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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — ESTUDO 021 - Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros



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Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

Texto: Gálatas 5:14—15  
Introdução.

·       Nesta série de sermões nós temos, entre outras coisas, trabalhado no sentido de desmistificar um ensinamento equivocado, mas muito comum, segundo o qual se alega que a igreja primitiva não tinha problemas.

·       O que temos aprendido é que eles, como nós também, estavam sujeitos às mesmas dificuldades, limitações e pecados. Por este motivo, os autores do material que temos no Novo Testamento, inspirados pelo Espírito de Deus, se preocuparam, para o benefício da igreja primitiva e nosso também, em instruir a igreja quanto a certos cuidados necessários para o bom andamento da nossa Vida em Comum.

·       Existe no Novo Testamento uma série de mandamentos que chamamos de “mandamentos de reciprocidade”. Estes mandamentos valem, de forma indistinta, para todos os crentes e devem ser obedecidos para que a Igreja possa viver em paz e crescer.  

Ø  Já tivemos a oportunidade de falar acerca dos mandamentos de reciprocidade que enfatizam nossas relações interpessoais.
Ø  Agora estamos falando daqueles mandamentos negativos, que são os mandamentos que nos dizem o que NÃO devemos fazer uns com os outros. Entre esses, nós já falamos acerca de que:
v Não devemos julgar uns aos outros em questões secundárias.
 v Não devemos falar mal uns dos outros.
 v Não devemos murmurar uns contra os outros.

·    Infelizmente, isto não é tudo. Nós podemos escalar um pouco mais, quanto ao mal que podemos fazer uns contra os outros, por mais incrível que isto possa parecer. Como assim?

·       Imagine a seguinte cena: Minha esposa tem uma tia que mora em Águas da Prata, em uma casa no limite da cidade com a zona rural. Um dia, ela estava limpando o canteiro de flores que ela tem junto ao muro, do lado de fora da casa, quando, sem nenhum aviso, uma pequena cobra se projetou por detrás de um arbusto e fincou os dentes na mão dela. Ela chamou o esposo que veio, matou a cobra e os dois foram correndo para o hospital onde, na dúvida, os médicos resolveram aplicar antídoto para três tipos diferentes de veneno, uma vez que não conseguiam identificar, de forma precisa, o tipo de cobra que havia mordido a tia da minha esposa. A tia passa bem. A cobra morreu! 

·       Por que estou contando esta história e o que ela tem a ver com nossas relações como cristãos?

  Ora, esta história tem tudo a ver com o que estamos falando nesta série, porque esta é, exatamente a linguagem que o apóstolo Paulo usa em Gálatas 5:14—15 para nos advertir que não devemos....

Morder e devorar uns aos Outros
Porque...
Podemos acabar nos destruindo mutuamente

I. O Perigo que o Novo Testamento quer Combater.
 ·       Pode parecer algo estranho, mas a grande verdade é que este tipo de atitude é mais comum do que podemos imaginar dentro das igrejas chamadas cristãs.

·       Quando a igreja cristã perde sua característica fundamental de comunidade – comunhão onde todos são iguais – e torna-se uma instituição hierarquizada então, aqueles que detém o poder, não exitam em massacrar os que não se conformam às normas estabelecidas. Estas normas estão, normalmente, baseadas em questões secundárias. “A resistência a quaisquer tentativas de inovação, resistência esta que se legitima através da sacralização das formas de pensamento e comportamento herdadas do passado, e que se torna efetiva pelo estabelecimento de mecanismos institucionais de controle que se encarregam de eliminar as formas desviantes de pensamento e comportamento” – Rubem Alves em “Protestantismo e Repressão. Editora Ática, São Paulo, 1982.”

·        É uma pena que discordâncias acerca de questões doutrinárias e políticas adotadas pela comunidade, além de questões de conduta sejam transformadas em terríveis batalhas entre as pessoas.

·       Quando isto acontece, nós deixamos de atacar o pecado em nossas vidas para atacarmos, de forma violenta como as serpentes, uns aos outros.

·       A advertência do apóstolo Paulo tinha a ver com o perigo percebido diante desta prática que, além de destruir o amor e a unidade podia, eventualmente, conduzir à própria dissolução da comunidade.

·       O problema que existia naqueles dias nas igrejas da Galácia, é que alguns irmãos estavam ensinando que além de crer em Cristo era necessário que os crentes fossem circuncidados e que guardassem a lei de Moisés. E estes ensinamentos errados, diga-se de passagem, estavam criando uma celeuma que chegava à beira das raias da violência entre os irmãos.

