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terça-feira, 26 de maio de 2015

PARA AJUDAR VOCÊ A ENTENDER O GRUPO ISIS


 

O artigo abaixo foi publicado pela revista ÉPOCA.

O califa da barbárie

Abu Bakr al-Baghdadi o líder do mais temível grupo fundamentalista do mundo, leva a selvageria e o terror a um novo nível

Por RODRIGO TURRER E FILLIPE MAURO

 ATROCIDADE Baghdadi, num sermão em julho, no Iraque. Seu grupo usa crucificações e estupros como armas de terror (Foto: AP)
ATROCIDADE Baghdadi, num sermão em julho, no Iraque. Seu grupo usa crucificações e estupros como armas de terror (Foto: AP)

Abu Bakr al-Baghdadi é um homem discreto e misterioso. Apenas duas fotos suas são conhecidas: uma de 2005, quando ele ainda era um jovem aspirante a jihadista, detido em uma prisão americana no Iraque. A outra, mais recente, é de uma rara aparição pública, em julho deste ano. Trajando túnica e turbante pretos, com uma longa barba, que invocam o mítico início do islamismo, Baghdadi deu um sermão de meia hora na grande mesquita de Mossul, a maior cidade do Iraque tomada pelo grupo fundamentalista liderado por ele, o Estado Islâmico (IS, na sigla em inglês, anteriormente chamado de Isis, Estado Islâmico do Iraque e Levante). Na ocasião, Baghdadi se autoproclamou “o novo califa Ibrahim, emir dos crentes no Estado Islâmico”. Em voz suave e monocórdia, conclamou os muçulmanos a obedecer-lhe enquanto ele “obedecer a Deus” e convidou “médicos, engenheiros, juízes e especialistas em jurisprudência islâmica” a se juntar a ele.

Unir-se a Baghdadi significa dar um passo além da usual selvageria dos extremistas. Em fevereiro, à medida que o Isis crescia e avançava, a rede terrorista al-Qaeda rompeu com o grupo, por considerar suas táticas excessivamente agressivas. É prática comum de seus militantes é atacar a população civil, eviscerar os capturados, estuprar mulheres e crucificar vivos os adversários. Baghdadi, o mentor da barbárie, tornou-se num ano o jihadista mais poderoso do planeta. À frente do Isis,  conquistou territórios na Síria e no Iraque, apagou a fronteira entre os dois países e arrebatou o apoio da maioria dos sunitas da região. Estima-se que o IS tenha agora ativos de mais de US$ 2 bilhões, graças ao controle de poços de petróleo nos dois países.

Baghdadi começou a sair das sombras no verão de 2010, quando se tornou líder da al-Qaeda no Iraque (AQI), de orientação religiosa sunita. A estratégia anti-insurrecional americana, combinada a rivalidades entre grupos muçulmanos, levou ao colapso da rebelião sunita contra as tropas dos Estados Unidos. A AQI perdeu relevância e quase desapareceu. Baghdadi foi a figura central no renascimento do grupo. É o responsável pelas estratégias e táticas militares que renderam vitórias ao Isis. O verdadeiro nome de Baghdadi é Awwad Ibrahim Ali al-Badri al-Samarrai. Ele nasceu em 1971, perto de Samarra, uma cidade 100 quilômetros ao norte de Bagdá. Pouco se sabe sobre sua infância. Na juventude, cursou graduação em estudos islâmicos, incluindo poesia, história e genealogia, na Universidade Islâmica de Bagdá. Depois, fez mestrado e doutorado em estudos islâmicos na Universidade de Ciências Islâmicas de Adhamiya. Quando os EUA invadiram o Iraque, em março de 2003, Baghdadi já era militante islamista e pregava na província de Diyala. No começo da ocupação americana, manteve seu próprio grupo armado, com 50 a 100 combatentes.

Em 2005, Baghdadi foi capturado pelo Exército americano em Falluja. Foi considerado um prisioneiro de pouca importância e encarcerado no centro de detenção de Camp Bucca, no sul do Iraque. O comandante do centro de detenção disse em entrevista à rede americana NBC que jamais imaginara que aquele homem se tornaria um líder e uma ameaça global. “Ele era um mero arruaceiro”, afirmou o coronel Ken King. “Nem com uma bola de cristal seria possível prever que ele se tornaria o pior dos piores.” Na prisão, Baghdadi teve contato com terroristas da al-Qaeda. Ao ser libertado, em 2009, voltou mais forte às atividades extremistas. Foi recrutado para o conselho militar do Estado Islâmico do Iraque (ISI), a nova versão da al-Qaeda no Iraque (AQI). Era considerado um conselheiro-chave para o então líder do grupo, Abu Omar al-Baghdadi.

