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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS - ESTUDO 017 - ROMANOS 14:13 - NÃO JULGUEIS UNS AOS OUTROS - PARTE 1

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Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS

Texto: Romanos 14:13.

Introdução.

• Na mensagem anterior nós começamos a falar do mandamento de reciprocidade que diz que não devemos julgar uns aos outros.

• Naquela ocasião nós nos concentramos em analisar o que este mandamento não significa. Mencionamos então, duas verdades: O mandamento de não julgar uns aos outros:

 Não ensina que devemos suspender todo tipo de julgamento:

 Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça. – João 7:24.

 Julgai todas as coisas, retende o que é bom - 1 Ts 5:21.

 Não condena o julgamento exercido pelos cristãos em Defesa da Verdade.

• Hoje queremos falar acerca do que este mandamento significa para nós como cristãos.

• Este é o primeiro dos mandamentos de reciprocidade “negativos” – o que não devemos fazer uns aos outros – que estamos estudando...

Não Julgueis uns Aos Outros

I. O Perigo que o Novo Testamento quer Combater.

• Uma das maneiras mais rápidas de se destruir o amor que deve existir entre nós e destruir com a unidade da Igreja é mediante a prática deste pecado, tão sutil, de nos julgar uns aos outros

• Isto acontece todas as vezes que alguém, entre nós, acha que suas idéias, seu modo de fazer as coisas ou a qualidade espiritual da sua vida é a melhor e tenta impor tais idéias, tais modos e tais práticas sobre todos os irmãos. Quando isto acontece, este tipo de imposição, transforma este irmão ou irmã em juiz dos outros.

• Este é o motivo porque Paulo nos diz, em Romanos 14:13, o seguinte: “Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão”.

II. Definição – O Que este Mandamento nos Ensina.

Julgar uns aos outros é o mesmo que aceitar que a nossa posição sobre questões disputáveis é superior a dos outros irmãos e expressar crítica, condenação ou desagrado quando há discordância.

A. Exemplos Bíblicos de Julgamentos Indevidos.

• Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja – 3 João 9 – 10.

• Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer. Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo – 1 Coríntios 1:10 -12.

B. Concordância nos Essenciais e Amor em Todas as Outras Coisas.

• Porque somos pessoas diferentes, com origens muito diferentes, experiências diferentes etc, nós podemos discordar acerca de muitas coisas:

 Nós podemos discordar acerca de como louvar a Deus, mas não acerca de louvar a Deus – “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” Hebreus 13:15.

 Nós podemos discordar acerca de que roupas devemos usar, mas não acerca do fato que nossas vestes devem ser sempre modestas – ou seja elas não devem chamar a atenção.

 Nós podemos discordar se devemos orar em pé, sentados, ajoelhados ou prostrados, mas não podemos discordar acerca do fato que precisamos orar.

• Estes são apenas alguns exemplos que nos mostram a diferença entre o que é “essencial” – ensinamento bíblico e aquilo que não é “essencial” – nossas opiniões, modos de fazer as coisas etc.

• Entre as muitas práticas disputáveis nós podemos citar:

 Chá de Bebe, Chá de Cozinha ou Panela, despedidas de solteiros.

 Horários.

 Orar em montes.

 Envolvimento na Política.

 Jogos – todos os tipos.

 Uso de rádio, televisão e cinema.

 Uso de música contemporânea nos cultos.

 Uso de coreografia no culto publico a Deus.

 Freqüentar piscina ou praia.

 Andar de bicicleta, moto ou cavalo.

 Tingir os cabelos ou uso de esmaltes.

 Mulher usar calça comprida.

 Uso de costeletas, barba ou bigode.

 Tatuagens, brincos em homens e piercings.

 Consumo de certos tipos de alimentos.

 Uso ou não de véu por parte das mulheres.

• Nenhuma destas coisas mencionadas acima é certa ou errada em si mesma. E ninguém é mais santo por praticá-las ou menos santos por não praticá-las e vice-versa.

