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sábado, 24 de janeiro de 2015

ARTICULISTA SE APROVEITA DO TERROR RELIGIOSO EM PARIS PARA ATACAR A BÍBLIA


 

Uma das questões mais comuns com a qual estamos acostumados a lidar é a mais absoluta falta de entendimento do que as Escrituras Sagradas ensinam acerca de Deus, especialmente o Antigo Testamento.

ALGUNS ANTECEDENTES

A vasta maioria das informações que vemos hoje sendo publicadas não tiveram início em tempos recentes e nem mesmo no século passado. Esses ataques, frutos da ignorância das pessoas, tiveram início nos séculos XVIII e XIX e, de lá prá cá, o que temos visto são apenas repetições e variações sobre os escritos produzidos naqueles séculos. É provável que o agressor de plantão mais vocal em nossos dias, seja o biólogo nigeriano Richard Dawkins que escreveu o patético livro Deus, Um Delírio. Seu material apenas reproduz as idéias dos seguintes escritores do passado:

1. Paul-Henri Dietrich, barão d’Holbach enciclopedista — contribui com nada menos do que 376 artigos para a grande enciclopédia publicada por Diderot — e filósofo alemão naturalizado francês. Holbach nasceu em Dezembro de 1723 em Edesheim, próximo a Landau e faleceu em Paris em 21 de Julho de 1789. Suas duas obras mais importantes com relação à crítica da Cristandade[1] são: 1)”O Sistema da Natureza” publicada em 1770 sob o pseudônimo de J. B. Mirabaud e; 2) “Le Christianisme Dévoilé” de 1761 publicado sob o nome de um amigo já falecido, N. A. Boulanger. Nas duas obras d’Holbach ataca a Cristandade como sendo contrária tanto à natureza quanto à razão. Em tempos mais recentes um inglês chamado M. D. Magee tem publicado um site na Internet com o título “Christianity Revealed”, o que é uma inegável cópia da obra do barão d’Holbach.

2. Andréas Lwdwig Feuerbach, filósofo e humanista alemão que exerceu enorme influência sobre Karl Marx com suas idéias teológicas centradas no homem e não em Deus. Feuerbach abandonou os estudos teológicos e tornou-se discípulo de G. W. F. Hegel durante dois anos em Berlim. Publicou seu primeiro livro acerca da morte e da imortalidade — Gedanken über Tod und Unsterblichkeit em 1832 — de forma anônima. Em 1839 publica “Über Philosophie und Christentum” onde defende a idéia de que a Cristandade já havia desaparecido não somente da razão, mas da própria existência humana e que não passava de uma idéia fixa somente. Sua obra mais importante, todavia, “Das Wesen des Christentums” foi publicada em 1841. Feuerbach, mesmo negando ser ateísta, defendia a idéia de que o “deus” da Cristandade não passava de uma ilusão — Alô? Dr. Dawkins? — risos. Ele exerceu profunda influência sobre o editor anticristão David Friedrich Strauss, que escreveu um dos livros mais controvertidos dos quais se tem notícia “Das Leben Jesu Kritisch Bearbeitet” entre 1835-36, bem como sobre Bruno Bauer, outro severo crítico da Cristandade.

2. EM NOSSOS DIAS

Uma leitura atenta dos parágrafos acima nos mostra com clareza que as tolices escritas por Richard Dawkins ou pelo falecido Christopher Hitchens — Deus não é Grande — Como a Religião Envenena Tudo — estão amplamente amparadas nos escritos do Barão de Holbach, de Lwdwing Feuerbach, Strauss, Renan, Nietzsche e outros autores todos mortos há mais de dois séculos ou algo próximo disso.

Tudo isso para dizer que ficamos deveras surpresos com um artigo publicado pelo site da revista Carta Capital e assinado pelo Sr. Wálter Maierovitch, no qual o mesmo, infelizmente, faz afirmações estapafúrdias e sem fundamento sólido por desconhecer, de forma absoluta, o verdadeiro conteúdo da revelação divina contida na Bíblia. Mesmo não crendo que a Bíblia seja a Palavra verdadeira do Deus Vivo, qualquer pessoa que deseja expressar suas opiniões acerca da mesma tem a obrigação de conhecer bem o texto sagrado e de ser, no mínimo, honesto, intelectualmente falando.

