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quarta-feira, 29 de junho de 2016

PARÁBOLAS DE JESUS — SERMÃO 037D- MATEUS 18:12—14 E LUCAS 15:4—7 — A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA — PARTE 004



Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Ovelha perdida

A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA

3. A Parábola da Ovelha Perdida foi Moldada com Base em Textos do Antigo Testamento?

Já tivemos a oportunidade de mencionar em outra parte dessa mesma parábola que imagens dum pastor conduzindo seu rebanho no Antigo Testamento fazem referência a Deus e aos líderes do povo de Israel. Ezequiel 34 é uma dessas passagens, porque ali encontramos um vocabulário muito parecido com o que temos na parábola que estamos estudando. Ezequiel 34 se refere a uma ovelha que se perdeu ou que se extraviou que são as duas expressões utilizadas por Mateus e Lucas na narrativa da Ovelha Perdida — ver Ezequiel 34:4 e 16 e comparar com Mateus 18:2 e Lucas 15:4.

O texto de Ezequiel 34 diz mais ainda. Nele temos afirmado o seguinte:

a. Ovelhas desgarradas por todos os montes — Ezequiel 34:6.

b. O próprio Deus irá procurar e buscar suas ovelhas — Ezequiel 34:11.

c. O próprio Deus irá cuidar de suas ovelhas — Ezequiel 34:16.

d. Deus irá julgar os que oprimem suas ovelhas — Ezequiel 34:17, 20—22.

e. O texto afirma que Deus levantará a Davi para cuidar de suas ovelhas — Ezequiel 34:23—24.

Outros textos também têm essas mesmas ênfase: Que Deus irá cuidar de seu povo e que levantará a Davi como pastor sobre elas. Algumas das outras passagens são:

Jeremias 23:1—6

1 Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! —diz o SENHOR.

2 Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o SENHOR.

3 Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; serão fecundas e se multiplicarão.

4 Levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e elas jamais temerão, nem se espantarão; nem uma delas faltará, diz o SENHOR.

5 Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra.

6 Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa.

Zacarias 11:3—17

3 Eis o uivo dos pastores, porque a sua glória é destruída! Eis o bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão!

4 Assim diz o SENHOR, meu Deus: Apascenta as ovelhas destinadas para a matança.

5 Aqueles que as compram matam-nas e não são punidos; os que as vendem dizem: Louvado seja o SENHOR, porque me tornei rico; e os seus pastores não se compadecem delas.

6 Certamente, já não terei piedade dos moradores desta terra, diz o SENHOR; eis, porém, que entregarei os homens, cada um nas mãos do seu próximo e nas mãos do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei das mãos deles.

7 Apascentai, pois, as ovelhas destinadas para a matança, as pobres ovelhas do rebanho. Tomei para mim duas varas: a uma chamei Graça, e à outra, União; e apascentei as ovelhas.

8 Dei cabo dos três pastores num mês. Então, perdi a paciência com as ovelhas, e também elas estavam cansadas de mim.

9 Então, disse eu: não vos apascentarei; o que quer morrer, morra, o que quer ser destruído, seja, e os que restarem, coma cada um a carne do seu próximo.

10 Tomei a vara chamada Graça e a quebrei, para anular a minha aliança, que eu fizera com todos os povos.

11 Foi, pois, anulada naquele dia; e as pobres do rebanho, que fizeram caso de mim, reconheceram que isto era palavra do SENHOR.

12 Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e, se não, deixai-o. Pesaram, pois, por meu salário trinta moedas de prata.

13 Então, o SENHOR me disse: Arroja isso ao oleiro, esse magnífico preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata e as arrojei ao oleiro, na Casa do SENHOR.

14 Então, quebrei a segunda vara, chamada União, para romper a irmandade entre Judá e Israel.

15 O SENHOR me disse: Toma ainda os petrechos de um pastor insensato,

16 porque eis que suscitarei um pastor na terra, o qual não cuidará das que estão perecendo, não buscará a desgarrada, não curará a que foi ferida, nem apascentará a sã; mas comerá a carne das gordas e lhes arrancará até as unhas.

17 Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho! A espada lhe cairá sobre o braço e sobre o olho direito; o braço, completamente, se lhe secará, e o olho direito, de todo, se escurecerá.

Diante dessas passagens não temos como contra-argumentar acerca da influência de passagens do Antigo Testamento na criação da parábola da Ovelha Perdida.

