Mostrando postagens com marcador Críticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Críticos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de julho de 2015

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 004 – INTRODUÇÃO OS EVANGELHOS — O LUGAR OCUPADO PELOS EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO.



Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

I. OS EVANGELHOS

D. O LUGAR OCUPADO PELOS EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

Não é nossa intenção discutir nessa série como foi o desenvolvimento do cânon do Novo Testamento. Para todos que têm interesse nessa área específica recomendamos, em português, a obra de Werner Georg Kümel Introdução ao Novo Testamento, publicada no Brasil pela Editora Paulus. Mesmo não sendo nossa intenção nesse momento, ainda assim cremos que devemos fazer um breve apanhado descrevendo a atitude da igreja primitiva com relação aos Evangelhos, com o objetivo de localizar o problema da introdução dos mesmos numa perspectiva correta.

Perto do final do século II d.C., fica claro, por meio de toda a evidência que temos disponível, que os quatros Evangelhos que chamamos de “canônicos” já haviam sido aceitos, não apenas como sendo documentos autênticos, mas também como sendo Escrituras Sagradas, no mesmo nível do Antigo Testamento. Irineu, um dos pais da Igreja — que viveu entre 130 e 201 d.C., datas são aproximadas — faz uma afirmação muito interessante, quando diz que: “a existência de quatro Evangelhos é análoga à existência dos quatro cantos do mundo, dos quatro ventos que sopram sobre a terra e da necessidade de uma construção ter quatro pilares de sustentação. É óbvio que podemos questionar o método analógico de Irineu, mas por outro lado, seu testemunho a favor da exclusividade desses quatro evangelhos e desses quatro apenas, é inegável. Ou seja, já em seus dias a igreja não aceitava nenhum outro Evangelho. Além disso, nessa mesma passagem original de Irineu, ele nos fala acerca dos autores de cada evangelho, de acordo com as tradições da sua própria época. Em seguida ele procede delineando a doutrina da inspiração dos Evangelhos. Mesmo que Irineu nos apresente sua opinião de maneira acrítica, ele o faz apoiado nas melhores tradições disponíveis em seus dias. Ninguém, em sã consciência pode desprezar o testemunho de Irineu quando discute qualquer questão introdutória relativa aos Evangelhos.

Apesar de Clemente de Alexandria — viveu entre 150 e 215 d.C., datas são aproximadas — fazer algumas citações de outros evangelhos tais como, por exemplo: O Evangelho de Acordo com Os Egípcios, ainda assim ele procura fazer uma clara distinção entre esses outros evangelhos e os Quatro Evangelhos. Já Tertuliano — viveu entre 160 e 220 d.C., datas são aproximadas — cita, exclusivamente, os quatro Evangelhos canônicos, ao mesmo tempo em que apresenta uma forte argumentação para a autoridade dos mesmos, com base de que os mesmos foram produzidos por apóstolos ou por pessoas diretamente associadas a eles. Nenhum desses escritores que mencionamos, parece ter questionado a origem desses quatro Evangelhos como oriundos, diretamente, da era apostólica. Mas a posição deles tem sido desafiada por críticos modernos, que não apresentam nenhuma alternativa melhor, nem conseguem fornecer uma interpretação mais aceitável. Os críticos de hoje se limitam apenas a atacar as testemunhas do passado.

