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quarta-feira, 12 de julho de 2017

SÉRIE “3%” DO NETFLIX E A ILUSÃO DA MERITOCRACIA



Uma mentira muito em voga em nossos dias tem a ver com a chamada meritocracia. Nessa ideologia se defende que qualquer indivíduo pode prosperar em sua vida, em todos os aspectos, se tiver mérito para isso. De fato, tal prosperidade é automática para os que têm o mérito necessário. Todavia, tal ensinamento afronta o que é ensinado pelas escrituras sagradas. Se é por mérito, então não pode ser pela graça de Deus. Refletindo sobre isso, o apóstolo Paulo nos diz o seguinte:

Romanos 11:6

E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.

O artigo a seguir é de autoria do Professor e Doutor Wilson Roberto Vieira Ferreira e analisa a nova série brasileira do NETFLIX, chamada “3%”, que retrata o Brasil atual de maneira surpreendente. A temática da meritocracia é a base para série, que inclui também ideias de golpes, corrupção e ambição. Todas essas coisas são apenas humanas e chamam nossa atenção para o vazio e a apatia experimentada pela maioria das pessoas. Como diria o Eclesiastes: Tudo é vaidade e correr atrás do vento.

Série brasileira "3%" é o "Black Mirror" do Brasil atual
Wilson Roberto Vieira Ferreira


Enquanto a crítica especializada estrangeira é só elogios à série brasileira “3%” (2016-), no Brasil a crítica torce o nariz. Complexo de vira-latas? Mais do que isso. A aposta da Netflix em uma produção sci-fi em língua portuguesa reafirma o interesse estratégico da plataforma de streaming no mercado brasileiro, ameaçando o mainstream da Globo e do negócio da TV aberta. Mas há algo além: enquanto a crítica brasileira tenta enquadrar a série no cânone das distopias “teens” como “Jogos Vorazes” e “Divergente”, “3%” fez mais do que isso, confundindo a todos – ao invés das tradicionais distopias hollywoodianas, a série apresenta uma desconcertante “hipo-utopia”: um espelho sombrio do Brasil atual apontado para o futuro. Uma alegoria política na qual a meritocracia transforma-se em religião, única esperança em um País transformado em um deserto rochoso com centros urbanos dominados pela desigualdade, miséria e violência. E um processo seletivo criado pela elite é a miragem de ascensão social na direção de uma terra supostamente utópica e longe do deserto brasileiro, na qual apenas 3% chegarão.

Com segunda temporada já em produção, a primeira série brasileira produzida para a plataforma de streaming Netflix gerou um fenômeno que muitos chamam de “complexo de vira-latas”.

Enquanto a série 3% (2016-) é elogiada pela crítica especializada estrangeira (aprovação de 7,8 no IMDB, elogios do indieWIRE, um dos sites de cinema mais respeitados do mundo, além de elogios rasgados de Henry Jenkins, um dos maiores pesquisadores em mídia), aqui no Brasil é descartada como produto abaixo da qualidade das outras séries Netflix. Uma espécie de "Jogos Vorazes piorado", série com “ideia atrasada”, “série nacional que constrange” e assim por diante. 

Uma flagrante má vontade que não percebe que o argumento da produção surgiu em uma websérie com três episódios lançada em 2011 criada por Pedro Aguillera, Jotagá Crema e Dani Libardi – portanto, antes dos primeiros Jogos Vorazes.

Enquanto a crítica estrangeira vê a série 3% como bem vinda e considera um "novo olhar sul americano para a ficção científica", gênero que sempre teve o monopólio norte-americano, aqui no Brasil os críticos limitam-se a dizer que a série “não entrega o que promete”.


Por que essas reações tão desiguais? Esse humilde blogueiro acredita que a questão vai além do “complexo de vira-latas”. Os críticos nacionais parecem se prender aos cânones hollywoodianos do gênero (reality shows ou games mortais em sociedades distópicas com muitos efeitos especiais e altíssima tecnologia) e passam a acreditar que uma série como 3% tenta imitar os congêneres da Netflix – por isso acham que a série não entregou o que prometeu.

A aposta da Netflix

Mas esse argumento “vira-lata” é apenas um álibi: a motivação está em outra cena. A série 3% dá um importante passo para a produção audiovisual nacional. A opção da Netflix em apostar em uma produção inteira em língua portuguesa, com atores e produção nacionais fora do circuito da Globo e Globo Filmes reafirma o interesse estratégico da plataforma de streaming no Brasil.

Não é à toa que as críticas mais ácidas partiram do portal G1 da Globo – o grupo sabe que os dias da TV aberta (pelo menos no modelo atual de venda de espaço publicitário) está com seus dias contados diante dos interesses de gigantes como Google, Facebook e a própria Netflix no mercado brasileiro.

Mas há algo mais incômodo para uma parte dos críticos brasileiros: o fato da série 3% ser estranha e difícil de ser enquadrada no gênero “distopia”, como Jogos Vorazes ou Divergente. Ela está mais próxima da estranheza da série inglesa Black Mirror.


Isso porque, como veremos, 3% enquadra-se numa tendência chamada pelos estudiosos de cinema e audiovisual de “ficção científica do Sul” – filmes latino-americanos, de países periféricos à Zona do Euro ou originados nos BRICs cujas produções mostram um futuro que não é figurado nem pelo olhar distópico e muito menos pelo utópico: o futuro é mostrado pelo desconcertante ponto de vista da hipo-utopia. Alta tecnologia convivendo com favelas, deterioração urbana, precarização do trabalho e muito lixo que acaba se confundindo com os próprios seres humanos – sobre o conceito de “hipo-utopia” e “ficção científica do Sul” clique aqui:


A série nacional 3% incomoda porque projeta no futuro de forma hiperbólica e expressionista as mazelas que já estão no presente, no Brasil atual – o momento em que a meritocracia se transforma em religião em contextos de extrema desigualdade, miséria e injustiças. E como pessoas que não têm qualquer outra alternativa se submetem à humilhação e resignação tentando acreditar em um sistema supostamente justo, no qual “você faz o seu próprio mérito”.

A Série

No primeiro episódio é apresentada toda a mitologia que domina aquele mundo futuro. Nos créditos de abertura vemos um mapa brasileiro com o recorte do litoral do Pará. Uma seta sai da região amazônica até chegar a um ponto distante no alto mar brasileiro – uma localidade chamada Maralto.

A região da Amazônia (e pressupõe-se que todo o País) se transformou em um gigantesco deserto rochoso, com grandes áreas urbanas deterioradas, miseráveis e violentas. As ruas não passam de perigosas vielas nas quais vemos homens, mulheres e crianças maltrapilhas se arrastando em lugar escasso de recursos.

Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de se inscrever no chamado Processo: um rigoroso processo seletivo que consiste principalmente de provas cognitivas, morais e psicológicas que oferece somente a 3% dos aprovados a oportunidade de ascender ao Maralto, região onde as oportunidades de vida são supostamente justas e abundantes.


A mitologia que envolve o Processo diz que um “Casal Fundador” criou Maralto, uma sociedade utópica que se perpetua através da meritocracia na qual uma elite desfruta de uma ordem onde todos os problemas ambientais e sociais foram resolvidos por meio de altíssima tecnologia.

Mas entre os 97% condenados à miséria no Continente, cresce um movimento denominado “A Causa”, grupo revolucionário que denuncia a injustiça de todo o sistema. Seu objetivo é infiltrar militantes da Causa no Processo para sabotá-lo.

Ainda nessa primeira temporada não fica claro o plano da causa – se a sabotagem é apenas uma vingança pelas mortes e injustiças cometidas nas várias edições do Processo ou há um projeto político maior.

Muito além das distopias “teens”

O interessante (e inovador) na série 3% é que o Processo vai muito mais além das distopias teens como Jogos Vorazes ou Divergente. Tem muito mais a ver com os processos seletivos corporativos atuais – por isso, todo gestor de RH deveria assistir a essa série.

Pressões psicológicas, salas e corredores claustrofóbicos, dilemas ou escolhas impossíveis marcam os testes em ambientes cleans, de simplicidade asséptica em branco, cinza e azul, lembrando bastante outro filme brasileiro hipo-utópico: 1,99 – Um Supermercado que Vende Palavras (2001) de Marcelo Mazagão (sobre o filme, clique aqui:


Que a má vontade da crítica brasileira qualificou, como “produção pobre” fora do padrão Netflix.

O chefe do Processo, Ezequiel (João Miguel), observa a todos através de dezenas de câmeras como uma espécie de reality show, avaliando, ao lado de psicólogos, reações, atitudes e comportamentos – principalmente a capacidade de resignação, resiliência e a fé cega no ideário meritocrático que legitima todas as provas.


A chave crítica de 3% em relação à injustiça de todo o Processo está na observação de uma das protagonistas, Michele (Bianca Comparato), ao ver como candidatos tentam ludibriar testes, enganar concorrentes ou corromper as provas. Para Michele, as pessoas não são más. Na verdade o propósito do Processo é criar situações absurdas (humilhação, dilemas impossíveis, medo etc.) para extrair de cada um o pior da natureza humana.

Na verdade, os 3% que restam não são os “melhores” – são aqueles que conseguiram esconder melhor o pior que habita dentro de todos nós.

Se o papel da sociedade é criar dispositivos éticos e morais que “sublimem” essa “sombra” psíquica, ao contrário o Processo atiça o pior da nossa natureza para premiar aqueles que melhor disfarçaram o Mal.

Essa visão acerca da natureza do Mal coincide com a própria filosofia gnóstica: o Mal não está na natureza humana, mas no Demiurgo que cria um cosmos que se alimenta dessa sombra psíquica humana ao criar os absurdos dilemas impostos ao homem. Na literatura, O Processo de Franz Kafka é um dos exemplos descritivos do absurdo que aprisiona o homem no interior de armadilhas propositalmente criada por um Demiurgo que não nos ama.

O Mal não está no homem mas na criação (do Demiurgo)


Um espelho do presente

O incômodo da série brasileira, que parece ter calado fundo nos críticos da mídia corporativa, é que o mundo de 3%  parece estar muito mais no presente do que no futuro.

Enquanto os candidatos acreditam cegamente nos mantras da meritocracia (que Ezequiel recita a cada discurso de parabéns aos candidatos sobreviventes), na cúpula que envolve o comando do Processo e o Conselho do Maralto há uma trama envolvendo golpes, corrupção e ambição – o inimigo político de Ezequiel, Matheus (Sérgio Mamberti) trama um golpe para retirá-lo do comando através da sua espiã Aline (Viviane Porto) que a todo custo procura deficiências comprometedoras na gestão de Ezequiel.

Enquanto isso, entre as vielas miseráveis do Continente, a Meritocracia virou uma religião e o Casal Fundador de Maralto ganhou status de Messias que virá um dia salvá-los – vemos espécies de Pastores fazendo pregações para pessoas desesperançadas ao melhor estilo das atuais igrejas evangélicas.

Assim como Distrito 9 (metáfora em ficção científica do apartheid racial da África do Sul), 3% partilha da mesma hipo-utopia: Continente e Maralto são projeções em hipérbole do Brasil atual. Enquanto a elite política-judicial-midiática se engalfinha numa guerra fratricida, no andar de baixo a massa de desempregados e pobres crê na ascensão social pelo mérito e na justiça dos processos seletivos corporativos.

Acredito que a maior perplexidade dos críticos de cinema desses tristes trópicos foi perceber que 3% contrariou aquilo que esperavam: ao invés de algum tipo de “Jogos Vorazes” tupiniquim, viram um “Black Mirror” do Brasil atual.

O trailer oficial da série poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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terça-feira, 21 de julho de 2015

EDUCAÇÃO CRISÃ:- ESTUDO 007 - A Igreja Cristã no Brasil no Século XXI — PARTE 002 — Nossas Escola Teológicas



Ministérios da Igreja


CONTINUAÇÃO

I – Escolas Teológicas — Instituições Educacionais

Nossas escolas teológicas começaram como Institutos Bíblicos o que, em outras palavras, significava a admissão implícita de que ofereciam, uma educação “meia boca”. Essas escolas estavam, quase sempre, repletas de professores que eram pastores bem intencionados, porém mal preparados. Naqueles dias a formação de pastores seguia modelos importados e não se preocupava com as reais necessidades do povo brasileiro[1]. Os currículos eram cópias traduzidas da educação que os estrangeiros haviam recebido. Naqueles tempos o patrulhamento ideológico era tão intenso que qualquer menção às ciências sociais, para se discutir, por exemplo, as questões da miséria e da fome, eram vistas como subversivas, comunistas e desagradáveis a Deus mesmo. Muitos daqueles senhores que nos ensinavam firmemente a orarmos pelas “autoridades constituídas”, mesmo pelos brutais ditadores e torturadores brasileiros, mostraram-se reticentes quanto a incentivarem as orações pelo presidente eleito pelo povo Luis Inácio Lula da Silva, e hoje demonstram uma atitude antibíblica contra a presidenta eleita Dilma Rousseff. Enquanto ela era candidata esse blog assumiu a posição de não recomendar o voto nela, mas uma vez eleita, ela encontra-se debaixo das palavras que mencionamos logo adiante. A palavra bíblica que nos manda orar pelos governantes continua válida, se desejamos viver em paz, conforme —

1 Timóteo 2:1—2

1  Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens,

2  em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.