Tudo isso nos leva outros dois aspectos muito importantes na narrativa da parábola da Ovelha Perdida:

a. A parábola é uma severa crítica contra as lideranças daqueles dias por falharem em cuidar das ovelhas representadas pelo povo de Israel. Eles não estavam fazendo nada no sentido de buscar e salvar as ovelhas perdidas.

b. Jesus, por sua vez, assume o papel de pastor do povo e se declara como aquele que faz a vontade de Deus colocando-se a serviços das ovelhas.

Outras implicações de textos do Antigo Testamento poderá ser vista na longa defesa que Kenneth Bailey faz acerca do uso de imagens do Salmo 23 no contexto da Parábola da Ovelha Perdida[1].

A contribuição singular de Bailey na discussão da parábola da Ovelha Perdida e seu relacionamento com o Salmo 23 está em seu argumento que a afirmação “refrigera-me a alma” em Salmos 23:3 pode ser traduzida pela expressão “resgata minha alma”. Nesse sentido a mesma teria então os seguintes sentidos: a) Ele me faz voltar; b) Ele me faz com que me arrependa. Para Bailey o arrependimento representa a “aceitação de ter sido encontrado”.

Concluindo essa parte, podemos afirmar o seguinte: O uso de figuras retiradas do Antigo Testamento suprem as palavras do Senhor Jesus com imagens poderosas e facilmente compreendidas pelos ouvintes que apontam para: a) uma acusação direta de Jesus contra os líderes judeus de sua época no que diz respeito ao cuidado que deveriam ter com as ovelhas; b) o caráter amoroso de Deus e seu próprio ministério caracterizado pelas palavras buscar e salvar:

Lucas 19:10

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

CONTINUA...




OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 


[1] Bailey, Kenneth E. As Parábolas de Lucas. Edições Vida Nova, São Paulo, 1995

segunda-feira, 25 de abril de 2016

PARÁBOLAS DE JESUS - SERMÃO 037C - MATEUS 18:12—14 E LUCAS 15:4—7 — A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA — PARTE 003



Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Ovelha perdida

A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA

A. Opções de Interpretação

A Igreja Primitiva, em sua maior parte, sempre interpretou essa parábola como fazendo referência à encarnação de Jesus Cristo para salvar a humanidade perdida. Nesse contexto as outras noventa e nove ovelhas representam os anjos que foram deixados no céu. A maioria dos intérpretes modernos prefere entender a parábola como sendo a obra salvadora de Deus ou de Cristo. Eles enfatizam tanto a busca como o regozijo provocado pelo fato do pastor ter encontrado a ovelha. Alguns poucos intérpretes, todavia, colocam essa parábola na mesma categoria de outras que nos falam de pessoas que estão procurando pelo reino de Deus, como a parábola do tesouro escondido e a pérola de grande valor.

1. Decidindo por uma Interpretação

A relação entre Lucas 15:1—3 com Lucas 5:29—32 pode ser reconhecida com facilidade —

Lucas 5:29—32

29 Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos 
publicanos e outros estavam com eles à mesa.

30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?

31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.

Lucas 15:1—3

1 Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir.

2 E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.

3 Então, lhes propôs Jesus esta parábola.

Como as narrativas de Mateus e Lucas são bastante diferentes os estudiosos entendem que, como acontece com vários outros ensinamentos de Jesus, trata-se dum mesmo motivo utilizado em contextos diferentes conforme defende I. Howard Marshall em seu comentário exegético no texto grego de Lucas.[1] As duas narrativas — de Mateus e de Lucas — nos falam do esforço de Deus e de Sua atitude para salvar os perdidos. Muitos autores concluem o seguinte: Mateus se relaciona com a primeira parte da parábola — a busca — enquanto Lucas com a última — a alegria.

Da mesma forma como um pastor não descansa tranquilo ao perder uma ovelha, assim também acontece com Deus que não deseja que ninguém se perca —

1 Timóteo 2:3—4

3  Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,

4  o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

Concluindo podemos dizer que temos duas formas distintas da mesma parábola, com a de Lucas sendo mais precisa quanto às circunstâncias e as pessoas envolvidas. Desse modo não precisamos e nem devemos priorizar uma apresentação contra a outra.

