quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA - SERMÃO 019 - APOCALIPSE 3:1-6 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 001


Ruínas restauradas em Sardes

O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA

Texto: Apocalipse 3:1—6
Introdução.

A. Hoje estamos iniciando a exposição de mais uma das sete cartas enviadas pelo próprio Senhor Jesus a algumas igrejas localizadas na Ásia por meio de seu fiel servo o apóstolo João. 
B. Essa é a quarta carta que vamos examinar. Ela foi enviada para a igreja localizada em Sardes e seu tema principal é REALIDADE.  E tal realidade era mesmo muito dura, porque Jesus diz para essa igreja o seguinte: TENS NOME DE QUE VIVES E ESTÁS MORTO! Muito duras são mesmo essas palavras. 
C. Além de palavras duras a carta também contém várias ironias da parte de Jesus, mas para entender as mesmas é necessário conhecer um pouco da história e da fama dessa cidade. 
D. Vamos então iniciar apontando alguns fatos históricos sobre Sardes que irão nos ajudar a entender melhor as Palavras de Jesus:

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1. Sardes estava localizada a 48 quilômetros a sudeste de Tiatira — última igreja que estudamos — e a 80 quilômetros a leste de Esmirna em linha reta. 
2. Sardes era uma cidade muito antiga. Sua data de fundação retrocede até o ano 1.200 a.C. 
3. Seu apogeu foi quando tornou-se a capital do reino da Lídia, tornando-se alvo de poderosos inimigos: entre esses, podemos citar tanto Ciro, o medo, como Alexandre , o Grande, da Macedônia. Por fim, como aconteceu com todo o resto da Bacia do Mediterrâneo foi também conquistada pelos Romanos em 133 a.C. 
4. A história nos diz que Sardes foi a primeira cidade a cunhar moedas de ouro e de prata. 
5. O povo de Sardes costumava alegar que eles tinham inventado a técnica de tingir a lã dos carneiros, mas isso não está comprovado historicamente. 

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Imperador César Augusto

6. Em 17 d.C. a cidade sofreu um terrível terremoto e foi arrasada. Mas graças às generosas doações dos imperadores romanos César Augusto e Tibério a mesma foi reconstruída. Tibério fez uma doação de 10.000.000 de cestércios romanos algo equivalente a 2.7 milhões de Reais. Tibério foi o imperador Romano sob o qual Jesus Cristo foi crucificado.

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Estátua de Tibério no Museu Chiaramonti, no Vaticano.

7. Sua deusa principal era a deusa grega chamada de Ártemis pelos romanos, mas que também atendia pelo nome de Cibele. O templo dessa deusa foi escavado e mede 50 metros de largura por 60 metros de cumprimento perfazendo um total de 3.000 mil metros quadrados! A altura do templo era de quase 20 metros! 

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Deusa Cibele

8. O povo de Sardes tinha grande interesse nas questões que envolviam a morte e a imortalidade. Acreditava-se que Cibele, a deusa local, tinha poderes para restaurar à vida, pessoas que estavam mortas.  É possível que seja desse interesse que brotam a primeiras, irônicas e duras palavras de Cristo para o povo da igreja local: TENS NOME DE QUE VIVES E ESTÁS MORTO! 
D. Vamos então iniciar nosso estudo do texto bíblico que se encontra em Apocalipse 3:1—6. 