O resultado direto deste tipo de educação é que nossos pastores não aprenderam a pensar nas necessidades do nosso povo e consequentemente não podiam pensar em formas de satisfazê-las.

Não foi até a década de 80 que começaram a surgir, em quantidade, pastores e professores brasileiros com formação de mestres e doutores vindos do exterior. Todavia, fomos novamente contaminados, pois nossos mestres e doutores estavam, como seus mentores estrangeiros, mais preocupados em manter o status de estudiosos, gastando mais tempo estudando do que ensinando ou pregando. Encastelados em um conhecimento distante e alienados das reais necessidades do povo, acreditaram que haviam “chegado lá”, quando na verdade estavam a anos-luz da realidade vivida pelo povo brasileiro. Tais mestres costumam se levar muito a sério[2]. Da mesma maneira que os estrangeiros usam o saber como um instrumento de dominação, nossos mestres e doutores não nos estenderam a cortesia de sermos todos servos de Jesus. Pelo contrário, mantiveram de todas as maneiras a separação imposta pelos estrangeiros entre “nós e eles”. As consequências não se fizeram esperar. Nossos mestres se negaram a nos transmitir os meios de produção acadêmica e se concentraram em expor suas idéias e exibir seus “vastos conhecimentos” sobre todos os assuntos. O resultado foi a produção massiva de pastores que não entendem as ciências bíblicas, principalmente as ciências da interpretação. Por esse motivo, tais pastores produzem sermões que não fazem o menor sentido e não conseguem integrar a verdade bíblica à realidade brasileira. Por não entenderem o significado do texto bíblico para os leitores/ouvintes originais, os mesmos têm enormes dificuldades em aplicar e integrar as verdades bíblicas com as necessidades dos tempos presentes. Como diria um conhecido, nossos pastores são peritos em sermões de três pontos: 1) Ele entra no texto; 2) Ele sai do texto e 3) Ele nunca mais retorna para o texto.


O ensino foi também caracterizado por uma enorme ênfase em teologia sem a existência das pontes necessárias entre o que era ensinado e a importância que estes mesmos ensinamentos tinham para os dias de hoje e a vida comum do povo de Deus. Uma vez formados, a grande maioria dos pastores descobria que, o dia a dia da vida da igreja local, demandava conhecimentos e práticas que não haviam, em muitos casos, sequer sido mencionados nas escolas teológicas. Matérias fundamentais relacionadas à educação cristã foram relegadas ao último plano e rotuladas de “matérias só para mulheres”. Com isso nossos pastores, já tão machistas, pela formação natural do homem brasileiro, desprezaram as únicas matérias que poderiam levá-los a questionar as necessidades do povo e buscar supri-las através dos ministérios da igreja. Hoje em dia, a situação é terrível já que o ensino formal é considerado desnecessário por muitas denominações —neopentecostais principalmente —, outras tem uma obsessão compulsiva pela teologia do culto — pentecostais — e outras continuam mantendo o distanciamento entre a teologia e a prática — reformados  e protestantes. Com tudo isso, o despreparo ainda é quase absoluto e faz parte da herança amarga que nos foi imposta.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

001 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 001

002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002

003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS

007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

011 — A PALAVRA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/educacao-crista-estudo-015-o-que-o-novo.html
016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/educacao-crista-estudo-016-o-que-o-novo.html
017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-017-o-que-o-novo.html
018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-018-o-que-o-novo.html
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/educacao-crista-estudo-019-o-que-o-novo.html
020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-020-o-que-o-novo.html


021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?
Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 
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[1] De acordo com o Iniq — Índice de Iniquidade Social — do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, publicado em 2003 e citado por Clóvis Rossi em seu editorial na folha de São Paulo de 8 de Setembro de 2003, cerca de 94,5% da população Brasileira vive abaixo dos padrões mínimos de qualidade de vida que incluem: habitar em moradias resistentes (alvenaria ou madeira), ter água e
[2] Aqui cabem bem as palavras do poeta cearense Belchior quando diz: “Nesta terra de Doutores, Magníficos Reitores, leva-se a sério a comédia...”.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ISRAEL, QUEM DIRIA: TAMBÉM MANTEVE CAMPOS DE CONCETRAÇÃO DE PALESTINOS

Israel
Mahmud Hams / AFP - Israel - A comunidade internacional paga a reconstrução daquilo que Israel destrói, diz o professor Magid.

O artigo abaixo foi publicado pela revista Carta Capital e está baseado em pesquisas e descobertas recentes acerca de como o estado moderno de Israel — nada a ver com o Israel bíblico – manteve campos de concentração de palestinos entre os anos de 1948 e 1955.

Pesquisa revela campos de concentração para palestinos após a fundação de Israel

Prisioneiros de guerra de 1948 a 1955 sofriam com miséria, falta de higiene, fome, doenças, trabalho forçado, tortura e tentativas de fuga punidas com execuções

por Gianni Carta — De Paris

Décadas a fio, foi um segredo de polichinelo. Palestinos detidos em campos de concentração ou de trabalho sob o comando de judeus sionistas, entre o fim dos anos 1940 e 1955, contaram aos mais jovens as agruras vividas: miséria, falta de higiene, fome, doenças, trabalho forçado, tortura, tentativas de fuga punidas com execuções. No fim do mês passado, no entanto, fatos vieram à tona, abundantemente documentados. O jornalista Yazan al-Saadi escreveu artigo publicado pela versão inglesa do diário Al-Akhbar sobre a existência de pelo menos 22 campos de concentração e de trabalho, grande parte deles em território  que passara a se chamar Israel, entre 1948 e 1955. Milhares de palestinos foram mantidos nos campos nas mais terríveis condições. Al-Saadi apoia-se na pesquisa realizada pelo historiador Salman Abu Sitta, e pelo coautor Terry Rempel.

Abu Sitta, especializado em refugiados palestinos, publicou o resultado de sua pesquisa na edição de setembro do Journal of Palestine Studies. Ao longo de mais de duas décadas de investigação, Sitta, 76 anos, debruçou-se sobre quase 500 páginas de relatórios do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC). Redigidos por delegados da ICRC, como Emile Moeri, logo após a Guerra de 1948-1949, que deu aos sionistas o Estado de Israel, os documentos são indispensáveis a uma avaliação da forma subumana a que foram submetidos os detidos.

