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domingo, 22 de fevereiro de 2015

BONECO PLAYMOBIL DE LUTERO SE ESGOTA EM 72 HORAS



Martinho Lutero em Playmobil para os 500 anos da Reforma — Divulgação

O artigo abaixo foi publicado pelo site tele-fé com notícias veiculadas pelo O Globo.

A reportagem está publicada no sítio da revista francesa La Vie, 10-02-2015. A tradução é de André Langer.

Nuremberg, centro midiático da Reforma

Dois anos antes do aniversário da Reforma, o fabricante de brinquedos Playmobil acaba de colocar no mercado os primeiros 34.000 bonequinhos de Martinho Lutero, ao preço de 2,39 euros. O diretor do Centro de Turismo Alemão (DZT) e a cidade de Nuremberg veem nesta iniciativa da marca alemã uma “contribuição popular” para a “Luther Dekade” (Década de Lutero, lançada na Alemanha em 2008, ndlr), que deve ir até 2017. O DZT desenvolveu, além disso, o personagem em parceria com o escritório de turismo de Nuremberg.

Ao longo desta “Década de Lutero”, a cidade de Nuremberg quer colocar em evidência o seu papel de “centro midiático da Reforma”, explica a Pro. “Na época de Lutero, a cidade era, com efeito, um excepcional pólo de imprensa que influenciou fortemente a Reforma”, precisa ainda a revista cristã.

“Embaixador da Reforma”

Em parceria com a Igreja Evangélica da Alemanha – que reúne a maioria das igrejas luteranas além Reno – os profissionais do turismo querem utilizar o personagem de 7,5 centímetros como um “embaixador da Reforma” e “atrair para a Alemanha um turismo espiritual e religioso”, de acordo com as palavras de Petra Hedorfer, porta-voz do Centro de Turismo Alemão. Assim, no sítio do DZT, um mapa interativo explica os principais acontecimentos da vida de Lutero e propõe aos internautas a organização da sua viagem. Pelas estimativas do DZT, entre “3% e 5% dos turistas” estariam interessados no assunto

“Em Nuremberg, conclui a Pro, Martinho Lutero tem um precedente histórico”: o artista Albrecht Dürer, cujo bonequinho Playmobil vendeu 80.000 exemplares mundo afora, desde o seu lançamento, em 2012.

O artigo original da revista do site tele-fé poderá ser vista por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O BESTEIROL EVANGÉLICO E A FALSA PROFECIA ACERCA DE MARINA SILVA DESMASCARADA


Pastor André Salles antes de mudar pra a Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus

Há alguns dias nós tivemos a oportunidade de publicar uma entrevista que, originalmente, foi concedida por um sr. que se intitula pastor André Salles, à revista ÉPOCA.

Segundo suas próprias palavras: André Salles diz que, em suas orações, Deus mostra a candidata do PSB seguindo por um caminho de luz. O pastor André Salles converteu Marina Silva ao protestantismo. Ele atualmente faz parte do corpo de pastores da igreja neo pentecostal Plenitude do Trono de Deus em São Paulo, igreja essa cujos proprietários são o falso mestre Agenor Duque e sua esposa a falsa mestra Ingrid. Como falso profeta, André Salles não poderia achar lugar melhor para se instalar.

Os que tiverem interesse em ler toda a reportagem original, onde o “pastor” Salles afirma que Marina seria a próxima Presidente da República nas eleições de 2014, poderão fazê-lo por meio desse link aqui:


Agora com a votação encerrada, as urnas lacradas e Marina Silva não tendo sequer ido para o segundo turno, nós perguntamos: O que devemos fazer com um falso profeta que pronuncia uma falsa profecia? E não existe nenhuma forma de justificar esse mal feito. Ou foi uma profecia mentirosa e falsa, inventada pelo sr. Salles ou Deus nunca lhe falou nada a esse respeito. Não existe alternativa.

