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sábado, 20 de dezembro de 2014

TERIA JESUS SE CASADO COM MARIA MADALENA?


Pintura de Jesus Cristo, de Rembrandt 
Pintura de Jesus Cristo, de Rembrandt: sinopse descreve o livro como "história de detetive histórica" (Reprodução/VEJA)


Como falamos antes existe uma onda cíclica de livros acerca de Jesus que apenas reorganizam as mentiras contra o Senhor e tentam apresentá-las como se fossem grandes novidades. Recentemente publicamos dois artigos tratando dessa questão. Os mesmos poderão ser vistos por meio dos links abaixo:



Agora estamos diante de mais um caso desse tipo, só que dessa vez o mesmo está baseado em um documento do século VI, ou seja, são informações compiladas e grafadas cerca de 500 anos após os eventos narrados realmente terem acontecido!

O artigo foi publicado no site da Revista VEJA. Segue o mesmo:

Religião

Jesus teria se casado com Maria Madalena, afirma livro

A obra foi baseada em um manuscrito da Biblioteca Britânica, que data do século VI e é conhecido há quase 200 anos.

Jesus teria se casado com Maria Madalena e tido dois filhos com ela. Essa teoria será defendida por um livro que será lançado ainda neste mês, baseado em um manuscrito encontrado na Biblioteca Britânica, afirma o jornal The Sunday Times.

A obra — que lembra trabalhos de ficção como O Código da Vinci, do escritor americano Dan Brown, e A Última Tentação de Cristo, do grego Nikos Kazantzakis — tem como autores Simcha Jacobovici, escritor e cineasta especializado em história antiga e investigações arqueológicas, e Barrie Wilson, professor de estudos da religião da Universidade York, no Canadá.

De acordo com o The Sunday Times, o livro The Lost Gospel (O Evangelho Perdido, em tradução livre) trará detalhes até então desconhecidos da vida de Jesus quando ele tinha vinte anos. Também serão abordadas supostas ligações de Jesus com figuras políticas importantes do Império Romano, como o imperador Tibério.

O livro se baseia em um manuscrito conhecido como A História Eclesiástica de Zacharias Rhetor (de Mitilene), que esteve no Museu Britânico desde 1847, até ser transferido para a Biblioteca Britânica há cerca de duas décadas. A sinopse fornecida pela editora descreve a obra como uma "história de detetive histórica", uma ficção que traz a primeira tradução para o inglês do manuscrito redescoberto na Biblioteca Britânica. De acordo com Barrie Wilson em seu site, o texto está escrito em siríaco — um dialeto do aramaico — e "data do século VI, mas foi traduzido de um manuscrito grego muito mais antigo". “Os estudiosos têm conhecimento disso há quase 200 anos, mas ainda não sabem o que fazer com ele”, afirma Wilson. A Biblioteca Britânica não quis comentar as conclusões do livro.

Outras menções — As teorias que defendem o casamento de Maria Madalena com Jesus têm origem em uma passagem do Evangelho de Felipe, um dos livros apócrifos (que foram deixados de lado pela tradição católica), no qual os dois personagens aparecem se beijando.

Em 2012, a descoberta de um papiro que mencionava a “esposa de Jesus” reascendeu a discussão. Embora o documento tenha sido considerado falso pelo jornal L'Osservatore Romano, publicação oficial do Vaticano, cientistas da Universidade Columbia, da Universidade Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) publicaram neste ano um estudo que descarta a possibilidade de falsificação. Não há no papiro nenhuma indicação do nome da "esposa de Jesus".

O artigo original do site da VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

Caro leitor, note bem as expressões usadas no texto:

1. Jesus TERIA se casado com Maria Madalena.

2. Jesus Teria tido filhos com Maria Madalena.

3. Essa teoria...

4. Livro revela aspectos da vida de Jesus quando ele tinha 20 anos????

5. Supostas ligações...

6. Ficção histórica...

7. As teorias...

8. Evangelho de Felipe não é apócrifo é pseudoepigráfico.

9. Não há no papiro nenhuma indicação do nome da esposa de Jesus?????

Cremos que diante de tantas dúvidas e meras ilações vazias, não precisamos dizer nada!

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ARCAS REDONDAS, CÚBICAS E OS MITOS PAGÃOS ACERCA DO DILÚVIO



A "Arca de Gilgamesh"

A chamada “Epopeia de Gilgamesh” que foi descoberta no século XIX. Desde então todo tipo de aventureiro tem se empenhado em usar essas antigas narrativas pagãs na tentativa de desacreditar a narrativa bíblica acerca do Dilúvio.

Entretanto, como aconteceu com centenas de tantas outras tentativas voltadas para esse mesmo objetivo, essa também provou ter “pés de barro”.

