados e massacres sob a bandeira do Irgun. Escrevi ainda que os palestinos negociam com grupos que não reconhecem o direito de existência de um Estado palestino (como o partido Likud, de Benjamin Netanyahu, cuja carta-programa não reconhece a existência da Palestina), então não havia razão para Israel se recusar a negociar com o Hamas.

Poderia lembrar ainda não ser possível a Israel aplicar o argumento de direito à segurança quando fala de foguetes enviados de território ocupado ilegalmente. Melhor seria evocar o direito de resistência de povos oprimidos contra situações de exceção. A melhor defesa de Israel é dar aos palestinos aquilo que lhes é de direito. Mas ele não pode fazê-lo, pois significaria entrar em rota de colisão com o núcleo religioso-nacionalista de sua sociedade que defende, entre outras, um Estado israelense até as margens do Rio Jordão.

A última vez que se tentou algo nesse sentido, um primeiro-ministro israelense (Yitzhak Rabin) foi assassinado... por um colono judeu. O que aconteceria se o governo de Israel quisesse desalojar os 520 mil colonos trancados na Cisjordânia em verdadeiras fortalezas, como Ariel, com metralhadoras Uzi a tiracolo? Avançar em direção à criação de um Estado palestino cioso das fronteiras de 1967 é, para o governo de Israel, quase um convite à guerra civil. A meu ver, isso explica o fato de Israel estar pronto para fazer de tudo para continuar a fazer nada. Seu governo não é capaz de confrontar o núcleo religioso que coloniza sua própria sociedade. Nesse sentido, como disse anteriormente, o melhor sócio do governo israelense é o Hamas, pois ele fornece a justificativa perfeita para sua política.

Sou daqueles que acreditam que o governo brasileiro agiu de maneira exemplar ao criticar as incursões militares em Gaza, sem citar o Hamas. Citá-lo seria, de certa forma, desculpar o governo de Israel por seus atos, na linha: “É triste todas essas mortes palestinas, mas o Hamas também provoca”. Tudo indica, porém, não ser do Hamas a responsabilidade pelo assassinato dos três colonos judeus, crime motivador do conflito atual. Mesmo se fosse, não se justificaria a punição coletiva cega e, acima de tudo, a ocupação ilegal, colonial e com práticas que lembram o apartheid sul-africano, como disse Andrew Felstein, antigo parlamentar judeu do Congresso sul-africano, do território palestino.

Fiz questão de lembrar que nada poderia servir para esquecer que o Hamas não é um aliado. Ao contrário, trata-se de um grupo que procura impor um modelo de sociedade religiosa demente e autoritária. O Hamas age para a libertação da Palestina e para sua transformação em Estado islâmico. Que os palestinos queiram ter uma só voz e se unir em uma situação de calamidade, deixando de lado a diferença entre seus projetos futuros de sociedade a fim de se defender do puro e simples desaparecimento, nada mais compreensível, racional e louvável. Agora, setores de esquerda acharem que podem, dessa forma, economizar críticas ao Hamas e esquecer que sua existência é um dos motivos do atraso político do mundo árabe, é ao meu ver imperdoável.

Por ter chamado de “gato” um gato, fui acusado de ser “pró-israelense”. Quem acompanha o que escrevo sobre o assunto na mídia nos últimos 15 anos só pode achar graça. Isso apenas demonstra o nível canino de um debate no qual, como se costuma dizer, o inimigo do meu inimigo aparece como meu amigo. Foi assim que certa esquerda continuou, até ontem, a acreditar que Kaddafi e Assad mereciam defesa.

A Primavera Árabe mostrou como povos da região não querem ser governados por grupos religiosos, vide o destino da Irmandade Muçulmana e do tunisiano Nahda. Os dois estão atualmente fora do governo. Cabe à esquerda fazer a crítica implacável a esses grupos. Vale a pena lembrar que boa parte do fracasso atual da revolta egípcia deve ser creditada na conta da Irmandade Muçulmana, que conseguiu pavimentar o retorno dos militares ao poder.

O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

Queremos agradecer o equilibrio demonstrado pelo jornalista Vladimir Safatle e à Carta Capital na pessoa do seu Editor Chefe, Mino Carta, pela coragem de confrontar todos os que se escondem atrás das mais variadas máscaras — como se estivéssemos num carnaval em plena Veneza — o que torna a leitura semanal da Carta Capital motivo de prazer e reflexão.

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sábado, 16 de agosto de 2014

PRESIDENTE DE ISRAEL PEDE DESCULPAS AO BRASIL


O novo presidente de Israel, Reuven Rivlin, discursa no Parlamento em 24 de julho
Foto de Ronen Zvulun/Pool/AFP/Arquivos

O material abaixo foi produzido pela agência AFP e publicado pelo site do Yahoo Notícias.

