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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS - SERMÃO 001 — CONFIANDO NA PRESENÇA DE JESUS


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Esta é uma série que trata do maravilhoso tema de como Jesus conforta seus discípulos em meio às tribulações dessa vida. Ao compartilhar esses estudos nossa intenção é que todos possam encontrar em Jesus, o conforto necessário para todas suas tribulações.


Texto: João 14:1
Introdução.

A. Com esta série queremos nos concentrar num conjunto de mensagens de consolação ou fortalecimento da nossa fé. 
B. Para isso, nos vamos nos voltar para dois capítulos do Evangelho de João que tratam, de modo específico, do grande consolo e conforto que o Senhor Jesus ofereceu aos discípulos, mas que também serve bem para nós. 
C. As passagens de João 14 e João 16, que serão objeto dessas mensagens, contêm vários versículos que são muito bem conhecidos de todos nós. Alguns dentre nós que ainda não estão familiarizados com os mesmos, não demorarão muito para conhecer, amar e entesourar esses versos. 
D. Todo o conteúdo que encontramos de João 13:1 até João 17:26, nos apresenta uma narrativa contínua das últimas horas do Senhor Jesus com seus discípulos, na véspera da Sua crucificação. 
E. Durante aquelas horas que Jesus passou com seus discípulos no recinto chamado de cenáculo, os discípulos estavam muito perturbados diante da perspectiva de perderem seu amado mestre. 
F. É nesse contexto que Jesus oferece uma série de palavras de consolação ou fortalecimento para os discípulos. E Jesus ofereceu tal ajuda, mesmo tendo diante de si o pleno conhecimento que, em poucas horas Ele: 
1. Iria ser preso no meio da madrugada e sofreria um julgamento injusto no qual seria condenado. 
2. Iria ser torturado e também iria sofrer uma morte excruciante sobre uma cruz no monte Calvário. 
3. Iria levar sobre seu próprio corpo os pecados de todos os seres humanos, sem exceção. 
4. Iria ser abandonado pelo Pai e experimentaria o que é ser condenado a viver separado de Deus. 
5. Iria, por fim, morrer. 
G. Qualquer outra pessoa estaria tão preocupada com o que lhe iria acontecer, que não teria tempo ou mesmo disposição para ajudar a outros. Mas não Jesus. Mesmo diante de tudo o que teria de sofrer, Ele encontrou forças para fortalecer a outros. Assim era Seu amor pelos seus conforme lemos em - 
João 13:1
Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. 
H. Dessa maneira, se queremos ser fortalecidos por Deus em meio a nossas próprias dificuldades, nos precisamos aprender a —

CONFIAR NA PRESENÇA DE CRISTO em nossas vidas
I. A Confusão em Que os Discípulos se Encontravam

A. Pelas palavras de Jesus que encontramos em João 14:1 deve ficar claro que os discípulos já estavam com seus corações perturbados. Daí suas palavras não são no sentido de que os discípulos não se deixassem perturbar, mas que deveriam para de sentirem-se perturbados.

B. Os discípulos estavam perturbados porque o modo de vida ao qual estavam acostumados iria sofrer um grande abalo em breve. Jesus tinha anunciado que iria deixá-los —

João 13:33

Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco; buscar-me-eis, e o que eu disse aos judeus também agora vos digo a vós outros: para onde eu vou, vós não podeis ir.

C. A ideia de perderem o Senhor Jesus era simplesmente insuportável para os discípulos.

D. Além disso, eles tinham falhado de forma miserável quando se reuniram no cenáculo, pois começaram a celebrar a páscoa judaica sem lavar seus pés, porque não havia nenhum servo destacado para realizar aquela tarefa. Os discípulos estavam cheios de orgulho e nenhum deles queria se prestar a realizar aquele serviço simples.

E. Imagine como eles se sentiram, quando, durante a ceia, o próprio Senhor Jesus se levantou, se preparou e começou a lavar os pés deles? Eles devem ter se sentido muito mal. Mas esse mal-estar foi agravado mais ainda, quando Jesus anunciou que iria partir.

F. É no meio duma situação bastante confusa como essa que —

II. Jesus Fortaleceu os Discípulos

A. Jesus conhecia bem o coração dos discípulos. Eles não podiam experimentar a dor que Ele estava experimentando, mas Ele podia experimentar a dor e a vergonha pela qual eles estavam passando.

B. Sempre há lugar no coração de Jesus para aquilo que incomoda outras pessoas. Jesus se identificou com o que os discípulos estavam experimentando. E Jesus os fortaleceu e confortou no meio daquela situação.

