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terça-feira, 26 de junho de 2012

O GRANDE EQUÍVOCO DE MÁRCIO VALADÃO



O falso mestre Márcio Valadão, que comanda um verdadeiro império que explora a simplicidade e a superstição da vasta maioria do povo chamado evangélico, imagina que pode tudo, apenas porque ficou milionário pregando um falso evangelho.

Pois muito bem, o sr. Valadão deseja agora “comprar” — afinal para ele o dinheiro pode tudo — algumas ruas no entorno do seu templo, a Igreja Batista da Lagoinha, sob as seguintes duas alegações:

·       Primeiro, ele alega que as ruas não possuem moradores o que é uma evidente mentira como vamos mostrar a seguir.

·       Segundo, ele alega que precisa do espaço para aumentar seu templo e a área de estacionamento do mesmo.

Para alcançar tão inglório e imoral objetivo o sr. Valadão tem lançado mão de um vereador de Belo Horizonte e que é membro de sua igreja. Trata-se de sua excelência o Sr. José Oscar do PRP. Tendo, certamente sido eleito, com a ajuda dos votos dos membros da Igreja Batista da Lagoinha, o mesmo se sente devedor a seu mentor e produziu uma lei que já está tramitando em segundo turno de votação na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

O imoral projeto propõe a compra ou a permuta de três ruas do município para sua própria igreja — haja conflito de interesses nessa imoralidade toda. As ruas estão localizadas no bairro São Cristovão na região nordeste de Belo Horizonte e no entrono da igreja do sr. Valadão.

Em seus argumentos mentirosos o sr. Valadão alega através de seu Edil, que as ruas não possuem moradores, mas isso não é verdade. Tem moradores que estão lá há mais de 50 anos! Não dá nem para dizer que “o cara mudou anteontem e nem notamos sua presença”.

A lei proposta pelo Vereador João Oscar busca beneficiar, exclusivamente, a igreja da qual é membro, pois ninguém além da mesma se beneficiará com a aprovação da mesma pela Câmara de Vereadores de Belo Horizonte. A igreja já está usando as ruas como estacionamento de forma irregular e ilegal. Belo exemplo sr. Valadão!

O precedente imoral que justifica a ação do sr. Valadão, tem a ver com uma doação parecida, não igual, feita pela Câmara de Vereadores de Belo Horizonte para a Igreja Católica Apostólica Romana através da Matriz de Santo Antônio. O argumento legal usado naquela ocasião teve como base o artigo 17, parágrafo 1º, alínea “b” da Lei 8666/93.

Todavia o que está estipulado nessa Lei é que a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte pode “doar imóveis públicos, de modo exclusivo, para outro órgão ou entidade da própria administração pública de qualquer esfera do governo”. Mas a transação que aconteceu na região de Venda Nova envolveu um terreno que pertencia à Prefeitura e não algum imóvel público. Mesmo assim, dada a separação que deve existir entre o estado laico brasileiro e instituições religiosas o sr. Valadão deveria ter protestado contra tamanha injustiça.

Aliás, diante da flagrante imoralidade praticada em Venda Nova, o sr. Valadão não fez absolutamente nada para denunciar aquela irregularidade que desrespeita a isonomia preceituada pela constituição federal: o Brasil é um país laico e o governo não tem nenhuma obrigação de ajudar nenhuma igreja. Aliás, deve abster-se de fazê-lo. O sr. Valadão como pastor, foi chamado para denunciar tais situações conforme podemos ler em:

Isaías 5:18 

Ai dos que puxam para si a iniquidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de carro!

Jeremias 22:13 

Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem direito! Que se vale do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário.

Ezequiel 9:9 

Então, me respondeu: A iniquidade da casa de Israel e de Judá é excessivamente grande, a terra se encheu de sangue, e a cidade, de injustiça; e eles ainda dizem: O SENHOR abandonou a terra, o SENHOR não nos vê.

Romanos 1:18

A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça.

Colossenses 3:25 

Pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas.

2 Tessalonicenses 2:12 
A fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.

2 Pedro 2:12-15

12 Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos,

13 recebendo injustiça por salário da injustiça que praticam. Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco;

14 tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos;

15 abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça.

Mas no lugar de denunciar a injustiça, o sr. Valadão viu na mesma uma oportunidade para beneficiar sua própria igreja, que voltamos a repetir, o governo não tem nenhuma obrigação de ajudar. Pensando dessa forma equivocada seu vereador na Câmara Municipal de Belo Horizonte entrou com um projeto “semelhante” solicitando a doação de ruas no entorno da Igreja Batista da Lagoinha para ampliar o templo e, especialmente, o estacionamento. Caso a prefeitura não queira doar as ruas, o Igreja Batista da Lagoinha está disposta a comprar as mesmas ou fazer algum tipo de permuta.

Mas que descaramento desse pessoal. Eles que deveriam estar cuidando dos pobres conforme os mandamentos de Jesus e dos apóstolos, está pouco se lixando para os mesmos, pois está mais preocupado com automóveis do que com pessoas, numa inversão de valores inominável. Que esse sr. não espere nenhuma misericórdia da parte de Deus, a menos que se arrependa profundamente do mal que pretende fazer a pessoas humildes, que moram nas ruas no entorno da igreja, as quais ele tanto cobiça.

De acordo com a Lei, ruas, praças, estradas, acessos etc., são todos bem indisponíveis, exatamente, por serem públicos e de uso comum de todas as pessoas. O mesmo não ocorre com o terreno de propriedade da prefeitura negociado com a Igreja Católica Romana, apesar de insistirmos que tal ato deveria ter sido evitado.

O próprio presidente da Câmara Municipal de BH, vereador Léo Burguês admite que a Câmara não tem autoridade para produzir esse tipo de lei. Ele concorda que projetos de Lei como o 1.802/2011 do vereador João Oscar não deveriam sequer existir. “No entanto”, assim diz o presidente da Câmara, “uma vez que o prefeito endossa a decisão da Câmara e sanciona a lei, como ele já fez uma vez, torna a nossa iniciativa legítima”. Pode até ser legítima, mas que é imoral, disso não temos dúvida.

A reportagem da TV Alterosas que pode ser vista no link abaixo, não deixa nenhuma dúvida das intenções do sr. Valadão e de seu total descuido com os pobres que vivem no entorno da mesma  e que, certamente incomodam a igreja de classe média. No vídeo aparece um senhor que mora numa das ruas há 51 anos e está sendo tratado como se não existisse pela igreja. Como se fosse uma não pessoa. Que tipo de mau exemplo é esse sr. Valadão? O vereador com na maior cara de pau declara que não tinha conhecimento da presença do morador naquele local. Será mesmo? E o descuidado com as almas ao redor do seu grandioso templo? Veja a reportagem seguindo esse link aqui:


Todavia nós sabemos que existe um Deus nos céus que abomina essas práticas injustas, ainda mais quando praticadas por pessoas que pretendem falar em nome do Todo Poderoso. Que Deus tenha misericórdia de suas almas vazias e gananciosas.

Que o Senhor abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.