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domingo, 25 de outubro de 2015

A CRISTANDADE E A ESCRAVIZAÇÃO DA RAÇA NEGRA


O artigo abaixo foi publicado pelo CRI — Christian Reserach Intstitute — e é de autoria do professor de história Jeffrey B. Russell. O material foi traduzido pelo blog “O Grande Diálogo”.

CRISTANDADE E ESCRAVIDÃO DOS NEGROS

A escravidão tem existido em praticamente todas as sociedades desde o início do que chamamos de civilização até os dias de hoje. Mesmo em nossos dias, quando tal prática é universalmente considerada ilegal, a mesma continua sendo praticada ilegalmente em todos os lugares.  Escravos podem ser cativos conquistados numa guerra, ou os filhos desses povos conquistados nessas mesmas guerras. Como escravos são tratados como “mercadorias” e podem ser comprados e vendidos. Algumas vezes encontramos famílias que vendem seus filhos como escravos. As condições da escravidão variam de acordo com o tempo e o lugar. Muitos não têm nenhum direito e podem ser torturados e mortos de acordo com a vontade de seus proprietários. Outros têm certos direitos garantidos, e alguns, especialmente na Antiguidade, podiam alcançar a libertação e, ocasionalmente, adquirirem fortunas e poder, mas a crueldade e a indiferença é sempre a maior das características. As condições de transporte em navios negreiros europeus e caravanas árabes eram degradantes no limite máximo. Os que morriam eram descartados como “lixo” e nas rotas marítimas os tubarões conheciam os navios negreiros e os seguiam de perto aguardando o lançamento de corpos ao mar. A persistência de tamanha perversidade é uma das maiores característica da queda da raça humana no pecado.

A história da cristandade com relação à escravidão pode ser dividida em quatro períodos:

1) Dos dias de Cristo até o ano 400 d.C aproximadamente.

2) De 400 d.C até 1500 d.C.

3) De 1500 até 1750.

4. De 1750 em diante.

ESCRAVIDÃO E A CRISTANDADE PRIMITIVA

A escravidão era comum entre os antigos israelitas, como também na grande maioria das sociedades daqueles dias. Não temos nenhum registro de Cristo ter falado qualquer coisa acerca da escravidão, mas suas atitudes e suas palavras acerca do amor de Deus por suas criaturas tinham fortes implicações quanto a tal prática. Paulo afirmou que senhores e escravos têm a mesma importância diante de Deus — ver Efésios 6:9. Os apóstolos enfrentaram uma situação nos impérios persa e romano, onde a cristandade se estabeleceu primeiro e onde a escravidão era universalmente praticada. O ensino apostólico, como o do próprio Senhor Jesus, não possuía uma agenda social ou política específica. O objetivo de Jesus e dos apóstolos era trazer todas as pessoas de todas as nações, condição social e cor da pele para dentro do reino de Deus. Uma vez que a escravidão era uma realidade social, os apóstolos ensinavam que o s senhores deveriam tratar bem seus escravos e que os escravos deveriam ser obedientes aos seus senhores — ver Efésios 6:5; Colossenses 3:22; 4:1; 1 Timóteo 6:1; 2 Pedro 2:18.

A compra e a venda de escravos — dando a eles desse modo o mesmo tratamento de objetos ou animais foi condenado no Novo Testamento como um pecado egrégio — ver 1 Timóteo 1:10. Os próprios escravos consideravam a cristandade um certo progresso em sua condição, uma vez que um bom número de escravos estavam entre os primeiros convertidos à fé cristã. Uma vez que a maioria dos cristãos eram relativamente pobres, poucos tinham condições de manter escravos. Os ensinamentos cristãos contra a prática da escravidão foram gradualmente crescendo até os anos 300 d.C. e a escravidão como instituição foi condenada como pecaminosa por Agostinho de Hipona — 354—430 — no Oriente e por João Crisóstomo — 347—407 — no Ocidente e também por outros líderes cristãos. A cristandade se estabeleceu como religião no império romano no ano 395 d.C., e por volta do ano 400 d.C., a escravidão se encontrava num declínio acelerado. Essa melhora foi causada em parte por causa da moralidade cristã; em parte por causa do crescimento da população germânica que não tinha escravos e, parcialmente, porque o declínio militar do império romano estava produzindo menos prisioneiros e, consequentemente menos escravos. Nesse meio tempo os cristãos começaram a pressionar as autoridades a favor dos direitos dos escravos. Os escravos podiam participar juntamente com outros cristãos dos momentos de adoração do povo de Deus sem que se fizesse nenhuma distinção entre eles e as pessoas livres. Escravos podiam servir o povo na capacidade de diáconos e presbíteros, e não foram poucos os que chegaram a ser nomeados bispos. O casamento dos escravos era reconhecido e permitia-se o casamento de escravos com pessoas livres.

A CONQUISTA ISLÂMICA E A ESCRAVIDÃO

Durante a Idade Média, havia pouca escravidão em terras da cristandade. Entretanto, durante os anos 600 e 700, a conquista de territórios controlados pela cristandade pelo Islã, que começando no Oriente Médio se estendia pela África, Espanha e Ilhas do Mediterrâneo, acabou por reintroduzir a escravidão onde a cristandade havia erradicado a mesma.

As únicas terra da cristandade que mantinham escravos eram os territórios adjacentes às terras controladas por muçulmanos. Chamamos essas áreas de infectadas pelos vizinhos. O próprio Maomé tinha escravos, e os muçulmanos estavam acostumados tanto com escravos brancos como negros. A escravidão foi algo legal em muitos países árabes tendo sido abolida na Arábia Saudita apenas em 1962 e na Mauritânia em 1981. Estima-se que cerca de 15 milhões de escravos foram levados para países árabes oriundos da região do Saara e regiões mais ao sul da África. Na Europa a escravidão tornou-se praticamente extinta depois de 700 d.C. Todavia, ao que parece, alguns escravos continuavam existindo em partes da Europa, pois nos anos 800 ouvimos falar duma rainha francesa que tentou abolir a escravidão por completo.

