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terça-feira, 14 de abril de 2015

COMO VIVEM OS PALESTINOS SOB A OCUPAÇÃO MILITAR ISRAELENSE


Israel 
Sob o governo de Benjamin Netanyahu não haverá Estado Palestino

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista Carta Capital.

Como é ser árabe sob a ocupação israelense?
"Life in Occupied Palestine", textos de um jornal acadêmico reunidos em livro disponível grátis por meio do Project Muse, retrata o sofrimento de um povo

Por Gianni Carta

Sob o governo de Benjamin Netanyahu não haverá Estado Palestino. Eis a principal promessa do premier israelense durante a campanha que o levou à sua quarta vitória consecutiva nas eleições legislativas de 17 de março. Saibam os mal informados a respeito de Netanyahu, agora com 65 anos, que ele jamais levou a sério “a solução de dois Estados”. E, a quem ignora as brutalidades perpetradas por Israel contra os palestinos, recomendo Life in Occupied Palestine, em Biography, publicação trimestral da Universidade do Havaí. O volume, publicado na primavera de 2014 e editado por Cynthia Franklin, Morgan Cooper e Ibrahim G. Aoude, “está disponível gratuitamente através do Project Muse, na internet, e cópias impressas também estão à disposição”, conforme Franklin esclarece.

Trata-se de uma compilação de textos edificantes para interessados em saber mais sobre as atrocidades israelenses, e também para estudiosos do tema. Life in Occupied Palestine oferece uma visão ampla, por dois motivos. Primeiro, os artigos são redigidos por acadêmicos de diferentes áreas e, portanto, com distintas abordagens e percepções da Palestina. Segundo, os autores têm diferentes origens e nacionalidades. Resultado: a edição especial torna-se um debate multicultural sobre a Palestina.

Magid Shihade, cientista político da Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, relata “como o Estado colonial israelense interrompeu, de forma sistemática, a mobilidade, a memória e a identidade local e regional dos palestinos em Israel em geral”. Shihade estrutura seu artigo em torno de dois piqueniques, realizados em 1962 e 1972, nas cercanias do vilarejo de Kafr Yassif, colonizado em 1948. O acadêmico nos sustenta que “os governantes britânicos coloniais”, e principalmente os EUA, traíram a Palestina ao “entregá-la” aos sionistas. “Armados e financiados por diferentes países ocidentais, (os sionistas) destruíram todos os centros urbanos erguidos pelos palestinos antes de 1948.” Mais: “Deslocaram cerca de 84% da sociedade palestina, e arrasaram centenas de vilarejos e cidades”. O texto de Shihade aborda temas como a alienação, o medo, o racismo. E a transformação de povoados árabes de dimensões diversas em guetos.


Refaat R. Alareer, professor de Literatura Mundial na Universidade Islâmica em Gaza, conta como palestinos aprendem sobre o passado e a cultura com idosos em suas famílias. Os temas, aliás, “vão muito além do entretenimento”. Cynthia Franklin, professora de Inglês na Universidade do Havaí, diz ser favorável à “urgente necessidade de acabar com a colonização de Israel, a limpeza étnica e ocupação da Palestina”. Já a co-editora americana Morgan Cooper, residente há mais de uma década em Ramallah, onde é proprietária do Café la Vie, diz ter crescido “em uma sociedade onde o sionismo parecia ser um senso comum”. Por isso, levou um longo tempo “para juntar as peças e identificar o que estava errado”.

Life in Occupied Palestine tem esse objetivo: o de “desafiar a narrativa sionista” de acontecimentos na Palestina reportados (ou não quando antissionista) pelo The New York Times e outras dominantes plataformas midiáticas neoliberais dos EUA e fontes israelenses (...)”, resume Franklin. E é preciso acrescentar que, com raras exceções, a mídia ocidental é pró-Israel.

Franklin observa como Tel-Aviv lançou uma operação militar para encontrar três estudantes yeshivá, supostamente sequestrados em Hebron, em junho de 2014, pelo “grupo terrorista árabe” Hamas, o partido eleito diretamente, e a governar a Faixa de Gaza desde 2007. O Hamas tem um braço armado, visto que a faixa encontra-se sitiada pelos israelenses, e é considerada a maior prisão do mudo.