·       Por este motivo Paulo escreve...

II. O Mandamento e Suas Implicações.
 A. O Mandamento e Sua Definição
 Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos – Gálatas 5:14—15.
 Morder e devorar uns aos outros é demonstrar hostilidade e má vontade contra outro membro, através de ataques a sua pessoa, caráter, valor, motivos, crenças ou ações, visando estabelecer uma vantagem ou superioridade sobre aquele que está sendo atacado.
 B. Implicações deste Mandamento.
 ·       Este mandamento que nos exorta a não morder e devorar uns aos outros tem as seguintes implicações:

Ø  Como crentes devemos evitar disputas e desavenças, tanto quanto possível. Mas quando tivermos que enfrentar uma situação como estas, de legítima desavença, algumas muito sérias até, não podemos permitir que as mesmas sejam usadas como desculpa para alimentarmos hostilidade pessoais.
Ø  Diante de tais circunstâncias devemos trabalhar no sentido de preservar a atmosfera de mútuo amor e submissão buscando solucionar as diferenças pelos ensinamentos das Escrituras.
Ø  Temos que nos conscientizar que os atos de morder e devorar uns aos outros representam grave risco para a vida da comunidade. Hostilidades mútuas podem nos conduzir à mútua destruição, bem como à aniquilação da comunhão cristã. Não foi para isto que Jesus veio dar sua vida meus irmãos.
 Ø  Quando mordemos e devoramos uns aos outros nós destruímos o amor. Quando destruímos o amor então, nós não conseguimos nem servir uns aos outros nem edificar uns aos outros – ver Gálatas 5:14.

 Ø  Aqueles que estão mordendo e devorando os irmãos estão dando uma prova conclusiva de que não estão andando no Espírito Santo. Esta pessoa está apenas preocupada com seus próprios interesses e não com os interesses de Cristo, que volto a afirmar, estão centrados, exclusivamente, na Igreja.

Conclusão:

1. Uma verdade que temos enfatizado aqui na nossa comunidade é que nós devemos, acima de tudo, refletir aquilo para o que Deus nos chamou: mantermos uma COMUM + UNIDADE. Aqui, ninguém é melhor nem pior do que outro. Ninguém está acima ou abaixo, porque estamos todos EM CRISTO. Não existe ninguém diferente, pois somos todos iguais diante de Deus.

2. Diante disto que temos enfatizado, fica bem evidente que o ato de nos morder e devorar uns aos outros não passa de um ato de auto destruição, porque somos membros uns dos outros – ver Romanos 12:5.

3. Quando nos engajamos em morder e devorar uns aos outros, então:

  • A comunidade não pode funcionar como Deus deseja: cada membro cuidando da edificação dos outros e cada membro servindo aos outros.

  • Nosso testemunho diante do mundo é lastimável, com o bom nome do Salvador que foi invocado sobre nós, sendo arrastado no lamaçal dos nossos próprios pecados.
4. Quando agimos desta maneira, nossa própria existência como comunidade está à beira da destruição.

5.  Mas se dermos ouvidos às palavras do apóstolo Paulo então, nós poderemos preservar a comunhão, resolver nossas diferenças, edificar uns aos outros e manter nosso testemunho cristão diante do mundo.

6. Diante de diferenças de qualquer natureza nós devemos também nos apegar com afinco à nossa tradição reformada com sua ênfase na liberdade de consciência, no livre exame das Escrituras e na prática da democracia. Enterrar e cabeça na areia como o avestruz e recusar o diálogo, o estudo bíblico e a orações mútuas não ajudam em nada. 
    
Que Deus, em sua graça nos conceda um coração cheio de amor e de cuidados de uns para com os outros e nos afaste de tão terríveis pecados como estes de morder e nos devorar uns aos outros, a ponto de nos destruir a nós mesmos.


OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS.

