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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

ESTUDOS NO LIVRO DE PROVÉRBIOS — ESTUDO 010

Resultado de imagem para sabedoria

Nesse estudo iremos abordar o Livro de Provérbios, mas iremos fazer isso de maneira diferente do que apenas apresentar uma exposição, versículo por versículo. Nossa intenção é apresentar os grandes temas que encontramos no livro e dar andamento no mesmo a partir daí.

ESTUDO 010

CONTINUAÇÃO — A SABEDORIA

3. A terceira faceta da sabedoria é o chamado “sábio proceder” que é derivado das seguintes raízes:

הַשׂכֵל — haskel — ser prudente, ser cauteloso, compreender sabiamente, prosperar como em Provérbios 1:3.

מַשׂכִיל — maskiyl — idem à definição acima, mas em Provérbios 10:5.

שׂכְל — sekel — prudência, discernimento, entendimento como em Provérbios 12:8.

Em resumo estamos falando de: bom senso, sabedoria prática, savoir-faire. Sua natureza específica se revela na sua forma verbal, que muitas vezes significa “ter sucesso”. Dois exemplos serão suficientes para ilustrar o que estamos querendo dizer:

A primeira mulher criada confundiu esse verdadeiro “sábio proceder” com algo parecido com sofisticação —

Gênesis 3:6

Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.

Por outro lado, uma mulher chamada Abigail demonstrou esse sábio proceder de forma excelente ao contornar uma crise e poupar a vida de muitas pessoas — ver 1 Samuel 25:3—35

A expressão suprema desse sábio proceder — desmentindo a ideia adotada pela primeira mulher — está no triunfo do Servo do Senhor, conforme lemos em —

Isaías 52:13

Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime.

Quando esse sábio proceder aparece pela primeira vez no Livro de Provérbios, o mesmo é reivindicado pelo próprio Deus que o vincula com —

Provérbios 1:3b

A justiça, o juízo e a equidade.

O sábio proceder está unido com a expressão תּוּשִׁיָּה — tushiyyah — que pode significar: sabedoria, conhecimento judicioso, sucesso, sabedoria sã ou eficiente, sucesso duradouro. Esse termo pode ser visto em versos tais como —

Provérbios 2:7—8

7 Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade,

8 guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos.

Provérbios 8:14

Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza.

Isaías 28:29

Também isso procede do SENHOR dos Exércitos; ele é maravilhoso em conselho e grande em sabedoria. Ver Tiago 1:5

Essa é a verdadeira sabedoria sadia e o sábio proceder.

4. Outras facetas da sabedoria são representadas pelos termos:

עָרְמָה — `aremah — que pode ser traduzido por astúcia, esperteza e prudência.

Provérbios 1:4

Para dar aos simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso.

מְזִמָּה — mezimmah — que é traduzido pela expressão “bom siso” no verso acima, mas pode significar “propósitos ou planos maus”. Esses dois termos podem, e com frequência traduzem aspectos negativos da sabedoria. Podem não retratar um sábio proceder e sim uma degeneração da mesma, como podemos ver nos dois casos abaixo:

A primeira expressão é usada na Bíblia para descrever a serpente no Jardim do Éden —

Gênesis 3:1

Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito.

Já a segunda, é usada para descrever planos degenerados de maldade —

Provérbios 12:2

O homem de bem alcança o favor do SENHOR, mas ao homem de perversos desígnios, ele o condena.

É importante a gente dizer que essas características não precisam, necessariamente, se corromper e, no Livro de Provérbios, nós encontramos uma preocupação marcante, para demonstrar que o homem piedoso se empenha em saber o modo certo de agradar a Deus, planejando todo seu caminho como lemos em —

Provérbios 22:3

O prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.

5. Um quinto grupo relacionado à sabedoria é composto de duas palavras duma mesma raiz: 

דַּעַת — da`at — conhecimento no sentido de: conhecimento, percepção, habilidade, discernimento, compreensãoe e sabedoria como em —

Provérbios 1:4

Para dar aos simples prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso.

לֶקַח  — leqach — prudência, ensinamento, ensino, percepção, instrução como objeto, ensinamento como coisa ensinada, capacidade para ensinar e persuasão como em —

Provérbios 1:5

Ouça o sábio e cresça em prudência; e o instruído adquira habilidade

A primeira expressão dá a entender tratar-se mais do que uma mente bem formada ou conhecimento da verdade, pois envolve até mesmo, o próprio Deus —

Provérbios 2:5

Então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus.

Provérbios 3:6

Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.

