Mostrando postagens com marcador Glorificação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Glorificação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de julho de 2017

A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS – ESTUDO 024 — A PREDESTINAÇÃO DIVINA


Resultado de imagem para predestinados

NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.
CONTINUAÇÃO

Efésios 1:4—5 — Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor.
e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.


1. A pré-ordenação da parte de Deus. Dessa maneira nosso chamamento é sempre um chamamento válido e garantido, pois somos convidados ou chamados ou eleitos de acordo com a pré-ordenação de Deus que decidiu derramar suas benções sobre quaisquer pessoas, movido exclusivamente por Sua própria vontade —

1 Pedro 1:1—2

1 Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia,

2 eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.

Isto tudo, deve deixar bem claro, o fato de que o chamamento dos gentios, para pertencer à igreja, que é o corpo do Senhor Jesus, não é algo acidental ou secundário. Muito pelo contrário. O chamamento dos gentios para pertencerem ao povo de Deus é algo que foi decidido quando Deus estava, na eternidade passada, elaborando todo o esquema da salvação através do Senhor Jesus. É assim que nosso chamamento está conectado com a pré-ordenação de Deus a nosso respeito.

2. Nossa conformação à imagem do Seu filho, o Senhor Jesus Cristo. Quando somos alcançados pelo Evangelho, nós somos convidados a compartilhar a mesma glória experimentada pelo Senhor Jesus —

2 Tessalonicenses 2:13—14

13 Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,

14 para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

Supondo exatamente o que está sendo suposto pelo apóstolo Paulo, que é o fato de que amamos a Deus, então podemos estar certos de que nosso chamamento certamente resultará na nossa glorificação como filhos de Deus à semelhança do Senhor Jesus. É por esse motivo que o nosso chamamento prova o ponto que diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, mesmo no tempo presente. Todas essas coisas provam que estamos verdadeiramente destinados à glória futura. O conhecimento, a predestinação, o chamamento e a justificação só fazem sentido se o objetivo final for alcançado. E este objetivo final é a glorificação. Mas essa glorificação se concretiza em sermos conformados à imagem do Seu Filho Jesus!!

Jesus é o primogênito da nova criação entre muitos irmãos. Assim, Ele é chamado de cabeça do corpo que é a igreja! Ele é a cabeça do corpo composto por todos os redimidos. Jesus foi o primeiro ser humano a experimentar a ressurreição, algo que representa o surgir para uma nova e definitiva vida, distinta e, em certa medida, oposta à existência terrestre. As pessoas que foram ressuscitadas por Jesus não experimentaram a ressurreição como Jesus. Todas as pessoas que Jesus ressuscitou tornaram a morrer. Jesus, ao contrário, ao experimentar a ressurreição, venceu a morte e foi levantado para experimentar um estado de glória eterna. É neste mesmo propósito que o Senhor nos promete:

João 14:19

Porque eu vivo, vós também vivereis.

Para a adoção de filhos por meio de Jesus Cristo — A adoção de filhos, que recebemos da parte de Deus, não se trata apenas de dizer a mesma coisa com outras palavras como alguns querem fazer parecer, quando ensinam que as doutrinas da eleição, da predestinação e da adoção são “tudo a mesma coisa”. Não é esse o caso. Como vimos eleição e predestinação são doutrinas bastante distintas e o mesmo sucede com a nossa adoção como filhos de Deus.

A palavra grega υἱοθεσίαν uiothesían que é traduzida por “adoção” nunca é usada em referência ao Senhor Jesus, pois Ele é o “Filho Unigênito” — único filho gerado — de Deus. No nosso caso, pela graça de Deus, somos adotados na família de Deus quando Deus nos concede Seu Espírito Santo —

Romanos 8:15

Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.

No Evangelho de João nós encontramos um excelente comentário acerca da nossa adoção para nos tornarmos membros da família de Deus. Estamos nos referindo a —

João 1:12

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.

