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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A VITÓRIA DE MARCELO CRIVELLA E A TEOCRACIA DE EDIR MACEDO


Marcelo Crivella
Crivella se afastou de tom religioso na campanha à prefeitura do Rio

O artigo abaixo foi publicado no site DW.

O avanço dos evangélicos, agora também no Executivo

Vitória de Marcelo Crivella no Rio é marco na trajetória de pastores na política brasileira. Segundo especialistas, conquista de prefeituras faz parte de projeto amplo de ocupar governos e até mesmo a Presidência.

A vitória do bispo licenciado Marcelo Crivella na eleição municipal do Rio de Janeiro, neste domingo (30/10), marca uma nova etapa na trajetória dos pastores evangélicos na política brasileira. Eleito com 59,37% dos votos válidos, Crivella vai comandar a prefeitura da segunda maior cidade do Brasil e uma das principais vitrines do país, com orçamento de 31 bilhões de reais.

Com essa vitória, o projeto político dos pastores evangélicos finalmente conseguiu ir além do nicho que vem sendo cultivado na Câmara Federal – além dos Legislativos estaduais e municipais – e mostrar que também tem força em eleições majoritárias.

Sua ascensão também deve catapultar a influência do PRB, o partido dominado por membros da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). A denominação religiosa é comandada por Edir Macedo, que é também tio de Crivella e controla a Rede Record, a segunda maior emissora de TV do país. "É uma igreja com um projeto de poder que apresenta condições de colocá-lo em prática. A própria estrutura da Universal parece a de um partido ou de uma empresa", afirma Edin Abumanssur, professor de Sociologia da Religião da PUC-SP.
O PRB registrou um aumento de 31% no número de prefeitos e 33% no de vereadores nestas eleições. Em 2017, vai administrar 105 prefeituras. Mas o avanço dos evangélicos não se deu apenas com o PRB.
Neste ano, as 26 capitais brasileiras contaram com mais de 250 candidatos que se identificaram como "pastores", "missionários" ou "bispos" de diversas denominações. Na cidade como São Paulo, a bancada de evangélicos subiu de sete para treze vereadores (quase um quarto do total da Câmara).

A ascensão de Crivella e de outras figuras é influenciada pelo aumento da proporção de evangélicos no país. O Brasil continua sendo o maior país católico do mundo, mas o último censo mostrou que a população de evangélicos subiu de 15,4% em 2000 para 22,2% naquele ano. Segundo pesquisa do instituto Datafolha, 33% dos 4,9 milhões de eleitores registrados no Rio se identificam como evangélicos. Um levantamento antes do pleito mostrou que 91% deles apoiavam a candidatura de Crivella.

Imagem e retórica

Políticos evangélicos já exercem influência decisiva na política carioca e fluminense desde o final dos anos 90. O Estado do Rio já foi governado entre 1999 e 2006 por uma orquestração de políticos evangélicos que contou com Anthony Garotinho. Só que nenhum deles iniciou a trajetória política nas fileiras de uma igreja ou é tão fortemente identificado com uma denominação específica como Crivella, que se licenciou como bispo da IURD para disputar sua primeira eleição para o Senado, em 2002.

Para vencer a prefeitura do Rio, Crivella acabou tendo que moderar seu tom. Em 2008, quando se lançou pela primeira vez à prefeitura, foi derrotado ainda no primeiro turno. À época, fez uso de discurso religioso e provocou controvérsia ao atacar um de seus adversários, que defendia direitos de homossexuais, afirmando com desprezo que este promovia "o homem com homem".

Resultado de imagem para TEMPLO DE SALOMÃO 
Megatemplo da Igreja Universal em São Paulo

"Nem todo o Brasil é evangélico. Eles podem formar uma bancada numa eleição proporcional, mas esses votos não são suficientes para conquistar o Executivo. Para ir além dos seus fiéis, os políticos evangélicos têm que fazer concessões, especialmente no tom religioso. Elas não precisam tanto ser nos costumes, já que o brasileiro em geral é conservador", afirma Abumanssur.

Para Christina Vital, professora de Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Crivella ofereceu diferentes motivos para votar do que simplesmente a religião. "Ele enfatizou muito o discurso do cuidado com a população, sobre a qualidade dos serviços. A própria IURD tem um lado liberal na economia que tem apelo entre empresários. No Legislativo, os pastores podem falar só para sua base, mas no Executivo tem que falar com toda a sociedade", afirmou.

Em um debate na eleição deste ano, Crivella exemplificou sua nova abordagem para conquistar eleitores fora do nicho evangélico ao responder a uma acusação de um adversário. "Você está preocupado com a minha igreja? E a fila dos hospitais? Interessa para eles se eu sou católico, espírita, umbandista ou evangélico?", disse o político na ocasião.

O candidato chegou a dizer na TV: "eu jamais misturei política com religião" – apesar de sua ficha demonstrar que isso não é verdade. No Senado, ele promoveu projetos que beneficiavam diretamente igrejas, como uma proposta de isentar do pagamento de IPTU os imóveis alugados utilizados para cultos.

