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sábado, 2 de setembro de 2017

O RELÓGIO MUNDIAL — SETEMBRO DE 2017 — POPULAÇÃO DA TERRA


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O Relógio Mundial é uma fermenta poderosa contendo informações importantes para todos os crentes verdadeiros, que estão interessados e promover e defender a vida humana.
Hoje queremos apresentar os números referentes ao item: População.
Os dados coletados dizem respeito aos números disponíveis de 1 de janeiro de 2017 até 1 de setembro de 2017. Números são arredondados.

POPULAÇÃO DA TERRA: 7.530.000.000

POPULAÇÃO DO BRASIL: 211.583.000

POPULAÇÃO DA CHINA: 1389.000.000.000

POPULAÇÃO DA ÍNDIA: 1.345.000.000

NASCIMENTOS: 94.106.000

MORTES: 38.390.000

POPULAÇÃO DE 0 A 4 ANOS: 699.167.000

POPULAÇÃO DE 5 A 19 ANOS: 1.966.000.000

POPULAÇÃO DE 20 A 64 ANOS: 4.286.000.000

POPULAÇÃO DE 65 A 99 ANOS: 577.217.000

POPULAÇÃO ACIMA DE 100 ANOS: 384.870

Esses números devem nos ajudar a entender a dimensão da crescente necessidade dos esforços que precisamos fazer para manter acesa a chama da pregação do Evangelho a toda criatura.

Veja números sempre atualizados sobre esse tema em:

Para eu, que escolhi a vida e procuro promover a vida e vida em abundância, as informações do relógio mundial são uma excelente ferramenta como pregador e escritor.

O RELÓGIO MUNDIAL pode ser acessado através desse link:
Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sábado, 1 de abril de 2017

O RELÓGIO MUNDIAL — ABRIL DE 2017 — POPULAÇÃO DA TERRA


Resultado de imagem para FREE PICTURE OF THE WORLD CLOCK

O Relógio Mundial é uma fermenta poderosa contendo informações importantes para todos os crentes verdadeiros, que estão interessados e promover e defender a vida humana.
Hoje queremos apresentar os números referentes ao item: População.
Os dados coletados dizem respeito aos números disponíveis de 1 de Janeiro de 2017 até 1 de Abril de 2017. Números são arredondados.

POPULAÇÃO DA TERRA: 7.495.030.000

POPULAÇÃO DO BRASIL: 210.857.000

POPULAÇÃO DA CHINA: 1.387.027.000

POPULAÇÃO DA ÍNDIA: 1. 338.610.000

NASCIMENTOS: 34.800.000

MORTES: 14.195.000

A cada minuto:

Nascem: 267 pessoas.

Morrem: 109 pessoas.

POPULAÇÃO DE 0 A 4 ANOS: 695.907.000

POPULAÇÃO DE 5 A 19 ANOS: 1. 957.296.000

POPULAÇÃO DE 20 A 64 ANOS: 4.266.922.000

POPULAÇÃO DE 65 A 99 ANOS: 574.526.000

POPULAÇÃO ACIMA DE 100 ANOS: 382.996

Esses números devem nos ajudar a entender a dimensão da crescente necessidade dos esforços que precisamos fazer para manter acesa a chama da pregação do Evangelho a toda criatura.

Veja números sempre atualizados sobre esse tema em:

Para eu, que escolhi a vida e procuro promover a vida e vida em abundância, as informações do relógio mundial são uma excelente ferramenta como pregador e escritor.

O RELÓGIO MUNDIAL pode ser acessado através desse link:

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

FANATISMO RELIGIOSO LEVA JOVEM À MORTE NA ÍNDIA


Aradhana Samdariya
Aradhana SamdariyaImage copyright UMA SUDHIR

O artigo abaixo foi publicado pelo site da BBC Brasil.

Morte de menina após jejum religioso de 68 dias provoca polêmica na Índia
Morte de Aradhana Samdariya reacendeu discussão sobre jejuns religiosos

A morte de uma garota de 13 anos que passou 68 dias sem comer reacendeu a discussão sobre a prática do jejum religioso na Índia.

Aradhana Samdariya ficou quase dois meses e meio ingerindo apenas água quente, seguindo uma tradição do Jainismo, uma das religiões mais antigas da Índia.

Ela morreu dois dias depois de terminar o jejum.

A polícia do país passou a investigar o caso após uma denúncia de uma organização que defende os direitos das crianças - eles afirmam que os pais de Aradhana teriam forçado a garota a fazer o jejum.

