Mostrando postagens com marcador Seguir a Cristo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Seguir a Cristo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O DISCIPULADO CRISTÃO - ESTUDO 001 - O CUSTO DO DISCIPULADO


Resultado de imagem para seguir a cristo

Nossa série acerca do Discipulado Cristão irá apresentar os elementos fundamentais para uma vida cristã que agrada a Deus e que realmente vale a pena ser vivida. Infelizmente, o discipulado cristão tem sido esquecido e completamente abandonado pela vasta maioria do povo chamado cristão, que prefere trocar o seguir a Cristo por frequentar cultos de cura, de libertação e de prosperidade e também cultos que não passam de verdadeiro entretenimento puro e simples. Precisamos retornar, com urgência, ao verdadeiro chamado do que significa ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo. Que Deus abençoe a todos à medida que acompanham e compartilham esses estudos uns com os outros.

Texto: Marcos 8:34—35
Introdução.

A. No início do seu ministério, logo depois do seu batismo e tentação, Jesus começou a chamar pessoas para segui-lo. Entre essas nós vamos encontrar: 
1. Pedro e seu irmão André – ver Marcos 1:16—18. 
2. Tiago e seu irmão João – ver Marcos 1:19—20. 
B. No final de seu ministério, antes de subir ao céu, Jesus enviou seu apóstolos para que fossem e fizessem μαθητς mathetès –— discípulos de todas as nações — 
Mateus 28:19 
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo  
C. O trabalho de discipulado incluía o ensino e a obediência a tudo o que Jesus ensinou — 
Mateus 28:20 
Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. 
D. O contexto do nosso texto principal nos mostra Jesus falando acerca de sua própria dedicação a Deus e também de uma surpreendente repreensão feita ao apóstolo Pedro —
Marcos 8:31—33
31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. 
32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo. 
33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. 
E. As palavras faladas a Pedro envolviam a questão de onde reside a lealdade suprema do indivíduo: se em Deus ou em alguma outra coisa ou ser? 
F. Note bem que, na sequência, Jesus chama não apenas seus discípulos, mas também toda a multidão que os acompanhava para lhes falar acerca do 