Antes do ano 180 d.C., a evidência disponível é menos específica, mas mesmo assim, continua apontando para a alta estima dedicada aos quatro Evangelhos desde o início dos primeiro registros existentes. A Harmonia de Taciano — viveu entre 120 e 180 a.C., datas são aproximadas — é composta de parte dos nossos quatro evangelhos canônicos, e demonstra a perplexidade que existia diante desse material que contava as Boas Novas acerca de Jesus Cristo. Apesar do material de Taciano ter recebido uma ampla aceitação na igreja do Oriente, o mesmo foi logo abandonado pelo uso de cópias dos quatro Evangelhos canônicos. Isso é uma prova indisputável, de que esses últimos eram tidos na mais alta estima quando comparados a quaisquer outros escritos que, nessa altura já começavam a circular e se multiplicar. Os cristãos daqueles dias estavam mais interessados numa “vida de Cristo” consecutiva, compilada de fontes originais, do que nas próprias fontes originais. Numa data ainda anterior, Justino Mártir — viveu entre 100 a 165 d.C., datas são aproximadas — aparentemente conhecia e usou todos os quatro Evangelhos canônicos, apesar de não podermos ter absoluta certeza disso, por causa da forma livre com que as citações são feitas. De grande importância para nós é sua afirmação de como as memórias dos apóstolos eram usadas nos cultos a Deus. Essas memórias são identificadas, em outros lugares como sendo εὐαγγέλιαeuvangélia — Evangelhos, e fica claro pelo uso dessa expressão que os mesmos eram considerados autoritativos, por causa da relação direta com as lembranças dos próprios apóstolos.    

Tanto Clemente Romano — viveu entre 35 a 97 d.C., datas são aproximadas — quanto Inácio de Antioquia — viveu entre 35 a 107 d.C., datas são aproximadas — fizeram uso do material dos quatro evangelhos e, mesmo que tal uso tenha sido na forma de alusões e não de citações diretas, todo o material encontra paralelos no material original dos quatro Evangelhos canônicos. A única exceção é uma citação de Clemente que contém um dito dominical de Jesus que não se encontra nos escritos originais. Mas apesar de tudo isso, existe muita discussão se os chamados pais da igreja — entre os séculos II e VII d.C., — e o material que produziram chamado de patrística — tinham conhecimento do material contido nos quatro Evangelhos canônicos. Todavia, alguns autores falam de uma espécie de “tradição pré-sinótica”, como por exemplo, H. Köster. Por outro lado, a Epístola de Policarpo, contém paralelos precisos com os quatros Evangelhos canônicos, o que nos dá plena certeza que o mesmo estava familiarizado com os mesmos. Policarpo de Esmirna viveu entre 69 a 155 d.C., as datas são aproximadas. Com respeito a todos esses autores citados nesse parágrafo, os estudiosos críticos têm duvidas se os mesmos tinham conhecimento do Evangelho de João.    

Durante o período chamado de sub-apostólico, o Testemunho de Papias de Hierápolis — viveu entre 70 e 155 d.C., datas são aproximadas — acerca de dois Evangelhos é notável, mesmo sendo um tanto quanto enigmático. Iremos discutir todos esses aspectos de maneira mais aprofundada, à medida que avançarmos nesses estudos. Por agora, basta reafirmar que não existe nada em Papias que contradiga a evidência patrística citada anteriormente nesse estudo. Papias fez duas afirmações acerca dos Evangelhos, uma de Mateus e outra de Marcos, que são consideradas as mais antigas citações acerca da autoria desses Evangelhos. Papias acreditava que Marcos era o intérprete do apóstolo Pedro e que Mateus escreveu seu Evangelho, originalmente em hebraico. Suas duas afirmações se tornaram em verdadeiros campos de batalha para os críticos que não conseguem, realmente, provar nata mais apenas levantar suspeitas. Para nós, que cremos na inspiração das Escrituras a evidência é importante por causa da sua antiguidade.    

CONTINUA...  

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002



INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.  

domingo, 13 de julho de 2014

2 CORÍNTIOS 11 - PAULO RESPONDE A SEUS DETRATORES -SERMÃO 015


Resultado de imagem para críticas destrutivas

Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da 2 Epístola de Paulo aos Coríntios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios

Introdução.

