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quinta-feira, 27 de julho de 2017

A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS – ESTUDO 024 — A PREDESTINAÇÃO DIVINA


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NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.
CONTINUAÇÃO

Efésios 1:4—5 — Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor.
e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.


1. A pré-ordenação da parte de Deus. Dessa maneira nosso chamamento é sempre um chamamento válido e garantido, pois somos convidados ou chamados ou eleitos de acordo com a pré-ordenação de Deus que decidiu derramar suas benções sobre quaisquer pessoas, movido exclusivamente por Sua própria vontade —

1 Pedro 1:1—2

1 Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia,

2 eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.

Isto tudo, deve deixar bem claro, o fato de que o chamamento dos gentios, para pertencer à igreja, que é o corpo do Senhor Jesus, não é algo acidental ou secundário. Muito pelo contrário. O chamamento dos gentios para pertencerem ao povo de Deus é algo que foi decidido quando Deus estava, na eternidade passada, elaborando todo o esquema da salvação através do Senhor Jesus. É assim que nosso chamamento está conectado com a pré-ordenação de Deus a nosso respeito.

2. Nossa conformação à imagem do Seu filho, o Senhor Jesus Cristo. Quando somos alcançados pelo Evangelho, nós somos convidados a compartilhar a mesma glória experimentada pelo Senhor Jesus —

2 Tessalonicenses 2:13—14

13 Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,

14 para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

Supondo exatamente o que está sendo suposto pelo apóstolo Paulo, que é o fato de que amamos a Deus, então podemos estar certos de que nosso chamamento certamente resultará na nossa glorificação como filhos de Deus à semelhança do Senhor Jesus. É por esse motivo que o nosso chamamento prova o ponto que diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, mesmo no tempo presente. Todas essas coisas provam que estamos verdadeiramente destinados à glória futura. O conhecimento, a predestinação, o chamamento e a justificação só fazem sentido se o objetivo final for alcançado. E este objetivo final é a glorificação. Mas essa glorificação se concretiza em sermos conformados à imagem do Seu Filho Jesus!!

Jesus é o primogênito da nova criação entre muitos irmãos. Assim, Ele é chamado de cabeça do corpo que é a igreja! Ele é a cabeça do corpo composto por todos os redimidos. Jesus foi o primeiro ser humano a experimentar a ressurreição, algo que representa o surgir para uma nova e definitiva vida, distinta e, em certa medida, oposta à existência terrestre. As pessoas que foram ressuscitadas por Jesus não experimentaram a ressurreição como Jesus. Todas as pessoas que Jesus ressuscitou tornaram a morrer. Jesus, ao contrário, ao experimentar a ressurreição, venceu a morte e foi levantado para experimentar um estado de glória eterna. É neste mesmo propósito que o Senhor nos promete:

João 14:19

Porque eu vivo, vós também vivereis.

Para a adoção de filhos por meio de Jesus Cristo — A adoção de filhos, que recebemos da parte de Deus, não se trata apenas de dizer a mesma coisa com outras palavras como alguns querem fazer parecer, quando ensinam que as doutrinas da eleição, da predestinação e da adoção são “tudo a mesma coisa”. Não é esse o caso. Como vimos eleição e predestinação são doutrinas bastante distintas e o mesmo sucede com a nossa adoção como filhos de Deus.

A palavra grega υἱοθεσίαν uiothesían que é traduzida por “adoção” nunca é usada em referência ao Senhor Jesus, pois Ele é o “Filho Unigênito” — único filho gerado — de Deus. No nosso caso, pela graça de Deus, somos adotados na família de Deus quando Deus nos concede Seu Espírito Santo —

Romanos 8:15

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.

No Evangelho de João nós encontramos um excelente comentário acerca da nossa adoção para nos tornarmos membros da família de Deus. Estamos nos referindo a —

João 1:12

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.

Vamos analisar esse versículo para entendermos melhor o que significa sermos adotados na família de Deus mediante a concessão do Seu Espírito Santo.

