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quarta-feira, 8 de março de 2017

DIA INTERNACIONAL DA MULHER X A REALIDADE DA MULHER BRASILEIRA


Resultado de imagem para agressão contra as mulheres

O artigo abaixo foi publicado no site do Jornal FOLHA DE SÃO PAULO e é da autoria de Fernanda Mena.

Uma em três brasileiras diz ter sido vítima de violência no último ano

FERNANDA MENA

Uma a cada três brasileiras com 16 anos ou mais foi espancada, xingada, ameaçada, agarrada, perseguida, esfaqueada, empurrada ou chutada nos últimos 12 meses.

É o que aponta a pesquisa "Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil", realizada pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que entrevistou mulheres de todo o país e revelou: 29% delas afirmaram ter sofrido violência física, verbal ou psicológica no ano anterior.

O estudo projetou que 503 mulheres foram vítimas de agressões físicas a cada hora no Brasil e que dois a cada três brasileiros (66%) presenciaram uma mulher sendo agredida física ou verbalmente no mesmo período.

"Os resultados da pesquisa mostram que a violência faz parte da gramática dos relacionamentos no país e que é algo socialmente tolerado", avalia Samira Bueno, diretora-executiva do fórum.

De acordo com a pesquisa, financiada pelo governo do Canadá e pelo Instituto Avon, o agressor era conhecido das vítimas em 61% dos casos relatados. As agressões ocorreram principalmente em casa (43%) e na rua (39%), mas também no trabalho (5%) e na balada (5%) e foram mais frequentes entre mulheres de 16 a 24 anos (45%).

INFORMAÇÃO

"A mulher mais jovem tem tido mais acesso a informação e já reconhece determinados gestos, como beijo forçado ou assédio no transporte público, como formas de violência que vão além do bater ou agredir fisicamente", explica a socióloga Wânia Pasinato, consultora especializada em violência contra a mulher.

Apesar do acesso à informação e do debate público sobre o tema, intensificado desde a aprovação da Lei Maria da Penha, em 2006, criada para coibir a violência doméstica, 52% das mulheres entrevistadas que reportaram agressões não fizeram nada a respeito da violência sofrida.

Das 48% que tomaram alguma medida, 13% procuraram ajuda da família, 12% apoio dos amigos e 5% procuraram a igreja que frequentam. Apenas 11% buscaram uma delegacia da mulher, enquanto 10% denunciaram o caso numa delegacia comum.

A socióloga lembra que as delegacias da mulher foram criadas há 32 anos inspiradas numa política especializada em que a resposta policial aos casos mais graves tinha de se integrar a outros atendimentos, como os apoios psicológico, assistencial e jurídico.

"Criminalizar as várias formas de violência contra a mulher não é solução. A Lei Maria da Penha ajuda, mas é insuficiente, por isso muitas mulheres não denunciam a violência que sofrem." Para ela, essas respostas passam necessariamente pela prevenção e educação.

MULHERES NEGRAS

A pesquisa mostrou que mais mulheres pretas (32%) e pardas (31%) relataram violência nos últimos 12 meses do que as brancas (25%).

Discrepância maior surgiu quando as questões eram relativas a assédio: 35% das mulheres brancas reportaram terem sido alvo de comentários desrespeitosos ou contatos físicos indesejados contra 89% das negras.

"Esse dado traz as marcas estruturais do racismo ainda presentes na sociedade brasileira", diz Juliana Gonçalves, 30, organizadora da Marcha das Mulheres Negras em São Paulo, para quem o corpo da mulher negra é visto como mais público e disponível que o das outras mulheres. "O corpo da mulher negra é mais facilmente sexualizado, deixando-a mais vulnerável à violência", diz.

Para a filósofa e ativista Djamila Ribeiro, "as feministas negras vêm denunciado a falta de um olhar racial nas políticas de enfrentamento à violência contra a mulher".

Ela lembra que o Mapa da Violência de 2015 mostrou que os homicídios de mulheres brancas haviam diminuído 10% na década anterior enquanto o assassinato de mulheres negras havia crescido 54% no mesmo período.

"Precisamos pensar no componente racial. Não podemos debater mulher como se fosse uma categoria universal quando as negras têm menos acesso aos bens públicos e menos condições financeiras. Quando não nomeamos essa realidade, mantemos a invisibilidade dessa diferença", diz.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


NOSSO COMENTÁRIO

Em nossos dias a violência — de todo tipo — praticada contra as mulheres é lugar comum. A vasta maioria dos homens brasileiros acha aceitável maltratar uma mulher. Como esposo e pai de duas filhas não consigo imaginar como alguém pode querer maltratar alguém, especialmente, quando esse alguém é uma mulher. Jesus nos ensinou a valorizar e respeitar as mulheres do mesmo modo como fazemos com os homens. Recomendamos a todos os nossos leitores que leiam nossa série de artigos intitulados JESUS E AS MULHERES. O primeiro artigo poderá ser acessado por meio do link abaixo:

Que Deus abençoe a todos,

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

SILAS MALAFAIA TORNA-SE EXECRÁVEL



O sr. Silas Malafaia depois de apostatar de fé cristã por um falso evangelho da prosperidade e de tornar-se uma das bocas mais controvertidas do país, além de ser reconhecidamente um hipócrita contumaz, agora, durante a campanha eleitoral de 2014 tornou-se verdadeiramente execrável.

