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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 25:14—30 — A PARÁBOLA DOS TALENTOS — SERMÃO 021


Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

O TEXTO

Mateus 25:14—30 — A Parábola dos Talentos

14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.

15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.

16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.

17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.

18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.

20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.

21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.

23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,

25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

26 Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.

28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.

29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

30 E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.

Introdução

1. Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos.

2. A Parábola dos Talentos é contada exclusivamente por Mateus.

3. Essa Parábola é a mais longa de todas as parábolas registradas por Mateus.

4. Há uma parábola semelhante a esta contada por Lucas — Parábola das Minas — mas o tempo de uma, contada antes da entrada triunfal em Jerusalém — a Parábola das Minas — e a outra, contada 3 dias antes da páscoa — a Parábola dos Talentos — indica tratar-se de parábolas distintas.

5. Esta Parábola dos Talentos nos ensina que os servos do Senhor devem ser fiéis administradores do que lhes foi confiado até ao dia do ajustes de contas.

6. Ensina também que devemos estar ocupados até a volta do Senhor.

I. A Parábola.

A. Os Talentos

1. Nos dias do Novo Testamento existiam duas moedas básicas: a dracma grega e o denário romano. Ambas eram feitas de prata e ambas eram usadas para remunerar 1 dia de trabalho.

2. O talento não era uma moeda e sim uma barra de ouro ou prata e equivalia a 6.000 denários. Pesava cerca de 35 quilos.

B. O Acordo entre o Senhor e seus servos

1. O Senhor da parábola possuía considerável fortuna já que repartiu 8 talentos — — equivalentes a 48.000 denários — entre 3 de seus empregados.

2. Esta prática não era incomum e normalmente se processava da seguinte maneira:

a. O Senhor comissionava cada servo conforme a capacidade que ele percebia em cada um.

b. O comissionamento era regido por um contrato.

c. O servo se tornava, naquela empreitada específica, sócio do seu Senhor. Esta é a forma oriental de se fazer este tipo de negócio.

d. A forma moderna seria uma sociedade onde alguém entra com o capital e outro com a mão de obra.

3. O primeiro servo recebe 5 talentos e com habilidade consegue dobrar o valor recebido.

4. De forma semelhante, o segundo recebe 2 talentos e consegue dobrar o valor recebido.

5. Um terceiro servo recebeu um talento, mas nada fez com ele, preferindo enterrá-lo.

C. O Acerto de Contas

1. Os dois primeiros servos.

a. O primeiro servo se apresenta e com simplicidade devolve ao seu Senhor os 5 talentos originais e mais 5 talentos.

b. A reação do Senhor é proporcional:

  • Primeiro o Senhor diz: “muito bem”.

  • Depois qualifica o servo como sendo “bom e fiel” e lhe faz uma promessa de confiar-lhe tarefas maiores ainda.

  • Em terceiro lugar o convida para participar do banquete em condições de igualdade com o próprio Senhor.

c. O segundo servo se apresenta igualmente diante do Senhor e lhe devolve os dois talentos confiados, adicionados de outros dois. O Senhor se mostra extremamente generoso, pois trata o segundo servo da mesma forma que havia tratado o primeiro.

2. O terceiro Servo

a. Recebeu somente um talento. Sua responsabilidade era proporcionalmente menor, mas ele não a percebeu deste jeito.

b. De fato ele achou que, como era pouco o que ele havia recebido do Senhor, sua responsabilidade era zero. Ele não tinha nada para fazer com o talento recebido.

c. Seguindo a orientação dos rabinos da época ele esconde o talento em lugar seguro e aguarda a volta do Senhor.

d. Ao agir desta maneira este servo mostrou não se importar com o comissionamento recebido do Senhor e de não se sentir responsável por retornar a confiança depositada em forma de fidelidade.