Bem, vamos ao texto da Carta Capital e faremos alguns outros comentários no final do mesmo com o objetivo de esclarecer os equívocos do Sr. Wálter Maierovitch.  

Internacional — França

Além do Charlie Hebdo

Não é o Alcorão, mas a Bíblia, o livro sagrado que recomenda a pena de morte aos blasfemos. Está no Levítico (24:16).

Por Wálter Maierovitch - Juiz de Direito Aponsentado

Bíblia
Mark Wilson / AFP — Bíblia - "Quem blasfema o nome do Senhor deve ser morto"

A tragédia no semanário Charlie Hebdo acirrou na Europa o conflito político-ideológico entre a direita radical difusora da islamofobia e a esquerda, com a sua bandeira de integração centrada na formação de uma igualitária sociedade multiétnica.

À frente dessa direita populista na França está Marine Le Pen, da Frente Nacional, na Itália Matteo Salvini, da Liga Norte. Ambos com posições xenófobas e favoráveis à revogação do Tratado de Schegen, a cidade luxemburguesa onde foi celebrado, em 1985 (seria aperfeiçoado em 1995), ao estabelecer a livre circulação de cidadãos pela União Europeia.

Essa dupla não distingue a presença majoritária de islamitas pacíficos e minorias reunidas em associações terroristas salafistas financiadas, muitas vezes, como foi o caso de Osama bin Laden, por uma elite endinheirada, encastelada nas petromonarquias da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes e do Catar.

Melhor: trata-se de associações terroristas com atuação em rede planetária e adesão a um integralismo de matriz político-religiosa. Essas organizações não aceitam o pluralismo de ideias e de programas, a laicidade do Estado, a liberdade de opinião e de imprensa, a democracia. Abraçam o totalitarismo religioso. Seus integrantes estão sempre prontos a matar aos gritos de Allahu akbar (Alá é grande) ou de invocar, para justificar os bárbaros crimes, o nome do profeta Maomé, em equivocada interpretação do Alcorão. A propósito das charges do semanário, não é o Alcorão, mas a Bíblia, no Levítico (24:16), o único livro sagrado a sancionar a blasfêmia com pena de morte: “Quem blasfema o nome do Senhor deve ser morto”.

Para Marine Le Pen, as mortes no Charlie Hebdo revelaram “não ser a Europa capaz de defender seus cidadãos contra o terrorismo”. Le Pen não atentou a dois fatos significativos que envolvem, no caso da integração étnica, islamitas praticantes. O policial de origem árabe e religião islâmica Ahmed Merabet enfrentou até a morte, na calçada defronte à sede do semanário, os dois irmãos Kouachi. Seus familiares, em entrevista coletiva que Le Pen prefere ignorar, ressaltaram: “Ahmed era de fé islâmica e os seus assassinos uns falsos islamitas, pois o Islã é uma religião de paz”.

Na tragédia do dia seguinte, o malinês Lassana Bathily, funcionário do armazém de produtos kosher onde quatro reféns foram assassinados, salvou mais de uma dezena de hebreus. Bathily escondeu em uma câmara frigorífica, depois de desligar o sistema refrigerador, diversos judeus em compras no mercado. Salvou-os da ira e das balas do fanático Amedy Coulibaly. Na véspera, Coulibaly havia matado uma policial estagiária desarmada em um parque da comuna de Montrouge.

Na seara policial e de inteligência, muitos pontos precisam ser esclarecidos. A Al-Qaeda da Península Arábica, sediada no Iêmen, reivindicou, após autorização de Ayman al-Zawahiri, sucessor de Bin Laden e chefe da Al-Qaeda central, a autoria do atentado no Charlie Hebdo, conforme um vídeo de 11 minutos.

Pelos sinais, tudo pode ter nascido de iniciativa escoteira de uma célula doméstica e autônoma fundada em 2005 pelos irmãos Kouachi, com adesão de Coulibaly e predicações de Djamel Beghal. Essa célula chegou, no parque francês de Buttes Charmont, a atuar na arregimentação de jihadistas para o Iraque e, posteriormente, à Síria.