2. Um pastor abandonaria as outras noventa e nove ovelhas? Qual a relevância desse fato para a compreensão da parábola?

Chega a ser quase inacreditável que muitos comentaristas acreditam que o ato do pastor abandonar as outras noventa e nove ovelhas é uma prova que a parábola é: 1) Absurda; 2) Que a misericórdia de Deus é um mistério; 3) Que o pastor é um irresponsável; 4) Que o pastor é o exemplo típico de alguém que assume riscos. Todavia, devemos deixar bem claro que tais interpretações violam os contextos culturais e literários envolvidos na parábola. O cuidado por uma ovelha não representa o descaso ou descuido pelas outras. Apesar do texto não fazer referência a isso, não temos como não imaginar que o pastor tenha deixado as noventa e nove dentro de algum cercado ou sob os cuidados de algum outro pastor[2]. De qualquer maneira um rebanho desse tamanho teria, certamente, mais do que um pastor apenas. Se o pastor tivesse abandonado as outras noventa e nove no deserto, então a narrativa de Lucas não faria sentido, pois depois de encontrar a ovelha perdida o pastor não retorna para as outras noventa e nove e sim para sua casa. Não teria o pastor retornado para o rebanho depois de ter encontrado a extraviada? O que o pastor fez com a ovelha perdida quando convidou seus vizinhos para se alegrarem com ele? Perguntas, perguntas. Mas o fato é que uma das muitas características da parábola é que as mesmas são marcadas por foco e  brevidade e não se preocupam com detalhes desnecessários. Quem se preocupa com esses detalhes somos nós. A parábola da Ovelha Perdida não se ocupa com nenhum detalhe representado pelas perguntas acima. O foco da parábola está na busca e na resultante alegria após ter encontrado a perdida. Nada mais é importante. Tornar as questões secundárias em questões relevantes, geralmente, produz resultados desastrosos para a interpretação. Toda tentativa de se produzir qualquer interpretação que tenha como base elementos que não estejam no texto, na maioria das vezes, se mostrará errada. Com isso em mente, podemos afirmar que qualquer foco centrado nas noventa e nove está fora do propósito original da parábola. Dizemos isso por dois motivos: 1) É apenas natural que os ouvintes/leitores da parábola tivessem a expectativa que o pastor devia deixar as noventa e nove e buscar a perdida; 2) A ideia que o pastor, simplesmente, abandonou as outras noventa e nove no deserto não encontra analogia semelhante nas duas próximas parábolas que seguem na narrativa de Lucas — a parábola da dracma perdida e a parábola dos dois filhos perdidos. Qualquer interpretação baseada nas noventa e nove, não deve ser levada a sério.

CONTINUA...


OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

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027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

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031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
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037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Marshall, I. Howard. The Gospel of Luke em The New International Greek Testament Commentary. Eerdmans Publishing House
[2] Jeremias, J. As Parábolas de Jesus na Nova Coleção Bíblica. Editora Paulus, São Paulo, 2004

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 15 — UMA EXEGESE ACERCA DA CONDIÇÃO DE PERDIÇÃO DA RAÇA HUMANA — O AMBIENTE E O ARRANJO DE LUCAS 15 — PARTE 002 — SERMÃO 036




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CONTINUAÇÃO...

Porém a parte mais importante ainda do assunto tratado por Jesus em Lucas 15 envolvendo todas as suas relações internas — de uma história com a outra — a questão mais fundamental que permanece é: a associação permanente de Jesus com publicanos — coletores de taxas — e pecadores em geral. Isso era, para os judeus daqueles dias, especialmente para a elite em Jerusalém, algo completamente inaceitável.  Vamos notar algumas passagens que nos ajudam a entender essa realidade —

Mateus 9:9—13

9 Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.

10 E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos.

11 Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?

12 Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento.

Marcos 2:13—17

13 De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e ele os ensinava.

14 Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.

15 Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam.

16 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?

17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores. 


Lucas 5:27—32

27 Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me!

28 Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu.

29 Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa.

30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?

31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.

Mateus 11:9

Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.

Lucas 7:34
Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! 

Mateus 21:31—32

31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus.

32 Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo

Lucas 7:29

Todo o povo que o ouviu e até os publicanos reconheceram a justiça de Deus, tendo sido batizados com o batismo de João.

Lucas 15:1—2

1 Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir.

2 E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles.

Lucas 18:9—14

9 Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros:

10 Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.

11 O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;

12 jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

13 O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!

14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.

Lucas 19:1—10

1 Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade.

2 Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico,

3 procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.

4 Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar.

5 Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.

6 Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria.

7 Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador.

8 Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.

9 Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão.