CUSTO DO DISCIPULADO

I. A Necessidade de Negar a Si Mesmo 
A. Somos seres caídos, que a graça de Deus tem restaurado para que possamos viver para Deus. Pela graça de Deus nós: 
1. Fomos libertos da culpa dos pecados, porque os mesmos foram redimidos ou perdoados através da morte de Jesus sobre a cruz e a nosso favor — 
Efésios 1:7
No qual temos a redenção — libertação da condenação e do poder do pecado —, pelo seu sangue, a remissão — o perdão —dos pecados, segundo a riqueza da sua graça. 
2. Quando Jesus ressuscitou dentre os mortos, nós também fomos libertos do poder do pecado, que foi quebrado de sobre nossas vidas de tal maneira, que não somos mais escravos do pecado — 
Romanos 6:1—4, 11—14 
1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 
2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? 
3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 
4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. 
11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. 
12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; 
13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. 
14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. 
B. Mas, apesar de tudo isso, ainda somos pecadores e temos uma natureza “velha, pecaminosa e terrena”, que é viciada no pecado. Essa natureza é muitas vezes chamada de “carne” para ser melhor contrastada com o Espírito Santo de Deus — 
Gálatas 5:16—26
15 Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos. 
16 Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. 
17 Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. 
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. 
19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, 
20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, 
21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. 
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. 
24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. 
25 Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. 
26 Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros. 
Precisamos aprender fazer morrer ou despir essa velha natureza como se fosse um conjunto de roupas velhas e maltrapilhas — 
Colossenses 3:5—11 
5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 
6 por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 
7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 
8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 
9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos 
10 e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; 
11 no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.  
C. Fazer Morrer a natureza terrena ou despir-se do velho homem é um processo que envolve uma tomada de decisão a cada dia, a cada hora e a cada minuto. Quando entendemos os privilégios que a graça de Deus nos estende, então não temos dificuldade nenhuma para entender algumas das mais intrigantes e difíceis palavras proferidas por Jesus. 
D. Negar a si mesmo tem dois aspectos: 
A. Negar os Prazeres Pecaminosos. 
A. Em primeiro lugar existe o aspecto de negar a nós mesmos os prazeres pecaminosos. Veja o que Jesus disse a esse respeito: 
Mateus 18:8—9 
Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo. 
B. O que Jesus está dizendo aqui é exatamente a mesma coisa que Paulo diz em Romanos 6:2 — ver acima. Como viveremos para o pecado se estamos mortos para ele? Como posso pecar com minhas mãos se não tenho mãos para pecar? Como meus pés podem me conduzir no caminho do pecado, se sequer tenho pés para isso? De que maneira meus olhos podem contemplar o pecado se meus olhos não servem para enxergar essas coisas? 
C. Veja bem: se não tenho mãos, pés nem olhos para o pecado, como posso cortá-los fora ou arrancá-los? Em outras palavras, Jesus está dizendo aquilo que é repetido por Paulo quando disse em Colossenses 3:5: fazei, pois morrer a vossa natureza terrena. 
B. Negar Qualquer Tentativa de Autojustiça ou Mérito Diante de Deus. 
A. Nossa consciência culpada nos conduz sempre a procurar meios de tentar agradar a Deus pelo exercício das nossas próprias forças, o que logo de cara, nos torna inaceitáveis diante do Senhor. 
1. Nossos primeiro pais — Adão e Eva — tentaram agradar a Deus cosendo folhas de figueiras que lhes servissem de cintas e lhes cobrissem a nudez — 
Gênesis 3:7 
Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 
2. Nos dias de Isaías a religiosidade do povo de Israel foi comparada pelo profeta com “absorventes higiênicos” e o próprio povo com o sangue da menstruação — 
Isaías 64:6 
Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam. 
B. Dessa maneira, durante a história da humanidade, centenas de milhares de religiões têm sido inventadas. O que une todas elas é a tentativa de fazer algo que possa agradar a Deus, qualquer deus, que possa, de alguma maneira, contar pontos a favor do indivíduo. Disso resultam a cegueira e o orgulho espiritual. 
C. As piores formas de orgulho e cegueira espiritual se manifestam entre aqueles que se julgam filhos ou povo do Deus verdadeiro. Quando aqueles que alegam serem crentes em Jesus acreditam que são “melhores” do que outros, porque fazem ou deixam de fazer determinadas coisas, então estamos diante de pessoas que se encontram nas mais espessas trevas, conforme —– 
Lucas 11:27—28, 34—35 
27 Ora, aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram! 
28 Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam! 
34 São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. 
35 Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. 
D. Nós obedecemos a Deus porque o amamos, e não porque queremos ganhar créditos com ele. Não somos nem melhores nem piores que ninguém, pois somos todos pecadores. 
E. Temos que negar a nós mesmos nessa questão, de apresentar nossas próprias obras de justiça, como uma maneira de conseguirmos méritos ou pontos com Deus. Como disse Jonas, quando estava dentro da barriga do grande peixe: Ao SENHOR pertence a salvação! – ver Jonas 2:9. 
C. Necessidade de Tomar a Própria Cruz. 
A. Aqueles ouvintes sabiam muito bem o que a expressão “tome a sua cruz” significava. 
B. Todas as vezes que eles viam alguém carregando uma cruz eles sabiam que ali estava um condenado à morte. Era um caminho sem volta. 
C. Qual era o significado metafórico do que Jesus estava querendo dizer? Digo que Jesus falou de forma metafórica, porque nesse caso, a cruz é para ser tomada dia a dia — 
Lucas 9:23 
Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. 
Isso quer dizer que precisamos: 
1. Aceitar de forma voluntária a dor, a vergonha e as perseguições que virão, com certeza, sobre aqueles que amam a Jesus de verdade. Esses são os que estão comprometidos com Jesus e consideram todo o resto como verdadeira perda, conforme — 
Filipenses 3:8 
Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo. 
Mateus 10:24—25 
24 O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. 
25 Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos? 
2 Timóteo 3:12 
Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. 
2. Tomar a decisão de fazer morrer sobre a cruz a velha natureza pecaminosa, não dando a ela a menor chance de se manifestar. 
II. Aspectos Práticos de Negar a Si Mesmo e Tomar a Própria Cruz. 
A. Negar a si mesmo. 
1. Abster-se das paixões carnais — 
1 Pedro 2:11—12 
11 Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, 
12 mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. 
2. Abandonar o tipo de vida que é vivido pelos incrédulos — 
1 Pedro 4:1—4 
1 Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 
2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 
3 Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. 
4 Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão. 
3. Largar mão de qualquer tipo de orgulho religioso do tipo “sou melhor do que você” — 
1 Coríntios 12:18—25 
18 Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. 
19 Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? 
20 O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. 
21 Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. 
22 Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; 
23 e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra. 
24 Mas os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, 
25 para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. 
B. Tomar dia a dia a própria cruz. Isso está bem representado nas Escrituras em passagens como: 
1. O que os apóstolos tiveram que enfrentar — 
1 Coríntios 4:9—13 
9 Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. 
10 Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. 
11 Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, 
12 e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; 
13 quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos. 
2. O que Paulo teve que enfrentar — 
2 Coríntios 11:23—28 
23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. 
24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; 
25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; 
26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 
27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. 
28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. 
3. Sofrer por causa de Cristo é realmente parte da graça de Deus para o desenvolvimento apropriado de nossas vidas — 
Filipenses 1:29 
Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele. 
III. Seguir a Cristo 
A. Seguir a Cristo significa renunciar à nossa própria vida para que o Espírito Santo manifeste a vida do próprio Cristo através de nós. Esse é um processo diário, através do qual o Espírito Santo nos toma e nos transforma, um dia e um pouco de cada vez, em pessoas que se parecem cada vez mais e mais com Jesus Cristo — 
2 Coríntios 3:17—18 
17 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. 
18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. 
2 Coríntios 4:16—18 
16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 
17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 
18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