Em busca dos três estudantes na Cisjordânia, as Forças de Defesa de Israel (IDF, em inglês) invadiram universidades, cidades, aldeias. Seis palestinos perderam a vida. A invasão da Cisjordânia precedeu a guerra contra Gaza, no verão de 2014. Netanyahu retaliou por duas razões iniciais. O objetivo-mor era eliminar o Hamas, acusado de ter sequestrado e matado os três estudantes na Cisjordânia. E de haver lançado foguetes Qassam contra território israelense. No entanto, investigadores independentes informaram que o Hamas não havia organizado e realizado o sequestro, que resultara na morte dos estudantes. Os autores do sequestro e do lançamento de foguetes foram grupos radicais de Gaza, que consideram branda a ação do Hamas.

Netanyahu deslocou a atenção de seus compatriotas, e da mídia global, para os túneis construídos pelo Hamas para lutar contra as tropas da IDF em Gaza e em Israel. Os túneis também destinam-se inclusive a armazenar armas, e contrabandear produtos não permitidos para os palestinos. Os israelenses destruíram 40 túneis, mas vários permanecem intactos. As disparidades em termos de baixas entre os israelenses, a maioria soldados, e os palestinos são enormes. Durante a guerra de Gaza, de 50 dias, mais de 2,1 mil palestinos morreram. A grande maioria civis. As baixas israelenses são 66 soldados e civis.

Franklin diz a CartaCapital: “A melhor esperança é a de obrigar o governo israelense a respeitar o direito internacional, de acordo com o movimento BDS, isto é, Boicote, Desinvestimento e Sanções”. Cooper, por sua vez, aplaude a resistência armada a uma ocupação “ilegal e imoral”. Um fato trágico a marcou para sempre: viu um menino palestino de 15 anos de idade ser queimado vivo por soldados israelenses. “A ocupação militar israelense e a colonização da Palestina são ilegais e imorais”.

*Reportagem publicada originalmente na edição 845 de CartaCapital, com título "Ser árabe sob o tacão de Israel" que poderá ser vista por meio desse link aqui:



O artigo original Life in Occupied Palestine poder ser lido ou baixado por meio desse link aqui

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

AS SANDICES ISRAELENSES NÃO TÊM FIM



Após decidir construir seu próprio “muro da vergonha”, criando com isso uma verdadeira situação de apartheid, ficamos pensando até onde pode chegar o nível de estupidez de um ser humano pensante.

Depois de invadir a terras palestinas e mantê-las sob uma pesada e genocida ocupação por mais de quarenta anos, o governo de Israel vai aos extremos da imbecilidade para manter o povo judeu — considerado superior a todos os outros povos — dos “animais” palestinos — forma como costumam se referir aos seres humanos palestinos. Note na foto abaixo o contorcionismo praticado pelos construtores israelenses do “muro da vergonha” para se isolarem de uma única casa, pertencente a uma família palestina. Preste bastante atenção na foto: a casa dos palestinos está à esquerda na foto cercada pelo “muro da vergonha” por três lados!

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Agradecemos à Seattle Mideast Awareness Campaign (seamac.org) que por meio de fotos originais como essa nos ajuda a entendermos um pouco melhor aquilo que o Estado racista de Israel — nem todos os judeus são racistas e nem concordam com o “muro da vergonha”, que fique bem claro — está fazendo acobertado pela mídia internacional que não divulga quase nada sobre o “muro da vergonha”.

Que Deus se compadeça desses brutais imbecis e lhes um pouco de coragem para se olharem no espelho até entenderem que também são apenas seres humanos ou, como dizem as Escrituras Sagradas:

Gênesis 3:19
No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A QUEM PERTENCE A TERRA DA PALESTINA - A QUESTÃO TEOLÓGICA


Soldado das Forças de Destruição de Israel - IDF - Varre o mapa da Palestina - na vassoura está escrito: limpeza étnica.

Em outro comentário abordamos o tema “A quem pertence a Terra da Palestina” da perspectiva política. Esse artigo poderá ser lido por meio desse link aqui:


Agora queremos tratar desta mesma questão da perspectiva teológica

A questão Teológica inclui o seguinte:

A posse da Terra da Palestina por judeus nos dias de hoje – ano de 2014 – associada à existência do Estado de Israel, tem qualquer significado como pretendem os sionistas, em termos de estarmos diante de profecias sendo cumpridas de acordo com os propósitos de Deus?