Quando Abu Omar foi morto, Abu Bakr al-Baghdadi se tornou o líder natural do grupo, em abril de 2010. A partir daí, o Isis se reorganizou. Distribuía relatórios de atividades com listas de operações em cada província do Iraque. O novo líder começou a transformar uma filial local da al-Qaeda numa força distinta e independente, com uma agenda clara: criar um estado islâmico radical sunita no Iraque e na Síria. Seria seu califado. Baghdadi insistia no extremo sigilo. Não queria se revelar. Poucos conheciam sua verdadeira identidade ou localização. Prisioneiros da AQI dizem que jamais o viram, porque ele sempre usou máscara.

A discrição foi o segredo de seu sucesso. Ao contrário de outros líderes, evitou gravar e distribuir vídeos com mensagens grandiloquentes. “Quando você começa a fazer vídeos e a aparecer, aumenta as chances de ser capturado”, afirma Patrick Skinner, ex-agente da CIA e analista do Soufan Group, uma consultoria de segurança. “Baghdadi atua há cinco anos. Para um terrorista, isso é como os anos de vida de um gato. É muito tempo.” Em 2011, Baghdadi entrou para a lista de terroristas do governo americano, que oferece uma recompensa de US$ 10 milhões a quem der informações que levem à sua morte ou captura. Ele queria assumir a liderança da al-Qaeda, mas foi o egípcio Ayman al-Zawahiri quem sucedeu Bin Laden.

A SANGUE-FRIO Cena do vídeo com a degola do jornalista James Foley. Se não for combatido,  o grupo IS espalhará mais rapidamente suas táticas (Foto: Reprodução)
A SANGUE-FRIO Cena do vídeo com a degola do jornalista James Foley. Se não for combatido, o grupo IS espalhará mais rapidamente suas táticas (Foto: Reprodução)

Baghdadi nunca aceitou o poder de Zawahiri. Em cartas trocadas pelos dois, interceptadas pela inteligência americana, Baghdadi dizia não reconhecer a autoridade de Zawahiri. Desafiando suas ordens de se concentrar no Iraque, Baghdadi decidiu ampliar as ações do grupo sobre a Síria. Entrou na luta contra o ditador sírio Bashar al-Assad, ao mesmo tempo que combatia os militantes da Frente Jabhat al-Nusra, a afiliada da al-Qaeda na Síria. No ano passado, derrotou a Jabhat al-Nusra e assumiu o comando de grande porção de território no norte da Síria. Em seguida, montou uma base na cidade síria de Raqaa, que deu a ele comando sobre campos petrolíferos. A al-Qaeda rompeu com o grupo, mas Baghdadi conseguiu uma vitória, ao menos temporária. Em seis meses, estabeleceu um califado entre Iraque e Síria. Na região, prevalece uma interpretação radical da lei islâmica, em que os inimigos são decapitados, e os ladrões e adúlteros, açoitados. O IS ameaçava exterminar minorias religiosas como cristãos, yazidis e shabaks xiitas. Não estava longe de Bagdá, a capital do Iraque, um país frágil e em reconstrução após a ocupação americana de oito anos, até 2011. Por isso, os EUA reagiram. Nas últimas semanas, voltaram a agir no Iraque e bombardearam as posições do IS.

Na semana passada, o IS deu mais uma prova ao mundo do que é capaz. Num vídeo divulgado pela internet em 19 de agosto, um militante do IS, encapuzado e vestido de preto, no meio do deserto, aparece ao lado de um homem de meia-idade, vestido de laranja, ajoelhado. O prisioneiro era o jornalista americano James Foley, sequestrado pelo grupo havia dois anos. “Gostaria de ter a esperança da liberdade e de poder ver minha família mais uma vez. Mas este navio já zarpou”, foram as últimas palavras de Foley. O carrasco do jornalista, um sujeito alto e com forte sotaque britânico, afirma que os verdadeiros assassinos de Foley são os EUA, que atacaram os muçulmanos ao bombardear o IS. Diz que “tudo o que acontecerá é resultado da complacência e criminalidade” dos americanos. Por fim, decapita Foley com uma faca.

O principal alvo do ato bárbaro não eram os amigos e familiares de Foley, mas sim os EUA e o presidente americano Barack Obama. Há pouco mais de 12 anos, radicais islâmicos da al-Qaeda deram uma mostra semelhante de selvageria. Em 22 de fevereiro de 2002, o consulado americano em Karachi, no Paquistão, recebeu o vídeo da execução de Daniel Pearl, repórter do jornal americano The Wall Street Journal. Pearl fora sequestrado um mês antes por militantes locais e entregue para a rede al-Qaeda. Seu executor foi o superterrorista Khalid Sheikh Mohammed, mais tarde capturado e hoje sob custódia militar americana em Guantánamo.