Vamos analisar esse versículo para entendermos melhor o que significa sermos adotados na família de Deus mediante a concessão do Seu Espírito Santo.

Mas, a todos quantos o receberam — Temos sempre que nos lembrar que João escreveu seu Evangelho por volta do ano 90 da Era Cristã. Isso quer dizer que ele escreveu o Evangelho que leva seu nome cerca de 60 anos depois dos eventos terem transcorrido. Quase podemos ver o apóstolo João constatar a triste realidade acerca de que, mesmo depois de sessenta anos, a vasta maioria das pessoas, incluindo judeus, havia preferido ignorar o Senhor Jesus e Sua obra de salvação —

João 1:10—11

10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

A grande massa das pessoas em geral e os escribas[1] e fariseus[2] e as castas sacerdotais, concentradas entre os saduceus[3] em particular, haviam frontalmente rejeitado o Senhor Jesus. Independente dessa constatação, João também declara que outras pessoas, poucas é verdade, receberam ou aceitaram o Senhor Jesus. Receber a Jesus significa simplesmente crer em Jesus como fica claramente demonstrado pela parte final de João 1:12. Crer em alguém ou no nome de alguém, neste contexto, significa que confiamos naquela pessoa e no nome que a representa. O nome de alguém expressa a totalidade do ser a quem esse mesmo nome está atribuído. Quando falamos em “crer em Jesus” estamos fazendo uma referência direta à crer em Sua pessoa e na obra de salvação realizada por Ele. A estes que creram em Jesus o próprio Jesus... 

Deu-lhes o poder — Isso quer dizer que recebemos, da parte do Senhor Jesus, o direito ou privilégio de, pela manifestação do Seu poder em nossas vidas, nos tornarmos em algo que não éramos naturalmente. Como o apóstolo Paulo afirma “éramos por natureza filhos da ira como também os demais” — ver Efésios 2:3 —, mas agora fomos feitos, via adoção, em filhos de Deus!

De serem feitos filhos de Deus — Somos chamados de “filhos de Deus” por que:

1. O Pai nos adotou — ver 1 João 3:1.

2. Somos semelhantes ao Senhor Jesus, pois temos o mesmo Espírito Santo habitando em nós – Romanos 8:15.

3. Estamos intimamente relacionados ao Senhor Jesus como verdadeiros irmãos — ver Mateus 25:40 — ao ponto de que a maneira como o mundo nos trata equivaler, realmente, à forma como o mundo trata o Senhor Jesus! Dessa maneira, somos verdadeiramente “filhos do Deus Todo-Poderoso”. 

A saber, aos que creem no seu nome — Crer no nome de Jesus é o mesmo que crer em Sua pessoa —

João 2:23

Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome.

João 3:18

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

1 João 5:13

Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.

Esse verso de João 1:12 nos ensina que:

1. Ser um filho de Deus é um grande privilégio que vai muito além de qualquer paternidade humana. Ser filho de Deus distingue o cristão com uma honra que é a mais elevada entre todas as possíveis.

2. É Deus mesmo quem nos concede esse privilégio. Não é fruto de qualquer mérito da nossa parte. É fruto da decisão de Deus derramar esta bênção sobre nós —

Efésios 2:8—9

8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;

9 não de obras, para que ninguém se glorie.

João 15:16

Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.
3. Esta bênção é concedida somente àqueles que “creem no Seu nome”. Todos os outros são filhos do Diabo — por assemelhação — e ninguém que não possui exclusiva confiança em Deus concernente a questões do espírito e da vida comum sobre a terra pode ser considerado genuíno filho de Deus. As pessoas sem Deus gostam de se considerar “filhos de Deus”, mas o fato é que Deus não reconhece como filhos aqueles que de forma sistemática e desafiadora não confiam em Deus, aqueles que duvidam e negam o que Deus tem falado bem como aqueles que desprezam o caráter santo de Deus e insistem em ignorar o Senhor Jesus e Sua obra salvadora.

