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quarta-feira, 19 de abril de 2017

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 026 – ESTÊVÃO E O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA LEI DE MOISÉS E DO TEMPLO EM JERUSALÉM



Jesus expulsando os vendilhões.
Antes de 1570. Por El Greco, atualmente na National Gallery of Art, em Washington D.C..


Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.


Texto: Atos 6:13—15
Introdução

A. Na última mensagem vimos como Estevão foi arrebatado por uma multidão enfurecida e levado para o Sinédrio que era o a corte superior dos judeus.

B. Também vimos que Estevão é caracterizado nas páginas do livro de Atos como um homem: ver Atos 6:3 e 8

1. De boa reputação.

2. Cheio do Espírito Santo.

3. Cheio de Sabedoria.

4. Cheio de graça, i. e., de uma personalidade graciosa parecida com a do próprio Senhor Jesus.

5. Cheio de poder que era capaz de fazer prodígios e sinais entre o povo.

C. Nosso texto de hoje acrescenta que o rosto de Estevão era como se fosse o rosto de um anjo – ver Atos 6:15.

D. Independentemente de todas essas qualidades as mais terríveis acusações foram feitas contra Estevão diante do Sinédrio por falsas testemunhas, apesar da graves advertências da Lei de Moisés contra tal prática — ver Êxodo 20:16; Deuteronômio 5:20.  

E. É nosso desejo entender no quê, exatamente, consistiam essas acusações e se elas tinham ou não verdadeiro fundamento, pois eram...   

ESTÊVÃO E SEU ENTENDIMENTO ACERCA DE CRISTO, DA LEI DE MOISÉS E DO TEMPLO EM JERUSALÉM

I. O Lugar Santo e a Lei.

A. Para entender o Novo Testamento é necessário compreender como os judeus viam a si mesmos e suas tradições. Eles se orgulhavam:

1. De serem descendentes de Abraão — ver Lucas 3:7—8; João 8:31—59.

2. De carregarem no corpo o sinal da aliança estabelecido pelo próprio Deus: a circuncisão — ver Deuteronômio 10.16; Jeremias 4:4.

3. De terem recebido a Lei de Deus — ver Romanos 2:17—24.

4. De possuírem o Templo em Jerusalém, o local onde Deus prometeu colocar seu nome = sua presença, conforme palavras faladas a Davi — ver 2 Crônicas 6:6.

B. Mas, como podemos ver pelas referências acima, todos esses privilégios só faziam sentido se fossem acompanhados por uma vida de obediência e santidade — ver Levítico 11:45; 1 Pedro 1:16. E também, de verdadeira conversão e prática da justiça — ver Joel 2.12—13; cp. Isaías 58:3—8.

C. Mas ignorando essas realidades espirituais, os judeus se apegavam aos símbolos externos — templo e lei conforme verso 14 — desprezando as realidades mais profundas para as quais essas coisas apontavam: a vinda do Messias e o estabelecimento do Reino de Deus entre todos os seres humanos.

D. Para eles, criticar a Lei ou o Templo era o mesmo que falar mal do próprio Deus, um pecado passível de receber a pena de morte.

E. Mas nesse caso, tudo não passava da mais completa hipocrisia — ver Salmos 78:34—39.

II. Jesus e a Lei que Regulava a Aliança entre o Povo de Israel e Deus.

A. Deus libertou o povo de Israel da escravidão do Egito na mesma noite em que celebraram a páscoa do Senhor e Deus executou um severo juízo sobre os egípcios exterminando todos os filhos primogênitos do Egito — ver Êxodo 12:29—51.

B. Depois Deus estabeleceu uma aliança com o povo de Israel – ver Êxodo 19:1—8. Por essa aliança:

1. O povo de Israel seria o povo de Deus.

2. O Deus verdadeiro seria o Deus do povo de Israel.

C. Por fim, Deus concedeu sua Lei para regular o relacionamento dos Israelitas com o próprio Deus e uns com os outros — ver Êxodo 20 — Deuteronômio 34:12.

1. A lei continha 613 mandamentos.

2. Uma versão menor pode ser vista nos Dez Mandamentos com sua ênfase no relacionamento vertical — primeiros quatro mandamentos — e no horizontal — os seis últimos.

3. Por fim, a lei podia ser resumida em dois grandes mandamentos:

Deuteronômio 6:5

Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

Levítico 19:18

Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.

D. O povo de Israel violou todos os mandamentos do Senhor — ver 2 Reis 17:16 – e, com isso, tornou a aliança com Deus, completamente nula — ver Jeremias 31:32.

E. Mas Deus prometeu fazer uma nova aliança onde sua Lei não seria mais escrita em tábuas de pedras e sim nos corações do seu povo — ver Jeremias 31:31—33.

