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terça-feira, 4 de agosto de 2015

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDOS 034 — JOSÉ NÃO TENTOU SE DEFENDER DAS FALSAS ACUSAÇÕES



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.
José Como Tipo de Cristo — Estudos 034

34. José Não Tentou se defender das Falsas Acusações — Gênesis 39:19.

Gênesis 39:19

Tendo o senhor ouvido as palavras de sua mulher, como lhe tinha dito: Desta maneira me fez o teu servo; então, se lhe acendeu a ira.

Chega a ser quase incompreensível como podem existir pessoas assim como José e Jesus que, mesmo diante das mais descaradas e falsas acusações conseguem manter firme a decisão de não abrirem suas bocas para se defender.

José não abriu sua boca diante de toda a violência que sofreu nas mãos de seus irmãos. De modo semelhante ele agora nada diz para se defender das falsas acusações levantadas contra ele, pela mentirosa mulher de Potifar. Em nenhuma das duas ocasiões, também não ouvimos da boca de José nenhuma palavra de murmúrio ou de queixa.

O mesmo é verdadeiro com relação ao Senhor Jesus. O profeta Isaías nos diz o seguinte acerca do Servo Sofredor do Deus Eterno: 

Isaías 53:7

Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.

E o apóstolo Pedro nos diz o seguinte acerca de Jesus: 

1 Pedro 2:21—23 —

21  Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos,

22 o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca;

23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente.

O apóstolo Paulo reconhece que essa também é a verdadeira condição do crente diante de todas as forças hostis do mundo, apesar de reconhecer também que não estamos sós. Deus está conosco e, por isso, somos sempre MAIS que vencedores.

Romanos 8:35—37

35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

Que possamos aprender com José e Jesus a confiar em Deus e em seu cuidado constante, pois como podemos ler nenhum dos dois foi abandonado pelo Pai. O Senhor estava com José na prisão — ver Gênesis 39:21. E Jesus, fez a seguinte e confiante afirmação em João 12:27. Da mesma forma, o autor de Hebreus nos exorta com palavras semelhantes em Hebreus 13:6.  

José é Lançado na Prisão.

Gênesis 39:20

E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão.

A mulher de Potifar usou a roupa que José havia deixado para trás, primeiro para convencer os outros empregados e depois para convencer o próprio marido que José havia mesmo tentado seduzi-la. Com isso ela montou um sólido caso contra o escravo hebreu. A forma como ela se referiu a Potifar diante dos outros empregados da casa, nos mostra o caráter que ela tinha —
Gênesis 39:14
Chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz.

e também nos serve de indício de como as coisas caminhavam naquele casamento. A história de José também serve como uma reversão daquela registrada no capítulo 38 de Gênesis onde Judá é o grande culpado e sua nora inocente. José é apresentado como um modelo do homem temente a Deus —

Provérbios 1:7

O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.

que é totalmente leal e confiável e, por isso merece todo respeito e consideração da parte dos homens —

Provérbios 3:3—4

3 Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração

4 e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens.
e que não se deixa seduzir pela lábia da mulher adúltera —

Provérbios 5:3

Porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite.

Provérbios 6:26.

Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão, mas a adúltera anda à caça de vida preciosa.

No reverso da moeda a mulher de Potifar é o exemplo típico da mulher estrangeira cuja moral é sempre suspeita. O fato também de Potifar ter apenas lançado José na prisão e não ter mandado executá-lo é outro indício que o relacionamento de Potifar com sua mulher não ia muito bem.  Para livrar sua cara, Potifar tinha que fazer alguma coisa, mas o que ele faz acaba nos contando uma história muito pertinente ao atual estado em que se encontrava seu casamento. A nítida impressão que temos é que Potifar tinha sérias dúvidas sobre a narrativa de sua mulher no que diz respeito ao caso com José.

Mesmo assim, José de forma injusta e sendo inocente das acusações foi lançado na prisão, mas não numa prisão comum e sim na prisão onde ficavam os próprios prisioneiros do Faraó. Note a similaridade com o julgamento de Jesus que foi sentenciado por um homem que declarava o seguinte:

Lucas 23:20—24

20 Desejando Pilatos soltar a Jesus, insistiu ainda.

21 Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o!