A nossa adoção como filhos de Deus é então a maior demonstração de amor que o Pai pode nos dar. Capítulos inteiros do Novo Testamento, tais como Romanos 8 e Gálatas 4 são dedicados a esse tema — ver especialmente Romanos 8:12—17 e Gálatas 4:6—7. Para o apóstolo João não existe nada mais elevado — ver 1 João 3:1. No mundo em que vivemos as pessoas estão buscando honra e glória e temos um interesse apaixonado por “grandes” homens e mulheres. Mas a grandeza e elevação neste mundo é sempre decadente e transitória. O Senhor Jesus comparou aqueles que são admirados e aplaudidos neste mundo como pessoas que já receberam seu galardão — ver Mateus 6:5. A história do rico e Lázaro e a parábola do homem rico e imprudente com relação a Deus, contadas por Jesus, desnudam de maneira abrupta a realidade que espera aqueles que entesouram para si mesmos e não são ricos para com Deus — ver Lucas 16:19—31 e 12:20— 21. Note que o rico tinha tudo nessa vida — comida, bebida, roupas finas, posição e honra. Lázaro por sua vez era mendigo, estava cheio de chagas e tinha que disputar com os cachorros as sobras dos banquetes que o homem rico dava diariamente. Jesus nos diz que os dois homens partiram desta vida e aquele que era rico, nesta vida, viu-se em um lugar de tormento sem possibilidade de ser consolado. Lázaro, por sua vez, se encontrava plenamente consolado. O mundo em que vivemos não sabe absolutamente nada acerca de verdadeira honra e da verdadeira riqueza! Não entende e não demonstra nenhuma apreciação por essas realidades. Se dissermos a uma pessoa desse mundo que ele pode se tornar em um verdadeiro filho de Deus isto nada significará para ele. Corremos o risco de sermos zombados por acreditarmos em tais “bobagens”. O próprio Filho de Deus, o Senhor Jesus, não foi reconhecido como tal. As pessoas dos Seus dias não viam absolutamente nada de extraordinário em Jesus. Viam somente o filho do carpinteiro. Mas a reação dos discípulos foi bem diferente —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

E nós estamos destinados a compartilhar dessa mesma glória mediante a adoção que recebemos como filhos de Deus!

Note a expressão “para ele” em Efésios 1:5. Paulo diz que Deus nos adota como filhos “para Ele mesmo”, indicando quão exclusivo e amoroso é este nosso relacionamento com o Pai!

Segundo o beneplácito de sua vontade — A palavra grega εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, traduz a idéia de alguém que está bastante satisfeito. A mesma expressão é usada para indicar “boa vontade, boa mente ou agrado” conforme pode ser visto em Lucas 2:14; Filipenses 2:13 e Lucas 12:32. Desses contextos podemos derivar a idéia de que essa palavra denota propósito ou vontade somados a benevolência. Alguns tradutores preferem representar o original grego como: “de acordo com o Seu mais benigno decreto”. Mas independentemente do significado do termo εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, o que nos chama a atenção nesta parte final de Efésios 1:5 é o propósito do apóstolo Paulo de estabelecer o porquê Deus escolheu as pessoas para herdarem a salvação. De acordo com o termo escolhido pelo apóstolo Paulo, essa escolha foi feita por Deus baseada no que Lhe parecia melhor dadas às circunstâncias do caso. Nenhum ser humano detinha nenhum tipo de controle ou influência sobre a pessoa de Deus naquele momento. Nenhum ser humano foi consultado nesse processo. E essa decisão de Deus não foi baseada em qualquer boa obra humana, real ou prevista por Deus. De fato, temos que reafirmar que o mundo nem sequer estava criado quando Deus escolheu aquelas pessoas que iriam herdar a vida eterna. A escolha de Deus não foi uma escolha aleatória baseada na sorte ou numa enorme roleta celestial. O termo εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito, indica que foi uma escolha proposital.

