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quinta-feira, 18 de junho de 2015

COMO ESCAPAREMOS NÓS – PARTE 004


 

CONTINUAÇÃO

Hebreus 2:2—3a

Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?

Se sob Moisés a Lei permaneceu firme e suas penalidades foram aplicadas com todo o rigor, sobre qualquer um que, de forma deliberada ou mesmo de modo negligente, foi desobediente aos seus preceitos, quanto mais, podemos ter certeza, de que as consequências mais severas aguardam todos aqueles que são descuidados ou agem de forma não comprometida com respeito ao Evangelho, que é aqui descrito como “tão grande salvação”. O Evangelho da graça de Deus é tão maravilhoso que não existem palavras apropriadas para descrevê-lo.

De modo contrário à lei de Moisés que foi mediada por meio de palavras proferidas pela boca, o Evangelho foi mediado pelo Verbo que se tornou carne —

João 1:14

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

A seriedade intensificada desde a manifestação da própria pessoa de Deus em Seu Filho Unigênito, Jesus, está claramente sublinhada pelo próprio Senhor Jesus quando diz que: o dia do julgamento será mais tolerável para os habitantes de Sodoma e Gomorra do que para aqueles que tratam com desprezo o Evangelho da graça de Deus —

Mateus 10:14—15

14 Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés.

15 Em verdade vos digo que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra, no Dia do Juízo, do que para aquela cidade.

Mateus 11:20—23

20 Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido:
21 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.

22 E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.

23 Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.   

Calvino diz que Deus deseja que seus dons sejam valorizados de acordo com o valor que possuem. “Quanto mais preciosos tais dons são, mais absurda é nossa ingratidão, se os mesmos não receberem de nós o valor apropriado que lhes é devido. De acordo com a grandeza de Cristo, assim também será a severidade da vingança de Deus com todos aqueles que desprezam o Evangelho”.

2 Coríntios 9:15

Graças a Deus pelo seu dom inefável!

A Lei como Paulo costuma insistir é, de fato, santa, boa e gloriosa.

Romanos 7:12, 14

12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.

14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.

2 Coríntios 3:7—9

7 E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente,

8 como não será de maior glória o ministério do Espírito!

9 Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.

De que maneira, aquilo que Deus nos deu por meio do Evangelho pode ser considerado menor ou inferior? O problema não se encontra com a Lei, que é o padrão divino para as nossas vidas —

Levítico 18:5

Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o SENHOR.

Ezequiel 20:11, 13

11 Dei-lhes os meus estatutos e lhes fiz conhecer os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles.

13 Mas a casa de Israel se rebelou contra mim no deserto, não andando nos meus estatutos e rejeitando os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os meus sábados. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor no deserto, para os consumir.

Neemias 9:29

Testemunhaste contra eles, para que voltassem à tua lei; porém eles se houveram soberbamente e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelo cumprimento dos quais o homem viverá; obstinadamente deram de ombros, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir.

Lucas 10:26—28

26 Então, Jesus lhe perguntou: Que está escrito na Lei? Como interpretas?

27 A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

28 Então, Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás.

Gálatas 3:12

Ora, a lei não procede de fé, mas: Aquele que observar os seus preceitos por eles viverá.

mas com o homem que é pecador, e com isso, ele trás sobre si as consequências da lei que esta sobre ele, como uma ordenança de condenação  e morte, exatamente, porque a mesma é santa e justa.

Mas a glória da Lei é completamente ultrapassada pela glória do Evangelho porque esse último trás a vida, enquanto que aquela produziu apenas a morte. Isso torna ainda mais evidente o fato que o homem pecador não pode em nenhuma hipótese, por causa da sua natureza pecaminosa ser justificado pelas obras da Lei, mas apenas por meio da fé, por meio da graça de Deus em Cristo Jesus —

Gálatas 2:15—16

15 Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios,

16 sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.

No entanto, a Lei e a graça não se encontram em conflito, pois, por uma lado, a base da aceitação do sacrifício realizado pelo próprio Senhor Jesus Cristo a favor do ser humano pecador encontra-se na perfeição com que Jesus praticou a Lei e a vontade do Pai, e, pelo outro, por meio da obra do Espírito Santo, a lei que anteriormente era um instrumento externo de condenação, transforma-se num princípio interno, gravada nas pedras vivas do coração, de tal maneira que agora o crente verdadeiro tem agora dentro de si mesmo, tanto a vontade quanto o poder para fazer a vontade da lei de Deus, lei essa que antes ele tinha desobedecido —

2 Coríntios 3:3—5

3 Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.