"Os pais dela, Laxmi Chand e Manshi Samdariya, estão sendo acusados de homicídio culposo (causar morte por negligência) e crueldade contra menores", afirmou um porta-voz das autoridades indianas.

Os pais de Aradhana são joalheiros ricos de Hyderabad, uma das maiores cidade da Índia, e negam terem forçado a filha a fazer o jejum.

"Ela pediu permissão para jejuar. Falamos para ela parar depois de 51 dias, mas ela não queria desistir. Foi voluntário, ninguém a forçou", disse o pai da jovem.

Mas ativistas argumentam que os pais queriam que a menina jejuasse porque "o guru da família disse a eles que, se a filha ficasse 68 dias sem comer, os negócios deles iriam prosperar".

"O país inteiro deveria se envergonhar de que uma prática como essa ainda exista. A garota foi forçada a beber só água o dia todo. Ela não podia pôr nem um sal ou um limão ou qualquer outra coisa na água", disse à BBC o ativista Achyut Rao.

Postagem no Twitter criticando a prática
Postagem no Twitter criticando a prática Image copyright Reprodução Image caption

Muitas pessoas usaram redes sociais para criticar jejum que levou a jovem à morte

Rao também criticou a família por ter feito uma procissão "para santificar" a menina durante o funeral.

"A coisa mais chocante é que a família está feliz (porque acredita) que ela foi uma das raras pessoas a serem levadas por Deus", afirmou.

Prática comum

Jejuar é uma prática comum nas religiões na Índia e especialmente entre os praticantes do Jainismo.

Outro costume da crença, também bastante criticado por ativistas, é o que eles chamam de santhara - quando uma pessoa deixa de comer e até de beber água com o objetivo de se preparar para a morte.

Especialistas dizem que o corpo humano consegue sobreviver sem comida por até dois meses.

O jejum, porém, não é exclusividade dessas religiões - muçulmanos, cristãos, hinduístas e judeus também adotam a prática em algumas datas. Mas nenhuma dessas doutrinas aprova jejuar até a inanição e morte.

Líderes jainistas continuam, porém, a defender que seus seguidores fiquem longos períodos sem comida.

"Mulheres grávidas ou aqueles que não estão bem não devem jejuar. Mas não há nada que impeça que uma criança jejue. O quanto elas devem ficar sem comida, porém, depende de sua capacidade individual", afirmou o monge Maharasa Ravinder Muniji ao site Firstpost.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO: Como já temos falado diversas vezes, RELIGIÃO É ESCRAVIDÃO. E como tal, é também, muitas vezes, assassina.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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sábado, 28 de maio de 2016

A MENINA ESTUPRADA E O SILÊNCIO DOS EVANGÉLICOS

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Foi algo realmente lamentável esse fato envolvendo uma menina de apenas 16 anos e 30 ou mais homens que a estupraram. Mais lamentável ainda é o silêncio dos evangélicos, inclusive desse blog, porque só foi tomar conhecimento do que aconteceu graças a uma leitora atenta ao que se passa nas mídias sociais. Visando corrigir esse erro, hoje estamos publicando um artigo da BBC Brasil. O artigo é de autoria da jornalista Renata Mendonça nos chama atenção para essa verdadeira aberração que é como esses crimes são tratados no país chamado Brasil. Ou seria índia?

Segundo a promotora de Justiça e coordenadora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (GEVID), do Ministério Público do Estado de São Paulo, Silvia Chakian, que é especialista no tema, o fato revela a certeza da impunidade por parte daqueles que o praticaram.

E mais: O estupro revela uma sociedade criminosa e violenta contra a mulher. Que enxerga que o corpo da mulher é feito para o homem usufruir."

Segue o artigo.

'A Índia é aqui': Impunidade fez estupro coletivo virar motivo de ostentação, diz promotora.

Renata Mendonça
Da BBC Brasil em São Paulo

Vídeo do estupro foi divulgado no Twitter

Um estupro coletivo de uma jovem de 16 anos chocou o Rio de Janeiro e causou comoção nas redes sociais após imagens do crime terem sido divulgadas pelos próprios suspeitos dele no Twitter.

O vídeo que foi amplamente compartilhado nas redes sociais tem cerca de 40 segundos de duração e mostra a garota deitada e desacordada enquanto os rapazes conversam ao fundo. "Engravidou de 30", diz um deles. Em uma das fotos divulgadas também pelo Twitter é possível até ver o rosto de um deles, que posa para a câmera em frente à menina.

