quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

NOSSA RIQUEZA EM CRISTO — ESTUDO 040 — DEUS NOS PERDOOU EM CRISTO


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Esse artigo é parte da série "Em Cristo" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior 
40. Efésios 4:32 - Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.

Antes, sede uns para com os outros benignos – O versículo começa com uma exortação a sermos χρηστοί chrestoí — benignos i.e., a manifestarmos a característica de uma pessoa gentil e agradável como o oposto a alguém que é difícil, duro, rígido, amargo — ver também

1 Pedro 3:8

Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes.

A fé cristã, através da regeneração do espírito humano, mediante a ação do Espírito Santo, é capaz de produzir um genuíno espírito de cortesia e polidez, porque nosso Deus é, Ele mesmo, um Deus benigno —

Romanos 2:4

Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?

A ação do Espírito de Deus na vida de uma pessoa nunca a transforma em alguém que é rude, grosseiro ou amargurado; nem dispõe os seguidores de Jesus a uma predisposição para violar as regras sadias do contato social. O segredo verdadeiro da cortesia e da polidez pode ser resumido em uma única palavra: benevolência. Não existe genuína vida de fé em uma pessoa que seja amarga e manifeste um temperamento de rudeza e repulsividade. O mundo ensina seus seguidores a serem PC — politicamente corretos —, mas não é acerca disSo que este versículo está falando. A polidez e cortesia ensinadas na Bíblia estão baseadas em verdadeira e genuína bondade, conforme —

Colossenses 3:12

Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.

Nossa cortesia deve ser resultado direto do amor de Deus implantado em nós pelo Espírito Santo —

1 Coríntios 13:4—8a

4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,

5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;

6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;

7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8 O amor jamais acaba;

Compassivos — em grego εὔσπλαγχνοι eusplagchnoi  — que, literalmente, quer dizer: “ter entranhas fortes, ter bom coração”. Essa palavra é usada por Paulo porque, no Mundo Antigo, as entranhas eram consideradas como a sede das paixões mais extremas, tal como o ódio e o amor. Para os hebreus, as entranhas representavam a sede das afeições mais sensíveis, especialmente da bondade, da benevolência e da compaixão. Estas três características se manifestavam de forma especial em um coração misericordioso que é o coração que não trata as pessoas de acordo com o que elas merecem, e sim...

Perdoando-vos uns aos outros — Foi o próprio Senhor Jesus quem disse as seguintes palavras:

Lucas 17:2—5

Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé.

O ensino de Jesus é claro: arrependimento acompanhado de confissão deve sempre nos levar a perdoar o ofensor, independentemente, de quem ele seja ou de quantas vezes nos tenha ofendido. Isso é ilustrado de maneira perfeita na oração que o Senhor nos ensinou, onde Jesus no ordena dizendo: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso.... e perdoa-nos as nossas dívidas”. Nos dias de Jesus era muito comum e muito frequente nos escritos judaicos, chamar os pecados de “débitos ou dívidas” e, estreitamente relacionada com isso, estava a ideia de pedir perdão tanto a Deus quanto aos homens. Estaria Jesus, ao ordenar que deveríamos pedir para Deus perdoar nossas dívidas, usando o conceito judaico tão em voga nos seus dias? Se por um lado nós levarmos em conta que o Evangelho de Mateus foi escrito preferencialmente para apresentar Jesus aos Judeus e, por outro lado, se nós levarmos em conta que em outra passagem paralela a esta — ver Lucas 11:4 — Jesus ordena que devemos orar dizendo: “perdoa-nos os nossos pecados”; então, podemos concluir que: muito provavelmente Jesus estava mesmo usando um conceito que era comum naqueles dias. Mas o que significa dizer que nossos pecados podem ser comparados a “dívidas ou débitos”? Em primeiro lugar precisamos deixar bem claro que os pecados não são chamados de dívidas ou débitos porque eles sejam isto mesmo, em algum tipo de capacidade. A ilustração foi inventada pelos judeus para ensinar que por causa dos nossos pecados, nós acabamos por nos tornar devedores ou devemos satisfação tanto à Lei como à Justiça de Deus. Agora, nós temos que nos lembrar, sempre e sempre, de que nossos débitos para com Deus são numerosos e extensos e que somos completamente incapazes de oferecer uma satisfação que seja suficiente para quitar os mesmos. Não existe absolutamente nenhuma criatura que seja capaz de oferecer tal satisfação seja para si mesma seja a favor de outrem. Por este motivo, somos orientados por Jesus a orar a Deus, para que Deus mesmo nos perdoe todas as nossas ofensas. Ora, se nós, que somos pecadores contumazes, somos orientados a pedir sempre perdão a Deus e temos d’Ele a promessa de que Ele sempre nos perdoa, como podemos endurecer nossos corações e não perdoar aqueles que nos ofendem? O nosso orgulho e nossa cegueira não nos permitem enxergar nossa patética condição de pecadores, e acabam por endurecer nossos corações e nos fazem insensíveis à necessidade que temos de perdoar aos outros.