Bem, nos dias do Antigo Testamento tais casos eram tratados de forma a cortar o mal pela raiz, e tal falso profeta deveria ser morto, por pretender falar algo que Deus realmente não lhe revelou. Ainda bem que esses dias já passaram.

Mas nos dias do Novo Testamento somos advertidos do surgimento desses falsos profetas e Jesus nos orienta a tomarmos cuidado com eles e não darmos ouvidos à suas mentiras:

Mateus 7:15—20

15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.

18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.

19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

E os frutos do pastor Salles são muito, mas muito podres mesmos. Sua empáfia e falsa confiança que tem recebido revelações de Deus colocam em risco não apenas sua própria vida, como também a vida eterna de Marina Silva, já que foi esse pastor quem “converteu” a ex-candidata.

Esperamos que o “pastor” Salles, se for um verdadeiro homem de Deus, venha a público confessar sua pretensão e mentiras que contou ao povo brasileiro na entrevista concedida à ÉPOCA. Essa é a única maneira de evitar passar para a história como um dos mais notórios Pinóquios — existem muitos — do meio chamado evangélico. E não adianta vir com o papo furado, de que ainda não foi dessa vez, mas que 2018 Deus irá cumprir seu propósito em Marina. Essa conversa mole já foi utilizada em 2010.  

Quanto a Marina Silva, oramos para que o verdadeiro evangelho tenha sido apresentado a ela e que sua decisão de tornar-se cristã tenha se baseado na verdade e não em falsas ideias como o sr. Salles está acostumado a apresentar.

É por essas e muitas outras que sentamos quietos em nosso canto e choramos sobre o deplorável estado em que se encontra o chamado povo evangélico. Sinceramente sentimos muita pena de todos esses que acreditaram em seus falsos guias que os fizeram pensar que eram “invencíveis”, que “elegeriam sozinhos a nova presidente do Brasil” e muitas outras infelicidades como essas. Cremos que a derrota de Marina Silva foi uma resposta clara de Deus para o chamado povo evangélico, no sentido que o mesmo precisa baixar bastante sua “bola” e volta ao básico do quebrantamento e da humildade, deixando o triunfalismo fajuto, definitivamente, de lado.

É hora de despertar da letargia e retornar para a Bíblia deixando de lado esses e muitos outros falsos mestres que têm sido objeto de nossas análises em vários artigo do nosso Blog. Mas será que o povo evangélico tem inteligência suficiente para entender essas coisas ou está perdidamente atolado no lamaçal do falso evangelho da prosperidade, do triunfalismo, da vitória e outras “cositas mas”.

Que Deus tenha misericórdia desse povo, se é que Ele já não se voltou definitivamente contra o mesmo. Mas, como Deus é sempre misericordioso, esperamos que um movimento de arrependimento, de honesta confissão de pecados e de clamor pela verdadeira salvação possam ser notados por Deus e que o mesmo ouça as confissões e os clamores e se volte, mais uma vez, com a graça que lhe é peculiar para salvar aqueles que são Seus no meio desse caos em que nos encontramos.

Grande abraço a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

REFORMA PROTESTANTE DO SÉCULO XVI — ANO 496 — PARTE 3


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Reforma Protestante

Se você chegou diretamente nessa página, recomendamos que antes de ler essa parte 2, que leia a parte 1 desse artigo que pode ser acessada por meio desse link aqui:



Hoje — 31 de Outubro de 2013 — comemorando o 496º aniversário da Reforma Protestante do Século XVI.

Continuação

Martinho Lutero

Impossível falar da REFORMA PROTESTANTE sem darmos a devida importância àquela figura que dominou a mesma desde seu princípio. Estamos, é claro, falando de Martinho Lutero — 1483—1546. Lutero era filho de um mineiro que trabalhava nas minas de cobre da região da Saxônia. O nome de seu pai era Hans Lutero. Esse homem havia se especializado no trabalho das minas e tinha criado uma condição razoável para o sustento de sua família. De fato, quando Lutero nasceu, já na cidade de Eisleben, seu pai, Hans, já era proprietário de várias minas de cobre. Isso tinha lhe aberto a possibilidade de uma razoável ascensão social e certa proeminência entre o povo local.

