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segunda-feira, 8 de junho de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 14:7—14 — A PARÁBOLA DOS PRIMEIROS LUGARES — SERMÃO 032


A última ceia na concepção artística de Leonardo da Vinci. 

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


Sermão 032


A PARÁBOLA DOS PRIMEIROS LUGARES


Lucas 14:7—14

7 Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola:

8 Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu,

9 vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás, envergonhado, ocupar o último lugar.

10 Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas.

11 Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado.

12 Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado.

13 Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;

14 e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.

Introdução

1. Nos dias em que Jesus andou sobre essa terra, os judeus costumavam, após o grande culto realizado nos sábados nas sinagogas, se banquetearem com uma generosa refeição. Nessas ocasiões não era incomum a presença de vários convidados.

2. Foi numa ocasião como essa que um fariseu convidou Jesus para comer em sua casa após o culto. O convite parecia ser sincero, mas a intenção do fariseu era tentar armar uma situação onde Jesus transgredisse a lei dos anciãos com respeito ao dia do Sábado — ver Lucas 14:1—4.

3. Conforme o que foi planejado pelo fariseu, um homem hidrópico foi colocado bem na frente do lugar em que Jesus deveria sentar. Mas o que é um hidrópico? A hidropisia é uma condição de saúde onde uma pessoa acumula, de forma mórbida, serosidade — líquido segregado pelas membranas serosas — em qualquer parte do corpo, principalmente no abdome. A intenção oculta do fariseu era ver se Jesus curaria aquele homem, visivelmente doente, ou não em dia de Sábado. Ou talvez Jesus poderia optar para o sábado terminar, por volta das 18 horas, e então curar o tal homem.

A. A Ação de Jesus

1. Sem demora Jesus tomou a iniciativa e curou imediatamente aquele homem que sofria de hidropisia, mandando-o para sua própria casa — ver Lucas 14:1—4.

2. Jesus tomou essa decisão por causa da indignação que sentiu ao notar a falta de compaixão por parte dos fariseus que se recusaram a responder uma simples pergunta que Jesus lhes dirigiu, dizendo: É ou não é lícito curar no sábado? Como se recusaram responder a essa simples pergunta, Jesus prosseguiu e curou o homem enfermo mandando-o em seguida para sua casa.

3. Para caracterizar ainda mais a total falta de compaixão e a dureza daqueles corações empedernidos Jesus faz então, uma pergunta adicional: Qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado? A calhorda farisaica também se recusou responder a essa segunda pergunta.

4. O motivo da recusa deles era um só: eles sabiam que pela verdadeira Lei, a de Moisés, não havia nada que impedisse fazer o bem no dia do Sábado. Mas a amaldiçoada lei dos anciãos que havia substituído a verdadeira Lei de Deus proibia fazer tal bem. E como eles estimavam serem mais leais aos homens do que a Deus, preferiram ficar em silêncio, como mudos, olhando para Jesus como verdadeiros parvos.

João 12:43 

Porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.

B. A Atitude Condenável dos Convidados.

1. Mas Jesus não ia deixar aquela turma sair ilesa daquela situação.

2. No meio daquele ambiente que lhe era totalmente hostil, Jesus observou que vários dos convidados tinham ocupado, de forma egoísta, os melhores lugares junto à mesa onde a refeição seria servida. Jesus então, como era muitas vezes seu costume, inventou uma história — uma parábola — para ensinar àqueles homens, cheios de orgulho e de corações e sem consideração por outras pessoas, uma verdadeira lição de humildade.

3. A história de Jesus narra uma festa de casamento para a qual várias pessoas haviam sido convidadas. Naqueles dias, um banquete ou mesmo um almoço com vários convidados era servido com os assentos sendo dispostos ao redor de uma mesa na forma de uma ferradura, que variava de cumprimento, de acordo com a quantidade dos convidados.

4. Junto à cabeceira da mesa sentava-se a pessoa mais importante entre os convidados, seguido pela ordem de importância pelas outras pessoa, que tomavam seus assentos à direita e à esquerda. Cada uma dos assentos, geralmente, podia acomodar até três pessoas com a mais importante ocupando o lugar central. O assento à esquerda do convidado principal era o segundo em prioridade, seguindo-se do assento à direita.

5. Em uma festa normal, os convidados se comportavam de modo civilizado esperando uns pelos outros, para tomarem seus lugares de modo apropriado. Mas nessa história que Jesus conta, a escolha estava a critério de cada convidado o que era a oportunidade para cada um deles demonstrar todo egoísmo, preconceitos e orgulho que escondiam em seus corações de pedra.