22 Então, pela terceira vez, lhes perguntou: Que mal fez este? De fato, nada achei contra ele para condená-lo à morte; portanto, depois de o castigar, soltá-lo-ei.

23 Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o seu clamor prevaleceu.

24 Então, Pilatos decidiu atender-lhes o pedido.

As atitudes de Potifar e de Pilatos são incrivelmente paralelas. É evidente que Potifar não acreditava em sua mulher, pois como já dissemos, José não escaparia da morte se ele desse crédito às acusações dela. Pilatos também não acreditava na culpa de Jesus —

Mateus 27:17—18

17 Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhes Pilatos: A quem quereis que eu vos solte, a Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?

18 Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado.

Isso o levou a tentar libertá-lo de vários modos, mas a turba controlada pelos maiorais dos judeus prevaleceu até o dramático gesto de Pilatos “lavar suas mãos” — ver Mateus 27:19—26. Pilatos conhecia bem o caráter criminoso da liderança judaica, sendo ele mesmo um assassino frio. Mas para salvar as aparências, como aconteceu com Potifar, ele concordou em ordenar o assassinato de um homem que sabia ser inocente. A palavra definitiva dos judeus veio quando disseram a Pilatos o seguinte: “Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César!” — ver João 19:12—19.

A liderança dos judeus sabia muito bem o que estava fazendo ao dizer a Pilatos:

Mateus 27:25

Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos.

José escapou da morte, mas Jesus seguiu seu caminho até a cruz do Calvário onde se entregou pelos pecados de todos nós.



OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção
Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado
Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

domingo, 28 de junho de 2015

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO - ESTUDO 033 - JOSÉ E JESUS FORAM FALSAMENTE ACUSADOS



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

José Como Tipo de Cristo — Estudos 033

33. José Foi Acusado Falsamente — Gênesis 39:13—18.

Gênesis 39:13—18

13 Vendo ela que ele fugira para fora, mas havia deixado as vestes nas mãos dela,

14 chamou pelos homens de sua casa e lhes disse: Vede, trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos; veio até mim para se deitar comigo; mas eu gritei em alta voz.

15 Ouvindo ele que eu levantava a voz e gritava, deixou as vestes ao meu lado e saiu, fugindo para fora.

16 Conservou ela junto de si as vestes dele, até que seu senhor tornou a casa.

17 Então, lhe falou, segundo as mesmas palavras, e disse: O servo hebreu, que nos trouxeste, veio ter comigo para insultar-me;

18 quando, porém, levantei a voz e gritei, ele, deixando as vestes ao meu lado, fugiu para fora.

Como não havia nenhuma possibilidade de uma acusação séria vingar contra José, a mulher de Potifar optou por uma narrativa bastante modificada dos fatos para causar o maior impacto possível sobre seu duplamente chocado marido. Ela lança mão da nojenta “carta” de discriminação racial associando-a com uma decisão do próprio Potifar: “trouxe-nos meu marido este hebreu para insultar-nos”. Sua insinuação é que Potifar teria trazido José para tentá-la! Note que o José, que era o mordomo do seu senhor, é agora chamado de “servo” e a pretensa ofensa torna-se coletiva, atingindo toda a casa de Potifar. Tudo isso faz parte de um esquema muito bem montado e de uma tática psicologicamente ajustada para provocar a reação desejada da parte daquele que tinha o poder para agir. Mas na continuação ela não deseja prosseguir ofendendo o próprio Potifar então reduz sua acusação transformando a ofensa em algo pessoal, contra ela apenas ao dizer: “veio ter comigo para insultar-me”. Para Potifar A expressão dela é deliberadamente dúbia ou ambígua. Pode ser entendida literalmente — insultar — ou como um eufemismo para “intercurso sexual”. Para seus empregados ela revela a alegada intenção de José com toda clareza: “veio até mim para se deitar comigo”.

A narrativa mentirosa da mulher de Potifar produz o feito desejado, até certo ponto. Potifar “furiosos” manda prender José e colocá-lo na cadeia. Essa atitude de Potifar é inesperada, porque estupradores — mesmo diante de tentativas frustradas — eram executados quando as duas partes eram cidadãos livres —

Deuteronômio 22:23—27

23 Se houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade e se deitar com ela,

24 então, trareis ambos à porta daquela cidade e os apedrejareis até que morram; a moça, porque não gritou na cidade, e o homem, porque humilhou a mulher do seu próximo; assim, eliminarás o mal do meio de ti.