Essa segunda expressão tem a tendência de ressaltar que a doutrina é algo dado e recebido ou assimilado.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis
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Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

ENCONTROS DE PODER — 037 — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005 - O PERIGO DOS FALSOS ENSINAMENTOS



Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.
Continuação...

As duas últimas referências a στοιχεῖα — stoicheîa — ocorrem em —

Colossenses 2:8—10

8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;

9 porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Colossenses 2:20—22

20 Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:

21 não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro,

22 segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.

Uma vez que a interpretação correta de στοιχεῖα — stoicheîa — depende de modo completo do contexto em que a mesma é utilizada, a primeira coisa que precisamos fazer é entender, com muita clareza, a ocasião em que Paulo escreveu essa carta destinada aos colossenses.

Os versículos de Colossenses 2:8—10 estão intimamente relacionados com os que encontramos em —

Colossenses 2:6—7

6  Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele,

7  nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.

Aquilo que se afirma de modo positivo nos versos 6—7 é contraposto à afirmação que encontramos nos versos 8—10. A linguagem é clara. Os membros da igreja em Colossos estavam seguindo a Cristo e as palavras de advertência não devem ser interpretadas como sendo de correção e sim de cautela, contra o que poderia vir acontecer quando falsos mestres se infiltrassem entre eles, algo que parece que já tinha ocorrido, de acordo com Colossenses 2:10 que veremos mais adiante.

Paulo estava profundamente preocupado com a possível manifestação desses falsos mestres com suas teorias especulativas, apresentadas de forma astuciosa, que bem poderiam minar a confiança que aqueles irmãos tinham em Cristo como o único e completo Salvador, de que temos necessidade. Note bem as palavras usadas por Paulo para descrever a ação desses falsos mestres —

Filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens.

Mas Paulo também menciona o seguinte —

Os rudimentos do mundo.

E nesse caso ele está fazendo uma referência específica a todos os poderes humanos, que podem ou não estar sob a influência malévola e destruidora dos poderes espirituais constituídos por Deus e que se encontram espalhados pelo universo até que sejam completamente submetidos, pelo próprio Deus, à soberania do Senhor Jesus Cristo.

Já em Colossenses 2:20—22 nós encontramos Paulo, da mesma forma, não condenando os colossenses pela adoção de práticas inconvenientes, mas advertindo-os contra a adoção de práticas ascéticas, as quais o próprio Paulo considerava como inúteis.

Nesse parágrafo, Paulo condena o programa de asceticismo proposto pelos falsos mestres em outros lugares, e que não passava dum ensinamento errado, o qual poderia, a qualquer instante, chegar a Colossos. Essas práticas ascéticas também envolviam certa pretensa adoração a anjos, apesar de ser muito difícil para nós entendermos o que, exatamente, Paulo pretendia dizer com as palavras que encontramos em —

Colossenses 2:18—19

18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,

19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

È possível que esses falsos mestres usassem pretensos contatos com anjos — como muitos falsos mestres usam alegadas revelações da parte de Jesus ou até de Deus mesmo — para impor restrições ascéticas sobre suas próprias vidas e a vida dos outros? O argumento deles bem poderia ser semelhante aos que ouvimos hoje, que “se vocês seguirem minhas instruções, de acordo com o que o anjo me mostrou, vocês alcançarão o que estão procurando e certamente obterão a vitória”. Não podemos ter certeza acerca do que essas pessoas estavam ensinando. Mas duma coisa temos certeza, como acontece nos dias de hoje, todo falso ensinamento causa mais mal do que bem, apesar da miríade de idiotas proclamando o contrário.

Paulo deseja preparar os Colossenses contra o surgimento abrupto de grupos judaizantes de toda ordem — como os muitos que temos hoje no chamado meio evangélico — como havia acontecido já em meio a igrejas localizadas na região da Galácia. Esses indivíduos são caracterizados como lançando mão de πιθανολογίᾳ — pithanología — cujo significado é:
1) Discurso adaptado para persuadir, discurso no qual os argumentos prováveis são fornecidos.
2) Num mal sentido, persuasão da fala, discurso ilusório que leva outros ao erro.[1]

Nesse contexto tal termo é usado de modo técico de retórica que faz referência, provavelmente, ao uso argumentos plausíveis, a apresentação de demonstrações e o falar persuasivo. Na retórica esses elementos são apenas parte de um jogo. Foi isso que levou o historiador grego Ariano — viveu durante o segundo século d.C. — a manifestar uma repugnância geral contra a degeneração da retórica como sendo apenas um show, enquanto ele e bem assim, também o apóstolo Paulo usam a expressão com a intenção de descrever “argumentos ilusórios ou enganadores”. Paulo sentia-se inferiorizado diante desses indivíduos, mas ele ainda não percebia que, por meio da ação do Espírito Santo em sua vida e modo de falar e escrever, eles estava criando uma forma “livre de frescuras”, e honesta de falar e escrever que iria alterar, de modo irreversível, a história das cartas escritas.

