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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

SERMÃO PARA O ANO NOVO 2014



SERMÃO PARA O ANO NOVO 2014
PORQUE PARA DEUS NÃO HAVERÁ IMPOSSÍVEIS EM TODAS AS SUAS PROMESSAS
Texto: Lucas 1:37
Introdução
·       Nosso propósito nessa última mensagem do ano 2013 é apresentar o versículo que foi escolhido pela própria igreja para nos servir de moto para todo o ano de 2014.
·       O versículo escolhido foi Lucas 1:37 que diz: PORQUE PARA DEUS NÃO HAVERÁ IMPOSSÍVEIS EM TODAS AS SUAS PROMESSAS.
O contexto em que esse versículo foi dito é o do diálogo que o anjo Gabriel teve com Maria quando veio anunciar à mesma que: Lucas 1:35 — Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.
·       Como um sinal que isso iria mesmo acontecer, já que os judeus gostavam tanto de sinais, o anjo diz a Maria o seguinte: Lucas 1:36 — E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril.
·       A citação de Isabel é muito importante nesse contexto, porque ao contrario de Maria — mulher jovem, porém noiva, mas que ainda não havia consumado seu casamento — Isabel era uma mulher idosa, que havia sido estéril toda sua vida e seu marido, o sacerdote Zacarias já era também um homem de idade avançada. Mesmo assim, Deus permitiu que aquele casal de idosos tivesse um filho que conhecemos pelo nome de João batista.
·       Então eu quero que vocês notem que as circunstâncias são irrelevantes para Deus quando ele decide intervir. De um lado temos uma menina de 13 anos e que nunca havia se deitado com homem nenhum e do outro temos uma mulher idosa e estéril e para essas duas mulheres Deus faz poderosas promessas de que seriam mães, em breve.
·       Isso nos serve de excelente pano de fundo para o nosso verso do ano que é:
PORQUE PARA DEUS NÃO HAVERÁ IMPOSSÍVEIS EM TODAS AS SUAS PROMESSAS
I. PARA DEUS
A. O Deus aqui mencionado é o único Deus verdadeiro. Ele é chamado por vários nomes:
·       אֵל עֶלְיוֹן  El Eleyon — Deus Altíssimo — ver Gênesis 14:18—19. Este Deus é aquele que possui שָׁמַיִם וָאָרֶץ  shamayim vaaretz — os céus e a terra, ou seja, Ele é o Senhor de todo o universo. Ele é Aquele que tudo pode, que tudo faz segundo seu próprio conselho e que nenhum dos planos que faz pode ser frustrado — ver Jó 42:2 — Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Deus é aquele em cuja presença só podemos nos abominar a nós mesmos e nos arrepender no pó e na cinza — ver Jó 42:5—6 — Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza. 
·       Não há espaço para a arrogância humana diante do Deus Altíssimo. De fato, quando Deus olha para todas as nações da terra — incluído aquelas que fazem parte do chamado G-8 — ele as considera menos do que nada, como se fossem um verdadeiro vácuo — ver Isaías 40:17 — Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo. 
·       אֵל שַׁדַּי — El Shadday — Deus Todo-Poderoso. Como Deus Todo-Poderoso Deus pode fazer promessas que são impossíveis aos homens, mas que Deus é capaz de cumprir.  O nome fala de “poder” e, poder combinado com “promessa” cria o terreno propício para o surgimento da fé! Nos dias do Novo Testamento os cristãos traduziram este nome por παντοκράτωρ — Pantocrátor — Todo-Poderoso — ver 2 Coríntios 6:18 — Serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.
B. As implicações deste nome de Deus podem ser resumidas nas seguintes ideias:
1. Como aconteceu com Abraão e seus descendentes, e por causa de Abraão, nós também fomos escolhidos e chamados para fazer parte do povo de Deus. Deus faz uma aliança conosco onde Ele se compromete a “habitar e andar no meio de nós”, “ser o nosso Deus” e, onde nos comprometemos a ser Seu povo — ver 2 Coríntios 6:16 — Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
2. Por causa da nossa eleição, em Cristo, Deus nos amou antes da fundação do mundo e, quando surgimos neste mundo, Deus nos protege, nos ensina o que precisamos saber para alcançar a salvação, e nos conduz a Cristo — ver Romanos 8:29—30 — Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
3. A todos estes privilégios corresponde o nosso compromisso de honrar a Deus, especialmente mediante a obediência ao que Ele deseja, o que pode ser resumido nas seguintes máximasAmarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo — Lucas 10:27.