Na ocasião, os americanos organizaram uma operação de grande escala para capturar Sheikh Mohammed. Consideraram que era a resposta adequada à execução de Pearl. Nas próximas semanas, os EUA enviarão mais tropas ao Iraque. Militares americanos cogitam a viabilidade de derrotar o IS sem bombardear o grupo na Síria, pois isso poderia fortalecer oponentes do IS também incômodos, entre eles o ditador Bashar al-Assad. Na semana passada, Obama condenou a execução de Foley. Ao comentar a atrocidade, disse que o IS “não tem espaço no século XXI” e “age como um câncer”. Para as potências ocidentais, impedir a metástase é uma empreitada necessária – e extremamente difícil.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


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EQUÍVOCOS DOS MUÇULMANOS SOBRE OS CRISTÃOS



O arquivo abaixo é de autoria de J. Grear e foi publicado no site Voltemos ao Evangelho.

Três equívocos dos muçulmanos sobre os cristãos

A história do islã e do cristianismo não é nada amigável. Muitas pessoas de ambas as religiões veem as outras com suspeitas (na melhor das hipóteses) ou com medo e ódio (na pior). Tal suspeita existiu desde o primeiro dia, e séculos de violência só serviram para aumentá-la. Tragicamente, a fronteira entre o cristianismo e o islã sempre foi muito sangrenta.

Um passado incerto, é claro, produz um presente incerto. Mas não é apenas a nossa história que transforma a fronteira entre cristãos e muçulmanos em uma perigosa falha sísmica. Muito também repousa em equívocos causados por desinformação. Existem, é claro, diferenças teológicas substanciais entre as duas religiões, e essas diferenças podem levar a uma colisão legítima. Mas o diálogo não pode avançar a menos que afastemos alguns mitos sutis. Eu aprendi isso da maneira mais difícil, através de dezenas de conversas constrangedoras e, às vezes, dolorosas com muçulmanos no sudeste da Ásia. Você pode fazer o que eu nunca pude — aprender com os meus erros sem chegar a cometê-los.

Muitos obstáculos se colocam diante dos muçulmanos que vêm à fé em Jesus — confusão teológica e o custo da conversão são dois dos mais intimidadores. E, é claro, a razão mais comum para os muçulmanos não virem a Cristo é porque a maioria simplesmente nunca ouviu o evangelho.

Dito isso, há um conjunto de equívocos que a maioria dos muçulmanos têm a respeito dos cristãos que evita que eles sequer considerem o evangelho. No próximo artigo olharemos o outro lado da moeda: equívocos cristãos sobre muçulmanos. Mas aqui estão três dos maiores equívocos que os muçulmanos têm com relação aos cristãos:

1. Os cristãos adoram três deuses

Essa me pegou de surpresa. Eu sabia que a doutrina da Trindade era difícil para muçulmanos (assim como o é para cristãos). Mas eu nunca havia percebido por completo o quão erroneamente os muçulmanos a entendem, e o quão ofensiva ela é para eles.

Muitos muçulmanos me perguntaram como eu podia acreditar que Deus fez sexo com a Virgem Maria para conceber Jesus. “Cristãos são blasfemos”, me diziam, “pois eles adoram três deuses: deus pai, deus filho, e deus mãe”. Essa era nova para mim, é claro, então eu perguntei onde eles haviam aprendido isso. Eles me diziam que aprenderam do imã local, o líder religioso islâmico.

Obviamente, cristãos acham essa representação da Trindade tão ofensiva quanto os muçulmanos, e esse é um bom ponto de início. A ideia de Jesus como resultado da cópula entre Deus e Maria é blasfema, e devemos nos sentir livres para expressar a nossa repugnância e ultraje contra a “trindade” assim erroneamente descrita. O monoteísmo é central ao cristianismo, assim como o é para o islã. Assim, os cristãos podem concordar sinceramente com os muçulmanos que só há um Deus digno de adoração. Nossa concepção dele é dramaticamente diferente, mas a ofensa aqui, normalmente, é mal orientada.

2. O cristianismo é moralmente corrupto

A MTV era uma sensação na parte do mundo em que eu vivi. Videoclipes ocidentais sempre mostravam estrelas do rap ou mulheres seminuas usando crucifixos. Meus amigos muçulmanos presumiam, naturalmente, que aqueles eram cristãos, e que aquele comportamento era típico dos cristãos.

Certa vez fui até questionado por uma das minhas amigas, uma universitária muçulmana, se eu podia organizar uma festa de aniversário “cristã” para ela. Quando perguntei o que ela queria dizer, ela respondeu que queria uma festa com muita bebida e dança picante, assim como ela tinha visto na televisão. Equívocos como o dela, infelizmente, são a regra, e não a exceção.
Muitos muçulmanos sequer consideram o evangelho, pois consideram (corretamente) que tal comportamento é ofensivo a Deus. Contudo, você pode usar isso para a nossa vantagem. Quando os muçulmanos descobrirem que você não é daquele jeito, eles vão querer saber o que o torna diferente. Essa é a sua oportunidade para explicar a eles do que se trata uma fé viva em Cristo.