4  E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;

5  não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus.
  
Essa doutrina elevada acerca da Lei de Deus precisa ser levada em consideração na interpretação dessa e outras passagens, pois como diz o professor Westcott: “através de toda a epístola, a lei é considerada como uma manifestação graciosa da vontade divina”.[1]

CONTINUA...



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 



[1] Westcott, B. F. The Epistle to the Hebrews. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1965.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

IGREJA PARA HOMOSSEXUAIS REÚNE MILHARES DE PESSOAS TODAS AS SEMANAS


Em noite de culto na Avenida São João, em São Paulo, Rosania canta para os fiéis (Foto: Lalo de Almeida / Marie Claire) 
EM NOITE DE CULTO NA AVENIDA SÃO JOÃO, EM SÃO PAULO, ROSANIA CANTA PARA OS FIÉIS (FOTO: LALO DE ALMEIDA / MARIE CLAIRE)

O artigo abaixo foi publicado pela revista Marie Claire.

Por dentro da igreja das lésbicas: casal de pastoras reúne milhares de evangélicos homossexuais em cultos

Nem Deus, nem Diabo, nem homem algum foi capaz de acabar com o amor entre duas mulheres religiosas. Depois de anos de negação e um encontro com a morte, Lanna Holder e Rosania Rocha decidiram assumir a relação. Como não encontraram uma igreja capaz de aceitá-las, fundaram a própria. Hoje, os templos da Cidade de Refúgio acolhem evangélicos que, como elas, são homossexuais

Diz a tradição cristã que enxurradas de enxofre e labaredas de fogo caíram do céu no dia em que Deus destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra e matou todos os seus habitantes. Esse teria sido o castigo divino pelos pecados que os cidadãos tinham cometido: assassinato de crianças e idosos, estupros e sexo grupal entre homens. Assim, os sodomitas, tais como os ladrões e tantos outros criminosos listados na Bíblia, não herdariam o reino dos céus.

A história é repetida à exaustão hoje em templos evangélicos como a prova de que Deus condena os homossexuais. Programas de televisão pentecostais defendem a “cura gay” apoiados nessa passagem do texto bíblico e defendem que reverter a sexualidade não só é possível como necessário para evitar o encontro com o Diabo. “A verdade é que ninguém quer ir pro inferno”, diz Lanna Holder, 40 anos, sete dos quais passou defendendo essa tese.

Em 1996, aos 21 anos, ela entrou para a Assembleia de Deus, a maior organização evangélica do Brasil, em busca de solução para dois problemas que considerava graves: o uso de drogas (Lanna cheirava cocaína, fumava maconha e bebia muito) e a atração por meninas. O primeiro ela solucionou depois de um só culto. Já o segundo, descobriu ser mais difícil.

 
Por anos, tentou afastar o “pecado”, evitou manter amizade com mulheres e usou a própria história de “ex-lésbica” para convencer outros gays de que era possível mudar. Até que entendeu que estava mentindo para si mesma: podia largar as drogas, mas não algo que nascera com ela.

Hoje, Lanna é diretora da igreja inclusiva que mais cresce no país. Tem a seu lado a mulher, a cantora Rosania Rocha, 41 anos, que também lutou por anos contra a própria natureza. Criada em 2011, a Comunidade Cidade de Refúgio é fruto da história de amor das duas pastoras e já possui quatro filiais além da sede, no Centro de São Paulo, onde os cultos dominicais extrapolam a lotação máxima de 300 fiéis – quase todos gays. Este ano, um novo templo, com capacidade para 2 mil pessoas, será inaugurado.

AMOR IMPOSSÍVEL

A sintonia das duas é antiga e teve início 12 anos atrás, em Boston, nos Estados Unidos. Rosania, então com 29 anos, morava na cidade com o marido e o filho pequeno. Cantava em igrejas da comunidade latina e tinha alguns discos gravados. Era uma estrela em ascensão no mundo gospel.