Tablete de Barro com escrita cuneiforme

A Epopeia de Gilgamesh foi grafada em escrita cuneiforme em tabletes feitos de barro. O primeiro desses tabletes foi encontrado em 1850 pelo pesquisado Henry Layard nas ruínas da antiga cidade de Nínive. O mesmo teve sua tradução iniciada imediatamente pelo orientalista Henry Ravilnson, mas a tradução só foi terminada 22 anos depois pelo especialista em escritos cuneiformes, George Smith, do Museu Britânico, em Londres. Pela tradução, a epopeia tem a intenção de narrar uma história que Utnapishtim contou a Gilgamesh acerca de como ele havia sobrevivido ao dilúvio e, com isso, alcançado a vida eterna.

Desde então várias versões dessa história têm sido descobertas. Todas elas tem uma característica comum: em vez da sobriedade que encontramos na narrativa bíblica do dilúvio, a Epopeia de Gilgamesh é um mito pagão beirando as raias do ridículo. Os deuses pagão que são apresentados são deuses fracos, que competem entre si e usam de muitas artimanhas para derrotar uns aos outros, incluído a mentira e o engano.
Mas o que nos chama mais a atenção é que a arca descrita por Utnapishtim é um cubo de, aproximadamente, 72 metros em cada uma das suas três dimensões. Ou seja, algo que dificilmente teria estabilidade suficiente, mas num lago plácido.

Irving Finkel, curator in charge of cuneiform clay tablets at the British Museum, poses with the 4000 year old clay tablet containing the story of the Ark and the flood during the launch of his book 'The Ark Before Noah' at the British Museum in London, Friday, Jan. 24, 2014. The book tells how he decoded the story of the Flood and offers a new understanding of the Old Testament's central narratives and how the flood story entered into it. (photo credit: AP/Sang Tan)
Irving Finkel e seu tablete de "mentirinha"

Em nossos dias o cidadão Irving Finkel do Museu Britânico acabou de traduzir outra narrativa pagã antiga acerca do dilúvio. Essa história é um pouco pior que o épico de Gilgamesh, porque descreve uma arca circular, tão grande quanto 2/3 de um campo de futebol, feita de cordas com madeira e calafetada com betume! É certo que esse barco teria bastante estabilidade, mas amarrado com cordas? Será que tal embarcação resistiria à fúria das águas vindas de todos os lados — caindo do céu e brotando violentamente da terra?

De acordo com Finkel existem registros de barcos circulares feitos para navegarem em rios. Mas uma viagem oceânica é bem diferente. E podem acreditar, eu sei, porque já naveguei em rios, baías, atravessei o Atlântico vindo da Europa e senti na pele a fúria do furacão Bonnie à bordo de um transatlântico enfrentando ondas de até 18 metros de altura segundo nos disse o capitão.

Réplica da Arca de Noé Inaugurado em Schagen, Países Baixos e seu idealizador



Abrindo a porta que Deus fechou "por fora"

 
A arca sendo construída



Visão interna da Réplica da Arca de Noé



Visitantes da Réplica da Arca de Noé

Já a arca de Noé, segundo as instruções fornecidas por Deus, media 150 metros de cumprimento por 25 metros de largura e 15 metros de altura aproximadamente, se utilizarmos um côvado[1] médio de 50 cm — ver Gênesis 6:15. Em termos modernos, calcula-se que a arca possuía uma capacidade de deslocamento da ordem de 43.000 toneladas. Assim construída, a arca era um barco extremamente estável e perfeitamente habilitado para flutuar. Não havia necessidade de transportá-la para colocá-la na água, porque as águas viriam até onde ela estava ao contrário, das outras narrativas. As medidas da arca de Noé são proporcionais aos grandes navios cargueiros modernos

O “novo” tablete de Finkel, é de origem incerta. Ele diz que conseguiu o mesmo por meio de um homem cujo pai adquiriu o tablete no Oriente Médio, logo depois da segunda guerra mundial. Desse modo ninguém sabe direito a origem do mesmo, quem o escreveu nem quando foi escrito. O próprio Finkel admite que a data do mesmo em 4000 anos a.C. é pura especulação. O tablete afirma que a Arca de Noé era redonda! Mas, pelo que entendemos qualquer pessoa com conhecimentos e habilidades suficientes pode produzir um tablete como esse.

De um lado temos o Dr. Finkel e do outros temos a narrativa da Bíblia no Antigo Testamento, que foi confirmada por ninguém menos que o próprio Senhor Jesus Cristo! Portanto, não se deixe levar por notícias fantasiosas de céticos completamente cegos. Nós já tivemos experiências amargas com o iluminismo, com o falso “homem de Pitdown”, cuja mandíbula ficou provada que pertencia a um porco do mato e não a alguma espécie de humanóide.

