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segunda-feira, 15 de maio de 2017

O DISCIPULADO CRISTÃO - SERMÃO 002 – UMA PROPOSTA DE VIDA


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Nossa série acerca do Discipulado Cristão irá apresentar os elementos fundamentais para uma vida cristã que agrada a Deus e que realmente vale a pena ser vivida. Infelizmente, o discipulado cristão tem sido esquecido e completamente abandonado pela vasta maioria do povo chamado cristão, que prefere trocar o seguir a Cristo por frequentar cultos de cura, de libertação e de prosperidade e também cultos que não passam de verdadeiro entretenimento puro e simples. Precisamos retornar, com urgência, ao verdadeiro chamado do que significa ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo. Que Deus abençoe a todos à medida que acompanham e compartilham esses estudos uns com os outros.


VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS

Texto: Apocalipse 1:4—9 e Outros
Introdução.

A. Na mensagem anterior nós falamos acerca da importância de nos transformarmos de seguidores ocasionais em verdadeiros discípulos de Jesus Cristo.
B. Vimos que para isto começar a se tornar uma realidade é necessário dar ouvidos às palavras de Jesus como registradas em Marcos 8:34—38 e que dizem:
34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Que daria um homem em troca de sua alma?
38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
C. Temos, portanto, que tomar uma decisão. Queremos de fato nos tornar em verdadeiros discípulos de Jesus? Se sim, então temos que tomar a decisão de:
1. Negar a nós mesmos — isto inclui negar nossos planos, nossos projetos, nossos sonhos, nossas vontades etc. E isto tudo para nos concentrarmos em uma e, uma coisa apenas: fazer a vontade do Senhor.
2. Tomar a Cruz — Isto representa o firme desejo de nossa parte de ter nossa vida “terminada” para podermos...
3. Seguir após o Mestre. E que mestre que nós possuímos! O apóstolo João disse em Apocalipse que:
Apocalipse 1:5
Jesus nos amou e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados.
D. Se temos um Mestre tão amoroso e tão dedicado, deve ser apenas natural, segui-lo. O caminho, certamente, não é fácil, pois o mesmo apóstolo nos diz que ele era nosso —
Apocalipse 1:9
Irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus.
E. Nessas palavras do apóstolo João nós temos...

UMA VERDADEIRA PROPOSTA DE VIDA

Introdução.
A. O convite que Jesus nos faz, e é sempre um convite, pois ninguém é obrigado nem forçado a seguir a Jesus, está como tudo nesta vida, cercado de privilégios e de responsabilidades, e está sujeito a muitas dificuldades e tribulações.
B. Não devemos nunca falsear a verdade de que a vida Cristã NÃO é um mar de rosas.
C. Seguir a Jesus implica em assumir grandes responsabilidades e em grande e graves renúncias e sacrifícios.
D. Mas, seguir a Jesus também implica em grandes privilégios.
E. Vamos considerar hoje, por um pouco, alguns destes privilégios. As responsabilidades, nós trataremos mais adiante.