4. A questão do relacionamento entre Deus e os crentes de todas as eras, trata: da confiança que devemos ter em Deus—fé—e do empenho sincero em fazer a vontade d’Ele.
5. Além disso, Deus se revelou com o אֱלֹהִים  Elohiym – que fala de Deus como o Criador e sustentador de todas as coisas.
·       Mas, de todos os nomes que Deus usou para se revelar, nenhum é tão especial quanto este representado pelo tetragrama inefável representado pelas letras hebraicas יהוה — YHVH – que é traduzido como SENHOR na Bíblia de Almeida Revista e Atualizada, mas cujo significado é: ETERNO — ver Êxodo 3:14—15 — Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.
6. Esse é o Deus a quem o anjo Gabriel se refere.
II. Não Haverá Impossíveis.
A. A palavra grega para impossível é: ἀδυνατήσει — adunatései — impossível no sentido de não ter força para cumprir algo.
B. Deus cumpre seus propósitos através do poder que existe inerente em Sua própria Palavra — ver Salmos 33:9 — Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.
C. Deus tinha pleno poder para fazer cumprir a promessa feita a Maria sem a intervenção de José. Imagine a humilhação imposta ao machismo humano que se acha tão senhor de si mesmo e chega, muitas vezes a desprezar não apenas as mulheres, mas até mesmo o próprio Deus.
D. Zacarias 8:6 — Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? —diz o SENHOR dos Exércitos, reafirma a ideia que, para Deus, não existe nada que é considerado maravilhoso aos olhos dos seres humanos.
E. Essa ideia foi, provavelmente, emprestada de Jeremias 32:17 — Ah! SENHOR Deus, eis que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa.
F. A Bíblia está repleta de ideias de que Deus pode fazer tudo, exatamente, como deseja: ver
1. Salmos 115:3 — No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.
2. Daniel 4:35 — Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?
3. Marcos 10:27 — Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.
4. Lucas 18:27 — Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.
5. Efésios 3:19—20 — Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!
G. Por todos esses motivos, duvidar é um exercício mental negativo e desnecessário.
III. Em Todas as Sua Promessas
A. Quantas promessas existem na Bíblia?
B. Há uma edição da tradução de João Ferreira Almeida — Revista e Corrigida — que se chama “Bíblia de Promessas”. Esta edição sublinha os textos que contém promessas, destacando mais de 1100, distribuídas em 71 temas. Mas como isso é um exercício subjetivo, eu pessoalmente creio que existam, entre 8000 e 10.000 promessas em toda a Bíblia, de acordo com minhas próprias estimativas.
C. Quantas são as promessas não é algo tão importante quanto ao fato de que Deus é fiel em todas as suas promessas conforme o nosso verso tema de hoje e para o ano de 2014.
D. Quantos de você seriam capazes de ler um versículo contendo uma promessa de Deus? Lembre-se que mesmo versos como João 3:16 — Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna — contém uma promessa!
E. Então, vamos começar...
CONCLUSÃO
1. Deus é um Deus Todo Poderosos e um Deus Fiel às promessas que faz.
2. Deus não é como os seres humanos para mentir. Ele cumpre o que promete.
3. Existem milhares de promessas espalhadas pela Bíblia, como ceifeiros, nós devemos através da nossa leitura diária da Bíblia, recolher e entesourar tais promessas. Talvez pegar um caderno e começar a anotar referência por referência. Talvez organizar as mesmas por tema ou por livro.
4. O fato que importa para nós nessa noite é que PARA DEUS NÃO HAVERÁ IMPOSSÍVEIS EM TODAS AS SUAS PROMESSAS. Você crê nessas palavras da Bíblia? Se você crê, então que tal preencher uma das papeletas que estamos distribuindo e que dizem: O MEU IMPOSSÍVEL PARA 2014 É:
5. Depois de escrever seu “IMPOSSÍVEL”, dobre o papel e escreva seu nome para que o mesmo possa ser facilmente identificado.
6. Durante todo o ano de 2014 iremos levar esses pedidos e colocá-los diante de Deus em nossas reuniões de oração. Para cada resposta de Deus, queremos ser informados para que juntos possamos glorificar a Deus por sua fidelidade. Lembre-se de pedir bem e creia no Deus dos impossíveis.
Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 011


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 011 – A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — 8.

c. A Reação das Pessoas a Todos os Eventos Relativos ao Nascimento de João Batista – ver Lucas 1:64—66.