O fato é ainda mais chocante porque revela a certeza da impunidade de estupradores, segundo a promotora de Justiça e coordenadora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (GEVID), do Ministério Público do Estado de São Paulo, Silvia Chakian, que é especialista no tema.

"Mostra a certeza total da impunidade desses criminosos, que agem em grupo e que gravam e publicam a própria prova do crime que praticaram. Mostra o descaso pra eventuais responsabilizações, descaso com a Justiça", afirma à BBC Brasil.

"Um deles revela até a autoria, o rosto. Qual é a mensagem que ele está passando? É de 'eu não acredito na lei, na polícia, na Justiça, eu não tô nem aí'. Essa mensagem não pode ficar para sociedade."

Chakian opina que a maneira como o vídeo foi compartilhado pelos suspeitos do estupro, que mostravam "orgulho" pelo crime praticado, é um sinal de como a "violência contra a mulher é naturalizada no Brasil".

"O (episódio) mostra que praticar crime dessa natureza é motivo de vaidade, de ser ostentado", diz.

"Não tem 30 monstros juntos. Não tem patologia nisso. É uma questão cultural. São 30 pessoas que participaram do crime e nenhuma delas agiu para evitar que aquele crime acontecesse. Isso revela uma sociedade criminosa e violenta contra a mulher. Que enxerga que o corpo da mulher é feito para o homem usufruir."

O crime foi bastante agravado, segundo a promotora, pela exposição das imagens da garota na web.

"A impunidade anda de mãos dadas com a violência. Precisa haver uma punição exemplar e essa punição tem que ser divulgada para que a sociedade saiba. Temos que conscientizar essa sociedade de que quem compartilha, quem faz piada, (está agindo de modo) tão grave quanto ao do estuprador."

Comoção

O vídeo começou a ser compartilhado nas redes sociais na noite da última quarta-feira e logo despertou uma enxurrada de comentários - alguns em tom de comoção e revolta, e outros em tom jocoso.

A exposição do caso na web, porém, também fez com que centenas de pessoas se mobilizassem para reportar os autores do vídeo ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Até a manhã desta quinta-feira, o órgão já havia recebido mais de 800 denúncias relacionadas ao episódio.

Jovem havia ido a uma festa, foi dopada e levada pelos mais de 30 homens que a estupraram

"O lado positivo nesse mar de crueldade é que foi graças à revolta da internet, dos usuários, que as denúncias chegaram em um número muito grande ao Ministério Público", o que pode ajudar a polícia na identificação de responsáveis, disse Chakian. Segundo a TV Globo, a polícia civil do Rio já identificou um suspeito do crime e outros dois de terem divulgado as imagens online.

"A internet não pode ser encarada só no aspecto negativo. Ela também é usada como veículo de empoderamento das pessoas para denunciar. As pessoas conseguiram denunciar com a mesma velocidade com que o vídeo foi divulgado."

Além da busca pelos suspeitos, a polícia do Rio de Janeiro está identificando também as pessoas que compartilharam o vídeo e endossaram o crime nas redes sociais. Segundo a promotora de São Paulo, não existe tipificação específica para o ato de compartilhar vídeos íntimos na internet, mas casos assim podem ser encaixados em "apologia ao crime" ou "crime contra a honra".

"É bem verdade que a nossa legislação não acompanhou a evolução tecnológica. Mas esse caso pode se encaixar em violação da privacidade, que é crime mais grave no Estatuto da Criança e do Adolescente. É apologia ao crime, é crime contra a honra."

"As pessoas têm que entender que os que compartilharam são tão criminosos e conduta deles foi tão violenta quanto à do estupro em si", opinou Chakian.

'A Índia é aqui'

Além do episódio no Rio de Janeiro, vieram a público recentemente também outros dois casos de estupro coletivo - ambos no Piauí, um no ano passado e outro na última semana. A promotora de São Paulo explicou que crimes graves contra a mulher como esses tendem a ser mais comuns em países onde a desigualdade de gênero é mais acentuada.

"As pessoas falam da Índia e se chocam a cada caso de estupro lá, mas a Índia é aqui. Gerou repercussão o caso de lá, mas a nossa realidade é similar", disse.

No Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos, segundo os dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no final do ano passado. Em 2015, o país registrou 47.646 casos de estupros.

"Por tudo isso, esse caso precisa de uma punição exemplar. E acima de tudo, precisamos fazer um trabalho de educação de gênero, de respeito ao corpo da mulher e aos direitos dela."