6. Foi exatamente isso que aconteceu naquele dia na casa do fariseu, que havia convidado o Senhor Jesus para participar da refeição comunitária em sua casa. Os fariseus e os doutores da Lei ou escribas, por se considerarem superiores às outras pessoas, acabaram por criar um ambiente onde a soberba e a arrogância eram marcantes e o amor e a humildade estavam completamente ausentes. Jesus aproveitou aquela situação para ensinar uma lição em auto-humilhação para todos aqueles indivíduos.

7. Essa parábola, como tantas outras é encontrada apenas no Evangelho de Lucas. Mas o sentimento geral que a mesma expressa pode ser encontrado em outros lugares, tais como:

Mateus 18:4

Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

Mateus 23:12

Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.

Romanos 12:16

Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.

1 Pedro 5:6

Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte.

8. E outra passagem que não podemos deixar passar despercebida é a de João 13 onde o humilde Jesus lava os pés de seus discípulos, como um exemplo para eles.

C. O Verdadeiro Exemplo que Jesus Deseja Ensinar

1. Tanto os fariseus quanto os doutores da lei eram conhecedores do Antigo Testamento, em boa medida. Certamente não lhes eram desconhecidas as palavras de Salomão que encontramos em —

Provérbios 25:6—7

6 Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no meio dos grandes;

7 porque melhor é que te digam: Sobe para aqui!, do que seres humilhado diante do príncipe.

2. Todos sabiam que Jesus estava se referindo a esse versos do Livro de Provérbios, quando decidiu descrever uma salão repleto de convidados assentados ao redor da mesa para a celebração das bodas de alguém.

3. Os doutores da lei, de modo especial, eram notoriamente conhecidos por procurarem sempre os melhores lugares em qualquer banquete. Isso pode ser visto em passagens tais como —

Mateus 23:6

Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas,

Marcos 12:38—39

38 Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e das saudações nas praças;

39 e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes;

Lucas 20:46

Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes.

4. De repente, um convidado mais importante chegou, quando todos já haviam escolhido e ocupado seus lugares. Era impossível para o anfitrião permitir que tão ilustre convidado ocupasse um lugar considerado inferior. Se agisse assim estaria cometendo uma quebra imperdoável da etiqueta dos seus dias. Sua única saída era pedir ao indivíduo que ocupava o lugar de honra para que desocupasse o mesmo e fosse se assentar num outro lugar de menor destaque. Depois disso convidaria o ilustre participante para se assentar no lugar de maior destaque. Certamente o convidado humilhado aprenderia uma lição que seria difícil de esquecer.

D. A Lição

1. Qualquer indivíduo ao chegar ao banquete deveria pensar nas outras pessoas e, com isso, ocupar um lugar de menor destaque. Caso o anfitrião achasse que alguém estava ocupando um lugar não tão destacado, sempre poderia chamá-lo para ocupar um lugar mais elevado. Caso isso acontecesse tal pessoa seria grandemente honrada diante dos outros.

2. Mas é importante entendermos que a intenção de Jesus não era ensinar apenas boas maneiras à mesa. Jesus queria ensinar uma lição de verdadeira humildade a todos que estavam presentes naquela refeição bem como para o anfitrião também.

3. Jesus diz para o anfitrião o seguinte: não convide ninguém com o interesse de ser recompensado. Essas palavras nos lembram o sermão do monte onde o Senhor diz:

Mateus 5:46

Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?

4. Jesus desejava que o anfitrião convidasse pessoas quem não podiam retribuir o favor. Se agisse desse modo sua recompensa lhe seria dada por meio das mãos do próprio Deus.

5. Mas quem nesse mundo daria uma festa e convidaria a classe mais baixa da sociedade? Quem convidaria os coxos, os aleijados, os pobres, os cegos? Essas pessoas precisam de ajuda e não estão em condições de retribuir nenhum tipo de favor.

6. Todas as vezes que estendemos os prazeres da mesa a pessoas que não têm condições de desfrutar de tais prazeres, restrito aos que têm posses, a retribuição divina é merecida, segundo Jesus. É obvio que Jesus não queria ensinar que o certo é convidar apenas os pobres. O convite feito por Deus vale para todas as pessoas —

Isaías 55:1—2

1 Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.

2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.

O que Jesus quer nos ensinar é que devemos fazer todas as coisas sem esperar nenhuma reciprocidade. Nossas ações devem ser oferecidas como atos de amor e humildade desinteressada. São essas ações que recebem a aprovação divina —

Mateus 25:40

O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

Pensemos nisso.



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
Que Deus Abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.     

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – ESTUDO 031 - GÁLATAS 6:2 — LEVAI AS CARGAS UNS DOS OUTROS



Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS

Introdução.

