Mostrando postagens com marcador O Caminho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O Caminho. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de novembro de 2016

JOÃO 15 - SERMÃO 001 - A VIDEIRA


Resultado de imagem para jesus é a videira verdadeira
Esse artigo é parte da série onde expomos o Salmo 86 e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nesse Salmo, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para os outros estudos.
PERMANECENDO EM CRISTO

Uma Exposição Bíblica e Teológica de João 15



Introdução:

A. João capítulo 15 nos apresenta uma alegoria entre uma videira e seus ramos. Essa alegoria encontra-se bem na metade do longo período que Cristo passou com seus discípulos na última noite, antes de ser preso — ver João 13:1 — 16:31.

B. No Antigo Testamento o povo de Israel é representado como uma videira, de modo especial, em dois cânticos que encontramos no profeta Isaías:

1. Isaías 5:1—7.

2. Isaías 27:2—6.

C. Entretanto, o povo de Israel fracassou por completo em produzir os frutos esperados e essa falha culminou em um terrível juízo de Deus — ver Isaías 5.

D. Por contraste, Jesus que é a verdadeira videira, e seus discípulos, que são os ramos que permanecem no Senhor, produzem os frutos esperados — ver Isaías 26.

E. Esse capítulo começa com a sétima e a última afirmação de Cristo conhecidas como as afirmativas: “EU SOU”:

João 6:35

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.

João 8:12

De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

João 10:9

Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.


João 10:11

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.


João 11:25

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.


João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.


João 15:1

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.

F. Quando Jesus afirma ser a videira verdadeira, Ele reforça o tema recorrente no Evangelho de João de que, Ele, Jesus, é o Verdadeiro Israel. A referência a Seu Pai como o agricultor, nos remete de volta para Isaías capítulo 5 de Isaías, onde Deus aparece cuidando de uma vinha que só produz frutos ruins e imprestáveis. A fertilidade de Cristo e dos discípulos é contrastada com a infertilidade do povo de Israel.

G. Nesse capítulo Jesus usa duas imagens para descrever os crentes:

1. Ramos: que indica nossa necessidade de permanecer em Cristo e o grande privilégio que temos de compartilhar da vida do próprio Filho de Deus.

2. Amigos: que indica nosso privilégio em conhecê-lo e nossa responsabilidade em obedecer a Seus mandamentos.

H. Bem, vamos então começar a analisar o capítulo 15 de João observando, em primeiro lugar, a..

A VIDEIRA E SEUS RAMOS — Parte 1

I. A Videira.

A. Herodes, o Grande, investiu durante mais de quarenta anos no templo e na área ao redor do mesmo em Jerusalém, para deixá-lo o mais bonito possível.

B. Seu último presente havia sido um quadro com uma videira, em ouro maciço, em altorrelevo.

C. Todos os judeus entendiam a importância da videira tanto para a economia local quanto como um símbolo da Aliança entre Deus e o povo de Israel.

D. Portanto, Jesus não estava introduzindo nada novo ao fazer Sua afirmação, a não ser o aspecto de que Ele mesmo era a videira verdadeira e não o povo de Israel.

E. Existem três videiras mencionadas nas Escrituras como alegorias.

II. Israel, a Videira do Passado.

A. Existem várias passagens no Antigo Testamento que falam de Israel como uma videira. Algumas dessas passagens são:

1. Salmos 80:8—19.

2. Isaías 5:1—7.

Jeremias 2:21

Eu mesmo te plantei como vide excelente, da semente mais pura; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, como de vide brava?

3. Ezequiel 19 10—14.

Oséias 10:1

Israel é vide luxuriante, que dá o fruto; segundo a abundância do seu fruto, assim multiplicou os altares; quanto melhor a terra, tanto mais belas colunas fizeram.

F. Deus havia tomado o povo de Israel da terra do Egito e, como uma planta, os transplantou na Terra de Canaã onde lhes supriu todas as necessidades. Não é à toa, que o Senhor pergunta em

Isaías 5:4

Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?

G. Apesar de todas as benesses recebidas o povo de Israel nunca produziu os frutos esperados. Quais eram esses frutos? Uma resposta resumida pode ser encontrada em —

Jeremias 22:3

Assim diz o SENHOR: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.