A “servidão” que era muito comum na Europa era tanto essencialmente quanto na prática, diferente da escravidão. Esses servos eram, quase sempre, trabalhadores agriculturais. Apesar dos servos estarem ligados a seus senhores para produzir bens e serviços a favor dos mesmos, e mesmo que não pudessem se ausentar dos domínios de seus senhores sem a autorização expressa dos mesmos, ainda assim tinham certos direitos fundamentais garantidos: eles podiam se casar, podiam comprar e vender bens que lhes pertencessem e não podiam nem ser torturados ou mortos. Teólogos da cristandade, especializados na história da Idade Média, raramente abordam a questão da escravidão uma vez que a mesma era, de fato, muito rara, mas quando escreveram acerca desse assunto eles foram bem claros em afirmar que tal prática era um grave pecado, tanto contra a lei natural quanto com relação a Lei divina. Tomás de Aquino que viveu entre 1225—1274, afirmou que a escravidão era contrária à lei natural por causa do fato de que Jesus morreu por todos os seres humanos de forma igual.

O AUMENTO DA ESCRAVIDÃO POR MEIO DA INSTALAÇÃO DE PORTOS

A partir dos anos 1400, os interesses econômicos e políticos triunfaram sobre a moralidade, pois a escravidão, mais uma vez, tornou-se algo muito lucrativo, e passou a ser praticada em grande escala. Durante a Idade Média o comércio com as Índias e com a China era conduzido através da, assim chamada, Rota da Seda, que atravessava o Oriente Médio e a Ásia Central. Mas esse caminho era longo, perigoso e frequentemente bloqueado por forças hostis. No século XV os portugueses, pioneiros marítimos da Europa, estabeleceram uma rota marítima dando a volta pelo sul da África e seguindo em direção para o Leste, o que se tornou na maior rota comercial com o Oriente.

Tal rota passava por muitos portos onde existiam escravos negros. O fato de que negros africanos mantinham escravos é atualmente considerado como algo politicamente incorreto de ser mencionado, mas trata-se de fato, e ninguém está aqui fazendo qualquer tipo de afirmação quanto a depravação por parte dos africanos, uma vez que, praticamente quase todas as sociedades — chineses, maias, astecas, árabes, nativos estadunidenses, mongóis, gregos, romanos — tinham escravos. Os negros africanos, como os romanos e os persas antes deles, faziam escravos de territórios conquistados. Os portugueses não tinham nenhum tipo de escrúpulo de comprar esses escravos negros e foi, exatamente, um navio português que trouxe os primeiros escravos negros para a Europa em 1441. A partir daí, a vasta maioria de escravos na Europa eram duma única raça: negra. Assim que os africanos souberam que os europeus estavam dispostos a adquirir escravos negros, eles trouxeram cada vez mais e mais negros para serem vendidos nos portos da África. Por volta de 1600 os próprios europeus haviam se instalado nas costas da África e passaram a “produzir” seus próprios escravos no Oeste daquele continente. A perversidade da escravidão moderna da raça negra teve, então, seu início.

Logo a Espanha, França, Inglaterra e outros países de Europa estavam participando do tráfico de escravos. Nos 1500 os europeus fizeram diversas tentativas para  escravizar os povo indígenas das Américas do norte e do sul, mas isso provou-se uma atividade de pouco lucratividade, o que fez com que os negros africanos se tornassem, quase que exclusivamente, nos seres favoritos para servirem como escravos. Os primeiros escravos vindos da África chegaram na América do Norte a bordo de um navio holandês que aportou na cidade de Jamestown, na Virgínia, em 1619. Até a proclamação da abolição da escravatura nos EUA, cerca de 15 milhões de escravos negros e escravas negras foram transportados, como animais, através das águas do Atlântico. Outro tanto foi transportado para o norte pelos mercadores árabes. O número de trinta milhões excede até mesmo os piores genocídios. E esse número não inclui a enorme quantidade de seres humanos negros que morreram antes de chegarem nos portos de destino. Seus corpos mortos eram lançados no mar, de forma inclemente, onde eram devorados por tubarões que costumavam seguir os navios desde a saída e ficavam atrás dos mesmos durante toda a viagem. Holandeses e ingleses eram bem mais ativos no tráfico de negros do que portugueses e espanhóis, apesar dos portugueses terem levado cerca de três milhões e meio de negros até o Brasil. Em 1849 quase metade da população do Rio de Janeiro era de negros africanos.

OS CRISTÃOS CONDENAM A ESCRAVIDÃO

A condenação da escravidão pelos verdadeiros cristãos seguiu, imediatamente, o renascimento de tal prática desumana e imoral. Apesar do Papa Nicolau V ter concedido permissão em 1452 para que “cristãos” escravizassem muçulmanos e prisioneiros pagãos, essa era uma verdadeira aberração papal. Em 1435 Eugênio IV excomungou os “cristãos” que estavam escravizando os habitantes das ilhas canárias — o mais antigo reduto português e espanhol no Atlântico —; em 1462 Pio II declarou a escravidão como “um grande crime”; em 1537, Paulo III exigiu a libertação de todos os índios estadunidenses, como também fez Gregório XIV em 1591. Urbano VIII — 1623—1644 — condenou toda espécie de escravidão, incluindo a de pessoas negras e a santa inquisição adotou a mesma postura em 1686. Apesar da cristandade declarar a escravidão como algo imoral, muitos “cristãos” preferiam o lucro à teologia moral.
  
A ação melhor sucedida, do ponto de vista prático, contra a escravidão foi feita por Jesuítas católicos no Paraguai, onde de 1609 até 1768 eles criaram uma República livre para os índios guaranis. Essa república foi completamente destruída por ordem das coroas da Espanha e Portugal atendendo a exigências de escravagistas locais.

Condenações teológicas e até mesmo oficiais tiveram pequeno ou nenhum impacto em um comércio que não parava de crescer e se tornava cada vez mais lucrativo, por causa das extensas plantações de cana e de tabaco nas Índias Ocidentais e também nas ilhas do mar do Caribe, onde as condições dos escravos era bastante agravada, pois tinham que trabalhar em grupos, sob os olhares de feitores a serviço dos proprietários, que se encontravam na Europa. Dentre os códigos civis europeus que regulavam a escravidão o Código Negro Espanhol era o mais leniente, pois permitia o gozo de feriados, o direito de vender o excesso produzido além daquilo exigido pelos proprietários e também respeitava o casamento entre os escravos.  Já o Código Noir dos franceses era bem mais restrito e o Código de Barbados, dos ingleses, nas Índias Orientais era o mais perverso, pois permitia a tortura e até mesmo o assassinato dos escravos. Tudo isso, apesar do entendimento cristão, que os ingleses alegavam seguir, afirmar que a escravidão violava a liberdade de consciência e a integridade da alma e do corpo.