Chérif Kouachi e Coulibaly foram condenados, com penas de 3 e 5 anos, por tentativa de tirar da penitenciária o terrorista Ali Belkacem, autor de um atentado no metrô em 1995. Chérif ficou sete meses preso e recebeu livramento condicional, enquanto Coulibaly deixou a cadeia em julho de 2014. Até então, a célula atuava com autonomia, por sua conta e risco. A Al-Qaeda central, desde Bin Laden, pregava, via ciberterror, a ordem do “faça você mesmo a sua parte sem precisar consultar, salvo em questões religiosas”.

Interessa à Al-Qaeda colocar no currículo um segundo 11 de Setembro, desta vez na França. Ainda mais por estar em conflito com o Estado Islâmico, que logrou ocupar um território, enquanto seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou-se califa Ibrahim, o que deve ter levado Bin Laden a se remexer de inveja no fundo do mar. O sonho não realizado de Bin Laden era ter um califado. Registre-se: os irmãos Kouachi avisaram pertencer à Al-Qaeda. Não esclareceram, no entanto, se estavam sob ordens alqaedistas.

Pergunta: a versão oficial a ser apresentada vai ou não coincidir com a verdade real?

O artigo original da Revista Carta Capital poderá ser lido por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO ACERCA DA AFIRMAÇÃO DO AUTOR ENVOLVENDO A CITAÇÃO DE LEVÍTICO 24:16

1. Um dos grandes equívocos cometidos pelas pessoas em geral quando o assunto é aquilo que está escrito na Bíblia é não entender que a mesma é uma revelação progressiva e que é necessário entender cada tipo de literatura contido na Bíblia à luz de sua própria história, geografia, sociologia, economia e etc.

2. Quanto ao versículo de Levítico 24:16 devemos sempre nos lembrar que muitas coisas escritas, especialmente no Antigo Testamento, estão culturalmente condicionadas a diversos fatores. Por exemplo, o mandamento contido em Levítico 24:16 estava culturalmente condicionado e só poderia ser aplicado dentro do contexto do povo hebreu — os hebreus não podiam, por exemplo irem para outros países matarem pessoas que blasfemassem contra o seu Deus. E mesmo isso, só poderia ser feito enquanto durasse a Antiga Aliança que foi totalmente abolida com a vinda de Jesus Cristo.

3. Além do mais a blasfêmia envolvida em Levítico 24:16 diz respeito à blasfêmia contra o nome inefável de Deus — יהוה  — YHWH — traduzido com SENHOR nesse e em todos os outros contextos em que o mesmo aparece no original hebraico. O contexto de Levítico 24 nos fala de um jovem, filho de uma israelita com um egípcio, que teria então cometido essa blasfêmia específica, mas o texto não nos diz exatamente o que ele disse. Diz apenas que foi entendido dessa maneira. A sentença proferida pelo próprio Deus foi de que o mesmo deveria ser apedrejado, o que aconteceu na sequência da narrativa. Todavia, os judeus desde muito tempo passaram a evitar o uso do nome inefável יהוה — YHWH — traduzido com SENHOR preferindo os termos אדני `Adony — Meu Senhor ou  השׁם hashem — O Nome. Dessa forma os judeus passaram a evitar tanto pronunciar o nome inefável de Deus em vão — conforme a proibição de Êxodo 20:7 — como evitar blasfemar o nome de Deus, conforme o verso que estamos discutindo aqui.

4. De acordo com a narrativa Bíblica existem apenas dois outros momentos em que tal mandamento foi colocado em prática — ou seja, o ofensor pagou com a própria vida pela blasfêmia proferida —, mas nos dois casos é transparente a ma fé com que os casos foram conduzidos motivados por outros interesses.

a. O primeiro caso está registrado em 1 Reis 21:13 onde lemos:

1 Reis 21:13

Então, vieram dois homens malignos, sentaram-se defronte dele e testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade e o apedrejaram, e morreu.

O contexto deixa claro que tudo não passou de uma armação e não da aplicação justa do mandamento divino.

b. O segundo caso é mais gritante ainda, porque envolve a própria pessoa do Senhor Jesus Cristo, vítima de um julgamento imoral no meio da madrugada que culminou com sua condenação à morte pelas autoridades judaicas com base no verso que estamos discutindo. A passagem da condenação do Senhor Jesus é esta:

Mateus 26:65—66

65 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!

66 Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.

5. Portanto de acordo com a narrativa Bíblica não temos a aplicação de tal lei, nem de forma comum, nem desproporcional — aliás, como vimos temos apenas 3 casos em toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamento, sendo que em dois deles, a lei foi aplicada de forma injusta e parcial para atender a outros interesses.