Campos de concentração cercados de torres, rodeados por arame farpado, sentinelas nos portões, lembram aqueles famosos na Polônia. Ali, homens entre 16 e 55 anos eram tratados com a maior severidade, tidos como prisioneiros de guerra. De acordo com uma nota de novembro de 1948 no diário de David ben Gurion, o mítico líder sionista, havia perto de 9 mil prisioneiros de guerra em campos naquele ano. Isso, claro, sem contar crianças e idosos. Difícil entender por que somente agora esse tema trágico foi “descoberto”.

Abu Sitta, de todo modo, incumbe-se de expor a razão ao diário Al-Akhbar: “Muitos desses palestinos detidos viam Israel como um inimigo cruel, e, por conseguinte achavam que trabalhar nos campos de concentração não era nada em comparação com a outra maior tragédia, a Nakba. A Nakba ofuscou tudo”. A Nakba (desastre), durante a Guerra de 1948-1949, refere-se ao êxodo de milhares de árabes, expulsos de seus lares, na Palestina.

Embora Magid Shihade, professor da Universidade de Birzeit e no momento professor visitante da Universidade da Califórnia em Davis, reconheça a enorme contribuição oferecida pela pesquisa de Abu Sitta à história palestina, não espera estudos mais aprofundados sobre os campos de concentração. “Você verá. Mesmo quando esses fatos se tornam conhecidos por todos, e documentados por historiadores, serão devidamente ofuscados.” E mais: “O conhecimento não basta, o poder de Israel e dos EUA de bloquear qualquer ação com base na existência de campos de concentração, ou outras tragédias anteriores ou posteriores, é enorme”. Observa ainda Shihade: “E a mídia ocidental raramente compartilha essas histórias, e por isso a maioria dos estudiosos não terá acesso a elas”.

Shihade tem razão, em parte. O Al-Akhbar publicou o artigo de Al-Saadi. E CartaCapital segue a mesma linha. O artigo no Journal of Palestine Studies terá alguma repercussão. Resumiu Abu Sitta para o Al-Akhbar: “Quanto mais você cavuca surgem mais crimes jamais reportados e desconhecidos”. Segundo ele, a Cruz Vermelha concordou em abrir os arquivos porque foi acusada de ter colaborado com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Em suas viagens aos arquivos da instituição em Genebra, Sitta descobriu cinco campos de concentração administrados por israelenses, quatro definidos como “oficiais”. O quinto campo, este de trabalho, chamado Umm Khalid, e talvez por esse motivo e mais pelo fato de ter sido fechado no fim de 1948, jamais foi tido como “oficial”.

Sitta procurou os detidos citados pela Cruz Vermelha. Obteve 22 depoimentos, todos a comprovar a existência de campos de concentração e de trabalho. Shihade confirma que tudo era sabido e ao mesmo tempo ignorado. “Os documentos compilados pelos funcionários da Cruz Vermelha acabaram por corroborar o que os palestinos diziam há décadas.”
Declarou um detido em Umm Khalid entrevistado por Abu Sitta e Rempel: “Tínhamos de cortar e transportar pedras todos os dias em uma pedreira. Refeições diárias: uma batata na parte da manhã e metade de um peixe seco à noite. Espancavam quem desobedecesse a ordens”. Após entrevistar vários ex-detidos, ficou claro para Abu Sitta e Rempel que havia pelo menos mais 17 campos de concentração “não oficiais”. Gravíssimo o fato de a vasta maioria se encontrar dentro das fronteiras estabelecidas pela ONU para a existência do Estado judaico.

Um relatório do delegado Emile Moeri, redigido em janeiro de 1949, revela as vicissitudes sofridas pelos palestinos. Crianças de 10 a 12 anos, idosos com tuberculose, morriam. E as autoridades judias não permitiam que essas pessoas fossem tratadas em hospitais árabes. Mais: guardas atiravam em prisioneiros de guerra, muitas vezes com a desculpa de que tentavam fugir. Há quem diga que a Cruz Vermelha resolveu se “adaptar” ao regime israelense para “proteger” os direitos civis mínimos dos palestinos. Na verdade, a Cruz Vermelha mostrou-se conivente com a brutalidade dos israelenses, impunes após violarem os direitos humanos.

Como escreve Al-Saadi: “Esse estudo (...) mostra os fundamentos e o início da política israelense em relação a civis palestinos a envolver sequestros, prisões e detenções”. Mais: “Essa criminalidade perdura até hoje”. Por sua vez, Abu Sitta diz a CartaCapital: “E visto que os EUA e o Reino Unido implantaram Israel em solo palestino, também sabiam dos campos e das perseguições. Emenda: “E até hoje, eles apoiam Israel”.

O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO:

Nada como um dia depois do outro para liquidar de vez com o misticismo e o fanatismo que os judeus são melhores que outros povos. A cada nova descoberta ficamos mais chocados em perceber que de todos os povos, os israelenses que tanto sofreram através dos séculos, e não apenas durante a Segunda Guerra Mundial, infelizmente não aprenderam nada acerca das palavras do profeta que diz:

Oséias 6:6

Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL





































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Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 28 de julho de 2014

JONATHAN EDWARDS: PERDÃO PARA OS MAIORES PECADORES — PARTE 002



O material abaixo é parte de um sermão pregado por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: The-HighWay.com

Tradução: oEstandarteDeCristo.com

Perdão Para os Maiores Pecadores

“Por amor do Teu nome, Senhor, perdoa minha iniquidade, pois é grande.”
(Salmos 25:11)

É evidente por algumas passagens deste salmo, que quando o mesmo foi escrito, era um momento de aflição e perigo para Davi. Isto transparece particularmente até o 15º e versos seguintes: “Meus olhos estão sempre voltados para o Senhor; pois ele tirará os meus pés da rede”, e etc. Seu sofrimento o faz pensar em seus pecados, e leva-o a confessá-los e clamar a Deus por perdão, como é apropriado em um momento de aflição. Veja o verso 7: “Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões”; e verso 18: “Olha para a minha aflição, e minha dor, e perdoa todos os meus pecados”.

É observável no texto que argumentos o salmista usa ao implorar por perdão.

1. Ele implora perdão por causa do nome de Deus. Ele não tem nenhuma expectativa de perdão por causa de qualquer justiça ou merecimento dele por quaisquer boas ações que ele tenha feito, ou por qualquer compensação pelo que havia feito por seus pecados; mesmo que se a justiça de um homem pudesse ser usada como argumento, Davi teria tido tantos argumentos quanto a maioria. Mas ele implora que Deus o perdoe por causa de Seu próprio nome, por Sua própria glória, pela glória da Sua própria Livre Graça, e pela honra da Sua própria fidelidade.

