Mostrando postagens com marcador Culto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Culto. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

CARNAVAL É RELIGIÃO, MAS NÃO TEM NADA A VER COM A VERDADEIRA FÉ CRISTÃ

As mais variadas religiões sempre fizeram parte do imaginário do carnaval Foto: André Mello / Editoria de Arte


O artigo abaixo foi publicado no site do G1 e é de autoria de Stéfano Salles

CARNAVAL E RELIGIÃO: A MISTURA ENTRE FÉ E FOLIA

Relação ganha força após apoio da arquidiocese à Estácio de Sá

As mais variadas religiões sempre fizeram parte do imaginário do carnaval - André Mello / Editoria de Arte

POR STÉFANO SALLES

RIO - As cores do pavilhão carregado pela porta-bandeira, cortejada com elegância pelo mestre-sala, são as mesmas do padroeiro. No início do carnaval carioca, era possível reconhecer o orixá de cada agremiação apenas pelo ritmo do toque das caixas da bateria. Nos ensaios da atualidade, os sons ainda estão presentes e são comuns os pontos de umbanda e candomblé, entoados como proteção. As tradições transformaram as escolas de samba em bastiões de resistência da cultura africana, mas elas sempre se mantiveram abertas a fiéis de outros credos. Uma convivência que nem sempre fez por merecer nota 10 em harmonia.

Carnavalesco no xadrez

Proibida pela Arquidiocese do Rio, escultura do Cristo Mendigo arrebatou o público no carnaval de 1989, mesmo coberta por sacos de lixo - Arthur Cavalieri/7-2-1989 / Agência O Globo

Católico fervoroso, o carnavalesco Chico Spinosa não esquece o carnaval de 2000, quando uma escultura de Nossa Senhora dos Navegantes o levou para o xadrez da 4ª DP (Central). A imagem seria utilizada no desfile daquele ano, que tinha como enredo “Terra dos Papagaios... navegar foi preciso!”, mas foi contestada judicialmente pela Arquidiocese, que acusou o artista de vilipêndio de objeto de culto religioso.

— Foi uma loucura. A sala onde fiquei tinha banco, cadeira, mas também grades. Eu fiquei em uma cela! Saí duas horas depois, mas a escultura só foi liberada no dia seguinte, levada pela bateria da escola, que seguiu em procissão até o barracão, na Avenida Venezuela. Foi lindo — lembra Spinosa, crime com pena de um a 12 meses de detenção e multa. A obra acabaria fora da festa.

A tumultuada relação entre as escolas de samba e a Igreja Católica teve como clímax a proibição do Cristo Mendigo de Joãosinho Trinta, no desfile da Beija-Flor, em 1989. Naquele ano, o carnavalesco cobriu a escultura com sacos pretos e ela foi à avenida com a inscrição: “Mesmo proibido, olhai por nós”, e ficou com o segundo lugar. No desfile das campeãs, a escola tirou os plásticos e revelou a imagem, para delírio do público.

Arena de tradições

Baianas da Imperatriz Leopoldinense no desfile das campeãs de 2011 - Fabio Rossi /12-03-2011 / Agência O Globo

Além das referências às religiões de matriz africana, as escolas de samba preservam elementos de sua cultura, como o respeito à ancestralidade, visível na ala das baianas e na velha guarda. Os segredos dos desfiles, os carnavalescos escondem a sete chaves em seus barracões, como pais de santo que preservam do público não iniciado os fundamentos da religião. Durante o carnaval, os templos não abrem: é o lorogun, período de descanso que marca o início de um ano litúrgico.

Apesar de várias composições anteriores fazerem referências diretas e indiretas à africanidade, a primeira leva de sambas-enredo dedicados aos orixás e religiões do continente surgiu em 1975, com a Unidos da Tijuca, que apresentou na avenida a “Magia africana no Brasil e seus mistérios". No ano seguinte, o Império Serrano apresentou o enredo "A lenda das sereias, rainhas do mar", e há quem garanta que Iemanjá teria incorporado em diversos componentes da agremiação da Serrinha durante o desfile, o que teria atrapalhado a evolução e proporcionado um desfile mais lento. Professor da UFRJ respeitado nas áreas de pesquisa de carnaval e religiosidade, Luiz Antônio Simas não duvida, mas acha improvável.