Voos mais altos

Para Abumanssur, mesmo que Crivella tenha apenas disfarçado sua tendência religiosa, não vai ser tão simples para ele implementar uma agenda religiosa numa cidade como o Rio. "Existem questões jurídicas e políticas difíceis de contornar. A principal pauta dos evangélicos está ligada aos costumes. Só que isso não é tema de competência de uma prefeitura", afirmou.

Segundo Abumanssur, o provável papel de Crivella será de mostrar a um público mais amplo que pastores são capazes de administrar uma cidade. "Não tenho dúvidas de que a Universal quer alçar voos mais altos."

Vital também afirma que Crivella deve deixar a religião de lado na administração e mostrar uma face amigável de políticos religiosos. "Existem, sim, áreas em que se pode promover uma agenda religiosa em uma prefeitura, como a educação. Mas Crivella deve se concentrar em fazer uma gestão eficiente para produzir uma vitrine para os evangélicos e expandir o eleitorado", afirma. "Ele é parte de um projeto amplo de ocupação do Executivo, que quer conquistar governos e até mesmo a Presidência e que, aí sim, vai deixar sua marca na cultura e na sociedade. Esse projeto envolvendo o Executivo também deseja influenciar o Judiciário."

Em 2012, mesmo ano em que sugeriu que os gays podem ser fruto de aborto malsucedido, Crivella declarou durante um encontro com pastores da IURD registrado em vídeo que os brasileiros ainda vão "eleger um presidente da República que vai trabalhar para nós e nossas igrejas".

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

ACIDENTE NO ESTACIONAMENTO DO TEMPLO DE SALOMÃO MATA DOIS



O artigo abaixo foi publicado no site da Folha de São Paulo com notícias do Agora.

Motorista atropela 7 pessoas no Templo de Salomão em SP: 2 morrem

Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas na tarde deste domingo (16) em um acidente no estacionamento do Templo de Salomão, da Igreja Universal, no Brás, região central de São Paulo.

Uma mulher, que chegava de carro – um Sandero prata – para participar do culto por volta das 18h, perdeu o controle da direção do veículo que manobrava no estacionamento e avançou contra os fiéis que esperavam para entrar no templo.

Em nota, a Igreja Universal informou que sete pessoas foram atropeladas e que imediatamente acionou apoio médico aos feridos. Ao menos 11 equipes dos bombeiros foram ao local para prestar socorro aos feridos.

A policial militar aposentada Iraci da Silva Fabri, 48, e Rosimeire Rodrigues Gunter, 39, chegaram a ser levadas para o Hospital das Clínicas, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. Os outros feridos foram encaminhados para hospitais das Clínicas, Tatuapé, Vila Alpina e Ipiranga.

O caso foi registrado no 8º DP (Brás) onde a motorista, identificada apenas como Dilza, afirmou à polícia que o carro, que funciona com câmbio automático, sofreu uma pane. Segundo ela, o veículo deu um tranco e acelerou sozinho.

Localizado no Brás (região central), o Templo de Salomão, com 75.948 metros quadrados, é o maior da cidade. Tem área construída 13 vezes maior que a da Catedral da Sé (5.700 metros quadrados).
A edificação é capaz de receber até 10 mil pessoas sentadas e, segundo a Universal, custou R$ 680 milhões. A arquitetura tenta reproduzir o que teria sido o templo bíblico de mesmo nome.

O templo teria IPTU anual de cerca de R$ 3 milhões por ano. Cercado de polêmica desde sua inauguração em 2014, o local ainda não tem alvará definitivo. Sem isenção até o momento, o Templo de Salomão consta como devedor de R$ 7,6 milhões em IPTU. Segundo a Universal, a imunidade está em análise pela prefeitura.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos e possa consolar as famílias dos mortos e feridos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

EDIR MACEDO É RECEBIDO POR BENJAMIN NETANYAHU


Bispo Edir Macedo cumprimenta o premiê israelense, Netanyahu/Amos Ben Gershom/GPO

O arquivo abaixo foi publicado pelo site r7.

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, recebe o líder da Igreja Universal, Edir Macedo
Premiê israelense ressaltou a obra da Igreja Universal e prometeu visitar o Templo de Salomão

O proprietário da Rede Record e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo, foi recebido na manhã desta quinta-feira (17), em Jerusalém, pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O encontro entre os dois foi reservado e sem a presença da imprensa. Eles trataram de assuntos como a relação da Igreja Universal com o povo judeu e o Estado de Israel.

Netanyahu destacou a importância do trabalho realizado pela Universal no Brasil e no mundo e afirmou que é fundamental aprimorar as relações entre Brasil e Israel.

O líder israelense ainda cumprimentou Edir Macedo pela construção do Templo de Salomão em São Paulo.

Netanyahu, que é arquiteto de formação, disse que a obra é única e o projeto, magnífico. Ele prometeu em breve visitar o Brasil para conhecer a obra.


Para Shaul Ravid, vice-presidente do fundo de ajuda a Israel, que participou da reunião, mesmo antes do Templo de Salomão, a Igreja Universal já era conhecida pelos laços com Israel. Ele garantiu que as relações entre a igreja e o país serão intensificadas.

— O primeiro-ministro destacou a importância de todo o trabalho feito pela Igreja Universal e, sobretudo, pelo bispo Macedo no Brasil, em particular, e para todo o Estado de Israel, em geral.