CONTINUA....

LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônio, πνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito maligno, ἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/encontros-de-poder-043-evidencia-do.html



044 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 28 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 012 — AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 


Desde já agradecemos a todos.       



[1] Strong, J., & Sociedade Bíblica do Brasil. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, (2002; 2005). Edição Eletrônica

domingo, 6 de julho de 2014

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA - SERMÃO 001 – APOCALIPSE 1:1-20 - INTORDUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE



O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO

Texto: Apocalipse 1:1—20  
Introdução.

A. O livro do Apocalipse é evitado por muitos cristãos, porque eles não conseguem fazer sentido do mesmo. 
B. Para ajudar a todos que se encontram nessa situação, nós vamos desenvolver uma pequena série de mensagens abordando os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. 
C. Vamos, portanto, começar o próprio nome do livro. A palavra grega usada é Ἀποκάλυψις — Apocálipsis — cujo significado é: ato de tornar descoberto ou exposto. Nesse sentido pode tratar-se de uma REVELAÇÃO da verdade. Algo que estava escondido e que agora é trazido à luz.    
D. O Livro do Apocalipse tem sido objeto das mais infamantes interpretações. Muitos indivíduos que desejam apenas aparecer escrevem “comentários” sobre o Apocalipse, sem nenhum conhecimento que os habilite para tal. Apenas inventam interpretações e procuram vincular o que João escreveu com os acontecimentos do dia de hoje, criando verdadeiros absurdos e interpretações passageiras que precisam ser modificadas quando as condições correntes se modificam. 
E. O Livro do Apocalipse, temos que admitir, é um livro bem diferente dos outros livros que temos nas Escrituras Sagradas. Ele é um livro que fala de: 
1. Anjos e demônios. 
2. Cordeiros, leões, cavalos, dragões e etc. 
3. Dois monstros terríveis surgem um vindo do mar e outro da própria terra e etc.  
4. Uma primeira leitura do Livro do Apocalipse parece nos conduzir para diversas visões caóticas, fatídicas e misteriosas. 
5. Mas o próprio Livro nos diz que o mesmo é uma REVELAÇÃO vinda do próprio Deus e, portanto, útil para seu povo de todas as eras se for entendido de forma apropriada. 
Apocalipse 1:1 
Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João.
 F. O Livro do Apocalipse tem início com uma promessa: Apocalipse 1:3 — Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo. 
G. E termina com uma grave advertência: 
Apocalipse 22:18—19 
Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. 
H. Bem Vamos iniciar, conforme devemos, nossa

INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE   

I. Algumas Chaves Que Nos Ajudam a Entender o Livro do Apocalipse.
A. O Livro do Apocalipse é uma REVELAÇÃO como está claramente afirmado em seu primeiro versículo. E é dessa forma que devemos nos aproximar do mesmo. Sendo uma REVELAÇÃO divina então podemos ter certeza que há muito no texto do Apocalipse para: 
1. Chamar-nos ao arrependimento e à renovação. 
2.Muito para humilhar-nos e envergonhar-nos. 
3. Muito para acautelar-nos contra a malícia de nosso inimigo. 
4. Muito para incentivar-nos à firmeza e perseverança na fé. 
B. O Livro do Apocalipse é uma revelação para a Igreja. Foi especificamente dirigido para sete igrejas localizadas na Ásia Menor
Mapa das sete cidades
mas vale também para a Igreja do Senhor em todas as épocas, inclusive para a nossa. João recebeu instruções precisas de que deveria colocar a REVELAÇÃO em forma escrita e enviar uma cópia para cada uma das sete igreja mencionadas em 
Apocalipse 1:11 
Dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. 

II. As Sete Cidades da Ásia Menor 
A. A cidades mencionadas por Jesus estão localizadas no mapa de uma forma tal que ajudaria a pessoa responsável por entregar as cartas, a se dirigir a cada uma das igrejas de uma forma racional, perfazendo um semicírculo, começando em Éfeso e terminando em Laodiceia. Esse circuito foi chamado pelo arqueólogo Sir William Ramsey de “a parte mais populosa, rica e influente da província romana da Ásia”. 
B. Essas cartas, como mencionamos acima, têm nos dias de hoje a mesma importância e valor que tinham quando foram originalmente escritas por João e enviadas para as sete igrejas da Ásia Menor. 
C. Essas Igrejas — sete em número que indica a totalidade, a integralidade e a perfeição — representam as igrejas locais de todas as épocas e de todas as nações. 
III. A Perseguição Sistemática do Povo de Deus Tem Três Aspectos Principais
A. A sociedade cristã representada por essas sete igrejas estava experimentando no final do século I uma dura realidade de perseguição. O imperador Domiciano — Tito Flávio Domiciano — que governou o império romano de 81—96 d.C. jurou exterminar os cristãos. Isso era algo que havia sido iniciado 25 antes pelo imperador Nero — Nero Cláudio César Augusto Germânico.