A. Apesar de Paulo ter se reconciliado com um bom grupo dos irmãos em Corinto —
2 Coríntios 7:16 
Alegro-me porque, em tudo, posso confiar em vós. 
ainda persistia na igreja em Corinto, um grupo de homens que se ressentiam da influência do apóstolo e que eram extremamente críticos do seu ministério. 
B. Para responder a estes críticos, Paulo fala de um modo que não lhe é agradável, mas necessário – 
2 Coríntios 11:1 
Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois. 
2 Coríntios 11:16—21 
16 Outra vez digo: ninguém me considere insensato; todavia, se o pensais, recebei-me como insensato, para que também me glorie um pouco. 
17 O que falo, não o falo segundo o Senhor, e sim como por loucura, nesta confiança de gloriar-me. 
18 E, posto que muitos se gloriam segundo a carne, também eu me gloriarei. 
19 Porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos. 
20 Tolerais quem vos escravize, quem vos devore, quem vos detenha, quem se exalte, quem vos esbofeteie no rosto. 
21 Ingloriamente o confesso, como se fôramos fracos. Mas, naquilo em que qualquer tem ousadia (com insensatez o afirmo), também eu a tenho. 
C. Algumas vezes este é o único tipo de linguagem que as pessoas entendem. Vamos então ver como...