I. Os Privilégios
A. Não estamos sozinhos nesta caminhada.
1. Jesus está Conosco a cada Passo.
Jesus Cristo ao se despedir dos discípulos, imediatamente antes de subir aos céus disse a eles as seguintes palavras:
Mateus 28:18—20
18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.
19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
2. E Jesus é fiel em todas as suas palavras. Veja alguns exemplos retirados do livro dos Atos dos Apóstolos:
Atos 2:46—47
46 Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,
47 louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
Atos 3:12—13
12 À vista disto, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: Israelitas, por que vos maravilhais disto ou por que fitais os olhos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar?
13 O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo.
Atos 4:1—4
1 Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus,
2 ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos;
3 e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até ao dia seguinte, pois já era tarde.
4 Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil.
Atos 4:8—10
8 Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos,
9 visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado,
10 tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós.
Atos 4:18—20
18 Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus.
19 Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus;
20 pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.
Atos 5:14 e 42
14 E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor.
42 E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.
Atos 7:59—60
59 E apedrejavam Estêvão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!
60 Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.
Atos 8:1—3
1 E Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.
2 Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto sobre ele.
3 Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere.
Atos 9:3—5
3 Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor,
4 e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
5 Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
2. Não estamos sozinhos, porque o próprio Senhor Jesus está conosco todos os dias.
B. Deus, em Sua Graça nos Concede muitos Irmãos e Irmãs na Fé.
1. Temos que admitir que nos últimos tempos muitos daqueles que se chamam irmãos e irmãs têm sido mais motivo de tropeço do que de esperança na nossa caminhada cristã.
2. Talvez você e eu também estejamos nessa categoria. Temos que encarar essa pergunta: Eu sou motivo de ânimo, de entusiasmo, de esperança, de força e etc., para os meus irmãos na fé? Nessa questão nossa responsabilidade é individual.
3. Mas o Senhor em Sua sabedoria e bondade, nos colocou juntos aqui nesta comunhão com um propósito. Qual é esse propósito? Que cada um faça a sua parte para o progresso do Evangelho, tanto no que diz respeito ao evangelismo dos perdidos quanto para a edificação dos Santos —
Efésios 4:15—16
15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
16 de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
C. Somos Todos companheiros na tribulação, no reino e na perseverança.
1. Independente do que nos digam os falsos pregadores acerca da “vida de saúde e prosperidade” alguns fatos permanecem:
a. O mundo nos odeia:
1 João 3:13
Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia.
João 15:18—19
Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.
2. Enquanto estivermos neste mundo sofreremos tribulações – adversidades, contrariedades, aflições etc. Mas podemos encontrar plena consolação nas palavras de Jesus quando disse:
João 16:33
Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
3. O apóstolo Paulo quando fortalecia as igrejas do primeiro século não procurava enganar as pessoas prometendo um evangelho de saúde e prosperidade. Pelo contrário, de acordo com —

Atos 14:21 – 22
E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade — Derbe — e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus.
4. Por esses motivos tomar a cruz e seguir a Jesus é uma caminhada que exige muita perseverança. O autor de Hebreus nos incentiva dizendo:
Hebreus 12:1—4
1 Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,
2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
3 Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.
4 Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue.

Conclusão.
A. O autor de Hebreus nos lembra que:
Hebreus 13:8
Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.
B. Além do mais, Jesus nos prometeu o seguinte em —
João 14:15—18
15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos.
16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,
17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.
18 Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA SÉRIE “O DISCIPULADO CRISTÃO”

ESTUDO 001 — O CUSTO DO DISCIPULADO

ESTUDO 002 — UMA PROPOSTA DE VIDA
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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domingo, 10 de abril de 2016

VOCÊ SABE QUEM FOI DIETRICH BONHOEFFER? PARTE 002 - FINAL


Nascido na riqueza Dietrich Bonhoeffer caminhava para uma carreira brilhante como teólogo, até passar a ver a vida sob a perspectiva daqueles que sofrem, na Alemanha nazista. Isso lhe custou a vida.

O artigo abaixo é de autoria de Geffrey B. Kelly e foi publicado no Brasil pelo site da revista Cristianismo Hoje.

A primeira parte poderá ser vista por meio do link abaixo:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/voce-sabe-quem-foi-dietrich-bonhoeffer.html


A vida e a morte de um mártir moderno

Por Geffrey B. Kelly

Um ousado e ilegal novo seminário — Em 1935, os líderes da Igreja Confessante pediram a Bonhoeffer para dirigir um seminário ilegal perto do mar Báltico. Para a Igreja Confessante, estabelecer seus próprios seminários era um passo ousado. Eles simplesmente contornavam o treinamento típico dos candidatos nas universidades contaminadas pelo nazismo. Com seus próprios seminários, eles podiam ignorar as exigências para que os candidatos provassem seu sangue puro ariano e lealdade ao nazismo como condições para a ordenação. Estes seminários eram apoiados não por ajuda do governo, mas por ofertas de boa vontade.

Os jovens candidatos, que se juntavam primeiro em Zingst, no mar Báltico e mais tarde em uma escola particular abandonada, em Finkenwalde, lembram-se do seminário como um oásis de liberdade e paz. Bonhoeffer estruturava o dia ao redor da oração em comum, meditação, leituras bíblicas e reflexão, serviço fraternal, e suas próprias palestras. Cada dia era aliviado pela recreação, além de cantarem os negro spirituals que Bonhoeffer trouxera da América.