C. O próprio Deus ETERNO, nos dias do Antigo Testamento, já se identificava plenamente com seu povo, pois lemos acerca disso em —

Isaías 63:9

Em toda a angústia deles, foi ele angustiado.

D. Como o Deus do Antigo Testamento, Jesus também estava plenamente capacitado para entender e oferecer ajuda para os discípulos.

E que tipo de conforto ou fortalecimento Jesus ofereceu para os discípulos naquele instante?

III. O Conforto Oferecido Explicado

A. Jesus diz em João 14:1 que os discípulos precisavam parar de se preocupar e começar a crer — continuar confiando em Deus e no próprio Jesus.

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.

B. Note que, com essa afirmação Jesus se faz igual ao próprio Deus.

C. Jesus ordena que os discípulos confiassem nEle, mesmo que no futuro próximo não fossem mais capazes de enxergá-Lo. Eles deviam agir com relação a Cristo, como estavam acostumados a agir com relação a Deus, em quem confiavam mesmo não podendo enxergá-Lo.

D. Jesus desejava que os discípulos continuassem crendo nEle, independentemente das circunstância. Não somente que cressem, mas que continuassem crendo, mesmo no meio das angústias, da dor, da aflição, de situações perturbadoras e etc.

E. Moisés disse ao povo de Israel as seguintes palavras quando ele estava próximo de deixá-los em definitivo —

Deuteronômio 31:6

Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos atemorizeis diante deles, porque o SENHOR, vosso Deus, é quem vai convosco; não vos deixará, nem vos desamparará.

G. Os israelitas não podiam enxergar o Deus ETERNO, mas tinham que confiar que Ele estava ali, bem no meio deles.

Conclusão:

A. Como aconteceu com os discípulos naqueles dias, tudo o que Jesus tem para nos oferecer no sentido de nos fortalecer e nos confortar no meio das nossas dificuldades são estas palavras: Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim — João 14:1. Devemos, portanto, crer e continuar sempre crendo na presença de Jesus em nosso meio.

B. Jesus sente nossas dores e dificuldades como se fossem dele mesmo. Ele entende o que estamos passando, pois ele mesmo foi um ser humano como nós somos —

Hebreus 2:17—18

17 Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.

18 Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.

C. Hoje eu quero fortalecer ou consolar os corações de todos que estão passando por algum tipo de dificuldade, de sofrimento ou perturbação com as seguintes palavras: confie no Senhor Jesus, ainda que você não seja capaz de enxergá-Lo. O remédio é simples e a dose é única. Confiar e continuar sempre confiando no Senhor Jesus em meio a todas as dificuldades dessa vida. Ele prometeu que vai estar conosco —

Mateus 28:20

E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Mateus 18:20

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.

D. O Novo Testamento se apropria daquelas palavras faladas por Moisés ao povo de Israel. Desse modo, o autor da Epístola aos Hebreus nos fala em termos semelhantes às palavras que foram faladas ao povo de Israel, dizendo o seguinte:

Hebreus 13:5

Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.

D. Diante das palavras do próprio Cristo que nos incentivam a confiar e continuar confiando na Sua presença em nosso meio, as seguintes palavras são bastante apropriadas —

Hebreus 13:6

Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS

SERMÃO 001 — CONFIANDO NA PRESENÇA DE JESUS

SERMÃO 002 — CONFIANDO NAS PROMESSAS DE JESUS



Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

PARÁBOLAS DE JESUS - SERMÃO 037C - MATEUS 18:12—14 E LUCAS 15:4—7 — A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA — PARTE 003



Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Ovelha perdida

A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA

A. Opções de Interpretação

A Igreja Primitiva, em sua maior parte, sempre interpretou essa parábola como fazendo referência à encarnação de Jesus Cristo para salvar a humanidade perdida. Nesse contexto as outras noventa e nove ovelhas representam os anjos que foram deixados no céu. A maioria dos intérpretes modernos prefere entender a parábola como sendo a obra salvadora de Deus ou de Cristo. Eles enfatizam tanto a busca como o regozijo provocado pelo fato do pastor ter encontrado a ovelha. Alguns poucos intérpretes, todavia, colocam essa parábola na mesma categoria de outras que nos falam de pessoas que estão procurando pelo reino de Deus, como a parábola do tesouro escondido e a pérola de grande valor.