Mas, a todos quantos o receberam — Temos sempre que nos lembrar que João escreveu seu Evangelho por volta do ano 90 da Era Cristã. Isso quer dizer que ele escreveu o Evangelho que leva seu nome cerca de 60 anos depois dos eventos terem transcorrido. Quase podemos ver o apóstolo João constatar a triste realidade acerca de que, mesmo depois de sessenta anos, a vasta maioria das pessoas, incluindo judeus, havia preferido ignorar o Senhor Jesus e Sua obra de salvação —

João 1:10—11

10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

A grande massa das pessoas em geral e os escribas[1] e fariseus[2] e as castas sacerdotais, concentradas entre os saduceus[3] em particular, haviam frontalmente rejeitado o Senhor Jesus. Independente dessa constatação, João também declara que outras pessoas, poucas é verdade, receberam ou aceitaram o Senhor Jesus. Receber a Jesus significa simplesmente crer em Jesus como fica claramente demonstrado pela parte final de João 1:12. Crer em alguém ou no nome de alguém, neste contexto, significa que confiamos naquela pessoa e no nome que a representa. O nome de alguém expressa a totalidade do ser a quem esse mesmo nome está atribuído. Quando falamos em “crer em Jesus” estamos fazendo uma referência direta à crer em Sua pessoa e na obra de salvação realizada por Ele. A estes que creram em Jesus o próprio Jesus... 

Deu-lhes o poder — Isso quer dizer que recebemos, da parte do Senhor Jesus, o direito ou privilégio de, pela manifestação do Seu poder em nossas vidas, nos tornarmos em algo que não éramos naturalmente. Como o apóstolo Paulo afirma “éramos por natureza filhos da ira como também os demais” — ver Efésios 2:3 —, mas agora fomos feitos, via adoção, em filhos de Deus!

De serem feitos filhos de Deus — Somos chamados de “filhos de Deus” por que:

1. O Pai nos adotou — ver 1 João 3:1.

2. Somos semelhantes ao Senhor Jesus, pois temos o mesmo Espírito Santo habitando em nós – Romanos 8:15.

3. Estamos intimamente relacionados ao Senhor Jesus como verdadeiros irmãos — ver Mateus 25:40 — ao ponto de que a maneira como o mundo nos trata equivaler, realmente, à forma como o mundo trata o Senhor Jesus! Dessa maneira, somos verdadeiramente “filhos do Deus Todo-Poderoso”. 

A saber, aos que creem no seu nome — Crer no nome de Jesus é o mesmo que crer em Sua pessoa —

João 2:23

Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome.

João 3:18

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

1 João 5:13

Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.

Esse verso de João 1:12 nos ensina que:

1. Ser um filho de Deus é um grande privilégio que vai muito além de qualquer paternidade humana. Ser filho de Deus distingue o cristão com uma honra que é a mais elevada entre todas as possíveis.

2. É Deus mesmo quem nos concede esse privilégio. Não é fruto de qualquer mérito da nossa parte. É fruto da decisão de Deus derramar esta bênção sobre nós —

Efésios 2:8—9

8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;

9 não de obras, para que ninguém se glorie.

João 15:16

Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.
3. Esta bênção é concedida somente àqueles que “creem no Seu nome”. Todos os outros são filhos do Diabo — por assemelhação — e ninguém que não possui exclusiva confiança em Deus concernente a questões do espírito e da vida comum sobre a terra pode ser considerado genuíno filho de Deus. As pessoas sem Deus gostam de se considerar “filhos de Deus”, mas o fato é que Deus não reconhece como filhos aqueles que de forma sistemática e desafiadora não confiam em Deus, aqueles que duvidam e negam o que Deus tem falado bem como aqueles que desprezam o caráter santo de Deus e insistem em ignorar o Senhor Jesus e Sua obra salvadora.

A nossa adoção como filhos de Deus é então a maior demonstração de amor que o Pai pode nos dar. Capítulos inteiros do Novo Testamento, tais como Romanos 8 e Gálatas 4 são dedicados a esse tema — ver especialmente Romanos 8:12—17 e Gálatas 4:6—7. Para o apóstolo João não existe nada mais elevado — ver 1 João 3:1. No mundo em que vivemos as pessoas estão buscando honra e glória e temos um interesse apaixonado por “grandes” homens e mulheres. Mas a grandeza e elevação neste mundo é sempre decadente e transitória. O Senhor Jesus comparou aqueles que são admirados e aplaudidos neste mundo como pessoas que já receberam seu galardão — ver Mateus 6:5. A história do rico e Lázaro e a parábola do homem rico e imprudente com relação a Deus, contadas por Jesus, desnudam de maneira abrupta a realidade que espera aqueles que entesouram para si mesmos e não são ricos para com Deus — ver Lucas 16:19—31 e 12:20— 21. Note que o rico tinha tudo nessa vida — comida, bebida, roupas finas, posição e honra. Lázaro por sua vez era mendigo, estava cheio de chagas e tinha que disputar com os cachorros as sobras dos banquetes que o homem rico dava diariamente. Jesus nos diz que os dois homens partiram desta vida e aquele que era rico, nesta vida, viu-se em um lugar de tormento sem possibilidade de ser consolado. Lázaro, por sua vez, se encontrava plenamente consolado. O mundo em que vivemos não sabe absolutamente nada acerca de verdadeira honra e da verdadeira riqueza! Não entende e não demonstra nenhuma apreciação por essas realidades. Se dissermos a uma pessoa desse mundo que ele pode se tornar em um verdadeiro filho de Deus isto nada significará para ele. Corremos o risco de sermos zombados por acreditarmos em tais “bobagens”. O próprio Filho de Deus, o Senhor Jesus, não foi reconhecido como tal. As pessoas dos Seus dias não viam absolutamente nada de extraordinário em Jesus. Viam somente o filho do carpinteiro. Mas a reação dos discípulos foi bem diferente —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