2. O salmista usa a grandeza de seus pecados como argumento para a misericórdia. Ele não apenas não usa sua justiça própria como argumento, ou a insignificância de seu pecado; ele não apenas não diz: ‘Perdoa minha iniquidade, pois eu tenho feito tanto para compensá-la’; ou ‘Perdoe minha iniquidade, pois é pequena, e Tu não tens tanta razão para estar zangado comigo; minha iniquidade não é tão grande que tu tenhas qualquer justa causa para usá-la contra mim; minha ofensa não é tal que não possas negligenciá-la”, mas ao contrário, ele diz: ‘Perdoe minha iniquidade, pois ela e grande”; ele argumenta a grandeza de seu pecado, não a pequinês dele; ele reforça sua oração com essa consideração, que seus pecados são muito hediondos.
Mas como ele podia fazer disso um pleito para perdão? Eu respondo: Porque quanto maior sua iniquidade, maior a necessidade que temos de perdão. É como se ele tivesse dito ‘Perdoe minha iniquidade, pois ela é tão grande que eu não posso suportar a punição; meu caso será excessivamente miserável, a não ser que se agrades em me perdoar”. Ele faz uso da grandeza do seu pecado, para reforçar seu apelo por perdão, como um homem usaria uma grande calamidade para implorar por alívio. Quando um mendigo implora por pão, ele argumentará sua grande pobreza e necessidade.

Quando um homem em perigo implora por piedade, que argumento mais adequado pode ser usado além da extremidade do seu caso? E Deus permite tal argumento como este, pois ele não é movido à misericórdia para conosco por nada em nós, além da grande miséria do nosso caso. Ele não se apieda de pecadores porque são dignos, mas por eles precisam de Sua compaixão.

DOUTRINA

Se nós realmente formos a Deus por misericórdia, a grandeza do nosso pecado não será impedimento para perdão. Se fosse um impedimento, Davi jamais teria usado isso como argumento, como vemos que ele faz neste texto.

As seguintes coisas são necessárias a fim de realmente irmos a Deus por misericórdia:

I. Devemos ver a nossa miséria, e nos sensibilizarmos da nossa necessidade de misericórdia. Os que não estão conscientes de sua miséria não podem realmente olhar a Deus por misericórdia; pois é a própria noção da misericórdia Divina, que é a bondade e a graça de Deus para com miserável. Sem miséria no objeto, não pode haver exercício da misericórdia. Supor misericórdia sem supor miséria, ou compaixão sem calamidade é uma contradição. Portanto os homens não podem olhar para si mesmos como objetos apropriados de misericórdia, a menos que eles primeiro conheçam a si mesmos como miseráveis; e então, a não ser que este seja o caso, é impossível ir a Deus por misericórdia. Eles devem perceber que são filhos da ira; que a lei está contra eles, e que estão expostos à maldição dela: que a ira de Deus permanece sobre eles; e que Ele está irado com eles todos os dias enquanto estão debaixo da culpa do pecado. Eles precisam sensibilizarem-se de que a culpa do pecado faz deles criaturas miseráveis, não importando qual alegria temporal eles tenham; que eles não podem ser nada além de miseráveis, criaturas desfeitas, enquanto Deus está zangado com eles; que eles estão sem força, e devem perecer, e isto eternamente, a não ser que Deus os ajude. Eles precisam ver que o caso deles é de completo desespero, pois não há nada que possa ser feito para ajudá-los, nem existe nada que outros possam fazer para ajudá-los; que eles pairam sobre o abismo da miséria eterna; e que eles necessariamente devem cair nele, se Deus não tiver misericórdia deles.

II. Eles devem ser sensíveis que não são dignos da misericórdia de Deus. Aqueles que realmente vêm a Deus por misericórdia, vêm como mendigos, e não como credores. Eles vêm por mera misericórdia. Por graça soberana, e não por qualquer coisa que lhes é devido. Portanto, eles devem ver que a miséria sob a qual estão é justamente trazida a eles, e que a ira na qual estão expostos é ameaçado contra eles justamente também; e que eles têm merecido que Deus seja seu inimigo. Eles devem ser sensíveis que seria justo da parte de Deus fazer como Ele ameaçou em sua santa Lei, isto é, fazer deles objetos da sua ira e maldição no inferno por toda a eternidade. Aqueles que vêm a Deus por misericórdia de uma maneira correta não estão dispostos a achar falta em Sua severidade, mas eles vêm num senso de sua completa indignidade, como com cordas em seus pescoços, e deixados na poeira aos pés da misericórdia.

III. Eles devem vir a Deus por misericórdia em e através de Jesus Cristo somente. Toda sua esperança de misericórdia deve vir da consideração de quem Ele é, do que Ele fez e o que Ele sofreu; e que não há outro nome dado debaixo do céu, entre os homens, pelo qual possamos ser salvos, além do nome de Cristo; que Ele é o Filho de Deus, e o Salvador do mundo; que o Seu sangue limpa todo pecado, e que Ele é tão digno, que todos os pecadores que estão nEle podem ser perdoados e aceitos. É impossível que qualquer um venha a Deus por misericórdia, e ao mesmo tempo não tenha nenhuma esperança de misericórdia. A vinda deles a Deus por ela, implica que eles têm alguma esperança de obtê-la, de outro modo eles não pensariam valer a pena o tempo de vir. Mas aqueles que vêm de maneira correta têm toda sua esperança através de Cristo, ou da consideração na sua redenção e na suficiência dela. Se pessoas assim vêm a Deus por misericórdia, a grandeza de seus pecados não será impedimento de perdão. Deixe que seus sejam tantos, e grandes, e graves isso não fará Deus nem um grau menos disposto a perdoá-los. Isso pode ser evidenciado pelas seguintes considerações:

1. A misericórdia de Deus é tão suficiente para o perdão de grandes pecados quanto para os menores; e isso porque Sua misericórdia é infinita. O que é infinito está muito acima do que é grande, Ele está tão acima dos reis como ele está acima dos mendigos; Ele está tão acima do maior anjo, como está do pior verme. Uma medida finita não chega nem perto da extensão do que é infinito. Então a misericórdia de Deus sendo infinita, deve ser tão suficiente para o perdão de todo pecado quanto de um só. Se um dos menores pecados não está além da misericórdia de Deus, então também não está o maior, ou dez mil deles. No entanto, deve-se reconhecer que isso apenas não prova a doutrina. Pois apesar de que a misericórdia de Deus possa ser suficiente, ainda assim os outros atributos podem se opor à dispensação de misericórdia em outros casos. Portanto eu observo o seguinte:

