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sábado, 24 de setembro de 2016

CÓPIA ANTIGA DO LIVRO DO LEVÍTICO ENCONTRADA E RECUPERADA EM ISRAEL


O pergaminho carbonizado de En-Gedi
O pergaminho carbonizado de En-Gedi

 O artigo abaixo foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo com notícias da AFP.

Pergaminho revela um dos primeiros textos do Antigo Testamento
Gali Tibbon  
DA AFP

Um frágil pergaminho hebraico, que acaba de ser aberto e digitalizado, revelou a cópia mais antiga de uma escritura bíblica do Antigo Testamento já encontrada.

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Conhecido como o pergaminho En-Gedi, o rolo contém um texto do Levítico e data pelo menos dos séculos III ou IV, e possivelmente antes, segundo um artigo da revista "Science Advances", publicado nesta quarta (2109/2016).

Trata-se do pergaminho mais antigo já encontrado do Pentateuco, a coleção dos cinco primeiros livros da Bíblia. A publicação afirmou que decifrar seu conteúdo foi "uma importante descoberta da arqueologia bíblica".

O pergaminho em si não é o mais antigo já encontrado. Tal honra pertence ao bíblico Manuscritos do Mar Morto, que data de entre o século 3 antes de Cristo e o século 2 da nossa era.

A datação por radiocarbono mostrou que o pergaminho En-Gedi data do século 3 ou 4 depois de Cristo, embora alguns especialistas acreditem que possa ser mais antigo.

As análises sobre o estilo da caligrafia e os traços das letras sugerem que poderia ser da segunda metade do século 1 ou de princípios do século 2 depois de Cristo. Por muito tempo se pensou que seu conteúdo havia sido perdido para sempre porque o rolo foi queimado no século 6 e era impossível tocá-lo sem que se desfizesse em cinzas.

O pergaminho foi encontrado em 1970 por arqueólogos em En-Gedi, lugar de uma antiga comunidade judia do fim do século 8. Seus fragmentos foram preservados por décadas pela Autoridade de Antiguidades de Israel.

"A estrutura principal de cada fragmento, completamente queimada e esmagada, tinha se transformado em pedaços de carvão que continuavam se desintegrando cada vez eram tocados", disse o estudo.

Os pesquisadores utilizaram como ferramenta um avançado scanner digital para "desenrolá-lo virtualmente" e ver seu conteúdo. "Ficamos impressionados com a qualidade das imagens", disse Michael Segal, diretor da Escola de Filosofia e Religião da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Os cientistas também ficaram impactados com "o fato de que nessas passagens o pergaminho En-Gedi Levítico é idêntico em todos os seus detalhes, tanto as letras como a divisão em seções, ao que chamamos de texto massorético, o texto judaico vigente até hoje", disse Segal.

Os pesquisadores esperam que as técnicas utilizadas para lê-lo sirvam também para outros pergaminhos danificados, incluindo alguns da coleção do Livro do Mar Morto, que continua sendo indecifrável.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


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Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

CÓPIA DE BÍBLIA COM MAIS DE 1500 ANOS É ENCONTRADA


O material abaixo foi publicado pelo site Gospel Prime e é de autoria de Jarbas de Aragão.

Bíblia com mais de 1500 anos é achada em Israel

Pergaminho só pôde ser decifrado com uso de tecnologia moderna
por Jarbas Aragão

Constantemente surgem especulações de quanto a Bíblia foi adulterada com o passar dos anos. Graças a tecnologia de ponta desenvolvida em Israel, somente agora a Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) foi capaz de decifrar um dos pergaminhos hebraicos mais antigos já encontrados. Com mais de 15 séculos de idade, ele foi encontrado em 1970, numa sinagoga em Ein Gedi, perto do Mar Morto.

O deteriorado pergaminho não podia ser lido, por isso até agora não era possível saber do que se tratava. Pnina Shor, falou em nome da AAI em coletiva de imprensa em Jerusalém nesta segunda (20).

“A tecnologia mais avançada disponível nos permitiu desvendar o pergaminho, que fazia parte de uma Bíblia de 1500 anos de idade”, explicou Shor. O estado precário da peça encontrada em uma escavação em 1970 devia-se a ela ter sobrevivido ao incêndio que provavelmente destruiu a sinagoga.