Enquanto isso, no Brasil, Lanna se tornava conhecida pela “cura” de sua homossexualidade. Era casada com outro pastor e também tinha um filho. Sua história lotava cultos e ela viajava cada vez mais longe para contá-la. Assim chegou a Boston, onde faria uma rodada de pregação. Elas ainda não se conheciam, mas Rosania havia sido escalada para cantar na ocasião. Quando se viram, a atração foi imediata.

“Lembro de hora, data, cada detalhe”, diz Rosania ao recordar o episódio. No início, mantiveram uma amizade. “Dessas de fazer trancinha no cabelo, trocar confidências.” Lanna queria se tornar mais feminina e ela tentava ajudar. “Dizia para colocar unhas postiças, essas coisas.”

Para Lanna, a convivência era novidade. “Não tinha amigas. Por causa do meu passado, evitava ter”, diz. Durante seis meses, elas viajaram pelos Estados Unidos a convite de diferentes templos. Lanna pregando e Rosania cantando.

“Um dia, paramos na estrada e o pessoal foi comprar um vinho. Ficamos a sós. Eu estava confusa, mas tinha liberdade com Lanna e decidi falar: 'Acho que estou gostando de você de um jeito diferente'”, lembra Rosania. A resposta foi rápida: “A recíproca é verdadeira”. No hotel onde o grupo se hospedou, elas dividiram uma das camas de casal (“A gente não fazia nada naquela época”, se apressa em explicar a cantora). “Mas não conseguimos dormir. Ficamos nos olhando, sem saber o que fazer.”

Rosania e Lanna, as fundadoras da Comunidade Cidade do Refúgio - Foto Divulgação

ESCÂNDALO E DIVÓRCIO

Casadas com homens e apaixonadas uma pela outra, as duas amigas decidiram apelar para Deus. “Choramos e oramos. A nossa primeira ideia foi fugir daquele sentimento”, conta Rosania. Não deu certo. Por mais que rezassem, a atração foi maior. Poucos dias depois, beijaram-se pela primeira vez, e aí foi difícil parar. O caso cheio de culpa durou seis meses, ao fim dos quais decidiram pedir ajuda. Sentaram os dois maridos à mesma mesa e, juntas, confessaram tudo.

Eles esbravejaram e se indignaram. Só não houve mais xingamentos por causa da postura religiosa dos dois. “Reagiram como maridos traídos”, diz Lanna. O segundo passo foi falar com os superiores da igreja, e aí a história foi escancarada. Os pastores as orientaram a lidar com o caso em segredo, mas, no dia seguinte, a comunidade inteira já sabia. “Minha caixa de e-mails estava lotada, o telefone não parava de tocar”, conta Rosania.
O plano dos religiosos foi separá-las. Rosania mudou-se para Connecticut, numa operação “resgate de casamento”, e Lanna retornou ao Brasil, onde radicalizou: decidiu pedir o divórcio e se desligar da igreja.

Sem a renda da congregação, no entanto, ela voltou para os Estados Unidos endividada e com o filho pequeno no colo. Lá trabalhou como entregadora de pizza, pintora e pedreira. Estava afastada de Rosania, que ainda acreditava na cura gay, e da religião, pois já não queria mais mentir. “Tinha perdido a esperança de mudar. Deus tinha transformado tudo o que podia, menos essa parte, que era (e é) minha natureza.”

"Deus tinha transformado tudo o que podia, menos essa parte, que era (e é) minha natureza" Lanna Holder, pastora

Sete meses se passaram antes que Rosania recebesse notícias dela por uma amiga. “Lanna tinha voltado a beber, estava na balada e ficava com umas dez meninas ao mesmo tempo”, conta a cantora. “Fiquei brava. Estava fazendo tudo certinho, e ela tinha voltado pra bagunça.”

Enciumada, mesmo sem vê-la havia meses, dirigiu até Massachusetts, onde Lanna morava, e foi confrontá-la. O reencontro acendeu de novo a paixão e, a partir de então, passaram a se ver com frequência. Rosania ainda era casada e tentava manter a família unida, mas não conseguia evitar Lanna. Em dias alternados, elas dirigiam até quatro horas para se encontrar, às vezes no meio do caminho.