A visão esposada no item anterior é condizente ou contradizente com o Evangelho proclamado pelo Senhor Jesus Cristo?

A questão teológica se resume no seguinte: Possuímos, de fato, razões bíblicas e teológicas para apoiarmos, de todo o coração, a visão sionista? Ou, por outro lado, encontramos nas Escrituras razões suficientes para criticar e rejeitar tal ideologia como herética?

Nosso interesse aqui é responder a questão teológica. Isto faremos em seguida, através da análise de vários aspectos que entendemos são o cerne dos ensinamentos bíblicos.

A Relação Entre a Antiga e a Nova Aliança.

Cometem um grande erro, todos os que leem as Escrituras do Antigo Testamento, sem prestar a devida atenção ao fato de que a Nova Aliança, que veio depois, completa, cumpre e anula por completo, a Aliança anterior. O conteúdo da Antiga Aliança precisa ser interpretado à luz do conteúdo da Nova Aliança e nunca da forma inversa. A seguir o leitor encontrará uma série de referências bíblicas que devem ser suficientes para fixar o que estamos dizendo:

Portanto, que ninguém faça para vocês leis sobre o que devem comer ou beber, ou sobre os dias santos, e a Festa da Lua Nova, e o sábado. Tudo isso é apenas uma sombra daquilo que virá; a realidade é Cristo – Colossenses 2:16 – 17 na Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. Pois todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto dons como sacrifícios; por isso, era necessário que também esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas – Hebreus 8:1 – 6.

Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem – Hebreus 10:1.

Os textos que acabamos de ler nos mostram que a revelação de Deus, durante os dias da Antiga Aliança, nos foi dada em forma de “sombra”, “figura das coisas celestes”, “não a imagem real”, “profecia” etc. Diante destes fatos nós temos duas abordagens hermenêuticas básicas, a saber:

A primeira tem a ver com a discussão se devemos entender as afirmações feitas na Antiga Aliança de forma literal ou espiritual? Entre os defensores do tipo de hermenêutica literal, nós vamos encontrar os cristãos sionistas, os dispensacionalistas e outros.

A segunda abordagem insiste que a revelação contida na Antiga Aliança em forma de “sombras e figuras” precisa, necessariamente, ser interpretada em termos da realidade contida na Nova Aliança. Esta é a abordagem adotada neste trabalho.

Durante os dias da Antiga Aliança, nós tínhamos o sacrifício de animais, as ofertas de alimentos – pães, bolos etc - e o derramar de líquidos – azeite, vinho etc – que apontavam para a oferta que seria feita pelo Senhor Jesus, oferta do Seu corpo e do Seu sangue. Naqueles dias nós tínhamos também o Tabernáculo de Deus entre Seu povo, que funcionava como representativo da presença de Deus no meio deles e antecipava a presença de Jesus entre nós – ver João 1:14. Além disso, aquela presença também antecipava a presença, todo-abrangente, do Espírito Santo de Deus entre e sobre toda a Igreja do Senhor – ver João 14:16—17 e 1 Coríntios 12:13.

Quando Israel caminhou por longos anos no deserto, Deus o sustentou com o maná dos céus, com água da Rocha, os fez cruzar o Mar Vermelho, e o curou com uma serpente colocada sobre uma haste – ver Números 21:9. Todas estas coisas eram “sombras” ou “imagens” que se cumpriram ou foram transformadas em realidade, através do ministério do Senhor Jesus. Assim, temos que:

O maná da Antiga Aliança não se concretiza, como realidade, na produção de mais maná, nem mesmo na multiplicação dos pães e peixes e sim, na manifestação do Senhor Jesus que diz:

Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram – João 6:47—49.

Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente – João 6:58.

· A água que brotava da Rocha, que se deslocava junto com o povo de Israel, durante suas peregrinações no deserto – ver 1 Coríntios 10:3—4 – não se concretiza em mais água brotando da Rocha e sim, na manifestação do Senhor Jesus que diz:

E era-lhe necessário atravessar a província de Samaria. Chegou, pois, a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu filho José. Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta. Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. Então, lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna – João 4:4—14.

No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado – João 7:37 – 39.