Como também Deus, em Cristo, vos perdoou – Qual é o significado desta expressão? Em primeiro lugar temos a afirmação de que podemos ser perdoados por Deus por causa daquilo que Jesus fez e sofreu. Como todo o resto da vida cristã, o perdão concedido por Deus para nós só nos alcança de forma efetiva por meio de Cristo. E como é que Deus nos perdoa “em Cristo”?

1. Em primeiro lugar, o perdão que nos é concedido é um perdão misericordioso, pois nos protege de recebermos o que nossas ofensas realmente mereciam, que é a morte!

2. Em segundo lugar, é um perdão gracioso, pois nos outorga aquilo que nós, sendo culpados, não merecíamos em nenhuma hipótese.

3. Depois, é um perdão pleno, pois nos perdoa todos os nossos pecados.

Quando pensamos na nossa responsabilidade de perdoar uns aos outros o modelo que temos que seguir é o que está apresentado logo aí em cima. Talvez precisemos urgentemente, lançar nossos braços para o alto, e como os discípulos pedir ao Senhor: Aumenta-nos a fé! O perdão que precisamos oferecer precisa, como é o próprio perdão que Deus nos oferece, ser completo, cordial e constante. A pior coisa que podemos fazer é desenterrar coisas nada a ver com a situação que estamos enfrentando. Ofensas antigas são como velhos cadáveres que manifestam apenas podridão e mau cheiro. Temos que aprender a nos tratar como se o outro nunca tivesse nos ofendido, pois é exatamente dessa maneira que Deus no trata em Cristo. Então vejamos, na prática, o que significa “perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”:

1. Temos a obrigação de perdoar nossos irmãos e irmãs. Não temos opção de escolha entre perdoar e não perdoar. Usar a liberdade cristã como pretexto para não perdoar é realmente negligenciar a obrigação que pesa sobre nós.

2. A paz e a alegria da igreja dependem desse moto contínuo de perdão entre todos os seus membros. Todos estão sujeitos a ofender os irmãos e certamente todos nós ofendemos a Deus. Todos nós precisamos confessar nossos pecados e sermos perdoados uns pelos outros, e todos nós precisamos ser perdoados por Deus.

3. Nossos corações duros e cegos são peritos em inventar desculpas para não nos submetermos a esse mandamento. Mas, deixe-me enfatizar, que nests assunto não existe nenhum tipo de perigo que possa justificar nossa negligência. A regra estabelecida pelas Escrituras é simples: como Deus te perdoou, assim também você deve perdoar. Que cada um de nós possa se aquietar por alguns momentos e revisar as próprias tolices e pecados; que considere sua própria vida e em como tem ofendido a Deus; que possa também ser lembrado como tudo, absolutamente tudo, foi perdoado por Deus, em Cristo. Uma vez, consolado por essas verdades, que cada um possa procurar seu irmão e que possa haver genuína reconciliação. Como Deus nos perdoou, assim também devemos nos perdoar uns aos outros.

