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domingo, 27 de março de 2016

CRISE AFETA GRANDES ARRECADADORES DE DÍZIMOS E OFERTAS


Agenor Duque, auto-intitulado apóstolo, líder da Igreja da Plenitude, em crise econômica
Agenor Duque, autointitulado apóstolo, líder da Igreja da Plenitude

O artigo abaixo é de autoria de Ricardo Feltrin e foi publicado no site do UOL.

Crise derruba dízimos e já tira programação de igrejas da TV
Ricardo Feltrin

A crise econômica já afeta de forma profunda a sociedade, inclusive as igrejas evangélicas. Algumas denominações já demonstram isso de forma clara. A Igreja da Plenitude, do evangélico Agenor Duque, acaba de ficar fora do ar por uma semana no canal RBI, devido à falta de pagamento.

Já a Igreja Mundial de Valdemiro Santiago, vem "penando": perdeu praticamente todos os horários que comprava na RedeTV! -- também por atraso no pagamento -- e agora mal consegue manter sua emissora na TV fechada (Rede Mundial).

Ainda assim, logo que viu a crise do rival Duque, no final de fevereiro, Valdemiro tentou abocanhar o horário vago na RBI, mas a empreitada não vingou muito. A Mundial tem perdido fiéis principalmente para a Plenitude.

Nas últimas semanas a igreja de Valdemiro aumentou as campanhas e "desafios" (leia-se "carnês"), nos quais fiéis colaboram com uma doação "extra" mensal, que pode ser de R$ 200 a R$ 2000. A justificativa é que, sem doações, será impossível manter a TV Mundial no ar e as rádios.

Estima-se que a Mundial tenha ao menos R$ 11 milhões mensais fixos em aluguéis de horários em TVs, rádios e aluguel de templos. Aliás, há inúmeros casos de aluguel atrasados na Mundial país afora.

CRISE TAMBÉM DERRUBA A FÉ

Segundo levantamento desta coluna, essas duas igrejas -- Mundial e Plenitude -- estão aumentando o percentual de minutos/dia nos quais pastores e líderes pedem apoio aos fiéis para que os seus programas/canais não saiam do ar.

Fontes da RBI já haviam "vazado" um mês atrás, prevendo eventual calote, que a igreja de Agenor Duque já era dada como fora da grade a partir do início de março. Dito e feito.

O horário da Plenitude saiu da grade por mais de uma semana, mas agora voltou -- assim que pagou a dívida com a emissora. A igreja colocou sua primeira-dama, Ingrid Duque (mulher de Agenor), para agradecer "a todos que ajudaram" com doações para que "a obra continue".

Já Valdemiro está "proscrito" da TV aberta há quatro anos, desde que perdeu horários na Band e na RedeTV.

O líder da Mundial tem vivido na pele a mais madrasta das crises, aliada a uma inédita fuga de fieis.  E tudo começou com longa reportagem do "Domingo Espetacular" (Record), que denunciou o líder da Mundial por lavagem de dinheiro de fiéis, em 2012.

Ministério Público, polícia e -- o pior -- a Receita Federal causaram grande perda de patrimônio ao autointitulado apóstolo, que foi obrigado a vender bens e fazendas milionárias.

Só que também a Igreja Universal assiste à queda no pagamento de dízimos, mês a mês, desde o ano passado.

Pastores ouvidos nos últimos dois dias pela coluna sob a condição de anonimato confirmam a queda, mas afirmam que a orientação da direção da igreja, no momento, é "entender o momento econômico" e, ao contrário das demais, não forçar a doação, fazer exigências ou lançar grandes "desafios" aos fiéis.

A "IGREJA" DO JUSTIN BIEBER

A crise econômica também tem assustado a outras entidades religiosas internacionais, que previam desembarcar no Brasil (país conhecido pela intolerância política, mas respeito à liberdade de culto).

A musical e australiana Igreja Hillsong já deveria ter aberto seu primeiro templo na zona norte de SP em dezembro. Os planos agora são para julho.

RICARDO FELTRIN


Ricardo Feltrin, 51, é colunista do UOL, onde apresenta o programa Ooops! às segundas. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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domingo, 8 de novembro de 2015

SUICIDAS POTENCIAIS SÃO ENSINADOS ACERCA DAS CONSEQUÊNCIAS DE SEUS ATOS

 (Foto: Francoise Huguier / Agence VU)

(Foto: Francoise Huguier / Agence VU)

O artigo abaixo foi publicado pelo site do Yahoo – Brasil.

Potenciais suicidas, estudantes são colocados em caixões para ter 'experiência de morte'
Por Redação Yahoo! Brasil | Super Incrível

Diante de uma crise sem precedentes no número de jovens que cometem suicídio no país, o governo da Coreia do Sul encontrou uma medida no mínimo esquisita para tentar conter o problema. Escolas estão colocando alunos e alunas em caixões e mostrando o impacto de suas mortes nas vidas de suas famílias e amigos.

Segundo estimativas, 40 pessoas se matam todos os dias por não suportar o modo de vida do país, dono de uma sociedade extremamente competitiva e que coloca seus jovens em constante pressão. Enquanto isso, a população de meia-idade e os idosos reclamam por arcarem com grande parte dos encargos financeiros do cotidiano.

Para tentar amenizar a taxa de mortalidade, as escolas decidiram apresentar aos alunos as consequências do suicídio. Nas aulas, professores mostram como seria se eles morressem, tentando convencê-los a apreciar a vida novamente.

(Foto: Francoise Huguier / Agence VU)
 (Foto: Francoise Huguier / Agence VU)

Nas aulas, os alunos escrevem testamentos de mentira e são trancados dentro de caixões enquanto funerais falsos são encenados por professores. No Centro Médico Hyowon, em Seul, a presença dos jovens enviados pelos pais é maior a cada dia.

Sentados entre caixões, os estudantes são orientados a escrever seus testamentos enquanto um professor explica que os problemas que enfrentamos diariamente fazem parte da vida. Segundo o chefe do centro, Jeon Yong-mun, ex-funcionário de uma funerária, os jovens sul-coreanos aprendem a encontrar alegria dentro das dificuldades e aceitá-las.

O funeral falso começa com a criação de uma carta de despedida para colegas e familiares. Depois, uma foto dos estudantes vestidos com trajes tradicionais fúnebres é tirada e colocada em porta-retratos que serão “enterrados” junto com eles.

(Foto: Francoise Huguier / Agence VU)
 (Foto: Francoise Huguier / Agence VU)

A ideia da “escola da morte” é reproduzir os efeitos colaterais da morte, mostrando a dor que envolve parentes deixados para trás e convencer os estudantes a abandonarem a prática do suicídio.

Em um determinado momento, o responsável pela sala diz que “é hora de ir para o outro lado”. Velas são acesas e uma pessoa vestida como um anjo da morte entra na sala para fechar o caixão de todos os alunos. Depois disso eles são deixados dentro do esquife por 10 minutos enquanto contemplam a vida a partir de outro ponto de vista.

(Foto: Francoise Huguier / Agence VU)
 (Foto: Francoise Huguier / Agence VU)

A Coreia do Sul deixou de ser um dos países mais pobres do mundo e tornou-se a 12º maior economia global em apenas algumas décadas. Entretanto, a súbita ascensão sul-coreana trouxe um preço caro para as famílias do país.

A rápida mudança ideológica de coletivismo para individualismo desintegrou a noção tradicional de família, isolando os jovens que recebem por quase um terço da população, a obrigação de sustentar seus familiares mais velhos.

 (Foto: Francoise Huguier / Agence VU)

O artigo original poder á ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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