Ravid destacou também que o primeiro-ministro agradeceu o trabalho do bispo Macedo pelo esclarecimento e causa israelense.
— Sou muito otimista que, em um futuro próximo, possamos fazer vários tipos de projetos em parceria.

Encontro aconteceu na manhã desta quinta-feira (17) Amos Ben Gershom/GPO

Templo de Salomão

O templo foi inaugurado em julho de 2014 com a presença de diversas autoridades brasileiras e israelenses. Num dos momentos mais importantes da cerimônia, o hino israelense foi executado.

Passado um ano e meio, ele se tornou um dos principais pontos turísticos do Brasil. 

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


NOSSO COMENTÁRIO

À! As tolices humanas. Edir Macedo acha o máximo cumprimentar o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, um notório genocida do povo palestino.

O equívoco cometido por Edir Macedo de confundir o Israel da Bíblia com o atual Estado moderno de Israel o faz tomar partido ao lado do tirano, do dominador e do destruidor Estado de Israel, contra o povo palestino. Por favor, não queiram confundir as coisas. Desde o início da última intifada, há alguns meses, 120 palestinos foram assassinados por israelenses enquanto o numero de israelense assassinado chegou a 20. Ou seja, 1 israelense para cada 20 palestinos. Quem é a verdadeira vítima nessa gigantesca trapaça? Faça as contas você mesmo.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

EDIR MACEDO AFIRMA QUE TODAS AS RELIGIÕES SE CURVARÃO DIANTE DO TEMPLO DE SALOMÃO



Depois de ter a nítida impressão que já havia visto e ouvido tudo o que era possível, em termos de bobagens, proferidas pelo sr. Edir Macedo, proprietário da Igreja Universal do Reino de Deus, que inclui o grande Templo de Salomão no Brás, hoje fui surpreendido por uma afirmação estapafúrdia, se não a mais estapafúrdia, proferida por esse falso mestre, completamente alucinado.

Segundo o vídeo que poderá ser acessado por meio do link abaixo, o sr. Edir Macedo, alegando que a ordem para a construção do Templo de Salomão no Brás  veio diretamente de Deus, afirma que todas as religiões irão se curvar diante do mesmo. Bem, as religiões até pode ser, mas nenhum crente verdadeiro pode ter qualquer interesse que seja por esse símbolo gigantesco de idolatria e judaização da fé cristã.

Convidamos todos a assistirem ao breve vídeo e tirar suas próprias conclusões, por meio desse link aqui: NOTE BEM: O Blog o Grande Diálogo considera algumas imagens apresentadas de gosto duvidoso, mas o importante mesmo são as palavras de Edir Macedo.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

PREFEITURA DE SÃO PAULO RENOVA “ALVARÁ PROVISÓRIO” PARA O TEMPLO DE SALOMÃO NO BRÁS.

Templo de Salomão da Igreja Universal na região central de São Paulo

O artigo abaixo foi publicado pelo site da Revista VEJA com informações de Conteúdo do Estadão.


Sem contrapartida, Haddad renova licença do Templo de Salomão



Megatemplo da Universal ainda não pagou à prefeitura as contrapartidas por ser um empreendimento classificado como "polo gerador de tráfego"

Edir Macedo inaugura Templo de Salomão da Igreja Universal no Brás, região central de São Paulo - Dário Oliveira/Código19/Folhapress

A gestão Fernando Haddad (PT) renovou a licença provisória do Templo de Salomão da Igreja Universal do Reino de Deus, no Brás, na região central de São Paulo, por mais seis meses. O maior templo do país, com 100.000 metros quadrados de área construída em terreno de 35.000 m², teve as portas abertas com o respaldo de um alvará provisório emitido pela - prefeitura em 19 de julho do ano passado – treze dias antes da abertura.

A igreja, com capacidade para 10.000 fiéis e 1.200 vagas de estacionamento, ainda não pagou aos cofres municipais as contrapartidas por ser um empreendimento classificado como "polo gerador de tráfego". Como a obra foi considerada, em agosto de 2008, uma "reforma" pela prefeitura, a Universal apenas teve de pagar, como contrapartidas exigidas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), cinco rebaixamentos de guias, instalação de seis semáforos e o plantio de 25 mudas de árvores.

O Ministério Público Estadual (MPE), porém, abriu inquérito para investigar as licenças concedidas ao templo em fevereiro de 2014. Desde junho do ano passado, o promotor Maurício Ribeiro Lopes passou a exigir que a Prefeitura cobre as contrapartidas da igreja, localizada na Avenida Celso Garcia, como se fosse um "polo gerador de tráfego". Procurado para comentar o caso nesta segunda, Lopes afirmou que não vai se manifestar até a Universal definir o pagamento que deverá ser feito.

A gestão Haddad e o MPE negociam com a Universal duas possibilidades de contrapartidas. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a igreja deverá responder ao MPE, até o final desta semana, se prefere doar um terreno de 60.000 m², que será destinado à construção de até 3.500 moradias populares, ou se vai pagar um valor estimado em 96 milhões de reais – verba que deverá ser aplicada em melhorias no viário do entorno do templo, estrangulado durante os cultos diários realizados às 10 horas e às 19 horas.