— É impossível dizer se isso aconteceu, mas no carnaval há uma cultura de oralidade que propaga essas coisas. É um espaço muito propenso para fantasias. Também há quem diga que ocorreu algo semelhante com a Grande Rio em 1994, quando a escola fez uma homenagem à umbanda, com "Os santos que a África não viu". Essas histórias podem ser fruto da criatividade dos oradores, mas o certo é que, atualmente, ninguém faz um enredo desses sem tomar cuidados e ouvir um pai de santo — analisa.

Em harmonia com o além

O pai de santo Osmane d'Odé é diretor espiritual do Salgueiro e acompanha os trabalhos feitos na quadra e no barracão da escola, na Cidade do Samba - Guilherme Leporace / Agência O Globo

Mais do que acolher foliões, as escolas buscam fomentar a pluralidade religiosa. Este ano, o Salgueiro vai apresentar o enredo “A ópera dos malandros”, inspirado no espetáculo de Chico Buarque, repleto de referências a Zé Pelintra, entidade associada à boemia. Há dois anos, a escola tem um diretor espiritual: o pai de santo Osmane d’Odé. Ele guia a presidente Regina Celi nos momentos de indecisão e busca proteger a agremiação de turbulências.

— Não tem mistério: eu sou uma espécie de conselheiro da presidente e busco manter a escola equilibrada. Faço aconselhamento, banhos e ofereço ajuda espiritual, tudo o que um pai de santo faz, mas as decisões cabem sempre à presidente. O segredo está na simplicidade: não há o que inventar — ensina o líder religioso, que acompanha os trabalhos na quadra da escola e na Cidade do Samba.

A africanidade esteve presente no último título do Salgueiro, em 2009, quando a vermelho e branco contou a história do tambor.

O padre cai no samba

Fanático pelo Salgueiro, o padre Wagner Toledo desfila pela escola desde 2003 - Fabio Rossi / Agência O Globo

Osmane não é a única liderança espiritual respeitada no cotidiano do Salgueiro. O padre Wagner Toledo, da Igreja Santa Rita, desfila pela agremiação religiosamente desde 2003, quando a diretoria buscava um padre salgueirense para celebrar a missa de 50 anos da escola. Antes do seminário ele era componente da agremiação e chegou a duvidar da aptidão para a vida religiosa.

— Pensava: como posso ser padre com essa paixão pelo carnaval? Mas a inclinação falou mais alto. No seminário, não tinha televisão, rádio, nada para acompanhar os desfiles. Algumas vezes eu recebi liberação para acompanhar a apuração. A ansiedade era enorme — revela.

No início, a participação do padre nos desfiles foi vista com desconfiança, superada com a aproximação das personalidades do carnaval à igreja. Frequentemente, ele realiza as missas de aniversário da escola e de São Sebastião, padroeiro do Salgueiro, e de São Jorge, padroeiro da Estácio.

— Eu tenho consciência de que ali não sou apenas eu mesmo: estou representando a minha instituição. Então, ultimamente, tenho desfilado junto com a velha guarda. Quando acaba minha participação, vou para o camarote. As pessoas me tratam como padre mesmo: pedem bênçãos, beijam a minha mão e me afastam do tumulto — afirma.

Assistente de Toledo, Kenny Erik, de 21 anos, estuda para ser padre. Ele torcia pela Mocidade, mas trocou de paixão.

— Sou Salgueiro. O padre me converteu — garante.

