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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDOS 035 — JOSÉ SOFREU NAS MÃOS DOS GENTIOS



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudos 035

35. José Sofreu nas Mãos dos Gentios.

José sofreu não apenas nas mãos de seus próprios irmãos que acabaram por vendê-lo para uma caravana de gentios, mas foi também maltratado nas mãos dos gentios, que o lançaram injustamente na prisão.

A dispensa de José de suas obrigações na casa de Potifar e sua prisão podem ser vistas como típicas daquelas que todo crente verdadeiro tem de enfrentar —

Provérbios 24:16

Porque sete vezes cairá o justo e se levantará; mas os perversos são derribados pela calamidade.

Moisés, Jó, Jeremias e o Servo Sofredor do ETERNO de Isaías 53 são todos exemplos do tipo de carreira que está proposta para todo cristão verdadeiro. Jesus é o supremo modelo do Novo Testamento e, por isso, o autor de hebreus nos exorta dizendo:

Hebreus 12:1—4

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue.

Jesus também sofreu nas mãos de seus irmãos e nas mãos dos gentios conforme a firme denúncia feita por Estêvão —

Atos 4:26—27

Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel.

Pedro segue nessa mesma linha e nos diz que somos chamados a seguir nos passos de Jesus —

1 Pedro 2:21

Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em 
vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos.

Além disso, Pedro nos diz —

1 Pedro 5:6

Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte.

Da perspectiva do povo escolhido a prisão de José antecipava a escravidão do povo de Israel sob os egípcios, um aparente atraso de vida que, em última instância, conduziu ao pleno cumprimento das promessas feitas aos patriarcas.

E são essas mesmas promessas patriarcais que lançam mais luz sobre esse episódio dramático na vida de José. O SENHOR tinha prometido estar com seu pai e avô. E não temos nenhuma dúvida que o Senhor estava com José —

Gênesis 39:2—3

2  O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.

3  Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos.

Por esse motivo, a bênção de Deus repousava sobre toda a casa do Egito. A prisão de José é a epítome de toda sua carreira no Egito: foi por meio das aflições de José que Deus trabalhou para preservar a vida de muitos —

Gênesis 50:20

Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.
Através de José a promessa feita a Abrão —

Gênesis 12:3

Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.

teve um dos seus muitos cumprimentos. Ao administrar a casa de Potifar José estava sendo preparado para governar todo o Egito. Mas se ele tivesse permanecido como administrador de Potifar, provavelmente, ele nunca teria tido a oportunidade de conhecer o copeiro do Faraó na prisão. E foi através do copeiro do Faraó que José foi elevado até a corte do próprio soberano do Egito. Sua desgraça preliminar era necessária para as glórias que viriam.   

O mesmo é verdade a nosso respeito conforme podemos ler em —

Romanos 8:18

Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.

2 Coríntios 4:17—18

17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação,

18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Hebreus 13:12—14

12 Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta.

13 Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério.

14 Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.

1 Pedro 5:10

Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Estudo 044 — José Faz Advertências Contra o Perigo Futuro

Estudo 045 — José Se Revela como Maravilhoso Conselheiro


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

domingo, 12 de julho de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 14:15—24 — A PARÁBOLA DO GRANDE BANQUETE — SERMÃO 033


Concepção artística do "Grande Banquete"

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


A Parábola do Grande Banquete – Lucas 14:15—24.

15 Ora, ouvindo tais palavras, um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus.

16 Ele, porém, respondeu: Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos.

17 À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado.

18 Não obstante, todos, à uma, começaram a escusar-se. Disse o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me tenhas por escusado.

19 Outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te que me tenhas por escusado.

20 E outro disse: Casei-me e, por isso, não posso ir.

21 Voltando o servo, tudo contou ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.

22 Depois, lhe disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar.

23 Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que fique cheia a minha casa.

24 Porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.

Introdução

A. Estamos expondo as Parábolas proferidas por Jesus e neste bloco estamos falando de parábolas que aparecem exclusivamente no Evangelho de Lucas e em uma porção do Evangelho de Lucas que descreve a última viagem de Jesus para Jerusalém.

B. Lucas 14 e 15 nos apresentam a graça de Deus oferecida em toda a sua majestade.

C. Esta parábola foi proferida por Jesus em dia de sábado quando ele havia entrado para comer na casa de um fariseu.

D. Era costume dos judeus se reunirem em uma casa para uma refeição após a reunião que acontecia nos sábados pela manhã nas sinagogas.

E. Aparentemente era casa de alguém que possuía bens, pois no verso 15 nos lemos que a comida estava servida sobre uma mesa e mesas eram artigos de luxo naqueles dias.

F. É neste contexto que vamos encontrar a Jesus. Provavelmente reclinado sobre um sofanete e participando de um banquete.

G. A Parábola do Grande Banquete é motivada pelo comentário de um dos convidados – ver verso 15, baseado no comentário de Jesus em Lucas 14:13—14.