Perdoar alguém, ademais, significa que a ofensa não será mais lembrada; que a mesma não será mais referida visando lembrar o ofensor de algo que deveria estar liquidado. Por fim, perdoar nosso irmão deve indicar de maneira inequívoca que nosso amor por ele continua exatamente o mesmo, pois reflete o amor de Jesus. O Senhor não nos ama menos porque pecamos, pelo contrário, Seu amor por nós é constante e sua promessa é a de que:

1 João 1:9

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.


LISTA DE OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “EM CRISTO”:

O estudo introdutório dessa série, número 000, pode ser encontrado aqui:

O estudo número 001 dessa série — Justificação Gratuita — pode ser encontrado aqui:

O estudo 002 dessa série — Nossa Identidade com Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 003 dessa séria — Mortos para o Pecado, Mas Vivos para Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 004 dessa série — O Salário do Pecado X o Dom Gratuito de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 005 dessa série — Nenhuma Condenação em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 006 dessa série — Nada Pode nos Separar do Amor de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 007 — Somos Membros uns dos Outros em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 008 — Santificados em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 009 — A Graça de Deus em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 010 — Somos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 011 — Somos Espirituais em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 012 — Somos Loucos, Fracos e Desprezíveis Porque Estamos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 013 — Somos Gerados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 014 — Nossa Esperança em Cristo Não se Limita a Essa Vida Apenas — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 015 — Todos Serão Vivificados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 016 — Todos São Amados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 17 — Somos Todos Ungidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 18 — Não Mercadejamos a Palavra de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 19 — O Véu é Removido em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 20 — Somos Novas Criaturas em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 21 — Deus Estava em Cristo Reconciliando Consigo o Mundo — poderá ser encontrado aqui:

Os estudos 22 e 23 — Sendo Conhecido em Cristo — poderão ser encontrados aqui:

O estudo 24 — Nossa Liberdade em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 25 — Justificação Pela fé em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 26 — Filhos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 27 — Revestidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 28A — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 001 poderá ser encontrado aqui:

O estudo 28B — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 002 poderá ser encontrado aqui:

O estudo 029 — Somente a Fé Que Atua Pelo Amor Tem Valor em Cristo

O estudo 030A — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 001

O estudo 030B — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 002

O estudo 030C — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 003 — E a Chamada Visão de Hermes

O estudo 030D — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 004 — O Ensinamento Bíblico Acerca do Céu

O estudo 031 — Desvendando-nos o Mistério da Sua Vontade Em Cristo

O estudo 032 — Para o Louvor da Glória de Deus em Cristo

O estudo 033 — Ressuscitados em Cristo e Assentados nos Lugares Celestiais

O estudo 034 — Mostra a Suprema Riqueza da Sua Graça em Bondade para conosco em Cristo.

O estudo 035 — Mostra como somos salvos em Cristo para a prática de boas obras manifestadas por meio de uma vida de santidade.

O Estudo 036 — Nos Fala de Como Somos Aproximados de Deus Porque Estamos em Cristo.

O Estudo 037 — Nos Fala de Como Somos Co-herdeiros, Co-participantes e Membros dum mesmo Corpo

O Estudo 038A — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 001 — Cristo o Mistério Revelado de Deus

O Estudo 038B — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 002 — A Igreja Edificada Sobre Cristo

O Estudo 038C — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 003 — O Que é a Verdadeira Igreja de Cristo

O Estudo 038D — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 004 — O Que é a Verdadeira Igreja de Cristo — O Corpo de Cristo

O Estudo 038E — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 005 — O Que é a Verdadeira Igreja de Cristo — A Plenitude de Cristo

O Estudo 038F — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 006 — O Que é a Verdadeira Igreja de Cristo — Os Eleitos Por Deus em Cristo
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-038f.html

O Estudo 039 — Nos Fala De Como Devemos Glorificar a Deus Porque Estamos em Cristo — Jesus e a Glória de Deus
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/nossa-riqueza-em-cristo-estudo-039.html

O Estudo 040 — Nos Fala De Como Deus Nos Perdoou em Cristo

Que Deus abençoe a todos com Seu maravilhoso perdão EM CRISTO. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

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