B. Além disso, seguir a Cristo, significa aceitá-lo de fato como Senhor das nossas vidas. Não podemos nos enganar nesse quesito. Não podemos chamá-lo Senhor e desobedecer a seus mandamentos. O próprio Jesus chamou a atenção dos discípulos para essa contradição na vida deles — 
Lucas 6:46 
Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?  
C. Significa também seguir nos passos do próprio Jesus, como Pedro nos exorta em — 
1 Pedro 2:21—25 
21 Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos,
22 o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; 
23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, 
24 carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. 
25 Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.
Conclusão:
A. Falamos de verdades graves e muito, muito importantes com sérias consequências sobre nossas vidas se ignorarmos as mesmas.  

B. . Diante de nós, estão colocadas duas possibilidades ou dois caminhos —

Mateus 7:13—14

13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),

14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.

Um caminho conduz à vida eterna, outro para a danação eterna.

C. Não podemos deixar nos enganar por aqueles que dizem que nada disso que ouvimos é prá valer. Que não é necessário viver uma vida de pureza e santidade. Temos que vencer essas tentações e exercitar fé na Palavra de Deus que diz:

1 Coríntios 6:9—11

Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

D. Claro que sempre existe a possibilidade de você também tentar se salvar sozinho, na base do mérito. Mas o que é que Jesus diz em Marcos 8:35? Ele diz: Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Só existe uma única alternativa: salvação pela graça e de graça em Jesus Cristo.