Universidade em Erfrut

Hans Lutero tinha planos para seu filho, Martinho, e quando o mesmo ainda era um adolescente, seu pai decidiu que o mesmo iria estudar as leis e tornar-se um Doutro das Leis. Desejoso de seguir a orientação paterna, o jovem Martinho, então com apenas 17 anos, tendo terminado sua educação média, ingressou na Universidade da cidade de Erfrut. Naqueles dias a Universidade em Erfrut era a mais importante em toda a Alemanha.

Cícero

Erfrut era também o centro principal do conflito entre o Renascimento Humanista e os religiosos chamados de Escolásticos. Esses últimos eram adeptos da combinação da filosofia medieval com a teologia. Lutero ingressou na faculdade de Filosofia e estudou também teologia e as leis. Foi durante esse período que ele entrou em contato com os autores clássicos, especialmente os romanos Cícero e Virgílio. Logo estava completando seus estudos com o grau de Mestre. Lutero formou-se como o segundo melhor aluno numa classe de dezessete estudantes. Em 1505, tudo isso lhe prometia uma bem sucedida carreira na área legal.
Lutero estava agora com 21 anos. E foi, exatamente, nesse momento da sua vida, em 1505, que ele decidiu abandonar tudo aquilo pelo que havia lutado até então. É o próprio Lutero que nos diz que naquele ano ele “experimentou o primeiro grande evento de sua vida”. Numa noite de tempestade, Lutero estava voltando para sua casa. Ele estava tão aterrorizado pela quantidade de raios que caiam por todos os lados, à sua volta, que passou por algum tipo de “conversão” espiritual. Do meio da tempestade ele clamou: “Socorro! Santa Ana[1]. Eu irei me tornar um monge”. Naquele instante ele se sentiu tocado pela mão de Deus e sentiu que deus estava em todas as coisas. Ao mesmo tempo ele tinha dúvidas atrozes. Era-lhe praticamente impossível reconciliar sua decisão religiosa com suas ambições sociais. Essa ambiguidade gerou em Lutero uma sensação avassaladora que misturava culpa, temor e terror. Para tentar aliviar sua profunda nagústia ele se uniu á Ordem dos Ermitas de Santo Agostinho.

Agostinho de Hipona

Naquele local, Lutero imaginava que estaria protegido das tentações e das distrações do mundo. Era ali, ele pensava, que iria encontrar o verdadeiro caminho para o céu. Lutero começou a jejuar, a orar e se flagelar de forma contínua. Mas, mesmo assim as dúvidas persistiam. Um dia, sentado em sua cela no mosteiro, ele jogou sua Bíblia aberta sobra a mesa e colocou seu dedo sobre um verso qualquer. A passagem em questão era de Romanos 1. Lutero aproximou o rosto e leu o verso 17 que dizia: Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.

Porta da Catedral em Witenberg

Durante o ano de 1508, Lutero foi transferido do mosteiro em Erfrut para o de Wittenberg. Ali, em pouco tempo Lutero uniu-se ao corpo docente da Universidade de Wittenberg como professor de filosofia e, rapidamente, tornou-se líder na disputa para transformar a Universidade em um centro do Humanismo em vez do Escolasticismo. Por esse tempo Lutero estava mais interessado em pregar um religião que cultivasse a piedade pessoal, do que se dedicar aos estudos tanto da teologia quanto da filosofia. Durante o ano de 1510, Lutero se dedicou a descobrir Deus e foi nesse ano que realizou uma viagem à Roma, onde agiu mais como um verdadeiro peregrino, do que como um estudioso do humanismo. Em Roma Lutero subiu os degraus da Catedral de São Pedro, ele se ajoelhou diante de muitos altares oferecendo orações. Mas, enquanto estava na cidade, ele não teve como não notar a vida de rasgada imoralidade tanto dos padres quanto dos cardeais. Lutero ficou convencido que todos aqueles homens não passavam de cínicos e que eram, completamente indiferentes, aos rituais que impunham ao povo.

