Teólogos podem ter debatido, se algum deles participou, de fato nesse debate, se os negros tinham alma, mas na prática os negros eram tratados como se não tivessem alma. De fato, muitos senhores de escravos procuravam conduzi-los à cristandade, para que aprendessem a colocar a esperança da liberdade no outro mundo. Depois da proclamação da independência dos EUA, quando a cultura do algodão tornou-se a principal do sul da daquele país, o uso da mão de obra escrava e negra se transformou em algo muito maior e bem mais abusivo. Enquanto muitos escravos da casa grande eram tratados relativamente bem, os escravos no campo eram tratados de forma desumana, como engrenagens na enorme máquina industrial que necessitava cultivar e vender algodão, de forma lucrativa. Por volta 1790 havia mais de 292.000 escravos na Virgínia, e mais de 694.000 em todo o país. Apenas o estado de Massachusetts havia abolido a escravidão. O tráfico de escravo nos EUA  tornou-se, então, praticamente, um tráfico interno, ao longo dos rios do interior, particularmente ao longo do rio Mississipi, onde a expressão          "descer o rio" significava seguir numa direção de miséria e morte nos campos de algodão.

À medida que o tráfico de escravos tornava-se cada vez mais e mais desumano, reiteradas vozes começaram a serem ouvidas contra o mesmo a partir de 1750. O iluminismo secular estava divido quanto a questão que envolvia a escravidão. Thomas Jefferson tinha escravos e foi incapaz de libertá-los mesmo quando de sua morte. Para efeitos do censo e do direito de votar, a constituição estadunidense, tão elogiada, originalmente considerava os negros apenas como representando 3/5 de um ser humano. Iluministas como Voltaire, o barão de Montesquieu, o marquês de Mirabeau e Edmund Baker continuavam aceitando a escravidão. Por outro lado, figuras como Adam Smith, Dennis Diderot, Jacques Turgot, Samuel Johnson e o marquês de Condorcet condenavam a mesma. Nessa época verdadeiros cristãos se encontravam sempre nas frentes de luta contra o comércio de escravos, bem como da própria escravidão. Em 1754, o quacre John Woolman lançou uma cruzada contra o comércio de escravos dentro dos EUA, e já em 1771 o estado de Massachusetts tornou ilegal a importação de escravos. Em 1791 o estado da Carolina do Norte declarou a morte de um escravo como assassinato, e o estado da Geórgia fez o mesmo em 1816. Na Inglaterra, William Wilbeforce — 1759—1833 —fundou a Sociedade pela Abolição do Tráfico de Escravos em 1787, algo que teve todo o apoio de John Wesley — 1703—1791 — fundador do metodismo.

O movimento contra a escravidão teve duas fases: primeiro, a abolição do tráfico. E, segundo — depois do primeiro objetivo ter sido alcançado — a abolição da instituição da escravatura e a consequente libertação de todos os escravos. Sob uma pesada pressão moral por parte dos cristãos, países protestantes tornaram ilegal o tráfico de escravos: a Dinamarca em 1803; o Reino Unido em 1807; os EUA  em 1808; e a Holanda em 1848. Do lado católico romano, Pio VII exigiu a abolição de todo o tráfico em 1815 e em 1839 Gregório XVI enviou uma carta pastoral endereçada a todos os católicos condenando todo tipo de escravidão. A França aboliu o tráfico de escravos em 1831.

Os reformadores agora se voltaram para a abolição da escravatura. A Sociedade Contra a Escravidão dos EUA foi fundada em 1833 — a maioria dos seus membros eram pastores protestantes — e o Partido do Solo Livre foi fundada em 1848. Em 1833 o Reino Unido aboliu a escravidão por completo, como também fez a França em 1848. Nas repúblicas espanhol-americanas a escravidão foi abolida primeiro na Argentina em 1813 e por último na Venezuela em 1854. Notoriamente, os Estados Unidos da América não aboliu a escravidão até 1865, mas escritores abolicionistas tais como Lyman Beecher, Lucy Stone, Charles Finney e William Lloyd Garrison agitaram as consciências do protestantes do norte do país.

Um dos mais severos golpes contra a escravatura foi a obra escrita pela filha de Lyman Beecher, Harriet, intitulada "A Cabana do Pai Tomás" em 1852. Sejam quais tenham sido as várias causas da Guerra Civil nos EUA, a mesma foi em primeiro lugar uma guerra contra a escravidão. A Espanha não aboliu a escravidão em Cuba até 1886, e o Brasil foi a última nação chamada cristã a abolir os escravos em 1888.

Historiadores seculares, geralmente por questões ideológicas procuram diminuir, de maneira grosseira, a importância da fé cristã nos processos de abolição da escravidão. É muito importante notar que a escravidão era imensamente lucrativa tanto no Caribe quanto no sul do EUA, e isso custou aos governos enormes valores a título de compensação pelo "confisco" de suas propriedades. Os interesses econômicos e políticos seguiram o dinheiro, por isso havia pouco ou nenhum interesse na abolição dos escravos. O verdadeiro interesse estava centrado, quase que exclusivamente, na moral dos líderes cristãos que deram início e alimentaram os movimentos de direitos civis até os anos 1960 do século XX. Agora, uma vez que a escravidão continua a existir em muitas outras formas, ainda há muito para ser feito.

Jeffrey B. Russell é professor de história e publicou 19 livros. Sua última obra foi "Exposing Myths About Chistianity" ou "Expondo os Mitos Acerca da Cristandade". O livro foi publicado pela Inter-Varsity Press em 2012.

O arquivo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


A tradução do material acima é do Blog O Grande Diálogo.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO E ESTADO ETERNO — Estudo 5 - O SER HUMANO CRIADO POR DEUS - PARTE 002



Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

O Homem como ser Criado – Parte 2 - A Entrada da Morte no Meio da Raça Humana


A – A Queda: O Pecador Rebelado

A queda do homem no pecado é o único evento na história da humanidade que explica o lado mal dos seres humanos. Com a queda o homem não deixou de ser a imagem de Deus —

Tiago 3:9

Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.

mas passou a refletir, por suas atitudes, a imagem de Satanás, também! O homem não deixou de ser homem, mas agora ele é homem pecador.

João 8:38-44

38 Eu falo das coisas que vi junto de meu Pai; vós, porém, fazeis o que vistes em vosso pai.

39 Então, lhe responderam: Nosso pai é Abraão. Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão.

40 Mas agora procurais matar-me, a mim que vos tenho falado a verdade que ouvi de Deus; assim não procedeu Abraão.

41 Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe eles: Nós não somos bastardos; temos um pai, que é Deus.