Uma vez que estava, novamente, de posse de sua capacidade de falar, Zacarias falou louvando a Deus — ver Lucas 1:64. Isto tudo deixou os vizinhos possuídos de temor e todos se perguntavam acerca do que viria a se tornar aquele menino, nascido na região montanhosa da Judéia, a um casal de pessoas idosas e naquelas circunstâncias? Pelas manifestações observadas, as pessoas sabiam que aquela criança estava destinada a algo muito especial e isto criava bastante ansiedade e incerteza em seus corações, daí o temor mencionado — ver Lucas 1:65. A pergunta que todos deviam estar se fazendo naqueles dias era: como aquilo em que este menino iria se transformar, iria também afetar suas vidas no futuro?  E todos “guardavam estas coisas em seus corações” é uma expressão comum, usada para descrever o fato que aquelas pessoas estavam ocupadas refletindo acerca destas coisas. Certamente, desde o seu nascimento em diante, o menino João deve ter sido acompanhado, em seu desenvolvimento, por pessoas incomodadas com todos aqueles eventos e circunstâncias que haviam cercado a promessa do seu nascimento, sua concepção, sua gestação, seu nascimento e sua circuncisão — ver Lucas 65—66.

Lucas registra as palavras de Zacarias, que serão objetos da nossa atenção em seguida, como uma verdadeira manifestação de uma “voz profética da parte de Deus”. Como tal, esta manifestação estava na mesma categoria das outras vozes proféticas do passado, como, por exemplo, foi o caso do profeta Ezequiel a quem Deus disse: “Mas, quando eu falar contigo, darei que fale a tua boca, e lhes dirás: Assim diz o SENHOR Deus: Quem ouvir ouça, e quem deixar de ouvir deixe; porque são casa rebelde — Ezequiel 3:27.

d. O Louvor de Zacarias – Lucas 1:67 – 79.

Note como o verso 67 de Lucas 1 enfatiza o fato de que Zacarias estava cheio do Espírito Santo[1]. Note também que o fato dele estar cheio do Espírito Santo, foi expresso mediante a manifestação de uma forma verbal, conforme o que dissemos na nota de rodapé # 1: “Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo”. As palavras de Zacarias são uma manifestação da “voz profética de Deus”, em primeiro lugar concernente ao - מָּשִׁיחַ Mashiyach – Messias ou Ungido do Senhor e, depois com respeito a seu filho João. Acerca do Messias, Zacarias diz:

i.  Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo — Verso 68.

Esta fórmula usada por Zacarias e que diz “Bendito seja o Senhor”, era uma maneira tradicional, entre os judeus, de se referirem ao único Deus verdadeiro; ao Deus que os havia redimido da escravidão do Egito, através de grandes sinais e maravilhas – ver Deuteronômio 6:22 e Salmos 72:18. Bendizer Deus não quer dizer que uma bênção é invocada sobre Deus. Deus é a fonte de todas as bênçãos, portanto, ele não pode ser abençoado neste sentido por nós ou por qualquer outra criatura que seja. Ao usar esta expressão, Zacarias estava realmente, louvando e glorificando a Deus por aquilo que Deus é: o Deus Bendito. O uso desta expressão, “Bendito seja o Senhor”, era a maneira como os antigos reconheciam as misericórdias e a bondade de Deus para com eles. Nos versos a seguir podemos ter uma compreensão melhor da forma como Zacarias usou esta expressão:

1. Salmos 28:6 — Bendito seja o SENHOR, porque me ouviu as vozes súplices!

2. Salmos 31:21 — Bendito seja o SENHOR, que engrandeceu a Sua misericórdia para comigo, numa cidade sitiada!

3. Salmos 66:20 — Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a Sua graça.

4. Salmos 68:19 — Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação!

Nessa capacidade, o Deus Bendito era exclusivamente o Deus da Aliança ou o “Deus de Israel” — ver Êxodo 19:5—6. Para Zacarias, a manifestação iniciada com o nascimento de seu filho, João, significava exatamente o mesmo que significou o encontro de Deus com Moisés no monte Sinai — ver Êxodo 3:7—9. Deus conhecia muito bem a situação sofrida pelo seu povo no Egito, apesar de manter um longo período de “silêncio”. Cerca de quatrocentos anos haviam se passado entre José e Moisés. Durante aqueles anos, Deus esteve como que “ausente e distante” e em “silêncio”. Mas agora, Deus estava novamente, como que “visitando” seu povo, depois de uma longa ausência e de um longo silêncio — ver Êxodo 3:16.