6. Agora, a forma como o autor do artigo cita o verso de Levítico 24:16 dá a nítida impressão para o leitor mal informado ou pouco instruído nas Escrituras Sagradas cristãs que tal mandamento é válido até os dias de hoje e vai lá saber quantos não foram executados em obediência ao mesmo, o que é uma evidente prova tanto do desconhecimento das Escrituras Sagradas bíblicas,  como uma falta absoluta de honestidade intelectual por parte do autor do artigo.

Independentemente de tudo isso, continuamos admirando o equilibrio demonstrado pela Revista Carta Capital e seu editor, o Sr. Mino Carta, admiração essa que nos acompanha desde a nossa adolescência quando o mesmo lançou a revista VEJA da Editora Abril, curiosamente, no dia 11 de setembro de 1968.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.




[1] O autor chamará de “Cristandade” esta religião falsa, espalhada pelo mundo, que se auto-intitula de cristã. Mesmo não gostando do termo “Cristianismo”, pelo reducionismo ideológico que ele causa, o mesmo será usado para se referir à verdadeira igreja cristã espalhada pelo mundo.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

SILAS MALAFAIA: MINISTRO DARÁ SENTENÇA DEFINITIVA NOS PRÓXIMOS DIAS


Pastor associa Dilma a terroristas em vídeo publicado no Youtube - / Reprodução da internet

È lamentável que o sr. Silas Malafaia, que se diz pastor, esteja tantas vezes envolvido com a quebra da lei e enfrentando processos na justiça. Dessa vez, a questão envolve a publicação dum vídeo contra a presidenta Dilma. Todos os que tiverem interesse em conhecer melhor o episódio, poderão ler nosso artigo por meio desse link aqui:


Já o material abaixo foi publicado pelo site do O Globo e é de autoria de Isabel Braga, e traz o primeiro desdobramento do processo contra o pastor Silas Malafaia.

Ministro determina imediata suspensão de vídeo de Silas Malafaia contra Dilma

Pastor faz montagem com imagens do discurso da presidente na ONU e de ações de grupos terroristas

POR ISABEL BRAGA

BRASÍLIA - O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu liminar determinando a retirada imediata da internet de vídeo do pastor Silas Malafaia. O ministro atendeu pedido da coligação que apóia a presidente Dilma Rousseff contra Malafaia e o a Google Brasil Internet Ltda. Na representação, a defesa de Dilma acusa o vídeo de fazer propaganda supostamente ilegal, de abuso do direito de liberdade e ofensa a diretos fundamentais. O ministro ainda analisará a representação para emitir uma decisão final.

Segundo a representação “o Sr. Silas Malafaia, no vídeo, sugere que a Presidente da República, Sra. Dilma Vana Rousseff, estaria a apoiar ações de grupos armados terroristas voltados ao assassinato de cristãos.” Os advogados de Dilma afirmam ainda que, “fazendo alusão à candidata Representante, o vídeo exibe uma montagem que contém cenas cruéis e degradantes, o que teria sido reconhecido pelo próprio Sr. Silas Malafaia” e sustentam também a finalidade eleitoral do conteúdo veiculado. O vídeo se refere a fala por Dilma, na véspera da assembleia geral da ONU, no último dia 24, em que condenou o ataque dos EUA ao Estado Islâmico, na Síria.

Ao conceder a liminar, o ministro concorda que há conotação eleitoral no caso, uma vez que o vídeo veicula discurso da candidata Dilma e explora sua imagem. “O País está a praticamente 48 horas das eleições, e esse tipo de veiculação na rede mundial de computadores tem nítido viés de propaganda eleitoral”, justificou o ministro na decisão. Segundo Herman, houve “excesso por parte do Sr. Silas Malafaia, uma vez que não se tem conhecimento algum de que a candidata Dilma Rousseff apóie qualquer grupo terrorista”.

O ministro afirmou ainda em seu voto: “O discurso da Presidenta na sede da ONU em 2012, ao contrário de referendar atos de terror, orientou-se no sentido de repudiar a ‘escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais’. Ou seja, de uma maneira ou de outra, Sua Excelência se manifestava de forma contrária a qualquer forma de violência. Por isso, não pode agora ter contra si a utilização de seu pronunciamento em sentido nitidamente inverso”.