Berço de transformações

Enredo da Estácio sobre São Jorge tem o aval da Arquidiocese do Rio, algo inédito no carnaval - Antônio Scorza / Agência O Globo

A umbanda esteve presente desde o início da Estácio de Sá. Em 1928, antes de fundar a Deixa Falar, que daria origem ao Leão, documentos históricos revelam que Ismael Silva teria consultado os orixás para a nova empreitada. A religião ainda goza de prestígio na quadra da agremiação, com espaço dedicado a ela, no qual uma mãe de santo oferece consultas à diretoria. Em 1975, com o nome de Unidos de São Carlos, foi a primeira a ter problemas com a igreja, que proibiu o uso de imagens sacras e quase inviabilizou o enredo "Festa do Círio de Nazaré", que amargou o 10º lugar.

Neste carnaval, a vermelho e branco apresentará o enredo “Salve Jorge! O guerreiro na fé”, concebido por Chico Spinosa, que assinará o desfile ao lado dos jovens Amauri Santos e Tarcísio Zanon, dupla responsável por trazer o Leão de volta para o Grupo Especial após nove anos. Devoto do santo guerreiro e diante de um novo desafio de um carnaval religioso, Spinosa foi em busca do apoio da arquidiocese que, pela primeira vez, permitiu que uma escola de samba homenageasse um de seus símbolos.

— O cardeal dom Orani Tempesta aprovou a homenagem, e nós prometemos um desfile respeitoso, sem nudez ou vulgaridade. Esse é um enredo desenvolvido em parceria com a arquidiocese, que fez vistorias ao nosso barracão, avaliou as fantasias e acompanhou o processo. Isto do entendimento do Papa Francisco, de que é necessário aproximar o sagrado do profano para diminuir a violência. Todos ficamos muito felizes: esse carnaval é a redenção do Cristo Mendigo — celebra, como um milagre.

Desfile de tolerância

O carnavaleso Tarcísio Zanon posa diante do carro Catedral de São Jorge, que reproduz imagens de afrescos bizantinos - Fabio Rossi / Agência O Globo

Apesar do aval da igreja, o sincretismo não ficou fora. Além de uma escultura de São Jorge com quase seis metros de altura, a escola vai levar para a avenida uma imagem de Ogum. Caçula entre os carnavalescos do Grupo Especial, Tarcísio Zanon, de 28 anos, lembra que, diferentemente da homenagem feita pelo Império da Tijuca em 2007, com “O intrépido Santo Guerreiro”, a Estácio levará para a Sapucaí uma história de devoção.

—São Jorge já foi mostrado de forma sincrética. Agora, nós vamos contar a história dele, do nascimento na Capadócia à fé dos cariocas. Tudo com muito respeito, mas sem abrir mão das mulheres sexys, que fazem parte da cultura da festa. Muito deste apoio da igreja se deve às orientações do Papa Francisco, que busca aproximar o sagrado do profano, e ao diálogo permanente aberto pelo cardeal dom Orani — explica.

O professor Luiz Antônio Simas entende que a concessão da arquidiocese é um reconhecimento à importância da cultura popular, que pode estar relacionado ao crescimento das igrejas neopentecostais. Para ele, o samba da Estácio não deixou de lado o sincretismo.

— As igrejas evangélicas estão ocupando o espaço dos terreiros e casas de santo das comunidades, e a igreja católica enxerga isto. Não dava mais para ir contra o carnaval e atrapalhar a manifestação cultural. O samba da Estácio tem elementos facilmente identificáveis pelos iniciados: fala de feijoada, a comida de Ogum, e de axé, a energia da construção no candomblé. São referências pouco explícitas, mas profundamente respeitosas a todos os credos — enaltece.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis


PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775

Desde já agradecemos a todos. 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

ENCONTROS DE PODER — 037 — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005 - O PERIGO DOS FALSOS ENSINAMENTOS



Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.
Continuação...

As duas últimas referências a στοιχεῖα — stoicheîa — ocorrem em —

Colossenses 2:8—10

8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;

9 porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Colossenses 2:20—22

20 Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:

21 não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro,

22 segundo os preceitos e doutrinas dos homens? Pois que todas estas coisas, com o uso, se destroem.