E nós estamos destinados a compartilhar dessa mesma glória mediante a adoção que recebemos como filhos de Deus!

Note a expressão “para ele” em Efésios 1:5. Paulo diz que Deus nos adota como filhos “para Ele mesmo”, indicando quão exclusivo e amoroso é este nosso relacionamento com o Pai!

Segundo o beneplácito de sua vontade — A palavra grega εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, traduz a idéia de alguém que está bastante satisfeito. A mesma expressão é usada para indicar “boa vontade, boa mente ou agrado” conforme pode ser visto em Lucas 2:14; Filipenses 2:13 e Lucas 12:32. Desses contextos podemos derivar a idéia de que essa palavra denota propósito ou vontade somados a benevolência. Alguns tradutores preferem representar o original grego como: “de acordo com o Seu mais benigno decreto”. Mas independentemente do significado do termo εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, o que nos chama a atenção nesta parte final de Efésios 1:5 é o propósito do apóstolo Paulo de estabelecer o porquê Deus escolheu as pessoas para herdarem a salvação. De acordo com o termo escolhido pelo apóstolo Paulo, essa escolha foi feita por Deus baseada no que Lhe parecia melhor dadas às circunstâncias do caso. Nenhum ser humano detinha nenhum tipo de controle ou influência sobre a pessoa de Deus naquele momento. Nenhum ser humano foi consultado nesse processo. E essa decisão de Deus não foi baseada em qualquer boa obra humana, real ou prevista por Deus. De fato, temos que reafirmar que o mundo nem sequer estava criado quando Deus escolheu aquelas pessoas que iriam herdar a vida eterna. A escolha de Deus não foi uma escolha aleatória baseada na sorte ou numa enorme roleta celestial. O termo εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, indica que foi uma escolha proposital.

Devido o pecado de nossos primeiros pais todos nós somos culpados e estamos condenados diante de Deus. Por sábias razões, as quais Deus preferiu não nos comunicar, Ele determinou trazer, pelo menos, uma porção de seres humanos à salvação. Para alcançar esse objetivo Deus decidiu não deixá-lo ao acaso. Deus sabia que se dependesse de nós mesmos, todos sem exceção, rejeitaríamos Sua oferta de Salvação e, a menos que um método eficiente fosse utilizado o sangue redentor seria derramado em vão.

Deus, todavia, não revelou às pessoas quais eram aquelas que Ele iria salvar nem a razão porque dentre todos os seres humanos alguns seriam particularmente levados ao céu. Ao mesmo tempo Deus decidiu tornar a oferta de salvação universal; decidiu também tornar os termos da salvação tão simples quanto possível, removendo assim quaisquer motivos justificados de reclamação. Se as pessoas não aceitam o perdão oferecido; se elas preferem buscar satisfação em seus próprios pecados; se não existe nada que possa induzi-las a aceitarem a salvação, então por que reclamam? Se as portas da prisão estão abertas e escancaradas, as correntes que prendem os prisioneiros estão soltas pelo chão e os guardas não estão mais nos seus postos e ainda assim os prisioneiros se recusam a abandonar a prisão em que se encontram, eles realmente não possuem nenhum motivo justificável para reclamar. Temos que nos lembrar sempre que os propósitos de Deus correspondem aos fatos exatamente como eles acontecem —
Efésios 1:11

Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,

Assim temos que a εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito de Deus é o que rege todas as ações de Deus, todos Seus atos graciosos e toda Sua bondade para conosco. E esses atos aparecem na nossa predestinação pela graça, para partilharmos da glória de Deus, juntamente com Jesus e excluem por completo a fé, a santidade e boas obras como motivos para tais atos da parte de Deus. Como disse o profeta Jonas: “ao SENHOR pertence a salvação”! – Jonas 2:10. Jonas estava no ventre do peixe nas profundezas do mar. O que em sã conciência ele poderia fazer para salvar-se a si mesmo?