Procurada, a Universal informou que vai se manifestar "no momento oportuno sobre a proposta do MPE".

Negociação – Na semana passada, houve reunião entre Haddad, o secretário de Governo, Chico Macena, o promotor, e representantes da igreja. Na ocasião, foram definidas as duas possibilidades de pagamento como forma de a Universal obter o alvará definitivo.

Sobre a renovação do alvará provisório antes da definição da contrapartida, a prefeitura argumenta que o documento pode ser emitido para empreendimentos que ainda não estão totalmente regularizados.

Se o templo fosse enquadrado como "polo gerador de tráfego" quando a Universal tentou obter a licença, a igreja teria de pagar 5% do valor da obra de 680 milhões de reais (cerca de 35 milhões de reais) em contrapartidas ambientais e melhorias viárias.

O artigo original de VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:


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Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

IGREJA UNIVERSAL E AS IRREGULARIDADES DO TEMPLO DE SALOMÃO NO BRÁS


  
Terreno sobre o qual a Universal solicitou um alvará de reforma, mas onde acabou construíndo o seu Templo de Salomão no Brás sem a documentação apropriada

O artigo abaixo foi escrito por Dan Martins e publicado no site Gnotícias.

Igreja Universal pode ter que pagar R$ 96 milhões por irregularidades no Templo de Salomão

Por Dan Martins      

A construção do Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, foi cercada de controvérsias e denúncias de irregularidades. A principal delas foi a denúncia de que para executar a obra a igreja apresentou, em 2006, um pedido de reforma de um prédio que havia sido demolido ao menos dois meses antes, ao invés de um pedido de construção.

Outro problema apontado é que o terreno onde o megatemplo da Universal foi construído fica numa área considerada com boa infra-estrutura urbana, que pertence à Zona Especial de Interesse Social (ZEIS), que o Plano Diretor vigente dedica à construção de novas moradias populares. Isso se dá especialmente pelo fato de a cidade de São Paulo registrar déficit habitacional, como muitas outras capitais brasileiras.

Devido a essa irregularidade, uma das possibilidades apresentadas pelo Ministério Público à igreja para que um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) seja firmado, é o pagamento de até R$ 96 milhões ao município de São Paulo como contrapartida pela construção irregular.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, com um acordo assinado, a Promotoria desistiria de propor uma ação solicitando que a Justiça determine a demolição do templo.


Segundo a Folha a Universal usou informações falsas para aprovar as obras do templo, e que aprovação teve a participação de Hussain Aref Saab, suspeito de comandar esquema de corrupção na aprovação de obras na gestão Gilberto Kassab (PSD).

O templo está funcionando atualmente com uma licença provisória. A autorização foi renovada pela gestão Fernando Haddad (PT), com o aval do Ministério Público Estadual.

O artigo original do site Gnotícias poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSA OPINIÃO

Ficamos muito surpresos, diante de toda a pompa, circunstância e fanfarronice apresentada pelo sr. Edir Macedo e seus parceiros nos cultos no chamado templo de Salomão no Brás, quando tomamos conhecimento que tudo não passa de uma enorme prática de hipocrisia já que o tal templo é fruto de alguma falsidade ideológica e, possivelmente, corrupção. Tudo isso enquanto a Igreja alega que deseja pregar o Evangelho de Jesus Cristo. Um evangelho, que por sinal, considera o tal templo de uma inutilidade total e como todo o resto das coisas desse mundo está fadado a ser totalmente destruído no fim dos tempos.

Que Deus tenha misericórdia de tudo isso e de todos os envolvidos nessa verdadeira maracutaia.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS DÁ PASSOS FIRMES EM DIREÇÃO À TOTAL JUDAIZAÇÃO



O material abaixo foi publicado pela revista Cristianismo Hoje.

Entre levitas e menorás

Com o Templo de Salomão, Igreja Universal busca maneiras de se reinventar em meio a uma concorrência crescente.

Escrito por Leonildo Campos

Recebi um convite para participar de uma cerimônia no recém-inaugurado Templo de Salomão depois de ter sido incluído numa lista com nomes de colegas professores e alunos que seria submetida a alguém da Igreja Universal do Reino de Deus. Recebi então o convite para o chamado “Congresso de Pastores Evangélicos”, acompanhado de um cartão com as regras a serem seguidas no local e uma fita de identificação autorizando, somente para aquele dia e hora, o trânsito pelo santuário.

No dia marcado, acompanhado de minha mulher – que recebeu a orientação para não ir de calças compridas ou blusa com decote – estacionei num enorme espaço nos subterrâneos do prédio, com capacidade para aproximadamente dois mil veículos. Na entrada, rapazes com batas brancas e um cordão como cinto, chamados de “levitas”, recebiam os visitantes com uma saudação hebraica: “Shalom”, à qual respondi com um não menos simpático “bom dia”. A nave do templo permaneceu na penumbra durante o tempo de espera, com uma música orquestral de fundo e clipes com imagens filmadas na região do Sinai ou em cenários cinematográficos.