Mas o ponto alto de seu treinamento, eram as palestras de Bonhoeffer sobre discipulado. Elas deram origem ao mais conhecido de seus livros: O Discipulado. Nele, Bonhoeffer acusou os cristãos de buscarem “graça barata”, que garantia uma salvação na base da barganha, mas não fazia exigências reais às pessoas, envenenando, dessa forma, “a vida de seguir a Cristo”. Ele desafia os leitores a seguir a Cristo até a cruz, a aceitar “a graça de alto preço”, da fé que vive em solidariedade com as vítimas de sociedades sem coração.

A Gestapo fechou o seminário em outubro de 1937. Bonhoeffer tentou então conduzir um “seminário secreto em atividade”. Mas não houve sucesso. O espírito de Finkenwalde sobreviveu, entretanto, no “Vida em Comunhão”. Publicado em 1939, o livro registra as “experiências em comunidade” dos alunos. A igreja, Bonhoeffer acreditava, precisava promover um senso genuíno de comunidade cristã. Sem isso, não poderia testemunhar com eficácia contra a ideologia nacionalista na qual a Alemanha havia sucumbido. A congregação de uma igreja não era para ser fechada em si mesma, mas ser um ponto de apoio para os esgotados espiritualmente e um refúgio para os perseguidos. Através da oração e serviço a igreja podia tornar-se novamente “Cristo existindo como comunidade”.

A falta de coragem da igreja — Os anos de 1937 a 1939 foram particularmente problemáticos para Bonhoeffer e seu papel na luta da igreja. Os líderes da Igreja Confessante pareciam não ter firmeza na questão de ser contra fazer o pacto civil a Hitler. Ele ofereceu aos ministros da Igreja Confessante legitimidade para retomar seu apoio silencioso aos seus planos expansionistas, incluindo a anexação da Áustria. A paz, a respeitabilidade e o patriotismo eram a isca. Bonhoeffer queria que os bispos defendessem o direito dos pastores de se recusarem a fazer o pacto de fidelidade a Adolf Hitler.

Bonhoeffer foi bloqueado, também, em seus esforços para agitar uma oposição mais forte na igreja contra a cruel perseguição aos judeus. Para ele, os sínodos (assembleias) da igreja olhavam apenas os seus próprios interesses. Faltava-lhes o sentimento para assuntos mais urgentes: como contra-atacar o abuso e negação dos direitos civis na Alemanha. Ele censurou publicamente a falta de sensibilidade para com a situação difícil dos pastores aprisionados por suas dissidências.

Se os líderes da igreja levantassem suas vozes em favor dos judeus, Bonhoeffer teria como avaliar o sucesso ou o fracasso do sínodo. “Onde está seu irmão Abel?” — ele perguntava. Os ensaios e palestras de Bonhoeffer deste período exibiam sua indignação contra a covardia dos bispos. Ele frequentemente citava Provérbios 31:8 – “Erga a voz em favor dos que não podem se defender”, para explicar o motivo de ser a voz de defesa dos judeus na Alemanha nazista.
Em junho de 1938, o Sexto Sínodo da Igreja Confessante reuniu-se para resolver a última crise da igreja. O Dr. Friedrich Werner, comissário do governo, responsável pela Igreja da Prússia, havia ameaçado expulsar qualquer pastor que se recusasse a fazer, como um “presente de aniversário” a Hitler, o juramento de lealdade civil. Ao invés de lutar pela liberdade da igreja, o sínodo transferiu o peso da decisão para cada pastor individualmente. Este resultado caiu nas mãos da Gestapo, que pôde facilmente identificar os poucos desleais que ousaram recusar-se a fazer o juramento. Enfurecido com os bispos, Bonhoeffer questionava, “Será que a Igreja Confessante nunca irá aprender que, em questões de consciência, a decisão majoritária mata o espírito?”

Viagem por engano à América — No outono de 1938, Bonhoeffer sentia que era um homem sem igreja. Ele não conseguia influenciar a Igreja Confessante a tomar coragem e resistir a um governo civil que ele considerava como o mal inerente. Na frente ecumênica, ele havia se mostrado inapto em persuadir a Aliança Mundial das Igrejas a não aceitar a delegação do Terceiro Reich em sua conferência. Como forma de protesto, em 1937, Bonhoeffer renunciou ao cargo de secretário da Aliança Mundial.