• Quando achamos que: porque fazemos determinada coisa não essencial somos melhores que os outros ou que somos melhores que os outros porque não fazemos alguma coisa não essencial então, nós nos tornamos juízes de nossos irmãos e, isto sim, é proibido pela Bíblia e pelo mandamento que estamos analisando.

III. Implicações Relativas ao Mandamento de não Julgar Uns aos Outros.

• Existem questões relativas a práticas e costumes acerca das quais as Escrituras Sagradas nada dizem. Todas estas questões devem ser deixadas na consciência de cada indivíduo. Conformidade de todos os irmãos a estas práticas não é necessária para a manutenção da unidade cristã.

• Nenhum cristão tem o direito de impor sobre outros irmãos coisas que a própria palavra de Deus não impõe. Quando este tipo de coisa acontece o irmão assume a posição de juiz e, esta posição é privativa do Deus Todo Poderoso. Os que procedem deste modo, impondo suas idéias sobre os outros, serão confrontados pelo Todo Poderoso no Dia do Juízo de um modo especial.

• Questões que as próprias Escrituras deixam a critério da consciência de cada indivíduo não devem nunca ser usadas como critério para admissão de uma pessoa à comunhão cristã – ver Romanos 14:1, 3—4.

• Mesmo quando um indivíduo estiver plenamente convencido em sua mente, que sua posição referente a qualquer questão deixada à consciência do cristão está certa, ainda assim, ele não pode acusar outro irmão de estar em pecado, nem desprezar ou menosprezar aqueles que não concordam com ele.

Conclusão:

1. Não devemos julgar uns aos outros em nenhuma questão não essencial.

2. Cada um de nós irá responder, diretamente, a Deus por todas as ações e opiniões que manifestarmos – ver Romanos 14:10—12.

3. Em vez de julgarmos uns aos outros, nós devemos suportar uns aos outros e acolher uns aos outros sabendo que possuímos liberdade plena e igual em Cristo – ver Romanos 15:7 e Colossenses 3:13.

4. Por que existe tanto legalismo nas igrejas chamadas cristãs? Porque o legalismo permite controlar melhor as pessoas.

5. A mentira é sutil. Diz-se às pessoas: siga estas instruções (legalismo de modo geral) e você alcançará duas coisas simultaneamente: você irá agradar a Deus e evitará problemas como os feitores mentais – os donos da igreja.

6. Mas em Cristo nós somos livres. Livres para amar e ser amados. E este é o grande desafio:

• Não cortar o cabelo ou usar véu é fácil. Difícil é aceitar uns aos outros.

• Não raspar os pelos do corpo é fácil. Difícil é saudar uns aos outros.

• Fazer coreografia é fácil. Difícil é ter o mesmo cuidado de uns para com os outros.

• Não assistir televisão ou ir ao cinema é fácil. Difícil é nos submetermos uns aos outros.

• Deixar de comer determinados alimentos é fácil. Difícil é suportar uns aos outros.

• Não se envolver em questões políticas é fácil. Difícil é admitir confessar nosso pecado ao irmão contra o qual pecamos.

• Não fazer uma tatuagem é fácil. Difícil e perdoar aqueles que nos ofendem.

• Subir em montes para orar é fácil. Difícil é não julgar o outro irmão que não acha isto nem necessário e nem importante e que prefere orar no plano mesmo.

5. Um dos motivos por que a Cristandade se encontra neste estágio de desarranjo que vemos nos nossos dias é apenas um: abandonamos a palavra de Deus, para nos apegar a uma série de regras. Deixamos de lado a liberdade oferecida pelo amor de Deus, para nos dedicar à escravidão oferecida pelos homens.
Que Deus tenha misericórdia de nós todos se decidirmos nada fazer para mudar este estado de coisas.

A REALIDADE DA TIRANIA LEGALISTA

Tenho 26 anos, e desde o meu nascimento freqüentei a igreja ________. Eu ia numa congregação perto de minha casa, no extremo da Zona Leste – Guaianazes. Sou músico, e cresci tocando para os grupos de louvores de minha igreja. Na minha adolescência me envolvi muito com música, e junto com meus amigos começamos a estudar, ouvir, e freqüentar shows musicais. Então eu meus amigos começamos a ser solicitado (sic) para tocar em congressos em outras igrejas e sub-sedes da igreja ______. Até que um dia chegamos a tocar na sede do _____ durante muito tempo.