AS PRIMEIRAS PALAVRAS DIRIGIDAS À IGREJA LOCALIZADA EM SARDES

I. Duras palavras da Parte de Cristo 
A. De todas as sete cidades, Sardes é a que ouve, sem sombra de dúvida, as críticas mais pesadas. As palavras de Jesus, como já vimos, são mesmo implacáveis! 
B. Jesus inicia a carta dizendo ser aquele que “Tem”, ou seja, Ele é Aquele que está em pleno domínio e soberania sobre todas as coisas — ver Apocalipse 3:1. O domínio de Jesus se estende tanto sobre os responsáveis pelas igrejas locais — chamados de estrelas — como sobre as sete manifestações do Espírito Divino, que é uma ideia emprestada do profeta Isaías que diz: 
Isaías 11:2 
Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR. 
C. Por favor, notem que se trata de um único e mesmo Espírito Santo que se manifesta de formas diversas e não de sete espíritos diferentes como alguns pregadores mal informados costumam alegar. 
D. Por esses fatores devemos dar muita importância à mensagem dessa carta. 
II. A Reprovação Manifestada Pelo Senhor 
A. Já mencionamos o terrível terremoto que destruiu a cidade no ano 17 d.C. 
B. As palavras de Cristo, por sua vez não são menos devastadoras ao dizer: TENS NOME DE QUE VIVES E ESTÁS MORTO! 
C. Como nas outras cartas Jesus também se apresenta como Aquele que conhece tudo, sabe tudo, percebe tudo. Nada consegue escapar ao seu escrutínio. São palavras repetitivas que visam nos despertar para essa grande realidade: 
Hebreus 4:13 
E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas. 
D. É possível que a Igreja em Sardes desfrutasse de progresso tanto material quanto do crescimento da igreja, já que a mesma não enfrentava problemas com falsas doutrinas, nem com falsos mestres, nem com perseguição. Tudo parecia refletir uma verdadeira condição de vigor e dinamismo. Certamente não havia escassez financeira nem carência de talentos ou recursos humanos. 
E. Mas as aparências diante dos homens não querem dizer o mesmo é verdadeiro diante de Jesus que conhece a verdadeira condição dos nossos corações. Por isso, para Cristo, a Igreja em Sardes era na realidade: 
III. Um Cemitério Espiritual 
A. A impressão que temos ao ler essa carta é que apenas umas poucas pessoas eram mesmo convertidas e viviam uma vida coerente com a vida cristã. A vasta maioria dos seus membros havia sucumbido ao paganismo reinante e eram cristãos apenas nominais. Eram como Paulo disse um dia de pessoas que pretendiam ser crentes, mas não eram crentes de verdade: 
2 Timóteo 3:5 na NTLH 
Parecerão ser seguidores da nossa religião, mas com as suas ações negarão o verdadeiro poder dela. Fique longe dessa gente!  
B. A Igreja era notoriamente distinta e respeitada, mas era, na realidade, um imenso cemitério espiritual. O veredito de Cristo está baseado em seu pleno conhecimento. Por isso, depois de enxergar a verdadeira condição daquela igreja por baixo da fachada de “dignidade”, o Senhor podia dizer: Apocalipse 3:2 — Não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus 
C. Apesar da boa reputação entre as pessoas da cidade, a Igreja em Sardes era muito insatisfatória diante de Deus. 
D. Essa distinção entre o que aparentamos ser e o que somos de verdade é de grande importância em todas as épocas. 
E. Aprenda a não dar importância às opiniões humanas. Não se orgulhe quando for elogiado pelas pessoas, nem entre em depressão quando criticado. Preocupe-se com o que Deus pensa de você. Como é que Deus te vê? 
F. Essa é uma palavra antiga, mas que vale, perfeitamente, para os dias de hoje — 
1 Samuel 16:7 
Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração. 
Conclusão:

A. A Igreja em Sardes nos faz lembrar a figueira mencionada em —

Mateus 21:19

Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.

B. Alguns de nós somos como o filho pródigo. Mesmo vivo, enquanto estava longe do pai, ele estava morto! Apenas por meio do arrependimento e o retorno para o Pai é que a verdadeira vida pode ser restaurada —

Efésios 5:14:

Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.

C. Embora tenhamos responsabilidades uns com os outros nossa maior responsabilidade é para com Deus. Sabe por quê? Porque é a Deus, a quem um dia teremos que prestar conta de absolutamente tudo! Ações, omissões, pensamentos e etc.

D. Vamos lembrar mais uma vez que Deus sabe nossos pensamentos e até nossos motivos. Nós estamos com que “nus” diante dele.

E. As questões que cada um de nós precisa responder são: Quanta realidade há por trás da nossa profissão de fé? E, quanto de vida autêntica por trás da nossa fachada?

F. A resposta fica a cargo de cada um!

OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

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APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 001

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 002

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 003

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 004

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 005 — FINAL

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 024 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 025 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002

Alexandros Meimaridis

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