H. O resultado final disso tudo foi: juízo severo e destruição! Como diz o apóstolo Paulo em —

Gálatas 6:7

Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.

III. A Videira do Futuro

A. Essa videira é o Planeta Terra.

B. Essa videira está descrita no Livro do Apocalipse. Não nos esqueçamos que trata-se de uma analogia.

Apocalipse 14:14—20

14 Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.

15 Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!

16 E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.

17 Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada.

18 Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas!

19 Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus.

20 E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios.

C. Os crentes não pertencem a essa videira, mas todos os não crentes em Jesus se encontram nessa grande videira Terra. É dela que os incrédulos recebem seu sustento e todo tipo de satisfação para mantê-los longe do caminho estreito que conduz à vida eterna.

IV. A Videira do Tempo Presente: O Senhor Jesus.

A. Jesus é a Videira Verdadeira e nós, os crentes, somos os ramos dessa videira.

B. Como crentes verdadeiros, nós não vivemos de substitutos — religiões do mundo em geral — mas todo nosso sustento vem exclusivamente do Senhor Jesus Cristo.

C. O simbolismo da videira e das varas é idêntico ao do corpo, onde Cristo é a cabeça e nós somos os membros.

D. Os crentes verdadeiro mantêm um relacionamento vivo e diário com Jesus e pertencem ao Senhor e a mais ninguém.

V. Nossa União com Cristo como os Ramos de Uma Videira.

Nossa união com Cristo — como ramos de uma videira — pode ser descrita de três maneiras, a saber:

1. Nossa união com Cristo é uma união Viva o que nos faculta produzir frutos para o reino de Deus e para a eternidade.

2. Nossa união com Cristo é uma união Amorosa para que possamos desfrutar de todos os benefícios que Ele, em Sua graça, nos concede.

3. Nossa união com Cristo é uma união Eterna. Então não temos nada a temer acerca do que o futuro nos reserva.

Conclusão

A. Como vimos, Jesus é o único capaz de suprir todas as nossas necessidades mais profundas. Ele, e apenas Ele é:

1. O único Pão que sacia toda nossa fome e sede espirituais.

2. A única e verdadeira Luz do Mundo.

3. A única porta que nos garante acesso à vida eterna.

4. O único Bom Pastor que sabe como cuidar bem de todos nós.

5. A Ressurreição e a Vida que Ele nos oferece, como todo o resto, apenas por sua graça.

6. O único Caminho, a única Verdade e a única Vida. Se Jesus é único em todas essas coisa nós não podemos nos enganar pensando que talvez exista alguma alternativa.

7. Jesus é a única Videira Verdadeira.

B. Quando você pensa em Jesus como é seu relacionamento com ele?

Você mantém um relacionamento VIVO e diário com Ele? Amando o Senhor e obedecendo à Sua Palavra?

C. Note que existem pessoas que mantêm uma relação não viva com Jesus.

Pessoas que mantêm uma relação parasitária com o Senhor. Querem apenas se aproveitar de Jesus.

C. Qual é a tua videira? Ou seja: de onde você espera vir teu sustento?

1. Formação – Educação?

2. Conta bancária?

3. Emprego – negócio?

4. Amizades

5. QI – Quem Indicou?

D. Como ramos verdadeiros da videira verdadeira, nós precisamos receber todo nosso sustento, EXCLUSIVAMENTE, da videira verdadeira que é JESUS.

F. É por isso, que insistimos tanto com os irmãos para que:

1. Leiam suas Bíblias diariamente.

2. Orem diariamente e participem da Reunião de Oração.

3. Participem das reuniões de estudos bíblicos — quartas feiras, sábados, e da Escola Dominical aos domingos.

4. Participem do culto de adoração público aos Domingos à noite.

5. Participem e promovam as atividades da igreja entre seus parentes e amigos.

G. Procurem uns aos outros para comunhão e edificação mútua.

Que Deus abençoe a todos.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE PERMANECENDO EM CRISTO

SERMÃO 001 — A VIDEIRA VERDADEIRA — João 15:1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/joao-15-sermao-001-videira.html

SERMÃO 002 — O AGRICULTOR — João 15:1

SERMÃO 003 — OS RAMOS – João 15:2—3


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sábado, 8 de outubro de 2016

IGREJA NOS LARES: UMA NOVA REFORMA EM ANDAMENTO - PARTE 001


Resultado de imagem para IGREJA NOS LARES

No mês em que a Reforma Protestante do século XVI completa 499 anos, queremos compartilhar com todos uma série de artigos que tratam da grande e necessária Nova Reforma, como temos defendido em vários dos nossos artigos. POR FAVOR, NÃO CONFUNDA O CONCEITO DE IGREJA NOS LARES, COM O MOVIMENTO DE GRUPOS FAMILIARES OU DA IGREJA EM CÉLULAS.

