
O falso mestre Márcio Valadão, que comanda um verdadeiro império que explora a simplicidade e a superstição da vasta maioria do povo chamado evangélico, imagina que pode tudo, apenas porque ficou milionário pregando um falso evangelho.
Pois muito bem, o sr. Valadão
deseja agora “comprar” — afinal para ele o dinheiro pode tudo — algumas ruas no
entorno do seu templo, a Igreja Batista da Lagoinha, sob as seguintes duas
alegações:
·
Primeiro, ele alega que as ruas não possuem moradores
o que é uma evidente mentira como vamos mostrar a seguir.
·
Segundo, ele alega que precisa do espaço para
aumentar seu templo e a área de estacionamento do mesmo.
Para alcançar tão inglório e imoral objetivo o sr. Valadão
tem lançado mão de um vereador de Belo Horizonte e que é membro de sua igreja.
Trata-se de sua excelência o Sr. José Oscar do PRP. Tendo, certamente sido
eleito, com a ajuda dos votos dos membros da Igreja Batista da Lagoinha, o
mesmo se sente devedor a seu mentor e produziu uma lei que já está tramitando
em segundo turno de votação na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
O imoral projeto propõe a compra ou a permuta de três ruas
do município para sua própria igreja — haja conflito de interesses nessa
imoralidade toda. As ruas estão localizadas no bairro São Cristovão na região
nordeste de Belo Horizonte e no entrono da igreja do sr. Valadão.
Em seus argumentos mentirosos o sr. Valadão alega através
de seu Edil, que as ruas não possuem moradores, mas isso não é verdade. Tem
moradores que estão lá há mais de 50 anos! Não dá nem para dizer que “o cara
mudou anteontem e nem notamos sua presença”.
A lei proposta pelo Vereador João Oscar busca beneficiar,
exclusivamente, a igreja da qual é membro, pois ninguém além da mesma se
beneficiará com a aprovação da mesma pela Câmara de Vereadores de Belo
Horizonte. A igreja já está usando as ruas como estacionamento de forma
irregular e ilegal. Belo exemplo sr. Valadão!
O precedente imoral que justifica a ação do sr. Valadão,
tem a ver com uma doação parecida, não igual, feita pela Câmara de Vereadores
de Belo Horizonte para a Igreja Católica Apostólica Romana através da Matriz de
Santo Antônio. O argumento legal usado naquela ocasião teve como base o artigo
17, parágrafo 1º, alínea “b” da Lei 8666/93.
Todavia o que está estipulado nessa Lei é que a Prefeitura
Municipal de Belo Horizonte pode “doar imóveis públicos, de modo exclusivo,
para outro órgão ou entidade da própria administração pública de qualquer
esfera do governo”. Mas a transação que aconteceu na região de Venda Nova
envolveu um terreno que pertencia à Prefeitura e não algum imóvel público.
Mesmo assim, dada a separação que deve existir entre o estado laico brasileiro
e instituições religiosas o sr. Valadão deveria ter protestado contra tamanha
injustiça.
Aliás, diante da flagrante imoralidade praticada em Venda
Nova, o sr. Valadão não fez absolutamente nada para denunciar aquela
irregularidade que desrespeita a isonomia preceituada pela constituição
federal: o Brasil é um país laico e o governo não tem nenhuma obrigação de
ajudar nenhuma igreja. Aliás, deve abster-se de fazê-lo. O sr. Valadão como
pastor, foi chamado para denunciar tais situações conforme podemos ler em:
Isaías 5:18
Ai dos que puxam
para si a iniquidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de
carro!
Jeremias 22:13
Ai daquele que
edifica a sua casa com injustiça e os seus aposentos, sem direito! Que se vale
do serviço do seu próximo, sem paga, e não lhe dá o salário.