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:

É mesmo uma pena que nenhum daqueles que se dizem líderes dos evangélicos e se declaram defensores da moral e dos bons costumes tenham ficado calados. Que nenhum deles tenham se manifestado em defesa desse verdadeiro massacre sofrido pelas mulheres: 47.646 mulheres foram estupradas apenas no ano 2015 no Brasil. Mesmo diante disso você não vê ninguém levantando um protesto ou clamor contra isso. Mas vão falar muito contra a parada gay e etc. O cinismo de pessoas como Marco Feliciano, Silas Malafaia, Ana Paula Valadão, Jair Bolsonaro — recentemente batizado no Rio Jordão — et caterva, deve ficar evidente para todos.

Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 25 de outubro de 2014

DALITS CATÓLICOS ROMANOS RESOLVEM FAZER SUA VOZ SER OUVIDA NA ÍNDIA



O artigo abaixo foi publicado pelo site do Instituto Unisinos:

Fonte: http://goo.gl/ZkPvKb         

A reportagem é do sacerdote John Buckthese, publicada por Religión Digital, 11-10-2014. A tradução é do Cepat.

Os dalits católicos ROMANOS levantam a voz e criam uma igreja dentro da Igreja

Ontem, na capital da Índia, os católicos dalits inauguraram uma igreja dentro da Igreja católica. Os líderes leigos tomaram a iniciativa e colocaram em funcionamento a ‘Bharatiya Dalit Igreja’ na Índia. Uma iniciativa que conta com o apoio da maioria dos sacerdotes e religiosos. Os católicos da casta dos intocáveis, que representam 70% da Igreja católica na Índia, querem que sejam considerados e que se respeite sua voz no seio eclesial.
           
“Para pregar a Boa Nova aos Dalits” (Lc 4,18)

‘Bharatiya Dalit Igreja’ (BDC) (Bharatiya significa Índia, a palavra ‘Dalit’ se refere à comunidade marginalizada). A Igreja nova, iniciada pelos católicos Dalits na Índia, está comprometida em pregar a ‘Boa Notícia’ de Jesus Cristo aos dalits, a casta hindu que é discriminada e marginalizada socialmente e economicamente.

Visão da igreja Dalit

Evangelização aos Dalits, os chamados intocáveis, rejeitados constantemente, perseguidos, envergonhados e conduzidos à margem da sociedade. A pregação do Evangelho de Cristo significa restaurar a dignidade e a identidade dos dalits à imagem e semelhança de Deus (Gênesis, 1, 27).

Jesus histórico viveu como qualquer homem, sofreu como um dalit, porque Jesus foi rejeitado pela sociedade, ridicularizado pelas autoridades, desprezado pelos líderes religiosos e torturado até a morte. Jesus sofreu como a comunidade dalit está sofrendo na sociedade, ao longo da história e agora, especialmente dentro da Igreja católica na Índia.

‘O sofrimento’ é considerado como uma norma, característica e uma lei não escrita para os dalits na Índia e isso nós também vemos na vida de Jesus até a morte, e continua ainda, passados 2000 anos. Jesus sofre a cada dia conosco (dalits) e sua promessa de estar conosco até o fim dos tempos é a garantia de sua participação contínua com o sofrimento dos dalits, que se pode chamar ‘dalitness’, que significa característica dos dalits’.

Jesus em seu ministério público se identificou com os ‘dalits’ de seu tempo e de sua sociedade e se solidarizou com os samaritanos e gentios. Ele sentou e comeu junto com os gentios, pecadores e publicanos. (Mc 2, 15-16). Sua relação e a atitude para com os povos marginalizados, com os samaritanos, mulheres, com os pobres, cegos e coxos não era uma atitude do povo da Judeia. O próprio Jesus atualmente continua se identificando com os dalits que estão sofrendo por razões sociais, econômicas e também pela religião católica onde estão marginalizados sem respeito e dignidade.

A Esperança dos Dalits

A ressurreição de Jesus Cristo é o grande sinal de esperança para os dalits, que de fato poderia realizar seu sonho de liberdade e a justiça no futuro. Jesus Cristo está conosco, animando e fortalecendo-nos para continuar sua luta contra a injustiça e a opressão. Levantando-se de entre os mortos, Jesus demonstrou que a morte não é a última palavra; então, os males e as injustiças não podem e não terão a vitória final. Isto nos dá a esperança de que a luta dos dalits contra a injustiça e a opressão não é uma batalha perdida. Surgirá um dia e os dalits poderão ascender com Jesus para uma existência mais humana, mais livre e mais digna.