10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

Pelos versos acima fica evidente que Jesus considerava sua missão principal como sendo buscar e salvar os perdidos. Todos os perdidos. Assim, paralelo com a murmuração dos escribas e dos fariseus que temos em Lucas 15:1—2 é a murmuração do filho mais velho na Parábola dos Dois Filhos Perdidos e a murmuração e o ciúmes manifestados pelos trabalhadores na vinha na Parábola que descreve os mesmos — apesar que nesse último caso é minha convicção pessoal que Jesus não estava se referindo tanto aos escribas e fariseus e sim contra as murmurações que ele percebia existir entre os discípulos —

Mateus 20:11—12

11 Mas, tendo-o recebido, murmuravam contra o dono da casa,

12 dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia.

De modo semelhante, existe um claro paralelo com a murmuração do fariseu Simão acerca da mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus — Lucas 7:36—50 —, o desdém do fariseu, na Parábola do Fariseu e do Publicano — Lucas 18:11 —, a murmuração que acontece quando Jesus faz sua refeição com Zaqueu — Lucas 19:7 —, e de modo muito especial a murmuração feita pelos fariseus e os escribas quando Jesus participou duma refeição na casa do publicano Mateus junto com outros publicanos e pecadores de todos os tipos — Lucas 5:27—32. A similaridade dessa última passagem referida com Lucas 15:1—2 marca a importância desse tema para o evangelista Lucas.

Acerca de conexões dentro do próprio capítulo 15 de Lucas a mais evidente é a murmuração dos fariseus em Lucas 15:1—2 e a do filho mais velho na Parábola dos Dois Filhos Perdidos — versos 29—30. A reivindicação do filho mais velho de nunca ter transgredido contra o Pai — verso 29 — faz um paralelo perfeito com o justo que não precisa de arrependimento conforme o verso 7. A alegria celebrada nos versos 5—7 e 9—10 é paralela com a alegria vista no retorno do filho pródigo — Lucas 15:22—27, 32. A celebração e a alegria são dois grandes temas de Lucas 15.

As duas primeiras parábolas de Lucas 15 nos falam de algo que foi perdido e depois achado, algo que mais tarde é tomado como um verdadeiro refrão — estava perdido e foi achado — nos versos 24 e 32 na Parábola dos dois filhos perdidos. Se existe alguma dúvida, é pequena, quanto ao fato das três parábolas aqui em Lucas 15 transmitirem uma mesma mensagem. Mas existem diferenças! Nenhuma falta é atribuída nem à ovelha ou a moeda, apesar do foco das duas primeiras parábolas estar no ato do arrependimento. Já o pródigo admite, por duas vezes, que pecou — Lucas 15:18, 21. Tanto o pastor quanto a mulher buscam por algo que se perdeu, mas esse não é o caso do Pai. Desse único fato, alguns deduzem que as duas primeiras parábolas enfatizam a iniciativa divina, enquanto a última nos fala da responsabilidade humana, mas tal distinção não é suficiente para fixar esse ponto. Apesar do Pai não ir atrás do pródigo o texto nos mostra, claramente que ele vai ao encontro dos dois filhos perdidos! Encontramos, virtualmente, frases idênticas na parábola da Ovelha Perdida e na Parábola da Moeda Perdida. Homem e mulher por sua vez chamam seus amigos e amigas para se alegrarem juntos pelo achados, mas, ainda assim, temos diferenças nelas também. O pastor abandonando as noventa e nove ovelhas não encontra paralelo no caso da moeda perdida. Nessa última parábola nós podemos notar que um esforço muito maior foi feito pela mulher para encontrar a moeda perdida do que pelo pastor para encontrar a ovelha perdida. As duas descrições de alegria pelos achados também são diferentes. Também na Parábola da Moeda Perdida não temos nenhuma referência a necessidade que alguém tem de se arrepender.

Em resumo dessa parte introdutória nós podemos afirmar que os elementos dominantes nas Boas Novas proclamadas por Jesus têm a ver com: celebração, compaixão, a restauração de Israel e o Reino de Deus tanto no presente quanto no futuro. As parábolas que temos em Lucas 15 são a maior evidência do Evangelho de Cristo centrado em celebração e compaixão. Os outros dois temas mencionados acima estão apenas implícitos. Como resultado final, esse capítulo é a mais vibrante descrição do fato que existe um Deus que está buscando pecadores, algo que se revela na conversão dos mesmos.

No próximo artigo falaremos da Parábola da Ovelha Perdida.




OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
Que Deus Abençoe a todos. 
Alexandros Meimaridis 

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