Devido o pecado de nossos primeiros pais todos nós somos culpados e estamos condenados diante de Deus. Por sábias razões, as quais Deus preferiu não nos comunicar, Ele determinou trazer, pelo menos, uma porção de seres humanos à salvação. Para alcançar esse objetivo Deus decidiu não deixá-lo ao acaso. Deus sabia que se dependesse de nós mesmos, todos sem exceção, rejeitaríamos Sua oferta de Salvação e, a menos que um método eficiente fosse utilizado o sangue redentor seria derramado em vão.

Deus, todavia, não revelou às pessoas quais eram aquelas que Ele iria salvar nem a razão porque dentre todos os seres humanos alguns seriam particularmente levados ao céu. Ao mesmo tempo Deus decidiu tornar a oferta de salvação universal; decidiu também tornar os termos da salvação tão simples quanto possível, removendo assim quaisquer motivos justificados de reclamação. Se as pessoas não aceitam o perdão oferecido; se elas preferem buscar satisfação em seus próprios pecados; se não existe nada que possa induzi-las a aceitarem a salvação, então por que reclamam? Se as portas da prisão estão abertas e escancaradas, as correntes que prendem os prisioneiros estão soltas pelo chão e os guardas não estão mais nos seus postos e ainda assim os prisioneiros se recusam a abandonar a prisão em que se encontram, eles realmente não possuem nenhum motivo justificável para reclamar. Temos que nos lembrar sempre que os propósitos de Deus correspondem aos fatos exatamente como eles acontecem —
Efésios 1:11

Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade,

Assim temos que a εὐδοκίαν eudokíav — beneplácito de Deus é o que rege todas as ações de Deus, todos Seus atos graciosos e toda Sua bondade para conosco. E esses atos aparecem na nossa predestinação pela graça, para partilharmos da glória de Deus, juntamente com Jesus e excluem por completo a fé, a santidade e boas obras como motivos para tais atos da parte de Deus. Como disse o profeta Jonas: “ao SENHOR pertence a salvação”! – Jonas 2:10. Jonas estava no ventre do peixe nas profundezas do mar. O que em sã conciência ele poderia fazer para salvar-se a si mesmo?

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 003 — Como a Unidade Funciona na Prática
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 004 — Como o Amor Funciona na Prática
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 005 — Unidade em Meio à Diversidade
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 006 — Unidade Com Variedade Mas com Harmonia
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 007 — A Igreja Como o “Mistério” de Deus e Uma Introdução a Efésios 1:3—14
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 008 — Uma Introdução a Efésios 1:3—14
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 011 — Nossa Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — Parte 001
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 013 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 003
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 014 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 004
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 017 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 007 — O Mundo Nos Odeia
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 023 — Nossa Eleição e seu Relacionamento com nossa Predestinação

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 024 — Nossa Predestinação Divina

Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis


PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775

Desde já agradecemos a todos. 
Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.


[1] Escribas - na Bíblia, pessoa versada na lei mosaica e nas sagradas escrituras, intérprete, professor. Os escribas examinavam as questões mais difíceis e delicadas da lei; acrescentavam à lei mosaica decisões sobre vários tipos, com a intenção de elucidar seu significado bem como sua extensão, e faziam isto em detrimento da verdadeira religião. Como o conselho de homens experimentados na lei era necessário para o exame de causas e a solução de questões difíceis, eles tornavam-se membros do Sinédrio; são mencionados no Novo Testamento tanto em conexão com os Fariseus como com os sacerdotes e anciãos do povo.