Ezequiel 9:9
Então, me respondeu:
A iniquidade da casa de Israel e de Judá é excessivamente grande, a terra se
encheu de sangue, e a cidade, de injustiça; e eles ainda dizem: O SENHOR
abandonou a terra, o SENHOR não nos vê.
Romanos 1:18
A ira de Deus se
revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade
pela injustiça.
Colossenses
3:25
Pois aquele que faz
injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de
pessoas.
2 Tessalonicenses
2:12
A fim de serem
julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário,
deleitaram-se com a injustiça.
2 Pedro 2:12-15
12 Esses, todavia,
como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando
mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser
destruídos,
13 recebendo
injustiça por salário da injustiça que praticam. Considerando como prazer a sua
luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas
suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco;
14 tendo os olhos
cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes,
tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos;
15 abandonando o
reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor,
que amou o prêmio da injustiça.
Mas no lugar de denunciar a injustiça, o sr. Valadão viu na
mesma uma oportunidade para beneficiar sua própria igreja, que voltamos a
repetir, o governo não tem nenhuma obrigação de ajudar. Pensando dessa forma
equivocada seu vereador na Câmara Municipal de Belo
Horizonte entrou com um projeto “semelhante” solicitando a doação de ruas no
entorno da Igreja Batista da Lagoinha para ampliar o templo e, especialmente, o
estacionamento. Caso a prefeitura não queira doar as ruas, o Igreja Batista da
Lagoinha está disposta a comprar as mesmas ou fazer algum tipo de permuta.
Mas que descaramento desse pessoal. Eles que deveriam estar cuidando dos pobres conforme os mandamentos de Jesus e dos apóstolos,
está pouco se lixando para os mesmos, pois está mais preocupado com automóveis
do que com pessoas, numa inversão de valores inominável. Que esse sr. não
espere nenhuma misericórdia da parte de Deus, a menos que se arrependa
profundamente do mal que pretende fazer a pessoas humildes, que moram nas ruas
no entorno da igreja, as quais ele tanto cobiça.
De acordo com a Lei, ruas, praças, estradas, acessos etc.,
são todos bem indisponíveis, exatamente, por serem públicos e de uso comum de
todas as pessoas. O mesmo não ocorre com o terreno de propriedade da prefeitura
negociado com a Igreja Católica Romana, apesar de insistirmos que tal ato
deveria ter sido evitado.
O próprio presidente da Câmara Municipal de BH, vereador
Léo Burguês admite que a Câmara não tem autoridade para produzir esse tipo de
lei. Ele concorda que projetos de Lei como o 1.802/2011 do vereador João Oscar
não deveriam sequer existir. “No entanto”, assim diz o presidente da Câmara, “uma
vez que o prefeito endossa a decisão da Câmara e sanciona a lei, como ele já
fez uma vez, torna a nossa iniciativa legítima”. Pode até ser legítima, mas que
é imoral, disso não temos dúvida.
A
reportagem da TV Alterosas que pode ser vista no link abaixo, não deixa nenhuma
dúvida das intenções do sr. Valadão e de seu total descuido com os
pobres que vivem no entorno da mesma e
que, certamente incomodam a igreja de classe média. No vídeo aparece um senhor
que mora numa das ruas há 51 anos e está sendo tratado como se não existisse
pela igreja. Como se fosse uma não pessoa. Que tipo de mau exemplo é esse sr.
Valadão? O vereador com na maior cara de pau declara que não tinha conhecimento
da presença do morador naquele local. Será mesmo? E o descuidado com as
almas ao redor do seu grandioso templo? Veja a reportagem seguindo esse link
aqui:
Todavia
nós sabemos que existe um Deus nos céus que abomina essas práticas injustas,
ainda mais quando praticadas por pessoas que pretendem falar em nome do Todo
Poderoso. Que Deus tenha misericórdia de suas almas vazias e gananciosas.
Que o
Senhor abençoe a todos.
PS. Pedimos a todos
os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do
seguinte link:
http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775
Desde já agradecemos
a todos.