Na chamada “Noite de Cristal” (Kristallnacht), em 9 de novembro de 1938, o frenesi do nazismo antissemita é permitido contra os cidadãos judeus. A polícia observava passivamente as hordas de alemães quebrar as vidraças das casas e das lojas judias e queimar as sinagogas, brutalizando contra os judeus. Bonhoeffer estava fora de Berlim naquela noite, mas voltou rapidamente para aquele cenário. Ele se recusou a acreditar nas tentativas de atribuir tal violência a tão falada maldição divina sobre os judeus por causa da morte de Cristo. Em sua Bíblia, ele sublinhou Salmo 74:8 – “Disseram em seus corações: ‘Vamos acabar com eles! E queimaram todos os santuários do país’”. – e colocou ao lado a data da Noite de Cristal.

Bonhoeffer sentiu um enorme desapontamento com o vergonhoso silêncio que se seguiu por parte da igreja, sobre aquela noite de selvageria. Este foi um dos fatores que o levou a cogitar uma segunda viagem à América. Ele desejava repensar seu compromisso com a Igreja Confessante, o ponto principal de sua oposição a Hitler.


Outra razão para deixar a Alemanha era a iminente convocação às forças armadas para os de sua faixa etária. Bonhoeffer compreendeu que sua recusa a ingressar no exército traria a ira nazista sobre seus colegas da Igreja Confessante. Bonhoeffer também havia entrado em contato com seu cunhado, Hans Von Dohnanyi, almirante Wilhelm Canaris, e o coronel Hans Oster (todos da unidade de inteligência militar ou Abwehr), que estavam preparando um golpe de estado. Ele temia, inconscientemente, atrair a atenção da Gestapo para este plano.

Por todos estes motivos, Bonhoeffer considerava a possibilidade de deixar a Alemanha, desta vez via um tour de palestras pelos Estados Unidos, no verão de 1939. O americano Paul Lehmann, seu amigo íntimo e o seu primeiro professor Reinhold Niebuhr, estavam ansiosos por resgatar Bonhoeffer do destino reservado aos dissidentes na Alemanha Nazista. Por isso arranjaram o tour com a intenção implícita de que, uma vez iniciada a guerra, ele pudesse permanecer na América. Bonhoeffer embarcou para os Estados Unidos em 2 de junho de 1939.

Entretanto, a tranquilidade desta viagem era perturbada pela lembrança da perseguição que os pastores dissidentes estavam enfrentando. A Godesberg Declaration, de 04 de abril de 1939, impunha a todos os pastores o dever de devotarem-se completamente a “política nacional de trabalho construtivo do Führer”. Tornava-se cada vez mais perigoso ser enumerado como um dos inimigos do Terceiro Reich. Neste período o diário de Bonhoeffer está repleto de expressões de ansiedade. Porque ele havia ido para a América quando era necessário aos cristãos da Alemanha?

Rapidamente Bonhoeffer mudou de ideia e resolveu voltar. Partiu em 08 de julho de 1939, pouco mais de um mês de sua chegada. “Cometi um engano ao vir para a América”, ele escreveu para Reinhold Niebuhr. “Eu tenho que viver este período da história nacional com os cristãos da Alemanha. Eu não terei direito de participar da reconstrução da vida cristã na Alemanha depois da guerra, se não compartilhar das aflições deste tempo com o meu povo”.

Atividades de espionagem — Quando retornou ao seu país, Bonhoeffer foi proibido de ensinar, pregar ou de publicar qualquer coisa sem submeter uma cópia do material para aprovação prévia dos nazistas. Ele também recebeu ordens para se apresentar regularmente à polícia. A liberdade para continuar a escrever veio inesperadamente através do seu recrutamento para uma conspiração. Hans von Dohnanyi e o coronel Hans Oster, figuras de prestígio na inteligência militar alemã, arranjaram para tê-lo figurando como indispensável para as atividades de espionagem que desenvolviam. Como Bonhoeffer estava designado para o escritório em Munique, isto o livrou da prisão e o deixou longe da vigilância da Gestapo em Berlim.