O artigo abaixo é de autoria de Wolfgang Simson e parte de seu livro Casas que Transformam o Mundo — Igreja nos Lares, publicado pela Editora Evangélica Esperança

15 Teses Acerca da Reforma Necessária à Igreja
Wolfgang Simson

Deus transforma a igreja e isso, por sua vez, transformará o mundo. Milhões de cristãos em todo mundo sentem que uma nova e surpreendente Reforma está se aproximando. Afirmam: “A igreja como a conhecemos impede uma igreja como Deus a quer”. É admirável o grande numero de cristãos que parece perceber que Deus está tentando dizer-lhes a mesma coisa. Desse modo forma-se uma nova consciência coletiva para uma revelação existente há milênios, um eco espiritual coletivo. Estou convicto de que as 15 teses a seguir reproduzem uma parcela daquilo que “o Espírito diz hoje as igrejas”. Para alguns, isso será apenas uma pequena nuvem no horizonte de Elias. Outros já se encontram no meio da chuva.

1. Cristianismo como estilo de vida, não como sucessão de eventos religiosos

Bem antes de serem chamados de cristãos dava-se aos seguidores de Jesus Cristo o nome de “o Caminho”.

Um dos motivos era que eles literalmente haviam encontrado o caminho de como se vive. O cerne da igreja cristã não é apropriadamente espelhado por uma série de eventos religiosos em recinto eclesiásticos reservados especialmente para encontros com Deus, oferecidos por clérigos profissionais. Pelo contrário, está em questão o estilo de vida profético dos seguidores de Jesus Cristo no dia-a-dia, que como famílias extensas espiritualmente ampliadas respondem a perguntas formuladas pela sociedade – justamente no local em que isso é mais decisivo: em casa.

2. Mudar o sistema das “categorias”

Depois da época de Constantino Magno, século IV, as igrejas Ortodoxa e Católica desenvolveram e sancionaram um sistema religioso que consistia de um templo “cristão” (a catedral) e de um padrão básico de culto que imitava a sinagoga judaica. Dessa maneira, um sistema religioso não expressamente revelado por Deus, a “categoga”, uma mescla de catedral e sinagoga, tornou-se a matriz dos cultos de todas as épocas subsequentes. Tingido com um acervo gentílico de pensamentos helenistas que, p. ex., faz separação entre o sagrado e o secular, o conceito das categogas recebeu uma função de “buraco negro”, que suga pela raiz praticamente todas as energias de transformação social da igreja e que por séculos deixou o cristianismo absorto em si próprio.

É verdade que Lutero reformou o conteúdo do evangelho, mas é notório que ele deixou as estruturas e formas exteriores da “igreja” intactas.

As comunidades livres libertaram do Estado esse sistema eclesiástico, os batistas o batizaram, os quacres[1] o drenaram, o Exército da Salvação o enfiou num uniforme, os pentecostais o ungiram e os carismáticos o renovaram, porém até hoje ninguém realmente o transformou. É precisamente essa hora que chegou agora.

3. A terceira reforma

Por ter redescoberto o evangelho da redenção “somente pela graça mediante a fé”, Lutero desencadeou uma Reforma – uma reforma da teologia. A partir do final do século XVII, movimentos de renovação como o Pietismo descobriram novamente o relacionamento pessoal do individuo com Deus. Isso levou a uma reforma da espiritualidade, a segunda Reforma. Agora Deus está avançando mais um passo, ao mexer com as formas básicas do ser igreja. Dessa forma ele desencadeia uma terceira Reforma, uma reforma das estruturas.

