Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de julho de 2017

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 002 — A PERSPECTIVA DA QUEDA — PARTE 001 — A QUEDA E A ALIENAÇÃO RESULTANTE DA MESMA


Resultado de imagem para queda no pecado

O propósito dessa série é nos ajudar a entender a nós mesmos, partindo de múltiplas perspectivas. A bíblia nos ordena a nos guardar a nós mesmos, a nos santificar, a nos examinar de forma permanente. Devemos manter uma atitude constante de abertura com relação a Deus para permitir que Ele nos encha com o seu Espírito Santo. Nossa intenção é que esse estudo possa cooperar para: 1) mantermos constante nossa vigilância e; 2) abrirmos nossos corações e mentes para que sejamos inundados pela graça santificadora do Espírito Santo.

Recomendamos que o leitor dedique tempo para ler as referências bíblicas de forma meditativa e que aprenda a orar misturando aquilo que a Bíblia diz com suas próprias palavras.

A PERSPECTIVA DA QUEDA

INTRODUÇÃO

A. Ao considerarmos a grandeza da Criação nós somos levados a concordar com o salmista, quando ele diz:

Salmos 139:14
Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem.

B. É algo mesmo surpreendente saber que somos criados a imagem e conforme a semelhança do próprio Deus. E mais, que fomos criados para ter comunhão com Deus, que temos habilidades e a responsabilidade de agirmos nesse mundo como representantes de Deus, porque fomos criados para exercer domínio sobre o mundo e para produzir a glorificação do nome de Deus.

C. Quando olhamos para o mundo, a raça humana e para nós mesmos da perspectiva da criação — ver estudo 001 — não podemos evitar a pergunta: O quê aconteceu conosco? Nós não somos nem seque uma sombra pálida do objetivo com o qual fomos criados por Deus. Nós somos criaturas enfermas, mortais, egoístas e envoltas em sensualidade, ódio, violência, cobiça rebelião, fraqueza, orgulho. E ainda assim, estamos conscientes que sofremos uma enorme perda e experimentamos uma grande solidão.

D. A resposta para o clamor do nosso coração está nas páginas da Bíblia. Nós somos criaturas caídas. Nós voltamos as costas para o nosso Criador. As evidências da nossa queda estão dentro de nós e ao nosso redor. Se desejamos entender a verdade a nosso respeito nós precisamos adicionar a perspectiva da queda à da perspectiva da criação que falamos no Estudo 001.

I. A Posição Bíblica Afirmada.

Introdução

1. Deus, em sua infinita sabedoria criou a raça humana em nossos primeiro pais, Adão e Eva. Adão foi colocado numa condição probatório na qual ele representava toda a raça humana. Quando ele optou por desobedecer a Deus, todos os seus descendentes caíram junto com ele —

Romanos 5:12

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

2. Em nossos dias nós nascemos num mundo que sofre todos os efeitos e as consequências da queda que são atribuídas à nós mesmos.

A. Os Resultados Imediatos da Queda do Homem.

1. Vergonha pessoal e medo.

Gênesis 3:7, 10

7 Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.

10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

2. Perda da comunhão com Deus e fuga da presença de Deus.

Gênesis 3:8—10

8 Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.

9 E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?

10 Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.

3. Uma tendência abismal para perverter a verdade e a maldição da serpente

Gênesis 3:11—14

11 Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?

12 Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.

13 Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

14 Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida.

4. A mulher daria luz a filhos em meio a dor e estaria sujeita ao seu marido.

Gênesis 3:16
E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.

5. A maldição da terra e a sentença de morte sobre os seres humanos

Gênesis 3:17—19

17 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.

18 Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.

19 No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

6. A expulsão do Jardim do Éden

Gênesis 3:24

E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.

B. A Morte É a Principal Característica do Homem Caído.

1. Alienação de Deus.

a. Condenação merecida

João 3:18

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

Romanos 2:14—15

14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.

15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

b. A depravação com suas debilidades inerentes

Efésios 2:1—3, 12

1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3 entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Efésios 4:18

Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.

Romanos 3:10—18

10 Como está escrito: Não há justo, nem um sequer,

11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;

12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,

14  a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;

15 são os seus pés velozes para derramar sangue,

16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;

17 desconheceram o caminho da paz.

18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.

C. Inimizade com sua rebeldia

Isaías 1:2—6

2 Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim.

3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.

4 Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.

5 Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo.

6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo.

Isaías 63:10

Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles.