A cura encontrada, através do ato de fé de olhar para a Serpente levantada na haste não se concretiza em uma nova serpente sendo levantada e sim, na própria pessoa do Senhor Jesus que nos diz:

E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más – João 3:14—19.

Ø Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer – João 12:31 – 33.

Não é mesmo necessário ser cientista espacial para entender que a verdadeira essência da revelação celestial veio através de Jesus e da Nova Aliança. Esta essência já havia sido anunciada em forma de “sombras e imagens” e de “profecias” durante os dias da Antiga Aliança. A realidade, aquilo que é de fato concreto, nós chega através de Jesus Cristo. Nos dias da Antiga Aliança, nós tínhamos somente uma perspectiva daquilo que iria acontecer.

Esse mesmo princípio pode ser aplicado com relação à todas as promessas feitas concernentes à Terra de Canaã. Todas aquelas promessas eram, na realidade, apenas “sombras”, “tipos”, “imagens” e “profecias”, que antecipavam o futuro, não apenas de uma pequena nação – Israel - e um pequeno povo – os judeus – e sim, de toda a Terra e de todos os povos, bem como de todo o Universo criado. Quando o Verbo de Deus se manifestasse ele o faria de modo a causar um impacto em todo o universo e não apenas na terra de Israel e entre os judeus, tal como nos é afirmado em 

Hebreus 1:1—2:

Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.

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sábado, 13 de setembro de 2014

A QUEM PERTENCE A TERRA DA PALESTINA - A QUESTÃO POLÍTICA



A quem realmente pertence a terra da Palestina? Aos judeus? Ao povo palestino? A quem foram, realmente, feitas as promessas referentes à Terra de Canaã que encontramos no Antigo Testamento? Em pleno século XXI precisamos entender que existem dois lados desta questão. O primeiro é aquele representado pela questão política e o segundo é o representado pela questão religiosa, que inclui as implicações teológicas introduzidas pelo Novo Testamento, i isso faz muita diferença na forma como o Antigo Testamento deve ser interpretado.

Ùm pouco de história - Um pouco de história torna-se necessário aqui, porque como alguém já disse: “ignorar a história é sujeitar-se a cometer os mesmos erros do passado”. Não queremos cometer, dentro das nossas possibilidades, nenhum erro. Precisamos estar abertos para conhecer a verdadeira história e, reconhecer e abandonar eventuais erros de perspectiva que, por ignorância ou cegueira, tenhamos adotado no passado e que estejamos ainda persistindo em manter.

Para compreendermos melhor as questões envolvidas nas discussões acerca da Terra de Canaã – Palestina – nós precisamos retornar aos primórdios do século XIX e analisarmos os movimentos chamados de “Sionismo Cristão” e de “Sionismo Judaico”. Uma definição simplista do significado de “Sionismo Cristão” é: Cristãos que apoiam, de forma irrestrita, o Sionismo Judaico. Em 1975, a Assembléia Geral das Nações Unidas, passou a resolução de número 3379 que definiu o “Sionismo” como uma forma de racismo e de justificativa para a prática de discriminação racial. O Sionismo Cristão contemporâneo é, em sua maior parte, uma reação irracional ao aumento do volume da crítica que está sendo feita à forma de “apartheid” praticada pelo Estado judeu na região da Palestina nos dias de hoje. Esta reação irracional teve início com o final da chamada “Guerra dos Seis Dias”, de 1967. Esta guerra, iniciada por Israel[1], culminou com a anexação dos seguintes territórios:

1. A parte leste da cidade de Jerusalém. Ocupação esta que já dura 47 anos.

 2. A região da Cisjordânia. Ocupação esta que já dura 47 anos.

 3. A região sul do Líbano – devolvida a seus legítimos donos, no início do século XXI, 35 anos depois do confisco de 1967.

 4. As Colinas de Golan – território que pertence à Síria e que continua ocupado até esta data, 47 anos depois.

 5. A Faixa de Gaza. “Desocupada” oficialmente em 2005, mas sujeita a novas invasões ao bel prazer das autoridades israelenses, como vimos durante as várias ações genocidas que ocorreram em entre Dezembro de 2008 e Julho de 2014. Para aqueles que ainda acreditam na propaganda judaica de que o problema ali são os “foguetes do Hamas” basta dizer o seguinte:

1. Quantos judeus foram mortos fora da faixa de Gaza nos dias das ofensivas judaicas mencionada acima? Números são muito disputáveis e variam de algumas dezenas até uma centena. Este reduzido número de vítimas fatais, levanta suspeitas também acerca dos alegados “milhares” de foguetes do Hamas, lançados contra o território israelense.