Para o ministro do TSE, “ao utilizar de tal fala para a vincular, no ‘período eleitoral crítico’, a suposto apoio a grupos islâmicos terroristas, que infelizmente praticam verdadeiros crimes de guerra ‘em nome da fé’, o Sr. Silas Malafaia degrada a imagem da Sra. Dilma Vana Rousseff, bem como incita, direta ou indiretamente, animosidade entre grupos que professam religiões ou crenças diversas (na hipótese, cristianismo x islamismo).”

O ministro Herman Benjamim sustentou ainda que há grande distância entre o uso informativo, para fins eleitorais, de falas e discursos de pessoas – o que é legítimo, e a distorção ou a infidelidade proposital às palavras e ao pensamento de que se ataca, o que considera ilegítimo e ilegal.

“As palavras do Sr. Silas Malafaia – especialmente quando relata a tragédia por que passam milhares de cristãos mundo afora, retirados à força de suas casas, impedidos de professar a sua fé ou condenados à morte por apostasia, confrontados com a destruição de igrejas e assassinato de sacerdotes e pastores – isoladamente se inserem no âmbito da liberdade de expressão e, paralelamente, de culto”, acrescentou o ministro do TSE.
Segundo o ministro, a lei eleitoral veda propaganda que termine por degradar, caluniar, difamar ou injuriar qualquer candidato e também proíbe propaganda de guerra. “E no vídeo há veiculação de imagens violentíssimas de verdadeiros atos de guerra praticados por supostos grupos extremistas”, ressaltou.

O artigo original do site do O GLOBO poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 4 de outubro de 2014

SILAS MALAFAIA FAZ SUA ÚLTIMA E TENTATIVA PARA TENTAR INFLUENCIAR AS ELEIÇÕES DE 2014




O material abaixo me foi enviado por um jornalista que assistiu a um vídeo produzido pelo patético Silas Malafaia que deixou, primeiro a ele, e depois a mim, completamente indignados com o nível de sujeira e baixeza a que um indivíduo está disposto, para ver triunfar suas preferências políticas. São vídeos como esses que nos fazem ter plena certeza que a vasta maioria do povo chamado evangélico não passa de um povo ignorante, que não sabe pensar por si mesmo e que acredita em tudo o ouve e fala, especialmente se proceder de uma boca como a do senhor Silas Malafaia.

No vídeo, cheio de empáfia, Malafaia não tem vergonha nem pudor de dizer que acredita que suas palavras poderão mudar os rumos da eleição. Isso só acontecerá se o povo chamado evangélico for mesmo como acabamos de defini-lo acima, algo que muitas lideranças brigam para tentar negar, mas que pessoas como o Silas não se cansam de tentar provar, que os mesmos não passam mesmo de uma grande massa de manobra e são totalmente imbecis.

Segue o texto que recebi e no final do texto o leitor encontrará o link para o nojento e mentiroso vídeo do Mala!

Por Dimitrios Meimaridis

É óbvio que o vídeo está repleto de ilações, meias-verdades e mentiras abjetas, até porque a própria forma como ele apresenta o assunto é bem desconexa e caótica. Eu acho até irônico a crítica que ele faz no final do vídeo sobre como "eles tem a arte da mentira e da dissimulação com a maior cara de pau", quando ele mesmo acaba criando esse vídeo com o simples intuito de fazer com que pessoas evangélicas deixem de votar na Dilma, sim, ele também fala sobre o ISIS e, em partes, sobre as práticas de carnificina abominável que eles têm praticado, mas isso serve apenas para reforçar o status de grupo de terrorista e que a Dilma supostamente os "defende".

Em relação aos discursos da Dilma, ele omitiu muita informação importante. Ele trata esses dois discursos como se fossem eventos singulares e aleatórios, mas esse não é o caso. Não sei se você sabe, mas o Brasil, por ser o primeiro país a se filiar a ONU, é o encarregado pela abertura de todas as sessões das Assembleias Gerais que ocorrem nas Nações Unidas. Esses dois trechos que são apontados no vídeo como a "Islamofobia no mundo" e da "necessidade de diálogo com o ISIS" foram fragmentos retirados do discurso de abertura feito pelo nosso chefe de estado atual, mas poderia ter sido outra pessoa, como o embaixador do Brasil na ONU, por exemplo. O fato do presidente fazer o discurso só aumenta o poder político da mensagem. Então vamos lá, o discurso é nas Nações Unidas, organização cujo um dos maiores objetivos é estabelecer "a paz mundial". Então, o que o Silas queria que a Dilma falasse lá na abertura da Assembleia, com todos os outros líderes e representantes presentes?