O Sonho dos Dalits

Nosso sonho é criar uma sociedade prevista pelo Dr. R. R. Ambedkar, onde todos são iguais, ‘o reino de Deus’ assim como Jesus pregou. Aqui, homens e mulheres de boa vontade, sem nenhuma discriminação de casta, cor e raça trabalharão juntos como uma só família para realizar o sonho.

Recursos dos Dalits

Recuperar a identidade perdida, restaurar a rica história e cultura dos dalits na Índia pelo caminho da ética, da moral e dos valores cristãos.

OUTRO ARTIGO ACERCA DO DALITS DA ÍNDIA


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 6 de setembro de 2014

RENASCIMENTO DA FÉ CRISTÃ NA ÍNDIA



O artigo abaixo foi publicado pela revista Cristianismo Hoje e é da autoria de Tim Stafford.

Novo nascimento espiritual

Cristianismo cresce entre as classes menos favorecidas da Índia e já influencia outros setores da sociedade.

Escrito por  Tim Stafford

Shivamma está descalça; seu sári é simples e seu corpo, esquelético. Sua casa foi construída dentro de um tubo de captação de água pluvial, descartado pela fábrica onde ela e o marido trabalham. A vizinhança, escondida num enorme pátio arborizado, é composta por canos imensos, perfilados como se fossem traillers. A família da Shivamma, composta por quatro pessoas, vive na Índia. Apesar de ela ser oriunda da casta dalit, sua vida melhorou depois que ela abraçou a fé cristã. Ela veio morar na vila de tubos como uma jovem noiva, buscando escapar da miséria de sua vila natal. Shivamma e seu marido ganham o equivalente a US$ 5 dólares (uns 11 reais) por dia. Por três anos, ela permaneceu estéril – até que um jovem cristão, chamado Bangarraju, veio à sua casa orar por ela: “Eu não sabia porque ele tinha vindo ou para quem ele orava”, lembra a mulher. “Pensei que Jesus fosse um dos deuses”. Ela concebeu, dando à luz a um filho e, depois, a uma segunda criança, uma menina. Quando sua filha tinha três meses de idade, ficou muito doente. Bangarraju veio, orou novamente, e a garota foi curada. “Dei-me conta de que Jesus era o Deus verdadeiro”, diz Shivamma. A conversão mudou a rotina da pobre família. “Costumávamos beber e todos os dias tínhamos brigas terríveis. Jesus Cristo trouxe paz à nossa casa. Não tenho mais medo porque conheço o verdadeiro Deus e confio nele”, declara.

É provável que Shivamma não tenha noção disso, mas pessoas como ela são a cara da nova Índia cristã. Potência emergente e um dos principais pólos de atração de investimentos internacionais, o país, de mais de 1 bilhão de habitantes, tem visto surgirem comunidades cristãs vibrantes e crescentes. Elas são parte de uma Igreja totalmente nacional, contextualizada com a cultura local e fruto de evangelismo autóctone. A recém-criada Índia cristã é encontrada na camada mais baixa da sociedade, em meio a homens e mulheres como Shivamma, pobres e analfabetos. Eles pensam de uma forma inimaginável para seus ancestrais e muitos estão seguindo a Cristo, fato inédito na história do país. Ser um dalit é muito pior do que ser pobre, pois não importa quanta educação ou patrimônio acumule, o indivíduo permanece impuro. Eles são cerca de 150 milhões de pessoas, e, como os leprosos bíblicos, exceto pelo fato de que, conforme a cultura indiana dominante, não podem ser curados. Contudo, muito embora descenda de gerações de pessoas acostumadas a se curvar e a resignar-se com a invisibilidade social, Shivamma não se humilha mais.



Bangarraju também é um dalit. Missionário e fundador de igrejas, ele começou a alcançar a vila dos tubos em 1996. Ensinava crianças analfabetas numa escola informal, que se reunia debaixo de uma árvore. Além disso, o obreiro organizava visitas médicas, com o apoio da missão que o sustenta, a Operação Mobilização. Durante o seu primeiro ano de visitas à vila, Bangarraju nada disse sobre Jesus. Agora, uma grande parcela da vila de tubos segue a Cristo. Com o passar dos anos, o missionário fez mais do que pregar o Evangelho: ele ensinou Shivamma e seu marido a disciplina necessária para economizar dinheiro. Como resultado, o casal conseguiu comprar uma casa em sua vila natal. Considerando o futuro próximo, Shivamma está feliz morando em seu tubo, sem ter de pagar aluguel. Ainda assim, ela tem sonhos maiores para seus filhos: a educação que nem ela ou seu marido receberam. Por isso, está decidida a fazer com que as crianças aprendam inglês e saiam da vila de tubos. “Não queremos que eles sofram como nós sofremos”, resume.