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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 023 — Nossa Eleição e seu Relacionamento com nossa Predestinação

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 024 — Nossa Predestinação Divina

Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis


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[1] Escribas - na Bíblia, pessoa versada na lei mosaica e nas sagradas escrituras, intérprete, professor. Os escribas examinavam as questões mais difíceis e delicadas da lei; acrescentavam à lei mosaica decisões sobre vários tipos, com a intenção de elucidar seu significado bem como sua extensão, e faziam isto em detrimento da verdadeira religião. Como o conselho de homens experimentados na lei era necessário para o exame de causas e a solução de questões difíceis, eles tornavam-se membros do Sinédrio; são mencionados no Novo Testamento tanto em conexão com os Fariseus como com os sacerdotes e anciãos do povo.

[2] Fariseus - Seita que parece ter iniciado depois do exílio babilônico, entre os chamados “Hassidim”, que foram os homens piedosos que se aliaram a Judas Macabeu, para combater os invasores helenistas representados pela dinastia Selêucida, da Síria. Além dos livros do Antigo Testamento, os Fariseus reconheciam na tradição oral, um padrão de fé e vida que deveria ser seguido por todos os judeus. Os Fariseus procuravam alcançar reconhecimento e mérito através da observância externa dos ritos e formas de piedade, tais como: lavagens cerimoniais, jejuns, orações, e esmolas. Comparativamente, os Fariseus eram negligentes da genuína piedade que consistia em: justiça, misericórdia, fé e amor de Deus — ver Mateus 6:1—7 e 16—18; ver também Mateus 23:23 e Lucas 11:42 e, orgulhavam-se em suas boas obras.  Eles mantinham de forma persistente a fé na existência de anjos bons e maus, e na vinda do Messias; e tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade, no Hades, seriam novamente chamados à vida pelo Messias, e seriam recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais. Em oposição à dominação da família de Herodes e do governo romano, eles de forma decisiva sustentavam a teocracia e a causa do seu país, e tinham grande influência sobre o povo comum. Eram inimigos amargos de Jesus e sua causa; e foram, por outro lado, duramente repreendidos por Jesus por causa da sua avareza, ambição, confiança vazia nas obras externas, e aparência de piedade a fim de ganhar popularidade.

[3] Saduceus – Partido religioso judaico que existia nos dias de Cristo e que deriva seu nome da expressão hebraica צדוק — zadok — justo. Os saduceus não aceitavam, como os Fariseus, que a lei ou a tradição oral fosse parte da revelação divina ao povo de Israel. Eles criam que somente a lei escrita, outorgada por Moisés, era obrigatória para a nação israelita. Os Saduceus tinham posições teológicas bem distintas e negavam, entre outras coisas, a crença na: 1) ressurreição do corpo; 2) imortalidade da alma; 3) existência de espíritos e anjos; e 4) predestinação divina, pois afirmavam o livre arbítrio. 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS - SERMÃO 004 — JESUS É DEUS — PARTE 001


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Esta é uma série que trata do maravilhoso tema de como Jesus conforta seus discípulos em meio às tribulações dessa vida. Ao compartilhar esses estudos nossa intenção é que todos possam encontrar em Jesus, o conforto necessário para todas suas tribulações.

Texto: João 14:7—11
Introdução.

A. Nessa série estamos tratando do conforto que Jesus ofereceu para os seus discípulos logo depois de ter dito a eles que iria partir e deixá-los.
B. As palavras de Jesus criaram uma profunda impressão de perturbação na mente dos discípulos. Elas também lançaram os discípulos numa enorme confusão mental.
C. Para resolver esses problemas enfrentados pelos discípulos — perturbação e confusão mental — Jesus disse para eles as seguintes verdades:
1. Eles precisavam confiar na Presença de Jesus com eles, independentemente, se eram ou não capazes de enxergá-lo. Os discípulos tinham que exercitar a fé.
2. Eles precisavam confiar nas Promessas de Jesus. Ou seja, os discípulos precisavam exercer fé nas palavras de Jesus.
3. Eles precisavam confiar na pessoa do Senhor Jesus. Isto é, os discípulos precisavam depositar confiança naquilo que Jesus disse acerca de si mesmo: Que Ele era o Caminho, a Verdade e a Vida.
D. Essas orientações do Senhor Jesus deveriam ser suficientes tanto para acalmar os corações perturbados dos discípulos, como para desfazer a confusão mental em que os mesmos se encontravam.
E. Mas infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Os discípulos continuavam perturbados e confusos. Isso fica claramente demonstrado pela sequência narrada no Evangelho de João. Hoje queremos ver outra pergunta levantada por um dos discípulos e também a maravilhosa resposta que Jesus forneceu.
F. Isso nos leva ao nosso tema de hoje, que é: —
A REVELAÇÃO ACERCA DA PESSOA DE JESUS
Introdução