Em todos esses anos, apesar de não ter sido escrita para registrar fatos científicos, a Bíblia nunca foi provada estar errada em suas afirmações das mais variadas ciências.

O artigo original do “The Times of Israel” poderá ser visto por meio desse link aqui:


Se alguém deseja e tiver paciência para ler as 119 páginas da Epopeia de Gilgamesh poderá acessar a mesma por meio desse link aqui:


Para meditar:

2 Pedro 3:3


Tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões.

ARTIGOS ACERCA DE DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Dilúvio, Epopéia de Gilgamesh, Henry Layard, Escrita Cuneiforme, Museu Britânico, Utnapishtim, Vida Eterna, Irving Finkel, Barcos Circulares, A Arca de Noé, The Times of Israel, Homem de Pitdown,


[1] Côvado era uma medida da Antigüidade que estava baseada na distância que vai do cotovelo até a ponta do dedo médio de uma pessoa e que variava entre 45cm a 55cm por côvado. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O CILINDRO DE CIRO E A ARQUEOLOGIA BÍBLICA



O assim chamado “Cilindro de Ciro”[1] é um dos muitos artefatos maravilhosos que suprem background evidências acerca dos tempos bíblicos.

Ciro e o Império Persa

Ciro, imperador dos Medos e dos Persas é citado nas Escrituras 23 vezes. Ele foi o grande conquistador da Babilônia, o maior império de seus dias, e foi ele também quem deu a ordem autorizando os judeus que haviam sido levados para Babilônia a retornarem para a terra de Israel e reconstruírem a cidade de Jerusalém e o templo:

Esdras 1:1—4

1 No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do SENHOR, por boca de Jeremias, despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:

2 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém de Judá.

3 Quem dentre vós é, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém de Judá e edifique a Casa do SENHOR, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.

4 Todo aquele que restar em alguns lugares em que habita, os homens desse lugar o ajudarão com prata, ouro, bens e gado, afora as dádivas voluntárias para a Casa de Deus, a qual está em Jerusalém.

Ciro foi citado pelo seu próprio nome nas profecias de Isaías cerca de 200 anos antes do seu nascimento:

Profeta Isaías

Isaías 44:28

Que digo de Ciro: Ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; que digo também de Jerusalém: Será edificada; e do templo: Será fundado.

Isaías 45:1
Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas, que não se fecharão.

No passado, quando o “Cilindro de Ciro” permanecia enterrado era comum os críticos da Bíblia levantarem suas vozes e afirmarem, com toda convicção, que o registro bíblico acerca de Ciro libertando os judeus do cativeiro e outorgando-lhes liberdade religiosa não passavam de mitos, uma vez que tais atitudes não condiziam com o padrão dos soberanos típicos daqueles dias.

Todavia, quando o “Cilindro de Ciro” foi descoberto confirmou-se que tal gesto era na realidade o comportamento padrão dos soberanos daqueles dias.

O “Cilindro de Ciro” foi descoberto pelo arqueologistas britânico Hormuzd Rassam e devidamente contrabandeado para o Museu Britânico que alega possuir os diretos sobre o mesmo. Mas aqui acho que o povo do Iraque teria uma idéia bem diferente acerca de seu artefato tão precioso.

No “Cilindro de Ciro”, que é feito de argila, existe um texto em acadiano declarando que Ciro tinha como política “restaurar os cativos às suas terras de origem, auxiliando-os na reconstrução dos seus templos. O “Cilindro de Ciro” foi encontrado nas ruínas de um templo dedicado ao deus Marduk no sítio arqueológico onde está a antiga cidade da Babilônia.

O Segundo Templo

Parte do material traduzido do “Cilindro de Ciro” diz o seguinte:

“Eu devolvi para esses santuários que se encontram do outro lado do rio Tigre e que se encontram em ruínas por um longo período de tempo as imagens que costumavam habitar os mesmos e os estabeleci como santuários permanentes. Eu também juntei todos seus habitantes e os fiz retornar para suas habitações”.

Vez após a vez a arqueologia confirma a Bíblia, mas é importante que digamos que não precisamos de tais confirmações para crer na Bíblia. Para nós, os crentes, é bastante saber que a Bíblia é a PALAVRA DE DEUS.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] O Cilindro de Ciro é um cilindro de argila, atualmente dividido em vários fragmentos, no qual está escrita uma declaração em grafia cuneiforme acadiana, em nome do rei Aquemênida da Pérsia, Ciro, o Grande. Ele data do século VI a.C., e foi descoberto nas ruínas da Babilônia na Mesopotâmia — atual Iraque — em 1879.