Os especialistas utilizaram uma técnica de escaneamento tridimensional da empresa israelense Merkel Technologies. Os resultados foram enviados para o Departamento de Informática da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos. A instituição possui um programa de imagem digital que possibilitou pela primeira vez na semana passada a leitura do que antes era visto como um “pedaço de carvão”.

O fragmento possui sete centímetros de comprimento e contém os oito primeiros versículos do livro de Levítico, que explica as regras dos sacrifícios rituais.

Pergaminhos
Lena Liebman, do laboratório de conservação dos pergaminhos do Mar Morto, mede um fragmento de pergaminho queimado na segunda (20), em laboratório em Jerusalém (Foto: AFP Photo/Gali Tibbon)

“Depois dos Manuscritos do Mar Morto, esta é a descoberta mais significativa de uma Bíblia escrita”, reiterou Shor na coletiva.

O arqueólogo Sefi Porat era um membro da equipe que escavou as ruínas da sinagoga há 45 anos. “Nós tentamos lê-lo, mas sem sucesso”, disse ele. “Nós não sabíamos o que estava escondido lá”.

Durante mais de quatro décadas, a peça foi mantida no escuro, em cofres climatizados da AAI, junto com trechos dos Manuscritos do Mar Morto.

Shor acredita que a descoberta preenche uma lacuna importante entre os Manuscritos do Mar Morto, escrito há mais de 2000 anos atrás, e o conhecido Códice de Aleppo, do século 10.

Os 870 rolos dos Manuscritos do Mar Morto foram descobertos entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumran, perto do Mar Morto. O documento mais antigo deles remonta ao século III a.C e o mais recente por volta do ano 70 d.C., quando as tropas romanas destruíram o segundo templo e toda a Jerusalém.

O Códice de Aleppo foi escrito em Tiberíades, na Galileia, por volta do ano 930 dC. Com suas quase 500 páginas de pergaminho, é considerada a mais antiga cópia conhecida da Bíblia completa.

Roubado durante as Cruzadas em 1099, acabou ficando em Alepo, na Síria, e escondido durante seis séculos. Foi revelado ao mundo em 1957. O códice encontra-se atualmente no Museu de Israel, no mesmo prédio onde estão os Manuscritos do Mar Morto.

Uma leitura atenta de todos esses documentos importantes e mais o texto encontrado agora revelam que não há diferenças significativas, comprovando o cuidado extremo que os judeus sempre tiveram em preservar suas Escrituras Sagradas.

Com informações de Israel National News

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OUTROS ARTIGOS ACERCA DE DESCONERTAS ARQUEOLÓGICAS







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quinta-feira, 7 de maio de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 13:6—9 — A PARÁBOLA DA FIGUEIRA ESTÉRIL — SERMÃO 031




Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Figueira Estéril — Lucas 13:6—9.

6 Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou.

7 Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra?

8 Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume.

9 Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la.

Introdução

A. Estamos expondo as Parábolas proferidas por Jesus e as últimas parábolas que estudamos aparecem, exclusivamente, no Evangelho de Lucas. Além disso as mesmas estão concentradas em uma porção do Evangelho de Lucas que descreve a última viagem de Jesus para Jerusalém.

B. Na parábola anterior nós aprendemos que não existe uma relação na base de um por um entre o mal praticado e sofrimento incorrido.

C. Vimos também que o mal que está dentro de nós, se deixado sem confrontação, acabará nos destruindo. O discurso parabólico foi dirigido a todo o povo de Deus sem exceção.

D. O convite para arrependimento é feito por Jesus baseado no fato de que Deus, o nosso Deus é rico em perdoar.

E. A Parábola da Figueira Estéril trabalha nas mesmas linhas de julgamento e misericórdia.

I. A Figueira Estéril

A. A parábola que estamos vendo hoje começa com uma árvore que foi plantada e termina com a ameaça dessa mesma árvore ser arrancada do solo.