3. A Confrontação entre o servo infiel e seu Senhor

a. Quando o Senhor entregou seus 8 talentos a seus 3 servos, ele se tornou dependente da honestidade, da lealdade e da fidelidade daqueles servos.

b. Se eles não administrassem bem aqueles recursos ele poderia se ver, eventualmente,  completamente arruinado no fim da estória.

c. A chegada do terceiro servo leva o Senhor a mudar a tônica da conversa mantida. Esse servo em vez de ser elogiado e prestigiado precisava ser punido.

d. O servo em vez de prestar contas faz um pequeno discurso para justificar seu descaso para com o comissionamento recebido.

e. Ele se atreve a acusar o Senhor de ser o culpado de sua preguiça e falta de dedicação.

f. O Senhor o confronta chamando-o de “servo mau e negligente”.

g. O Senhor então declara que o pequeno discurso feito pelo servo em vez de eximi-lo, na realidade, o condenava ainda mais já que ele tinha ciência das conseqüências dos seus atos.

h. O Senhor ordena que o talento do servo mau e negligente seja tirado e entregue ao que tinha 10 talentos

A Conclusão da Parábola

1. Aquele que tem lhe será acrescentado e terá mais ainda, mas aquele que não tem, até o que ele tem lhe será tirado.

2. O Senhor ordena que o servo infiel seja lançado fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes.

A. O Significado do que Jesus ensinou.

1. A ênfase da parábola está centrada na idéia de que os servos do Senhor precisam trabalhar de forma diligente com os dons a eles confiados, pois serão considerados responsáveis pelo Senhor quando Ele retornar.

a. Cada um de nós tem recebido do Senhor pelo menos 1 dom que precisa ser usado para o bem comum —

1 Pedro 4:10

Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

b. Neste mesmo versículo somos exortados a sermos bons despenseiros da graça de Deus.

c. O que o Senhor requer de cada um de nós é fidelidade —

1 Coríntios 4:2

Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.

B. A comparação e o Contraste entre os Judeus da Antiga Dispensação e a Igreja do Novo Testamento.

1. Os judeus nos dias de Cristo.

a. Estavam centrados em sua própria religiosidade — ver a oração do Fariseu na Parábola do Fariseu e do Publicano —

Lucas 18:10—14

10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.

11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;

12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!

14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.

b. Tinham desenvolvido inúmeros conceitos para evitar conformidade com a Lei de Deus como, por exemplo, a tradição que anulava a obediência ao Mandamento que dizia “honra teu Pai e tua Mãe”.

Marcos 7:9—13

9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.

10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.

11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor,

12 então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe,

13  invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.

c. Os rabinos também tinham desenvolvido inúmeros mandamentos que, na prática, aboliam os mandamentos de Deus como as regras para se emprestar dinheiro a juros o que era proibido pela Lei de Deus.

Em vez de levar a palavra de Deus aos outros se fecharam em si mesmos, como o repolho e se tornaram reprováveis.

2. Nós nos dias de hoje:

a. Temos recebido um comissionamento e uma iluminação muito maior e mais abrangente que os judeus na Antiga Aliança.

b. Hoje temos em nossas mãos toda a revelação de Deus e somos indesculpáveis se pretendemos dizer “Eu não sabia”.

c. De fato o autor do Livro de Hebreus nos adverte com estas palavras:

Hebreus 2:1—4

1 Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

2 Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,

3 como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

4 dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

Conclusão:

1. Nossa responsabilidade de contribuirmos com o corpo do Senhor — a igreja — permanece.

2. Nossa responsabilidade de levarmos a palavra de Deus aos perdidos também permanece.

3. O que Deus e o Senhor Jesus esperam de cada um de nós é que sejamos fiéis ao comissionamento que eles nos concederam em confiança e, de acordo com a capacidade de cada um de nós.

4. O Senhor não irá exigir de nós mais do que somos capazes de fazer. Mas dentro daquilo que Ele mesmo nos capacita, ele irá exigir resultados proporcionais.

5. Como escaparemos nós?



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 25:1—13 — A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS — SERMÃO 020


Concepção Artística das Cinco Virgens Prudentes

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

Sermão 020

A Parábola das Dez Virgens

Mateus 25:1—13

1 Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.

2 Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes.

3 As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo;

4 no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas.

5 E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram.

6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!

7 Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas.