42 Replicou-lhes Jesus: Se Deus fosse, de fato, vosso pai, certamente, me havíeis de amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.

43 Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra.

44 Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.


Todas as promessas de avanços, de progressos e de mudança de um estado de criatura para um de divindade estão baseados no próprio desejo de Lúcifer de tornar-se como Deus.


B – Culpando a Deus Por Nossos Erros

Essa prática é extremamente comum e multiplicada inúmeras vezes por pessoas de todas as ordens, desde cidadãos comuns, como esses que a gente vê todos os dias, passando por laureados cientista como o astrofísico Dr. Neil Tyson, cujas afirmações poderão ser vista em nosso recente artigo por meio desse link aqui:


Mas o que é que a Bíblia nos ensina acerca dessas coisas? Vejamos:


Efésios 2:1—3

1  Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2  nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3  entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.


Romanos 3:23

Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,


Romanos 5:12

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.


Tiago 1:13—17

13 Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta.

14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.

15 Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

16 Não vos enganeis, meus amados irmãos.

17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.


Romanos 7:21

Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.

A queda é o único evento na história da humanidade que explica a atual condição do ser humano!


Quem é o pior inimigo dos seres humanos? Responda de acordo com os versículos apresentados acima.


C – A Queda explica a Morte do Homem

1. A Bíblia fala da Morte como um fato líquido e certo. Algumas pessoas acham que isso é normal, mas a morte é, na realidade, algo muito anormal e depois... —


Hebreus 9:27

E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.


2. A Bíblia fala da origem da morte. A morte é resultado da desobediência do homem, do seu desejo de tornar-se como Deus! —


Romanos 5:12—17

12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.

14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.

15 Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos.

16 O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.

17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.


Romanos 6:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Hebreus 9:27

E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo.


Tiago 1:14–15

14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.

15 Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.

16 Não vos enganeis, meus amados irmãos.


Gênesis capítulos 2 e 3

A Morte é o terrível e não natural ato de separar a parte material da imaterial dos seres humanos. A morte nos transforma em metade do que somos. O homem foi feito, acima de tudo para viver, não para morrer.

Duas visões:

Visão Cristã
Visão Humanista
A morte não é natural
A morte é natural
A morte é conseqüência do pecado
A morte faz parte da vida
A morte traz um período de tristeza — João 11:33—39
A morte não deve significar muito ou mesmo significar absolutamente nada.
A morte terá um fim quando Cristo voltar! Apocalipse 21:4
A morte estará sempre presente


3. A Bíblia explica a morte como separação e não como aniquilação ou destruição. O que causa a morte é a partida da parte imaterial do corpo físico —

Gênesis 35:18

Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni; mas seu pai lhe chamou Benjamim. 

Eclesiastes 12:6—7

6 Antes que se rompa o fio de prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda junto ao poço,

7 e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. 

Tiago 2:26

Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.

A desobediência da Adão e Eva marcou a morte deles como separados de Deus e não como aniquilados — ver Gênesis capítulos 2 e 3.)

4. A morte é chamada de o último grande inimigo —

1 Coríntios 15:26, 54—56 

26 O último inimigo a ser destruído é a morte.

54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.


Hebreus 2:14—18

 14 Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,

15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.

16 Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão.

17 Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.

18 Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.


Filipenses 1:21—24

21 Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

22 Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher.

23 Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.

24 Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne.

Os versos acima servem para nos ajudar a entender a tensão que existe hoje em dia para nos os Cristãos.

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http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/vida-morte-estado-intermediario-e.html
Estudo 011 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 001 — ψυχή — Psiché
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/06/essa-e-uma-serie-cujoproposito-e.html
Estudo 012 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 002 — πνεῦμα — pneûma — espírito, καρδίᾳ — Kardía — Coração, διανοίᾳ — dianoía; φρόνημα — frónema; νοήμα — noéma; νοῦς — nous — Mente.
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Estudo 013 — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Termos Usados no Novo Testamento — Parte 003 — ἔσω ἄνθρωπον — éso ánthropon = homem interior; νεφρόι — Nefroi = rins
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Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — Conclusão: A Crença na Imortalidade como algo Universal.
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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

CHARLES SPURGEON: A APARÊNCIA DA PIEDADE SEM PODER – UM SERMÃO – PARTE 002 - OS FALSOS IRMÃOS



O material abaixo é parte de um sermão pregado por Charles Spurgeon que foi publicado em forma de e-book por:

♦ Fonte: Spurgeongems.org

♦ OEstandarteDeCristo.com

♦ Tradução: Camila Rebeca Almeida

♦ Revisão: William Teixeira

A Aparência de Piedade Sem Poder

(Sermão Nº 2088)

Pregado na manhã do Dia do Senhor, 2 de junho de 1889,

por C.H. Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano, Newington.

“Tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses.” (2 Timóteo 3:5 – tradução literal do inglês)

PAULO nos adverte sobre alguns personagens que aparecerão nos últimos tempos. É uma lista mui terrível. Semelhantes têm aparecido em outros momentos, mas somos guiados por sua advertência a apreender que eles aparecerão em maior número nos últimos dias do que em qualquer época anterior. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus [2 Timóteo 3:2—4].

Estes abundarão como moscas na decadência do ano e tornarão os tempos excessivamente perigosos. Estamos nos aproximando desse período, neste exato momento. Que essas pessoas, algumas delas, estão dentro da Igreja é a parte mais dolorosa disso. Mas eles estarão assim, porque eles estão incluídos nesta última cláusula do catálogo sombrio, o qual temos considerado como o nosso texto: “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”.

Paulo não pinta o futuro com óculos cor de rosa; ele não é um Profeta de língua suave de uma idade de ouro na qual esta terra maçante seja imaginada como sendo brilhante. Há irmãos e irmãs sanguíneos que estão ansiosos para que tudo progrida cada vez melhor e melhor, até que, finalmente, essa presente era amadureça em um milênio. Eles não serão capazes de sustentar as suas esperanças, pois a Escritura não lhes dá nenhuma base sólida de apoio. Nós, que acreditamos que não haverá reino milenar sem o Rei e que não esperamos nenhuma regra de justiça, exceto a partir do advento do Senhor justo, estamos mais perto do alvo.
À parte do segundo advento de nosso Senhor, o mundo é mais propenso a afundar em um pandemônio a elevar-se em um milênio. A interposição Divina parece-me a esperança estabelecida diante de nós na Escritura e, de fato, é a única esperança adequada para a ocasião. Nós observamos o escurecimento decadente das coisas. O estado da humanidade, embora melhore politicamente, ainda assim tornar cada vez pior espiritualmente. Certamente, somos assegurados no versículo 13 que “os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados”. Isso brotará na Igreja Cristã e ao redor dela, um grupo de homens sem fé que professam ter fé – homens ímpios, que se unirão com os santos – homens que têm a aparência de piedade, mas negam a eficácia dela.