3. “O ocidente” e “a igreja” são sinônimos

“Separação entre igreja e Estado” é parte do fundamento cultural dos ocidentais. Muçulmanos, contudo, não entendem tal distinção. O islã é, em sua própria natureza, uma entidade política, repleta de inúmeros códigos sociais. Não existe conceito paralelo no islã, como a “separação entre a mesquita e o Estado”. Assim, quando os muçulmanos olham para as nações ocidentais, como os Estados Unidos, a Alemanha, a França ou o Reino Unido, eles veem “países cristãos”. Eles presumem que nossos presidentes são os líderes cristãos, e nossas políticas são reflexo da política da igreja. O que o governo faz, a Igreja faz. Por exemplo, certa vez me perguntaram: “Por que ‘a Igreja’ bombardeou o Iraque?”

Para atrair os muçulmanos ao evangelho, você deve delinear essas duas entidades, e você provavelmente terá que, em muitas situações, colocar o seu patriotismo de lado. Se você quer ser um defensor de políticas norte-americanas, você provavelmente não ganhará ouvidos para o evangelho. Há um lugar para a discussão de ambos, mas só temos espaço suficiente para representar um certo número de questões e, para mim, como representante da igreja, simplesmente não vale a pena sacrificar uma plataforma para o evangelho em nome de defender decisões políticas norte-americanas. Recentemente um muçulmano turco me disse que “todos os problemas do mundo são causados pelo Estados Unidos”. Eu concordo com ele? Não. Mas é ali que eu firmarei a minha base? Não. Por amor do evangelho, nosso patriotismo deve morrer quando servimos em países muçulmanos.

Como sempre dizemos na nossa igreja, o evangelho é ofensivo. Nada mais deve ser. Visto que grande parte da nossa mensagem repele os muçulmanos, precisamos nos equipar para desmascarar as falsas ofensas do cristianismo. Só então a ofensa que dá vida, a cruz, pode brilhar como deveria.

Quando o ocidental comum ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — principalmente imagens negativas. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados como nós com o que presumimos a respeito deles. No meu próximo post, eu discutirei três dos mais comuns equívocos que ocidentais têm a respeito dos muçulmanos.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DO O ISLÃ E DO ESTREMISMO ISLÂMICO


















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Alexandros Meimaridis

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sábado, 4 de outubro de 2014

SILAS MALAFAIA FAZ SUA ÚLTIMA E TENTATIVA PARA TENTAR INFLUENCIAR AS ELEIÇÕES DE 2014




O material abaixo me foi enviado por um jornalista que assistiu a um vídeo produzido pelo patético Silas Malafaia que deixou, primeiro a ele, e depois a mim, completamente indignados com o nível de sujeira e baixeza a que um indivíduo está disposto, para ver triunfar suas preferências políticas. São vídeos como esses que nos fazem ter plena certeza que a vasta maioria do povo chamado evangélico não passa de um povo ignorante, que não sabe pensar por si mesmo e que acredita em tudo o ouve e fala, especialmente se proceder de uma boca como a do senhor Silas Malafaia.

No vídeo, cheio de empáfia, Malafaia não tem vergonha nem pudor de dizer que acredita que suas palavras poderão mudar os rumos da eleição. Isso só acontecerá se o povo chamado evangélico for mesmo como acabamos de defini-lo acima, algo que muitas lideranças brigam para tentar negar, mas que pessoas como o Silas não se cansam de tentar provar, que os mesmos não passam mesmo de uma grande massa de manobra e são totalmente imbecis.

Segue o texto que recebi e no final do texto o leitor encontrará o link para o nojento e mentiroso vídeo do Mala!

Por Dimitrios Meimaridis

É óbvio que o vídeo está repleto de ilações, meias-verdades e mentiras abjetas, até porque a própria forma como ele apresenta o assunto é bem desconexa e caótica. Eu acho até irônico a crítica que ele faz no final do vídeo sobre como "eles tem a arte da mentira e da dissimulação com a maior cara de pau", quando ele mesmo acaba criando esse vídeo com o simples intuito de fazer com que pessoas evangélicas deixem de votar na Dilma, sim, ele também fala sobre o ISIS e, em partes, sobre as práticas de carnificina abominável que eles têm praticado, mas isso serve apenas para reforçar o status de grupo de terrorista e que a Dilma supostamente os "defende".

Em relação aos discursos da Dilma, ele omitiu muita informação importante. Ele trata esses dois discursos como se fossem eventos singulares e aleatórios, mas esse não é o caso. Não sei se você sabe, mas o Brasil, por ser o primeiro país a se filiar a ONU, é o encarregado pela abertura de todas as sessões das Assembleias Gerais que ocorrem nas Nações Unidas. Esses dois trechos que são apontados no vídeo como a "Islamofobia no mundo" e da "necessidade de diálogo com o ISIS" foram fragmentos retirados do discurso de abertura feito pelo nosso chefe de estado atual, mas poderia ter sido outra pessoa, como o embaixador do Brasil na ONU, por exemplo. O fato do presidente fazer o discurso só aumenta o poder político da mensagem. Então vamos lá, o discurso é nas Nações Unidas, organização cujo um dos maiores objetivos é estabelecer "a paz mundial". Então, o que o Silas queria que a Dilma falasse lá na abertura da Assembleia, com todos os outros líderes e representantes presentes?