Israel pede desculpas ao Brasil por 'anão diplomático'

O novo presidente de Israel, Reuven Rivlin, telefonou nesta segunda-feira para Dilma Rousseff e pediu desculpas por um funcionário diplomático israelense ter chamado o Brasil de "anão diplomático" após Brasília ter condenado a violência na Faixa de Gaza.

Durante o telefonema, Rivlin garantiu à Dilma que "as expressões usadas por este funcionário não correspondem ao sentimento da população" de Israel, informou a presidência brasileira em um comunicado.
Logo após o início da ofensiva contra a Faixa de Gaza, no dia 8 de julho, o governo brasileiro condenou o uso "desproporcional" da força por parte de Israel e chamou seu diplomata em Tel Aviv para consulta.
Na ocasião, o porta-voz da chancelaria de Israel, Yigal Palmor, chamou o Brasil de "anão diplomático" e "sócio irrelevante".

Dilma Rousseff, que há duas semanas qualificou de "massacre" a ofensiva contra a Faixa de Gaza e lamentou as declarações do porta-voz, destacou na conversa com Rivlin que o governo brasileiro "condena os ataques a Israel" por parte do movimento islâmico Hamas.

Dilma "reafirmou a posição histórica do Brasil em todos os foros internacionais de defesa da coexistência entre Israel e Palestina como dois Estados soberanos, viáveis economicamente e, principalmente, seguros".
Israel e Hamas observavam nesta segunda-feira um novo cessar-fogo, de 72 horas, enquanto no Egito ocorrem negociações para uma trégua duradoura.

"Manifestando sua esperança de que a continuidade do cessar-fogo e das atuais negociações entre as partes possam contribuir para uma solução definitiva de paz na região, a presidente do Brasil enfatizou que a atual crise não pode servir de pretexto para qualquer manifestação de caráter racial", conclui o comunicado.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO:

O pedido formal vindo diretamente da parte do presidente de Israel, mesmo que ele seja apenas uma figura decorativa, é uma admissão inequívoca de duas coisas:

1. Primeiro que Israel estava errado ao fazer os comentários que fez por meio do seu representante Yigal Palmor.

2. Segundo, Israel ao pedir desculpas, admite que os comentários da Presidente Dilma Rousseff aos se referir aos ataques das forças de destruição de Israel — IDF — como “massacre” e “uso desproporcional de força” estavam corretos.

Ficamos com pena dos chamados evangélicos que saíram em defesa de Israel e atacaram a Presidente do Brasil por seus comentários, porque esses defensores de Israel foram, agora, deixados a ver navios pelo próprio governo de Israel com seu pedido formal de desculpas.

Ver notícia do protesto dos evangélicos brasileiros contra as afirmações da Presidenta Dilma na notícia da BBC, publicada pelo site UOL pelo seguinte link:


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domingo, 3 de agosto de 2014

ESCUDOS HUMANOS NA FAIXA DE GAZA



O material abaixo foi publicado pelo site da Revista Carta Capital

Internacional

Opinião

O Hamas e seus 2 milhões de escudos humanos

Diante de um adversário impiedoso, o Hamas utiliza uma tática que coloca em risco toda a população da Faixa de Gaza

por José Antonio Lima 

Crianças palestinas em Gaza
Crianças palestinas voltam para casa em Shejaiya, distrito de Gaza obliterado pelas Forças Armadas israelenses. Segundo Israel, o local era usado pelo Hamas para fabricar e estocar foguetes

O elevado número de civis palestinos mortos na Operação Protective Edge (Borda Protetora) tem feito Israel, e seus defensores, baterem repetidas vezes na tecla de que o Hamas utiliza escudos humanos. O assunto é bastante controverso, mas a realidade é que, a despeito de Israel estar realizando ataques desproporcionais, a tática do Hamas de fato coloca toda a população da Faixa de Gaza em perigo.

Na quinta-feira 31, as Forças Armadas israelenses divulgaram dois vídeos importantes. O primeiro, mostra imagens aparentemente captadas por drones do que seriam 12 lançamentos de foguetes a partir de áreas civis na Faixa de Gaza.

O segundo mostra a vistoria feita por soldados em uma mesquita destruída em combate. É possível ver armas pesadas que, segundo os israelenses, estariam escondidas no templo, também usado para acobertar entradas da rede de túneis utilizada pelo Hamas.

Desde o início da operação, a Unrwa, a agência da ONU para os refugiados palestinos, encontrou foguetes em três de suas escolas, que estavam vazias. Em 29 de julho, outro vídeo divulgado pelos militares israelenses mostrou o que seriam os lançamentos de três foguetes a partir de uma escola em Gaza.