2. A satisfação do sacrifício de Cristo é tão suficiente para a remoção da maior culpa quanto da menor, 1 João 1:7: “O sangue de Cristo purifica de todo pecado”. Atos 14:39: “Por ele todo aquele que crê é justificado de todas as coisas que não pudestes ser justificados pela lei de Moisés”. Todos os pecados daqueles que verdadeiramente vêm a Deus por misericórdia, sejam o que forem, são propiciados, se Deus é verdadeiramente o que nos diz ser; e se eles são satisfeitos, certamente não é incrível que Deus estaria pronto para perdoá-los. Sendo o sacrifício de Cristo completamente satisfeito por todo pecado, ou tendo operado a satisfação que é suficiente por todos, não é, agora, nem um pouco inconsistente com a glória do atributo divino perdoar os maiores pecados daqueles que vêm de uma maneira correta até Ele por perdão. Deus pode agora perdoar os maiores pecadores sem nenhum prejuízo a honra de Sua santidade. A santidade de Deus não O deixa mostrar uma menor severidade ao pecado, mas O inclina a dar testemunhos apropriados ao seu ódio ao pecado. Mas Cristo tendo oferecido satisfação por todo pecado, Deus pode agora amar o pecador, e não mostrar nenhuma severidade ao pecado, por mais terrível que o pecador tenha sido. Foi um suficiente testemunho da aversão de Deus ao pecado, que Ele derramou sua ira em seu próprio amado Filho, quando ele assumiu a culpa sobre si. Nada pode demonstrar melhor o ódio de Deus ao pecado do que isso. Se toda a humanidade tivesse sido eternamente condenada não teria sido tão grande testemunho quanto este.

Deus pode, através de Cristo, perdoar os grandes pecadores sem nenhum prejuízo à honra de Sua majestade. A honra da Divina Majestade de fato requer satisfação; mas os sofrimentos de Cristo reparam completamente o dano. Que o desprezo seja sempre tão grande, ainda sim se tão honrável Pessoa como Cristo se compromete a ser um Mediador para o infrator, e sofre muito por ele, isso repara completamente o dano causado à Majestade do céu e da terra. Os sofrimentos de Cristo satisfazem completamente a justiça. A Justiça de Deus, como supremo Governador e Juiz do mundo, requer punição para o pecado. O supremo Juiz deve julgar o mundo de acordo com uma regra de justiça. Deus não mostra misericórdia como um soberano, e Sua justiça como um Juiz deve ser feita de maneira consistente um com o outro; e isso é feito através dos sofrimentos de Cristo, no qual o pecado é completamente punido, e justiça é satisfeita. Romanos 3:25—26: “Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. A Lei não é impedimento no caminho do perdão dos grandes pecados, se os homens vierem verdadeiramente a Deus por misericórdia, pois Cristo cumpriu a Lei, Ele suportou a maldição dela em Seus sofrimentos, Gálatas 3:13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.”

3. Cristo não se recusará a salvar grandes pecadores, que de maneira correta vierem a Deus por misericórdia; pois esta é Sua obra. É o Seu ofício ser um Salvador de pecadores; é o trabalho para qual ele veio ao mundo; e portanto, ele não se negará a fazê-lo. Ele não veio para chamar os justos, mas pecadores ao arrependimento (Mateus 9:13). Pecado é o próprio mal que ele veio ao mundo para remediar, portanto Ele não se oporá a nenhum homem por ele ser muito pecaminoso. Quanto mais pecaminoso ele for, mais há a necessidade de Cristo. A pecaminosidade do homem foi a razão da vinda de Cristo ao mundo; está é a mesma miséria da qual Ele veio libertar os homens. Quanto mais eles os têm, mais eles precisam ser libertos; “Os sãos não precisam de médico, apenas os que estão doentes” (Mateus 9:12). O médico não se oporá a curar o homem que o solicita, que está em grande necessidade de ajuda dele. Se um médico de compaixão vai entre doentes e feridos, certamente ele não irá se recusar a curar aqueles que estão em maior necessidade de cura, se ele é capaz de curá-los.

4. Aqui a glória da graça pela redenção de Cristo deve consistir em Sua suficiência para o perdão dos maiores pecadores. A totalidade da ideia do caminho da salvação é para este fim, para glorificar a graça gratuita de Deus. Deus tinha em Seu coração por toda a eternidade, glorificar este atributo; e, portanto, o dispositivo de salvar pecadores por Cristo foi concebido. A grandeza da Divina graça muito aparece nisso que Deus por Cristo salva grandes infratores. Quanto maior culpa de qualquer pecador, mais gloriosa e maravilhosa é a graça manifestada em seu perdão, Romanos 5:20: “onde o pecado abundou, superabundou a graça”. O apóstolo, ao contar quão grande pecador ele tinha sido, observa a graça abundante em seu perdão: 1 Timóteo 1:13: “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz na ignorância e na incredulidade”. O Redentor é glorificado, pelo fato que Ele prova ser suficiente para a redenção daqueles que são excessivamente pecadores, porque Seu sangue prova suficiência para lavar a maior culpa, porque Ele é capaz de salvar homens até o fim, e porque Ele redime mesmo da maior miséria. Esta é a honra de Cristo por salvar grandes pecadores: quando eles vêm até Ele, como é a honra de um médico que cura a mais desesperadora doença ou ferida. Portanto, sem dúvida, Cristo estará disposto a salvar grandes pecadores, se eles vierem a Ele; pois Ele não se negará a glorificar a Si mesmo, e para recomendar o valor e a virtude de Seu próprio sangue. Vendo que Ele se dispôs a redimir pecadores, Ele não estará indisposto a redimir os pecadores, Ele não vai estar indisposto a mostrar que Ele é capaz de redimir até ao fim.

5. O Perdão é então oferecido e prometido para os grandes pecadores como para qualquer outro, se eles vierem de maneira correta a Deus. Os convites do Evangelho estão sempre em termos universais: como, aquele que tem sede; venham a mim todos que estão cansados e oprimidos; e, Quem quiser, venha. E a voz da Sabedoria é para os homens em geral: Provérbios. 8:4 “A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens”. Não para homens moralistas, ou homens religiosos, mas para você, oh! homem. Então Jesus promete em João 6:37: “O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. Está é a direção de Cristo para seus apóstolos, depois de Sua ressurreição, Marcos 16:15,16: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura: quem crer e for batizado, será salvo”. O que está de acordo com o que o apóstolo disse, que “o evangelho tem sido proclamado a toda criatura que está debaixo céu” (Colossenses 1:23).