Uma vez que a interpretação correta de στοιχεῖα — stoicheîa — depende de modo completo do contexto em que a mesma é utilizada, a primeira coisa que precisamos fazer é entender, com muita clareza, a ocasião em que Paulo escreveu essa carta destinada aos colossenses.

Os versículos de Colossenses 2:8—10 estão intimamente relacionados com os que encontramos em —

Colossenses 2:6—7

6  Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele,

7  nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças.

Aquilo que se afirma de modo positivo nos versos 6—7 é contraposto à afirmação que encontramos nos versos 8—10. A linguagem é clara. Os membros da igreja em Colossos estavam seguindo a Cristo e as palavras de advertência não devem ser interpretadas como sendo de correção e sim de cautela, contra o que poderia vir acontecer quando falsos mestres se infiltrassem entre eles, algo que parece que já tinha ocorrido, de acordo com Colossenses 2:10 que veremos mais adiante.

Paulo estava profundamente preocupado com a possível manifestação desses falsos mestres com suas teorias especulativas, apresentadas de forma astuciosa, que bem poderiam minar a confiança que aqueles irmãos tinham em Cristo como o único e completo Salvador, de que temos necessidade. Note bem as palavras usadas por Paulo para descrever a ação desses falsos mestres —

Filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens.

Mas Paulo também menciona o seguinte —

Os rudimentos do mundo.

E nesse caso ele está fazendo uma referência específica a todos os poderes humanos, que podem ou não estar sob a influência malévola e destruidora dos poderes espirituais constituídos por Deus e que se encontram espalhados pelo universo até que sejam completamente submetidos, pelo próprio Deus, à soberania do Senhor Jesus Cristo.

Já em Colossenses 2:20—22 nós encontramos Paulo, da mesma forma, não condenando os colossenses pela adoção de práticas inconvenientes, mas advertindo-os contra a adoção de práticas ascéticas, as quais o próprio Paulo considerava como inúteis.

Nesse parágrafo, Paulo condena o programa de asceticismo proposto pelos falsos mestres em outros lugares, e que não passava dum ensinamento errado, o qual poderia, a qualquer instante, chegar a Colossos. Essas práticas ascéticas também envolviam certa pretensa adoração a anjos, apesar de ser muito difícil para nós entendermos o que, exatamente, Paulo pretendia dizer com as palavras que encontramos em —

Colossenses 2:18—19

18 Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal,

19 e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

È possível que esses falsos mestres usassem pretensos contatos com anjos — como muitos falsos mestres usam alegadas revelações da parte de Jesus ou até de Deus mesmo — para impor restrições ascéticas sobre suas próprias vidas e a vida dos outros? O argumento deles bem poderia ser semelhante aos que ouvimos hoje, que “se vocês seguirem minhas instruções, de acordo com o que o anjo me mostrou, vocês alcançarão o que estão procurando e certamente obterão a vitória”. Não podemos ter certeza acerca do que essas pessoas estavam ensinando. Mas duma coisa temos certeza, como acontece nos dias de hoje, todo falso ensinamento causa mais mal do que bem, apesar da miríade de idiotas proclamando o contrário.

Paulo deseja preparar os Colossenses contra o surgimento abrupto de grupos judaizantes de toda ordem — como os muitos que temos hoje no chamado meio evangélico — como havia acontecido já em meio a igrejas localizadas na região da Galácia. Esses indivíduos são caracterizados como lançando mão de πιθανολογίᾳ — pithanología — cujo significado é:
1) Discurso adaptado para persuadir, discurso no qual os argumentos prováveis são fornecidos.
2) Num mal sentido, persuasão da fala, discurso ilusório que leva outros ao erro.[1]

Nesse contexto tal termo é usado de modo técico de retórica que faz referência, provavelmente, ao uso argumentos plausíveis, a apresentação de demonstrações e o falar persuasivo. Na retórica esses elementos são apenas parte de um jogo. Foi isso que levou o historiador grego Ariano — viveu durante o segundo século d.C. — a manifestar uma repugnância geral contra a degeneração da retórica como sendo apenas um show, enquanto ele e bem assim, também o apóstolo Paulo usam a expressão com a intenção de descrever “argumentos ilusórios ou enganadores”. Paulo sentia-se inferiorizado diante desses indivíduos, mas ele ainda não percebia que, por meio da ação do Espírito Santo em sua vida e modo de falar e escrever, eles estava criando uma forma “livre de frescuras”, e honesta de falar e escrever que iria alterar, de modo irreversível, a história das cartas escritas.