1. Decidindo por uma Interpretação

A relação entre Lucas 15:1—3 com Lucas 5:29—32 pode ser reconhecida com facilidade —

Lucas 5:29—32

29 Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos 
publicanos e outros estavam com eles à mesa.

30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?

31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.

Lucas 15:1—3

1 Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir.

2 E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.

3 Então, lhes propôs Jesus esta parábola.

Como as narrativas de Mateus e Lucas são bastante diferentes os estudiosos entendem que, como acontece com vários outros ensinamentos de Jesus, trata-se dum mesmo motivo utilizado em contextos diferentes conforme defende I. Howard Marshall em seu comentário exegético no texto grego de Lucas.[1] As duas narrativas — de Mateus e de Lucas — nos falam do esforço de Deus e de Sua atitude para salvar os perdidos. Muitos autores concluem o seguinte: Mateus se relaciona com a primeira parte da parábola — a busca — enquanto Lucas com a última — a alegria.

Da mesma forma como um pastor não descansa tranquilo ao perder uma ovelha, assim também acontece com Deus que não deseja que ninguém se perca —

1 Timóteo 2:3—4

3  Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,

4  o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

Concluindo podemos dizer que temos duas formas distintas da mesma parábola, com a de Lucas sendo mais precisa quanto às circunstâncias e as pessoas envolvidas. Desse modo não precisamos e nem devemos priorizar uma apresentação contra a outra.

2. Um pastor abandonaria as outras noventa e nove ovelhas? Qual a relevância desse fato para a compreensão da parábola?

Chega a ser quase inacreditável que muitos comentaristas acreditam que o ato do pastor abandonar as outras noventa e nove ovelhas é uma prova que a parábola é: 1) Absurda; 2) Que a misericórdia de Deus é um mistério; 3) Que o pastor é um irresponsável; 4) Que o pastor é o exemplo típico de alguém que assume riscos. Todavia, devemos deixar bem claro que tais interpretações violam os contextos culturais e literários envolvidos na parábola. O cuidado por uma ovelha não representa o descaso ou descuido pelas outras. Apesar do texto não fazer referência a isso, não temos como não imaginar que o pastor tenha deixado as noventa e nove dentro de algum cercado ou sob os cuidados de algum outro pastor[2]. De qualquer maneira um rebanho desse tamanho teria, certamente, mais do que um pastor apenas. Se o pastor tivesse abandonado as outras noventa e nove no deserto, então a narrativa de Lucas não faria sentido, pois depois de encontrar a ovelha perdida o pastor não retorna para as outras noventa e nove e sim para sua casa. Não teria o pastor retornado para o rebanho depois de ter encontrado a extraviada? O que o pastor fez com a ovelha perdida quando convidou seus vizinhos para se alegrarem com ele? Perguntas, perguntas. Mas o fato é que uma das muitas características da parábola é que as mesmas são marcadas por foco e  brevidade e não se preocupam com detalhes desnecessários. Quem se preocupa com esses detalhes somos nós. A parábola da Ovelha Perdida não se ocupa com nenhum detalhe representado pelas perguntas acima. O foco da parábola está na busca e na resultante alegria após ter encontrado a perdida. Nada mais é importante. Tornar as questões secundárias em questões relevantes, geralmente, produz resultados desastrosos para a interpretação. Toda tentativa de se produzir qualquer interpretação que tenha como base elementos que não estejam no texto, na maioria das vezes, se mostrará errada. Com isso em mente, podemos afirmar que qualquer foco centrado nas noventa e nove está fora do propósito original da parábola. Dizemos isso por dois motivos: 1) É apenas natural que os ouvintes/leitores da parábola tivessem a expectativa que o pastor devia deixar as noventa e nove e buscar a perdida; 2) A ideia que o pastor, simplesmente, abandonou as outras noventa e nove no deserto não encontra analogia semelhante nas duas próximas parábolas que seguem na narrativa de Lucas — a parábola da dracma perdida e a parábola dos dois filhos perdidos. Qualquer interpretação baseada nas noventa e nove, não deve ser levada a sério.

CONTINUA...


OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Marshall, I. Howard. The Gospel of Luke em The New International Greek Testament Commentary. Eerdmans Publishing House
[2] Jeremias, J. As Parábolas de Jesus na Nova Coleção Bíblica. Editora Paulus, São Paulo, 2004

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ESTUDOS NO LIVRO DE PROVÉRBIOS — ESTUDO 006 - RELACIONAMENTO COM DEUS E NÃO MORALISMO TEÍSTA



Nesse estudo iremos abordar o Livro de Provérbios, mas iremos fazer isso de maneira diferente do que apenas apresentar uma exposição, versículo por versículo. Nossa intenção é apresentar os grandes temas que encontramos no livro e dar andamento no mesmo a partir daí.