"Vamos matar esses radicais islâmicos?!"

Apesar de considerá-la bem fraca, acho que nem ela seria tão burra de falar uma asneira dessas naquele lugar.

Aliás, já fica aqui a pergunta também, se o Silas é contra o diálogo entre as pessoas, o que ele quer? Seria a cultura do "olho por olho e dente por dente" do Velho Testamento? É bem curioso isso, pois ele critica a Dilma, mas não expressa o que quer, só fala em "enfrentamento" e que "as nações do mundo em uma coalizão querem combatê-los", o que é mentira também. A ONU não é favorável a qualquer conflito. Quem deseja iniciar mais uma guerra são os EUA, Reino Unido e outros países dessa coalizão.

Em relação ao conteúdo que o Malafaia cita, desde os atentados de 11 de Setembro e o início da "Guerra Mundial ao Terror", o preconceito com pessoas da religião islâmica aumentou significativamente no mundo ocidental. A gente não convive com isso no nosso dia a dia, pois os números de fiéis dessa religião no Brasil são inexpressíveis, mas nos EUA e países da Europa, principalmente os que resolveram embarcar juntos na guerra ao terror, essa é uma realidade intensa e o preconceito existe dos dois lados (Islâmicos e Não Islâmicos). O Silas fala que existe um preconceito apenas contra os radicais islâmicos, mas isso não é verdade. Basta ver as inúmeras prisões de árabes nos EUA, segundo o material que foi vazado pelo Wikileaks, muitos foram presos e torturados (ilegalmente), mesmo sendo cidadãos estadunidenses, apenas pelo fato de serem descendentes islâmicos. Cenas como essas foram bem retratadas e denunciadas no filme “Nova Iorque Sitiada” estrelado por Denzel Washington.  Então sim, está ai uma mentira apontada pelo Malafaia. E só para lembrar, esse preconceito já afetou inclusive o Brasil, naquele caso do estudante Jean Charles que foi morto (com sete tiros na cabeça e um no ombro) no metrô de Londres ao ser confundido com um suposto terrorista que estava envolvido nos ataques a ônibus que ocorreram na cidade algumas semanas antes. Até hoje nenhum dos que participaram do seu assassinato, inclusive o idiota que fez os sete disparos contra Jean Charles, foram levados a julgamento. E Jean Charles foi perseguido e assassinato por puro racismo e preconceito. ISSO NÃO VAMOS ESQUECER NUNCA! Depois esses calhordas querem dar lições de moral ao povo Brasileiro.

A resposta dos EUA de imediatamente invadir o Afeganistão logo após os atentados e, consequentemente, dar continuidade ao plano ao invadir o Iraque e o Paquistão só reforçou e tornou mais explícito o ódio por pessoas de origem árabe, incitando assim a tal da "islamofobia" que a Dilma citou no discurso de 2012. O Silas passa então a falar sobre a "cristofobia" e como no ano passado, "115 mil cristãos foram assassinados por causa da sua fé". Ele não cita nenhuma fonte de dados ou referência, mas vamos supor que ele esteja certo nessa afirmação. Logo em seguida, ele fala que nenhum grupo social foi tão morto quanto os cristão no mundo e é claro que fica muito fácil fazer afirmações impactantes como essa quando não há uma referência para que se possa comparar.  Mas conhecendo sua fama de mentiroso não tenho dúvidas de que ele está mentindo.

Em termos de comparação, podemos citar que em 10 anos de Guerra ao Terror, mais de 120 mil civis (independentemente da religião, estamos falando de pessoas inocentes, como eu e você) já morreram na guerra do Iraque (segundo o Iraqui Bodycount Project), e 21 mil morreram no Afeganistão (segundo o Cost of War). Por mais que o Silas não fale no vídeo, essa é uma guerra liderada por nações majoritariamente cristãs, e que não seguem/seguiram o próprio comando de Cristo que em Mateus 5, orienta que qualquer um que for ferido na face direita deve virar a esquerda e não contra-atacar como o que foi feito, gerando mais ódio e derramamento de sangue desnecessário. Além do mais, no mesmo contexto Jesus disse, Bem-aventurados os pacificadores. Silas também não fala uma palavra sobre a matança de 500 mil crianças iraquianos entre 1990 e 1999 contaminados por bombas nas quais se utilizava lixo radioativo dos Estados Unidos e da Inglaterra.