Roma no Século XVI

Em 1512 Lutero retornou para Wittenberg para ensina e prega. Nessa altura ele decidiu rejeitar por completo o Escolasticismo medieval e concentrar seus esforços como professor no livro dos Salmos e nas Epístolas de Paulo. Os anos se passaram e em 1517 não existia nenhum motivo para que alguém pudesse imaginar que Lutero estivesse insatisfeito com a Igreja Católica Apostólica Romana. Mas, como iremos ver, o ano de 1517 tem tanta importância para a Igreja Romana, quanto o ano 1215 que mencionamos nos artigos anteriores.

Alberto de Hohenzollern

No ano de 1517, foi oferecido ao bispo Alberto de Hohenzollern o arcebispado da cidade de Mainz, desde que ele pudesse pagar a taxa estipulada. O curioso é que naquele momento Alberto já controlava dois bispados, apesar de não ter atingido a idade requerida para alguém tornar-se bispo. O papa Leão X pediu que Alberto pagasse 12.000 ducados — mil ducados por cada um dos apóstolos — mas Alberto fez uma contra oferta de apenas 7.000 ducados — compatível com os sete pecados capitais! Depois de Muitas discussões chegaram a um acordo e Alberto concordou em pagar 10.000 ducados. O Papa Leão X proclamou um indulgência  válida nos territórios de Alberto com a metade do dinheiro recolhido indo para Alberto e a outra metade para a construção da Basílica de São Pedro em Roma.

Papa Leão X

A aparente tranquilidade foi violentamente sacudida por uma poderosa “tempestade” no dia 31 de Outubro de 1517, véspera do dia do Todos os Santos. Foi naquele dia — 31 de Ou rubro — que Lutero fixou uma cópia de sua 95 teses — trata-se realmente de 95 afirmações, sendo algumas breves e outras mais extensas — nas portas da Catedral do Castelo de Wittenberg que eram uma única estrutura.

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Lutero prega suas teses

As teses de Lutero tinham, em sua maioria, como alvo principal a questão envolvendo as indulgências. Com essas teses Lutero estava interessado em despertar na Igreja Católica Romana uma discussão acerca do valor das indulgências. Uma ou outra tese dizia respeito ao papado e ao papa Leão X. O dia escolhido por Lutero — véspera do dia de Todos os Santos — fazia parte da sua estratégia, pela importância do mesmo na liturgia Católica Romana. A cidade de Wittenberg estava lotada naqueles dias com peregrinos vindos de vários lugares, pois a Catedral de Wittenberg seria consagrada no grandioso dia dedicado a Todos os Santos. As palavras das Teses de Lutero se espalharam rapidamente entre o povo. Mas esse estava muito prejudicado, pois Lutero havia escrito as mesmas em latim. Logo levantou-se um clamor para que as mesmas fossem traduzidas para o alemão local. Um aluno da Universidade de Wittenberg copiou as teses de Lutero, traduziu as mesmas para o Alemão e a gráfica da Universidade se encarregou em reproduzir as mesmas aos milhares e espalhá-las por toda a Alemanha. Foi graças à impressão que as ideias de Lutero foram distribuídas e foram tão longe em bem pouco tempo.