Às nove horas da manhã, começou a apresentação de um pequeno filme em projeção de 180 graus, contendo uma síntese da história de Abraão até o surgimento da Universal. Aliás, a qualidade das imagens e do som era excelente. Quando as luzes se acenderam, abriram-se as cortinas e o bispo Edir Macedo entrou acompanhado de um pequeno grupo de “levitas”. A cortina, na verdade, é um enorme véu – e por detrás dela, apesar da escuridão da nave do templo, dava para ver as palavras grafadas seguindo a curvatura das letras hebraicas: “Santidade ao Senhor”. No centro do palco, também chamado de “Altar de Deus”, estava uma enorme réplica da arca da aliança e um candelabro com sete luzes acesas. Aparentemente, os dois objetos são folheados ou banhados a ouro.    

O bispo e os “levitas” se ajoelharam diante da arca e, depois de uma breve oração, saíram todos, menos Macedo. O bispo, então, começou a cerimônia, seguindo-se uma ordem litúrgica simples, tal como ocorre nos demais templos da Iurd. Edir Macedo vestia terno e gravata, com um quipá na cabeça e uma capa com bordados judaicos sobre os ombros. Durante os 90 minutos seguintes, houve orações, cânticos e momentos reservados às ofertas, entremeados de curtos momentos de pregação, tudo sempre acompanhado por uma discreta música de fundo. Na hora das ofertas, as pessoas levaram seus envelopes à frente. Uns depositaram-nas em cofres; outros, nas salvas trazidas pelos “levitas”. Outro obreiro, com uma maquininha online, esperava pacientemente que alguns doadores, em uma pequena fila, digitassem as suas senhas de banco e o valor a ser depositado na conta da igreja.

O clima do culto parecia se inspirar quase que exclusivamente no Antigo Testamento. Aliás, essa tem sido a fonte de legitimação não somente para a Igreja Universal como para outras denominações pentecostais, que têm se entregado, desde os anos 1990, a uma onda de “judaização” crescente. A bem da verdade, a Iurd não é pioneira neste sentido na América Latina. A partir do Peru, está se espalhando pela região amazônica a Igreja Israelita do Novo Pacto Universal, ligada a grupos cristãos sionistas do Chile e da Colômbia. Surgida nos anos 1960, a instituição celebra as festas judaicas – e, em suas cerimônias, os fiéis se vestem a caráter e realizam sacrifícios de animais. Muito antes disso, ainda no século 19, o Adventismo do Sétimo Dia focou parte de suas doutrinas nas tradições judaicas e no Antigo Testamento.  Desde os anos 1980, no Brasil, a pastora Valnice Milhomens, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, comemora a Festa dos Tabernáculos ou das Cabanas. Devem-se acrescentar, aqui, algumas comunidades judaicas chamadas de messiânicas, que aceitam Jesus de Nazaré como Messias; mas, ao mesmo tempo, reproduzem festas judaicas e ordens de culto tirados das sinagogas, usando-se, para isso, vestes, costumes e hábitos tipicamente judaicos.

Magali do Nascimento Cunha, professora de pós-graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo, menciona alguns exemplos de como o processo de ressignificação de símbolos do Antigo Testamento estão presentes na comunidade evangélica dos dias de hoje. “Expressões-chave retiradas do Antigo Testamento bíblico passam a representar o tipo da prática e de qualidade da relação dos fiéis com Deus”, explica. “O Senhor é identificado como ‘Rei’ e ‘General’ e relacionado a poder, domínio e majestade”. Por outro lado, ela observa que inúmeras canções de artistas gospel usam expressões como “chegar ao santo dos santos”; “estar nos átrios de Deus”, “trazer a arca”, “trazer o sacrifício” etc.

IMAGINÁRIO JUDAICO

As ligações da Universal ao imaginário judaico são enormes. É famosa, na denominação, a campanha intitulada Fogueira Santa de Israel, quando orações e ofertas dos fiéis são acompanhadas de pedidos por escrito de bênçãos específicas. A Igreja diz que os papéis são depois queimados e as cinzas, levadas pelos bispos para os montes situados na região do Sinai. Desde há muito, a Iurd tem ensinado que Israel é a “Terra Santa”; portanto, o óleo de oliveiras da Galileia, o sal do mar Morto e outros materiais trazidos de lá, como água, areia ou pedras, são muito valorizados por seus supostos poderes curativos ou pela alegada capacidade de produzir milagres econômicos na vida dos fiéis.

Outra evidência dessa aproximação é a ênfase na necessidade de o ser humano estabelecer uma aliança com Deus, como fizeram os patriarcas do Antigo Testamento. Mediante contribuições financeiras à igreja, Deus ficaria comprometido em atender a todos os pedidos – uma espécie de contrato feito entre o céu e a terra, tendo a Igreja Universal como intermediária. A arca da aliança exposta no templo, portanto, é a exteriorização desse contrato que Deus fez com Israel por meio de Moisés, ainda no deserto. Quando firmado hoje, é a garantia de que a bênção pedida será concedida, desde que o fiel aja com muita fé e faça a sua parte corretamente. Isso, pelo menos, é o prometido pelos pastores e bispos. Se algo der errado, a culpa não é da Igreja: o fiel é que não conseguiu cumprir todas as cláusulas da aliança feita com Deus.