001 — O Custo do Discipulado =

002 — Uma Proposta de Vida =

003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

008 — Amai-vos uns aos outros — Parte 1 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

009 — Amai-vos uns aos outros — Parte 2 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

010 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 3

011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — 1 Coríntios 12:24—25 — Tande o Mesmo Cuidado Uns Para Com os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Efésios 5:18-21 — Sujeitai-vos ou Submetei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06

014 — Efésios 4:1—3 — Suportai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 07

015 — Tiago 5:16 — Confessai Vossos Pecados uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 08

016 — Colossenses 3:12—13 — Perdoai uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 09

017 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte A — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10A

018 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte B — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10B

019 — Tiago 4:11 — Não faleis Mal uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS AOS OUTROS — Parte 11

020 — Tiago 5:9 — Não Vos Queixeis uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 12

021 — Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 13

022 — Gálatas 5:25—26 — Não Provoqueis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 14

023 — Gálatas 5:25—26 — Não Invejeis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 15

024 — Colossenses 3:9—10 — Não Mintais uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 16

025 — Romanos 14:29 e 1 Tessalonicenses 5:11  — Edificar uns aos outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 17

026 — Colossenses 3:16  — Instruí-vos Mutuamente — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 18

027 — 1 Tessalonicense 5:1 e Hebreus 3:12—13  — Consolai-vos e Exortai-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 19

028 — Romanos 15:14 e Colossenses 3:16 — Admoestai-vos ou Aconselhai-vos uns aos outros —  AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 20 — SERMÃO 028

029 — Efésios 5:18—20 e Colossenses 3:16 — Falando entre vós com... — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 21 — SERMÃO 029

030 — Gálatas 5:13—14 — Sede Servos Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — SERMÃO 030

031 — Gálatas 6:2 — Levai as Cargas Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 23 — SERMÃO 031

032 — 1 Pedro 4:7—10 — Sede Mutuamente Hospitaleiros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 24 — SERMÃO 032

033 — Efésios 4:31—32 — Sede Benignos Uns Para Com Os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 25 — SERMÃO 033

034 — Tiago 5:16 — Orai Uns Pelos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 26 — SERMÃO 034

Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

HEBREUS 10:25 – NOTAS PARA UMA COMUNIDADE NASCENTE - A COMUNHÃO DOS CRENTES EM AÇÃO - ESTUDO 009



ATENÇÃO: Esse estudo é Parte de Uma Série Adaptada do Livro “Teologia da Educação Cristã” de Lawrence Richards publicado pela Sociedade Religiosa Edições Vida Nova e tem como propósito servir no treinamento de novos convertidos ou até mesmo de uma Igreja que esteja em seu início. No final de cada parte você irá encontrar um link para o estudo seguinte.

Relembrando:

Lição 1 — Igreja = vida.

Lição 2 — Propósito da Vida = crescimento – sermos iguais a Jesus.

Lição 3 — Crescemos para nos Reproduzir = discipulado (fazer discípulos) é reprodução.

Lição 4 — A Dinâmica da Vida = relacionamento familiar – amor triunfante.

Lição 5 — Transmissão de Vida: a igreja evangelizando.

Lição 6 — Ensinado a Pessoa Total

Lição 7 — O Discipulado Como Propósito da Igreja

Lição 8 — Ensinando a Pessoa Total

Lição 9 — A Comunhão dos Crentes em Ação

I. Não Deixemos de Congregar-nos — Hebreus 10:25

A. Nossas Diretrizes para a comunhão vêm, exclusivamente, da Palavra de Deus

  • 2 Timóteo 3:16—17 — Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

B. Nos cremos que o Espírito Santo de Deus nos fala de muitas maneiras e em muitos momentos diferentes. Por esse motivo: 

  • Nós não estamos obrigados a obedecer a horários rígidos. Todas as igrejas têm um “cão policial” que controla o relógio, ao qual todos nós devemos nos submeter, mais do que até mesmo a Deus. Está na hora de dispensar tal cão de guarda e viver a liberdade do Espírito, mas com todo cuidado: Gálatas 5:13  Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. 
  • Nós não devemos nos deixar subjugar por esquemas imutáveis ou inflexíveis. Esquemas fixos são menos importantes que mantermos a FLEXIBILIDADE que é traduzida em “sermos sensíveis à ação do Espírito Santo em nossas Vidas. 
  • Temos que entender que as formas como nos expressamos não são tão importantes quanto as pessoas em si mesmas. São as pessoas que dão significado às formas e não o contrário. É óbvio que as formas nos ajudam a fazer melhor as coisas, mas elas devem ser flexíveis e não rígidas. 
Ø  As vezes é importante sentar em forma de círculo para podermos ver o rosto de todas as pessoas e apreciarmos o brilho da ALEGRIA e da Paz de Deus nas vidas uns dos outros. 

Ø  Outras vezes nos sentamos de modo que todo o grupo possa prestar atenção com maior facilidade para aprender da Palavra de Deus e louvar sem distrações.

C. Nós Cremos que Todas as Partes do Corpo São Importantes

1 Coríntios 12:12—26

12 Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.

13 Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.

15 Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo.

16 Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser.

17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato?