Crescemos debaixo de leis agressivas, contraditórias, hipócritas, injustas, preconceituosas (principalmente para as mulheres), demasiadamente severas, e de interesse próprio, mas de alguma forma conseguíamos sobreviver a essas normas de depreciação da mensagem da cruz.

Na verdade o que nos nutria na permanência naquela igreja era o forte vínculo afetivo durante anos com amigos. Ríamos, chorávamos e pleiteávamos unidos, um ajudando o outro. Sofremos, principalmente em nossa adolescência, muitas acusações. Nos incriminavam de "ovelha negra", "lobo disfarçado", "fruto podre", "Jezabel", etecéteras (sic). Éramos humilhados, muitos eram disciplinados e excluídos, outros eram humilhados publicamente e outros, mais fracos, eram coagidos a quebrar a televisão, usar ternos e darem dízimos (na verdade eram subjugados a serem dizimistas!).

Tudo piorou quando adicionamos, em nosso repertório musical, levadas de jazz, rock e soul. Os patronos dos "bons costumes" repudiavam e ojerizavam (manifestando) explicitamente seus dissabores, declarando que "aquilo" não era recebido por Deus. Éramos mais ou menos 100 jovens que procurávamos de alguma forma tolerar as mazelas estabelecidas.

Para o pastor tudo era pecado. Quando um adolescente ouvia o pastor afirmar que jogar bola, usar bermuda, ouvir música "mundana" e ir à praia era pecado, não resistia em descrer daquilo que o pastor afirmava, só que muitos acabavam ignorando aquilo que realmente era pecado.

Quantas e quantas vezes tínhamos que orientar um jovem a diferenciar o que era pecado ou não. Na verdade tínhamos que codificar todos os ensinamentos que tínhamos. Mas isto era muito difícil, nem sempre as pessoas se conformavam em viver nesta situação, então muitos se entristeciam, então nessas horas nós nos reuníamos, alugávamos um filme, comíamos uma pizza e pronto, tudo se melhorava!

Uma coisa que nos ajudou muito foram os santos livros: Bíblia e livros dos autores: ___________________________________________________________________ etecéteras (sic).
Isso nos ajudou muito a desmistificar a minorização (sic) do cristianismo, defender a genuinidade do Amor Supremo e incitar nas pessoas uma busca da veracidade sem legalismo áspero, heresia exacerbada e jugo prescindível.

Conhecemos muitas pessoas na sede do _____ e então vimos que a podridão escoavam (sic) das 4 paredes das congregações para se concentrar na catedral da putrefação, sede da dissimulação presidido (sic) por um pontífice e sua dinastia autocrata!

Angustiados e desanimados começamos a promover "peregrinação" para ouvir a palavra genuína, louvar a Deus com liberdade e participar da Ceia sem ameaças.
Surpreendentemente tivemos a intervenção divina.

Deus mandou, um Faraó de coração endurecido para dirigir a nossa congregação, não demorou muito para se travar o maior embate que eu já participei, foi uma guerra terrível, discussões no meio do culto, mobilização contra as normas "faraônicas". Fomos aos pastores superiores, travamos uma batalha e o resultado final foi estabelecido: A corja papal apóia o faraó, ignorando dezenas de crianças, adolescentes, jovens e pais, não se importando se fôssemos cair num abismo.

Confesso que passei noites sem dormir, pois eu pensava: "o que vou fazer?" "o que vamos fazer agora?”
Tinha medo de estar fazendo as coisas do jeito errado e de estar levando um monte de gente para a decepção com Deus.

Começamos a nos reunir em casas de amigos e começamos a conversar sobre o que iríamos fazer, até que conhecemos, por preparação de Deus, uma igreja _____ (que está fora da ________ e que também já quebrou muitos paradigmas), que denominamos de "Terra Prometida".

Hoje, conseguimos reunir todos os ex-________, e formamos um coral de black music, e verdadeiramente, servimos a Deus e Louvamos a Ele sem empecilhos!