A indulgência em especial que mais irritava Lutero era uma vendida por toda a Alemanha por um frade dominicano chamado João Tetzel. A intenção de Tetzel era levantar dinheiro para a construção da Catedral de São Pedro em Roma e para isso ele estava disposto a lançar mão de todo e qualquer recurso que pudesse atrair compradores para o “produto tão precioso” que ele vendia: perdão dos pecados.
Em geral quando uma indulgência é outorgada sobre uma pessoa, líber a mesma, pelo período adquirido de sofrer no purgatório antes que possa ir para o céu. Como vimos, o purgatório que era uma invenção da Igreja Católica Apostólica Romana, fez com que a mesma permitisse o surgimento desse sistema imoral de lidar com o pecado alheio e a prática foi e continua sendo abusada até os dias de hoje.

Junto com suas teses, Lutero enviou uma carta ao Arcebispo de Mainz atacando a prática das indulgências em geral que representavam uma grande fonte de renda para todos os participantes do lado da Igreja Romana. A carta de Lutero manifestava suas objeções à VENDA das indulgências. Mas segundo a  falsa doutrina da Igreja Católica Romana as indulgência deviam sua existência á graça superabundante acumulada pela igreja através da vida de Jesus, dos Santos e dos Mártires. A Igreja Romana se sentia no direito de vender essa graça para que as pessoas evitassem o sofrimento no purgatório. Era um esquema bem azeitado e que funciona maravilhosamente bem até os dias de hoje. De acordo com a Igreja Romana a compra duma indulgência colocava o comprador em contato com a graça detida pela igreja e esse contato libertava a pessoa da penitência terrestre de um pecado específico, mas não do próprio pecado em si. Ou seja, o que se vendia era pura fumaça! Mas Tetzel afirmava que o comprador não se livrava apenas da penitência terrestre, mas do próprio pevado em si mesmo. Além disso, Tetzel introduziu a idéia que uma indulgência podia ser comprada a favor de algum parente que, porventura, já estivesse no purgatório. Isso significava que o pagamento na terra, libertava a alma do purgatório e a mesma poderia subir sireto para o céu.

João Tetzel

João Tetzel ficou imortalizado pela seguinte malfadada frase que ele mesmo proferiu em 1517: “Tão logo as moedas batam no fundo do baú das coletas, as almas saltarão, imediatamente, em direção ao céu”. A essa imoralidade e comércio da fé, Lutero respondeu em sua tese # 28 dizendo: “É certo que quando o dinheiro fizer barulho dentro do cofre, a avareza e a ganância poderão crescer mais um pouco, mas a intercessão da Igreja depende exclusivamente da vontade de Deus”.

Mas para Lutero não era apenas Tetzel quem espalhava os falsos ensinamentos acerca das indulgências. Para nosso monge, tais ensinamentos estavam profundamente arraigados na própria instituição do papado e isso seria usado, de forma categórica, contra ele. Afinal de contas não é à toa que o papa é chamado de “Sua Santidade”. Desse modo, quando Lutero decidiu atacar as indulgências eles estava, na realidade, atacando o papa, o papado e toda a infernal estrutura da Igreja Católica Apostólica Romana. Ao individualizar a responsabilidade da salvação, Lutero aboliu, na prática a maioria dos sacramentos da Igreja Romana e a ridícula obrigatoriedade de ter, esses mesmos sacramento, validados apenas por meio de mãos devidamente consagradas, ou seja, as mãos do clero romano.

Para Lutero era apenas a fé — que é um dom concedido por Deus — independente de quaisquer obras humanas — boas obras — que conduzia o pecador em direção à salvação, exclusivamente pela Graça de Deus, por meio da pessoa de Jesus Cristo. Nenhuma obra meritória poderia salvar ninguém e muito menos o pagamento imoral pelas indulgências.

A mensagem de Lutero, amparada pelas Escrituras Sagradas e uma fé inabalável no Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é a única explicação aceitável porque tantas pessoas, rapidamente abandonaram os ensinamentos da Igreja Romana. Ensinamentos esses aos quais estavam escravizados por séculos. Ricos e, igualmente pobres, tinham a possibilidade de se reconciliarem com Deus, sem sofrer nenhuma intermediação da Igreja Romana e melhor, sem ter que pagar pelos serviços que a mesma deveria prestar graciosamente como Jesus havia ensinado:

Mateus 10:8

Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai.