"Vamos matar esses radicais islâmicos?!"

Apesar de considerá-la bem fraca, acho que nem ela seria tão burra de falar uma asneira dessas naquele lugar.

Aliás, já fica aqui a pergunta também, se o Silas é contra o diálogo entre as pessoas, o que ele quer? Seria a cultura do "olho por olho e dente por dente" do Velho Testamento? É bem curioso isso, pois ele critica a Dilma, mas não expressa o que quer, só fala em "enfrentamento" e que "as nações do mundo em uma coalizão querem combatê-los", o que é mentira também. A ONU não é favorável a qualquer conflito. Quem deseja iniciar mais uma guerra são os EUA, Reino Unido e outros países dessa coalizão.

Em relação ao conteúdo que o Malafaia cita, desde os atentados de 11 de Setembro e o início da "Guerra Mundial ao Terror", o preconceito com pessoas da religião islâmica aumentou significativamente no mundo ocidental. A gente não convive com isso no nosso dia a dia, pois os números de fiéis dessa religião no Brasil são inexpressíveis, mas nos EUA e países da Europa, principalmente os que resolveram embarcar juntos na guerra ao terror, essa é uma realidade intensa e o preconceito existe dos dois lados (Islâmicos e Não Islâmicos). O Silas fala que existe um preconceito apenas contra os radicais islâmicos, mas isso não é verdade. Basta ver as inúmeras prisões de árabes nos EUA, segundo o material que foi vazado pelo Wikileaks, muitos foram presos e torturados (ilegalmente), mesmo sendo cidadãos estadunidenses, apenas pelo fato de serem descendentes islâmicos. Cenas como essas foram bem retratadas e denunciadas no filme “Nova Iorque Sitiada” estrelado por Denzel Washington.  Então sim, está ai uma mentira apontada pelo Malafaia. E só para lembrar, esse preconceito já afetou inclusive o Brasil, naquele caso do estudante Jean Charles que foi morto (com sete tiros na cabeça e um no ombro) no metrô de Londres ao ser confundido com um suposto terrorista que estava envolvido nos ataques a ônibus que ocorreram na cidade algumas semanas antes. Até hoje nenhum dos que participaram do seu assassinato, inclusive o idiota que fez os sete disparos contra Jean Charles, foram levados a julgamento. E Jean Charles foi perseguido e assassinato por puro racismo e preconceito. ISSO NÃO VAMOS ESQUECER NUNCA! Depois esses calhordas querem dar lições de moral ao povo Brasileiro.

A resposta dos EUA de imediatamente invadir o Afeganistão logo após os atentados e, consequentemente, dar continuidade ao plano ao invadir o Iraque e o Paquistão só reforçou e tornou mais explícito o ódio por pessoas de origem árabe, incitando assim a tal da "islamofobia" que a Dilma citou no discurso de 2012. O Silas passa então a falar sobre a "cristofobia" e como no ano passado, "115 mil cristãos foram assassinados por causa da sua fé". Ele não cita nenhuma fonte de dados ou referência, mas vamos supor que ele esteja certo nessa afirmação. Logo em seguida, ele fala que nenhum grupo social foi tão morto quanto os cristão no mundo e é claro que fica muito fácil fazer afirmações impactantes como essa quando não há uma referência para que se possa comparar.  Mas conhecendo sua fama de mentiroso não tenho dúvidas de que ele está mentindo.

Em termos de comparação, podemos citar que em 10 anos de Guerra ao Terror, mais de 120 mil civis (independentemente da religião, estamos falando de pessoas inocentes, como eu e você) já morreram na guerra do Iraque (segundo o Iraqui Bodycount Project), e 21 mil morreram no Afeganistão (segundo o Cost of War). Por mais que o Silas não fale no vídeo, essa é uma guerra liderada por nações majoritariamente cristãs, e que não seguem/seguiram o próprio comando de Cristo que em Mateus 5, orienta que qualquer um que for ferido na face direita deve virar a esquerda e não contra-atacar como o que foi feito, gerando mais ódio e derramamento de sangue desnecessário. Além do mais, no mesmo contexto Jesus disse, Bem-aventurados os pacificadores. Silas também não fala uma palavra sobre a matança de 500 mil crianças iraquianos entre 1990 e 1999 contaminados por bombas nas quais se utilizava lixo radioativo dos Estados Unidos e da Inglaterra.