I. O Pano de Fundo da Parábola do Grande Banquete

A. Um dos motivos mais encantadores do Antigo Testamento é o fato de que Deus requeria que os sacrifícios fossem oferecidos no local apropriado — primeiro no Tabernáculo e depois no Templo em Jerusalém — e aquele que trazia o sacrifício tinha o direito de receber uma porção do mesmo de volta, o qual deveria ser consumido “na presença de Deus”. Assim Deus demonstrava que tinha prazer na comunhão com seu povo, pois a refeição é um momento realmente sagrado. Meu pai costumava dizer que o tempo que gastamos ao redor da mesa nós não envelhecemos.

B. Este é o motivo porque no Salmo 23:5 nos lemos:

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

C. Mas certamente a passagem mais impressionante do Antigo Testamento que trata desta questão do Grande Banquete é —

Isaías 25:6—9

6 O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados.

7 Destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e o véu que está posto sobre todas as nações.

8 Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o SENHOR Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o SENHOR falou.

9 Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos.

D. No período entre os testamentos os judeus ensinavam que o Messias, quando viesse, daria um grande banquete, mas os cegos, os aleijados, os coxos e todos os impuros ficariam de fora. Os gentios não eram sequer mencionados.

E. A comunidade de Qumran também mencionava um banquete onde somente as pessoas dignas seriam convidadas e isto de acordo com uma rígida hierarquia.

F. É óbvio que estas visões dos judeus do período intertestamental bem como as dos judeus da comunidade de Qumran nada tinham a ver com a profecia de Isaías.

G. A postura assumida pelos judeus dos dias de Jesus foi diretamente contraditada pelo Senhor conforme lemos em —

Lucas 13:28—34

28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós, lançados fora.

29 Muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e tomarão lugares à mesa no reino de Deus.

30 Contudo, há últimos que virão a ser primeiros, e primeiros que serão últimos.

31 Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram para dizer-lhe: Retira-te e vai-te daqui, porque Herodes quer matar-te.

32 Ele, porém, lhes respondeu: Ide dizer a essa raposa que, hoje e amanhã, expulso demônios e curo enfermos e, no terceiro dia, terminarei.

33 Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã e depois, porque não se espera que um profeta morra fora de Jerusalém.

34 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes!

II. A Parábola em si – versos 16 – 23.

A. Como já vimos, Jesus estava participando em um banquete na casa de um fariseu quando um comentário seu motivou um dos convidados a exclamar — Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus — verso 15!

B. Em vez de simplesmente dizer amém concordando com o comentário, Jesus conta então a Parábola do Grande Banquete.

A. Verso 16

A. Uma grande ceia — refeição vespertina — ou banquete certamente é dado por alguém poderoso o qual espera que seus iguais compareçam.

B. Note que o organizador da festa convidou a muitos, ou seja, a festa devia ser bastante grande.

C. Era obrigação do anfitrião nestas ocasiões suprir carne aos seus convidados. O tipo e a quantidade de animais abatidos tinham a ver com a quantidade de pessoas que haviam confirmado presença. Frangos, patos, cabritos, carneiros, bois? Tudo dependia de quantos se comprometeram a estar lá.

D. Aqueles que aceitavam o convite estavam obrigados a comparecer ao evento.

E. Uma vez sabendo quantos convidados atenderiam, o anfitrião dava andamento aos preparativos. Quando tudo estava pronto e ainda quente o anfitrião então...

B. Verso 17

A. Enviava seu servo para avisar os convidados que tudo estava preparado e a ceia estava pronta para ser consumida.

B. O presente do imperativo — vinde — indica que os convidados que já haviam concordado em comparecer deveriam agora vir sem demora.

C. Para os ouvintes de Jesus naquele momento a implicação era óbvia: A hora do Banquete Messiânico havia chegado.

D. Mas em vez de virem imediatamente, os convidados começaram a inventar desculpas esfarrapadas para não comparecer.

IV. Versos 18 – 20 – Os Três Convidados Importantes

A. Verso 18 — O primeiro certamente era um homem experiente na compra e venda de campos! Todo mundo sabia que sua desculpa não passava de uma deslavada mentira!

B. Naqueles dias ninguém sequer começava a discutir a compra de um campo sem antes determinar sua exata localização, se tinha água ou não, quantas árvores tinha e etc. Até as pedras visíveis eram contadas! Muitas vezes o comprador estava até ciente da capacidade produtiva do campo em questão. Quando Abraão comprou o campo de Efrom, que estava em Macpela fronteiro a Manre, comprou o campo, a caverna e todo o arvoredo que nele havia e todo seu limite ao redor! —

Gênesis 23:16—17

16 Tendo Abraão ouvido isso a Efrom, pesou-lhe a prata, de que este lhe falara diante dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, moeda corrente entre os mercadores.

17 Assim, o campo de Efrom, que estava em Macpela, fronteiro a Manre, o campo, a caverna e todo o arvoredo que nele havia, e todo o limite ao redor
 
C. Uma desculpa moderna equivalente seria eu ligar para um irmão para dizer que não poderia comparecer ao banquete em seu salão de festas porque havia acabado de comprar uma casa numa região de alto custo pelo telefone e, agora, estava saindo para vê-la! Quem acreditaria em uma história dessas?