[2] Fariseus - Seita que parece ter iniciado depois do exílio babilônico, entre os chamados “Hassidim”, que foram os homens piedosos que se aliaram a Judas Macabeu, para combater os invasores helenistas representados pela dinastia Selêucida, da Síria. Além dos livros do Antigo Testamento, os Fariseus reconheciam na tradição oral, um padrão de fé e vida que deveria ser seguido por todos os judeus. Os Fariseus procuravam alcançar reconhecimento e mérito através da observância externa dos ritos e formas de piedade, tais como: lavagens cerimoniais, jejuns, orações, e esmolas. Comparativamente, os Fariseus eram negligentes da genuína piedade que consistia em: justiça, misericórdia, fé e amor de Deus — ver Mateus 6:1—7 e 16—18; ver também Mateus 23:23 e Lucas 11:42 e, orgulhavam-se em suas boas obras.  Eles mantinham de forma persistente a fé na existência de anjos bons e maus, e na vinda do Messias; e tinham esperança de que os mortos, após uma experiência preliminar de recompensa ou penalidade, no Hades, seriam novamente chamados à vida pelo Messias, e seriam recompensados, cada um de acordo com suas obras individuais. Em oposição à dominação da família de Herodes e do governo romano, eles de forma decisiva sustentavam a teocracia e a causa do seu país, e tinham grande influência sobre o povo comum. Eram inimigos amargos de Jesus e sua causa; e foram, por outro lado, duramente repreendidos por Jesus por causa da sua avareza, ambição, confiança vazia nas obras externas, e aparência de piedade a fim de ganhar popularidade.

[3] Saduceus – Partido religioso judaico que existia nos dias de Cristo e que deriva seu nome da expressão hebraica צדוק — zadok — justo. Os saduceus não aceitavam, como os Fariseus, que a lei ou a tradição oral fosse parte da revelação divina ao povo de Israel. Eles criam que somente a lei escrita, outorgada por Moisés, era obrigatória para a nação israelita. Os Saduceus tinham posições teológicas bem distintas e negavam, entre outras coisas, a crença na: 1) ressurreição do corpo; 2) imortalidade da alma; 3) existência de espíritos e anjos; e 4) predestinação divina, pois afirmavam o livre arbítrio. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ANDREW MURRAY – ESTUDO 008 - FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE



ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Lucas 22:41—42

41 Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos, orava,

42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.

O jardim do Getsêmani pode ser considerado o Santo dos Santos da vida do Senhor Jesus Cristo. O santuário no qual Ele viveu, talvez mais intensamente nossa redenção, do que a própria cruz do no monte Calvário. O calvário mostrou o aspecto externo da intensa luta travada no Getsêmani para fazer a vontade do Pai. Os acontecimentos passados no Getsêmani nos revelam o que se passou entre o Pai e o Filho, o preço que o Filho tinha que pagar, e que deu ao Seu sacrifício um valor eterno. No centro de tudo isso, estão as palavras que queremos entender “não se faça a minha vontade”.

Que minha alma possa se acalmar. Que possa ponderar e orar enquanto contemplo o que aconteceu quando meu Senhor aprendeu a falar essas palavras, que por sua vez, ele deseja ensinar a cada uma de nós.
Hebreus 5:7—9

7 Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade,

8 embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu

9 e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,

Hoje queremos falar de quatro das maiores maravilhas de toda eternidade.

1. A primeira é esta: O Pai oferece o cálice da Sua ira para que o Filho beba. É algo impressionante que a Bíblia mencione apenas dois cálices. Existe o cálice da bênção ou de ações de graças conforme podemos ver em:

Salmos 16:5

O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte.

Salmos 23:5
Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

Salmos 116:13

Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR.

1 Coríntios 10:16

Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?
E também existe o cálice do tremor e da desolação em —

Salmos 11:6

Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice.

Isaías 51:17, 22

17 Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que da mão do SENHOR bebeste o cálice da sua ira, o cálice de atordoamento, e o esgotaste.

22 Assim diz o teu Senhor, o SENHOR, teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice de atordoamento, o cálice da minha ira; jamais dele beberás.