O vídeo do Jornalista e diretor cinematográfico John Pilguer poderá ser visto por quem quiser por meio desse link aqui:




Vale lembrar também que esse grupo retratado pelo Silas no vídeo só conseguiu fortalecer-se graças ao fato de que os EUA invadiram o Iraque, destruíram o país inteiro e o abandonaram à mercê de quem chegasse ali com mais força. Os EUA criaram o terreno para que esses monstros pudessem praticar suas atrocidades, triste pensar que eles fizeram exatamente a mesma coisa no Afeganistão quando forneceram armas ao grupo Talibã para combater as forças soviéticas e depois também quando apoiaram e venderam armas para Sadam Hussein no Iraque para lutar contra o Irã, amigos que posteriormente se tornaram inimigos. Mas o Silas não se atreve a falar uma Palavra sequer da grande e poderosa nação que se orgulha de ser evangélica.

O Silas os retrata também como se esse grupo matasse apenas cristãos, o que é uma MENTIRA, pois eles basicamente matam qualquer pessoa que não concorda com a ideologia deles (não que isso justifique o que eles praticam).

Aliás, muito me espanta a ignorância do Silas Malafaia em relação às Escrituras. Ele está chocado que cristãos morrem por sua fé? Se crucificaram a Cristo, o que haveria de acontecer com os seus seguidores?

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." Mateus 5:11-12

"Vos hão-de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho. Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de fazer a vossa defesa; porque eu vos darei boca e sabedoria, a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir nem contradizer. E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós; e sereis odiados de todos por causa do meu nome. Mas não se perderá um único cabelo da vossa cabeça. Com a vossa perseverança ganhareis as vossas almas" (Lucas 21:12-19).   

Talvez o Silas também não se lembre das palavras do Apostolo Paulo em Filipenses onde ele fala que "viver é Cristo, e o morrer é lucro" ou então no começo da primeira carta aos Tessalonicenses em que ele afirma que "fomos ordenados para sofrer". Sim, devemos ficar indignados com as praticas de grupos extremistas que matam pessoas inocentes, mas jamais devemos ficar surpresos com esse tipo de coisa, pois, já fomos avisados sobre isso. Paulo foi decapitado, Pedro crucificado. Mas, como cristãos, devemos nos alegrar com o fato de que todas essas pessoas que morrem por Cristo têm a vida eterna na glória.

O conteúdo no vídeo das práticas do ISIS é repugnante, mas esse tipo de coisa não é uma exclusividade desse grupo. O terrorismo é um termo muito relativo e empregado de forma que beneficia alguns e prejudica outros. Uma explosão em um ônibus na Inglaterra feita por um extremista islâmico é condenada como pratica abominável, mas a destruição de um país inteiro por tropas da coalizão em cima de uma mentira (alegação da existência de armas de destruição em massa, das quais nunca se encontrou o menor traço) é aceitável.


O exército de Israel possui hoje o título da mais longa ocupação de faixas de território desde o fim da segunda guerra mundial. E isso que eu falo é em relação ao território da faixa de gaza, da Cisjordânia e parte da cidade de Jerusalém, que não pertencem a Israel. Mas não são vistos como terroristas, eles estão apenas "se defendendo" e por isso contam com o apoio dos EUA e UE, mesmo que matem milhares de civis todos os anos, culpando ainda os grupos islâmicos de usarem civis como "escudo". No recente confronto que ocorreu, judeus colocaram cadeiras em montes para assistir a carnificina praticada pelo exército israelense, mas o Silas Malafaia não fez nenhuma crítica em relação a isso.

Voltando no assunto das eleições, o Malafaia assim como todos os outros candidatados, é um político. Se ele não estivesse do lado do Lula em 2006 e da Dilma em 2010, ela provavelmente não teria a força que tem hoje. Em nenhum momento o Silas Malafaia pede perdão ou demonstra arrependimento por ter apoiado ela lá atrás. Talvez se ele fizesse esse vídeo pedindo desculpas e admitindo o erro, não teria que demonizar a presidenta, tentando criar uma imagem de "Dilma protetora dos terroristas".