Com o Templo de Salomão, verifica-se a exacerbação de um processo que já vinha sendo implantado há muito tempo na Universal. A sacralização do espaço religioso é algo que vem da tradição católica, dos cultos afrobrasileiros e das Escrituras judaicas, mais do que do Cristianismo protestante. No espaço ao redor do templo, foram plantados 12 pés de oliveira, para representar as doze tribos de Israel. E, à semelhança dos antigos templos católicos, há na sede mundial da Universal espaço para os túmulos onde, possivelmente, Macedo, seus familiares e figuras ilustres da igreja serão sepultados. Convém lembrar, no entanto, que Jesus insistia na temporalidade do templo de Jerusalém e dizia que, a despeito de sua beleza e do destaque que tinha na vida religiosa judaica na época, seria completamente destruído – e que o próprio Filho de Deus deixou claro que seus seguidores poderiam se reunir em qualquer lugar, sem preocupação com estruturas e quantidade de pessoas presentes.

Inteligentemente, os líderes da Igreja Universal fizeram uma adaptação das regras que regiam o templo da Israel. Excluíram, por exemplo, a proibição à entrada de mulheres, de pessoas de outras etnias ou portadores de deficiência física, o que seria inadmissível nos dias de hoje. Também não há sacrifícios de animais, rito que jamais voltou a ser praticado pelos judeus depois da destruição, pelos romanos, do templo de Jerusalém, no início de nossa Era.

O modelo seguido na construção da réplica do templo é outro ponto interessante, já que há divergência entre historiadores e pesquisadores a esse respeito. Arqueólogos como Israel Finkelstein consideram que a construção erguida pelo rei Salomão foi parte de uma saga histórica, contida na Bíblia desde o encontro de Abraão com Deus até o surgimento e queda dos reinos de Israel e Judá. Por outro lado, algumas correntes duvidam até da existência daquele templo, já que as únicas referências a ele estão na Bíblia. Essa discussão coloca um distanciamento entre fatos e mitos e levanta algumas questões. A partir de qual modelo Edir Macedo teria projetado a sua réplica? Onde ele teria se inspirado ou se motivado a projetá-lo, além das descrições e medidas registradas na Bíblia? Até que ponto ele se valeu do imaginário religioso brasileiro, no qual a ideia de majestosas catedrais católicas ocupa um importante lugar?

A réplica do templo judeu plantada em São Paulo tenta fazer conexão mística com a santidade de uma construção que não mais existe – ou nunca existiu, segundo os mais céticos. Porém, a Universal necessita ter, por causa de sua simbologia, um lugar que seja uma espécie de centro do mundo; um espaço que possa ser considerado shekinah (morada de Deus) num mundo de crescente secularização. Portanto, a construção está conectada à Terra Santa, de onde provêm a água do rio Jordão, a areia do Sinai e as pedras santificadas que foram colocadas em suas paredes. Paredes sólidas, que parecem representar o esforço da Igreja Universal do Reino de Deus em construir a imagem de uma denominação religiosa estável, que veio para ficar e se espalhar pelo Brasil e pelo mundo.

CONCORRÊNCIA

A construção do Templo de Salomão é o ponto mais alto de um processo que começou num coreto de subúrbio. Mais tarde, a Iurd ocupou salas de cinemas decadentes e passou a adaptar galpões abandonados como casas de culto para centenas, milhares de pessoas. Curiosamente, a importância que Macedo dá ao antigo templo hebreu parece ter muita semelhança com a relevância simbólica que aquela construção tem para o pensamento e os rituais da franco-maçonaria. A Igreja Universal e seu fundador necessitam de espaços sacralizados, que exorcizem um passado de desprestígio e de negação da grandeza atual e demarquem fronteiras entre o sagrado e o profano numa sociedade em que tais limites são cada vez mais dissolvidos.

Ao mesmo tempo, os templos majestosos que a Iurd exibe hoje estão interligados às catedrais eletrônicas, que são as suas emissoras de rádio e de televisão, onde a fé é teatralizada por meio de liturgias hibridamente construídas, que exigem a presença dos fiéis maciçamente e onde se expõem as influências da psicologia das massas e da hegemonia das leis do mercado. Pois é exatamente nos megatemplos que se coloca em prática, com mais facilidade, as formas de associação e hierarquização dos valores e das crenças, tendo como eixo uma cultura gospel e mercadológica. Nesses espaços em que tudo é grande, as crenças são reconfiguradas e adquirem novos significados; uma massa recrutada nas classes médias baixas e nas camadas oriundas das classes “C” e “D” consome avidamente os produtos religiosos oferecidos em busca de uma vida melhor aqui e agora.

Com isso, Macedo ataca rivais incômodos, como Valdemiro Santiago, ex-bispo da Iurd e hoje o exitoso líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, que nos últimos dez anos absorveu fatia significativa do público de Macedo e mostrou-se um adversário forte na TV. Ao mesmo tempo, ao não colocar o nome da Igreja na frente do templo, tenta ele diminuir as desconfianças existentes entre evangélicos, católicos e judeus frente aos seus empreendimentos. É preciso, diante do pluralismo e da concorrência cada vez mais predatória, reforçar o que deu certo e partir para novas formas de ser Universal – e de conquistar visibilidade numa sociedade em que a mídia tem se mostrado avessa a esta igreja e seus pastores, bispos e fiéis.