Lutero conseguiu restituir a dignidade pessoal dos indivíduos como criaturas de um Deus amoroso que já havia feito tudo o que era necessário para a salvação dos mesmos, por meio de seu Filho Unigênito, Jesus Cristo. Nenhuma obra meritória nem escravidão à Roma seria capaz de oferecer aquilo que Deus nos oferece de graça e pela Sua graça. Além disso, o povo alemão, também entendeu que o luteranismo era uma maneira segura de atacar não apenas Roma e o papado, mas também a tirania representada pelo sanguinário imperador Carlos V — 1500—1558.

Creio que foi Voltaire quem disse certa vez o seguinte: O Sacro Império Romano, não era nem santo, nem romano e muito menos um império. E apesar de termos que reconhecer que a Alemanha tornou-se luterana por motivos que iam muito além da teologia, o fato que permanece é que muitos tiveram a oportunidade de ouvir o evangelho, multidões se converteram de verdade e o pesado jugo exercido por Roma sobre toda a Europa teve sua espinha dorsal quebrada, graças ao movimento teológico iniciado por Lutero. O luteranismo tornou-se uma espécie de alternativa para o Catolicismo Romano.


João Calvino

João Calvino — 1509—1564 — representa a segunda geração de reformadores, que adotaram o nome de Protestantes. Apesar de Calvino e Lutero serem, em parte contemporâneos, os dois eram homens bem diferentes.

João Calvino foi educado em Paris em meio a grande influência do humanismo correte. Entre os anos de 1520 e 1530, Calvino estudou as leis na Universidade de Paris. Depois prosseguiu seus estudos em Orleãs e estudou o grego na localidade de Bourges. A formação de Calvino era uma formação humanista. Ele estudou, por conta própria, o hebraico, o grego, o latim e os textos clássicos bem como aqueles produzidos pelos humanistas da época. Foi em 1533, com apenas 24 anos de idade que Calvino foi despertado para os estudos do Novo Testamento e os escrito dum monge alemão chamado Martinho Lutero. Jamais poderemos considerar Calvino um calvinista, mas certamente ele foi um luterano no princípio da sua vida de fé.

No dia de “Todos os Santos” do ano 1533 Calvino pregou um sermão em Paris defendendo com toda a clareza a “justificação pela fé somente”. Com isso ele estava renunciando, formalmente, ao Catolicismo Romano. Calvino partiu em seguida para a Basileia, na Suíça, onde escreveu a primeira versão de obra prima “As Institutas da Religião Cristã”. Essa obra sofreu diversas revisões até ficar completa e satisfatória para seu autor com 80 capítulos.

Seus ensinamentos foram adotados por vários reformadores — suíços, escandinavos, franceses, escoceses e etc. — que, ao normatizar os mesmos criaram aquilo que hoje chamamos de calvinismo. Segundo esses ensinamentos:

1. O ser humano estava completamente perdido diante do Deus Santo e Todo Poderoso.

2. Calvino concluiu que não existia nada que pudesse ser chamado de “livre-arbítrio” e que os seres humanos estavam predestinados ou ao céu ou ao inferno. Os seres humanos não podem fazer nada para alterar seus respectivos destinos.

3. Foi Calvino e não Lutero que supriu os reformadores franceses e suíços com as ideias fundamentais para uma reforma geral da igreja cristã. O maior exemplo dessa influência pode ser visto no fato dos reformadores de Genebra terem convidado o próprio Calvino para ajudá-los no processo da reforma naquela cidade.


As Institutas

Calvino ao chegar em Genebra, logo impôs uma severa disciplina e ordem sobre a cidade. Mesmo diante da reclamação de muito, a população em geral, entendia que aquelas medidas eram benéficas para eles e para seus filhos. Mesmos assim a força política dos opositores era tão grande que Calvino acabou sendo expulso de Genebra. Seu exílio durou três anos. Tempo esse em que as condições se deterioram tanto na cidade que houve um clamor geral pelo seu retorno. Os que se opunham ao seu retorno a Genebra, deixaram a cidade, ou foram presos e alguns chegaram a ser executados.