4. De casas que são igreja para igreja nas casas

Desde os tempos do Novo Testamento não existe mais algo como a “casa de Deus”. Deus não vive em templos, erguidos por mãos humanas. É o povo de Deus que constitui a igreja. Por essa razão a igreja está em casa no exato lugar em que as pessoas estão em casa: nos lares. É ali que os seguidores de Cristo partilham a vida no poder do Espírito de Deus, tomam refeições em conjunto e muitas vezes nem mesmo hesitam vender propriedade particular, repartindo as bênçãos materiais e espirituais com outras pessoas. Instruem-se sobre como se inserir melhor, enquanto ser humano, nas leis espirituais constitutivas de Deus em meio à vida prática – e justamente não por meio de palestras professorais, mas de modo dinâmico, no estilo de pergunta e resposta. É ali que oram, batizam e profetizam uns aos outros. É ali que podem deixar cair à máscara e até confessar pecados, porque conquistam uma nova identidade coletiva pelo fato de se amarem mutuamente, apesar de se conhecerem e constantemente tornarem a se perdoar e se aceitar.

5. Primeiro a igreja tem de encolher, antes que possa crescer

A maioria das igrejas cristãs simplesmente é grande demais para realmente proporcionar espaço para a comunhão. Foi assim que se tornaram “comunidade sem comunhão”. As comunidades eclesiais do Novo Testamento eram, invariavelmente, grupos pequenos, com cerca de 15 a 20 pessoas. O crescimento não acontecia pelo inchaço aditivo, formando comunidades eclesiásticas grandes, estacionárias e que lotavam catedrais com 20 a 300 pessoas, mas pelo crescimento multiplicativo da amplitude, apresentando características de um movimento. As igrejas nos lares se subdividiam quando tinham atingido o limite orgânico de cerca de 15 a 20 pessoas. Esse crescimento multiplicativo pela base possibilitou aos cristãos que também se congregassem para reuniões celebrativas que abrangiam a cidade toda, como, p.ex., nos salões do Templo de Jerusalém.

Em comparação com isso, a congregação cristã típica de hoje é um triste meio-termo: estatisticamente ela não é mais uma igreja no lar, mas tampouco é um evento celebrativo. Dessa maneira, ela perde duas dinâmicas imaginadas pelo seu Inventor: a atmosfera familiar dinâmica e relacional e o mega-evento eletrizante, com efeito de sucção.

6. Do sistema de um pastor único para a estrutura de equipe

Igrejas nos lares não são conduzidas por um “pastor”, mas acompanhas por um presbítero e por um dono de casa sábio e atento à realidade.

As igrejas nos lares são interligadas em rede, formando movimentos, pela conexão orgânica dos presbíteros com o assim chamado ministério quíntuplo (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestre), que circula “de casa em casa” pelas igrejas, como um saudável sistema de circulação sanguínea. Nessa atividade as pessoas com dons apostólicos e proféticos (Efésios 4:11—12; 2:20) desempenham um papel fundamental.

Sem dúvida os pastores são uma parte importante de toda a equipe, porém não podem ser mais que um fragmento dela, “para capacitar os santos para serviço”. Seu ministério precisa ser complementado pelos outros quatros ministérios, do contrário as igrejas não apenas sofrem de enfermidades de carência espiritual, devido à dieta unilateral, mas igualmente os próprios pastores não conseguem mover nada, ficando impedidos de se realizar em sua vocação.

7. As peças certas – montadas erroneamente

Num quebra-cabeça é essencial que as peças sejam montadas de acordo com o modelo certo, do contrário não apenas fica incorreto o quadro inteiro, mas também as diversas peças que não fazem sentido. No cristianismo temos todas as peças à disposição, mas por tradição, lógica de poder e zelo religioso quase sempre as montamos erroneamente. Assim como existe H²O nos três estados de agregação (gelo, água e vapor) também os dons de serviço (Efésios 4:11—12), como, p. ex., o do pastor, ocorrem de três formas, porém muitas vezes na forma errada no lugar errado. Eles congelaram como pedras por meio do clericalismo eclesiástico, correm como água límpida ou ainda evaporam na falta de compromisso.

Assim como a melhor coisa é regar flores com água, também os cinco ministérios que fomentam a igreja (apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres) têm de reencontrar formas novas – e muito antigas – na igreja, para que o sistema todo comece a florescer e cada pessoa encontre um lugar apropriado no todo. Por isso a igreja não pode nem deve voltar atrás na história, porém precisa retornar à matriz original.