Podemos chamar estes tempos de trabalhosos, se quisermos, mas nós malmente chegamos ao limiar daqueles verdadeiros tempos difíceis que serão trabalhosos para a Igreja, no qual ela precisará, ainda mais do que atualmente, clamar fortemente para que o Senhor a mantenha viva. Com esta nuvem sobre o nosso espírito, nós chegamos ao texto em si. Vamos considerá-lo cuidadosamente e que o Espírito Santo nos ajude! A verdadeira religião é uma coisa espiritual, mas necessariamente incorpora-se em uma forma. O homem é uma criatura espiritual, mas o espírito humano precisa de um corpo para consagrar-se. E assim, por essa necessidade, nós nos tornamos unidos ao materialismo. E se não “metade pó, metade divindade”, como alguém disse, somos certamente tanto matéria e alma. Em cada um de nós existe a forma ou corpo e a alma ou poder. É assim com a religião: é essencialmente uma coisa espiritual, mas requer uma forma na qual incorpora e manifesta-se.

O povo Cristão pende a um determinado método exterior de procedimento, um modo exterior peculiar de profissão de sua fé, que se torna para a verdadeira piedade o que o corpo é para a alma. A forma é útil, a forma é necessária, a aparência deve ser vitalizada; assim como o corpo é útil, é necessário e é vitalizado pela alma. Se vocês obtiverem tanto a forma, como modelada na Palavra de Deus e o poder, como concedido pelo Espírito de Deus, vocês fazem bem e são Cristãos vivificados. Se vocês obtêm o poder sozinho, sem a forma ordenada, vocês mutilam um pouco a si mesmos. Mas, se vocês obtêm a forma sem o poder, então, habitam em morte espiritual.

O corpo sem o espírito está morto. E o que se segue após a morte com a carne? Ora, corrupção; corrupção tão horrível que até mesmo o próprio amor tem que clamar: “sepulte a minha morta de diante de minha face”. De modo que, se houver em alguém o corpo de religião sem a vida da religião, isso conduz à decadência e assim, à corrupção; e isso tem a tendência de decompor o caráter. A matéria-prima de um diabo é um anjo desprovido de santidade. Vocês não podem fazer um Judas, exceto a partir de um Apóstolo. O eminentemente bom em forma exterior, quando, sem vida interior, decompõe-se na coisa mais suja debaixo do céu. Não se maravilhem que estes são chamados “tempos trabalhosos”, em que tais personagens abundam.

Um Judas é um peso terrível para que este pobre mundo suporte, mas uma tribo deles deve ser um perigo, de fato. No entanto, se não da pior forma, são suficientes para serem temidos os que têm a sombra da religião sem a sua substância. Dos tais eu tenho que falar neste momento, dos tais que Deus lhes dê a Graça Divina para que se convertam! Que nenhum dentre nós jamais seja manchas em nossas festas de amor, ou nuvens sem água levadas pelos ventos. Mas, isso seremos se tivermos a aparência de piedade sem o poder dela. Com grande solenidade de alma eu abordo este assunto, buscando do Senhor a ajuda de Seu Espírito, que faz com que a Palavra seja apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Primeiro, falarei sobre os homens, e em segundo lugar, de sua tolice. E quando eu terminar isso, terei algumas palavras de instrução para oferecer como forma de conclusão.

I. Em primeiro lugar, vamos falar um pouco sobre os HOMENS. Eles tinham a aparência de piedade, mas negavam a eficácia dela. Observem o que eles tinham e, em seguida, observem o que eles não tinham. Eles tinham uma aparência de piedade. O que é uma aparência de piedade? É, antes de tudo, a atenção para as ordenanças da religião. Estas, na medida em que são bíblicas, são poucas e simples. Há o batismo, no qual, figurativamente, o crente é sepultado com Cristo, para que ele possa elevar-se em novidade de vida. E há a Ceia do Senhor, na qual, em tipo e emblema, ele se alimenta de Cristo e sustenta a vida, que veio a ele pela comunhão com a morte de Cristo. Aqueles que têm obedecido ao Senhor nestes dois preceitos têm demonstrado em suas próprias pessoas a aparência de piedade. Essa forma é de toda maneira instrutiva para os outros e importante para o próprio homem.

Todo batizado e cada comungante à mesa do Senhor, deve ser piedoso e gracioso. Mas nem o batismo nem a Ceia do Senhor garantirão isso. Onde não há a vida de Deus na alma, nem a santidade ou piedade seguem as ordenanças. E, assim, nós podemos ter em torno de nós mundanos batizados e homens que vão da mesa do Senhor para beber o cálice dos demônios. É triste que seja assim. Tais pessoas são culpadas de presunção, falsidade, sacrilégio e blasfêmia. Ai de mim, nós nos sentamos ao lado dos tais a cada Domingo!

A aparência de piedade inclui a frequência nas assembleias do povo de Deus. Aqueles que professam a Cristo estão acostumados a reunirem-se em determinados momentos de adoração e, em suas assembleias, eles se juntam em oração e louvor comum. Eles ouvem o testemunho de Deus por Seus servos, a quem Ele chama para pregar a Sua Palavra com poder. Eles também se associam em comunhão da Igreja para fins de ajuda mútua e disciplina. Esta é uma forma muito apropriada – plena de bênção, tanto para a Igreja e para o mundo – quando isso não desfalece em mera forma. Um homem pode ir para o céu sozinho, mas ele fará melhor se ele viaja para lá com o Sr. Grande Coração e Pai Honesto e Cristã e as crianças. O povo de Cristo é chamado de ovelhas por uma razão – eles gostam de andar unidos. Os cães ficam muito bem separadamente, mas as ovelhas estão melhores em companhia. As ovelhas de Cristo gostam de estar juntas no mesmo pasto e prosseguir em um rebanho os passos do Bom Pastor. Aqueles que constantemente se associam em culto, unem-se em comunhão da Igreja e trabalham juntos para fins sagrados têm a aparência de piedade e isso é de uma forma muito útil e adequada. Mas ai, isso não tem valor sem o poder do Espírito Santo.