A. A passagem que queremos começar a analisar hoje é de João 14:7—14. Nela nós vamos encontrar várias afirmações muito importantes e poderosas: iremos ver Jesus fazer uma grande reivindicação acerca de Sua própria Pessoa, não apenas uma vez, mas várias vezes.

B. O contexto imediato do texto que estamos estudando é o seguinte: nosso texto descreve as últimas horas do Senhor Jesus com seus discípulos. Jesus sabia que precisava prepará-los para enfrentarem sua morte, que teria lugar em menos de 24 horas.

I. Jesus Se Revela Como Sendo O Próprio Deus — João 14:7—11

A. Após ter respondido a pergunta de Tomé acerca do caminho para chegar ao lar do Pai celestial, Jesus entende que era necessário reafirmar certas verdades aos discípulos, que ainda continuavam perturbados e confusos.

B. A Condição dos discípulos nos faz pensar até onde a graça de Deus e as limitações humanas conseguem conviver. Os discípulos eram um poço de contradições, mas isso não deve nos impressionar, porque o mesmo acontece conosco.

C. Os discípulos tinham caminhado com Jesus por 3 anos. Mas, de alguma forma, eles ainda não tinham entendido, na prática, quem Jesus era de fato. Jesus sabia disso e esse é o motivo de sua afirmação quando diz o seguinte em

João 14:7

Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto.

D. No verso acima Jesus se compara ao próprio Deus e Pai. Ele já tinha afirmado sua unidade com o Pai alguns dias antes, quando disse:

João 10:30

Eu e o Pai somos um.

E. Por meio dessas afirmações, Jesus declarou, com toda a clareza possível, algo incontroverso acerca de Sua Pessoa: Jesus afirmou que Ele mesmo era o próprio Deus.

II. Como as Pessoas em Geral Reagem à Afirmação do Próprio Jesus de Que Ele É Deus.

A. Quando se trata da opinião acerca da pessoa de Jesus, os seres humanos geralmente podem ser divididos em três grupos majoritários:

1. Primeiro temos os ateus que não acreditam em Deus e, portanto, não acreditam que Jesus é Deus. Não há muito que possamos dizer acerca deles.

2. Depois temos a grande maioria das pessoas que acredita que Jesus foi um bom homem, um grande profeta e outras bobagens do gênero, mas que negam que ele é o próprio Deus.

3. Por fim, temos aqueles que creem que Jesus é quem disse ser: Deus.

B. Queremos analisar essas três posições com a intenção de entendermos melhor as implicações da reivindicação feita por Jesus de que Ele é Deus.

C. Quanto aos ateus não há muito que possamos fazer, porque qualquer argumento é descartado, a priori por eles, uma vez que para eles Deus não existe.

D. Quanto ao segundo grupos de pessoas, aqueles que defendem que Jesus foi um grande homem, um grande profeta, um benemérito da humanidade e etc., mas que Ele não é Deus, nós precisamos colocar duas questões importantes. Partindo da afirmação feita pelo próprio Senhor Jesus de que Ele é Deus, então estamos diante do seguinte trilema — inspirado no trilema criado por C. S. Lewis.

1. Jesus afirmou que era Deus, mas ele realmente não era Deus. Ele apenas achava que era Deus. Jesus estava, até mesmo convicto, que era Deus, como alguns se convencem que são Napoleão Bonaparte ou Abraão Lincoln. Ou seja, ao afirmar ser Deus Jesus estava enganado e enganando a si mesmo. Ele era um louco! Agora, qual de nós qualificaria um louco como um grande homem e etc.?

2. Jesus afirmou que era Deus, mas ele realmente sabia que não era Deus. Sua afirmação tinha a intenção de enganar as pessoas. Ou seja, Jesus não passava de um mentiroso, ao afirmar ser Deus tendo plena consciência de que não era Deus. Qual de nós qualificaria um farsante como grande profeta?