Amo a todos que participaram desse nosso êxodo!

Amo nossa "Terra Prometida" – Igreja __________ (pastor, mui amado, ____________)!

Amo os pastores __________ e _______, que nos deram palavras robustecedoras (sic) e nos proporcionam cultos onde podíamos revigorar forças e subterfúgios (sic) para lutar!

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS.

001 — O Custo do Discipulado =

002 — Uma Proposta de Vida =

003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

008 — Amai-vos uns aos outros — Parte 1 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

009 — Amai-vos uns aos outros — Parte 2 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

010 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 3

011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — 1 Coríntios 12:24—25 — Tande o Mesmo Cuidado Uns Para Com os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Efésios 5:18-21 — Sujeitai-vos ou Submetei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06

014 — Efésios 4:1—3 — Suportai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 07

015 — Tiago 5:16 — Confessai Vossos Pecados uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 08

016 — Colossenses 3:12—13 — Perdoai uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 09

017 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte A — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10A

018 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte B — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10B

019 — Tiago 4:11 — Não faleis Mal uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS AOS OUTROS — Parte 11

020 — Tiago 5:9 — Não Vos Queixeis uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 12

021 — Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 13

022 — Gálatas 5:25—26 — Não Provoqueis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 14

023 — Gálatas 5:25—26 — Não Invejeis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 15

024 — Colossenses 3:9—10 — Não Mintais uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 16

025 — Romanos 14:29 e 1 Tessalonicenses 5:11  — Edificar uns aos outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 17

026 — Colossenses 3:16  — Instruí-vos Mutuamente — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 18

027 — 1 Tessalonicense 5:1 e Hebreus 3:12—13  — Consolai-vos e Exortai-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 19

028 — Romanos 15:14 e Colossenses 3:16 — Admoestai-vos ou Aconselhai-vos uns aos outros —  AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 20 — SERMÃO 028

029 — Efésios 5:18—20 e Colossenses 3:16 — Falando entre vós com... — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 21 — SERMÃO 029

030 — Gálatas 5:13—14 — Sede Servos Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — SERMÃO 030

031 — Gálatas 6:2 — Levai as Cargas Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 23 — SERMÃO 031

032 — 1 Pedro 4:7—10 — Sede Mutuamente Hospitaleiros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 24 — SERMÃO 032

033 — Efésios 4:31—32 — Sede Benignos Uns Para Com Os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 25 — SERMÃO 033

034 — Tiago 5:16 — Orai Uns Pelos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 26 — SERMÃO 034


Para todos que têm interesse em aprofundar o estudo sobre o direito que os cristãos Têm de julgar ver esse link:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/05/o-cristao-pode-julgar.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Não Julgueis uns Aos Outros - AMAI-VOS UNS AOS OUTROS -Parte 10A - SERMÂO 17

Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

SERMÃO 018 – AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 12A

Texto: Romanos 14:13.

• Estamos falando acerca do dever comum que temos de amar uns aos outros do mesmo modo como Jesus nos amou.

• O amor assume variadas formas porque o mesmo é manifestado em diversas ações. Desta forma, o amor não é um sentimento.

• No Novo Testamento encontramos muitos mandamentos baseados no amor que deve existir entre nós. Estes mandamentos são chamados de mandamentos de reciprocidade.

• Eles são assim chamados porque valem para todos os crentes, de forma indiscriminada, e são apresentados acompanhados de expressões, tais como: “uns aos outros”, “de uns para com os outros”, “mutuamente” etc.

• O primeiro grupo destes mandamentos que examinamos foi aquele que nos fala acerca das obrigações que temos, por amor, nos relacionamentos interpessoais. Eles são:

 Acolhei-vos ou aceitai uns aos outros.

 Saudai uns aos outros.

 Tende o mesmo cuidado de uns para com os outros.

 Sujeitai-vos uns aos outros.

 Suportai uns aos outros.

 Confessai vossos pecados uns aos outros.

 Perdoai-vos uns aos outros.