A. Pessoas em todos os lugares têm problemas e necessitam de cuidados de algum tipo. E os cristãos, não são exceção. Entre estes problemas nós vamos encontrar: 
1. Solidão e depressão. 
2. Ansiedade quanto ao futuro ou preocupações e cuidados com alguém próximo. 
3. Necessidades materiais e até mesmo pobreza. 
4. Enfermidades crônicas, algumas terminais e sequelas de acidentes. 
5. Escravidão a algum hábito ruim — como a mentira — ou a algum vício.  
B. Diante deste quadro nós temos que reafirmar duas verdades fundamentais: 
1. A fé em Jesus Cristo não isenta a ninguém dos cuidados desta vida. 
2. A fé em Jesus Cristo nos capacita a suportar as dificuldades, por que a Palavra de Deus nos diz: 
Romanos 8:28 
Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. 
C. Além disso, nós ainda temos um enorme privilégio que é o seguinte: nossa fé em Cristo nos coloca na companhia de pessoas que, por causa do amor que têm por Jesus Cristo, estão verdadeiramente interessadas em ajudar umas às outras a suportar as dificuldades. 
D. Na mensagem anterior nós falamos acerca da necessidade que temos, como cristão, de nos colocar à serviço uns dos outros. A partir de hoje e, até o final desta série, nós queremos falar de formas práticas em que podemos servir uns aos outros. 
E. Uma das melhores maneiras de servir uns aos outros, sabendo que todos nós enfrentamos dificuldades nessa vida, é obedecendo ao mandamento de reciprocidade que diz...  
Levai as Cargas uns dos Outros 
Introdução 
A. Quando pensamos na nossa responsabilidade de ajudar a levar as cargas uns dos outros, temos que começar, antes de qualquer outra coisa, aprender a olhar para o Senhor Jesus que, como não poderia deixar de ser, estabelece o exemplo que devemos seguir. Note as seguintes passagens: 
Isaías 53:4—5 
Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 
2 Coríntios 8:9 
Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos. 
1 Pedro 2:24 
Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. 
I. O Mandamento. 
Gálatas 6:2 
Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo. 
II. Definição dos Termos: 
βαστάζετε  bastázete — 1. Pegar com as mãos; 2. Pegar a fim de carregar ou levar, colocar algo sobre si mesmo para ser carregado; 3. Levar o que é duro de suportar. 
Levar as cargas uns dos outros, é o ato de tomar, sobre nós mesmos, a dificuldade, problema ou a circunstância opressiva que aflige outro cristão, como se fossem nossas mesmas, e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para aliviar as mesmas. 
II. Exemplos Bíblicos 
Atos 11:27—30 
Naqueles dias, desceram alguns profetas de Jerusalém para Antioquia, e, apresentando-se um deles, chamado Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de Cláudio — Tiberius Claudius Caesar Augustus Germanicus imperador romano de 41—54 a.D. Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia; o que eles, com efeito, fizeram, enviando-o aos presbíteros por intermédio de Barnabé e de Saulo. 
Filemon: 10, 17—19 
Solicito-te em favor de meu filho Onésimo, que gerei entre algemas... Se, portanto, me consideras companheiro, recebe-o, como se fosse a mim mesmo. E, se algum dano te fez ou se te deve alguma coisa, lança tudo em minha conta.   Eu, Paulo, de próprio punho, o escrevo: Eu pagarei — para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo. 
III. De Que Maneira Podemos Levar as Cargas Uns dos Outros? 
Dificuldades, cuidados e problemas são sempre situacionais. Devemos nos empenhar para satisfazer a necessidade diante de nós, levando em conta os aspectos particulares de cada situação. Mas, Independente da situação, aqui estão algumas coisas que podemos sempre fazer: 
A. Diga para a pessoa que você está preocupado e disposto a ajudar. Procure demonstrar simpatia e interesse genuínos. 
B. Ore com a pessoa. Ore também por ela e deixe-a saber que você está orando. 
C. Gaste tempo com a pessoa quando ela precisar de conforto ou de amizade. 
D. Procure suprir necessidades financeiras, se as mesmas existirem. Necessidades financeiras podem se manifestar de formas variadas: roupas, alimentos, medicamentos, moradia e, até mesmo dinheiro. 
E. Encoraje a pessoas a abandonar o pecado ou um mau hábito. 
F. Compartilhe a palavra de Deus e procure aplicar a mesma à situação enfrentada pela pessoa. 
IV. Implicações Contidas Neste Mandamento 
Este mandamento, que nos diz que devemos levar as cargas uns do outros, possui as seguintes implicações: 
A. Como cristão nós enfrentamos todos os tipos de problemas e dificuldades. Lembre-se que seu problema não é algo único e não deve ser, em nenhuma hipótese, motivo de vergonha. 
B. Crentes devem falar uns com outros, todas as vezes que estiverem enfrentando problemas. Não é intenção nem o desejo de Deus, que o cristão carregue suas cargas sozinho. Foi por este motivo que ele nos colocou juntos, aqui: para que ajudemos a levar as cargas uns dos outros. 
C. Assim que um cristão toma conhecimento que um irmão ou irmã está carregando algum fardo, é sua obrigação tomar sobre si aquele fardo. Se não agir assim está desconsiderando e desobedecendo a Lei de Cristo e terá que responder por isso diante do Senhor.   
D. Levar as cargas é situacional e específico. Nossa ajuda deve estar voltada para satisfazer necessidades específicas, em situações bem definidas. 
E. Quando tomamos sobre nós as cargas uns dos outros, nós demonstramos que estamos andando de acordo com o Espírito Santo de Deus. Quando nos recusamos, demonstramos que estamos em pecado.
Conclusão:
A. É óbvio que só podemos levar as cargas uns dos outros se estivermos juntos. Cada um na sua casa ou encontros casuais, não nos permitem cumprir este mandamento. Não é possível conhecer as necessidades uns dos outros agindo desta maneira.