2. Quantos Palestinos foram mortos dentro da faixa de Gaza no mesmo período? Aproximadamente 9000! Israel alega ter matado menos de 7000 palestinos. como se isso fosse significativo ou mudasse o tamanho do genocídio.

3 Quantos judeus foram feridos fora da faixa de Gaza nos dias da ofensiva judaica mencionada acima? Novamente, como os números não interessam a Israel pela disparidade dos mesmos quando comparados com os feridos em Gaza, tudo o que podemos afirma é que não podemos aceitar nenhum dos números oferecidos pelas autoridades israelenses porque os mesmos incluem os "ferido" psicologicamente, algo que infla o número de feridos consideravelmente. Por esse parâmetros os feridos apenas na faixa de Gaza seria 1.800.000 de pessoas.

4. Quantos Palestinos foram feridos dentro da faixa de Gaza no mesmo período? Aproximadamente 12000. Sem contar os "feridos" psicologicamente.

5. A Península do Sinai que pertencia aos egípcios. Esta península foi devolvida pelos israelenses após os acordos de paz assinados entre o Egito e Israel, entre o assassino confesso Menachem Begin e Anuar Sadat.

Ainda no ano de 1967, a Assembléia Geral das Nações Unidas passou a resolução de número 242 que condenou a ocupação israelense da Cisjordânia. Após esta condenação, toda a comunidade internacional removeu seus embaixadores e fechou suas embaixadas em Jerusalém. Nesta mesma ocasião um grupo de cristãos sionistas, que mantinham uma entidade chamada de Embaixada Cristã Internacional, mudou sua sede para a cidade de Jerusalém, com a intenção explícita de apoiar as ações ofensivas e criminosas de Israel. Como dizem os próprios judeus, os chamados cristãos messiânico são uma verdadeira farsa!

Os cristãos sionistas se vêm como defensores e apologistas do povo judeu em geral e da nação política de Israel em particular. Tal defesa é manifestada por ferrenha oposição a todos que, de alguma maneira, sejam percebidos como críticos ou hostis para com o moderno Estado de Israel. Por esse motivo, todos os movimentos antissionistas têm sido identificados como sendo também antissemitas, o que não passa, evidentemente, de uma afirmativa ridícula e absurda. De forma curiosa e surpreendente, tais afirmativas não são acompanhadas, de nenhuma maneira, por palavras ou atos de compaixão para com o povo palestino que, diga-se de passagem, também é parte dos povos semitas, exatamente com o são os judeus. É difícil dizer quantas organizações sionistas cristãs existem neste início de século XXI, mas o número escala as centenas.

O movimento sionista, seja cristão seja judeu obteve uma estrondosa vitória com a decisão das Nações Unidas de dividir a Palestina, criando um estado árabe e outro judeu em 1947. Quando da decisão das Nações Unidas, o quadro populacional na Palestina era como segue:

1. Na parte que deveria ser o Estado Árabe – 749,000 árabes e 9.250 judeus.

2. Na parte que deveria ser o Estado Judeu – 497,000 árabes e 498,000 judeus.[2]

Em 17 de Maio de 1948, o Estado Judeu, chamado de Israel, declarou sua independência e ato contínuo iniciou uma série de guerras, que duram até os dias de hoje, que visam remover, seja via limpeza étnica – genocídio – ou via migração forçada, todos os árabes daquilo que considera ser seu território. De fato, o sonho de Theodore Herzl e de outros sionistas judeus e cristãos era um estado judaico que se estendesse desde as margens do rio do Egito no Oeste até as margens do rio Eufrates no Leste. Esta ideia é derivada da promessa feita a Abraão e contida em Gênesis 15:18.

Antes de prosseguir é desejo deste autor estabelecer o fato de que este trabalho está baseado nas seguintes premissas:

1. O autor se opõe a todo tipo de antissemitismo, lembrando que o povo palestino e os árabes também são constituídos por descendentes de Sem, além de serem descendentes diretos do patriarca Abraão. Críticas, portanto, feitas ao Estado Moderno de Israel, não devem ser interpretadas como afirmações antissemitas. O autor irá considerar tais afirmações como puras tolices.