Num desses encontros, tudo mudou outra vez. “Havia deixado Rosania na casa dela e estava na estrada quando dormi no volante. O carro despencou de um barranco e quase morri. Quebrei quatro costelas, os ossos perfuraram meu fígado, meu pulmão foi esmagado e o fêmur, deslocado da bacia.”

Lanna acordou do coma três dias depois, ainda sob risco de morte, e encontrou à sua volta o ex-marido e outras pessoas da igreja. A grande culpada, diziam, era Rosania. Um castigo dos céus. Para piorar, um religioso trazia um suposto recado divino: se quisesse sobreviver às cirurgias (seriam nove no total), ela deveria cortar todos os laços com a amante.

Agito na porta da igreja, no Centro de São Paulo (Foto: Lalo de Almeida / Marie Claire)
AGITO NA PORTA DA IGREJA, NO CENTRO DE SÃO PAULO (FOTO: LALO DE ALMEIDA / MARIE CLAIRE)

EMBATE COM O PASTOR

Dias depois, quando já conseguia andar, Lanna viu que uma das visitas deixara o celular perto da cama. Pegou o aparelho, correu para o corredor e telefonou para Rosania. Ao contrário da profecia do pastor, ela melhorou quando a amada chegou.

Lanna voltou mais uma vez ao Brasil e começou a pregar em igrejas tradicionais. Rosania deu entrada no divórcio e, dois anos depois, desembarcou em São Paulo. O filho ficou nos Estados Unidos com o pai (hoje, passa as férias com a mãe). Estavam finalmente juntas, vivendo como um casal na mesma casa, e com um projeto em mente.

“Nossos amigos gays haviam se afastado da igreja e nos pediam para cantar hinos, recitar a palavra”, lembra Rosania. Ninguém podia saber – muito menos as congregações que contratavam Lanna –, mas elas pretendiam criar uma igreja dedicada a gays e lésbicas.

“Nossos amigos gays haviam se afastado da igreja e nos pediam para cantar hinos, recitar a palavra” Rosania Rocha, pastora

Em 2011, erguida com as economias de ambas, surgiu a Comunidade Cidade de Refúgio – no mesmo período em que o casamento gay passou a ser legal no Brasil e elas viraram esposas pela lei. Havia cerca de 200 pessoas na inauguração.

Desde então, o número se multiplica exponencialmente (três anos depois, a quantidade de fiéis – vários com histórias parecidas com a do casal – já é dez vezes maior). Tanto que, no culto, a voz de Lanna se dirige às muitas pessoas no salão da igreja, mas não só. Há fiéis que acompanham ao vivo pela internet, no interior do país, em Portugal, nos Estados Unidos e no Japão. A lista dos locais conectados é lida a cada domingo, um jeito de aproximar o público online da sede, na Avenida São João.

Lá, um telão instalado no subsolo leva a imagem da pastora aos que não couberam no salão principal. De um espaço improvisado, cheio de gente com vontade de se tornar visível, surgem vozes guturais, sufocadas. Juntas, as fiéis gritam: “Aleluia!”.

A matéria original da revista Marie Claire poderá ser vista por meio desse link aqui:


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sábado, 12 de julho de 2014

GAY E CRISTÃO: É POSSÍVEL?


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O material abaixo é da autoria de Marília de Camargo César Jornalista do Jornal Valor Econômico e foi publicado na revista Época. Segue o texto.

É possível ser gay e cristão?

Cansados da exclusão religiosa, os homossexuais criam suas próprias igrejas e inventam novas formas de interpretar as proibições da 'Bíblia'

MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR

INCLUSÃO Igreja gay na cidade de São Paulo, neste ano. Os fiéis se sentem livres do desprezo e da indiferença  (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
FOTO: CASTIGO A destruição de Sodoma, em quadro de Veronese (1510-1553). A teologia gay recusa a culpa (Foto: Burstein Collection/Corbis)

No próximo dia 13, no Rio de Janeiro, em meio à extravagância e ao carnaval que costumam marcar a Parada Gay, um grupo de jovens ligados à Igreja da Comunidade Metropolitana distribuirá folhetos e erguerá cartazes em que anunciam o amor incondicional de Deus por todos os homens, incluindo homossexuais, travestis e transgêneros.