OUTRAS PARTES DESSA MENSAGEM PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

Jonathan Edwards — Perdão — Parte 001

Jonathan Edwards — Perdão — Parte 002

Jonathan Edwards — Perdão — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/08/jonathan-edwards-perdao-para-os-maiores.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 20 de julho de 2014

JONATHAN EDWARDS: PERDÃO PARA OS MAIORES PECADORES — PARTE 001



O material abaixo é parte de um sermão pregado por Jonathan Edwards, que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: The-HighWay.com

Tradução: oEstandarteDeCristo.com

Perdão Para os Maiores Pecadores

Por amor do Teu nome, Senhor, perdoa minha iniquidade, pois é grande. —Salmos 25:11

Algumas Citações deste Sermão

“O salmista usa a grandeza de seus pecados como argumento para misericórdia. Ele não apenas não usa sua justiça própria como argumento, ou a insignificância de seu pecado; ele não apenas não diz: ‘Perdoa minha iniquidade, pois eu tenho feito tanto para compensá-las’; ou ‘Perdoe minha iniquidade, pois é pequena, e Tu não tens tanta razão para estar zangado comigo; minha iniquidade não é tão grande que tu tenhas qualquer justa causa para usá-la contra mim; minha ofensa não é tal que não possas negligenciá-la”, mas ao contrário, ele diz: ‘Perdoe minha iniquidade, pois ela e grande”; ele argumenta a grandeza de seu pecado, não a pequinesa dele; ele reforça sua oração com essa consideração, que seus pecados são muito hediondos.”

“Mas como ele podia fazer disso um pleito para perdão? Eu respondo: Porque quanto maior sua iniquidade, maior a necessidade tinha de perdão. É como se ele tivesse dito ‘Perdoe minha iniquidade, pois ela é tão grande que eu não posso suportar a punição; meu caso será excessivamente miserável, a não ser que se agrades em me perdoar”. Ele faz uso da grandeza do seu pecado, para reforçar seu apelo por perdão, como um homem usaria uma grande calamidade para implorar por alívio. Quando um mendigo implora por pão, ele argumentará sua grande pobreza e necessidade.”

“Se nós realmente formos a Deus por misericórdia, a grandeza do nosso pecado não será impedimento para perdão. Se fosse um impedimento, Davi jamais teria usado isso como argumento, como vemos que ele faz neste texto.”

“Sem miséria no objeto, não pode haver exercício da misericórdia. Supor misericórdia sem supor miséria, ou compaixão sem calamidade é uma contradição. Portanto os homens não podem olhar para si mesmos como objetos apropriados de misericórdia, a menos que eles primeiro conheçam a si mesmos como miseráveis; e então, a não ser que este seja o caso, é impossível que eles vão a Deus por misericórdia.”

“Eles devem perceber que são filhos da ira; que a lei está contra eles, e que estão expostos à maldição dela: que a ira de Deus permanece sobre eles; e que Ele está irado com eles todos os dias enquanto estão debaixo da culpa do pecado. Eles precisam sensibilizarem-se de que a culpa do pecado faz deles criaturas miseráveis, não importando qual alegria temporal eles tenham; que eles não podem ser nada além de miseráveis, criaturas desfeitas, enquanto Deus está zangado com eles; que eles estão sem força, e devem perecer, e isto eternamente, a não ser que Deus os ajude. Eles precisam ver que o caso deles é de completo desespero, por qualquer coisa ou qualquer um possa fazer por eles; que eles pairam sobre o abismo da miséria eterna; e que eles necessariamente devem cair nele, se Deus não tiver misericórdia deles.”

“Eles devem ser sensíveis que não são dignos da misericórdia de Deus. Aqueles que realmente vêm a Deus por misericórdia vêm como mendigos, e não como credores. Eles vêm por mera misericórdia. Por graça soberana, e não por qualquer coisa que lhes é devido.”
“Eles devem ser sensíveis que seria justo da parte de Deus fazer como Ele ameaçou em sua santa Lei, isto é, fazer deles objetos da sua ira e maldição no inferno por toda a eternidade. – Aqueles que vêm a Deus por misericórdia de uma maneira correta não estão dispostos a achar falta em Sua severidade, mas eles vêm num senso de sua completa indignidade, como com cordas em seus pescoços, e deixados na poeira aos pés da misericórdia.”

“Eles devem vir a Deus por misericórdia em e através de Jesus Cristo somente. Toda sua esperança de misericórdia deve vir da consideração de quem Ele é, do que Ele fez e o que Ele sofreu; e que não há outro nome dado debaixo do céu, entre os homens, pelo qual possamos ser salvos, além do nome de Cristo; que Ele é o Filho de Deus, e o Salvador do mundo; que o Seu sangue limpa todo pecado, e que Ele é tão digno, que todos os pecadores que estão nEle podem ser perdoados e aceitos. É impossível que qualquer um venha a Deus por misericórdia, e ao mesmo tempo não tenha nenhuma esperança de misericórdia. A vinda deles a Deus por ela, implica que eles têm alguma esperança de obtê-la, de outro modo eles não pensariam valer a pena o tempo de vir. Mas aqueles que vêm de maneira correta tem toda sua esperança através de Cristo, ou da consideração de sua redenção e suficiência dela. Se pessoas assim vêm a Deus por misericórdia, a grandeza de seus pecados não será impedimento de perdão. Deixe que seus sejam tantos, e grandes, e graves isso não fará Deus nem um grau menos disposto a perdoá-los.”

“A misericórdia de Deus é tão suficiente para o perdão de grandes pecados quanto para os menores; e isso porque Sua misericórdia é infinita. O que é infinito está muito acima do que é grande, Ele está tão acima dos reis como ele está acima dos mendigos; Ele está tão acima do maior anjo, como está do pior verme. Uma medida finita não chega nem perto da extensão do que é infinito. Então a misericórdia de Deus sendo infinita, deve ser tão suficiente para o perdão de todo pecado quanto de um só. Se um dos menores pecados não está além da misericórdia de Deus, então também não está o maior, ou dez mil deles.”

“Sendo o sacrifício de Cristo uma completa satisfação por todo pecado, ou tendo operado a satisfação que é suficiente por todos, não é, agora, nem um pouco inconsistente com a glória do atributo divino perdoar os maiores pecados daqueles que vêm de uma maneira correta até Ele por perdão. Deus pode agora perdoar os maiores pecadores sem nenhum prejuízo a honra de Sua santidade. A santidade de Deus não O deixa mostrar uma menor severidade ao pecado, mas O inclina a dar testemunhos apropriados ao seu ódio ao pecado. Mas Cristo tendo oferecido uma satisfação por  todo pecado, Deus pode agora amar o pecador, e não mostrar nenhuma severidade ao pecado, por mais terrível que o pecador tenha sido.”

