Templo de Salomão tem 100 mil m²
de área construída
O artigo abaixo é de autoria de
Adriana Ferraz Diego Zanchetta e foi publicado no site do Jornal o Estado De
São Paulo
Prefeitura
quer 3,5 mil casas populares por Templo de Salomão
Adriana Ferraz Diego Zanchetta —
O ESTADO DE S. PAULO
Maior espaço religioso do País
teve as portas abertas com o respaldo de um alvará provisório emitido pela
gestão de Haddad
SÃO PAULO - Um mês e meio após a
festa de inauguração, a Prefeitura quer exigir da Igreja Universal a construção
de 3,5 mil moradias populares para regularizar o Templo de Salomão, erguido no
Brás, centro da cidade. O maior espaço religioso do País, com 100 mil m² de
área construída, teve as portas abertas com o respaldo de um alvará provisório
emitido pela gestão de Fernando Haddad (PT) em 19 de julho — 13 dias antes da
abertura.
A nova contrapartida foi sugerida
pela Secretaria de Licenciamento em documento já enviado ao Ministério Público
Estadual, que investiga a construção do templo desde fevereiro. No inquérito
instaurado pelo promotor de Justiça Maurício Antonio Ribeiro Lopes, são
apuradas algumas supostas irregularidades, como o fato de a igreja ter sido
construída com base em um alvará de reforma.
A exigência aventada pela
Prefeitura, no entanto, diz respeito a outra regra que teria sido burlada pela
Universal. O zoneamento onde está o templo foi definido pelo Plano Diretor de
2004 como Zona Especial de Interesse Social (Zeis). Por isso, a área deveria
ser reservada à construção de moradias populares, o que não ocorreu.
Com o templo erguido, os
vereadores regularizaram o espaço durante a votação do novo Plano Diretor. Em
30 de junho deste ano, ficou definido que a área não mais seria classificada
como Zeis, em uma tentativa de anistiar a Universal. Os parlamentares da base
aliada do governo na época justificaram que não fazia mais sentido manter o
zoneamento porque a obra já estava pronta.
A decisão ainda atendeu à pressão
de um dos principais grupos do Legislativo Municipal: a bancada evangélica,
hoje com dez representantes. São vereadores eleitos com o apoio de fiéis da
Igreja Mundial, da Igreja da Graça, da Bola de Neve e da Assembleia de Deus, além
da própria Universal.
Durante a negociação, todos os
vereadores receberam convites para a inauguração, que ocorreu em 31 de julho
com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT).
Contrapartida. Acionada pela
Promotoria de Habitação e Urbanismo, a Prefeitura agora quer assegurar que o
Templo de Salomão oferecerá as contrapartidas sociais que deveriam ter sido
cobradas em agosto de 2008, quando a igreja protocolou o pedido oficial de
construção.
Pelas regras do Plano Diretor em
vigor durante toda a obra, a igreja deveria construir conjuntos de habitação
social para ao menos 400 famílias, se quisesse obter autorização para atuar em
área de Zeis. A condição, no entanto, não foi cumprida e, mesmo sem erguer nem
sequer uma moradia, a obra do Templo de Salomão foi autorizada em 22 de outubro
de 2008. O Ministério Público Estadual investiga se houve irregularidade na
emissão das licenças e na construção.
Acordo. O promotor Maurício
Ribeiro Lopes se reuniu na segunda-feira, 8, com representantes da Igreja
Universal, na tentativa de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O
objetivo é restabelecer parte das contrapartidas não exigidas durante o
processo de obra, além de amenizar os impactos no trânsito local.
Procurado, Lopes não quis revelar
o teor das propostas apresentadas à igreja. Já a Universal afirmou, por meio de
nota oficial, que só vai se manifestar sobre a proposta apresentada pelo
Ministério Público Estadual no momento oportuno.
O artigo original do site do
Estado de São Paulo poderá ser visto por meio desse link aqui:
NOSSO COMENTÁRIO
Chega a ser inacreditável que
pessoas que alegam proclamar a mensagem do Deus que prima pela justiça e pela
correção ajam de forma tão criminosa e despudorada. Pior ainda é sabermos que a
mesma recebeu pleno apoio e nenhuma condenação dos vereadores da bancada
evangélica, homens oriundos de igrejas tais como Igreja Mundial, da Igreja da
Graça, da Bola de Neve e da Assembleia de Deus, além da própria Universal.
É óbvio que independentemente de
qualquer acordo que a IURD chegue com o Ministério Público, tanto a Igreja do
sr. Edir Macedo como os nobres vereadores terão muito que responder diante de
Deus por todos esse atos.
Que Deus não deixe impunes esses
que, somente Deus sabe como, conseguem burlar as leis e fazer o que bem
desejam, prejudicando toda a população da cidade de São Paulo.
Alexandros Meimaridis
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