Alguns vão mais longe do que a adoração pública. Eles usam uma grande quantidade de falar religioso. Eles livremente falam das coisas de Deus, em companhia Cristã. Eles podem defender as Doutrinas da Escritura, eles podem pleitear seus preceitos e podem narrar a experiência de um Crente. Eles são mais afeiçoados a falar sobre o que está ocorrendo na Igreja, o bisbilhotar das ruas de Jerusalém é muito agradável para eles. Eles temperam seu discurso com frases piedosas, quando eles estão em companhia que aprovará isso. Eu não os censuro, pelo contrário, eu gostaria que houvesse mais de santa conversação entre os professos. Eu gostaria que pudéssemos reviver o velho hábito: Os que temem ao Senhor falam frequentemente um com o outro — Malaquias 3:16.

A santa conversação faz com que o coração brilhe e nos dá um antegozo da comunhão do glorificado. Mas pode haver um cheiro de religião na conversa de um homem e, no entanto, pode ser um sabor emprestado, como molhos quentes usados para disfarçar o ranço de carne antiga. Aquela religião que vem de lábios exteriores, mas não surgem das fontes profundas do coração não é aquela água viva que brotará para a vida eterna. A língua piedosa é uma abominação, se o coração está destituído da Graça Divina.

Mais do que isso, alguns têm uma aparência de piedade, mantida e anunciada pela atividade religiosa. É possível ser intensamente ativo no trabalho exterior da Igreja e ainda não saber nada sobre o poder espiritual. Alguém pode ser aparentemente um excelente professor de Escola Dominical e ainda ter a necessidade de ser ensinado o que é nascer de novo. Alguém pode ser um pregador eloquente, ou um diligente oficial na Igreja de Deus, e, no entanto, não saber nada sobre o misterioso poder do Espírito da Verdade no coração. É bom ser como Marta em serviço. Mas uma única coisa é necessária: sentar-se aos pés do Mestre e aprender, como fez Maria.

Quando tivermos feito todo o trabalho que nossa posição nos exige, podemos apenas ter exibido a aparência de piedade. A não ser que ouçamos ao nosso Senhor e de Sua Presença derivemos poder, seremos como o bronze que soa e como o sino que retine. Irmãos, falo para mim e para cada um de vocês em solene seriedade. Se muito falar, doação generosa e ocupação constante pudessem ganhar o Céu, poderíamos facilmente nos assegurar disso, porém, mais do que estes são necessários. Eu falo a cada um de vocês. E se eu destacasse qualquer um mais do que a outros, como sendo alvo de meu discurso, este seria o melhor dentre nós, alguém que está fazendo mais por seu Mestre e que, no interior da alma está pensando: “Essa advertência não se aplica a mim”.

Ó, meu irmão ativo e enérgico, lembre-se a palavra: Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia —1 Coríntios 10:12. Se algum de vocês não gosta deste sermão de examinação, seu desagrado prova o quanto você precisar dele. Aquele que não está disposto a investigar a si mesmo deve estar incriminando-se por essa falta de vontade de olhar para as suas questões. Se você está certo, não se oporá a ser pesado na balança. Se você é, de fato, de ouro puro, ainda pode sentir ansiedade com a visão da fornalha, mas você não será levado à ira com a perspectiva do fogo. Sua oração será sempre: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno — Salmos 139:23—24.

Não preciso ampliar além, pois vocês todos conhecem o que é uma aparência de piedade e a maioria de nós que está aqui presente agarra-se a esta forma, que nunca possamos desonrá-la! Confio que estamos ansiosos para fazer essa aparência conforme as Escrituras para que a nossa forma de piedade seja aquela que os primeiros santos tinham. Sejamos cristãos de um tipo elevado, formados no próprio molde de nosso Senhor. Mas não se tornem rigorosos pela forma e negligenciem a vida interior, isto nunca funcionará. Lutaremos com a roupa de um homem e permitiremos que o homem, ele mesmo, morra?

Mas agora, como essas pessoas não tinham o poder da piedade, como é que eles vieram a ter a aparência dela? Isso requer várias respostas. Alguns têm a aparência de piedade, pela via hereditária. Seus antepassados sempre foram pessoas piedosas e eles quase que naturalmente assumem a confissão de seus pais. Isso é comum e onde isso é honesto, é mui louvável. É uma grande misericórdia quando, no lugar dos pais, estarão os filhos. E espero que possamos antecipar que os nossos filhos nos seguirão nas coisas de Deus, se, pelo exemplo, instrução e oração, temos buscado isso diante do Senhor.

Somos infelizes se não vemos nossos filhos andando na verdade de Deus. Ainda assim, a ideia de membresia por direito de nascimento é um mal e é tão perigoso quanto antibíblico. Se as crianças são inseridas na Igreja simplesmente por causa de sua filiação terrena, com certeza isso não é consistente com a descrição dos filhos de Deus, que é encontrada na Escritura inspirada: Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus — João 1:13. Não geração, mas REGENERAÇÃO faz o Cristão. Vocês não são Cristãos porque podem traçar uma linha de descendência carnal ao longo de vinte gerações de filhos de Deus.

Vocês devem, vós mesmos, nascer de novo. Pois, exceto que um homem nasça do alto, não pode ver o reino de Deus. Muitos, sem dúvida, tomam posse naturalmente da aparência de piedade por causa de laços familiares, isto é uma obra miserável. Ismael é filho pesaroso de Abraão, Esaú de Isaque e Absalão de Davi. A Graça não corre no sangue. Se vocês não têm base melhor para a sua religião do que a sua paternidade terrena, vocês estão em uma situação infeliz.

Outros aceitaram a aparência de piedade pela força da autoridade e influência. Eles eram, como rapazes, colocados como aprendizes de homens piedosos. Como moças, que estavam sob a orientação de mestres piedosos. E enquanto cresciam, ficaram sob a influência de pessoas de inteligência e caráter superior que estavam do lado do Senhor. Isso explica a sua aparência de piedade. Muitas pessoas são produtos dos seus ambientes, religião ou irreligião é para eles o resultado das circunstâncias. Essas pessoas foram levadas a fazer uma profissão de fé em Cristo, porque os outros o fizeram e amigos os encorajaram a fazê-lo.