Paulo Responde a Seus Detratores

I. Em Primeiro Lugar Paulo Explica Suas Razões e Seus Motivos. 
A. A Igreja em Corinto precisava ser pura 
2 Coríntios 11:2—4 
2 Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo. 
3 Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 
4 Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais. 
1. Paulo demonstra profunda preocupação com o bem estar dos crentes em Corinto. Ele não quer que absolutamente nada perturbe a relação que deve existir entre os crentes em Corinto e o Senhor Jesus. 
2. Paulo sabia que a ação daquele grupo resultaria, por fim, em um distanciamento dos crentes em Corinto do Senhor Jesus, com o consequente esfriamento no relacionamento. Em outras palavras, podemos dizer, que os crentes em Corinto estavam correndo o perigo de abandonar “o primeiro amor” como iria acontecer com a igreja na cidade de Éfeso —– 
Apocalipse 2:4 
Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. 
3. Paulo expressa sua preocupação indicando que os coríntios corriam o risco de ter suas mentes corrompidas com a consequência direta de se apartarem da simplicidade e da pureza devidas a Cristo 
2 Coríntios 11:3 – 4 
3 Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. 
4 Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais. 
Paulo menciona especificamente: 
a. Outro Jesus. É possível? Infelizmente é sim, e como! 
b. Espírito diferente. Esta expressão indica uma atitude diferente. É a atitude que cria confusão, que divide, separa e termina por destruir a obra de Deus. 
c. Evangelho diferente — É todo tipo de evangelho que mistura a verdade com mentiras inventadas pelo homem. É todo evangelho que diz, direta ou indiretamente, que Jesus e somente Jesus, não é suficiente para nos salvar. Evangelho diferente é o que ensina a reencarnação, é o que ensina a intermediação de santos, e o que nega que Jesus é Deus e todo tipo de evangelho que procura agregar nossas obras ao que Jesus fez por nós. 
4. Só existe uma maneira de evitar ser enganado por estas pregações: possuir verdadeiro discernimento baseado no conhecimento da Palavra de Deus. 
B. Não deveria existir nenhum tipo de peso ou imposição sobre a igreja em Corinto — 
2 Coríntios 11:7—12. 
7 Cometi eu, porventura, algum pecado pelo fato de viver humildemente, para que fôsseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus? 
8 Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir, 
9 e, estando entre vós, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e, em tudo, me guardei e me guardarei de vos ser pesado. 
10 A verdade de Cristo está em mim; por isso, não me será tirada esta glória nas regiões da Acaia. 
11 Por que razão? É porque não vos amo? Deus o sabe. 
12 Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que a buscam com o intuito de serem considerados iguais a nós, naquilo em que se gloriam. 
1. Paulo deixa claro que não queria ser pesado aos irmão em Corinto, mas só conseguiu fazer a obra porque os irmãos vindos da Macedônia — Filipos e Tessalônica — haviam cooperado com seu trabalho. 
a. É ensino claro da escrituras que aqueles que servem como pastores de igrejas devem ser sustentados pelas próprias igrejas. 
b. Mas quando a Bíblia fala de evangelismo, de plantação de novas congregações, não existe nenhum tipo de exigência para que as pessoas que estão sendo evangelizadas contribuam para o sustento do trabalho. 
c. Todavia, uma vez que o trabalho esteja firmemente estabelecido o mesmo deve assumir a responsabilidade de levar adiante a obra de Deus. 
2. Naqueles dias mestres eram grandemente estimados e muitos aproveitavam para explorar a boa fé das pessoas. Quanto mais importante um homem era considerado, maior a taxa que cobrava para ensinar. 
a. Paulo havia trabalhado com as próprias mãos e recebido sustento das igrejas da Macedônia. 
b. Do outro lado, estes outros mestres estavam insistindo em receber remuneração por seus serviços. 
c. Esta atitude agressiva da parte destes mestres fazia com que algumas pessoas, sem discernimento, achassem que aqueles mestres fossem homens maiores e melhores que o apóstolo Paulo. 
d. O versículo 20 de 2 Coríntios 11 — Tolerais quem vos escravize, quem vos devore, quem vos detenha, quem se exalte, quem vos esbofeteie no rosto. — é um clamor contundente contra o tipo de abuso que é tão comum no meio do povo de Deus. Ao ler estas palavras não tive como não ter a nítida impressão, diante de todas as coisas que experimentamos nestes últimos anos, de que o apóstolo Paulo tenha mesmo estado em nossa própria cidade! 
e. Paulo admite em 2 Coríntios 11:6 — E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto. — que ele não era mesmo um grande orador, mas ele sabia do que estava falando e sabia muito bem no que consistia o Evangelho ou as Boas Novas: Salvação absolutamente de graça pela fé exclusivamente na pessoa do Senhor Jesus. 
II. Paulo expõe seus rivais. 
A. Vivemos dias onde o conceito de tolerância está elevado a um lugar de grande exaltação. 
B. A tolerância pregada e ensinada nos nossos dias sobrevive à custa do sacrifício da verdade. Um dos motivos porque o Senhor Jesus foi tão exaltado pelo Pai foi exatamente porque Ele amava a justiça e odiava a iniquidade — 
Hebreus 1:9 
Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros. 
C. Assim é também nosso Deus: ama o pecador, mas odeia o pecado. 
1. Os adversários de Paulo eram enganosos 
2 Coríntios 11:13—15 
13 Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. 
14 E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. 
15 Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras. 
a. Paulo não tem papas na língua e usa termos pesados para descrever tais homens: falsos apóstolos e obreiros fraudulentos querendo se passar por apóstolos de Cristo – v.13. 