F. Jesus veio para cumprir a Lei de Deus — ver Mateus 5:17. Mas ao mesmo tempo em que veio para cumprir, o que ele fez de fato — ver 1 Pedro 2:22 —. Jesus também representava o fim da mesma — ver Romanos 10:4.

G. Essa era uma verdade muito amarga para todos que queriam se orgulhar na Lei — ver Jeremias 9:23—24.

III. Jesus e o Templo

A. Muitos Judeus consideravam o templo um privilégio enorme. Como falamos antes, muitos judeus da dispersão voltavam para Jerusalém para poder morrer ali, perto do Templo de Deus. Tudo isso não passava de pura superstição e orgulho de gente abestada.

B. O local onde morremos é indiferente. O que importa é o tipo de vida que vivemos.   

C. O Templo, onde o nome de Deus estava colocado, representava a presença do próprio Deus no meio do seu povo. Mas note...

1. Jesus era o próprio Deus no meio do seu povo. Não uma construção onde apenas o seu nome estava colocado, mas a própria pessoa de Deus habitando no meio deles, mesmo que não quisessem reconhecê-lo.

2. Por isso Jesus podia afirmar que ele mesmo era maior que a Lei e maior até que o próprio Templo — ver Mateus 12:5—8.

D. De acordo com Jesus, Ele mesmo, era o templo de Deus — ver João 2:13—22.

E. Deus não deseja ser adorado em um local fixo, nem por meio de rituais elaborados. Com o advento de Jesus:

1. Deus poderia ser adorado em qualquer lugar —

Mateus 18:20

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.

2. Os adoradores que Deus procura são aqueles que o adorem em Espírito e em verdade — ver João 4.23—24.

F. Estevão compreendeu as implicações que a manifestação de Jesus, o Messias, o Filho de Deus, tinha tanto para a Lei quanto para o Templo. Ele foi o primeiro cristão a entender e a ensinar de modo franco e aberto essas verdades. Falaremos mais acerca disso nas próximas mensagens.

G. Já na próxima mensagem vamos começar a analisar a profundidade da compreensão que Estevão tinha acerca da vinda do Messias.

Conclusão

A. Meus irmãos e irmãs, nós não estamos mais debaixo de nenhum regulamento da Antiga Aliança. Nosso compromisso é com a Nova Aliança. Com a fé em Jesus para salvação e a obediência aos ensinamentos de Jesus e de seus apóstolos inspirados pelo Espírito Santo, contidos no Novo Testamento. Quanto ao Antigo Testamento devemos considerar as seguintes Escrituras:

Romanos 15:4

Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.

1 Coríntios 10:1—12

Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados no deserto. Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram. Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles; porquanto está escrito: O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se. E não pratiquemos imoralidade, como alguns deles o fizeram, e caíram, num só dia, vinte e três mil. Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.

B. Como cristãos nós somos:

1 Coríntios 3:16

Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?

1 Coríntios 12:27

Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.

Romanos 12:5

Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.

C. É nossa responsabilidade:

1. Adorar a Deus nos termos que ele mesmo estabelece: em espírito e em verdade.

2. Cuidar uns dos outros como verdadeiros irmãos e membros do seu corpo.

D. Temos que entender, de uma vez por todas que:

1. Jesus nos liberta por completo do jugo da Lei da Antiga Aliança — ver Gálatas 5.1, 13.

2. Como membros uns dos outros precisamos exercitar o amor com que devemos amar uns aos outros até as últimas consequências —


1 João 3:16

Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.

E. Que Estevão possa ser nosso exemplo na compreensão da dimensão daquilo que Jesus Cristo veio fazer e daquilo que Jesus representa.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12
SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8

SERMÃO 028 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E A MOBILIDADE DE DEUS — Atos 7:9—16
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/atos-dos-apostolos-sermao-028-defesa-de.html

SERMÃO 029 – A DEFESA DE ESTEVÃO – Parte 3 — Atos 7:17—43
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/atos-dos-apostolos-sermao-029-defesa-de.html

SERMÃO 030 — A DEFESA DE ESTEVÃO — Três Acusações Devastadoras — Parte 4 — Atos 7:44—53

Que Deus abençoe e nos ajude a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

Desde já agradecemos a todos 

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A GLÓRIA DE DEUS - ESTUDO 007 - OS EMPECILHOS PARA SE VIVER PARA A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 001



Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos. 


Introdução

A. No último estudo nós fomos encorajados a viver para a honra e glória de Deus ao considerarmos a provisão que Deus fez a nosso favor.