Imperador Domiciano

Imperador Nero

B. As perseguições movidas pelo imperador Domiciano foram sistemáticas. Domiciano era ávido por honras divinas e com isso sua perseguição se espalhou por toda a província romana da Ásia.



Reprodução do Templo ao Imperador em Pérgamo no Museu de Berlim.

C. Os cristãos que adoravam a Jesus como Senhor estavam sendo “convidados” a adorar César como senhor. A recusa representava desde o ostracismo social e até mesmo a morte. As perspectivas não eram tão boas para a igreja nascente daqueles dias.

D. Para agravar ainda mais a situação, as igrejas não tinham apenas a perseguição com que se preocupar. Outros problemas tão perigosos quanto à perseguição também existiam: o ensino de falsas doutrinas de todos os tipos. Falsos profetas andavam ao redor pelas igrejas espalhando suas mentiras e atraindo os seguidores de Jesus para longe do Salvador. Além disso, homens e mulheres imorais estavam contaminando a igreja e o alto padrão de conduta estabelecido pelas Escrituras e pelos ensinamentos dos apóstolos estava sendo rapidamente degradado.

III. As Táticas do Diabo
A. Durante toda a história da raça humana as táticas do Diabo não sofreram alterações: Perseguição, desvio do caminho da verdade e prática de pecados de toda natureza, especialmente os vinculados com imoralidades sexuais.

B. Nenhuma dessas táticas passavam despercebidas a João. Ele sabia a origem de cada uma delas e nós também precisamos nos conscientizar que o Diabo, nosso Adversário, continua ativo, apesar de ter sido derrotado pelo Senhor Jesus, mas ele não está completamente liquidado:

1 Pedro 5:8

Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.

C. De todas essas situações — perseguição, desvios doutrinários e imoralidades sexuais — uma luta muito maior — espiritual — também estava sendo travada entre Cristo e o anticristo, entre o Cordeiro de Deus e o Dragão Assassino e entre a cidade Santa — a Igreja ou Jerusalém Celestial — e a “grande cidade” Babilônia, representando o mundo.

D. O ataque satânico contra a Igreja acontecia em várias frentes simultaneamente. Ora o ataque era físico, vindo da parte do imperador e seus servidores. Outras vezes era intelectual por meio de falsas doutrinas ou ensinamentos e outras vezes, ainda, era moral, pela adoção de práticas de comportamento contrárias ás escrituras. Essas três formas de ataque são representadas no Livro do Apocalipse pela:

1. A Besta que emerge do mar.

2. A besta que surge da terra ou o falso profeta.

3. E a Babilônia, a prostituta e mãe de todas as abominações que existem sobre a terra.

E. Em todas as épocas podemos notar essas três ações. As táticas do Diabo não mudam porque elas funcionam bem com cada nova geração de cristãos que, infelizmente, parece que não aprendem nada com o passado.

F. Hoje temos igrejas que estão sofrendo perseguições físicas, prisões e até mesmo o martírio. Na Síria, no Iraque, no Sudão, no Senegal e etc.

G. Em outros lugares a Igreja está travando verdadeiras batalhas mentais com falsas teologias. No Brasil, todo dia surge uma nova invencionice e temos que conhecer bem as Escrituras para podermos combater essas mentiras.

H. A o redor do mundo existe uma luta no campo moral. O mundo deseja que a igreja abandone suas posições bíblicas e adote os mesmos comportamentos mundanos e nojentos que todos desejam praticar.    

Conclusão:

1. Só podemos começar a entender o Apocalipse quando vemos o mesmo como uma REVELAÇÃO de Deus para o Seu povo de todas as épocas.

2.  O Apocalipse é então, uma mensagem para a Igreja de todas as épocas.

3. O Apocalipse é um chamado para todos nós para que:

a. Suportemos com paciência as tribulações.

B. Apeguemo-nos à Verdade com todas as nossas forças. Aqui não há lugar para corpo mole.

C. Resistamos às adulações do Diabo e obedeçamos aos mandamentos do Senhor.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE APOCALIPSE CAPÍTULOS 1 A 3

OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTORDUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001
APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006 — FINAL

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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