25 Porém, se algum homem no campo achar moça desposada, e a forçar, e se deitar com ela, então, morrerá só o homem que se deitou com ela;

26 à moça não farás nada; ela não tem culpa de morte, porque, como o homem que se levanta contra o seu próximo e lhe tira a vida, assim também é este caso.

27 Pois a achou no campo; a moça desposada gritou, e não houve quem a livrasse.

Um escravo que atacasse a esposa de seu senhor não deveria esperar por sorte melhor. Mas, por razões que não são de todo claro, José escapa de ser condenado à pena de morte. É possível que José tenha tido a oportunidade de contar seu lado da história para seu senhor e que isso tenha sido suficiente para convencer Potifar, que sua mulher não estava contando todos os fatos. Diante disso é provável que José tenha recebido uma condenação mais branda.

Nosso narrador, todavia, não está interessado em explicar o que aconteceu. Sua atenção está concentrada no fato que José foi colocado “no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados” — Gênesis 39:20 — porque foi ali que José fez contatos importantes que acabaram por conduzi-lo para fora da prisão.

Assim como José foi acusado de forma falsa. O Senhor Jesus teve que experimentar, exatamente a mesma situação. Jesus, o homem mais doce que já viveu sobre a terra, alguém que é descrito pelo autor de Hebreus como:

Hebreus 7:26

Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus.

Mas nenhuma dessas suas altas qualidades impediu que Jesus fosse tratado com toda brutalidade de um “verdadeiro criminoso”.

Quando a turba veio prender Jesus, o próprio Senhor protestou contra aquela situação como uma forma de marcar, definitivamente, a culpa de seus inimigos e perseguidores. Jesus disse:

Mateus 26:55

Naquele momento, disse Jesus às multidões: Saístes com espadas e porretes para prender-me, como a um salteador? Todos os dias, no templo, eu me assentava convosco ensinando, e não me prendestes.

E quem eram os inimigos de Jesus:

Mateus 26:3—4

Então, os principais sacerdotes, e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás; e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.

Junto com esses estavam também os escribas — que tinham muitos fariseus entre suas fileiras —

Mateus 16:21

Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia.

Literalmente Mateus usa em 26:3—4 a expressão ἀρχιερεῖς archiereîs — sumo sacerdote, como representante de toda casta sacerdotal. Ele também usa a expressão πρεσβύτεροι τοῦ λαοῦ presbúteroi toû laoû — como os representantes de todo o povo já que pela idade e experiência eram reputados como tais por toda a nação de Israel.
Não deixemos nos enganar, na grande maioria das vezes, os piores e mais violentos inimigos do verdadeiro crente são aquele que ocupam posições de liderança e que deveriam, acima de tudo, ser exemplo para o rebanho e não perseguidores do mesmo

1 Pedro 5:1—4

1 Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada:

2 pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade;

3 nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.

4 Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.

Olhe ao seu redor e veja que tipo de pastores e líderes você consegue enxergar: servos ou dominadores e tiranos?

Uma vez na casa do sumo sacerdote, Jesus foi submetido a um julgamento de “mentirinha”, com falsas testemunhas para acusá-lo como fez a mulher de Potifar. Era um jogo de cartas marcadas e a sentença, como vimos acima, já havia sido passada antes mesmo de Jesus ser preso. O “jogo de cena” do sumo sacerdote completou a farsa —

Marcos 14:55—65

55 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho contra Jesus para o condenar à morte e não achavam.

56 Pois muitos testemunhavam falsamente contra Jesus, mas os depoimentos não eram coerentes.

57 E, levantando-se alguns, testificavam falsamente, dizendo:

58 Nós o ouvimos declarar: Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas.

59 Nem assim o testemunho deles era coerente.

60 Levantando-se o sumo sacerdote, no meio, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti?

61 Ele, porém, guardou silêncio e nada respondeu. Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?

62 Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu.

63 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas?

64 Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte.

65 Puseram-se alguns a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: Profetiza! E os guardas o tomaram a bofetadas.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

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Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

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