B. O que vimos anteriormente pode ser resumido da seguinte maneira:

1. No que diz respeito à nossa pessoa — nós somos templo de Deus.

2. No que diz respeito ao nosso ofício — nós somos um reino de sacerdotes.

3. No que diz respeito à nossa chamada — nós somos cooperadores de Deus

C. Agora nós temos que enfrentar uma questão importante: Como um grupo como esse nosso, que se diz cristão que possui uma provisão mais do que adequada, que está arrolado em um plano tão grandioso, pode falhar tão miseravelmente?

1. Nós somos relembrados de como o povo de Israel, durante os dias do profeta Samuel, falhou em glorificar a Deus.

1 Samuel 4:21

Mas chamou ao menino Icabô, dizendo: Foi-se a glória de Israel. Isto ela disse, porque a arca de Deus fora tomada e por causa de seu sogro e de seu marido.

2. É mais fácil percebermos a razão dessa tragédia na história do que termos o discernimento espiritual que precisamos para nossas próprias vidas no tempo presente.

1 Samuel 3:11—14

11 Disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos.

12 Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei.

13 Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu.

14 Portanto, jurei à casa de Eli que nunca lhe será expiada a iniquidade, nem com sacrifício, nem com oferta de manjares.

3. A fraqueza de Eli, o sumo sacerdote. Ele fracassou no que diz respeito a prover uma liderança adequada para a nação e falhou em disciplinar seus próprios filhos.

A impiedade dos filhos de Eli. O povo de Israel se recusou a obedecer a Deus no que diz respeito a oferecer sacrifícios por causa do comportamento dos filhos de Eli.

1 Samuel 2:12—17

12 Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o SENHOR;

13 pois o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes na mão;

14 e metia-o na caldeira, ou na panela, ou no tacho, ou na marmita, e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim se fazia a todo o Israel que ia ali, a Siló.

15 Também, antes de se queimar a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; porque não aceitará de ti carne cozida, senão crua.

16 Se o ofertante lhe respondia: Queime-se primeiro a gordura, e, depois, tomarás quanto quiseres, então, ele lhe dizia: Não, porém hás de ma dar agora; se não, tomá-la-ei à força.

17 Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o SENHOR, porquanto eles desprezavam a oferta do SENHOR.

4.  A substituição da confiança em Deus por uma forma “mágica” de religião.

1 Samuel 4:1—18

1 Veio a palavra de Samuel a todo o Israel. Israel saiu à peleja contra os filisteus e se acampou junto a Ebenézer; e os filisteus se acamparam junto a Afeca.

2 Dispuseram-se os filisteus em ordem de batalha, para sair de encontro a Israel; e, travada a peleja, Israel foi derrotado pelos filisteus; e estes mataram, no campo aberto, cerca de quatro mil homens.

3 Voltando o povo ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o SENHOR, hoje, diante dos filisteus? Tragamos de Siló a arca da Aliança do SENHOR, para que venha no meio de nós e nos livre das mãos de nossos inimigos.

4 Mandou, pois, o povo trazer de Siló a arca do SENHOR dos Exércitos, entronizado entre os querubins; os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, estavam ali com a arca da Aliança de Deus.

5 Sucedeu que, vindo a arca da Aliança do SENHOR ao arraial, rompeu todo o Israel em grandes brados, e ressoou a terra.

6 Ouvindo os filisteus a voz do júbilo, disseram: Que voz de grande júbilo é esta no arraial dos hebreus? Então, souberam que a arca do SENHOR era vinda ao arraial.

7 E se atemorizaram os filisteus e disseram: Os deuses vieram ao arraial. E diziam mais: Ai de nós! Que tal jamais sucedeu antes.

8 Ai de nós! Quem nos livrará das mãos destes grandiosos deuses? São os deuses que feriram aos egípcios com toda sorte de pragas no deserto.

9 Sede fortes, ó filisteus! Portai-vos varonilmente, para que não venhais a ser escravos dos hebreus, como eles serviram a vós outros! Portai-vos varonilmente e pelejai!

10 Então, pelejaram os filisteus; Israel foi derrotado, e cada um fugiu para a sua tenda; foi grande a derrota, pois foram mortos de Israel trinta mil homens de pé.

11 Foi tomada a arca de Deus, e mortos os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias.

12 Então, correu um homem de Benjamim, saído das fileiras, e, no mesmo dia, chegou a Siló; trazia rasgadas as vestes e terra sobre a cabeça.

13 Quando chegou, Eli estava assentado numa cadeira, ao pé do caminho, olhando como quem espera, porque o seu coração estava tremendo pela arca de Deus. Depois de entrar o homem na cidade e dar as novas, toda a cidade prorrompeu em gritos.