Sua missão ostensiva era espionar para a inteligência através de suas “visitas pastorais” e seus contatos ecumênicos. Todavia, sob esta aparência, Bonhoeffer estava envolvido em reais atividades de espionagem. Sua verdadeira e principal missão era conseguir com os Aliados os termos da rendição, caso o plano contra Hitler fosse bem-sucedido. O ponto alto dessas negociações foi em uma reunião secreta com o Bispo Bell, em Sigtuna – Suíça, em maio de 1942. Bonhoeffer convenceu Bell de que ele poderia acreditar que os conspiradores venceriam o governo nazista, restaurariam a democracia na Alemanha e fariam reparações de guerra. Bell levou estas informações ao Secretário Britânico para Assuntos Exteriores, Anthony Eden, mas os aliados responderam que para a Alemanha só havia a condição para uma “rendição incondicional”.

Quando não estava desperdiçando seu tempo no escritório de Munique, Bonhoeffer ficava em seu quartel-general, localizado nas vizinhanças de um mosteiro beneditino. Lá, ele continuava a escrever o que uma vez declarou ser o principal trabalho de sua vida: Ética – obra póstuma reconstruída por Eberhard Bethge. Na verdade, eram os últimos quatro fragmentos dos métodos de construção da ética cristã em meio à crise nacional da Alemanha. Neles, Bonhoeffer criticava a igreja duramente por “não ter levantado sua voz em defesa das vítimas ou... encontrado meios de sair em socorro a elas”. Em uma frase contundente ele declarou a igreja “culpada da morte dos mais fracos e dos mais indefesos irmãos e irmãs de Jesus Cristo”.

Cartas da prisão — Enquanto trabalhava para a Abwehr, Bonhoeffer se envolveu na chamada “Operação 7”: um ousado plano de contrabandear judeus para fora da Alemanha. Isto atraiu suspeitas da Gestapo, e em 05 de abril de 1943, após o fracasso de três atentados contra a vida de Hitler – Bonhoeffer foi preso e encarcerado na prisão militar de Tegel, em Berlim. A princípio, os nazistas tinham apenas acusações vagas contra ele: sua evasão do serviço militar, sua participação na “Operação 7” e suas deslealdades anteriores.

Durante o tempo que passou na prisão, Bonhoeffer escreveu cartas inspirativas e poemas que hoje são considerados como clássicos cristãos. Após a publicação póstuma de Resistência e Submissão, por Eberhard Bethge; pessoas de todo o mundo começaram a apreciar a criatividade incansável de Bonhoeffer em busca do significado da fé cristã. Estruturas religiosas sem significado e linguagem teológica abstrata eram respostas insípidas aos clamores das pessoas perdidas em meio ao caos e às mortes nos campos de batalha e campos de concentração.

Nestas cartas, Bonhoeffer também levantava questões perturbadoras que iriam irritar os líderes da igreja. Na carta de 30 de abril de 1944, ele confidencia que “o que mais me preocupa é a questão do que o cristianismo realmente é; ou de fato quem Cristo realmente é, hoje, para cada um de nós”.

Em resposta a esta questão, Bonhoeffer observava que a igreja, ansiosa por manter os privilégios clericais e sobreviver aos anos de guerra com seu status intacto, oferecia apenas, uma religião que servia a interesses próprios, tornando-se um refúgio da responsabilidade pessoal. A igreja falhara em demonstrar qualquer tipo de credibilidade moral em uma “época em que o mundo precisava dela”. A igreja tem que repudiar aqueles “adereços religiosos” que são muitas vezes confundidos erroneamente com a fé autêntica. Para ele, se Jesus é “o homem para os outros”, então a igreja somente poderá ser uma igreja de verdade quando existir para corajosamente servir às pessoas.

Bonhoeffer escreveu, também, cartas à sua noiva, Maria von Wedemeyer. Ele se apaixonara por Maria em 1942, quando conheceu a família dela durante as viagens a serviço da Abwehr. Ele foi atraído por sua beleza, vivacidade e seu espírito independente. Inicialmente, a família dela foi contra a um compromisso entre eles, por ela ser muito mais jovem – ela estava com 18 anos e ele com 37. Ele também estava envolvido em ações secretas que poderiam ser perigosas para ela. Mas após sua prisão, eles anunciaram o noivado publicamente como uma forma de apoio a ele. As visitas de Maria a Bonhoeffer tornaram-se o principal sustento dele durante os primeiros dias sombrios do seu encarceramento.