OPORTUNIDADES


A igreja da Índia cresce de maneira vertiginosa. Hoje, cerca de 70 milhões de indianos declaram-se evangélicos, segundo dados da missão Operação Mundial. Tal número, se verdadeiro, a colocaria entre as oito maiores populações cristãs do mundo, logo atrás de Filipinas e Nigéria, e maior do que em nações de forte tradição protestante, como Alemanha ou Reino Unido. Só que, diferentemente dos irmãos de fé em outros países, os crentes da Índia vivem num contexto espiritual bem próprio e hostil – o panteão hindu tem quase 300 milhões de deuses e há grupos religiosos extremistas atuando no país. Quando fundamentalistas hindus venceram as eleições nacionais em 1998, trouxeram com eles um hinduísmo radical que fomentou perseguição aos cristãos e leis contrárias à conversão. O evangelismo público tornou-se praticamente impossível. Missionários indianos, então, deixaram as pregações e reuniões nas ruas, estabelecendo-se e em lugares específicos com o intuito de abrir escolas, oferecer desenvolvimento econômico e treinamento, bem como implantar igrejas domésticas. Dez anos depois, na região de Orissa, confrontos religiosos deixaram mais de mil cristãos mortos e aldeias inteiramente destruídas. Grupos radicais de orientação hinduísta, maoísta e muçulmana costumam perseguir as comunidades cristãs, muitas vezes com a complacência das autoridades.

Mesmo assim, oportunidades para espalhar as boas novas do Evangelho parecem estar em todo lugar. Outra organização missionária, a Operação Mundial contabiliza 2.223 grupos ainda não evangelizados na Índia, cinco vezes mais do que na China, a segunda nação menos alcançada do mundo. “Índia, Afeganistão e Paquistão formam a maior concentração da humanidade não alcançada do mundo”, afirma Jason Mandryk, ligado à entidade. Contudo, por toda a vasta nação, relatos sobre conversões a Cristo se sucedem. A Operação Mobilização, uma das maiores agências missionárias que atuam no país, cresceu a ponto de abranger 3 mil congregações, das quais trezentas surgiram na última década. Certo ministério, com base em um hospital no norte da Índia, testemunhou 8 mil batismos ao longo dos últimos cinco anos, após um longo período de poucos resultados na pregação. As detalhadas estatísticas da agência missionária mostram que a Igreja cristã está crescendo a uma taxa três vezes maior do que a população hindu da Índia.
“Isso é algo novo nos últimos dez anos, especialmente no norte da Índia”, avalia Todd Johnson, diretor do Centro para o Estudo do Cristianismo Global do Seminário Teológico Gordon-Conwell. Ele adota estatísticas mais modestas em relação à quantidade de cristãos no país. O Atlas do Cristianismo Global, editado pelo centro, estima que eles seriam perto de 60 milhões. A diferença, contudo, pode ser explicada pela metodologia de contagem. É que muita gente está frequentando comunidades religiosas independentes e outros, embora convertidos ao Evangelho, não revelam abertamente sua condição, devido ao temor de represálias e supressão de direitos familiares ou sociais.  O censo indiano de 2001 colocou os cristãos como representando um pouco mais do que 2% da população do país. Contudo, atualmente a Operação Mundial estima esse número próximo de 6%, e aponta que pesquisadores cristãos na Índia encontram resultados ainda maiores, alcançando nove por cento. “Inúmeros cristãos indianos dizem que portas fechadas por séculos estão se abrindo”, destaca Johnson.

Em uma nação com território de proporções continentais e habitada por centenas de grupos étnicos, é difícil ter certeza sobre essas tendências. As estatísticas sobre religião são poucas, e os relatórios de organizações missionárias podem refletir apenas condições locais. Mesmo assim, a mudança no panorama religioso na índia é perceptível. “Situações animadoras estão acontecendo. Isso é real”, comemora Johnson. “Nossa metodologia é esperar para ver e fazer nosso melhor para identificar esse movimento. Porém, o que está ocorrendo é notável. Todo mundo concorda com isso”. Mandryk lembra que os resultados mais notáveis são observados justamente na base da pirâmide social. “Todos sabem sobre o incrível reavivamento entre os dalits. Esse foi o maior crescimento nos últimos anos”, comenta. Contudo, a influência já se faz sentir em outros setores da sociedade.  “Agora, vemos sinais de crescimento entre as castas médias e entre aquelas pessoas com menos de 35 anos. Existe uma nova dinâmica em curso entre a geração urbana e educada, e também nas castas mais altas.”