Esse pequeno rebanho de ovelhas, lideradas no Rio pelo pastor Márcio Retamero, faz parte de uma das comunidades chamadas “inclusivas”. São pessoas, em sua maioria de orientação homoafetiva, que acreditam na releitura dos trechos das Sagradas Escrituras que condenam a prática homossexual. Dados aproximados revelam a existência de 28 comunidades desse tipo organizadas no Brasil, em nove Estados. Um levantamento entre os líderes dessas comunidades, feito a pedido da BBC-Brasil em 2012, sugere uma frequência estimada de 10 mil pessoas. Muitas delas foram expulsas de igrejas evangélicas tradicionais, após assumir ser gays, ou afastadas por uma forma mais sutil de assassinato: o desprezo ou a indiferença.

Sem saber, os participantes da Parada Gay repetirão uma forma de manifesto organizada pela primeira vez na história em 1970, nas ruas de Los Angeles, nos Estados Unidos, por um pastor protestante. Ordenado pastor batista quando tinha apenas 15 anos, numa pequena congregação no Estado da Flórida, onde se casou e teve dois filhos, o reverendo Troy Perry se afastara do trabalho após divorciar-se da esposa e admitir ser gay.

Depois de entrar numa crise existencial, que o levou perto do suicídio, Perry diz ter recebido um chamado divino para voltar a pastorear – desta vez, com a atenção voltada às pessoas que, como ele, eram discriminadas por causa da orientação sexual. Assim nasceu a Metropolitan Community Churches (MCC), a primeira denominação inclusiva dos Estados Unidos. A MCC reúne hoje 43 mil membros, em 222 congregações espalhadas por 37 países. Está no Brasil desde 2009, onde conta com oito comunidades. O trabalho do pastor carioca Márcio Retamero está vinculado à MCC.

O chamado pastoral de Perry deu origem à controversa teologia inclusiva, também denominada teologia queer (outra palavra para gay, em inglês), ou afirmativa. Trata-se de uma reinterpretação bíblica contestada pelos teólogos tradicionais.

Um exemplo dessa releitura está na conhecida história sobre a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra, narrada no livro de Gênesis. Os inclusivos usam uma passagem bíblica do livro do profeta Ezequiel (Ezequiel 16:49) para reforçar sua teoria de que o grande pecado das duas cidades não foi a devassidão homossexual, mas a falta de hospitalidade e de justiça social. O texto bíblico afirma: “Eis que essa foi a iniquidade de Sodoma, fartura de pão e próspera ociosidade teve ela e suas filhas, mas nunca amparou o pobre e o necessitado”. Ausência de interesse por justiça social e de preocupação com os viajantes numa cultura nômade, onde ser hospitaleiro era um dos traços de generosidade mais importantes, são os grandes pecados que os teólogos gays atribuem a Sodoma e Gomorra.

Os pesquisadores tradicionais contestam. Dizem que aqueles que advogam apenas falta de cortesia ou de preocupação social por parte da população de Sodoma ignoram a passagem do livro de Judas, que afirma: “De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo”.

CASTIGO A destruição de Sodoma, em quadro de Veronese (1510-1553). A teologia gay recusa a culpa (Foto: Burstein Collection/Corbis)
FOTO: INCLUSÃO Igreja gay na cidade de São Paulo, neste ano. Os fiéis se sentem livres do desprezo e da indiferença  (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

 “Há uma tradição de 5 mil anos de história judaico-cristã-islâmica e até agora não surgira nenhum teólogo, nenhum exegeta que tivesse feito outra leitura desses textos. De Abraão até o século XX, não houve releituras. De repente, surge um grupo que teve uma iluminação”, afirmou, com ironia, em entrevista para o livro Entre a cruz e o arco-íris, de minha autoria, Dom Robinson Cavalcanti, arcebispo da Diocese de Olinda da Igreja Anglicana do Cone Sul da América. Dom Robinson, morto em 2012, acreditava que esse debate estava inserido num movimento cultural global, de caráter ideológico. “A Igreja teve os pais apostólicos, os pais da Igreja, os reformadores, a filosofia oriental ortodoxa, e ninguém nunca viu isso. Agora chegam os americanos e fazem uma releitura”, afirmou. “Trata-se de uma grande pirueta teológica.”