O profundo exame do coração, que eles deveriam ter exibido, foi suprimido e eles foram encontrados entre o povo de Deus, sem ter que bater no postigo para a entrada. Eu não quero que ninguém condene a si mesmo, porque ele foi guiado ao Salvador por amigos piedosos, longe disso; mas, no entanto, há o perigo de que falhemos em ter arrependimento pessoal e fé pessoal e estejamos contentes em nos apoiar sobre as opiniões dos outros.

Eu tenho visto a aparência de piedade assumida por conta de relacionamentos. Muitas vezes uma corte e casamento conduziram a uma religiosidade formal, mas a um coração faltoso. O futuro marido é induzido a fazer uma profissão de fé por causa de alguém que era uma cristã sincera e não quebraria o mandamento do Senhor ao entrar em jugo desigual com um incrédulo. A piedade nunca deve ser fingida para que possamos colocar um anel de casamento no dedo, este é um triste abuso da confissão religiosa.

Outros tipos de amizade, também têm levado homens e mulheres a professarem uma fé que nunca tiveram e para unirem-se visivelmente à Igreja, enquanto que em espírito e em verdade eles nunca foram realmente uma parte dela. Eu expus essas coisas para vocês para que possa haver um grande exame de coração entre todos nós e para que possamos candidamente considerar como obtivemos a nossa aparência de piedade. Certas pessoas assumem a forma de piedade, a partir de uma disposição religiosa natural. Não suponham que todas as pessoas não-convertidas não tenham religião. Muita religiosidade é encontrada nos pagãos e há povos que têm, naturalmente, mais reverência do que outros. O Alemão, com sua profunda filosofia, muitas vezes é livre, não apenas da superstição, mas da reverência. O Russo é de raça naturalmente religiosa, para não dizer supersticiosa. Estou falando à maneira dos homens — o Russo sempre tira o chapéu para santos lugares, fotos e pessoas e ele é pouco inclinado a descrer ou a zombar. Percebemos tais diferenças entre os nossos próprios conhecidos: um homem é facilmente enganado pelos céticos, enquanto outro está disposto, com a boca aberta, a acreditar em cada palavra. Alguém é naturalmente um infiel, outro é tão naturalmente crédulo.

Eu quero dizer, então, que, para alguns, a aparência de piedade recomenda a si mesma, porque eles têm uma inclinação natural à esta forma. Eles não poderiam ser felizes a menos que estejam frequentando um local onde Deus é cultuado, ou sem que sejam contados entre os crentes em Cristo. Eles lidam com a religião, como eles fazem em sua vida de negócios. Permitam-me lembrá-los do valor questionável daquilo que brota da natureza humana caída. Seguramente isso não traz ninguém para o reino espiritual, pois “o que é nascido da carne é carne”. Apenas “o que é nascido do Espírito é espírito”. “Vocês precisam nascer de novo”. Cuidado com tudo o que surge no campo sem a semeadura do lavrador, pois passará a ser uma erva daninha. Ó, senhores, chegará o dia em que Deus nos provará com fogo e o que veio da natureza não regenerada não resistirá ao teste, mas será totalmente consumido!

Não duvido que, nestes dias lustrosos, muitos têm uma aparência de piedade por causa do respeito que isso lhes traz. Houve um tempo em que ser Cristão era ser insultado, se não fosse preso e, talvez, queimado na fogueira. Os hipócritas eram em menor número naqueles dias, pois uma confissão custava muito. No entanto, por estranho que pareça, houve alguns que eram como Judas mesmo naqueles tempos. Hoje, a religião segue seu caminho em chinelos de veludo; e em certas classes e níveis, se os homens não fizessem alguma confissão religiosa, seriam vistos com suspeita e, portanto, os homens tomarão o nome de Cristão sobre si e usarão a religião como uma parte da vestimenta.

Atualmente a cruz é usada como um colar. A cruz como o instrumento de vergonha e morte de nosso Salvador é esquecida, e em seu lugar, é feita o distintivo de honra, uma jóia com que homens ímpios podem adornar-se. É este o indicativo da falsidade dos tempos? Acautelem-se da busca por respeito através de uma piedade hipócrita. A honra obtida por uma profissão sem coração é, aos olhos de Deus, a maior desgraça. O ator pode pavonear-se em sua imitação de realeza, mas ele deve tirar a coroa e as vestes quando a cena findar. E o que ele, então, será?

Desde os dias de Iscariotes até agora, alguns assumiram a forma de piedade para lucrar com isso. Obter lucro da piedade é imitar o filho da perdição. Esta é uma estrada perigosa e ainda assim, muitos arriscam suas almas pelo lucro que encontram nela. Aparente zelo por Deus pode realmente ser zelo pelo ouro. O imperador Maximiliano mostrou grande zelo contra a idolatria e publicou um decreto para que as imagens de ouro e prata fossem derretidas. Ele era extremamente zeloso sobre isso. As imagens deviam todas ser derretidas e o metal confiscado para o imperador.

Foi astutamente suspeitado que este grande iconoclasta não foi totalmente estimulado por motivos altruístas. Quando um empreendimento traz a água ao moinho, não é difícil mantê-lo. Alguns amam a Cristo porque eles carregam a Sua bolsa de dinheiro para Ele. Acautelem-se desse tipo de piedade que faz um homem hesitante até que ele veja se um dever recompensará ou não e, em seguida, faz ele ficar ansioso porque espera que isso atenderá ao seu propósito.

Mais uma vez, eu não duvido que uma forma de piedade venha a muitos porque traz a leveza de consciência e eles são capazes, como o Fariseu, de agradecer a Deus que eles não são como os demais homens. Eles não foram à Igreja? Será que eles não pagaram por seus bancos? Eles agora podem ir para o seu negócio diário sem essas fisgadas de consciência que viriam por negligenciar as exigências da religião. Essas pessoas professam que foram convertidas e elas são contadas com os crentes. Mas, infelizmente, eles não pertencem a eles.

De todas as pessoas estas são mais difíceis de alcançar e menos susceptíveis de serem salvas. Elas se escondem por trás da fortificação de uma religião nominal. Elas estão fora do alcance do tiro e projétil da repreensão do Evangelho. Eles pairam entre os pecadores e assumem seus alojamentos entre os santos. Triste é que situação do homem que usa o nome da vida, mas nunca foi vivificado pelo Espírito Santo. Assim, tenho mui debilmente buscado mostrar o que estes homens tinham e por que eles tinham.