CONTINUA....

LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônio, πνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito maligno, ἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/encontros-de-poder-043-evidencia-do.html



044 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 28 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 012 — AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 


Desde já agradecemos a todos.       



[1] Strong, J., & Sociedade Bíblica do Brasil. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, (2002; 2005). Edição Eletrônica

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 021 – ATOS 5:1-11 - ANANIAS E SAFIRA



Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

Texto: Atos 5:1—11
Introdução

A. O próprio Filho de Deus quando veio a este mundo estava sujeito a tentações trazidas à Sua vida, em alguns casos, diretamente pelo próprio Satanás — Lucas 4:1—13, especialmente o verso 13 que afirma que o diabo apartou-se de Jesus até momento oportuno.

B. Como Jesus, a Igreja que é o Seu corpo, também está sujeita a tentações e provas.

1. Já vimos que os apóstolos foram presos apenas porque estavam pregando algo que desagradava os donos da religião em Jerusalém que eram os saduceus, representados pelas famílias sacerdotais.

2. Os saduceus não acreditavam na ressurreição dos mortos, portanto, anunciar a ressurreição de Jesus era considerado o supra sumo da heresia para eles. Sua reação foi imediata – ver Atos 4:1—3. Os discípulos foram ordenados a parar com a pregação, mas eles rebateram essa proposta na mesma hora —

Atos 4:19—20

19 Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus;

20 pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.

C. Mas a prisão não intimidou a Igreja do Senhor:

1. Em primeiro lugar, o resultado da pregação resultou na conversão adicional de quase dois mil homens —

Atos 4:4

Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil.

e comparar com

Atos 2:41

Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.

2. Em segundo lugar a perseguição fez com que a Igreja, de forma unânime, se voltasse para o Senhor —

Atos 4:24

Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: Tu, Soberano Senhor, que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.

3. O resultado final foi que eles anunciaram a Jesus com grande intrepidez —

Atos 4:31

Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.

4. Em toda história do Livro dos Atos dos Apóstolos, até aqui, existe uma ênfase simples, discreta, mas da maior importância:

a. Atos 2:46 – Perseveravam unânimes.

b. Atos 4:224 – Unânimes levantaram a voz.

D. A unidade da Igreja como corpo de Cristo é fundamental para o bem estar de cada um de seus membros.

Essa unidade é criada pelo Espírito Santo e é nosso dever nos esforçar diligentemente para manter a mesma —

Efésios 4:1—3

1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,

2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,

3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

E. Como a perseguição — ataque externo — não produziu os resultados esperados, pelo contrário, produziu resultados contrários e a Igreja cresceu, o inimigo então resolveu atacar a Igreja a partir dela mesmo — ataque interno — destruindo a unidade. E para isso, entram em cena... 
ANANIAS E SAFIRA