E. Entendem como é frágil a posição dessas pessoas?

F. Por fim, o que nos resta é o seguinte: Jesus afirmou que é Deus e estava dizendo a verdade.

G. Diante disso nós temos apenas duas opções: aceitar a Jesus como Deus ou rejeitá-lo e sofrer as consequências.

III. Filipe Demonstra a Continuada Confusão Mental dos Discípulos — João 14:8

A. Na sequência do nosso texto, depois de Jesus ter afirmado que quem O conhece, conhece também o Pai, Filipe pede ao Senhor que lhes mostre o Pai, pois ele alegava que isso seria o suficiente.

B. O pedido de Filipe está em João 14:8. Seu pedido é o mesmo de muitos através dos séculos e, em muitos casos, até de nós mesmos. Filipe queria uma manifestação visível. Para Filipe, não era suficiente crer no Pai. Ele desejava ver o Pai.

C. A atitude de Filipe nos mostra como funciona, de fato, um coração incrédulo. Um coração que se baseia por aquilo que pode enxergar e não pela fé que é definida como sendo —

Hebreus 11:1

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem.

IV. Jesus Responde a Filipe — João 14:9—11

A. Jesus, então, confronta Filipe. Suas palavras estão em João 14:9—11.

B. Jesus retoma o tema do fato que apesar de terem estado tanto tempo com Jesus, eles ainda não tinham entendido quem Ele realmente era.

C. Jesus reafirma que é Deus ao dizer: Quem me vê a mim vê o Pai.

D. Diante disso, a pergunta de Filipe parece mesmo completamente descabida.

E. O autor de Hebreus que mencionamos no item anterior acerca do que é fé, também nos diz o seguinte acerca do Senhor Jesus —

Hebreus 1:3

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

F. Jesus prossegue seu argumento em João 14:10—11. Ele insiste em afirmar que é Deus.

Conclusão:

A. João 14 é um capítulo que trata, de modo especial, de questões relativas ao conforto que todos nós como cristãos necessitamos. Tal conforto envolve:

1. A certeza que Jesus irá voltar para nos conduzir, pessoalmente, para nosso lar celestial: a casa do nosso Pai.

2. O conhecimento que Jesus se ausentou dentre nós para nos preparar um lugar.

3. A pessoa de Jesus como o próprio caminho que nos conduz tanto para a verdade quanto para a vida eterna.

B. Na mensagem de hoje vimos como Jesus continuou consolando os discípulos revelando a eles uma grande verdade: Jesus é o próprio Deus.

C. Além da reivindicação feita pelo próprio Senhor Jesus de que Ele é Deus, essa mesma verdade foi reafirmada em outras passagens do Novo Testamento como —

Colossenses 1:15—17

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

Colossenses 2:8—9

8 Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;

9 porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

D. O próprio João confirma tudo isso no início do seu Evangelho, onde lemos:

João 1:1—3

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.

João 1:14

14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

E. Filipe pediu para ver o Pai. Jesus lhe disse: Filipe olhe para mim. Isso é tudo que eu tenho para te oferecer. Você precisa ter fé de que quem vê a mim, está vendo o próprio Pai.

F. Como uma última palavra de conforto, quero deixar com todos um versículo muito representativo de tudo o que dissemos hoje. Depois que Tomé viu as mãos e os pés de Jesus ainda feridos pelos pregos e depois de observar a ferida causada pela lança do soldado romano no peito de Jesus, ele finalmente creu e fez a seguinte declaração —

João 20:28

Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!

G. Tal resposta seria, aparentemente, digna dum grande elogio. Mas Jesus não elogiou Tomé. Pelo contrário, Jesus elogiou outras pessoas acerca das quais disse o seguinte:

João 20:29

Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.

H. Que possamos encontrar na pessoa de Jesus, que é o próprio Deus, o conforto para nossos corações perturbados e a paz para nossas mentes, tantas vezes, tão confusas.

Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras de verdadeira consolação.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE CONFORTO PARA CORAÇÕES AFLITOS

SERMÃO 001 — CONFIANDO NA PRESENÇA DE JESUS

SERMÃO 002 — CONFIANDO NAS PROMESSAS DE JESUS

SERMÃO 003 — CONFIANDO NA PESSOA DE JESUS

Que Deus abençoe e fortaleça a todos com essas palavras.

Alexandros Meimaridis

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