B. Quando falamos de cargas, estamos nos referindo ao seguinte. A lista a seguir é não exaustiva:

1. Fraqueza referente à personalidade, hábitos ou fé.

2. Aflições físicas tais como: enfermidades, fome, maus tratos e prisão.

3. Necessidades financeiras ou de abrigo.

4. Aflições espirituais e mentais, tais como:

a. Pecados

Gálatas 6:1

Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.

b. Medo e dúvidas

2 Coríntios 7:5—6

5  Porque, chegando nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro.

6  Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito;

c. Perplexidade

2 Coríntios 4:18

Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

d. Ansiedade quanto ao próprio futuro ou de outros

Filipenses 4:6

Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.

e. Solidão

Filipenses 2:26

Visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu.

C. Quando cristãos levam as cargas uns dos outros, eles promovem o bem estar, não apenas do necessitado, mas de todo o corpo de Cristo.

D. Quando um membro sofre, todos sofrem junto. Da mesma maneira, quando um membro é ajudado, a Igreja, como um todo, é ajudada.

E. Além disso, levar as cargas uns dos outros, é uma excelente maneira de mostrar ao mundo que nós levamos nosso compromisso com Deus à sério.

F. Quando o mundo consegue enxergar que os cristãos amam uns aos outros, a ponto de levar as cargas uns dos outros, eles se sentirão mais interessados em se aproximar do Senhor Jesus pelos motivos certos — amor, misericórdia, compaixão e graça.

G. Que o Senhor Jesus, que carregou sobre si mesmo os nossos pecados, nos ajude a enxergar o privilégio que temos, em poder levar as cargas uns dos outros.

Amém.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS.

001 — O Custo do Discipulado =

002 — Uma Proposta de Vida =

003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

008 — Amai-vos uns aos outros — Parte 1 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

009 — Amai-vos uns aos outros — Parte 2 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

010 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 3

011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — 1 Coríntios 12:24—25 — Tande o Mesmo Cuidado Uns Para Com os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Efésios 5:18-21 — Sujeitai-vos ou Submetei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06

014 — Efésios 4:1—3 — Suportai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 07

015 — Tiago 5:16 — Confessai Vossos Pecados uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 08

016 — Colossenses 3:12—13 — Perdoai uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 09

017 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte A — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10A

018 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte B — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10B

019 — Tiago 4:11 — Não faleis Mal uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS AOS OUTROS — Parte 11

020 — Tiago 5:9 — Não Vos Queixeis uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 12

021 — Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 13

022 — Gálatas 5:25—26 — Não Provoqueis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 14

023 — Gálatas 5:25—26 — Não Invejeis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 15

024 — Colossenses 3:9—10 — Não Mintais uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 16

025 — Romanos 14:29 e 1 Tessalonicenses 5:11  — Edificar uns aos outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 17

026 — Colossenses 3:16  — Instruí-vos Mutuamente — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 18

027 — 1 Tessalonicense 5:1 e Hebreus 3:12—13  — Consolai-vos e Exortai-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 19

028 — Romanos 15:14 e Colossenses 3:16 — Admoestai-vos ou Aconselhai-vos uns aos outros —  AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 20 — SERMÃO 028

029 — Efésios 5:18—20 e Colossenses 3:16 — Falando entre vós com... — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 21 — SERMÃO 029

030 — Gálatas 5:13—14 — Sede Servos Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — SERMÃO 030

031 — Gálatas 6:2 — Levai as Cargas Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 23 — SERMÃO 031

032 — 1 Pedro 4:7—10 — Sede Mutuamente Hospitaleiros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 24 — SERMÃO 032

033 — Efésios 4:31—32 — Sede Benignos Uns Para Com Os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 25 — SERMÃO 033

034 — Tiago 5:16 — Orai Uns Pelos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 26 — SERMÃO 034
Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.