Leonildo Silveira Campos é pastor aposentado da Igreja Presbiteriana Independente, doutor em Ciências da Religião e professor efetivo do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie e professor-colaborador da Universidade Metodista de São Paulo.

O arquivo original do site da Cristianismo Hoje poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

IGREJA UNIVERSAL PRECISARÁ CONSTRUIR 3,5 MIL CASAS POPULARES PARA REGULARIZAR O TEMPLO DE SALOMÃO NO BRÁS


Tiago Queiroz/Estadão
Templo de Salomão tem 100 mil m² de área construída

O artigo abaixo é de autoria de Adriana Ferraz Diego Zanchetta e foi publicado no site do Jornal o Estado De São Paulo

Prefeitura quer 3,5 mil casas populares por Templo de Salomão

Adriana Ferraz Diego Zanchetta — O ESTADO DE S. PAULO

Maior espaço religioso do País teve as portas abertas com o respaldo de um alvará provisório emitido pela gestão de Haddad


SÃO PAULO - Um mês e meio após a festa de inauguração, a Prefeitura quer exigir da Igreja Universal a construção de 3,5 mil moradias populares para regularizar o Templo de Salomão, erguido no Brás, centro da cidade. O maior espaço religioso do País, com 100 mil m² de área construída, teve as portas abertas com o respaldo de um alvará provisório emitido pela gestão de Fernando Haddad (PT) em 19 de julho — 13 dias antes da abertura.

A nova contrapartida foi sugerida pela Secretaria de Licenciamento em documento já enviado ao Ministério Público Estadual, que investiga a construção do templo desde fevereiro. No inquérito instaurado pelo promotor de Justiça Maurício Antonio Ribeiro Lopes, são apuradas algumas supostas irregularidades, como o fato de a igreja ter sido construída com base em um alvará de reforma.

A exigência aventada pela Prefeitura, no entanto, diz respeito a outra regra que teria sido burlada pela Universal. O zoneamento onde está o templo foi definido pelo Plano Diretor de 2004 como Zona Especial de Interesse Social (Zeis). Por isso, a área deveria ser reservada à construção de moradias populares, o que não ocorreu.

Com o templo erguido, os vereadores regularizaram o espaço durante a votação do novo Plano Diretor. Em 30 de junho deste ano, ficou definido que a área não mais seria classificada como Zeis, em uma tentativa de anistiar a Universal. Os parlamentares da base aliada do governo na época justificaram que não fazia mais sentido manter o zoneamento porque a obra já estava pronta.


A decisão ainda atendeu à pressão de um dos principais grupos do Legislativo Municipal: a bancada evangélica, hoje com dez representantes. São vereadores eleitos com o apoio de fiéis da Igreja Mundial, da Igreja da Graça, da Bola de Neve e da Assembleia de Deus, além da própria Universal.

Durante a negociação, todos os vereadores receberam convites para a inauguração, que ocorreu em 31 de julho com a presença da presidente Dilma Rousseff (PT).

Contrapartida. Acionada pela Promotoria de Habitação e Urbanismo, a Prefeitura agora quer assegurar que o Templo de Salomão oferecerá as contrapartidas sociais que deveriam ter sido cobradas em agosto de 2008, quando a igreja protocolou o pedido oficial de construção.

Pelas regras do Plano Diretor em vigor durante toda a obra, a igreja deveria construir conjuntos de habitação social para ao menos 400 famílias, se quisesse obter autorização para atuar em área de Zeis. A condição, no entanto, não foi cumprida e, mesmo sem erguer nem sequer uma moradia, a obra do Templo de Salomão foi autorizada em 22 de outubro de 2008. O Ministério Público Estadual investiga se houve irregularidade na emissão das licenças e na construção.

Acordo. O promotor Maurício Ribeiro Lopes se reuniu na segunda-feira, 8, com representantes da Igreja Universal, na tentativa de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O objetivo é restabelecer parte das contrapartidas não exigidas durante o processo de obra, além de amenizar os impactos no trânsito local.

Procurado, Lopes não quis revelar o teor das propostas apresentadas à igreja. Já a Universal afirmou, por meio de nota oficial, que só vai se manifestar sobre a proposta apresentada pelo Ministério Público Estadual no momento oportuno.

O artigo original do site do Estado de São Paulo poderá ser visto por meio desse link aqui:



NOSSO COMENTÁRIO

Chega a ser inacreditável que pessoas que alegam proclamar a mensagem do Deus que prima pela justiça e pela correção ajam de forma tão criminosa e despudorada. Pior ainda é sabermos que a mesma recebeu pleno apoio e nenhuma condenação dos vereadores da bancada evangélica, homens oriundos de igrejas tais como Igreja Mundial, da Igreja da Graça, da Bola de Neve e da Assembleia de Deus, além da própria Universal.

É óbvio que independentemente de qualquer acordo que a IURD chegue com o Ministério Público, tanto a Igreja do sr. Edir Macedo como os nobres vereadores terão muito que responder diante de Deus por todos esse atos.