Ezequiel23:33

Encher-te-ás de embriaguez e de dor; o copo de tua irmã Samaria é copo de espanto e de desolação.

É a vontade do Pai que o Filho beba esse último cálice para que a reconciliação entre nós e Deus seja concretizada pela necessidade criada por nossos pecados. O Pai coloca o cálice de Sua ira contra o pecado nas mãos do Seu Filho para que Ele beba.

2. A segunda maravilha é que o Filho de Deus, alguém que nunca conheceu pecado e que sempre foi obediente, precisa agora tomar e esgotar o cálice da maldita morte dos seres humanos pecadores.

Ele implora que seja poupado de ter que beber esse cálice. Ele experimenta a repulsa de sua vontade humana e sabe que essa vontade humana não é a mesma que a vontade divina de Seu Pai. Jesus tem verdadeiro pavor da morte. Mas Ele sente um pavor maior ainda de ser desobediente a Deus. E, enquanto diz “não se faça a minha vontade”, sua luta é tão intensa que seu suor se transforma em grandes gotas de sangue.
3. A terceira maravilha é o fato de que o pai não atende ao pedido do Filho nem aceita fazer Sua vontade. Não é a vontade do Pai que o cálice passe pelo Filho sem que o mesmo seja bebido até o fim.

4. A quarta maravilha é o fato do Filho aceitar o cálice que é tão repugnante à sua alma. Ele sacrifica Sua própria vontade. Ele se levanta e segue na direção que inclui fazer a vontade do Pai. Beber o cálice da ira de Deus até a última gota, até o ponto de ser abandonado pelo próprio Pai.

Todas essas maravilhas estão nessa frase “não se faça a minha vontade”. Era isso que o Pai desejava do Filho. E essa obediência foi que fez o Filho tão glorioso diante dos olhos do Pai. O desejo de fazer a própria vontade estava na raiz do primeiro pecado, como está na raiz de todo pecado. Somente as palavras “não se faça a minha vontade”, são capazes de vencer e fazer evaporar o pecado. Somente uma atitude como essa é capaz de nos abrir e nos mostrar o caminho de volta para Deus: que, independentemente do custo, ele possa dizer “não se faça a minha vontade”. Jesus proferiu essa frase todos os dias de sua vida. Dia após dia ele agiu assim e graças a Deus que não foi diferente no Getsêmani, e assim ele conquistou a salvação a nosso favor.

Não se faça a minha vontade”. Essas palavras são o segredo e a chave da nossa salvação. Foram essas três palavras de obediência da parte de Jesus que se transformaram no poder capaz de expiar nossos pecados. Por causa dessas palavras, todo nosso pecado, produto da nossa própria vontade pode ser perdoado para sempre.

E agora essas palavras se transformaram em vida para nossas almas. O que se constituiu em poder redentor, em Cristo, é também nossa própria fonte de poder. Nós fomos crucificados com Cristo; nós compartilhamos com ele Sua vontade de carregar a cruz a nosso favor e, por meio dEle e com Ele nós também podemos dizer até nossa própria morte “não se faça a minha vontade”. Essa é a verdadeira vida cristã. Foi pelo Espírito Eterno que Cristo Se ofereceu a Deus, sem pecado, especialmente no Getsêmani. E esse mesmo espírito vive e agem em nós a por meio de nós. E, em nós, como também em Cristo, a palavra chave do Espírito Santo é a expressão de Jesus que diz: “não se faça a minha vontade”.

Nós precisamos entender que sem o Espírito Santo a frase “não se faça a minha vontade”, parece um fardo insuportável. Mas Deus não deseja que falemos tais palavras com base em nossas próprias forças. Mas a alegria do Espírito Santo em nós torna as mesmas possíveis e fáceis. Do mesmo modo que Filho, com essas palavras, se ofereceu ao Pai e Deus como um sacrifício agradável, eu também posso usar essas mesmas palavras para colocar minha vida sobre o altar de Deus, como um sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor.