Em 25 de julho, em análise sobre possíveis crimes de guerra cometidos por Israel e Hamas, a Anistia Internacional lembrou que, em conflitos anteriores, a ONG documentou o uso de instalações civis como depósito de armas e local de lançamento de foguetes por parte de facções palestinas contra alvos civis israelenses, o que é ilegal. Desta vez, sobre a questão do possível uso de escudos humanos, há relatos, afirma a Anistia, de que o Hamas tem pedido para a população permanecer em suas casas mesmo com os avisos de Israel, feitos por telefonemas e por panfletos, sobre ataques iminentes em áreas civis. Para a Anistia, isso não configura crime de guerra oficialmente, uma nomenclatura que exigiria ordens diretas a civis para proteger instalações e equipamentos militares. Com base nisso, repórteres da BBC e do jornal The New York Times disseram não ter visto evidências de uso de escudos humanos.

Israel não tem dúvidas sobre a tática do Hamas. Para o governo israelense, o grupo palestino usa este artifício com o objetivo de aumentar o número de vítimas civis e fazer o Hamas ganhar a “guerra da propaganda”. “Nós pedimos para a população: ‘saiam’. Nós pedimos a eles de novo e de novo. Nós ligamos para eles, mandamos mensagens de texto, damos panfletos. Nós pedimos que eles saiam, e alguns saem. O Hamas diz: ‘não saiam, nós proibimos vocês’. Então o Hamas está usando essas pessoas, esses civis, como escudos humanos”, disse Benjamin Netanyahu, o premier israelense, em entrevista à BBC em 20 de julho.

Há duas ponderações importantes sobre as acusações. A primeira é que a Faixa de Gaza é um território minúsculo, de 11 quilômetros por 40 quilômetros, onde moram 1,8 milhão de pessoas. Quase todas as áreas são densamente povoadas, o que dificultaria a separação entre áreas militares e civis mesmo que o Hamas desejasse fazer essa distinção. As considerações sobre o tamanho da Faixa de Gaza costumam irritar os israelenses, mas até a ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, falou sobre isso em entrevista recente. A segunda ponderação é mais importante. Como afirmou à CNN na semana passada Hanan Ashrawi, da Organização para a Libertação da Palestina, o Hamas não é só uma guerrilha, mas também um movimento islâmico responsável por escolas, creches e hospitais. O Hamas é ainda um partido político, e também o governo da Faixa de Gaza. Inúmeras instituições civis, assim, pertencem ao grupo. Se Israel tem o Hamas como um todo como alvo, tem sob sua mira todas essas instalações.

Mesmo diante dessas observações e, da constatação de que o Hamas não está cometendo um crime de guerra no rigor da lei, é óbvio que os atos do grupo militante colocam em risco a população palestina.

Em 17 de julho, reportagem do jornal The Washington Post revelou que o subterrâneo do hospital Al-Shifa, o mais importante da cidade de Gaza, se tornou o “quartel general dos líderes do Hamas, que podem ser vistos nos corredores e escritórios”. O pouco destaque dado a essa informação na imprensa internacional indignou publicações pró-Israel, como a revista judaica Tablet, que fez uma longa reportagem detalhando como os jornalistas estrangeiros são ameaçados pelo Hamas.

Há evidências para corroborar a crítica. Na semana passada, o jornal francês Libération tirou do ar uma reportagem no qual seu colaborador Radjaa Abou Dagga descrevia como fora ameaçado por integrantes do Hamas. A alteração se deu a pedido do jornalista, que tem familiares em Gaza. O jornal Algemeiner, judaico como a Tablet, teve acesso ao relato de Dagga e conta que o jornalista foi interrogado dentro do hospital Al-Shifa. Na terça-feira 29, o repórter italiano Gabriele Barbati afirmou que os jornalistas estrangeiros em Gaza são mesmo ameaçados pelo Hamas. Pelo Twitter, Barbati confirmou que um ataque na segunda-feira 28 contra o campo de refugiados de Shati, na cidade de Gaza, que matou nove crianças, foi fruto de um erro do Hamas, e não das forças israelenses.

O fato de apenas publicações judaicas, como a Tablet e o Algemeiner, darem destaque para as ameaças feitas pelo Hamas a jornalistas fortalece a tese, vigente em círculos pró-Israel, de que o país é perseguido, e também a vitimização utilizada pelo governo israelense para ganhar apoio interno. Lamentavelmente, dá argumentos para quem busca deslegitimar o jornalismo que é feito na Faixa de Gaza e, assim, defender as ações israelenses. O ápice desta prática foi o post de David Bernstein no blog The Volokh Conspiracy, do Washington Post, com “40 perguntas para a mídia internacional“. Há pontos válidos, mas as perguntas acabam por tentar tirar a credibilidade de todo o jornalismo feito na Faixa de Gaza.