8 E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando.

9 Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai-o.

10 E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta.

11 Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta!

12 Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.

13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.

Introdução

1. Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos.

2. A Parábola das Dez Virgens nos fala da separação entre os bons e os maus.  Esse tema continua na parábola dos talentos — ver Mateus 25:14—30 — e na descrição do pastor separando dos bodes as ovelhas — ver Mateus 25:31—33.

3. Apenas Mateus registra essa parábola das Dez Virgens. Ela está estrategicamente colocada logo após o sermão que Jesus fez acerca do fim dos tempos. Na última parte do seu sermão, Jesus nos fala da separação entre os maus e os bons.

Mateus 24:40—41

40 Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro;

41 duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra.

4. Na parábola das Dez Virgens, cinco entram na casa do noivo e cinco encontram a por fechada e se veem impedidas de entrar.

I. A Parábola.

A. As Bodas.

1. As dez virgens são, na realidade, dez damas de companhia da noiva. De acordo com o costume local daqueles dias as mesmas se preparavam para aguardar a chegada do noivo.

2. O propósito principal de Jesus ao contar essa parábola é nos ensinar a grande necessidade que temos de estar preparados para nosso encontro com o Senhor.

3. Na cultura judaica, as meninas eram entregues em casamento entre 13 e 14 anos de idade. Muitos casamentos já eram arranjados quando do nascimento da filha. Nos dias de hoje os judeus ortodoxos costumam entregar suas filhas em casamento por volta dos 16 anos, geralmente para homens bem mais velhos. São raros os casamentos modernos entre judeus ortodoxos em que o noivo tenha idade aproximada da noiva.

4. Mas nos dias de Cristo, era costume da noiva cercar-se de dez damas de honra , que, normalmente, eram escolhidas entre suas melhores amigas, e que tinham a mesma idade dela.

5. As palavras iniciais da narrativa descrevem a cena da seguinte maneira:

Mateus 25:1

Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.

6. Essas damas, normalmente, ficavam na casa da noiva fazendo os últimos preparativos para as bodas.

7. Note que a noiva, nessa parábola, não era importante. O foco está centrado nas dez virgens, de modo especial, naquelas que são chamadas de néscias. A espera terminava quando as damas e a noiva seguiam para a casa dos pais do noivo onde as bodas deveriam acontecer.

B. As Dez Virgens e Suas Lâmpadas.

As dez virgens em Trajes Modernos

1. O texto nos diz que cinco das moças eram prudentes, enquanto cinco eram displicentes. Essas últimas levaram suas lâmpadas, mas esqueceram de levar o óleo necessário para mantê-las acesas.

2. Não devemos confundir essas lâmpadas com as pequenas lamparinas usadas dentro da casa. Como era necessário sair, no meio da noite, para ir da casa da noiva para a casa dos pais do noivo, algo mais robusto era necessário. Por esse motivo muitos acreditam que essas lâmpadas era, na realidade, tochas capazes de iluminar bem a noite.

3. No caso de estarmos falando mesmo de tochas, as mesmas eram então, longas varas com pedaços de pano envolvidos numa das pontas e encharcados com óleo. Quando acessas, essas tochas criavam um espetáculo brilhante e radioso digno duma noiva no seu dia especial.

4. Devido ao grande volume de pedaços de panos envolvidos na confecção das tochas, de acordo com os estudiosos, era necessário levar uma vasilha contendo óleo, pois a chama consumia o mesmo rapidamente. Imagina-se que a cada 15 minutos era necessário realimentar os panos com o óleo.

5. Por tudo isso, esperava-se que essas moças tivessem um suprimento adequado de óleo, uma vez que se esperava que as mesmas fizessem uma dança especial em homenagem à noiva e era necessário ter iluminação suficiente para tal evento.

6. As cinco moças displicentes chegaram na casa da noiva, totalmente despreparadas, sem o necessário reservatório de óleo que seria usado mais adiante. Quando chegou a hora do cortejo, foi que elas se deram conta do seu triste descuido.