O povo evangélico, na sua grande maioria não passa, como já afirmamos aqui diversas vezes, de mera massa de manobra, e muitos são duma imbecilidade singular. Isso é fácil de demonstrar. A última vez que tivemos a oportunidade de verificar o Tweet abaixo do Malafaia o mesmo já sinalizava que 580 pessoas haviam marcado que tinham "GOSTADO DE SUA GROSSERIA SEM GRAÇA".

A coisa foi tão longe que o professor Afonso Albuquerque da Universidade Federal Fluminense fez o seguinte comentário:

Tenho todo o respeito por quem é conservador e por quem tem concepções totalmente diferentes das minhas.

Mas é demais esperar de um sujeito que é pastor que tenha ao menos um mínimo de dignidade e decoro compatível com a sua própria condição de líder religioso? 

Essa é a realidade presente do sr. Malafaia: sem dignidade, sem educação, sexista, pró violência contra as mulheres e, como disse Raquel Elana, sem pedigree. Ou seja: estamos lidando com o mais puro vira-latas possível. E temos que tomar muito cuidado porque, como podemos ver, ele morde e morde para valer. 

Porque tanta indignação, perguntaria o leitor? Convidamos todos a lerem a matéria publicada pelo site EXTRA conforme reproduzida abaixo: 

Silas Malafaia faz piada com violência doméstica e recebe críticas na internet



Malafaia fez comentários polêmicos sobre a violência doméstica
Malafaia fez comentários polêmicos sobre a violência doméstica Foto: Reprodução/Twitter

Extra

Uma “piada” feita pelo pastor Silas Malafaia no Twitter repercutiu mal. Durante o debate com os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff e Aécio Neves, na noite da última terça-feira, na TV Bandeirantes, Malafaia compartilhou inúmeras mensagens na rede social. Em uma delas, brinca com um tema delicado: a violência doméstica.

Ao falar sobre a postura do candidato Aécio Neves, para quem faz campanha no Twitter, Malafaia comparou a atitude do tucano em relação à Dilma com uma agressão: “Estou desconfiado que vão aplicar a lei Maria da Penha contra Aécio por bater em mulher kkkkkkkkk”.

As mensagens continuaram: “Já esta saindo uma ordem de prisão a caminho da band contra Aécio por espancamento a mulher,pede pra ele não matar DILMA kkkkk”.

Rapidamente, o assunto tomou conta das redes sociais. Homens e mulheres reagiram às mensagens polêmicas, acusando o pastor de usar um tema delicado e sério para falar sobre política.

“O falso profeta @PastorMalafaia não tem ideia de como esse tweet é perigosíssimo”, escreveu um homem. Uma usuária chamou atenção do pastor e pediu para que ele leia a Bíblia. “Pastor, eu fico realmente assustada que um homem de Deus do seu naipe se renda à tamanha baixeza de espírito ao tuitar” e “Eu recomendaria que o senhor seriamente voltasse a dar uma lida na querida Bíblia, antes de dar um testemunho tão horrível” foram as duas mensagens direcionadas pela mulher a Malafaia.

A notícia original poderá ser lida por meio desse link aqui:

http://extra.globo.com/noticias/brasil/silas-malafaia-faz-piada-com-violencia-domestica-recebe-criticas-na-internet-14251491.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_content=silas+malafaia&utm_campaign=Extra#ixzz3GDc613X7

NOSSO COMENTÁRIO

Primeiro vamos começar com um versículo bíblico para ajudar o sr Malafaia a se lembrar das duras palavras do Senhor Jesus:

Mateus 18:7

Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!

Não seria nada mal se o sr. Malafaia nos deixasse em paz sempre seguindo o conselho de Jesus, porque, caso contrário o juízo que irá enfrentar será muito pior!

Depois, Silas Malafaia não poderia ter sido mais infeliz no tema que escolheu, especialmente porque pesa contra seu candidato o testemunho de várias pessoas que alegam ter visto o mesmo batendo em uma antiga namorada num desfile de modas no Rio de Janeiro.

Mais detalhes sobre essa história poderão ser vistos por meio desse link aqui:

http://www.blogdacidadania.com.br/2014/10/por-que-aecio-neves-nunca-processou-juca-kfouri/

Portanto não achamos graça nenhuma nem nos seus comentários, nem em homenzinhos que, para chamar a atenção, precisam bater em mulheres.

E anda, por cima, muitos evangélicos e evangélicas, irão votar no candidato do Malafaia, por uma alienação que ultrapassa nossa capacidade de compreensão.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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