Caro cristão, deixe-me perguntar: Esse Cristo, para o qual a expressão “não se faça a minha vontade”, era Sua própria vida e alegria, é Ele o Cristo que você conhece como Salvador e Senhor? É ele o Cristo para o qual você tem oferecido sua vida, de forma tal, que ele possa transformar as palavras “não se faça a minha vontade” em tuas palavras também?  Essas palavras de Cristo, que o glorificaram diante de Deus, também o glorificam diante dos teus próprios olhos, ao mesmo tempo em que Ele te chama e te fortalece para seguir em seus passos? Eu te imploro: se você realmente deseja conhecer a vida abençoada pelo amor de Deus, deixe que esse Cristo, o Cristo de “não se faça a minha vontade”, viva em teu coração. Nas coisas grandes e pequenas em teu relacionamento com Deus e com teus companheiros humanos, que isso seja sempre teu amor e tua própria vida: “não se faça a minha vontade” — dia após dia, em Cristo, pelo poder do teu Espírito Santo.

Peço que te ajoelhes diante do teu precioso Senhor, e diga-lhe agora que, pela fé em Deu triunfo, no Getsêmani, assim será!         

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.   

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

ARTHUR W. PINK: A DOUTRINA DA ELEIÇÃO — UM ESTUDO — PARTE 003


Quadro de René Magritte

O material abaixo é parte de um livro escrito por Arthur W. Pink que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: ChapelLibrary.org Título Original: “The Doctrine of Election”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel)

Tradução: OEstandarteDeCristo.com

Tradução William Teixeira

Revisão por Camila Rebeca Almeida

A DOUTRINA DA ELEIÇÃO

Arthur Walkington Pink

4. Os Corolários[1]1 de Eleição

A Doutrina da Eleição engrandece o caráter de Deus. Ela exemplifica Sua Graça. A Eleição torna conhecido o fato de que a Salvação é dom gratuito de Deus, gratuitamente concedido a quem Ele quer. Isso deve ser assim, para aqueles que a recebem, não sejam eles próprios, diferentes e nem melhores do que aqueles que não recebem. A Eleição permite alguém ir para o inferno para mostrar que todos mereciam morrer. Mas a Graça vem como um arrastão e atrai da humanidade arruinada uma grande multidão, que nenhum homem pode contar, para ser, por toda a eternidade, os monumentos da Misericórdia Soberana de Deus.

Ela exibe sua onipotência. A Eleição torna conhecido o fato de que Deus é Todo-Poderoso, governando e reinando sobre a terra; e declara que ninguém pode resistir com êxito à Sua vontade ou frustrar Seus propósitos secretos. A Eleição revela Deus quebrando a oposição do coração humano, subjugando a inimizade da mente carnal, e com o poder irresistível atraindo Seus escolhidos para Cristo. A Eleição confessa – Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro — 1João 4:19 — e nós acreditamos, porque Ele nos fez dispostos no dia do Seu poder (Salmo 110:3).

Ela atribui toda a glória a Deus, e não permite qualquer crédito para a criatura. Ela nega que os não regenerados são capazes de derivar um pensamento reto, gerar uma afeição correta, ou originar uma volição correta. Ela insiste em que Deus deve operar em nós tanto o querer como o efetuar. Ela declara que o arrependimento e a fé são, eles próprios, dons de Deus, e não algo que o pecador contribui para o preço da sua salvação. Sua linguagem é: Não a nós, Senhor, não a nós — Salmo 115:1 — mas, Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados —Apocalipse 1:5.