2. Que o Estado de Israel tem o direito, como também a nação Palestina, de existir – autodeterminação dos povos - dentro de fronteiras seguras e reconhecidas pela comunidade internacional. Esta continua sendo, como nos dias de Theodore Herzl, uma questão essencialmente política e não se trata de matéria de fé.

A questão política inclui o seguintes itens:

1. Existem muitos fatos concernentes aos acontecimentos contemporâneos da Palestina que não são informados às pessoas, em geral, e muito menos aos cristãos, em particular.

2. Existe, pelo que podemos notar, um silêncio criminoso por parte dos Evangélicos com relação ao gigantesco abismo que encontramos entre o alegado mandato bíblico para a criação de uma nação para o povo judeu e, isto que aí está representado pelo Estado de Israel moderno. Em outras palavras, o que estamos querendo dizer é que: se o Estado de Israel e os sionistas – cristãos e judeus – desejam usar a Bíblia para reivindicar a posse da Terra Santa a favor do povo judeu então, a Nação de Israel precisa aderir, sem demora e sem hesitação, ao padrão bíblico de justiça e santidade nacionais, conforme ensinadas na Lei de Moisés e reclamadas pelos profetas de Isaías até Malaquias. Além disso, uma coisa que poucos sabem é que existem numerosos grupos de judeus de todas as ordens que são frontalmente contrários à existência de uma nação política e pagã como é o moderno Estado de Israel. Qualquer coisa menor do que um alinhamento automático às exigências bíblicas de justiça e santidade, constitui-se em um verdadeiro travesti da verdade pretendida – ver Levítico 25:23 caso existam dúvidas acerca do verdadeiro dono daquela terra.

Levítico 25:23

Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois para mim estrangeiros e peregrinos.

3. Os textos que advertem o povo judeu, habitando na Terra Prometida, contra os maus tratos praticados contra os estrangeiros habitando em suas terras, valem contra todos os que alegam que a Terra de Israel lhes pertence por aliança perpétua – ver Levítico 19:34 e Deuteronômio 10:19. Agora responda, caro leitor, como é que você percebe a forma com Israel está tratando aqueles que considera “estrangeiros”, e que estão habitando em suas terras?

Levítico 19:34

Como o natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Deuteronômio 10:19

Amai, pois, o estrangeiro, porque fostes estrangeiros na terra do Egito.

4. O Estado Sionista de Israel, como vimos acima, ocupou os territórios que pertenciam aos árabes e isto tem gerado muitas situações terríveis. Organizações judaicas, muitos judeus famosos e seus pares palestinos e de muitas outras nacionalidades, têm denunciado os seguintes crimes praticados diuturnamente pelo Estado judeu contra o povo palestino:

a. O roubo de terras e de água. Enquanto cidades e vilas palestinas têm água corrente somente duas horas por semana, as colônias judaicas implantadas nos territórios ocupados exibem belos gramados e piscinas.

b. A destruição de centenas de vilas palestinas para a instalação de colônias judaicas ilegais.Não existe nenhuma justificativa plausível para esse hediondo crime.

c. O abuso permanente dos direitos humanos pelo Estado de Israel, mediante à prática de: “estados de sítio” – com palestinos sendo proibidos de circular dentro de seu próprio território por dias e semanas até – prisões, detenções, torturas e deportações, além do genocídio geral e dos homicídios seletivos praticados contra cidadãos palestinos que Israel faz questão de qualificar como “terroristas”.

d. O cerco militar – terrestre, aéreo e marítimo – imposto à faixa de Gaza é o acontecimento mais desumano destes dias em toda a face da Terra.

Enquanto as questões alistadas acima, e muitas outras, permanecerem sem solução, o problema irá apenas se agravar.

Não temos a pretensão de querer resolver a questão política, mas já consideramos uma vitória, se algum dos leitores se interessar por pesquisar os materiais produzido por órgãos ou indivíduos independentes, tais como:

1. O material – artigos, entrevistas e livros – produzidos por Noam Chomsky, estadunidense de ascendência judaica e professor titular do Massachusetts Institute Technology – MIT. Muito material do professor Chomsky está disponível em português.