I. A Trama Para Praticar um Trambique e Suas Trágicas Consequências

A. Esse é um episódio de triste memória e serve para nos ensinar que mesmo na comunidade primitiva, enchida vez após vez com o Espírito Santo — ver Atos 2:4; 3:8; 4:31 — era possível o surgimento de coisas muito podres e a Bíblia não esconde os erros dos seus personagens. Afinal de contas somos todos pecadores e, apenas verdadeiros otários se consideram de qualquer outra maneira!   
B. A história se Ananias e Safira nos lembra a história de Acã — ver Josué 7 — que causou profunda divisão no povo de Israel, logo após Deus ter lhes conseguido a enorme vitória destruindo a cidade de Jericó. 
C. O ato de Ananias e Safira, como o de Acã, interrompeu o progresso vigoroso do povo Deus. 
D. Já falamos que naqueles dias ninguém estava obrigado a vender suas propriedades. Apesar disso, muitos, por estarem entusiasmados com a nova realidade que estavam experimentando, assim procediam. 
E. Além disso, depois de vender suas propriedades ninguém estava obrigado a fazer qualquer oferta para a Igreja, mas muitos, vendo que podiam ajudar os irmãos necessitados, se dispunham a doar todo o dinheiro conseguido com a venda de seus bens. Foi assim que Barnabé agiu — 
Atos 4:36—37 
36  Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. 
37  Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 
F. Para todos os efeitos, Ananias e Safira, procederam de modo semelhante ao de Barnabé – verso 1. Mas, de fato, eles estavam colocando em prática um pecado duplo de desonestidade e engano – verso 2. Eles não estavam obrigados nem a vender, nem a doar o dinheiro para a Igreja. Isso fica claro — verso 4. 
G. Eles foram duramente confrontados por Pedro por causa da falta de integridade e da monstruosa hipocrisia: eles estavam trazendo parte do valor, pretendendo que estavam trazendo o valor integral. Eles eram, acima de tudo, grandes mentirosos. 
H. Pedro viu em tudo isso uma sutil ação do próprio Satanás que tinha o propósito de substituir a verdadeira atitude sacrificial dos irmãos por uma mera imitação fruto da pretensão embutida em fingir serem o que não eram – verso 3. 
I. Eles desejavam receber o reconhecimento, o crédito e o prestígio por uma generosidade sacrificial sem o inconveniente de ter que realmente se sacrificar. 
J. O objetivo deles não era socorrer os necessitados da comunidade e sim inflar o próprio ego – a Bíblia chama isso de “culto de si mesmo” — 
Colossenses 2:23 
Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade. 
K. Tal atitude é, como todo pecado, um atentado contra o próprio Deus — 
Atos 5:4, 9 
4 Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. 
9 Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão. 
L. Ananias pagou com a própria vida. A Bíblia não declara, de modo explícito, o motivo da sua morte, mas é provável que tenha sido resultado do choque de ser desmascarado de maneira tão clara diante daqueles que ele tinha planejado enganar — 
Atos 5—6 
5  Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes. 
6  Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram. 
M. Safira teve a oportunidade de se arrepender do mal que havia feito junto com seu marido, mas preferiu manter a mentira até o fim. O resultado foi o mesmo sofrido pelo seu marido: morte. É possível que o motivo da morte de Safira também tenha sido devido ao choque agravado pela notícia da morte do próprio marido além de ser também desmascarada —

Atos 5:7—10

7 Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera.

8 Então, Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dize-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: Sim, por tanto.

9 Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão.

10 No mesmo instante, caiu ela aos pés de Pedro e expirou. Entrando os moços, acharam-na morta e, levando-a, sepultaram-na junto do marido.  

N. O resultado direto desses acontecimentos, foi que um “grande temor” veio sobre toda a comunidade cristã, bem como sobre todas as pessoas que ouviram a notícia daquele acontecimento — versos 5 e 11. Além do que a história em si nos ensina de forma direta, nós podemos ainda derivar três lições desses fatos.