Para Zacarias, o longo período representado pelos quatrocentos anos de silêncio profético, iniciados com o final do ministério do profeta Malaquias, estavam, como no caso de Moisés, sendo agora quebrados pelo nascimento de João e pelo prenúncio da vinda do próprio Messias, através da visita que Maria, já com menino Jesus crescendo em seu ventre, fez à sua prima, Isabel, que era esposa de Zacarias e mãe de João Batista — ver Lucas 1:39—45. Estes são os motivos porque Zacarias diz que Deus visitou e redimiu seu povo, da mesma maneira como ele tinha feito nos dias de Moisés e do Êxodo.

Deus visita seu povo tanto para juízo como por misericórdia. Zacarias percebia aquela visitação, como algo que viria libertar o povo de Israel do jugo em que se encontrava — ver Lucas 1:71 e 74. Neste sentido, a linguagem que Zacarias usa é reminiscente daquela que encontramos em Êxodo 5:1.

A palavra grega ἐπεσκέψατο epesképsato – traduzida por “visitou” é bastante reveladora:

1. Em primeiro lugar ela significa o ato de cuidar ou preocupar-se no sentido de quem inspeciona ou examina com os olhos. O propósito desta inspeção ou exame é o de descobrir como o objeto observado está e, neste sentido, a palavra liga-se diretamente ao conceito de visitar alguém com o objetivo específico de ajudar ou prover algum tipo de benefício. É exatamente nestes sentidos que Jesus usa esta palavra na descrição do Juízo Final pelo qual todas as criaturas humanas terão de passar — ver Mateus 25:31 – 45. Note que, na descrição que Jesus faz do Juízo Final, os justos são aqueles que “examinaram ou inspecionaram” determinadas condições e agiram no sentido de ajudar ou prover algum benefício aos necessitados. De modo semelhante, os ímpios são aqueles que, mesmo sabendo das necessidades, não fizeram nada para vê-las satisfeitas. Deus viu a nossa necessidade, e veio ao nosso encontro para nos socorrer e ajudar, isto é, Deus viu nossa miséria no pecado, pois éramos escravos do pecado e estávamos condenados por causa deste mesmo pecado, e veio nos salvar. Assim devemos proceder nós também, diante das situações de necessidades que se nos apresentam.

2. Deus é o redentor do Seu povo porque Ele é um Deus compassivo que é incapaz de ver a dor e o sofrimento e não fazer nada para ajudar. Pelo contrário, como Deus visitou os Israelitas no Egito, agora estava novamente visitando Seu povo. A diferença é que desta vez, Ele não iria enviar nenhum emissário, como foi o caso de Moisés. Deus iria intervir direto e em pessoa, sem usar intermediários!



OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 



[1] O autor gostaria de chamar a atenção dos leitores para o seguinte fato: todas as vezes que a expressão “cheio do Espírito Santo” ou formas similares a esta expressão aparecem no Novo Testamento, elas são imediatamente seguidas por algum tipo de manifestação verbal – ver, por exemplo, Atos 2:4 e 4:31. Note especialmente a instrução paulina em Efésios 5:18—20 onde podemos ler: E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 1 – ESTUDO 010



Quadro do Nascimento de João Batista no Museu Hermitage em São Petesburgo 

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

Lição 010 – A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — 7.

b. O Nascimento de João Batista – ver Lucas 1:57—66.

Cumprido o prazo estipulado pelo anjo Gabriel, Isabel deu à luz a um menino. Os parentes de Isabel e Zacarias, tendo ouvido a nova e, sabendo da sua condição anterior, como incapaz de ter filhos, muito se alegraram com ela, em função da grande misericórdia que Deus demonstrou para com eles. Seus vizinhos também foram se alegrar com ela. Como tanto Isabel como Zacarias eram pessoas de idade avançada, o nascimento deste menino era considerado como um verdadeiro milagre da parte de Deus.