2. O material produzido por Norman Finkelstein, estadunidense de ascendência judaica e ex-professor da Universidade de Columbia em Nova Iorque. Seu livro “A Indústria do Holocausto” – disponível em português - é um “tour-de-force” contra uma das mentiras mais bem contadas e repetidas do século XX: a de que o sofrimento dos judeus é, de forma particular, único e de que os judeus são, em si mesmos, um povo singular.Ora tal afirmação não passa de puro chauvinismo e explica as ações do Estado de Israel contra a população palestina.

3. O material produzido pelo cineasta e produtor australiano John Pilger. Seus documentários são apresentados de forma regular através da rede ITV e, quando não irritam por demais a elite britânica submissa aos interesses do Estado de Israel, são também mostrados nos canais da estatal BBC de Londres.

4. O material produzido pelo site “The Palestinian Chronicle”, que publica artigos assinados por árabes e israelenses e por outros jornalistas estrangeiros.

5. O material produzido pelo jornalista britânico Robert Fisk e disponível em muitos jornais, até mesmo no Estadão e na Folha de São Paulo, onde aparecem, de vez em quando.

6. O material produzido pelos sítios “Culture-Counter”, “Saloon”, "Information Clearing House",  entre outros, repletos de artigos escritos por jornalistas internacionais das mais variadas nacionalidades.

7. O material produzido e publicado no Blog do estadunidense e também de ascendência judaica, Michael A. Hoffman II. Curiosamente, Chomsky, Finkelstein, Hoffman, e até mesmo historiadores judeus como Illan Pape e Shlomo Sand e uma infinidade de outros judeus que se opõe ao que está acontecendo nos dias de hoje na Palestina, têm sido chamados de “antissemitas” pelos sionistas – judeus e cristãos. Outros rotulam esses críticos de judeus que se auto-odeiam.

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NOTAS

[1] O autor recomenda a leitura do extenso material produzido pelo jornalista e produtor cinematográfico John Pilger, de nacionalidade australiana e disponível em seu site homônimo.

[2] Guia do Terceiro Mundo produzido Conselho Editorial Internacional. Editora Terceiro Mundo, Rio de Janeiro, 1984.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O MUNDO ESTÁ CANSADO DAS INSANIDADES DO ESTADO DE ISRAEL



O artigo abaixo foi escrito pelo colunista israelense Gideon Levy e foi publicado no site do jornal israelense Haaretz.


O MUNDO ESTÁ CANSADO DAS INSANIDADES DO ESTADO DE ISRAEL

Israel começa a descobrir que já não é mais o centro das atenções como estava acostumado.

Por Gideon Levy

Mas que mundo cruel: Três estudantes de uma escola religiosa dedicada ao estudo da Torá e do Talmude foram sequestrados e o mundo não tem nenhum interesse nisso; três mães estão chorando e o mundo não responde. Isso acontece porque o mundo inteiro está contra nós; o mundo é antissemita e odeia Israel. A Liga de Antidifamação — ADL na sigla em inglês — já está preparando um relatório. Mas a verdade é que: é assim que as coisas são mesmo, quando você empina seu nariz para o mundo por anos a fio, eventualmente, o mundo irá empinar seu nariz para você também.

As três mães dos jovens sequestrados foram levadas até Genebra. Uma delas estava viajando para o exterior pela primeira vez em sua vida. Elas fora até o Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas. Mas tanto o mundo quanto o Conselho não deram a mínima importância. Essa é uma ironia do destino: há dois anos, o Estado de Israel suspendeu, oficialmente, toda cooperação com o tal Conselho; e junto com as Ilhas Marshall, Palau e os Estados Unidos da América, se opuseram à própria formação de tal Conselho. Mas agora, na sua hora de angústia e diante da angústia das mães, Israel se volta para o Conselho para os Direitos Humanos, o qual é de fato hostil a Israel, e gasta mais tempo tratando de Israel do que de qualquer outro país. De repente, Israel precisa do mundo. Precisa até mesmo das Nações Unidas, que de um momento para o outro já não é mais uma organização inútil, como foi uma vez definida, pelo então primeiro ministro de Israel Ben Gurion.