O vídeo do Jornalista e diretor cinematográfico John Pilguer poderá ser visto por quem quiser por meio desse link aqui:




Vale lembrar também que esse grupo retratado pelo Silas no vídeo só conseguiu fortalecer-se graças ao fato de que os EUA invadiram o Iraque, destruíram o país inteiro e o abandonaram à mercê de quem chegasse ali com mais força. Os EUA criaram o terreno para que esses monstros pudessem praticar suas atrocidades, triste pensar que eles fizeram exatamente a mesma coisa no Afeganistão quando forneceram armas ao grupo Talibã para combater as forças soviéticas e depois também quando apoiaram e venderam armas para Sadam Hussein no Iraque para lutar contra o Irã, amigos que posteriormente se tornaram inimigos. Mas o Silas não se atreve a falar uma Palavra sequer da grande e poderosa nação que se orgulha de ser evangélica.

O Silas os retrata também como se esse grupo matasse apenas cristãos, o que é uma MENTIRA, pois eles basicamente matam qualquer pessoa que não concorda com a ideologia deles (não que isso justifique o que eles praticam).

Aliás, muito me espanta a ignorância do Silas Malafaia em relação às Escrituras. Ele está chocado que cristãos morrem por sua fé? Se crucificaram a Cristo, o que haveria de acontecer com os seus seguidores?

"Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." Mateus 5:11-12

"Vos hão-de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho. Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de fazer a vossa defesa; porque eu vos darei boca e sabedoria, a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir nem contradizer. E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós; e sereis odiados de todos por causa do meu nome. Mas não se perderá um único cabelo da vossa cabeça. Com a vossa perseverança ganhareis as vossas almas" (Lucas 21:12-19).   

Talvez o Silas também não se lembre das palavras do Apostolo Paulo em Filipenses onde ele fala que "viver é Cristo, e o morrer é lucro" ou então no começo da primeira carta aos Tessalonicenses em que ele afirma que "fomos ordenados para sofrer". Sim, devemos ficar indignados com as praticas de grupos extremistas que matam pessoas inocentes, mas jamais devemos ficar surpresos com esse tipo de coisa, pois, já fomos avisados sobre isso. Paulo foi decapitado, Pedro crucificado. Mas, como cristãos, devemos nos alegrar com o fato de que todas essas pessoas que morrem por Cristo têm a vida eterna na glória.

O conteúdo no vídeo das práticas do ISIS é repugnante, mas esse tipo de coisa não é uma exclusividade desse grupo. O terrorismo é um termo muito relativo e empregado de forma que beneficia alguns e prejudica outros. Uma explosão em um ônibus na Inglaterra feita por um extremista islâmico é condenada como pratica abominável, mas a destruição de um país inteiro por tropas da coalizão em cima de uma mentira (alegação da existência de armas de destruição em massa, das quais nunca se encontrou o menor traço) é aceitável.


O exército de Israel possui hoje o título da mais longa ocupação de faixas de território desde o fim da segunda guerra mundial. E isso que eu falo é em relação ao território da faixa de gaza, da Cisjordânia e parte da cidade de Jerusalém, que não pertencem a Israel. Mas não são vistos como terroristas, eles estão apenas "se defendendo" e por isso contam com o apoio dos EUA e UE, mesmo que matem milhares de civis todos os anos, culpando ainda os grupos islâmicos de usarem civis como "escudo". No recente confronto que ocorreu, judeus colocaram cadeiras em montes para assistir a carnificina praticada pelo exército israelense, mas o Silas Malafaia não fez nenhuma crítica em relação a isso.

Voltando no assunto das eleições, o Malafaia assim como todos os outros candidatados, é um político. Se ele não estivesse do lado do Lula em 2006 e da Dilma em 2010, ela provavelmente não teria a força que tem hoje. Em nenhum momento o Silas Malafaia pede perdão ou demonstra arrependimento por ter apoiado ela lá atrás. Talvez se ele fizesse esse vídeo pedindo desculpas e admitindo o erro, não teria que demonizar a presidenta, tentando criar uma imagem de "Dilma protetora dos terroristas".

Dimitrios Meimaridis é Jornalista.

NOSSO COMENTÁRIO

Silas não gosta de falar a verdade.

Para meditar:

João 8:44

Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

Apocalipse 21:8

Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.

Quanto à manipulação que Silas faz das palavras da presidenta Dilma, que voltamos a repetir não apoiamos para reeleição, cremos que os comentários do Jornalista acima já foram suficientes.

Para nós o que mais choca é essa mentira descarada do Silas Malafaia de alegar que 100.000 cristãos são mortos todos os anos por causa da sua fé. Apenas essa mentira já devia despertar a ira em qualquer pessoa de bom senso.