Embora as taxas de crescimento da Igreja não tenham atingido o mesmo nível daquelas observadas na China, durante o pico das décadas de 1970 e 80, Mandryk acredita que ele pode ser acelerado.  “Está ocorrendo uma mudança de marcha e o movimento começa a ganhar velocidade. A diversidade de castas, regiões e contextos é um fator importante. O crescimento da igreja não está mais restrito aos miseráveis.”

“MENSAGEM DE LIBERTAÇÃO”



Inquestionavelmente, a Índia está no meio de rápidas mudanças econômicas e sociais. Essas mudanças contribuem para quebrar tradições religiosas, especialmente o sistema indiano de castas. “O hinduísmo é uma ferramenta para nos oprimir”, diz T.V. Joy, um plantador de igrejas no norte da Índia: “E o Evangelho é uma mensagem de libertação, não apenas para o céu. Ele tem palavras de liberdade. A verdade é que Deus fez o homem à sua imagem”. Essa verdade, afirma Joy, enfraquece as concepções tradicionais sobre as castas. Entre 70% e 90% dos cristãos na Índia são dalits. Quando se convertem, eles reforçam a imagem do cristianismo como uma religião digna de desprezo por parte dos demais grupos – como os brâmanes, a elite religiosa, e os militares, proprietários rurais e trabalhadores, que ocupam as outras castas. Embora o governo, oficialmente, tenha suprimido esse sistema social, a discriminação também existe entre os cristãos. “Na teoria, sermos todos um em Cristo está correto, porém na prática isso não é verdade”, atesta diz Y. Moses, uma ativista dalit.

A maioria dos cristãos indianos afirma que suas igrejas enfrentam grandes desafios.  Materialismo, discriminação, disputas entre as lideranças e uma fé desinteressada são males evidentes. Porém, quando instados sobre a razão de os indianos estarem indo a Cristo em números impressionantes, líderes apontam o trabalho do Espírito Santo. Então, eles mencionam fatores críticos que enfraquecem crenças hindus tradicionais, deixando os indianos mais abertos à mudanças. Um deles é o crescimento urbano. Na Índia, 43 cidades têm mais de um milhão de habitantes, e grandes aglomerados como Calcutá, Mumbai e Nova Déli, passam de dez milhões. As cidades apresentam grande fluidez social – pessoas de todas as classes se misturam e as castas se tornam menos importantes. O preconceito permanece, porém é mais sutil, e assim pessoas menos favorecidas podem ascender socialmente.

Outro aspecto favorável é a ênfase cristã na educação. Agências missionárias têm montado projetos de formação profissional, ensino médio e de inglês, inclusive nas vilas rurais. O setor de serviços também está crescendo rapidamente. Um pastor cristão no norte da Índia, por exemplo, forma técnicos em manutenção de aparelhos de ar-condicionado. E os formados, praticamente todos oriundos das castas mais baixas, conseguem empregos nas novas empresas, mais interessadas na eficiência do que na origem social dos funcionários. “Os missionários democratizaram a educação”, diz o advogado dalit A. Maria. De fato, muitas das melhores escolas da Índia são instituições cristãs privadas fundadas por missionários, algumas remanescentes do período colonial britânico. Como era de se esperar, estudantes abastados (e, consequentemente, de castas mais prestigiadas) procuram essas escolas, tendo contato com outro tipo de abordagem religiosa.

A consolidação da democracia, por outro lado, também mostra a crescente influência cristã. O pleito parlamentar de 2009 registrou um recorde de 60% de comparecimento às urnas entre os mais de 700 milhões de eleitores. Algumas regiões cristãs testemunharam uma enorme frequência. Por exemplo, Nagaland, no nordeste da Índia, que concentra uma alta taxa de cristãos, registrou um recorde de 90% de comparecimento. O ingresso de obreiros no país também está mais fácil. A Índia havia parado de conceder vistos a missionários vindos do exterior nos anos 1950. Isso aniquilou escolas e hospitais cristãos, que dependiam de capacitação estrangeira. Contudo, gradualmente, o número de agências missionárias indianas tem crescido. Em 1971, havia menos de 20 delas; hoje existem, no mínimo, duzentas. A Operação Mundial conta com mais de 80 mil missionários indianos, a maioria servindo em um ambiente transcultural.