7. Mas, eis que, de mudo súbito e inesperado, o senhor retorna e ouve que aquele servo foi irresponsável e infiel. Como ele maltratou os outros, como os explorou para benefício próprio e etc.

C. O Atraso do Noivo.

1. O noivo estava atrasado para seu encontro com a noiva. Muito diferente dos costumes do nosso dia. Isso talvez tenha ocorrido por uma discussão mais prolongada acerca de detalhes envolvendo o dote. Em Israel o dote era pago pelo noivo e sua família como uma garantia a favor da noiva em caso dela ficar viúva, ou pior, em caso dela ser repudiada pelo seu esposo.

2. Portanto, tais encontros para discutir o dote, podiam, como de fato, muitas vezes se estendiam por longas horas, entrando pela noite e até mesmo a madrugada do dia do casamento.

3. O noivo jamais poderia ir ao encontro da noiva sem que as famílias estivessem de acordo quanto ao dote e sem que o contrato de casamento estivesse assinado.

4. Enquanto esperavam, as horas se passaram e chegada a noite as damas de honra sentiram-se sonolentas. Todas as dez virgens adormeceram.

5. De repente, soa o grito: Eis o noivo. Saí ao seu encontro.

6. As damas de honra despertaram do seu sono e, rapidamente, se prepararam para encontrar-se com o noivo. Foi aí que as cinco virgens néscias perceberam que não teriam óleo suficiente para todo o cortejo e a dança prevista.

7. As virgens néscias tentaram então conseguir óleo com as virgens prudentes, mas essas perceberam que não havia óleo suficiente para ser repartido. Recomendaram então, que as néscias fossem procurar alguém disposto a vender óleo para as mesmas.

8. Elas então saíram para procuram alguém que pudesse lhes vender o óleo de que tanto precisavam. Nesse meio tempo o cortejo partiu, junto com o noivo, para a casa dos seus pais. Uma vez que o cortejo chegou ao seu destino os portões da propriedade foram fechados e ninguém mais poderia entrar para participar das bodas. Esse costume era tão mais rigoroso quanto mais rica fosse a família do noivo.

9. A cena se encerra com o noivo informando as virgens néscias que ele não as conhecia e, portanto, era impossível aceitá-las em suas bodas. Elas estavam muito, mas muito atrasadas.

Conclusão:

1. A conclusão dessa parábola é natural e se encontra nas próprias palavra de Jesus quando disse:

Mateus 25:13

Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.

2. A parábola fala da volta de Jesus. Do fato que a mesma será inesperada. Jesus é o noivo por excelência, pois ele se referiu a si mesmo como tal em:

Marcos 2:19 

Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar.

3. Além disso, não podemos duvidar que no final dessa parábola temos um eco das poderosas palavras de Jesus em:

Mateus 7:21—23

21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

22 Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?

23 Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.

4. O ensinamento de Jesus é transparente: estarão excluídos do reino de Deus todos aqueles que deixam de fazer a vontade de Deus, o Pai. Quem não fizer a vontade do pai, não poderá chamá-lo por esse nome e estará, automaticamente, alijado da possibilidade de entrar no reino eterno.

5. As virgens prudentes representam todos os crentes verdadeiros que possuem o discernimento espiritual para fazer, sempre, a vontade de Deus.

6. Note que as virgens néscias são representantes típicas da maioria das pessoas desse mundo. Elas não são facínoras. São pessoas normais, que sempre têm boas intenções, apesar de que as boas intenções podem, na realidade, serem muito perversas. Essas são as pessoas que ignoram a oferta de salvação pela graça feita por Deus, para correr atrás de suas próprias ideias seguindo ídolos, buscando direção de pessoas já mortas, respeitando os antepassados etc. Todas essas coisas não são más, mas são terríveis quando comparadas com aquilo que Deus espera de cada um de nós.

7. Não adianta insistir. O único preparo adequado para a salvação está em colocar fé na pessoa de Jesus Cristo que disse:
  
João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

8. Sejamos, portanto, prudentes nessa verdadeira questão de vida ou morte.
OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

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009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

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015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

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025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

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027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

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027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

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035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

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037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.