Como já dito, as hostilidades atuais só tiveram início por conta de uma atuação deliberada do governo Netanyahu. Uma vez iniciado o conflito, no entanto, sua dinâmica deixa claro que Israel e o Hamas compartilham um abominável desprezo pelas vidas de civis palestinos. O uso de tanques de guerra e artilharia naval e aérea em áreas residenciais é crime de guerra, pois viola o ponto da Convenção de Genebra que proíbe ataques intencionais contra populações civis. Isso não absolve o Hamas, entretanto. O grupo diz lutar pela liberação da Palestina e dos palestinos, mas suas ações são imorais e eticamente condenáveis, pois nada mais fazem do que colocar os habitantes da Faixa de Gaza sob risco. Essas quase 2 milhões de pessoas podem não ser escudos humanos na letra fria da lei, mas o são de fato.

O artigo original do site da Carta Capital poderá ser visto por meio desse link aqui:


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quarta-feira, 30 de julho de 2014

VEJA O MAPA E ENTENDA O QUE ISRAEL ESTÁ FAZENDO NA FAIXA DE GAZA




O número de mortos na Faixa de Gaza já passa dos 1136. Os feridos são mais de 6500. Do lado da nação agressora, Israel, os mortos são 57. É fácil perceber quem é a verdadeira vítima nessa guerra.

Você não verá o mapa abaixo em nenhum jornal diário do Brasil, as revistas semanais se mostrarem o mesmo, só o farão na semana que vem. E na televisão? Pode esquecer: dá muito trabalho explicar o mesmo.
Mas aqui no blog o Grande Diálogo, nós não usamos o Facebook das Forças de Ataque de Israel para sabermos o que está acontecendo na faixa de Gaza. Nós preferimos pesquisar e usar fontes independentes, de preferência israelenses.

O mapa abaixo mostra, em cor de rosa, a área que está agora mesmo, sendo ocupada pelas forças de ataque de Israel para criar uma espécie de “colchão” de 3 quilômetros entre os palestinos na Faixa de Gaza e o território de Israel. Mas veja, a área totalmente ocupada pelos israelenses e já evacuada pelos palestinos, corresponde a 44% de toda a área da Faixa de Gaza. Cerca de 560 mil palestinos foram deslocados de suas moradias. Ou seja, agora, os habitantes da Faixa de Gaza, que somam 1.8 milhão de pessoas, têm apenas 54% do seu próprio território para buscar abrigo e proteção. A situação colocada pelo exército de Israel para os palestinos foi bem simples: FOGE OU MORRE!

O desastre humanitário parece inevitável, e ficamos indignados com esses governos das nações, verdadeiramente poderosas, que apenas assistem ao genocídio sem fazer absolutamente nada. Já temos tido a oportunidade de ler em sites estrangeiros e também aqui no Brasil, sionistas judeus e pessoas que se dizem cristãos, clamando para que Israel faça suas forças avançarem e apaguem do mapa todos os habitantes da Faixa de Gaza, empurrando-os para o mar. Até entendemos sionistas judeus e israelenses, de modo geral, desejando esse genocídio, mas pessoas que se dizem cristãos desejando o mesmo soa, no mínimo, muito estranho. Já lemos diversas vezes a expressão “Israel deveria aproveita a ocupação da faixa de Gaza e LIQUIDAR essa fatura. Não fazemos nenhuma ideia onde esses falsos cristãos aprenderam esse tipo de amor pelo próximo. Certamente essas pessoas nunca entenderam as seguintes palavras de Jesus:

Mateus 5:9

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

Lucas 9:56

Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.

Não estamos lidando aqui com uma situação que surgiu durante os dias de guerra, mas com um plano executados pelas forças de ataque de Israel, cujo objetivo é tornar em verdadeira zona sem nenhum habitante, a faixa de 3 quilômetros como mostrada no mapa abaixo. As forças de ataque de Israel têm forçado dezenas de milhares de palestinos a abandonarem seus lares, para que os mesmos possam ser completamente destruídos restando apenas prédios pela metade, concreto quebrado e metal retorcido.

O mapa abaixo foi produzido e fornecido pelo Escritório das Nações Unidas Para Questões Humanitárias:

No mapa à direita é possível ver, em cor de rosa, toda a extensão de terra que está sendo ocupada pelas forças de ataque de Israel, que correspondem a 44% de toda a área da Faixa de Gaza.

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Deus não costuma ter piedade de quem não tem piedade. Israel precisa se preparar para o pior, quando o Senhor Soberano de toda a Terra se levantar para julgar essa nação ímpia. A matança precisa ter um fim antes que Israel tenha um fim, causado pelo próprio Deus, na opinião de muitos rabinos judeus.

Por outro lado, ainda há contas para serem ajustada com aqueles que um dia disseram as seguintes palavras:

Mateus 27:22—25

22 Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.

23 Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!

24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo ; fique o caso convosco!

25 E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!

O mapa original poderá ser visto por meio desse link aqui:


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