• Hoje queremos iniciar a abordagem de uma nova série de mandamentos de reciprocidade que nos ensinam acerca das coisas que NÃO devemos fazer uns aos outros

Introdução

• Da mesma maneira que a Bíblia nos ensina acerca dos mandamentos que devem governar nossas relações interpessoais, a Bíblia também nos ensina acerca de certos comportamentos que são pecaminosos e destrutivos para a comunhão cristã, comportamentos estes, que precisam ser abandonados.

• De modo específico, existem 7 (sete) mandamentos no Novo Testamento que servem para nos ajudar a lembrar que, mesmo como crentes, nós ainda somos influenciados por nossa velha natureza e que precisamos nos empenhar em seguir a Deus em vez de seguir o pecado. Estes mandamentos são os seguintes:

 Não julgueis uns aos outros.

 Não falem mal uns dos outros.

 Não murmureis uns contra os outros.

 Não vos mordais nem vos devoreis uns aos outros.

 Não provoqueis uns aos outros.

 Não tenhais inveja uns dos outros.

 Não mintais uns aos outros

• Vamos iniciar com o primeiro destes mandamentos negativos que é aquele que diz

Não Julgueis uns Aos Outros

I. O Perigo que o Novo Testamento quer Combater.

• Uma das maneiras mais rápidas de se destruir o amor que deve existir entre nós e destruir com a unidade da Igreja é mediante a prática deste pecado, tão sutil, de nos julgar uns aos outros

• Isto acontece todas as vezes que alguém, entre nós, acha que suas idéias e seu modo de fazer as coisas é a melhor e tenta impor tais idéias e tais modos sobre todos os irmãos. Quando isto acontece, este tipo de imposição, transforma este irmão ou irmã em juiz dos outros. Como é fácil perceber, isso não tem nada a ver com nossa obrigação de julgar falsos mestres e falsos ensinamentos.

• É difícil, senão impossível, dizer quantas comunidades se dividiram e onde irmãos nutriram sentimentos duros uns contra os outros e que, além disso, o ministério cristão foi, grandemente, prejudicado por questões secundárias relativas a modos e costumes.

• Este é o motivo porque Paulo nos diz, em Romanos 14:13, o seguinte: “Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão”.

II. O Que Este Mandamento Não Está Ensinando.

A. Não Ensina que Todo Tipo de Julgamento é Errado.

• A Bíblia é bem clara quando ensina que uma das ferramentas mais poderosas que temos à nossa disposição é nossa capacidade de discernimento ou de julgamento. É o exercício desta capacidade que, muitas vezes, faz toda a diferença entre a vida e a morte, inclusive.

• Por este motivo, a Palavra de Deus nos ordena:

Julgai todas as coisas, retende o que é bom - 1 Tessalonicenses 5:21.

Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida! Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? - 1 Coríntios 6:2 – 5.

Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça. – João 7:24.

B. Não Condena o Julgamento Exercido Pelos Cristãos em Defesa da Verdade.

• A Bíblia é bem clara ao dizer que somos todos convocados para defender a nossa fé cristã:

Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos - Judas 1:3.

• Isto quer dizer que é nosso dever nos levantar e falar em defesa da verdadeira fé cristã contra todas as formas de erro. Algumas vezes os erros são muito descarados e bastante claros, mas outras vezes, os mesmo são sutis e quase imperceptíveis. Mas descarados ou sutis os mesmos são igualmente perniciosos e destruidores.

Muitos daqueles que têm causado divisões no Corpo de Cristo, mediante a introdução de erros de todos os tipos, costumam usar os seguintes argumentos visando impedir o exercício do julgamento que somos ordenados a executar:

1. Em primeiro lugar, o campeão disparado, é a citação de alguns versículos bíblicos, com especial ênfase nas passagens de Mateus 7:1 – 6 e Romanos 14:4 e 10 visando mostrar quão errado, impróprio e até anti-cristão, é o ato de julgar.

2. Em segundo lugar estão aqueles que sugerem que não é possível julgar a ninguém porque somente Deus sabe os verdadeiros motivos das pessoas. Estes sugerem que devemos deixar tudo correr como tem que correr e aguardar o juízo final de Deus.