E. Frente à eternidade que se descortina diante dos nossos olhos, temos apenas uma única opção: escolher e suportar o alto preço do discipulado e, por fim, colher a vida eterna. A alternativa é simplesmente insuportável.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA SÉRIE “O DISCIPULADO CRISTÃO”

ESTUDO 001 — O CUSTO DO DISCIPULADO

ESTUDO 002 — UMA PROPOSTA DE VIDA
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

PARÁBOLAS DE JESUS - Lucas 9:57—62 — A PARÁBOLA DOS PÁSSAROS NO CÉU E DA RAPOSA — SERMÃO 024

Resultado de imagem para painting of jesus talking with three disciples
Ilustração de Jesus conversando com candidatos a discípulos

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


Sermão 024

A PARÁBOLA DOS PÁSSAROS NO CÉU E DA RAPOSA

AS PARÁBOLAS DE JESUS

A Parábola dos Pássaros do Céu e da Raposa – Lucas 9:57—62.

57 Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores.

58 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

59 A outro disse Jesus: Segue-me! Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai.

60 Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus.

61 Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa.

62 Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.

Introdução

A. Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos.

B. Essa pequena passagem não é tratada como parte das parábolas, no entanto nós encontramos nela duas comparações concretas entre o simbólico e o real como é característico das parábolas — ver versos 58 e 62.
C. Os três pequenos diálogos precisam ser considerados juntamente, mesmo que o segundo não apresente nenhuma parábola porque os três formam uma unidade e o assunto do qual tratam é similar.

D. É importante destacarmos as pequenas, mas importantes similaridades e dissimilaridades que existem entre esses três pequenos diálogos:

1. No primeiro e no terceiro diálogo a pessoa envolvida é um voluntário — ver versos 57 e 61.

2. A pessoa envolvida no segundo diálogo é um recruta — ver verso 59.

3. No primeiro e no terceiro diálogo Jesus responde usando parábolas — ver versos 58 e 62.

4. No segundo diálogo não temos uma parábola e sim um mandamento direto.

5. O segundo e o terceiro diálogos estão unidos pela referência ao Reino de Deus — ver versos 60 e 62.

E. Hoje iremos nos ocupar somente do primeiro diálogo e da primeira parábola.

I. O Primeiro Diálogo

57 Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores.

58 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

A. A parábola não apresenta nenhuma informação que necessite qualquer explicação cultural.

B. Mas talvez a parábola possua dois níveis de compreensão.

1. O primeiro discípulo representa a força centrípeta da missão. Ele é atraído pelo ministério do mestre. Ele não é recrutado por ninguém. Ele quer seguir o Filho do Homem. Mas porque ele quer seguir o Filho do Homem? — ver

Daniel 7:13—14

13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele.

14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.

2. Todavia, a perspectiva de seguir a Jesus da parte deste discípulo era superficial, pois ele não entendia que seguir a Jesus implicava em Getsêmani e Gólgota. Mas os leitores de Lucas já haviam sido advertidos acerca dos sofrimentos do Filho do Homem — ver

Lucas 9:22

Dizendo: É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia, ressuscite.

A idéia de seguir um Filho do Homem rejeitado e sofredor era abjeta a todos os judeus do século I. Ver a reação do Sumo Sacerdote em

Marcos 14:53—65

53 E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas.

54 Pedro seguira-o de longe até ao interior do pátio do sumo sacerdote e estava assentado entre os serventuários, aquentando-se ao fogo.

55 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte e não achavam.

56 Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes.

57 E, levantando-se alguns, testificavam falsamente, dizendo:

58 Nós o ouvimos declarar: Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas.

59 Nem assim o testemunho deles era coerente.

60 Levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti?
61 Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?

62 Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.

63 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas?

64 Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte.

65 Puseram-se alguns a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: Profetiza! E os guardas o tomaram a bofetadas.

3. A resposta de Jesus — ver verso 58 — chama a atenção para o candidato a discípulo para o fato de que ele está se oferecendo para seguir um líder que será rejeitado.

4. O que Jesus quer ensinar, em um primeiro momento é óbvio. Até os pássaros possuem ninhos e as raposas seus covis, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

5. Mas é possível que exista um segundo significado por traz das palavras usadas por Jesus.

6. O estudioso do Novo Testamento T. W. Manson nos informa que, durante o período entre os dois testamentos a literatura apocalíptica se referia às nações gentílicas como as “aves do céu”.