Uma das cartas que escreveu a Maria, fala do amor dos dois como “um sinal da graça de Deus, e de sua bondade; que nos encoraja a ter fé”. Ele acrescenta ainda, “e eu não falo de uma fé que foge do mundo, mas de algo que faz com que ele sobreviva, e cujo amor e verdade permanecem para o mundo apesar de todo o sofrimento que ele nos traz”.

Campo da morte em Flossenburg — Em 20 de julho de 1944, outro plano para assassinar Hitler falhou. A Gestapo, como resultado de sua rede de investigação, fechou o cerco contra os principais conspiradores, incluindo Bonhoeffer. Ele foi transferido para a prisão da Gestapo em Berlim, em outubro de 1944. Maria e Dietrich Bonhoeffer estavam completamente separados um do outro. Em fevereiro de 1945, Bonhoeffer foi mandado para o campo de concentração de Buchenwald.

Em meio ao caos reinante, por causa do assalto final das tropas aliadas à Alemanha, Maria viajou por todos os campos de concentração entre Berlim e Munique, geralmente a pé, em infrutíferas tentativas de ver Bonhoeffer novamente.

O que sabemos sobre aqueles últimos dias está reunido no livro The Venlo Incident (O incidente de Venlo), escrito por um companheiro de prisão de Bonhoeffer, o oficial da inteligência britânica Payne Best. Bonhoeffer e Payne Best estavam entre os “prisioneiros importantes” levados para Buchenwald. Best escreveu mais tarde sobre Bonhoeffer: “Ele foi um dos poucos homens que conheci para quem o seu Deus era real, e estava sempre junto com ele...”.

No dia 3 de abril, Bonhoeffer e outros presos foram colocados em um vagão de trem e levados para serem exterminados no campo de Flossenburg. Para transportarem prisioneiros desta maneira, a sentença de morte já havia sido decretada em Berlim. Os guardas da SS cumpririam as formalidades de uma corte marcial, executariam estes inimigos do Terceiro Reich e depois destruiriam seus corpos.

Em 08 de abril, eles alcançaram Schönberg, uma pequenina vila da Bavária, onde os prisioneiros eram amontoados em uma pequena escola usada temporariamente como prisão. Era o primeiro domingo depois da Páscoa, e muitos prisioneiros pediram a Bonhoeffer para liderá-los em culto e orações. Ele aceitou e meditou no livro de Isaías “E por suas chagas fomos curados”. Em seu livro, Best relembra aquele momento: “Ele tocou o coração de cada um, encontrando as palavras certas para expressar o espírito do nosso aprisionamento, os pensamentos e resoluções que isto tinha trazido”.

A quietude foi interrompida assim que a porta foi aberta por dois homens, membros da Gestapo, em trajes civis. Eles ordenaram que Bonhoeffer os seguisse. Para os prisioneiros, isto só podia significar uma única coisa: que ele seria executado em breve. Bonhoeffer arrumou tempo para se despedir de cada um. Puxando Best de lado, ele falou as últimas palavras das quais se têm registro, uma mensagem para seu amigo inglês, o Bispo Bell: “Este é o fim – mas para mim, o início da vida”.

Bem cedo, na manhã de 9 de abril, Bonhoeffer, Wilhelm Canaris, Hans Oster, e mais quatro outros conspiradores foram enforcados no campo de extermínio de Flossenburg. O médico do campo, que testemunhou as execuções, se lembra de ter visto Bonhoeffer ajoelhar-se e orar antes de ser levado à forca. “Eu fiquei profundamente comovido pela maneira com a qual aquele homem amável orava: tão devotado e tão certo que Deus ouviria sua oração”, ele escreveu. “Naquele lugar de execução, ele novamente fez uma pequena oração e então subiu os degraus para a forca; corajoso e sereno... Nos quase cinquenta anos em que trabalhei como médico, creio que jamais vi um homem morrer tão completamente submisso à vontade de Deus”.

À distância, soavam os canhões do exército norte-americano do general George Patton. Três semanas depois Hitler cometeria suicídio e, em 7 de maio, a guerra na Europa estaria terminada.