Segundo a Missão Portas Abertas o número de cristãos assassinado por causa de sua fé em 2013, foi de 2.123 indivíduos. Todavia outros registros, mais difíceis de comprovar, elevam esse número para até 8.000 assassinatos de cristãos, por causa da fé em 2013. É muito cinismo e o uso da mais pura cara de pau da parte do Malafaia fazer uma afirmação despropositada dessa sem citar nenhuma fonte, e ainda querer atribuir parte da culpa pelas “cem mil mortes”, à presidente Dilma. As informações que passamos acima são retiradas de uma reportagem produzida pela agência REUTERS e que poderá ser lida por meio do link abaixo:

Trieza ,73, an Egyptian Christian grieves while kissing a glass capsule containing cloth belonging to Christian martyrs in the Coptic Orthodox church in Alexandria, 2, 2011. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh


Por outro lado, outro artigo da BBC, que confirma os números da Missão Portas Abertas explica como se pode chegar ao número de 100.000 mortos. Existe uma guerra fratricida entre duas facções de CRISTÃOS em andamento no Congo, guerra essa que já matou mais de 4 milhões de pessoas entre 2000 e 2010. Duas organizações notoriamente mentirosas como a Fox News e o Serviços de Notícias do Vaticano, alegam que cerca de 900.000 desses 4 milhões de mortos foram “martirizados” por sua fé, o que nos levaria para algo próximo de 100.000 mortos por ano. Mas a justificativa não se sustenta, porque todos os mortos são cristãos e como cristãos mortos por outros cristãos poderiam ser considerados mártires?

O artigo da BBC poderá ser visto por meio desse link aqui:

Mourners carrying coffins in Egypt

O Silas mente e pretende que as maiores vítimas de assassinatos ao redor do mundo são cristãos vitimizados por radicais islâmicos, mas o Jornalista Dimitrios já deixou bem claro que a maioria das vítimas são assassinadas pelas guerras promovidas, especialmente pelos Estados Unidos, pela Grã-Bretanha e Israel, e essas vítimas não são cristãos.


Silas finge ignorar que existe uma Islamofobia de fato em andamento como os pastores Estadunidense John Hagee e Benny Hinn, orando de mãos dadas — que gracinha — pedindo a Deus que conduza os Estados Unidos a destruírem o Irã por meio de uma ataque nuclear. O vídeo dessa inglória oração poderá ser visto por meio desse link aqui:


Em outra ocasião, o pastor Hagee pede que os Estados Unidos ataquem e destruam o Irã de forma preemptiva. Esse vídeo poderá ser visto por meio desse link aqui:


Silas Malfadado e seu boneco de ventríloquo o candidato a presidente pastor Everaldo repetem a mesma mentira contra a presidenta Dilma, que existe uma Cristofobia no mundo, enquanto o que percebemos é uma gigantesca Islamofobia em andamento cujo único proposto é matar o povo árabe e se apropriar de todas suas riquezas minerais.

O Virulento e questionável vídeo do Silas Malafaia poderá ser visto por meio desse link aqui:


Todavia, tal vídeo foi retirado do ar em todo o território nacional devido a um mandado. Fez muito bem o governo por ter retirado o mesmo do ar. Que Silas reze muito para seu deus, para Dilma perder as eleições, porque se ela ganhar...

Para finalizar queremos deixar bem claro que o Blog o Grande Diálogo condena com toda a veemência organizações terroristas, sejam elas grupelhos sanguinários ou Estados constituídos, normalmente, mas que são mais sanguinários ainda.


Que Deus abençoe a todos.   

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 25 de abril de 2014

CRISTÃOS ESTÃO SENDO ASSASSINADOS NA SÍRIA POR RECUSAREM SE CONVERTER AO ISLÃ




A notícia abaixo foi divulgada pela Agência France Press em 18 de Abril de 2014

Freira denuncia crucificações de cristãos por jihadistas na Síria

Cristãos que se recusaram a professar a fé muçulmana ou pagar resgate foram crucificados por jihadistas nesta sexta-feira na Síria, denunciou uma freira síria à Rádio Vaticano.

De acordo com a irmã Raghid, ex-diretora da escola do patriarcado grego-católico de Damasco, e que agora vive na França, "em cidades ou vilas ocupadas por elementos armados, os jihadistas e todos os grupos extremistas muçulmanos oferecem aos cristãos a shahada (a fé muçulmana) ou a morte. Em alguns casos pediram resgate".

"Por ser impossível renunciar à sua fé, sofreram o martírio. E o martírio de uma maneira extremamente desumana, de extrema violência. Em Maalula, por exemplo, crucificaram dois jovens porque eles recusaram a shahada".

"Em outra ocasião, um jovem foi crucificado em frente a seu pai, que foi morto em seguida. Isso aconteceu em Abra, na zona industrial na periferia de Damasco", relatou.

De acordo com ela, depois dos massacres, os jihadistas "pegaram as cabeças das vítimas e jogaram futebol com elas", e ainda levaram os bebês das mulheres e "os penduraram em árvores com os seus cordões umbilicais".

A Rádio Vaticano publicou esta entrevista nesta Sexta-feira Santa, dia que a Igreja lembra a crucificação de Cristo em Jerusalém.

Enquanto a guerra civil cria espaço para massacres cometidos por todas as partes, a minoria cristã se posiciona a favor do regime de Bashar al-Assad , temendo justamente os islâmicos.