9. Os amonitas eram chamados pelos Israelitas de raposas, pois eram inimigos políticos dos Israelitas apesar de serem semitas.

7. Da mesma maneira Herodes que era Iduméu era visto como um estrangeiro sentado no trono de Israel. De fato Jesus chama Herodes, de raposa.

8. De acordo com T. W. Manson: “A frase de Jesus faz perfeito sentido com o que acontecia naqueles dias. Todo mundo se sentia confortável em Israel naqueles dias exceto o verdadeiro Israelita. Tanto as aves do céu — os Romanos — quanto a raposa — Herodes — tinham suas posições asseguradas, mas o verdadeiro Israel estava desapossado. E Jesus está dizendo para aquele candidato que: “Se você lançar sua sorte comigo e com os meus você estará se juntando a esse grupo de desapossados e precisa estar pronto para servir a Deus nestas condições”.

9. Esta dimensão política é muitas vezes ignorada pelos pregadores, mas os Evangelhos estão cheios de referências ao fato de que Jesus entendia e sofria com esses aspectos. Por exemplo:

a. O uso da frase críptica: Aquele que tem ouvidos para ouvir que ouça!

b. A resistência de Jesus à disposição do povo de fazê-lo Rei!

c. A necessidade de cruzar o país em direção ao norte para a região da Galiléia —dos gentios — e das províncias não judaicas como Tiro e Sidon.

d. Etc...

10. Quando você vive em um país dominado por um exército estrangeiro — força de ocupação — você não possui liberdade de expressão. É necessário falar da opressão em símbolos. Como os negros escravos usavam os “Spirituals” para falar da opressão e dos planos de fuga.

11. A terra de Israel estava ocupada pelos Romanos e possuía um rei estrangeiro. Espiões abundavam por todos os lados. Qualquer resistência à ordem estabelecida era rigorosamente punida com prisão, torturas e morte.

12. Desta maneira, o que temos diante de nós é, bem possível, o seguinte: Jesus está dizendo para o candidato a discípulo o seguinte “se você quer poder e influência procure “as aves do céu — os romanos”. Siga a “raposa” — Herodes. Pois apesar de todas as suas expectativas, o Filho do Homem permanece sem nenhum poder e sozinho”. “Você quer realmente seguir um Filho do Homem rejeitado?”.

13. A afirmação Cristológica desta passagem é inequívoca: Jesus é o Filho do Homem, mas Seu ministério é um ministério de sofrimento e não de triunfo.

14. O texto não nos diz como este diálogo terminou. Não sabemos se o candidato se decidiu firmemente em dar o primeiro passo, apertando seu cinto e entrando no grupo dos discípulos ou se, surpreso com o preço a pagar, bateu em retirada.

18. Este “voluntário” certamente espelha os candidatos de todas as épocas que querem seguir a Jesus, sem considerar as implicações de seguir um mestre sofredor e rejeitado.

Conclusão:

A. Os ouvintes originais deste diálogo são desafiados a considerar as seguintes verdades:

1. O Filho do Homem não é a figura vitoriosa que você esperava. Ele é também o Homem de Dores que sabe o que é padecer. Você está pronto a andar lado a lado com Ele neste caminho?
B: As implicações Teológicas são as seguintes:

1. Os discípulos de Jesus muitas vezes se esquecem de considerar o custo de seguir a Jesus.

2. Jesus é o Filho do Homem, mas ele não cumpre este papel em poder e aclamação e sim em humildade e rejeição.

3. Discípulos não são de fato recebidos por Jesus até que decidam, de forma consciente, pagar o preço de seguir um líder rejeitado.

4. A missão de Cristo possui uma força centrípeta e alguns são atraídos para dentro da comunhão do grupo dos discípulos.

Na próxima parábola falaremos acerca da “Mão no Arado”.



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.