Quando o menino completou 8 dias de vida, todos vieram para participar da sua circuncisão. A circuncisão consiste na remoção cirúrgica do prepúcio, que é a pele que envolve a glande ou cabeça do órgão sexual masculino. A circuncisão não foi inventada pelos judeus, outros povos já a praticavam antes de Deus ordenar a Abraão que circuncidasse todos os machos de sua casa, como sinal da aliança entre Deus e Abrão e seus descendentes – ver Gênesis 17:9—11.

Os que tiverem interesse em um estudo mais completo sobre a “Circuncisão” poderão fazê-lo seguindo esse link aqui:


A grande novidade, referente à circuncisão ordenada a Abrão, diz respeito ao exato tempo quando a mesma deve ser executada. Em outras culturas, a circuncisão consiste em um “rito de passagem”. Estes rituais são praticados como uma espécie de celebração, onde os meninos, através da circuncisão, são recebidos a todos os privilégios tribais, como adultos. Nesses casos, a circuncisão é praticada quando os meninos entram na puberdade[1] o que acontece, normalmente, entre os 11 e os 12 anos de idade. A circuncisão praticada pelos judeus, pelo contrário, era praticada, por orientação específica de Deus – ver Gênesis 17:12 – exatamente no oitavo dia do nascimento. Porque a circuncisão deveria ser praticada exatamente no oitavo dia? Porque não no terceiro, sexto ou outro dia qualquer? A resposta a essa pergunta só conseguimos obter em tempos bastante recentes: o dia certo para proceder a circuncisão foi determinado pelo Criador da vitamina K e da protrombina.

Em 1946, em um estudo publicado na Revista da Associação Estadunidense de Medicina, um médico recomendava, por questões de profilaxia[2], a circuncisão de todos os meninos, visando à diminuição da incidência, principalmente do câncer no colo do útero feminino, bem como do câncer de pênis, nos homens. Alguns meses depois, outro estudo foi publicado reconhecendo a excelente sugestão feita pelo colega no artigo anterior, mas criticando-o por não haver definido, de maneira apropriada, o melhor momento para a prática da circuncisão. Qual deveria ser o melhor dia para circuncidar um recém-nascido?

De acordo com os doutores Emmett Holt e Rustin McIntosh, todos os recém-nascidos possuem uma “suscetibilidade peculiar à perda de sangue entre o segundo e o quinto dia de vida. Hemorragias nestes dias, embora geralmente inconsequentes, são algumas vezes, bastantes extensas. Quando ocorrem, nestes dias e de maneira extensa, estas hemorragias podem causar sérios danos nos órgãos internos, especialmente no cérebro e podem causar até mesmo a morte do recém nascido, por choque causado por insuficiência de sangue”. De acordo com o estudo destes médicos, a tendência a hemorragias nestes primeiros dias de vida, deve-se ao fato de que um importante elemento coagulador, chamado de vitamina K e que é produzida pelo intestino humano, ainda não existir na quantidade necessária entre o quinto e o sétimo dias de vida. Somente a partir do oitavo dia de vida é que a vitamina K existe em quantidades que podem ser definidas como normais.

Um segundo elemento, não menos importante, que é também necessário aos processos normais de coagulação do sangue humano é a protrombina[3]. De acordo com o estudo do Dr. Emmett Holt, no terceiro dia de vida de um recém nascido, a protrombina disponível corresponde apenas a algo por volta de 30% do normal. Desta maneira, qualquer cirurgia realizada em um bebê neste período o disporia a sérias hemorragias. Todavia, no oitavo dia de vida a protrombina atinge níveis que correspondem a 110% do valor normal. Depois de atingir este pico, somente no oitavo dia, a protrombina recua para o nível de 100%[4]. Desta maneira, como podemos ver, não existe dia melhor para se praticar a circuncisão do que o oitavo dia do nascimento. Agora podemos entender melhor porque Deus ordenou Abraão a que circuncidasse os recém nascidos ao oitavo dia, bem como porque os parentes e vizinhos de Isabel e Zacarias vieram participar da circuncisão do menino, exatamente no oitavo dia.

Como era tradicional, naqueles dias e por aquelas paragens, apesar de não encontrarmos esta prática no Antigo Testamento, os parentes e os vizinhos queriam chamar o menino recém-nascido de “Zacarias”, que era o nome do seu Pai. Certamente aquelas pessoas queriam honrar Zacarias que, dificilmente, viria gerar outro filho.