14 Eli, ouvindo os gritos, perguntou: Que alvoroço é esse? Então, se apressou o homem e, vindo, deu as notícias a Eli.

15 Era Eli da idade de noventa e oito anos; os seus olhos tinham cegado, e já não podia ver.
16 Disse o homem a Eli: Eu sou o que saí das fileiras e delas fugi hoje mesmo. Perguntou-lhe Eli: Que sucedeu, meu filho?

17 Então, respondeu o que trazia as novas e disse: Israel fugiu de diante dos filisteus, houve grande morticínio entre o povo, e também os teus dois filhos, Hofni e Finéias, foram mortos, e a arca de Deus foi tomada.

18 Ao fazer ele menção da arca de Deus, caiu Eli da cadeira para trás, junto ao portão, e quebrou-se-lhe o pescoço, e morreu, porque era já homem velho e pesado; e havia ele julgado a Israel quarenta anos.

D. Existem quatro áreas das nossas vidas, acerca das quais nós precisamos prestar muita atenção, com muita humildade, para vermos se temos permitido o surgimento de empecilhos que nos roubam o privilégio de vivermos para a glória de Deus.

I. Empecilhos comuns com respeito às verdades básicas de vida cristã.

A. A falha de compreendermos a grandeza de Deus.

Isaías 40:25, 28

A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? — diz o Santo. Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento.

Comentário: Essa é a falha mais grave que se pode cometer — não compreender a natureza do único Deus verdadeiro. Ele é o Deus Todo Poderoso, o Deus de toda a terra, o Senhor dos Exércitos. Ele é Infinito, Absoluto, Imutável e Perfeito em todos Seus caminhos.

a. Deus é Fiel — Eu duvido quando não compreendo a fidelidade de Deus.

b. Deus é Santo — Eu peco quando não compreendo a santidade de Deus.

c. Deus é Amor — Eu sou egoísta quando não compreendo que Deus é amor.

d. Deus é Soberano — Eu sofro de ansiedade quando não compreendo que Deus é Soberano.

e. Deus é Verdade — Eu pretendo o finjo quando não compreendo que Deus é Verdade.

f. Deus sabe todas as coisas — Eu questiono a Deus quando não compreendo que Deus sabe todas as coisas.

g. Deus é Todo Poderoso — Eu tenho medo quando não compreendo que Deus é Todo Poderoso.

h. Deus é Onipresente – Eu entro em pânico quando não compreendo que Deus e Onipresente.

i. Deus é Senhor — Eu desobedeço quando não compreendo que Deus é Senhor.

j. Deus é Bom — Eu cobiço quando não compreendo que Deus é Bom.

B. A falha de compreendermos a Bondade de Deus.

Êxodo 34:6—7

E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!

Comentário: Devido à nossa condição de pecadores, nós temos a tendência de avaliar a pessoa e a obra de Deus da perspectiva das nossas emoções e circunstâncias. Todos nós somos imperfeitos e não existe nada “perfeito” em nós. Por esse motivo nós sempre duvidamos da bondade de Deus e caímos no terrível pecado da cobiça. Se não confrontarmos esse pecado nós chegaremos à conclusão de que Deus está contra nós. O caminho que leva para baixo tem degraus inexoráveis. Viver dessa maneira é viver em erro. É desse modo que “entristecemos e apagamos” o Espírito! Essa atitude irá fazer com que nossa vida, bem como das pessoas ao nosso redor murche!


C. A falha de compreender a Revelação de Deus.

Hebreus 2:1 e 4:12—13

Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.

Comentário: A Palavra de Deus tem sido entregue de maneira completa a cada crente. É nossa responsabilidade aceitarmos a Revelação de Deus, aprendermos Seu conteúdo e a praticarmos Seus ensinos em amor, fé e esperança. Nós não compreendemos a natureza autoritativa da Escrituras quando aceitamos como autoritativas somente aquelas partes que nos convêm. Toda a extensão das Escrituras é autoritativa para nós e precisamos nos submeter a Deus através da obediência à Sua Palavra.

2 Timóteo 3:16

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.

CONTINUA

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 001 — A Glória de Deus — O Significado da Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 002 — A Glória de Deus — A Importância de Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e  a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 003 — A Glória de Deus — O Senhor Jesus e a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 004 — A Glória de Deus — A Provisão Divina Relacionada com a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 005 — A Glória de Deus — As Prioridades dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 1 

Estudo 006 — A Glória de Deus — A Vida Diária dos Crentes a Glória de Deus — Parte 2 

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 007 — A Glória de Deus — Os Empecilhos Para Se Viver Para a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 1 

Estudo 008 — A Glória de Deus — A Relação entre a Glória de Deus e o Louvor — Parte 2 

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 1

Estudo 009 — A Glória de Deus — A Relação entre Ações de Graças e a Glória de Deus — Parte 2

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/a-gloria-de-deus-estudo-10-as.html

Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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