É preciso muito descaramento para exigir que o mundo se interesse pelo destino dos israelenses sequestrados e considerável ousadia para demonstrar desapontamento pelo fato do mundo manter-se em silêncio. Temos que admitir que, Israel tentou mover os céus e a terra, e seu embaixador/propagandista junto as Nações Unidas fez um discurso bastante emocional num último esforço de arrancar mais alguns pontos de diplomacia pública contra o Hamas. Mas enquanto estava prestando atenção, esse mundo bizarro estava mais interessado nas campanhas de punição coletivas impostas sobre os residentes da Cisjordânia que aconteceram logo depois dos sequestros.

É assim que as coisas são com o mundo que está completamente contra nós. O mundo está mais interessado na ocupação das terras dos palestinos que já dura quase cinquenta anos; o mundo está mais preocupado com o destino de três milhões de palestinos do que com o destino de três israelenses. O mundo tem vítimas de sequestro demais, mas nenhuma delas chegou nem perto da atenção dedicada ao sequestro do soldado israelense Gilad Shalit. Todavia, com o atual sequestro dos três israelenses, Israel não teve a menor chance. Durante as duas últimas semanas em que estive na Suécia, eu não ouvi nenhuma menção sequer do sequestro dos israelenses nas mídias daquele país. Nenhuma sequer.

É desse modo que um fruto podre se parece. O mundo não tem nenhuma razão para estar mais interessado com o que aconteceu com Naftali Fraenkel, Eyal Yifrah and Gilad Shaar do que com o que aconteceu com outra pessoa da idade deles, Mohammed Dudin, um menino de 15 anos que foi assassinado por soldados israelenses em Dura, na última sexta feira.    

O mundo não tem motivos para se espantar pelas palavras de Rachel Fraenkel, que disse que seu filho Naftali é um bom menino que gosta de tocar a guitarra, jogar futebol, quando Mohammed também era um bom menino, que ajudava seu pai na construção da casa em que viviam durante as férias escolares e que vendia doces para ajudar a sustentar sua família. Rachel deseja abraçar seu filho Naftali? Jihad, o pai do assassinado Mohammed, também deseja abraçar seu filho. Só para ficar registrado, ninguém se preocupou em levar Jihad para Genebra. Ele permaneceu sozinho em seu luto, na casa inacabada, que agora, provavelmente, nunca será terminada.

O mundo é uma confusão, costumam dizer. No Iraque, Nigéria, Síria e até mesmo na Ucrânia, a situação é bem mais cruel. Mas a completa falta de interesse pelos israelenses sequestrados não é resultado apenas dessa situação. É impossível exigir simpatia do mundo quando Israel ignora as decisões desse mesmo mundo. É impossível exigir qualquer ação quando Israel perpetua a ocupação das terras que pertencem aos palestinos. E, é impossível exigir solidariedade com relação às vitimas israelenses quando esse mesmo Israel vitimizado continua matando, ferindo e prendendo pessoas inocentes de forma rotineira. 

Agora Israel está descobrindo que não é mais o centro das atenções como estava acostumado, e que o destino das vítimas sequestradas não faz o mundo parar de girar, nem mesmo nos Estados Unidos da América. O mundo está cansado de Israel e de suas insanidades. Infelizmente, o mundo também perdeu interesse pelo que está acontecendo aqui. Quando Israel era um país mais justo, o mundo se identificava com suas vítimas. E assim continuou fazendo mesmo quando Israel tornou-se menos justo. Mas agora, quando os níveis de rejeição de Israel estão em níveis altíssimos e a opressão sobre o povo palestino está retornando aos níveis dos  piores períodos anteriores, o mundo começa a demonstrar cansaço com tudo isso. Até mesmo as meninas sequestradas na Nigéria atraem mais interesse.

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FIM DO ARTIGO DO JORNAL HAARETZ

O artigo original do Haaretz poderá ser visto por meio desse link aqui:


Todos os comentários, especialmente os que são fruto de ódio, devem ser dirigidos diretamente para o site do jornal israelense Haaretz por meio do seguinte link:

http://www.haaretz.com/contact-us


O texto diz:

Meu nome é Mohhamed Abu Khdeir.

Hoje eu fui sequestrado e queimado por colonos.

Você não irá ler nada a meu respeito na mídia ocidental, porque eu sou um palestino.

Não Mohammed, sua voz foi ouvida e aqui estamos nós honrando tua memória no ocidente.

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Que Deus abençoe a todos e ajude o povo de Israel a produzir frutos de verdadeira justiça.

Alexandros Meimaridis

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