B. O motivo para tal ameaça é o fato dessa árvore não estar produzindo os frutos esperados.

C. Mas a favor da árvore ouvimos a voz da misericórdia solicitando graça adicional.

II. Verso 6

A. Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Isto era algo comum naqueles dias. Tanto a videira como a figueira foram usadas pelos profetas com símbolos da paz —

Miquéias 4:4

Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do SENHOR dos Exércitos o disse.

B. O fato do dono da vinha não encontrar fruto na figueira é marcante porque as figueiras na palestina produzem frutos durante 10 meses do ano!

C. Da mesma maneira que a primeira parte deste discurso — versos 1 a  —) se referia a todo o povo de Deus cremos que essa segunda parte se refere diretamente à liderança do povo de Deus.

D. Essa é uma das características mais tristes da história do povo de Deus: as lideranças canhestras que se arvoram a dirigir o povo de Deus.

III. Verso 7

A. O dono da vinha e o viticultor haviam cooperado no plantio da figueira e agora conversavam acerca de como resolver o problema.

B. Ao contrário do que podemos pensar muitos anos haviam se passado desde o plantio da figueira.

C. Em nossos dias nós esperamos que uma árvore comece a produzir no seu segundo ou terceiro ano depois de plantada, mas naqueles dias os ouvinte de Jesus sabiam que a situação era diferente.

D. Temos uma lei no livro de Levítico que diz o seguinte —

Levítico 19:23—25

23 Quando entrardes na terra e plantardes toda sorte de árvore de comer, ser-vos-á vedado o seu fruto; três anos vos será vedado; dele não se comerá.

24 Porém, no quarto ano, todo o seu fruto será santo, será oferta de louvores ao SENHOR.

25 No quinto ano, comereis fruto dela para que vos faça aumentar a sua produção. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Qualquer fruto produzido pela árvore nos três primeiros anos não podia ser consumido. Toda a produção do quarto ano era consagrada a Deus e somente a partir do quinto ano é que os frutos da árvore podiam ser consumidos.

E. Aqui encontramos o dono da vinha procurando fruto na sua árvore no quinto, sexto e sétimo ano!

F. Ordena então que a mesma seja cortada. “Cortada” neste contexto se refere literalmente a ser cortada pela raiz já que não produz os frutos esperados.

G. Como estamos relacionando essa parábola à liderança do povo de Israel, precisamos perguntar: Que frutos eram esperados da liderança? Frutos dignos de corações arrependidos. Frutos que demonstrassem claramente a misericórdia de Deus. Frutos que pudessem servir de exemplo ao povo de Deus.

IV. Verso 8

A. O viticultor intercede a favor da figueira. Ele representa a voz da misericórdia contra a voz do juízo.

B. Ele propõe não somente um tempo adicional, mas propõe medidas adicionais visando resolver o problema.

C. Todo este cuidado demonstra o interesse de Deus para com Seu povo sujeito, muitas vezes, a lideranças canhestras.

D. O uso da palavra grega κόπριαkópria — estrume — único uso em todo o Novo Testamento — visa transmitir um pouco de humor aos ouvintes.

E. As vezes para ajudar a liderança a funcionar como deve Deus precisa colocar um pouco de estrume no caminho deles, ao redor deles. Lideranças cheias de si mesmas e vazias de obras dignas de arrependimento precisam receber de Deus algum estrume que os ajude a cair na real.

F. Ignorar a julgamento de Deus é algo extremamente sério, mas ignorar a misericórdia de Deus é algo mais sério ainda.

G. O profeta Oséias diz:

Oséias 11:8 – 9

Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem. Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira.

V. Verso 9

A. Note que não se fala em tempo para a execução do juízo. Nosso Deus, apesar de justo não tem pressa em executar o juízo.

2 Pedro 3:9

Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.

B. É assim Deus nos trata. Sempre nos dá tempo suficiente para nos arrependermos. Se não nos voltamos para Deus aproveitando o tempo que ele nos concede para o arrependimento nada mais resta senão o juízo.

Conclusão:

A. O amor de Deus pela Sua comunidade o leva a advertir a liderança, a ajudar a liderança e a conceder tempo para que esta mesma liderança responda à ação de Deus.