Romano 8:7

Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.

d. Falta de significado e sua idolatria

Efésios 5:3—6

3 Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos;

4 nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças.

5 Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.

6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

Colossenses 5:3, 6

3 Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.

6 Por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.

1 Pedro 4:3

Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.

e. A ignorância e sua perversão

Romanos 1:20—32

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;

21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos

23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.

24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

25 Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,

29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.

Efésios 4:18—19

18 Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,

19 os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

1 Pedro 1:14

Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância.

f. Separação e a escravidão consequente

Efésios 2:1—3, 12—13

1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3  entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

Efésios 2:13—14

13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,

Efésios 4:18

Obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.

Colossenses 1:21

E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas.

2. Alienação de outros seres humanos

a. Escrituras:

Romanos 1:29—31

29 Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,

30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,

31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.

1 Coríntios 3:3

Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?

2 Timóteo 3:2—4

2 Pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,

3  desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,

4  traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus.

Tito 3:3

Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.

b. Em vez de sermos caracterizados por amor e confiança existe em nos. De modo espontâneo, a discórdia, a suspeita, a inveja e o ódio entre nós e outros seres humanos.

3. Alienação de nós mesmos e do mundo criado.

a. Escrituras

Gênesis 3:19

No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

Romanos 5:12—14

12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.

14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

Romanos 6:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 8:20—23

20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,

21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.

23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.

2 Coríntios 5:1—4

1 Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.

2 E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial;

3 se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus.

4 Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.

Apocalipse 20:6, 14

6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

14 Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.

b. Em vez de experimentar um bem-estar mental e físico, os seres humanos são caracterizados por fraqueza, enfermidade, sofrimento e a eventual separação da alma do corpo na morte. Em veze de nascermos em um ambiente de comunhão infindável com Deus, nascemos separados do Deus Criador que permanecerá assim no tempo e na eternidade, a mesmos que a graça de Deus se manifeste salvadora em nossas vidas.

CONTINUA....

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE ENTENDENDO A NÓS MESMOS
ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 001 — SOMOS CRIADOS POR DEUS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 002 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO PESSOAS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 003 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COM VONTADE E RESPONSABILIDADE MORAL

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 004 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO SEUS REPRESENTANTES E PARA GLORIFICÁ-LO

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 002 — A PERSPECTIVA DA QUEDA — PARTE 001 — A QUEDA E A ALIENAÇÃO RESULTANTE DA MESMA.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 004



O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida 
Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo

Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”
– Lucas 22:44 –

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão” (Lucas 22:44)