O nazismo contra o qual Bonhoeffer lutou sobrevive no mundo moderno sob outras formas de um mal sistemático. Mas o seu testemunho de Jesus Cristo ainda vive. Bonhoeffer continua a desafiar os cristãos a seguir Jesus até a cruz do genuíno discipulado e a ouvir o clamor dos oprimidos.

Dr. Geffrey B. Kellyé professor de teologia sistemática na La Salle University, na Filadélfia, e autor de “Liberating Faith: Bonhoeffer's Message for Today” (Augsburg, 1984 - Liberando a fé: a mensagem de Bonhoeffer para hoje)

Copyright © 2011 por Christianity Today International

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Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA - SERMÃO 007 - APOCALIPSE 2:8-11 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002



O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA — 

Introdução.

A. O tema principal da igreja em Esmirna é: SOFRIMENTO. 

B. Apesar de todo o triunfalismo e pregações anunciando vitórias sobre vitórias que temos na maioria das igrejas nos dias de hoje, mas que é algo que a Bíblia não ensina, a VERDADE bíblica que permanece é a que encontramos em: 

2 Timóteo 3:12 

Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. 

C. E perseguição envolve todo tipo de sofrimento. Mas mesmo no meio das perseguições e dos sofrimentos nos temos palavras consoladoras de Jesus, quando diz: 

Mateus 5:11 

Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.

 D. Por outro lado, se recebemos elogios do mundo, algo que muitos crentes procuram, então Jesus nos diz: 

Lucas 6:26 

Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas. 

E. Dessa forma, temos que o SOFRIMENTO é mesmo a marca da excelência da verdadeira igreja cristã. Não são os templos gigantescos, nem as multidões de pessoas que frequentam os mesmos e sim o SOFRIMENTO. 

Bonhoeffer

F. Dietrich Bonhoeffer, um pastor luterano que foi preso e depois executado via enforcamento por ordens diretas de Heinrich Himmler no campo de concentração de Flossenburg em 9 de Abril de 1945, escreveu o seguinte: 

Campo de Concentração de Flossenburg

“O sofrimento é, pois, o sinal do verdadeiro cristão. O discípulo não está acima do seu mestre... Lutero reconheceu o sofrimento como uma das marcas da verdadeira igreja... Discipulado significa sujeição ao sofrimento de Cristo, não sendo de forma alguma surpreendente que os cristãos sejam chamados para sofrer!” 

G. O sofrimento do povo de Deus é uma realidade nos dias de hoje em países como a Síria, o Iraque, o Irã, a China, a Índia, o Sudão, o Senegal e etc. 

H. Mas hoje queremos aprender, lendo a carta dirigida a Esmirna, acerca das consolações que Jesus nos promete.

AS CONSOLAÇÕES QUE CRISTO NO PROMETE

As palavras de Cristo são claras e não deixam nenhuma dúvida: 

Apocalipse 2:10 

Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. 

Cristo é digno da nossa confiança. Na mensagem anterior nós insistimos que devemos aprender a manter nosso olhar no horizonte da eternidade. Quando agimos assim, as situações do presente perdem sua força, pois o que nos aguarda, onde Jesus está é muito, mas muito superior e possui glória infinita e inesgotável. Paulo diz acerca disso o seguinte: 

2 Coríntios 4:17—18 

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não vêem são eternas. 

Motivos porque devemos confiar em Cristo e esperar nEle.

I. Jesus é ETERNO 

A. Conforme Jesus mesmo se apresenta — Apocalipse 2:8 — Ele é o Primeiro e também o último. Junto com essa apresentação ele acrescenta um mandamento para não termos medo conforme — 

Apocalipse 1:17 

Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. 

B. Com essas palavras Jesus se mostra a todos nós como o Deus verdadeiro que ele é. Se Deus está falando conosco, então devemos prestar atenção e acalmar nossos corações mesmo diante das situações mais difíceis da vida! 
C. Em meio às tempestades dessa vida, quando nosso pequeno barquinho parece que vai naufragar, nós ainda podemos ouvir as palavras do Senhor aos discípulos quando ele disse: 

Mateus 14:27 

Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! 

D. Em meio a todas as mudanças que estamos experimentando, Jesus é imutável. 

Hebreus 13:8 

Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.

II. Jesus é VITORIOSO 

A. Jesus Cristo morreu, mas ele tornou a viver — Apocalipse 2:8 

B. Jesus nos estimula a sermos fiéis até à morte. Sabe por quê? Porque ele mesmo foi fiel até a morte: 

Filipenses 2:8 

Jesus a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. 