B. A liderança plantada entre o povo de Deus deve produzir os frutos esperados por Deus e não usar o povo de Deus para proveito próprio.

C. Da mesma maneira que a árvore inútil sugava a terra sem nada produzir a liderança canhestra impede o povo de Deus de produzir os frutos que Deus espera.

D. Somente a graça de Deus oferecendo perdão e reforma de vida que pode reverter essa situação. A liderança não pode se renovar por si mesma.



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
Que Deus Abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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sábado, 24 de novembro de 2012

INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO - PARTE 1




Este estudo é parte de uma breve introdução ao Antigo Testamento. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da Antiga Aliança. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo 

Capítulo 4 – Introdução ao Pentateuco

O Nascimento do Povo de Deus

שְׁמַע יִשְׂרָאֵל יְהוָה אֱלֹהֵינוּ יְהוָה אֶחָד
                    Ehad   Adonai  Eloheinu   Adonai   Israel     Shemá
              
                   Um é  O SENHOR Nosso Deus O SENHOR Israel Ouve


Deuteronômio 6:4
I. O que é o Pentateuco?

O termo πεντάτευχος  pentáteucos — Pentateuco refere-se aos primeiros cinco livros do da Bíblia. Esta palavra é uma combinação de - πέντε  pénte - cinco e τευχος — teuchos - rolos. Há evidências bíblicas que confirmam a idéia que os livros de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio formam juntos uma unidade literária. Quando lemos no Antigo Testamento expressões tais como:

·       Livro da lei de Moisés – ver 2 Reis 14:6. 

·       Livro da lei” - ver Josué 1:8.

elas, provavelmente, referem-se ao Pentateuco. O Novo Testamento, por sua vez, refere-se a esses livros como “Lei”, na expressão “A lei e os profetas” – ver Lucas 16:16. Portanto, não devemos, necessariamente, ver o Pentateuco como cinco livros separados e sim como um conjunto. É bem possível que o tamanho limitado dos rolos antigos tenha tornado necessária a divisão em um formato com cinco livros.

No Pentateuco nós podemos encontrar a história que vai desde o começo dos tempos — desde antes da Criação — até quando Israel conquista a terra prometida, sem incluir, porém, esse último acontecimento que está descrito no Livro de Josué. Essa terra prometida tornar-se-ia, mais tarde, a terra de Israel. Excluindo, por hora, os capítulos de Gênesis 1—11, a história é basicamente sobre uma família que cresceu e, pela graça de Deus, transformou-se em Seu povo. Deus salvou essa nação da agonia da escravidão no Egito — ver Deuteronômio 4:20 onde encontramos a expressão “fornalha de ferro do Egito” —  de modo dramático e miraculoso e assumiu um compromisso de intimidade com Seu povo. Depois de muitos anos de peregrinação pelos desertos da região — por culpa do próprio povo que sofria de uma incredulidade inacreditável, os israelitas chegaram, finalmente, à terra que Deus havia prometido a seus ancestrais. Por todos estes motivos a história que temos descrita de Gênesis a Deuteronômio constitui-se em uma narrativa que possui um começo bem estabelecido, uma trama principal complexa associada a muitas outras tramas secundárias e terciárias, e um final bem decisivo.

Os Livros de Moisés

O termo judaico para esses livros é a palavra hebraica תּוֹרָה  toráh — instrução ou ensino. Apesar de normalmente traduzirmos essa palavra como “lei”, ela tem um significado muito maior. Como se origina da palavra “ensinar” pode e deve ser melhor compreendida como “instrução”. “Torá”, portanto, é um nome apropriado para esses cinco primeiros livros da Bíblia, pois eles contêm instruções precisas acerca de como se relacionar tanto com o Deus vivo e verdadeiro bem como com os outros seres humanos. Os cinco livros de Pentateuco nos oferecem uma compreensão fundamental para todo o resto da Bíblia.