A discussão teológica é apenas uma das questões que pautam o difícil relacionamento entre as igrejas cristãs e os fiéis homossexuais. Quando se mergulha nesse universo, como eu fiz, fica claro que as igrejas ainda não estão dispostas nem preparadas para desenvolver uma pastoral adequada aos homossexuais, uma minoria que, como os leprosos nos tempos de Jesus, é deixada à margem e condenada ao isolamento.

O pastor Ricardo Barbosa, da Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília, um experiente conselheiro de casais cristãos, resume bem a questão: “Ouvi de um rapaz que foi homossexual praticante durante muito tempo que nós afirmamos que a graça de Deus basta, que Deus ama o pecador. Cantamos para que eles venham como estão. Mas não no caso dos gays. No caso dos gays, pedimos que mudem primeiro. A Igreja deve manter o mesmo convite para todos, para que todos possam caminhar em direção à vida que Cristo nos oferece. A Igreja precisa se preparar para isso”.

Não se trata de uma conversa fácil e, nessa arena, muitos lutam com as armas de que dispõem em favor daquilo em que acreditam. Pastores surgem na televisão, inflamados, amaldiçoando a homossexualidade como o pecado sem perdão. Ativistas gays, por outro lado, combatem a postura das igrejas, na tentativa de amordaçá-las e impedi-las, por via legal, de ensinar o que as Escrituras Sagradas estabelecem a respeito do assunto. Assim descreve o teólogo e escritor Richard Foster: “A homossexualidade é um problema tão difícil de tratar dentro da comunidade cristã que tudo o que for dito será severamente criticado”.

Por mais que pareça estranho, muitos cristãos ignoram o fato de que há um rebanho formado por homossexuais que congrega, nas igrejas, anônimos, sem poder assumir quem são, levando vidas que Henry David Thoreau definiu como de “silencioso desespero”. São pessoas comuns, cristãos sinceros que nutrem o desejo de servir ao mesmo Senhor adorado pela maioria heterossexual. São homens e mulheres que foram aceitos pelo amor incondicional de um Deus que, segundo a Bíblia, não faz distinção entre as pessoas, mas que descobriram, na prática, igrejas que a fazem.

Por essa razão, é de esperar que as igrejas inclusivas continuem crescendo também no Brasil. Os líderes das comunidades evangélicas amigas dos gays preveem o dobro do número de fiéis nos próximos cinco anos. Mesmo essas congregações podem não ser a resposta ideal para alguns. A arquiteta Fátima Regina de Souza, um dos personagens de meu livro, frequentou por um tempo uma dessas comunidades, onde fez amigos. Ela não se adaptou. Não gostou da sensação de ficar confinada a um gueto.

Para Fátima, o lado mais difícil em sua viagem de autoconhecimento e autoaceitação é enfrentar o preconceito. Ela tem a impressão de que as pessoas sempre pensam que o homossexual cristão não fez tudo o que podia para mudar, não buscou a Deus o suficiente. “É como se a gente estivesse sempre em falta”, diz ela. “As pessoas lançam esse olhar de desconfiança sobre nós sem nem antes encarar os próprios problemas. Isso machuca muito. Com o tempo, a gente vai aprendendo a se proteger.”

Há alguns anos, Fátima voltou a reunir-se numa pequena e acolhedora congregação, em Ribeirão Preto, onde mora. Ali, diz ter encontrado cristãos que a amaram do jeito que ela é e, segundo diz, tornaram sua vida viável.

A jornalista Marília de Camargo César, do jornal Valor Econômico, é autora de Feridos em nome de Deus. Seu novo livro, Entre a cruz e o arco-íris, será lançado pela Editora Gutenberg em 14 de outubro

A reportagem original da ÉPOCA poderá ser vista Poe meio do seguinte link:


Temos vários artigos abordando essa questão para os quais gostaríamos de chamar a atenção de todos os nossos leitores. Os mesmos poderão ser vistos por meio dos links abaixo:

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE PRÁTICAS DE IMORALIDADES SEXUAIS





























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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A DECADÊNCIA MORAL DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DO NORTE


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Tenho muito boas lembranças das pessoas com as quais convivi nos mais de onze anos em que morei nos Estados Unidos da América do Norte.

Hoje, diante das notícias que recebo de lá, me bate um profundo desalento que, como aconteceu com outros impérios do passado, esse também irá se acabar em decorrência da decadência moral que se torna cada vez maior e evidente.