“Foi um suficiente testemunho da aversão de Deus ao pecado, que Ele derramou sua ira em se próprio amado Filho, quando ele assumiu a culpa sobre si. Nada pode demonstrar melhor o ódio de Deus ao pecado do que isso. Se toda a humanidade tivesse sido eternamente condenada não teria sido tão grande testemunho quanto este.”

“Deus pode, através de Cristo, perdoar os grandes pecadores sem nenhum prejuízo à honra de Sua majestade. A honra da Divina Majestade de fato requer satisfação; mas os sofrimentos de Cristo reparam completamente o dano. Que o desprezo seja sempre tão grande, ainda sim se tão honrável Pessoa como Cristo se compromete a ser um Mediador para o infrator, e sofre muito por ele, isso repara completamente o dano causado à Majestade do céu e da terra. Os sofrimentos de Cristo satisfazem completamente a justiça.”

“A Lei não é impedimento no caminho do perdão dos grandes pecados, se os homens vierem verdadeiramente a Deus por misericórdia, pois Cristo cumpriu a Lei, Ele suportou a maldição dela em Seus sofrimentos: Gálatas 3:13: Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.

“Cristo não se recusará a salvar grandes pecadores, que de maneira correta vierem a Deus por misericórdia; pois esta é Sua obra. É o Seu ofício ser um Salvador de pecadores; é o trabalho para qual ele veio ao mundo; e, portanto, ele não se negará a fazê-lo. Ele não veio para chamar os justos, mas pecadores ao arrependimento (Mateus 9:13). Pecado é o próprio mal que ele veio ao mundo para remediar, portanto Ele não se oporá a nenhum homem por ele ser muito pecaminoso. Quanto mais pecaminoso ele for, mais há a necessidade de Cristo. A pecaminosidade do homem foi a razão da vinda de Cristo ao mundo; está é a mesma miséria da qual Ele veio libertar os homens. Quanto mais eles os têm, mais eles precisam ser libertos; “Os sãos não precisam de médico, apenas os que estão doentes” (Mateus 9:12). O médico não se oporá a curar o homem que o solicita, que está em grande necessidade de ajuda dele. Se um médico de compaixão vai entre doentes e feridos, certamente ele não irá se recusar a curar aqueles que estão em maior necessidade de cura, se ele é capaz de curá-los.”

“[..] a glória da graça pela redenção de Cristo deve consistir em Sua suficiência para o perdão dos maiores pecadores. A totalidade da ideia do caminho da salvação é para este fim, para glorificar a graça gratuita de Deus. Deus tinha em Seu coração por toda a eternidade, glorificar este atributo; e, portanto, o dispositivo de salvar pecadores por Cristo foi concebido. A grandeza da Divina graça muito aparece nisso que Deus por Cristo salva grandes infratores. Quanto maior culpa de qualquer pecador, mais gloriosa e maravilhosa é a graça manifestada em seu perdão, Romanos 5:20: onde o pecado abundou, superabundou a graça”.

“Portanto, sem dúvida, Cristo estará disposto a salvar grandes pecadores, se eles vierem a Ele; pois Ele não se negará a glorificar a Si mesmo, e para recomendar o valor e a virtude de Seu próprio sangue. Vendo que Ele se dispôs a redimir pecadores, Ele não estará indisposto a redimir os pecadores, Ele não vai estar indisposto a mostrar que Ele é capaz de redimir até ao fim.”

“O uso apropriado desse assunto é para encorajar pecadores cuja consciência está pesada com um senso de culpa, para imediatamente irem a Deus através de Cristo por misericórdia. Se vocês forem à maneira que descrevemos, os braços estão abertos para abraçá-los.”

“Se vocês tivessem tanta culpa sobre cada uma de suas almas como todos os homens perversos do mundo e todas as almas condenadas no inferno; ainda sim se vocês vierem a Deus por misericórdia, sensível a sua própria vileza, e buscando perdão apenas pela misericórdia gratuita de Deus através de Cristo, vocês não precisariam ter medo; a grandeza dos seus pecados não seria impedimento para perdão. Portanto, se suas almas estão pesadas e vocês estão angustiados por medo do inferno, vocês não precisam mais suportar esse peso e angustia. Se vocês estão apenas dispostos, vocês poderão gratuitamente vir e aliviarem a si mesmos, e lançar todo o seu peso em Cristo, e descansar nEle.”

“[...] é apenas por causa de Jesus Cristo que Deus está disposto a aceitar qualquer um.”

“[...] aqueles que negaram a Deus em sua juventude, a melhor parte de suas vidas, e gastaram-na no serviço de Satanás, terrivelmente pecaram e provocaram a Deus; e Ele frequentemente os deixa na dureza de coração quando se tornam idosos, ainda assim se eles estão dispostos a vir a Cristo quando idosos, Ele está tão pronto a recebê-los quanto a qualquer outro, pois nessa questão Deus tem respeito apenas a Cristo e Seu mérito.”

“Que outra regra nós temos para julgar tais questões a não ser a Palavra Divina? Se nos aventurarmos a ir além dela, nós estaremos miseravelmente no escuro.”

“Vocês nunca poderão vir a Cristo a não ser que vocês vejam primeiro que ele não os aceitará mais prontamente por nada que você possa fazer. Vocês devem primeiro ver que é totalmente em vão que vocês tentem fazerem a si mesmos melhores por tal razão. Vocês devem vem que vocês nunca poderão fazer a si mesmos mais dignos, ou menos dignos, por qualquer coisa que possam fazer.”

“Se alguma vez vocês realmente virem a Cristo, vocês devem ver que há o suficiente nEle para seu perdão, embora vocês não sejam melhores do que são. Se vocês não veem a suficiência de Cristo para o seu perdão, sem nenhuma justiça suas para os recomendar, vocês nunca virão de forma a serem aceitos por Ele. A maneira de serem aceitos é vir não com tal encorajamento, que agora vocês fizeram a si mesmos melhores e mais dignos, ou não tão indignos, mas no mero encorajamento do valor e merecimento de Cristo e da misericórdia de Deus.”

“Se vocês alguma vez vierem a Cristo, vocês devem vir para Ele fazer vocês tornarem-se melhores. Vocês devem vir como um paciente vai a seu médico, com suas doenças e feridas para serem curadas. Derrame toda sua perversidade diante dEle, e não argumente sua bondade; mas sua maldade e sua necessidade nesse aspecto: e diga, como o salmista no texto, não perdoe minha iniquidade, pois não é tão grande como era, mas: “Perdoe minha iniquidade, pois ela é Grande”.

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Jonathan Edwards — Perdão — Parte 003
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Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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