O artigo original da AFP poderá ser visto por meio do link abaixo


Com isso concorda o relatório da Missão Portas Abertas em artigo publicado pelo site “Público” de Portugal junto com a Agência REUTERS. Segue a notícia:

Só na Síria foram mortos mais cristãos em 2013 do que em todo o mundo em 2012

O número de cristãos mortos pela sua fé quase duplicou em 2013. Só na Síria, foram mortos mais do que em todo o ano anterior – segundo o relatório anual da Open Doors (Portas Abertas), uma organização de apoio a cristãos perseguidos.

A organização documentou 2123 mortes, praticamente o dobro das 1203 que tinha sido registrado em 2012. Desse total, 1213 ocorreram na Síria.

“É uma contagem por baixo, baseada no que os media noticiaram e pudemos confirmar”, disse Frans Veerman, líder do grupo de pesquisa do Open Doors. A Reuters observa que outras organizações cristãs estimam o número de mortos em mais de 8000.

Os cristãos estão calculados em 2,2 mil milhões, cerca de 32% da população mundial, segundo dados do Pew Forum on Religion and Public Life, dos Estados Unidos. Enfrentam restrições à liberdade religiosa e hostilidade em 111 países. A mesma organização calcula em 90 os países onde há limitações e restrições à fé islâmica.

A Open Doors calcula em mais de cem milhões os cristãos que no ano passado foram perseguidos pela sua fé.

Países perigosos

O seu relatório identifica a Coreia do Norte no topo da lista dos 50 países mais perigosos para cristãos. Apesar de não possuir dados sobre mortes, afirma que enfrentam a “maior pressão que se possa imaginar” e 50 mil a 70 mil estão em campos de presos políticos. O país asiático ocupa a mesma posição desde que, há 12 anos, a organização começou a organizar este tipo de levantamento. Os lugares imediatos são ocupados por Somália, Síria, Iraque e Afeganistão.

Frans Veerman, que trabalha a partir de Utreque, na Holanda, diz que as mortes são apenas o exemplo mais extremo das perseguições. Os cristãos enfrentam também ataques a igrejas e escolas, ataques sexuais, expulsões dos países, ameaças e outras formas de discriminação. A Open Doors calcula em mais de cem milhões os cristãos que no ano passado foram perseguidos pela sua fé.

Nove dos dez países referidos como mais perigosos para os cristãos são de população majoritariamente muçulmana e vários são assolados por conflitos em que estão envolvidos radicais islâmicos. A Arábia Saudita foge a esse perfil mais faz parte do grupo devido à proibição total de outros cultos que não o islâmico.

Perseguidos por muçulmanos

O relatório dá conta de um aumento da violência contra cristãos em África e afirma que os muçulmanos radicais são os seus principais perseguidores, em 36 dos países abrangidos pelo levantamento. Estados falhados, com guerras civis e persistentes tensões internas são os mais perigosos para os cristãos, disse à imprensa Michel Varton, que lidera a organização em França.

“Na Síria, outra guerra avança na sombra da guerra civil – a guerra contra a Igreja” disse, na apresentação do relatório, no seu país. Cerca de 10% dos sírios são cristãos. Muitos deles tornaram-se alvos de rebeldes islamistas que os veem como apoiadores do líder do regime, Bashar al-Assad.

Na lista de mortes, a Síria é seguida pela Nigéria, com 612 casos em 2013 contra 791 no ano anterior. O Paquistão é o terceiro com 88 – muito acima dos 15 de 2012. O Egito teve também uma subida muito grande – 83 contra os 19.

O relatório fala também da “violência horrível frequentemente dirigida a cristãos” na República Centro-Africana, mas só confirmou nove mortes devido ao fato de “a maior parte dos analistas ainda não reconhecerem a dimensão religiosa do conflito”.

Sobre a Coreia do Norte, a Open Doors escreve que “a adoração dos governantes como deuses não deixa espaço para qualquer outra religião”.

A Open Doors começou a sua atividade nos anos 1950, fazendo entrar clandestinamente bíblias em países com governos comunistas. É uma associação de origem protestante. Tem sede nos Estados Unidos e trabalha atualmente em mais de 60 países.

O artigo original do site “Publico” poderá ser visto por meio do link abaixo:


NOSSO COMENTÁRIO

Lamentamos profundamente que tais notícias não sejam veiculadas pela imprensa brasileira, que não denuncia a verdadeira barbárie que se abate sobre aqueles que são chamados pelo nome de Cristo. Lamentamos também a completa alienação do povo chamado “evangélico” no Brasil bem mais interessado na Teologia da Prosperidade, em mega shows evangélicos,  em viagens para Israel e outras coisas, enquanto nossos irmãos sofrem com a perseguição que, muitas vezes culmina, com o assassinato dos mesmos.

É ora de nos unirmos e levantarmos nosso clamor a Deus para que se apresse em fazer justiça à igreja perseguida. O mundo não pode mais tolerar que pessoas sejam perseguidas por causa de sua fé seja por mulçumanos ou por quem quer que seja. BASTA!

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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