“O Senhor faz distinções entre os homens culpados de acordo com a soberania de Sua graça. Porque eu não tornarei mais a compadecer-me da casa de Israel, mas tudo lhe tirarei — Oséias 1:6. Não tinha Judá pecado também? Não poderia o Senhor ter desistido de Judá também!? Na verdade, ele poderia justamente tê-lo feito, mas Ele se deleita na benignidade. Muitos pecaram, e justamente trouxeram sobre si mesmos o castigo devido ao pecado: eles não creem em Cristo, e morrem em seus pecados. Mas Deus tem misericórdia, de acordo com a grandeza do Seu coração, sobre multidões que não poderiam ser salvas com base em qualquer outro fundamento senão o da misericórdia imerecida. Vindicando Seu direito real, Ele diz: Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia — Romanos 9:15. A prerrogativa de Misericórdia é exercida pela Soberania de Deus: Ele exerce esta prerrogativa. Ele dá a quem Ele quiser, e Ele tem o direito de fazê-lo, já que ninguém tem qualquer direito Sobre ele”. (C.H. Spurgeon, Salvação, A Propriedade do Senhor – Oséias 1:7).

Finalmente, a doutrina da eleição garante a preservação eterna de todos os santos de Deus.
Nas Sagradas Escrituras, a questão da nossa salvação é traçada antes — no propósito de Deus — e não no momento em que cremos — isto é, quando ela se torna nossa experimentalmente, mas a um ponto anterior ao começo do tempo. Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu em Cristo (Efésios 1:4). Com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí — Jeremias 31:3. Isso levanta a questão de nossa salvação do tempo para a eternidade. Se fosse apenas uma coisa do tempo, ela pereceria. Mas, porque é uma coisa da eternidade, deve durar para sempre. É impossível imaginar uma vara com apenas uma extremidade nela? O que é eterno deve ser assim em ambas as extremidades. Assim, a Palavra de Deus afirma que aos que predestinou, a estes também chamou: e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou — Romanos 8:30.

5. A Certeza da Eleição

Antes de abordar o que é o lado mais experimental do nosso assunto, vamos rever o fundamento que já foi abordado. Vimos que a Doutrina da Eleição é uma das coisas mais profundas de Deus e deve ser recebida com fé simples, inquestionável; que, como o assunto da Santíssima Trindade, é um mistério profundo que transcende a compreensão da mente finita. Então temos procurado mostrar por uma livre citação das Escrituras que a verdade da Eleição é claramente ensinada na Palavra de Deus; mais ainda, que é uma das verdades mais importantes da Revelação Divina. Além disso, vimos que o princípio da Eleição atravessa todas as relações de Deus com o Seu povo; que, tanto na época do Antigo como do Novo Testamento, Deus passa por alguns e chama outros. Em seguida, consideramos brevemente a justiça da Eleição, e descobriu que em abençoar alguns, Deus não mostrou nenhuma injustiça para com os outros, porque ninguém tem qualquer direito sobre Ele. E que, como a salvação é o Seu dom gratuito, ele dispensa Seus favores de acordo com Sua própria boa vontade. Finalmente, observamos os corolários desta Doutrina e mostramos como ela atribui toda a glória a Deus, e garante da forma mais enfática a segurança eterna de todos os que foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo.

E agora, com uma humilde vontade de buscar remover algumas das dificuldades que naturalmente surgem a partir de uma reflexão sobre este assunto, vamos observar algumas das perguntas que normalmente ocorrem a todas as mentes que refletem quando esta Doutrina é trazida perante eles, pela primeira vez.

CONTINUA...

OUTRAS PARTES DESSA MENSAGEM PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

ARTHUR PINK – A DOUTRINA DA ELEIÇÃO – PARTE 001

ARTHUR PINK – A DOUTRINA DA ELEIÇÃO – PARTE 002

ARTHUR PINK – A DOUTRINA DA ELEIÇÃO – PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/12/arthur-w-pink-doutrina-da-eleicao-um_24.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


[1] Corolário: Lógica. Proposição deduzida a partir de outra anteriormente demonstrada, fazendo com que um conhecimento seja acrescentado a mesma. (Dicio.com.br)