Girolano Savanarola

Calvino impôs sobre a cidade um rigoroso código de conduta baseado em seu entendimento da Bíblia. Sua carreira em Genebra é muito semelhante à do padre Girolano Savanarola em Florença na Itália, que acabou sendo executado como herege pela Igreja Romana.


O código de Calvino dizia que os cidadãos de Genebra deveriam levantar cedo, trabalhar duro, ter uma preocupação constante com a moral e os bons costumes, viver vidas modestas, deviam também, abster-se dos prazeres mundanos, permanecerem sóbrios e serem sérios em todas as suas responsabilidades. Tudo isso pode ser visto como muito benéfico ou muito castrador, dependendo do ponto de vista e daquilo que um indivíduo deseja para sua vida. Mas os que não gostavam daquela forma de vida eram livres para partir. Alguns críticos, pouco caridosos, chamam a Genebra de Calvino de “Mosteiro Asceta”, mas isso está muito longe de ter qualquer coisa a ver com a realidade dos fatos.

Calvino também trouxe de volta a prática de “boas obras” no sentido em que as mesmas são ensinadas por Paulo em

Efésios 2:8—10

8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;

9 não de obras, para que ninguém se glorie.

10 Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

Aos pouco a Genebra de Calvino foi se tornando numa cidade regida pelos mandamentos da Palavra de Deus — dentro do possível é claro — e o povo experimentou grande paz e prosperidade material, apesar de serem constantemente lembrados da necessidade de levarem vidas simples.

Calvino trouxe de volta o canto congregacional que havia sido substituído séculos antes pelo apático canto gregoriano da Igreja Romana. Calvino pregou um sermão em cada capítulo da Bíblia, com exceção do livro do Apocalipse, o qual ele considerava um livro fechado e de difícil compreensão.

CONCLUSÃO

A Reforma Protestante do Século XVI foi um movimento que resgatou a dignidade humana enquanto criaturas de Deus, colocou a Bíblia no centro do ensino do povo de Deus e Jesus Cristo de volta como único e suficiente Salvador da humanidade. A reforma aboliu, definitivamente o poderoso jugo romano sobre as pessoas, pois possibilitou o início do movimento missionário, genuinamente, cristão que se espalhou mundo afora levando a gloriosa mensagem da salvação em Cristo Jesus.

Enquanto o luteranismo se espalhou rapidamente pela Alemanha e pela Escandinávia, as doutrina protestante de Calvino, posteriormente chamadas de Calvinismo, se espalharam pela Europa em geral. Calvino conseguiu produzir um movimento inigualado por qualquer outro movimento reformado do século XVI. Suas Institutas da Religião Cristã tornaram-se a teologia prática adotada em todos os rincões onde o protestantismo se estabelecia. Uma disciplina rígida, porém amorosa, era o segredo que mantinha seu movimento coeso.

Pregadores Calvisnista, apesar de todas as acusações que pesavam sobre eles, partiram do centro da Europa levando a boa nova da Salvação para todos aqueles que estivessem dispostos a ouvir a mesma. De Genebra, graças à inveção da imprensa, fluía um gigantesco rio de material impresso de panfletos, livros e sermões cujo objetivo era instruir o povo de Deus nas verdades das Escrituras Sagradas.

No ano da morte de Calvino, os protestantes ou huguenotes como eram chamados na França somavam mais de meio milhão. Na Escócia o país foi ganho para o modelo de Calvino e a Igreja Presbiteriana da Escócia tornou-se a igreja oficial do país. A doutrina calvisnista também penetrou fundo na Inglaterra, nos países baixos, especialmente na Holanda, e ma Hungria.