8. Das mãos dos burocratas eclesiásticos ao sacerdócio de todos os que creem

As igrejas do Novo Testamento nunca foram dirigidas por um “homem santo” ou “senhor pastor”, que se encontra numa ligação especial com Deus em substituição a outros e que regularmente alimenta consumidores relativamente passivos na fé, como se fosse um Moisés do Novo Testamento. O cristianismo assumiu das religiões gentílicas – ou, na melhor das hipóteses, do judaísmo – a categoria dos sacerdotes como um espaço amortecedor de mediação entre Deus e o ser humano.

Desde os dias de Constantino Magno a rigorosa profissionalização da igreja já pesou tempo suficiente como maldição sobre a igreja, subdividindo artificialmente o povo de Deus em leigos infantilizados e clero profissional. Conforme o Novo Testamento há “um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus” (1 Timóteo 2:5).

Deus retém sua bênção quando profissionais da religião se imiscuem entre ele e o povo. O véu do Templo foi rasgado e Deus possibilita a todas as pessoas a terem acesso a ele diretamente por meio de Jesus Cristo, o único Caminho e Advogado. Já não precisam manter contato com ele de forma mediada e indireta através do representante de uma casta religiosa. A fim de transportar para a prática o “sacerdócio de todos os que creem”, que entrementes já foi impetrado há 500 anos pela primeira Reforma, o atual sistema de uma igreja profissionalizada e burocratizada terá de ser transformado radicalmente – ou afundará na irrelevância religiosa.

A burocracia é a mais diabólica de todas as formas de administração, porque no fundo levanta apenas duas perguntas: sim ou não. Nela dificilmente há espaço para a espontaneidade, a humanidade e a vida genuína cheia de variações. Essa forma estrutural pode ser adequada a empreendimentos políticos ou econômicos, porém não ao cristianismo. Deus parece estar em vias de libertar seu povo do cativeiro babilônico de burocratas eclesiásticos e de pessoas no exercício do poder religioso, bem como tornar a igreja novamente um bem comum. Faz isso ao colocá-la nas mãos de pessoas simples, chamadas por Deus para algo extraordinário e que, como nos dias de outrora, talvez ainda estejam cheirando a peixe, perfume ou revolução.

Você também está convidado a aderir a esse mover aberto, e dar a sua própria contribuição. Dessa maneira provavelmente também a sua casa há de ser uma casa que transforma o mundo.

FIM DA PRIMEIRA PARTE. CONTINUA...

(Texto publicado em português no livro “Casas que transforma o mundo — Igreja nos lares”, de Wolfgang Simson — Editora Evangélica Esperança)

O artigo original em Inglês acesse:


Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


[1] Membro de seita religiosa protestante inglesa (a Sociedade dos Amigos), fundada no século XVII [Prega a existência da luz interior, rejeita os sacramentos e os representantes eclesiásticos, não presta nenhum juramento e opõe-se à guerra.]

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

domingo, 1 de setembro de 2013

SERMÃO EM ÁUDIO — JESUS E AS MULHERES — SERMÃO 010 — JOÃO 4:26 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 7



Você poderá ouvir o sermão de domingo — 25 de AGOSTO de 2013 — pregado na Igreja Presbiteriana Boas Novas que deu continuidade à nossa exposição do tema geral “JESUS E AS MULHERES”. Para isso basta clicar no link abaixo para ser direcionado diretamente para a página do sermão em áudio. Se desejar você também poderá fazer o download do mesmo.

Clique no link abaixo para ter acesso ao site do sermão em áudio:


SÉRIE: JESUS E AS MULHERES

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO TEMA

SERMÃO 002 — JESUS TINHA MULHERES DISCÍPULAS

SERMÃO 003 — JESUS PREGAVA TANTO PARA HOMENS QUANTO PARA MULHERES

SERMÃO 004 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 1

SERMÃO 005 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 2

SERMÃO 006 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 3

SERMÃO 007 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 4

SERMÃO 008 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 5

SERMÃO 009 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 6

SERMÃO 010 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 7

SERMÃO 011 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 8

SERMÃO 012 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 9

SERMÃO 013 — JESUS E A MULHER SAMARITANA – PARTE 10 - FINAL

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.