Nosso Senhor Jesus Cristo, em Sua natureza original, estava infinitamente acima de todo o sofrimento, pois Ele era “Deus sobre todos, bendito eternamente”; mas, quando Ele se tornou homem, Ele não foi somente capaz de sofrer, mas participou dessa natureza que é extremamente débil e exposta ao sofrimento. A natureza humana, por causa de Sua fraqueza, é nas Escrituras comparada com a erva do campo, que facilmente murcha e se deteriora. Assim, é comparada com uma folha; e ao restolho seco; e uma rajada de vento, e da natureza do homem fraco é dito ser pó e cinza, por ter o Seu fundamento em pó, e por ser esmagada pela traça. Foi esta natureza, com toda a Sua fraqueza e exposição aos sofrimentos, que Cristo, que é o Senhor Deus onipotente, tomou sobre si. Ele não tomou a natureza humana para Ele em Seu primeiro, mais perfeito e vigoroso estado, mas nesse estado desesperadamente fraco em que Ele está desde a queda; e, assim, Cristo é chamado de “renovo”, e “a raiz de uma terra seca”, Isaías 53:2: Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Desta forma, como a principal missão de Cristo no mundo foi sofrer, assim, ele cumpriu de forma consagrada a sua incumbência, Ele veio com tal natureza e, em tais circunstâncias feitas para abrir caminho para o Seu sofrimento; por isso, toda a Sua vida foi repleta de sofrimento, Ele começou a sofrer em Sua infância, mas Seu sofrimento aumentou à medida que Ele se aproximava do fim de Sua vida. Seu sofrimento após o início de Seu ministério público era provavelmente muito maior do que antes; e a última parte do tempo de Seu ministério público parece ter sido distinguido pelo sofrimento. Quanto mais Cristo viveu no mundo, quanto mais os homens viram e ouviram dEle, mais eles O odiavam. Seus inimigos estavam cada vez mais enfurecidos pela continuação da oposição que Ele fez às suas concupiscências; e o Diabo tendo sido muitas vezes confundido por ele, cresceu mais e mais em fúria, e cada vez mais reforçou a batalha contra Ele, de modo que a nuvem sobre a cabeça de Cristo crescia mais e mais escura, enquanto Ele vivia no mundo, até que estivesse em Sua maior escuridão, quando Ele foi pendurado na cruz e clamou: Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste! Antes disso, estava extremamente escuro, no momento de Sua agonia no jardim; do que temos um relato nas palavras agora lidas; as quais proponho-me a fazer o tema do discurso presente. A palavra agonia significa propriamente um conflito sério, como é testificado em batalhar, correr ou lutar. E, portanto, em Lucas 13:24. Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. A palavra no original, traduzida como porfiai é Ἀγωνίζεσθε. “Agonize, para entrar pela porta estreita”. A palavra é usada especialmente para esse tipo de luta, que na época era exibida nos jogos Olímpicos, em que os homens se esforçavam pela maestria na corrida, luta, e outros tipos tais de exercícios; e um prêmio era estabelecido, o qual era concedido ao vencedor. Aqueles que, assim, sustentaram, foram, na linguagem então usada, referidos com agonizantes. Assim, o apóstolo em Sua epístola aos Cristãos de Corinto, uma cidade da Grécia, onde tais jogos eram exibidos anualmente, diz em alusão aos esforços dos combatentes: “E todo aquele que luta”, no original, todo aquele que agoniza, “de tudo se abstém”. O local onde foram realizados os jogos foi chamado Ἀγων, ou o lugar da agonia; e a palavra é particularmente usada nas Escrituras para aquele esforço em fervorosa oração onde as pessoas lutam com Deus; elas dão ditas agonizarem, ou estarem em agonia, em oração. Assim, a palavra é usada em Romanos 15:30: E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus; no original, συναγωνίσασθαί, que vós agonizeis comigo. Assim em Colossenses 4:12: [...]combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus”. No original ἀγωνιζόμενος, agonizando por vós. De modo que quando é dito no texto que Cristo estava em agonia, o significado é, que a Sua alma estava em uma grande e séria luta e conflito. Isto foi assim em dois aspectos:

1. À medida que Sua alma estava em um grande e doloroso conflito com aquelas terríveis e incríveis visões e apreensões, as quais Ele tinha naquela ocasião.

2. À medida que Ele estava, ao mesmo tempo, em grande labor e séria luta com Deus em oração.

Proponho, portanto, ao discursar sobre o tema da agonia de Cristo, distintamente desdobrá-lo nestas duas proposições,

I. Que a alma de Cristo em Sua agonia no jardim tinha com aquelas terríveis e incríveis visões e apreensões, das quais Ele era então sujeito.

II. Que a alma de Cristo em Sua agonia no jardim tinha um grande e sério labor e luta com Deus em oração.

I. A alma de Cristo em Sua agonia no jardim tinha um doloroso conflito com aquelas terríveis, incríveis visões e apreensões surpreendentes, das quais Ele era então sujeito.
Ao ilustrar essa proposição me esforçarei para mostrar:

1. O que eram aquelas visões e apreensões.

2. Que o conflito ou a agonia da alma de Cristo foi ocasionado por aquelas visões e apreensões.

3 Que esse conflito era peculiarmente grandioso e angustiante; e,

4. O que podemos supor ser o plano especial de Deus em dar a Cristo aquelas terríveis visões e apreensões, e levá-Lo a sofrer esse conflito terrível, antes de ser crucificado.
Proponho mostrar,

I. Quais eram aquelas terríveis e incríveis visões e apreensões que Cristo tinha em Sua agonia. Isto pode ser explicado considerando:

1 A causa daquelas visões e apreensões; e,

2. A maneira pela qual elas foram então experimentadas.

1. A causa daquelas visões e apreensões, que Cristo teve em Sua agonia no jardim, foi o cálice amargo que Ele deveria em breve beber, posteriormente, na Cruz. Os sofrimentos aos quais Cristo se submeteu em Sua agonia no jardim, não foram Seus maiores sofrimentos; embora fossem mui grandes. Mas Seus últimos sofrimentos sobre a Cruz foram os Seus principais sofrimentos; e, portanto, eles são chamados de “o cálice que Ele tinha de beber”. Os sofrimentos da cruz, sob a qual Ele foi morto, estão sempre nas Escrituras representados como os principais sofrimentos de Cristo; especialmente aqueles em que “Ele levou os nossos pecados em Seu próprio corpo”, e fez expiação pelo pecado. Seu suportar a cruz, Seu humilhar-se e tornar-se obediente até à morte e morte de cruz, é dito como a principal coisa pela qual os Seus sofrimentos evidenciaram-se. Este é o cálice que Cristo havia colocado diante de Si em Sua agonia. É manifesto que Cristo tinha isso em vista, neste momento, a partir das orações que Ele então ofereceu. De acordo com Mateus, Cristo fez três orações naquela noite enquanto no jardim do Getsêmani, e todas sobre este assunto, o cálice amargo que Ele devia beber. Da primeira, temos um relato em Mateus 26:39: E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o Seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres; sobre a segunda no versículo 42: E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade; e da terceira no versículo 44: E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. A partir disso, parece claramente que se tratava de que Cristo tinha tais visões e apreensões terríveis naquele momento. O que Ele insistiu, portanto, em Suas orações, mostra no que Sua mente tão profundamente se concentrava. Foi Seu sofrimento na cruz, que devia ser suportado no dia seguinte, quando haveria trevas sobre toda a terra, e ao mesmo tempo uma escuridão mais profunda sobre a alma de Cristo, do que Ele tinha agora tais vigorosas visões e apreensões angustiantes.

2. A maneira pela qual este cálice amargo foi agora definido na visão de Cristo.
(1). Ele tinha uma apreensão vigorosa disso impressa em Sua mente, naquele momento. Antes, Ele teve uma apreensão do cálice que devia beber. Sua principal missão no mundo era beber esse cálice, e, portanto, Ele nunca deixou de pensar sobre isso, mas sempre o carregou em Sua mente, e muitas vezes falou disso aos Seus discípulos. Assim, em Mateus 16:21: Desde então começou Jesus a mostrar aos Seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. Novamente em Mateus 20:17-19: E, subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte os Seus doze discípulos, e no caminho disse-lhes: Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. E o entregarão aos gentios para que dEle escarneçam, e o açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará. O mesmo foi o tema da conversa no monte com Moisés e Elias, quando Ele foi transfigurado. Assim, Ele fala de Seu batismo de sangue, Lucas 12:50: Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se! Ele fala disso novamente para filhos de Zebedeu em Mateus:20:22: Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos. Ele falou dEle sendo levantado, João 8:28: Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas isto falo como meu Pai me ensinou. João 12:34: Respondeu-lhe a multidão: Nós temos ouvido da lei, que o Cristo permanece para sempre; e como dizes tu que convém que o Filho do homem seja levantado? Quem é esse Filho do homem? Assim, Ele falou sobre a destruição do templo de Seu corpo, João 2:19: Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. E Ele falou muito sobre isso um pouco antes de Sua agonia, em Seus conselhos agonizantes aos Seus discípulos nos capítulos 12 e 13 de João. Desta forma, esta não foi a primeira vez que Cristo tinha este cálice amargo em Sua visão. Pelo contrário, Ele parece sempre ter tido ele em vista. Mas parece que neste momento Deus lhe deu uma percepção extraordinária sobre ele. Um senso da Ira que devia ser derramada sobre Ele, e dos incríveis sofrimentos aos quais Ele devia se submeter, foi fortemente imprimido em Sua mente pelo poder imediato de Deus, de modo que Ele teve apreensões muito mais plenas e vigorosas da amargura do cálice que Ele devia beber do que Ele já houvera tido antes, e essas apreensões eram tão terríveis, que a Sua fraca natureza humana afundou com a visão, e esteve prestes a sucumbir.

2. O cálice de amargura foi representado neste momento como exatamente à mão. Ele tinha não somente uma visão mais clara e viva disso do que antes; mas isso foi agora estabelecido diretamente à Sua frente, para que Ele pudesse, sem demora, tomá-lo e bebê-lo; pois, em seguida, dentro dessa mesma hora, Judas estava por vir com o Seu bando de homens, e Ele devia, então, entregar a si mesmo em Suas mãos a fim de que Ele pudesse beber o cálice no dia seguinte; a não ser que, de fato, Ele se recusasse a tomá-lo, e assim fizesse a Sua fuga daquele lugar para onde Judas viria; o que Ele teve oportunidade suficiente para fazer se Ele estivesse assim disposto. Tendo, então, demonstrado que essas terríveis visões e apreensões foram as que Cristo teve no momento de Sua agonia; tentarei demonstrar...

CONTINUA...



OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-uma-breve-biografia.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.