Enquanto isso, o patético apelo do papa Leão X, em sua Bula,  continua sem resposta. Ele disse:

“Levanta-te, oh! Senhor e julga Tua causa. Um porco selvagem invadiu Tua vinha. Levanta-te oh! Pedro, e considera o causo da tua Santa Igreja Romana, a mãe de todas as igrejas, consagrada pelo teu próprio sangue. Levanta-te oh! Paulo, que pelos teus ensinos tens iluminado e iluminas a Igreja. Levanta-vos todos os santos e toda a Igreja Universal, cuja interpretação das Escrituras têm sido atacada”.

O resto é história.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Santa Ana — segundo uma das muitas invenções da Igreja Católica Romana, esse era o nome da mãe de Maria que foi a mãe terrestre do Salvador Jesus.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MÚSICO CATÓLICO ROMANO PROPÕE ORAÇÃO CONTEMPLATIVA E YOGA PARA ADORAR A DEUS.


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O compositor e cantor estadunidense católico romano John Michael Talbot iniciou a filmagem de uma série de vídeos cuja principal atração é o conteúdo de suas conferências itinerantes. O artista é um católico romano que fundou em tempos modernos uma ordem monástica — Os Irmãos e Irmãs da Caridade. Durante nove meses de cada ano ele viaja com seu show cujo objetivo é “renovar a fé dos católicos romanos e ao mesmo tempo construir pontes entre as denominações chamadas de cristãs.

Sua proposta é ensinar a prática da “oração contemplativa”, tais como a “orações respiratórias e a oração de Jesus, além da liturgia católica romana usando música cristã contemporânea. Seus ensinamentos, na prática, não passam de formas do misticismo católico tradicional, como ensinada por adorados católicos tais como Padre Pio, Santa Rita de Cássia, Antônio de Pádua, Teresinha do Menino Jesus etc.

De acordo com Talbot ele se alegra muito em ver protestantes que nunca entrariam em uma igreja católica virem participar dos seus concertos. Ele descreve o efeito que a música, como uma forma de ponte causa em seus ouvintes: “De repente as pessoas dizem: Hey, eu me sinto muito bem aqui. Isso não quer dizer que eu quero me converter ao catolicismo, mas que me sinto em casa adorando a Deus com outras pessoas que não são tão diferentes de mim assim”

Conhecendo o trabalho do John Michael Talbot temos que admitir que  muitas das suas canções são, realmente, inspiradas em passagens da Bíblia e costumam ser apresentadas na forma de baladas típicas de daquelas que chamamos como “soft rock”. Mas o fato é que quem se envolve nos concertos de Talbot, está realmente, brincando com fogo e pode terminar no inferno.

Não temos dúvidas que o espírito que conduziu John Talbot, após sua alegada conversão, para dentro da Igreja Católica Romana – a mãe de todas as abominações que existem sobre a terra – não foi o Espírito Santo. Dizemos isso porque esse mesmo espírito o tem conduzido á práticas aberrantes tais como: oração contemplativa e até yoga hinduísta. O Espírito Santo de Deus, sendo pura verdade, jamais conduziria ninguém a tais práticas destruidoras. Com certeza trata-se de outro espírito que permeia todo o universo religioso que nega a salvação exclusivamente pelos méritos de Cristo.

Atos 4:12

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

1 Timóteo 2:5

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.

Temos plena certeza que em breve essa série de filmes estará por aqui e por esse motivo chamamos a atenção de todos os nossos leitores para que não se seixem enganar por esse canto de sereia. O engano é sutil como bem frisou o apóstolo Paulo:

Efésios 4:14

Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.

Um verdadeiro cristão jamais poderá sentir-se confortável em meio aos ídolos e práticas demoníacas como as que acabamos de citar. Quando alguém conhece a Jesus, de verdade como seu Senhor e Salvador pessoal, ele sabe que não precisa de nenhuma dessas tolices e superstições.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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