Zacarias, como sabemos, havia ficado completamente mudo desde a visão que teve no Templo, quando o nascimento do menino João lhe foi anunciado – ver Lucas 1:20. Como ele não podia falar, Isabel, a mãe do menino, reagiu com bastante firmeza, dizendo que o menino deveria ser chamado “João”. O nome do menino havia sido fornecido pelo próprio anjo a Zacarias, porque este nome era representativo daquilo que Deus pretendia ser ou fazer com o Seu povo, Israel. O menino deveria ser chamado Ἰωάννην Ioánnin – traduzido por João e que significa: O Eterno é um Doador Gracioso. O nome em grego é derivado do nome hebraico יוֹחָנָן - Iohanan – traduzido Joanã e que quer dizer: o Eterno honrou. Assim, o anjo Gabriel havia profetizado, através do nome daquele filho prometido, que Deus iria honrar aquele menino de tal maneira, que ele seria aquele que viria anunciar como Deus é um doador gracioso, nos doando Seu próprio Filho e derramando, de forma abundante, sua graça sobre todos nós.

A reação dos parentes e dos vizinhos ao nome que os pais gostariam que o menino tivesse, João, foi de profunda surpresa, pois além de não ser o nome do próprio pai, também não tinha nenhuma relação com nenhum parente deles. Não satisfeitos com a firmeza da posição de Isabel, eles insistiram com o pai, através de sinais, para saber como o menino deveria chamar-se. Esta última tentativa devia-se ao fato de que, naqueles dias, era competência dos pais – exclusivamente sexo masculino – nominarem os filhos. Este era realmente um ofício paterno por excelência. Dessa maneira, dando eles a entender acerca do que se tratava a disputa e, sendo Zacarias, incapaz de falar e talvez, até incapaz de ouvir, fizeram chegar à suas mãos, atendendo a um pedido feito por ele mesmo, uma tabuinha onde ele, então, escreveu que o nome do menino era mesmo João! Literalmente Zacarias escreveu: “João é o seu nome”. Tendo sofrido de uma mudez imposta pelo anjo Gabriel, porque duvidara da palavra de Deus, Zacarias não queria correr riscos adicionais, desobedecendo à ordem expressa do anjo, acerca de como o menino deveria ser chamado! Quando leram o que ele havia escrito na tabuinha, confirmando o que já havia sido dito por Isabel, que o nome do menino era João, todos se admiraram. Esta admiração deveu-se especialmente ao fato de que, aquelas pessoas, não tinham a mínima noção acerca daquilo que havia se passado no Templo, em Jerusalém, entre Zacarias e o anjo Gabriel, pois Zacarias havia ficado impossibilitado de falar desde então. As pessoas se admiraram pelo fato de Zacarias escrever de maneira tão clara e afirmativamente. Note que ele não disse que o nome do menino “poderia ser João”, ou que “deveria ser João” e sim que: “João é o seu nome”! Imediatamente depois de escrever na tabuinha, Zacarias recuperou a capacidade de falar e ele falou.



OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA DE JESUS PODEM SER ENCONTRADOS NOS LINKS ABAIXO:

001 — Estudos Na Vida de Jesus — Porque Jesus Veio a Este Mundo

002 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 001

003 — Estudos na Vida de Jesus — O Registro Escrito Acerca de Jesus — Parte 002.

004 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões —

005 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 2.

006 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 3.

007 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 4.

008 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 5.

009 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 6.

010 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 7.

011 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 8.

012 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 9.

013 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 10.

014 — Estudos Na Vida de Jesus — A Revelação de Jesus e o Fim das Religiões — Parte 11.

015 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 12

016 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 13

017 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14A

017 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14B

017 C — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14C

017 D — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 14D

018 A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15A

018 B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 15B

019A — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16A

019B — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 16B

020 — Estudos na Vida de Jesus — A Revelação de Deus e o Fim das Religiões — Parte 17

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Puberdade - Conjunto das transformações psicofisiológicas ligadas à maturação sexual que traduzem a passagem progressiva da infância à adolescência
[2] Profilaxia - Parte da medicina que tem por objeto medidas preventivas contra doenças.
[3] Protrombina é uma proteína do plasma relacionada com o processo de coagulação do sangue.
[4] Para uma discussão mais abrangente desta questão ver o livro do médico S. I. McMillen – A Provisão Divina para Sua Saúde – Editora Fiel, São Jose dos Campos, quarta edição, 1988.