18 Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve.

19 Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?

20 O certo é que há muitos membros, mas um só corpo.

21 Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós.
22 Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários;

23 e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra.

24 Mas os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha,

25 para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.

26 De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam.

Os versículos acima nos falam que em suas reuniões a Igreja precisa ter algo de interesse para todos os tipos de pessoas:

  • Homem — Mulher 
  • Idoso — Jovem 
  • Moça — Rapaz 
  • Sábio — Não tão sábio 
  • Solteiro — Casado 
  • Músico — Filósofo — Ativista 
D. Nós Cremos que Todos os Cristãos São Servos de Deus. Mas cada uma te uma tarefa distinta e ninguém e mais ou menor importante, porque todos estamos em uma mesma posição: todos estamos em CRISTO.

1 Coríntios 12:4—11

4 Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo.

5 E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo.

6 E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.

7 A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.

8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;

9 a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar;
10 a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.

11 Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.

Por esse motivo devemos dar a todos a oportunidade de participarem como “servos” na edificação do Corpo de Cristo que é a Sua Igreja.

E. Nós Cremos que Todos os Cristãos São Servos de Deus. Mas cada cristão tem recebido de Deus um dom diferente para servir os irmãos na edificação que devemos uns aos outros:

Colossenses 3:16

Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração.

1 Pedro 4:10

Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

Dessa maneira, alguns num a comunidade podem: exortar, admoestar, cantar, tocar um instrumento, dar um testemunho, controlar equipamentos de som e vídeo, orar e dirigir reuniões de oração, ensinar, visitar, etc.

F. Nós Cremos que Precisamos da Opinião de Cada um.

  • As vezes, nós precisamos que a participação seja espontânea. 
  • Outras vezes precisamos que mesma seja bem organizada, para facilitar alcançarmos os objetivos estabelecidos. 
II. Devemos Procurar Seguir os Exemplo dos Cristãos Primitivos.

Eles: 

  • Oravam Juntos 
Atos 2:24—31

24 Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há;

25 que disseste por intermédio do Espírito Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu servo: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs?

26 Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido;

27 porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel,

28 para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram;

29 agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra,

30 enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus.

31 Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus. 

  • Cantavam Juntos 
Efésios 5:18b—20

18b Enchei-vos do Espírito,

19 falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,

20 dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 

  • Se encontravam para Falar de Coisas Espirituais 
Atos 15:35

Paulo e Barnabé demoraram-se em Antioquia, ensinando e pregando, com muitos outros, a palavra do Senhor. 


  • Faziam refeições juntos 
Atos 2:46

Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração. 

  • Estudavam a Bíblia juntos 
Atos 18:11

E ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus. 

III. A Bíblia diz:


  • Colossenses 3:16 — Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. 
·       Efésios 5:19 — Falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais. 

·       Hebreus 10:24 — Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.

Diante desses versos nós devemos nos conscientizar da necessidade que precisamos deixar aqueles que têm dons espirituais públicos que apresentem a Palavra de Deus. Apesar disso poder ser planejado, também pode acontecer de maneira espontânea.

Os líderes de qualquer comunidade precisam estar cientes que a comunhão dos santos precisa ser planejada visando assegurar uma participação ampla e variada. 

Conclusão:

1. Talvez você ao esteja acostumado a reuniões como as que descrevemos acima. Mas ore e peça para Deus te mostrar na Bíblia a forma como os cristãos primitivos faziam as coisas.

2. Lembre-se que a pessoa mais importante nunca é você mesmo e sempre um outro. Essa compreensão já ajuda bastante em nossa atitude de disponibilizar os dons que o Senhor nos deu para o serviço e a edificação dos outros.

3. Uma boa forma de começar é tentar aplicar esses princípios em pequenas reuniões com até 10 pessoas

OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — O QUE É UM CRISTÃO? =

002 — O QUE A IGREJA FAZ? =

003 — QUAL É O PROPÓSITO DA EDIFICAÇÃO NA IGREJA? =

004 — O NOVO MANDAMENTO DE JESUS =

005 — O TESTEMUNHO DOS CRISTÃOS =

006 — ENSINANDO A PESSOA TOTAL =

007 — O DISCIPULADO COMO PROPÓSITO =

008 — DISCIPULADO: UM MÉTODO QUE FORMA =

009 – A COMUNHÃO DOS CRENTES EM AÇÃ =

010 – UM RESULTADO ABUNDANTE =

011 – PARA QUE SERVE UM PASTOR =

012 – O LÍDER SERVO =


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.