II. Do que trata o Pentateuco?

O Pentateuco narra, basicamente, a história dos descendentes de Abrão, o povo de Deus na Antiga Aliança, a nação de Israel. Ele nos explica como surgiu esta nação, como Deus a salvou da extinção e as lutas de seu relacionamento com Deus, marcadas por uma constante desobediência aos Seus Mandamentos. Mas o Pentateuco não pretende ser simplesmente uma “história” de Israel. Nele nós vamos encontrar muitos dados que são inesperados para a história de uma nação, bem como a omissão de certos detalhes que, de um modo geral, seriam considerados historicamente pertinentes. Tudo isto acaba por transformar o Pentateuco em um documento singular entre os documentos da Antiguidade.

Além do mais, para nós que somos crentes, o Pentateuco não é só um documento que tem como finalidade específica nos oferecer apenas informações importantes e verdadeiras. Ele foi também escrito com o objetivo de fortalecer a nossa fé. A principio, ele foi elaborado para encorajar os israelitas a acreditar e confiar em Deus por causa da Aliança e do relacionamento de fidelidade entre Deus e os ancestrais desse povo. Assim, sem ter a intenção de apresentar uma completa “história de Israel”, o Pentateuco acaba por colocar as ações de Deus e de Israel dentro da História. Por mais de três milênios, aqueles que creem encontraram importantes e transformadoras verdades históricas, religiosas e teológicas nesses livros. Os que não creem são sistematicamente surpreendidos com a historicidade dos mesmos, como pode ser facilmente comprovado pelas constantes descobertas arqueológicas.


A história dos começos

A história se inicia com um livro sobre “os começos”. “Gênesis” vem de uma palavra grega e significa “origens”. Os primeiros onze capítulos de Gênesis descrevem o começo do universo, da humanidade, do pecado e do castigo. Esses capítulos de abertura são cruciais para a compreensão do restante da Bíblia porque revelam a natureza de Deus, o papel do universo que ele criou e o posicionamento da humanidade dentro desse universo.

Acima de tudo, Gênesis 1—11 apresenta um problema. Deus criou o universo que foi avaliado como sendo “bom” — aceitável a Deus — em cada fase de sua criação. Mas a humanidade arruinou o que ele havia criado. Depois que Adão e Eva trouxeram o pecado para o mundo — ver Gênesis 3 — suas consequências tornaram-se óbvias de imediato. Os efeitos do pecado ficaram evidentes em todos os aspectos da criação de Deus e tornaram-se progressivamente piores. Depois que a humanidade resistiu a outras tentativas de eliminar a onda de maldade, Deus escolheu um único homem e sua família como solução para a terrível situação então existente. Este homem foi Noé.

Gênesis 12—50 conta a história de Abraão e sua família em sua jornada de fé. Sua história trata de valores perenes, pois eles responderam a Deus com fidelidade. O texto apresenta cada personagem de forma honesta, sem tentar esconder suas falhas. Gênesis 12—50 nos mostra que essas pessoas criam em Deus e ele usou a fé dessas pessoas como solução para o problema do pecado no mundo, ou melhor, como o começo da solução. Assim, o primeiro livro da Bíblia nos fala dos primórdios do mundo e do povo de Deus. Gênesis descreve o começo de tudo, exceto de Deus.

Na conclusão de Gênesis, Deus livrou seu povo da fome de forma miraculosa e eles estão vivendo pacificamente no Egito. Mas muitos anos depois, os egípcios oprimiram toda a população israelita e os forçaram à escravidão. Da mesma forma que Gênesis, o livro de Êxodo começa com um problema. O povo de Deus está sofrendo sob o domínio egípcio e seu plano de usar esse povo como solução para o problema do pecado parece impossível. Mas assim como antes, Deus escolheu lidar com o problema chamando uns poucos indivíduos que eram fiéis para servi-lo incondicionalmente.

 
Israel no Egito

Êxodo relata a preparação e o chamado de Moisés, bem como seu papel de liderança na saída do povo do Egito — a expressão grega para “Êxodo” significa “saída ou partida”. Esse livramento miraculoso do povo de Deus é um acontecimento formativo na história de Israel e o melhor exemplo do poder e da graça de Deus. Assim sendo, o êxodo é no Antigo Testamento o equivalente à cruz no Novo Testamento. O livro também descreve o novo relacionamento de comprometimento entre Deus e o seu povo — uma aliança — capítulos 19—40.