D. O porte da ofensa é grande porque o convidado prefere ir ver um campo, o que ele poderia fazer em qualquer outro dia, em uma cultura onde as amizades são de suprema importância.

E. Verso 19 – O segundo convidado era certamente um agricultor experimentado especialmente no que diz respeito a pares de bois puxadores de arados.

F. No Oriente Médio, até os dias de hoje, só existem duas maneiras de se comprar um par de bois de arado nas pequenas vilas: 1) A primeira é ir até o mercado local onde em uma das suas extremidades sempre se encontra um pequeno campo no qual os bois podem ser experimentados; 2) A outra é tomar conhecimento de que fulano está querendo vender um par de bois de arado e os interessados vão até o campo do vendedor para checar in loco como os bois se comportam e até para experimentá-los se for o caso. Agora se para um par o cuidado é este imagine para cinco pares.

G. A desculpa é uma invenção mentirosa e grandemente ofensiva ao anfitrião porque o convidado estava dando mais importância aos animais do que a amizade.

H. A desculpa moderna seria o João ligar para a Vera para avisá-la que enquanto estava em Jundiaí havia fechado a compra de 5 carros, em Alfenas pelo telefone, e que estava indo para lá para examiná-los. Mesmo a Vera acharia que o João havia pirado de vez.

I. Verso 20 — Vamos chamar esse terceiro de o noivo perdidamente apaixonado. Ele também dá uma desculpa esfarrapada. Certamente o casamento não havia acontecido naquele dia. O anfitrião saberia da festa e não marcaria seu grandioso banquete para a mesma data.

J. A resposta do apaixonado é mais breve porque como é costume no Oriente Médio se fala o menos possível acerca das mulheres.

V. Verso 21

A. O anfitrião como não poderia deixar de ser, sente-se ultrajado. Mas sua resposta é graciosa e não vingativa.

B. Os convidados importantes achavam que poderiam estragar a festa do anfitrião boicotando a mesma. Eles não contavam que o anfitrião poderia convidar os parias da sociedade para o banquete. Isto seria uma grande humilhação!

C. De fato este foi algo que os judeus que se achavam mais dignos sempre reclamaram de Jesus —

Lucas 15:2

E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.

VI. Verso 22

A. Apesar dos parias terem sido convidados e de terem ocupado lugar à mesa ainda assim havia lugares sobrando.

VI. Verso 23

A. O convite então é estendido aos estrangeiros, os quais devem ser amorosamente constrangidos a vir e participar.

VII. Verso 24

A. O Senhor Jesus finaliza a parábola falando que o mesmo que aconteceu com os convidados especiais acontecerá com a geração que o rejeitou!

Conclusão:

I. O que os primeiros ouvintes de Jesus poderiam ter entendido desta história?

O banquete = O banquete Messiânico que dá início à nova era Messiânica.

Os convidados originais = Os líderes de Israel que tinham o direito de ser os primeiros convidados.

Os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos = os párias da sociedade em Israel.

Os convidados dos caminhos e dos atalhos = todos os gentios.

II. As Implicações Teológicas:

A. Jesus Cristo é o único agente a convidar as pessoas para participar no banquete Messiânico da salvação.

B. Muitos virão do Oriente e do Ocidente para tomar acento nesse banquete como foi prometido pelo profeta Isaías e explicitamente ensinado por Jesus – ver Lucas 13:28—29.

C. As desculpas que as pessoas dão para não virem ao banquete são estúpidas e insultuosas. Os convidados originais têm seus imitadores em todas as épocas.

D. Pessoas que em nenhuma hipótese podem recompensar o anfitrião são convidadas e aceitam o convite, mesmo que relutantemente!

E. O povo de Israel é muito pouco para o grande Salvador providenciado por Deus. Por este motivo Ele é também o Salvador de todos os gentios —

Isaías 49:5—7

5 Mas agora diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó e para reunir Israel a ele, porque eu sou glorificado perante o SENHOR, e o meu Deus é a minha força.

6 Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.

7 Assim diz o SENHOR, o Redentor e Santo de Israel, ao que é desprezado, ao aborrecido das nações, ao servo dos tiranos: Os reis o verão, e os príncipes se levantarão; e eles te adorarão por amor do SENHOR, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu.

F. Aqueles que se recusam a entrar ficarão de fora. Não existe segunda chance.

G. Temos que tomar cuidado de não repetir o erro daqueles convidados originais e acharmos que Deus não vai fazer nada se nós não participarmos. Se nos recusarmos a participar, Deus seguirá em frente com pessoas estranhas.

H. A hora passa velozmente. Lugares reservados estão reservados somente até certa hora! Aqueles que acharem que poderão vir à hora que quiserem poderão ficar extremamente chocados com as palavras “nuca vos conheci”.

I. Os convidados precisam ser convidados! Não existem penetras neste banquete nem participação à distância.

J. A graça de Deus é de graça mesmo, mas ela não é barata! Exige sacrifícios e abnegação da nossa parte —

Lucas 14:25—35

25 Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse:

26 Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27 E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo.

28 Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?

29 Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele,

30 dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar.

31 Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

32 Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.

33 Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.

34 O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor?

35 Nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
  


OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
Que Deus Abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.