As últimas evidências são as seguintes:

Maconha

1.  Os estados do Colorado e de Washington se tornaram os primeiros estados da federação a tornar legal a venda e a posse de maconha para uso chamado, eufemisticamente, de “recreativo”. Com isso, esses estados se transformaram nos primeiros em que é 100% legal estar dopado durante 24 horas os sete dias da semana, já que o consumo de álcool também é liberado nos mesmos.

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Snoop Dogg

O rapper Snoop Dogg declarou recentemente que costuma fumar até 81 cigarros de maconha por semana e que muitos outros músicos são também ávidos consumidores da “erva maldita”.
Tudo isso enquanto o consumo de maconha continua proibido por leis federais, mas o fato é que uma fronteira crucial foi cruzada e não temos dívidas que o policiamento será relaxado acerca desse assunto, já que é exatamente isso, que o povo estadunidense deseja: consumir álcool e maconha livremente.
Uma pesquisa recente do jornal diário USA Today, constatou que 7º% dos estadunidenses com idade superior a 30 anos, se opõem à aplicação das leis federais nos estados onde a o uso da maconha for liberado. O artigo original poderá ser visto aqui:


2. Outra notícia que nos chamou a atenção foi o fato que três estados — Maine, Washington e Maryland — passaram leis tornando legal o casamento de pessoas do mesmo sexo. Essa foi a primeira vez que os eleitores aprovaram diretamente a lei que permite o “casamento” entre homossexuais.

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 “Casamento de pessoas do mesmo sexo”.

Como cristãos não temos dúvidas que quando o homossexualismo é considerado “moral” fica impossível estabelecer qualquer padrão moral baseado em absolutos. Além dos três estados indicados acima, seis outros e mais o Distrito de Columbia — Washington D. C. — atualmente permitem o “casamento” de homossexuais, mas nesses estados nenhuma lei foi ainda referendada pelo voto popular.
Por outro lado, 39 estados proíbem o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo seja através de leis locais ou da constituição estadual. Todavia, devemos esperar que a Suprema Corte dos EUA acabe por abolir tais leis e ordene alteração nas constituições estaduais com base em um entendimento mais abrangente e no ativismo dos liberais.

Estatísticas de quase 10 anos nos mostram o quanto os EUA mudaram para pior nessa questões, especialmente as relacionadas ao “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Em 2004 cerca de 42% dos cidadãos aprovavam tais uniões. Em 2010 a mesma pergunta mostrou que o número havia aumentado para 53% entre a população geral e que entre as pessoas mais jovens — com idade entre 18-29 anos — a aprovação atingia 73%.

Para complicar ainda mais a situação muitos dos chamados evangélicos têm se mostrado favoráveis a tais uniões.

A degradação moral representa, através da história, o elemento primordial na queda e destruição de sociedades antes fortes e vibrantes. A nação de Israel passou por uma situação semelhante nos dias do profeta Isaías. Convidamos todo a fazer uma leitura, pausada, do texto abaixo:

O Profeta Isaías

Isaías 5:1—30

1 Vou cantar agora para o meu amigo uma canção a respeito da sua plantação de uvas. O meu amigo fez essa plantação num lugar onde a terra era boa.

2 Ele cavou o chão, tirou as pedras e plantou as melhores mudas de uva. No centro do terreno, ele construiu uma torre para o vigia e fez também um tanque para esmagar as uvas. Esperava que as parreiras dessem uvas boas, mas deram somente uvas azedas.

3 Agora o meu amigo diz: “Moradores de Jerusalém e povo de Judá, digam se a culpa é minha ou da minha plantação de uvas.

4  Fiz por ela tudo o que podia; então, por que produziu uvas azedas em vez das uvas doces que eu esperava?

5 “Agora eu lhes digo o que vou fazer com a minha plantação de uvas: vou tirar a cerca e derrubar os muros que a protegem e vou deixar que os animais invadam a plantação e acabem com as parreiras.

6  A plantação ficará abandonada; as parreiras não serão podadas, e a terra não será cultivada; o mato e os espinheiros tomarão conta dela. Também darei ordem às nuvens para que não deixem cair chuva na minha plantação.”