3. Em terceiro lugar está a turma do “deixa disso” alegando que toda crítica é perniciosa e causa divisões no corpo de Cristo. “Irmão Alex”, muitos me escrevem “temos que manter a unidade a qualquer custo”.

4. Em quarto lugar estão aqueles que pedem para que nomes não sejam mencionados porque este ato prejudica demais aos citados. Neste último lote se encontram muitos pastores que consideram um sinal de maturidade e maior espiritualidade não citarem nomes quando querem fazer uma crítica.

III. Um Exemplo Bíblico De Como Devemos Tratar os Ataques Contra a Verdade.

Quando, porém, Cefas veio a Antioquia, resisti -lhe face a face, porque se tornara repreensível. Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, comia com os gentios; quando, porém, chegaram, afastou-se e, por fim, veio a apartar -se, temendo os da circuncisão. E também os demais judeus dissimularam com ele, a ponto de o próprio Barnabé ter-se deixado levar pela dissimulação deles. Quando, porém, vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, disse a Cefas, na presença de todos... Gálatas 2:11 – 14.

Nesta passagem Paulo descreve a maneira rígida como repreendeu a Pedro, a Barnabé e outros irmãos porque, em suas próprias palavras, estes irmãos haviam “se tornado repreensíveis...não procedendo corretamente segundo a verdade do evangelho”. Esta passagem possui alguns ingredientes muito interessantes, que se contrapõe aos argumentos mencionados acima.

1. Em primeiro lugar nós encontramos o apóstolo Paulo julgando o comportamento de outros irmãos porque estavam agindo de forma hipócrita usando dois pesos e duas medidas. Paulo chama este comportamento de dissimulado.

2. Tal dissimulação era, em segundo lugar, um comportamento inconsistente com a verdade do evangelho.

3. Em terceiro lugar Paulo não evita usar nomes citando, nominalmente, a Pedro e a Barnabé.

Esta passagem contém todos os ingredientes que aqueles que querem transgredir contra a verdade do evangelho, mas que não querem ser criticados, costumam usar para se defender. Imagine Pedro e Barnabé argumentando com Paulo e dizendo:

1. Paulo, não nos julgue, lembre-se do que Jesus falou acerca de “não julgar”.

2. Paulo, você não conhece nossos motivos, portanto não diga que estamos agindo de forma dissimulada. Será que você não percebe que está nos julgando?

3. Em terceiro lugar Paulo, sua atitude certamente vai criar divisão entre os irmãos. Você deveria pensar mais na unidade, nas coisas boas que nos unem e deixar um pouco de lado este seu apego tão legalista e farisaico e, porque não, hipócrita até, de amor à verdade do evangelho acima de tudo!

4. E, por favor, Paulo, não cite nomes, isto é muito feio!

Espero que tenha ficado claro quão ridículos estes argumentos, da parte de Pedro e de Barnabé, seriam!

Todavia estes são, de forma mais consistente, os argumentos usados por aqueles que estão agindo de maneira errada e não querem, em nenhuma hipótese e sob nenhum pretexto, serem criticados ou julgados.

São estes mesmos que ensinam, em proveito próprio, que é errado julgar. E o mais surpreendente é que existam pessoas que acreditem nesta mentira, de que é errado julgar, e que ainda tomam as dores do pretenso ofendido e saem em sua defesa.

Conclusão:

1. Hoje começamos a falar acerca do mandamento que nos ensina que não devemos julgar uns aos outros. Iremos continuar na próxima mensagem

2. Mas, nesta primeira parte, procuramos mostrar que o mandamento de reciprocidade que diz que “não devemos julgar uns aos outros”, não pode ser aplicado, de modo indiscriminado, contra todo e qualquer tipo de julgamento.

Não é um mandamento que nos ensina que devemos suspender nossa capacidade de julgar de forma completa e absoluta.