II. Três Lições Que Podemos Aprender com Ananias e Safira 
A. Pecado é Coisa Séria 
1. A pretensão ou o fingimento praticado por Ananias e Safira, ofende a Deus de modo especial, porque Deus odeia a hipocrisia. Basta lembrar-nos a vigorosa denuncia feita por Jesus contra os fariseus — ver Mateus 23:1—36. 
2. A hipocrisia é um pecado perverso por excelência, porque a falsidade arruína a comunhão e a unidade da Igreja. Note que essa é a primeira vez, desde o início do Livro, que Lucas usa a expressão grega ἐκκλησία — ekklisía — Igreja. 
B. Nossas Consciências São Sensíveis 
1. Um das maiores tolices humanas é pecar contra a própria consciência. É agir errado de forma deliberada contra a mesma. As consequências são imprevisíveis, mas são sempre desastrosas. No caso de Ananias e Safira representou a morte deles. 
2. A Bíblia nos incentiva a andar na Luz — 
Isaías 2:5 
Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do SENHOR. 
Andar na luz é equivalente a ter uma consciência pura diante de Deus — 
Atos 24:16 
Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens. 
3. Só é possível manter verdadeira comunhão uns com os outros quando andamos na luz. Quando nossas consciências são puras diante de Deus. Quando nos desvestimos de toda pretensão, fingimento e hipocrisias — 
1 João 1:7 
Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. 
3. Esse Incidente nos Ensina Acerca da Necessidade de Termos Disciplina na Vida da Igreja. 
1. Quando pecamos contra a Igreja, nós estamos demonstrando que desprezamos a mesma — 
1 Coríntios 11:22 
Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto, certamente, não vos louvo. 
e as consequências são, muitas vezes, nefastas — 
1 Coríntios 11:30 
Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. 
2. A igreja do século XXI, com respeito a disciplina, flutua, por um lado, entre a extrema severidade — punindo com todo o peso da instituição certos pecados e pecadores específicos, como pessoas simples — e a lassidão absoluta por outro lado — não exercendo nenhum tipo de disciplina até mesmo para as mais graves ofensas, quando se trata da liderança ou de pessoas que contribuem financeiramente, de modo importante. 
3. A Igreja Reformada em Genebra, a igreja de Calvino, se recusava servir a ceia a pessoas cuja vida de pecado era notória. O argumento usado era: a mesa do Senhor está aberta para todos os pecadores, mas esses precisam estar arrependidos!
Conclusão:

A. Não existe área na vida da Igreja em que tenhamos falhado mais miseravelmente do que nessa questão relacionada à unidade da Igreja. Os motivos não são muitos e podem ser agrupados em:

1. Desobediência à Palavra revelada de Deus. Pessoas não querem conversa, não querem comparar suas posições com o que a Bíblia ensina. Querem seguir suas próprias idéias sob o pretexto de estarem seguindo a Bíblia.

2. Orgulho humano que não admite estar errado, mesmo diante da mais clara evidência.

3. Culto de si mesmo onde as pessoas se acham melhores do que as outras. Denominacionalismo exagerado é um dos piores cânceres a corroerem as entranhas da Igreja.

B. Se solucionássemos esses três empecilhos, muita coisa poderia ser resolvida. E muita coisa poderia ser alcançada pelos cristãos para a glória de Deus.

C. Por que estamos aqui? Não estamos aqui porque queremos brincar de Igreja, nem porque não temos nada melhor para fazer nos domingos à noite. Estamos aqui:

1. Porque amamos a Deus e desejamos servi-lo da maneira como ele mesmo deseja —

João 4:23—24

23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.

24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

2. Para nos esforçar diligentemente por preservar a unidade do Espírito — ver Efésios 4:3 acima.

3. Para servir uns aos outros com sinceridade, amando-nos com amor intenso —

1 Pedro 1:22

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente.

4. Para anunciar a mensagem de salvação de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo e exclusivamente pela graça de Deus.

5. Mas do jeito que as coisas estão hoje em dia está muito difícil alcançar qualquer um desses propósitos.

D. Lembre-se: a hipocrisia destrói a transparência que deve existir na comunhão e na unidade da ἐκκλησία — ekklisía — Igreja. Essa é uma queixa muito comum da parte dos incrédulos: a igreja está cheia de hipócritas.

F. A hipocrisia destrói a Igreja de dentro para fora e ela pode ser vista com facilidade em nossas vidas quando:

1. Nós professamos a fé cristã, mas não praticamos a mesma —

Tiago 1:22

Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.

2. Pela nossa teimosia e orgulho não nos dispomos a reconhecer que estamos errados.

G. Possa o Deus Clemente ter misericórdia de nós, perdoar nossos pecados e nos ajudar a andar na luz, em plena comunhão com Ele e uns com os outros.

Amém.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/05/atos-dos-apostolos-sermao-025-um-homem.html

SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15


SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

Desde já agradecemos a todos