ESTUDO 006

VII. ALGUNS ASSUNTOS PRINCIPAIS DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS

A. O HOMEM E DEUS

CONTINUAÇÃO

Provérbios 28:13

O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.

O perigo que precisamos evitar em todo esse contexto é não confundir um profundo relacionamento com Deus com um teísmo moralista. O Livro de Provérbios deixa bem claro que o Deus a quem se refere é o Deus pessoal, o Criador. O Deus com o qual devemos manter um relacionamento constante. Esse é o motivo, porque em praticamente 90% das vezes em que o nome de Deus aparece nesse livro ele é mencionado pelo uso do tetragrama que representa o nome inefável de Deus: יהוה — YHWH — que é traduzido em nossas Bíblias, na Versão Almeida Revista e Atualizada, pela expressão SENHOR e cujo significado é “O ETERNO”. Esse é o Deus da Aliança, o Deus que deseja ser o nosso Deus e que também deseja que sejamos seu povo. Portanto, como podemos ver, não estamos falando de moralismo e sim de RELACIONAMENTO.
Desse modo nós temos que: a terminologia usada no Livro de Provérbios indica que esse mesmo livro pertence ao povo de Deus, ao povo que está numa aliança com Deus, cujo NOME foi revelado a Moisés —

Êxodo 3:13—15

13 Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?

14 Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros.

15 Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.

Deus se apresenta para Moisés como אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה`eheyeh `asher `eheyeh — EU SOU O QUE SOU, e אֶהְיֶה`eheyeh — EU SOU. Ou seja: ontem, EU SOU e não EU ERA; hoje, EU SOU; amanhã. EU SOU e não EU SEREI. EU SOU, sempre no presente, o que transmite a ideia de ETERNIDADE ou EU SOU O DEUS ETERNO!

Nessa apresentação nós podemos encontrar claros indícios que pressupõem o desejo e uma existência de relacionamento entre Deus e os seres humanos. Um relacionamento estável, constante, permanente, como o fluir de um rio. Tal relacionamento é caracterizado em toda a Bíblia como um relacionamento paterno- filial. Além disso, Deus se manifesta como um Deus que precisa se autorrevelar, se esperamos, de fato, conhecê-lo conforme afirma o apóstolo Paulo:

1 Coríntios 1:18—29

18 Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.

19 Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos.

20 Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?

21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação.

22 Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria;

23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;

24 mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.

25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

26 Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento;

27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;

28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são;

29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.
Diante desses versos nós podemos entender que o “temor” do Senhor é algo que vai muito além de apenas um respeito sadio pelo Onipotente. Que esse é exatamente o caso fica claro pelo seguinte: Nas duas passagens abaixo o ”temor” do Senhor é sinônimo de conhecer o Senhor e, esse conhecimento é algo marcadamente íntimo conforme podemos constatar:

Provérbios 2:3—5

3 E, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz,

4 se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares,

5 então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.
Provérbios 9:10
O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.

Note que o conhecimento de Deus nos conduz à prudência o que nos faz lembrar as palavras de Jesus quando nos adverte dizendo:

Mateus 10:16

Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.

Com essas palavras Jesus nos adverte que a verdadeira pregação do Evangelho será confrontada por severa e aberta oposição. Ser enviado como ovelha é mesmo algo maravilhoso, já que ovelhas são animais dóceis, pacíficos e fáceis de lidar. Todavia, enviar ovelhas para o meio de lobos que são animais ferozes e destruidores indica o grande perigo que corremos como crentes nesse mundo. 

Alguns versículos que podem nos servir de consolo em toda essa situação são:

Mateus 9:36

Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.

Ezequiel 22:26—28

26 Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano, não fazem diferença, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles.

27 Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas e ganharem lucro desonesto.

28 Os seus profetas lhes encobrem isto com cal por visões falsas, predizendo mentiras e dizendo: Assim diz o SENHOR Deus, sem que o SENHOR tenha falado.

Sofonias 3:3

Os seus príncipes são leões rugidores no meio dela, os seus juízes são lobos do cair da noite, que não deixam os ossos para serem roídos no dia seguinte.

Atos 20:3

Tendo havido uma conspiração por parte dos judeus contra ele, quando estava para embarcar rumo à Síria, determinou voltar pela Macedônia.

Continua...

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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