Vamos agora lembrar o que eles não tinham. Eles tinham “aparência” de piedade. Mas eles negaram “o poder”. O que é esse poder? O próprio Deus é o poder da piedade; O Espírito Santo é a vida e a força dela. A piedade é o poder que traz um homem a Deus e vincula-o a Ele. A piedade é o que cria o arrependimento em direção a Deus e a fé nEle. A Piedade é o resultado de uma grande mudança do coração com referência a Deus e Seu caráter. A piedade olha para Deus e lamenta sua distância dEle. A piedade apressa-se a aproximar-se e não descansa até que ela esteja em casa com Deus. A piedade faz um homem semelhante a Deus. A piedade conduz um homem a amar a Deus e servi-lO. Ela traz o temor de Deus diante de seus olhos e o amor de Deus em seu coração. A piedade conduz à consagração, à santificação, à concentração. O homem piedoso procura primeiro o reino de Deus e a Sua justiça e espera que as outras coisas sejam acrescentadas a ele. A piedade faz com que um homem tenha comunhão com Deus e dá-lhe uma participação com Deus em Seus desígnios gloriosos. E por isso o prepara para morar com Deus para sempre.

Muitos que têm a aparência de piedade são estranhos a este poder e por isso estão em religião mundana, em oração mecânica; em público uma coisa e em privado outra. A verdadeira piedade repousa em poder espiritual e os que estão fora disso estão mortos enquanto vivem.

Qual é a história comum daqueles que não têm esse poder? Bem, queridos amigos, o seu curso geralmente transcorre assim, eles não começam negando o poder, mas eles começam a tentar agir sem ele. Eles gostariam de tornarem-se membros da Igreja e como eles temem que eles não estejam aptos para isso, eles olham sobre algo que se pareça com a conversão e novo nascimento. Eles tentam convencer a si mesmos de que eles foram transformados, eles aceitam emoção como a regeneração, e a crença na doutrina pela crença em Cristo.

É mais difícil no começo contar bronze como o ouro, mas ele progride mais fácil, enquanto se persiste nisso. Remendando uma conversão e fabricando uma regeneração, eles se aventuram adiante. No início, eles têm uma boa quantidade de suspeita de si mesmos, mas eles diligentemente matam cada questionamento, tratando-o como uma dúvida desnecessária. Assim, aos poucos, eles acreditam em uma mentira.

O próximo passo é fácil, eles enganam a si mesmos e passam a acreditar que eles são certamente salvos. Tudo agora é certo para a eternidade, assim eles imaginam. E eles cruzam os braços em calma segurança, reunindo-se com o povo de Deus, eles erguem uma ousada fachada e falam tão bravamente como se fossem os verdadeiros soldados do Rei Jesus. As boas pessoas ficam encantadas ao reunirem-se com os irmãos revigorados e ao mesmo tempo conduzem-nos em sua confiança. Assim, eles enganam os outros e ajudam a fortalecerem-se em sua falsa esperança.

Eles usam as frases preciosas dos Cristãos sinceros. Misturando-se com eles, tomam as suas expressões particulares e pronunciam chibolete da forma mais aprovada. Por fim, eles dão o passo ousado de negar o poder. Eles mesmos estando sem ele, concebem que os outros estão sem ele, também. A julgar pelo seu próprio caso, eles concluem que é tudo uma questão de palavras. Eles prosseguem muito bem, sem qualquer poder sobrenatural e outros, sem dúvida, fazem o mesmo, eles apenas adicionam um pouco de hipocrisia a isso para agradar o próprio povo piedoso.

Eles praticamente negam o poder em suas vidas, para que aqueles que os veem os consideram Cristãos e digam: “Não há realmente nada nisso; pois, essas pessoas são como nós somos. Eles têm um toque de pintura aqui e um pouco de verniz ali, mas é tudo a mesma madeira”. Praticamente, suas ações asseguram ao mundo que não há poder no

Cristianismo. É só um nome. Muito em breve, privadamente, em seus corações, eles pensam que é assim e eles inventam doutrinas que correspondam a isso. Olhando para eles, veem Cristãos inconsistentes e Crentes em falta e eles dizem para si mesmos: “Não há muito na fé, afinal. Eu sou tão bom quanto qualquer um desses crentes e talvez melhor, embora eu tenha certeza que não há nenhuma obra do Espírito em mim”.

Assim, dentro de seus próprios corações eles creem, o que, a princípio, eles não ousam falar: eles consideram a piedade uma coisa vazia. Aos poucos, em alguns casos, essas pessoas de forma profana negam o poder Divino da nossa santa Fé e, em seguida, eles se tornam os maiores inimigos da cruz de Cristo. Esses traidores, nutridos na própria Casa de Deus, são os piores inimigos da verdade de Deus e da justiça. Eles ridicularizam o que uma vez eles professavam reverenciar. Eles mediram o milho de Cristo com o seu próprio alqueire. E porque nunca sentiram os poderes do mundo vindouro, eles imaginam que ninguém mais o tem sentido também.

Olhem para a Igreja dos dias atuais. A escola moderna, eu digo. Em seu meio, vemos pregadores que têm uma aparência de piedade, mas negam a eficácia dela. Eles falam do Senhor Jesus, mas negam sua Divindade, que é o Seu poder. Eles falam do Espírito Santo, mas negam sua Personalidade, onde reside Sua própria existência. Eles retiram a substância e o poder de todas as Doutrinas da Revelação, embora eles ainda finjam acreditar nelas. Eles falam de Redenção, mas eles negam a Substituição, que é a essência dela.

Eles exaltam as Escrituras, mas negam sua infalibilidade, onde reside o seu valor. Eles usam as frases da ortodoxia e não acreditam em nada em comum com os ortodoxos. Eu não sei qual abominar mais: seus ensinamentos ou o seu espírito, certamente estes são dignos um do outro. Eles queimam o núcleo e preservam a casca. Eles matam a verdade e depois fingem reverenciar o seu sepulcro, — se dizem judeus, e não o são — Apocalipse 2:9.

Isso é horrível, mas o mal está amplamente difundido e na presença dele os filhos de Deus estão concebendo compromissos, vendendo o seu Senhor e tornando-se participantes com os desprezadores de Sua Verdade. “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”. É o pecado da época, o pecado que está arruinando as Igrejas de nossa terra. 

CONTINUA...

OUTRAS PARTES DESSA MENSAGEM PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

Charles Spurgeon – A APARÊNCIA DA PIEDADE SEM PODER – PARTE 001

Charles Spurgeon – A APARÊNCIA DA PIEDADE SEM PODER – PARTE 002 — OS FALSOS IRMÃOS

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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