b. No verso 14 Paulo introduz uma ideia realmente perturbadora. Ele diz que estes homens, apesar de todas as aparências, estão realmente a serviço do próprio Satanás. O fim de tais homens será conforme suas próprias obras – verso 15. 
c. Jesus disse que o ladrão vem somente para roubar, matar e destruir — João 10:10. Isto é exatamente o que Satanás e os homens a seu serviço fazem. Quando olhamos ao redor e consideramos a cristandade em geral, seja de que denominação for, nós podemos perceber claramente a ação deletéria destes homens anunciando outro Jesus, com um espírito diferente e um evangelho completamente diferente. O resultado disso tudo: pessoas despojadas dos seus bens, mortas espiritualmente dentro das próprias comunidades que deveriam promover a vida e comunidades completamente destruídas como se um verdadeiro tsunami tivesse passado por elas. 
D. Os adversários de Paulo eram destruidores — 
2 Coríntios 11:20 
Tolerais quem vos escravize, quem vos devore, quem vos detenha, quem se exalte, quem vos esbofeteie no rosto. 
1. Note os termos utilizados por Paulo: escravizar, devorar, deter, exaltar e esbofetear. 
a. Mas apesar dos termos tão pesados é surpreendente que tanto naqueles dias como nos dias de hoje existam tantas pessoas dispostas a aceitar completamente este tipo de abuso e destruição de maneira completamente passiva. 
III. Paulo examina sua própria trajetória — 
2 Coríntios 11:22—33 
22 São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu. 
23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes.
24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um;
25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; 
26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 
27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. 
28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. 
29 Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame? 
30 Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. 
31 O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto. 
32 Em Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos damascenos, para me prender; 
33 mas, num grande cesto, me desceram por uma janela da muralha abaixo, e assim me livrei das suas mãos. 
A. Pelas afirmações feitas pelo apóstolo Paulo no verso 22, fica evidente que estes falsos mestres eram judeus que queriam escravizar o povo de Deus com um fardo que eles mesmos eram incapazes de carregar. 
B. Em 2 Coríntios 11:23—27 nós encontramos uma lista de tirar o fôlego. Muitas coisas sofridas pelo Apóstolo Paulo não são mencionadas em outras partes do Novo Testamento, mas como ele mesmo afirma, Deus sabe que não minto — 2 Coríntios 11:31. 
C. Além das durezas físicas que teve que enfrentar, Paulo ainda levava consigo mesmo a grave preocupação com todas as igrejas! 
D. Para Paulo, essas eram as verdadeiras marcas de um verdadeiro servo de Deus. As marcas físicas sofridas e as marcas psicológicas causadas pela preocupação com o povo de Deus. Hoje os chamados “apóstolos, bispos, pastores, doutores” e etc., querem ser reconhecidos pelos seus títulos, suas fortunas pessoais e outras coisas semelhantes a essas. 
E. Paulo deixa bem claro que no serviço cristão as pessoas importantes não são os líderes platinados e exaltados e sim aqueles que estão dispostos a sofrer! 
Conclusão. 
1. A verdadeira preocupação daqueles que são chamados para servir o Senhor deve ser com o relacionamento que deve existir entre os crentes e o Senhor Jesus. Aqueles homens que estão mais preocupados consigo mesmos, com seus cargos e com seus salários e bem estar, estão realmente fazendo o jogo de Satanás e pouco importa quem eles sejam. Quanto maior for a importância que estes homens tenham tanto pior, para eles e para seus seguidores. 
2. Que conclusão devemos tirar dos pastores do século XXI quando observamos a completa falta de amor e dedicação que observamos no meio do povo de Deus? As palavras do apóstolo Paulo em 2 Coríntios 11:13—15 devem servir de incentivo para nos lembrarmos que a situação experimentada em Corinto é realmente bastante comum, mesmo nos dias de hoje. 
3. Quando servimos ao Senhor é o nosso serviço caracterizado pela disposição de sofrer? O exemplo de Jesus não pode ser ignorado: 
Hebreus 5:8 
Jesus, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. 
4. Nosso serviço a Deus é realmente sincero? Podemos dizer como Paulo: Deus sabe que não minto!? 
OUTRAS MENSAGENS EM 2 CORÍNTIOS PODEM SER ACESSSADAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO 
001 — A Escola do Sofrimento – 2 Coríntios 2:1—11
002 — Os Críticos do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 1:12 — 2:11
003 — Como Paulo Entendia o Ministério Cristão — 2 Coríntios 2:12 — 3:3
004 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 3:4—18 — Parte 1
005 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 4:1—6 — parte 2
006 — Batalhas e Bênçãos — 2 Coríntios 4:7—15
007 — Crescendo Apesar de Estar Envelhecendo — 2 Coríntios 4:16—5:9

008 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 1 — 2 Coríntios 5:9—14

009 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 2 — 2 Coríntios 5:14—6:4

010 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 3 — 2 Coríntios 6:3—10

011 — Os Princípios e a Prática da Separação Bíblica — 2 Coríntios 6:11—7:3
012 — Tudo Vai Bem, Quando Termina Bem — 2 Coríntios 7:4—16
013 — A Prática Cristã de Contribuir — 2 Coríntios 8—9
014 — No Fim o Que Conta é Como Deus nos Vê — 2 Coríntios 10

015 — Paulo Responde a Seus Detratores — 2 Coríntios 11


Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos. 
Alexandros Meimaridis 
PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:
Desde já agradecemos a todos.