“Deus nos chamou para plantar igrejas”, diz Alfy Franks, da Operação Mobilização. No entanto, a instalação de novas congregações cristãs, em geral, é combinada com outras atividades, como fornecimento de microcrédito, educação e assistência médica. Na Índia, a veneração a uma infinidade de deuses e o ambiente favorece o misticismo – portanto, uma abordagem puramente espiritual não passa necessariamente a mensagem certa. Por meio do desenvolvimento comunitário, os missionários indianos demonstram que Jesus é mais do que apenas mais um deus a ser adorado. Ele é o Senhor que transforma vidas. Para os indianos que sofrem com a opressão espiritual ou com a pobreza – sem dúvida, indianos de todas as castas –, essa mensagem de transformação fala poderosamente.

O artigo original da Cristianismo Hoje poderá ser visto por meio desse link aqui:


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Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

TRAZENDO DE VOLTA OS URUBUS


Urubus devorando carne humana.

O objetivo desse artigo é ajudar nossos leitores a entenderem um pouco melhor certa práticas das religiões não cristãs.

Parsis em Mumbai

Os seguidores do Zoroastrianismo que pertencem à comunidade parsi na cidade de Mumbai — antiga Bombaim — na Índia estão se preparando para trazer de volta para a cidade colônias de urubus para que possam devorar os corpos de seus mortos. Essas pessoas têm rejeitado tanto o sepultamento quanto a cremação — comum na índia — a favor de deixar que seus mortos sejam devorados pelos urubus.

Entrada para as "Torres do Silêncio"

Esses pássaros que se alimentam de carne em estado de putrefação desapareceram de Mumbai devido a uma combinação de fatores. Agora, após uma longa negociação que durou mais de 6 anos o governo da cidade concordou em financiar os US$ 5 milhões necessários para trazer de volta os pássaros carnívoros.
Antigamente, quando a índia tinha uma população de urubus superior a 400 milhões de aves os corpos eram rapidamente consumidos. Mas nas últimas décadas esses pássaros começaram a morrer aos milhares contaminados por cadáveres que haviam sido tratados com uma droga chamada diclofenaco – presente em medicamentos como cataflan e voltaren — a qual causa uma falha no funcionamento dos rins desses animais.
Os parsis possuem um santuário de 54 hectares no coração de Mumbai onde funcionam três torres de silêncio, onde colocam seus mortos, sendo uma para homens, outra para mulheres e a terceira para crianças.
No fundo pensamos que tal prática é um sério caso de saúde pública, mas essa não é a única prática desse tipo naquele país com mais de 1 bilhão de habitantes e mais de um milhão de deuses.

Torre do Silêncio com Urubus 

Cremos que os ensinamentos do apóstolo Paulo em 1 Coríntios são muito apropriados nesse contexto, para nossa meditação e conforto:

1 Coríntios 15:1—58

1 Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais;

2 por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.

3 Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,

4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

5 E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.

6 Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem.

7 Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos

8 e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.

9 Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.

10  Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.

11 Portanto, seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes.

12 Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?

13 E, se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou.

14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;

15 e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam.

16 Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.

18 E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram.

19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

20 Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.

21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.

22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.

23 Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.

24 E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.

25 Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.

26 O último inimigo a ser destruído é a morte.

27 Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente, exclui aquele que tudo lhe subordinou.

28 Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

29 Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos? Se, absolutamente, os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles?

30 E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora?

31 Dia após dia, morro! Eu o protesto, irmãos, pela glória que tenho em vós outros, em Cristo Jesus, nosso Senhor.

32 Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos.

33 Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

34 Tornai-vos à sobriedade, como é justo, e não pequeis; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; isto digo para vergonha vossa.

35 Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? E em que corpo vêm?

36 Insensato! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer;

37 e, quando semeias, não semeias o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente.

38 Mas Deus lhe dá corpo como lhe aprouve dar e a cada uma das sementes, o seu corpo apropriado.

39 Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos homens, outra, a dos animais, outra, a das aves, e outra, a dos peixes.

40 Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres.

41 Uma é a glória do sol, outra, a glória da lua, e outra, a das estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de esplendor.

42 Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.

43 Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.

44 Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

45 Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante.

46 Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual.

47 O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.

48 Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais.

49 E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.

50 Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,

52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.

54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

56 O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

57 Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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