3. Pelo contrário, somos ordenados a julgar até mesmo pelo Senhor Jesus, desde que nossos julgamentos estejam baseados na verdade e tenham como alvo o engano e o erro, venham estes de organizações ou de indivíduos. Ninguém tem o direito de ensinar o erro. E os crentes têm a obrigação de julgar o erro, pela palavra de Deus, e confrontá-lo. Nossos inimigos não são nem as instituições nem as pessoas e sim o erro que propagam contra a verdade.

4. Por fim, faremos bem em ouvir as sábias palavras do Dr. Martin Lloyd-Jones quando diz:

“Há muitos que asseveram que as palavras “não julgueis” precisam ser compreendidas simples e literalmente como elas estão, como se indicasse que o crente verdadeiro jamais expressa uma opinião sobre outra pessoa. Esses homens afirmam que não se deve exercer juízo algum porquanto deveríamos ser suaves, indulgentes, e tolerantes, permitindo quase qualquer coisa em troca da paz e da concórdia e, especialmente, da unidade. Essa não é a hora certa para juízos, dizem eles; o de que precisamos agora é de unidade e companheirismo. Todos deveríamos ser um.

Levanta-se, pois, a pergunta: é possível esta interpretação? Em primeiro lugar, sugiro que esta interpretação é impossível. Todavia, se nos alicerçarmos sobre os próprios ensinamentos bíblicos veremos que tal interpretação não tem razão de ser. Consideremos o próprio contexto dessa afirmação, e certamente veremos que esta interpretação das palavras “não julgueis” é inteiramente descabida. Leia Mateus 7:6 – “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés, e, voltando-se vos dilacerem”. Como poderia eu pôr em prática essa recomendação do Senhor se me fosse vedado exercer juízo? Como eu poderia identificar o individuo do titulo descritivo “cão” se eu não pudesse fazer juízo nenhum a seu respeito? Em outras palavras, a injunção que se segue imediatamente após essa declaração sobre o “não julgar” de imediato me pede que exerça juízo e discriminação. Mas também poderíamos tomar um contexto mais remoto tal como Mateus 7:15 – “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”? Como poderíamos entender esta injunção? Como poderei “acautelar-me dos falsos profetas” se não puder pensar, se eu tiver tanto receio de fazer juízo critico que jamais possa fazer uma avaliação dos ensinamentos de alguém? Esses falsos profetas, além disso, se nos apresentam vestidos de em “peles de ovelhas”, o que equivale a dizer que são extremamente melífluos e empregam a terminologia cristã. Parecem pessoas inofensivas, honestas, e invariavelmente, mostram-se muito “gentis”. Entretanto, não nos devemos deixar enganar pelas suas atitudes estudadas, acautelemo-nos diante de gente dessa ordem. Nosso Senhor também diz: “Pelos seus frutos os conhecereis...” (Mateus 7:16). Porém, se eu não puder usar qualquer critério, e nem exercer minha capacidade de discriminação, como poderei testar a autenticidade desses frutos e determinar entre o que é certo e o que é errado? Por conseguinte, sem necessidade de elaborarmos o nosso argumento, afirmamos a interpretação não pode ser verdadeira quando sugere que as palavras de Jesus “não julgueis”, recomendam que sejamos pessoas caracterizadas por uma atitude frouxa e indulgente, diante de qualquer individuo que use o nome de “cristão”. Tal interpretação é inteiramente impossível.

Temos nesse trecho bíblico o problema dos falsos profetas, para o qual o Senhor Jesus chamou a nossa atenção. Espera-se de nós que possamos detectá-los e evitá-los, porém, isso é impossível sem o conhecimento da doutrina, e sem o exercício desse conhecimento em juízo.

5. Na próxima mensagem iremos falar acerca de como o mandamento de “não julgarmos uns aos outros” se aplica, de modo verdadeiro, entre os cristãos.

O artigo 016 dessa série poderá ser encontrado aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/10/perdoai-uns-aos-outros-amai-vos-uns-aos.html

O primeiro artigo - 001 - dessa série poderá ser encontrado aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/05/o-custo-do-discipulado.html

Para todos que têm interesse em aprofundar o estudo sobre o direito que os cristãos Têm de julgar ver esse link:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/05/o-cristao-pode-julgar.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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