C. Jesus não apenas experimentou a morte, mas experimentou um tipo de morte, particularmente violenta: a morte por crucificação, onde a pessoa morre agonizando à medida que o simples ato de respirar vai se tronando cada vez mais e mais difícil. Por conveniência, os romanos costumavam, quando alguém demorava demais para morrer, quebrar a perna do condenado na altura do joelho causando uma hemorragia massiva que matava o infeliz em poucos minutos. 

D. Mas Jesus, mesmo experimentando esse tipo de morte agonizante e violenta, a Bíblia nos diz que: Ele venceu tudo e ressuscitou! 

E. Ao ressuscitar, Jesus não apenas venceu a morte, mas ele vez algo ainda mais impressionante: 

Hebreus 2:14—15 

14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 

15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.

III. Jesus Sabe Todas as Coisas 

A. Jesus diz: Conheço as tuas aflições — Apocalipse 2:9. Isso deve nos servir de grande conforto. Jesus sabe, Jesus conhece, Jesus entende tudo pelo que estamos passando. 

B. Se você anseia desabafar com alguém, Jesus nos diz que ele é o melhor confidente que podemos ter. 

C. Jesus sabe de tudo, porque ele é o que se encontra caminhando por entre os candelabros que representam as igrejas. Nada foge ao seu olhar penetrante. Ninguém pode se esconder de Jesus. 

D. Por mais profunda que seja nossa tristeza e por maior que seja nosso sofrimento, Jesus nos conhece e Ele se interessa por nós.

IV. Jesus é EQUILIBRADO

A. Com isso queremos dizer que Jesus tem uma compreensão perfeita de toda a realidade. Ele diz ao povo de Esmirna: Conheço sua pobreza, mas tu és rico. O conjunto de valores de Jesus é diferente daquele do mundo. Para o mundo a riqueza é essa que existe aqui. Para Jesus a verdadeira riqueza é aquela que acumulamos no céu. 

B. Mesmo as pessoas mais pobres de acordo com o padrão mundano, ainda assim elas podem: 

1. Acumular tesouros nos céus 

Mateus 6:19—21 

19 Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam;

20 mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; 

21 porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 

2. Ter um tesouro no céu. 

Mateus 19:21 

Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. 

3. Ser rico para com Deus. 

Lucas 12:21 

Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus. 

4. Ser rico em boas obras 

1 Timóteo 6:18 

Que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir. 

5. Ser rico na fé 

Tiago 2:5 

Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam? 

Conclusão:

A. Jesus nos disse o seguinte acerca do ódio que o mundo tem por nós e da consequente perseguição:

João 15:18, 20

18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim.

20 Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros.

João 16:33

Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.

B. A perseguição e o sofrimento acontecem sempre quando a verdade do Evangelho é proclamada, porque tal proclamação faz afirmações desagradáveis acerca dos seres humanos em geral. Como exemplo do que estamos dizendo podemos citar:

1. Somos todos pecadores perdidos.

2. Não podemos nos salvar a nos mesmos.

3. Estamos condenados a uma separação eterna de Deus num lago que arde com fogo e enxofre.

C. Essas afirmações não são nada agradáveis e as pessoas não estão dispostas a tolerar as mesmas. Primeiro elas se levantam e vão embora. Depois começam a criticar e perseguir e, por fim, culminam com violência física e até mesmo o assassinato dos cristãos. Tudo isso apenas por causa do que os cristãos ensinam e não porque os mesmos tenham cometido algum crime passível de punição.

D. Os padrões morais de Cristo também são inaceitáveis para a maioria dos seres humanos:

1. Honestidade nos negócios.

2. Castidade antes do casamento.

3. Fidelidade depois do casamento.

4. Contentamento em vez de cobiça.

5. Autocontrole e autossacrifício.

E. Nós somos tão poucos, os crentes verdadeiros, mas as palavras do Senhor para nós são as mesmas de sempre, desde o início dessa mensagem. Jesus nos diz:

Lucas 12:32

Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino.

F. Jesus veio a esse mundo, abriu mão de todas as suas glórias para:

2 Coríntios 8:9

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.




OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

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APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

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APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006 — FINAL

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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