Dimitrios Meimaridis é Jornalista.

NOSSO COMENTÁRIO

Silas não gosta de falar a verdade.

Para meditar:

João 8:44

Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

Apocalipse 21:8

Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Quanto à manipulação que Silas faz das palavras da presidenta Dilma, que voltamos a repetir não apoiamos para reeleição, cremos que os comentários do Jornalista acima já foram suficientes.

Para nós o que mais choca é essa mentira descarada do Silas Malafaia de alegar que 100.000 cristãos são mortos todos os anos por causa da sua fé. Apenas essa mentira já devia despertar a ira em qualquer pessoa de bom senso.

Segundo a Missão Portas Abertas o número de cristãos assassinado por causa de sua fé em 2013, foi de 2.123 indivíduos. Todavia outros registros, mais difíceis de comprovar, elevam esse número para até 8.000 assassinatos de cristãos, por causa da fé em 2013. É muito cinismo e o uso da mais pura cara de pau da parte do Malafaia fazer uma afirmação despropositada dessa sem citar nenhuma fonte, e ainda querer atribuir parte da culpa pelas “cem mil mortes”, à presidente Dilma. As informações que passamos acima são retiradas de uma reportagem produzida pela agência REUTERS e que poderá ser lida por meio do link abaixo:

Trieza ,73, an Egyptian Christian grieves while kissing a glass capsule containing cloth belonging to Christian martyrs in the Coptic Orthodox church in Alexandria, 2, 2011. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh


Por outro lado, outro artigo da BBC, que confirma os números da Missão Portas Abertas explica como se pode chegar ao número de 100.000 mortos. Existe uma guerra fratricida entre duas facções de CRISTÃOS em andamento no Congo, guerra essa que já matou mais de 4 milhões de pessoas entre 2000 e 2010. Duas organizações notoriamente mentirosas como a Fox News e o Serviços de Notícias do Vaticano, alegam que cerca de 900.000 desses 4 milhões de mortos foram “martirizados” por sua fé, o que nos levaria para algo próximo de 100.000 mortos por ano. Mas a justificativa não se sustenta, porque todos os mortos são cristãos e como cristãos mortos por outros cristãos poderiam ser considerados mártires?

O artigo da BBC poderá ser visto por meio desse link aqui:

Mourners carrying coffins in Egypt

O Silas mente e pretende que as maiores vítimas de assassinatos ao redor do mundo são cristãos vitimizados por radicais islâmicos, mas o Jornalista Dimitrios já deixou bem claro que a maioria das vítimas são assassinadas pelas guerras promovidas, especialmente pelos Estados Unidos, pela Grã-Bretanha e Israel, e essas vítimas não são cristãos.


Silas finge ignorar que existe uma Islamofobia de fato em andamento como os pastores Estadunidense John Hagee e Benny Hinn, orando de mãos dadas — que gracinha — pedindo a Deus que conduza os Estados Unidos a destruírem o Irã por meio de uma ataque nuclear. O vídeo dessa inglória oração poderá ser visto por meio desse link aqui:


Em outra ocasião, o pastor Hagee pede que os Estados Unidos ataquem e destruam o Irã de forma preemptiva. Esse vídeo poderá ser visto por meio desse link aqui:


Silas Malfadado e seu boneco de ventríloquo o candidato a presidente pastor Everaldo repetem a mesma mentira contra a presidenta Dilma, que existe uma Cristofobia no mundo, enquanto o que percebemos é uma gigantesca Islamofobia em andamento cujo único proposto é matar o povo árabe e se apropriar de todas suas riquezas minerais.

O Virulento e questionável vídeo do Silas Malafaia poderá ser visto por meio desse link aqui:


Todavia, tal vídeo foi retirado do ar em todo o território nacional devido a um mandado. Fez muito bem o governo por ter retirado o mesmo do ar. Que Silas reze muito para seu deus, para Dilma perder as eleições, porque se ela ganhar...

Para finalizar queremos deixar bem claro que o Blog o Grande Diálogo condena com toda a veemência organizações terroristas, sejam elas grupelhos sanguinários ou Estados constituídos, normalmente, mas que são mais sanguinários ainda.


Que Deus abençoe a todos.   

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.