O Sacerdócio Levítico

O terceiro livro do Pentateuco é Levítico. Esse livro parece interromper o fluxo do pensamento histórico e dá a muitos leitores modernos a impressão de ser estranho. Mas Levítico — relacionado aos filhos de “Levi”, ou sacerdotes e levitas — é indispensável para a mensagem geral do Pentateuco. Ele conclama o povo de Deus à pureza ritual e moral. Em Êxodo, Deus libertou Israel do cativeiro e estabeleceu um relacionamento singular com o povo. O foco de Levítico está em como o povo pode manter esse relacionamento. Ele instrui os sacerdotes em como oferecer a Deus os sacrifícios apropriados e a forma apropriada de fazê-los. Assim, esse livro dedica-se a preservar o caráter moral e sagrado de Israel, servindo de auxílio à adoração e ao gozo no Senhor e em suas bênçãos.

O livro de Números dá continuidade à história da jornada de Israel à terra prometida. O livro começa com os complicados preparativos — incluindo o censo do povo — daí o nome “Números” — para deixar o Monte Sinai, onde havia sido feita a aliança com Deus. Mas então, o livro descreve acontecimentos nos quais o povo escolhe desobedecer a Deus. A desobediência de Israel lhes custa caro, tendo em vista que Deus não permite que eles entrem imediatamente na terra prometida. O livro de Números relata como o povo de Deus vagou, tragicamente, pelo deserto durante quarenta anos, incapaz de conseguir alcançar o que estava reservado para eles.

A segunda Lei

Deuteronômio, o último livro do Pentateuco, é uma série de discurso de despedida feitos por Moisés. Nas planícies de Moabe, separado da terra prometida apenas pelo rio Jordão, Moisés fala ao povo de Deus preparando-o para o futuro. Ele reafirma a lei da aliança — “Deuteronômio” significa “segunda lei” — e os adverte sobre os perigos e as consequências de se afastarem de Deus para adorar outras divindades. O livro tem por objetivo restabelecer a aliança entre Deus e o seu povo.

Podemos traçar um sumário do Pentateuco como segue:

·       Gênesis é o livro das origens. Ele descreve os começos do universo e as origens do povo de Deus. 

·       Êxodo fala da salvação desse povo, que não pode salvar a si mesmo. 

·       Levítico é um chamado a santidade como único modo de vida natural para os israelitas e a única resposta possível à graça de Deus. 

·       Números é o livro em que o povo está vagando, sofrendo as consequências de sua incredulidade. 

·       Mas a história termina em um tom positivo, quando Deuteronômio apresenta o caminho para a renovação.

Outros artigos acerca da Introdução ao Antigo Testamento

A. O Texto do Antigo Testamento

001 – O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO

002 – A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

003 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 1 = Os Escribas e O Texto Massorético — TM

004 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 2 = O Texto Protomassorético e o Pentateuco Samaritano

005 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 3 = Os Manuscritos do Mar Morto e os Fragmentos da Guenizá do Cairo

006 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 4 = A Septuaginta ou LXX

007 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 5 = Os Targuns e Como Interpretar a Bíblia

B. A Geografia do Antigo Testamento

001 – INTRODUÇÃO E MESOPOTÂMIA

002 – O EGITO

003 – A SÍRIA—PALESTINA

C. A História do Antigo Testamento

001 — OS PATRIARCAS DA NAÇÃO DE ISRAEL

002 — NASCE A NAÇÃO DE ISRAEL

003 — A NAÇÃO DE ISRAEL: O REINO UNIDO

004 — O REINO DIVIDIDO E O CATIVEIRO BABILÔNICO

D. A Introdução ao Pentateuco

001 — O PENTATEUCO — O QUE É E DO QUE TRATA O PENTATEUCO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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O material contido neste estudo foi, em parte, adaptado e editado das seguintes obras, que o autor recomenda para todos os interessados em aprofundar os conhecimentos acerca do Antigo Testamento:

Bibliografia


Arnold, Bill T. e Beyer, Bryan E. Descobrindo o Antigo Testamento. Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2001.

Archer, Gleason L. Jr. A Survey of the Old Testament. The Zondervan Corporation, Grand Rapids, 1980.

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