7 A plantação de uvas do SENHOR Todo-Poderoso, as parreiras de que ele tanto gosta são o povo de Israel e o povo de Judá. Deus esperava que eles obedecessem à sua lei, mas ele os viu cometendo crimes de morte; esperava que fizessem o que é direito, mas só ouviu as suas vítimas gritando por socorro.

8 Ai de vocês que compram casas e mais casas, que se tornam donos de mais e mais terrenos! Daqui a pouco não haverá mais lugar para os outros morarem, e vocês serão os únicos moradores do país.

9 Ouvi o SENHOR Todo-Poderoso dizer isto: “As grandes e belas mansões serão destruídas, e ninguém ficará morando nelas.

10 Um alqueire de parreiras dará somente uns vinte litros de vinho, e cem quilos de sementes produzirão somente dez quilos de trigo.”

11 Ai dos que passam o dia inteiro bebendo cerveja e vinho, desde a madrugada até tarde da noite, e ficam completamente bêbados!

12 Nas suas festas há música de harpas e de liras, de pandeiros e de flautas e muito vinho para beber. Eles não se importam com os planos de Deus, o SENHOR, nem levam em conta o que ele está fazendo.

13 Portanto, por causa da sua desobediência, o meu povo será levado prisioneiro para fora do país. O povo e as autoridades morrerão de fome e de sede.

14 O mundo dos mortos, como se fosse uma fera faminta, abrirá a sua boca enorme e engolirá o povo e as autoridades, toda essa gente que vive nas farras e nas orgias.

15 Todos ficarão envergonhados, e os orgulhosos serão humilhados.

16 Mas o SENHOR Todo-Poderoso fará o que é direito e assim mostrará a sua grandeza; Deus fará o que é certo, e assim todos ficarão sabendo que ele é santo.

17 As cidades virarão montões de ruínas, e ali as ovelhas e os cabritinhos encontrarão pasto.

18 Ai dos que se amarram aos seus pecados com mentiras! Eles andam arrastando a sua maldade como quem puxa um carro

19 e dizem: “Que Deus se apresse e faça logo o que vai fazer para que nós fiquemos sabendo o que é! Que o Santo Deus de Israel realize depressa os seus planos para que nós possamos conhecê-los!”

20 Ai dos que chamam de mau aquilo que é bom e que chamam de bom aquilo que é mau; que fazem a luz virar escuridão e a escuridão virar luz; que fazem o amargo ficar doce e o que é doce ficar amargo!

21 Ai dos que acham que são sábios, dos que pensam que sabem tudo!

22 Ai dos que são campeões de beber vinho, que vencem apostas de misturar bebidas alcoólicas;

23 que aceitam dinheiro para torcer a justiça, deixando livres os culpados e condenando os inocentes!

24 Portanto, assim como o fogo queima a palha, e as chamas acabam com a grama seca, assim também vocês desaparecerão. Serão como plantas cujas raízes ficam podres e cujas flores são levadas pelo vento como se fossem pó. Pois vocês desobedeceram às leis do SENHOR Todo-Poderoso e desprezaram os mandamentos do Santo Deus de Israel.

25 Por isso, o SENHOR ficou irado com o seu povo; ele levantou a mão e os castigou. As montanhas tremeram, e os corpos dos mortos ficaram largados nas ruas como lixo. Mesmo assim, a ira de Deus não passou; a sua mão continua levantada para castigar.

26 O SENHOR levanta uma bandeira para chamar uma nação que fica lá no fim do mundo; com um assobio, ele chama o povo daquele país distante, e eles vêm correndo com muita rapidez.

27 Nenhum dos seus soldados se cansa ou tropeça, nenhum descansa ou dorme. Eles estão preparados para lutar: os cinturões estão bem apertados, e as tiras das sandálias não se arrebentam.

28 As suas flechas são pontudas, e os seus arcos estão prontos para atirar. Os cascos dos seus cavalos são duros como pedra, e as rodas dos seus carros de guerra parecem redemoinhos.

29 Esses soldados rugem como leões, como leões ferozes que matam um animal e, rosnando, o arrastam para um lugar onde ninguém o pode arrancar deles.

30 Quando chegar aquele dia, esse povo rugirá como o mar contra o povo de Israel. Se alguém olhar para a terra, verá somente escuridão e tristeza e nuvens negras escondendo a luz.

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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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