Que Deus não deixe impunes esses que, somente Deus sabe como, conseguem burlar as leis e fazer o que bem desejam, prejudicando toda a população da cidade de São Paulo.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O TEMPLO PERDIDO DE SALOMÃO NO BRÁS


Na semana que vem, os líderes evangélicos vão conduzir seus rebanhos de fiéis para as urnas. O problema é que, depois da eleição, todo mundo acaba tosquiado

O material abaixo foi escrito por Agamenon Mendes Pedreira  e publicado no site da revista VEJA. 

É um hilário artigo que vale à pena ser lido por todos, como um momento de descontração!

Blog do Agamenon Urgente! 

Jornalismo, Mentira e Humorismo Verdade

Em busca do templo perdido

Indignado com a liquidação e a queima total que Israel está promovendo na Faixa de Gaze, resolvi partir para um retiro espiritual no recém-inaugurado Templo de Salomão, o novo empreendimento imobiliário do rabino evangélico Edith Macedowitz. Esse megaempreendimento religioso é inspirado no antigo templo bíblico do rei Salomão, que, infelizmente, foi destruído há muitos anos pelos mísseis do Hamas.

Fui recebido na porta do magnífico templo pelo pastor israelita, em pessoa, que me estendeu o seu quipá e me obrigou a colocar ali o dízimo. Envergando um megahair e uma barba de profeta, Edir Macedo me confidenciou que é um evangélico ortodoxo e compartilha a mesma fé que o Povo do Livro. O Povo do Livro-Caixa.

Para se converter ao judaísmo de Cristo e ser bem-aceito pela comunidade judaica, o pastor Edir Macedo primeiro tratou de ganhar muito dinheiro e ficar podre de rico (mais podre do que rico). Em seguida mandou colocar uma sofisticada bateria antimísseis israelense protegendo sua conta bancária dos ataques da Receita Federal, do Hamas e do Hezbollah.

Mas voltando ao Templo de Salomão. Nunca em toda a minha vida deparei com um empreendimento religioso dessa magnitude. Maior que a Catedral de São Pedro, maior que a Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, o Templo de Salomão é uma espécie de supermercado da fé. O fiel entra com sua fé, pega um carrinho, enche de litros de água do Rio Jordão, passa no caixa e sai dali mais aliviado, dos seus pecados e do seu dinheiro. Para agilizar o ato de fé, o pastor Edir Macedembaum colocou código de barras nas infrações contra as Leis do Senhor.

Cada vez mais pró-Israel, o beligerante bispo Macedowitz está construindo uma mesquita bem ao lado do Templo de Salomão, só para ele poder bombardear.

O bispo Macedo, sabendo que eu ainda resido no meu Dodge Dart 73 enferrujado, tentou me vender de qualquer maneira um apartamento no Templo de Salomão. Mas eu não fechei negócio porque todo mundo sabe que o bispo Macederman tem o rabino preso com a Justiça. A Federal e a Divina.

O artigo original poderá ser visto por desse link aqui:


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Alexandros Meimaridis

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sábado, 4 de outubro de 2014

TEMPLO DE SALOMÃO JÁ VIROU ATRAÇÃO TURÍSTICA EM SÃO PAULO



O texto abaixo é de Thiago Chagas e foi publicado no site Gnotícias.

Em dois meses, Templo de Salomão já atraiu mais de 1 milhão de visitantes, diz Igreja Universal

O plano da Igreja Universal do Reino de Deus de transformar o Templo de Salomão em um ponto turístico na capital paulista vem se concretizando, visto que em menos de dois meses de sua inauguração, mais de 1 milhão de visitantes já compareceram às reuniões da denominação no local.

De acordo com a TV Record, os visitantes vêm de diversas partes do país e do mundo, e não são apenas evangélicos que demonstram interesse em conhecer o megatemplo que tem capacidade para 10 mil pessoas sentadas.

Entre os que visitam a réplica do Templo de Salomão, existem pessoas sem religião e católicos, além de fiéis evangélicos que pertencem a outras denominações.

“Acho a arquitetura muito fantástica. Isso me chama muito a atenção”, diz um senhor chamado Pedro, entrevistado pela reportagem da Record e que afirma ter viajado o mundo e visitado templos de diversas religiões.

O guia turístico dentro do megatemplo é feito por pastores da denominação que se vestem como os antigos sacerdotes do templo original, erguido por Salomão, a partir da planta que Deus deu a seu pai, o rei Davi.

 “O que a gente está ensinando aqui não é religião, então todas as pessoas – até pessoas que não são de religiões – vêm aqui. Elas podem vir, [o Templo de Salomão] está de portas abertas pra elas”, diz o pastor Daniel Lopes, um dos guias turísticos que explicam os detalhes da construção e da tradição judaica.

O tour especial pelo megatemplo é acompanhado por pelo menos, 400 pessoas por dia, diz a Igreja Universal. Nessa visita, de aproximadamente 1 hora, os visitantes conhecem um memorial e uma réplica em tamanho real do Tabernáculo, que foi erguido pelo povo judeu para guardar a Arca da Aliança, que era o depósito das tábuas da lei dadas por Deus a Moisés.

O material original do site Gnotícias poderá ser visto por meio do link a  seguir:


NOSSO COMENTÁRIO

A continuar nesse ritmo em menos de dois anos o Bispo Edir Macedo terá reposto o dinheiro desembolsado para a construção da Iurdilândia no bairro do Brás.

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Alexandros Meimaridis

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