Há alguns dias um leitor do blog
me escreveu pedindo para eu iniciar com ele uma discussão sadia e respeitável
acerca do que ele chamou “da possibilidade de um dilúvio global e da construção de uma
arca (de acordo com as dimensões descritas na bíblia e que tenho certeza você
sabe quais são) em pares toda a espécie animal existente na terra”.
Como é minha convicção que esse
assunto é do interesse geral, e parece que todas as perguntas do leitor serão
desse modo mesmo, eu penso que o melhor é responder por meio de artigos que
possam ser do proveito de todos os leitores do Blog o Grande Diálogo.
Bem, o leitor pediu para a gente
comentar sobre a arca de Noé, os animais dentro da arca e o dilúvio global.
Então vamos responder por parte, evitando generalizações, o quanto possível e
até acrescentando informações que não foram solicitadas pelo nosso amigo
inquiridor.
I.
Deus Manda Noé Construir a Arca e Promete Fazer uma Aliança com ele – Gênesis –
6:14—22.
Antes de qualquer
coisa, eu preciso começar dizendo que, em muitos assuntos a narrativa bíblica é
sucinta e discreta, bem distinta de outras narrativas que alguns pretendem
fazer competir com a aquela que encontramos nas Escrituras. Por esse motivo,
não iremos especular de forma absurda, mas, quando necessário, faremos sim
algum tipo de especulação que seja razoável. Por outro lado também queremos
deixar claro que existem muitas afirmações dogmáticas, feitas por pessoas que
não conhecem e pior, que não entendem a narrativa bíblica. Entre essas
afirmações as mais comuns são: 1) A arca é apenas uma lenda; 2) Os animais não caberiam
dentro da arca. Bem, nós pretendemos mostrar que, na maioria desses casos, quem
faz tal tipo de afirmação não conhece o suficiente nem da Bíblia nem de
zoologia. Mas nosso propósito é ajudar a todos e esperamos que esse material
possa contribuir para um debate, sempre mais amplo, especialmente também entre
os próprios evangélicos que, muitas vezes, demonstram desconhecer, de forma
absoluta, toda essa questão.
1.
A Arca de Noé – Detalhes Técnicos contidos na Bíblia Gênesis 6:14—22
14
Faze uma arca de tábuas de cipreste; nela farás compartimentos e a calafetarás
com betume por dentro e por fora.
15
Deste modo a farás: de trezentos côvados será o comprimento; de cinqüenta, a
largura; e a altura, de trinta.
16
Farás ao seu redor uma abertura de um côvado de altura; a porta da arca
colocarás lateralmente; farás pavimentos na arca: um em baixo, um segundo e um
terceiro.
17
Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre a terra para consumir toda
carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra
perecerá.
18
Contigo, porém, estabelecerei a minha aliança; entrarás na arca, tu e teus
filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos.
19
De tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie, macho e fêmea, farás
entrar na arca, para os conservares vivos contigo.
20
Das aves segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo
réptil da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti, para
os conservares em vida.
21
Leva contigo de tudo o que se come, ajunta-o contigo; ser-te-á para alimento, a
ti e a eles.
22
Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara.
A arca foi uma
embarcação construída sob a orientação de Deus, e que foi destinada a salvar
Noé e sua família da destruição que iria se abater sobre a raça humana, por
meio das águas do dilúvio. As mesmas águas que iriam dar um fim à toda aquela
situação, de absoluta corrupção em que se encontravam os seres humanos naqueles
dias, seriam o meio pelo qual, mediante a arca, Noé e os seus seriam salvos —
ver 1 Pedro 3:20. O que representava a perdição de uns, representava a salvação
para outros. A arca nos revela tanto a misericórdia — bondade — quanto o
julgamento — a severidade — de Deus — ver Romanos 11:22. O julgamento de Deus
pode ser visto na destruição dos perversos, ao passo que Sua misericórdia pode
ser vista na preservação de Noé e, por meio dele, na preservação da raça humana
e dos animais criados. O mesmo é verdadeiro com respeito à palavra acerca da
cruz do Senhor Jesus que é, para nós, prova do poder de Deus, mas para os que
se perdem não passa de loucura — ver 1 Coríntios 1:18—29. Também podemos
notar, no texto de
Gênesis, que Noé não era nem um dos נְּפִלִים —
nefiliym — gigantes, nem pertencia à
classe dos גִּבֹּרִים — guibboriym — valentes.
Mas foi exatamente esse homem, Noé, que Deus escolheu para humilhar os grandes
e os poderosos. Juntamente com Noé e toda sua família, Deus também salvou os
animais por meio das águas do dilúvio.
A arca, segundo as
instruções fornecidas por Deus a Noé, media 150 metros de cumprimento por 25
metros de largura e 15 metros de altura aproximadamente, se utilizarmos um
côvado[1]
médio de 50 cm — ver Gênesis 6:15. Em termos modernos, calcula-se que a arca
possuía uma capacidade de deslocamento da ordem de 43.500 toneladas. Assim
construída, a arca era um barco extremamente estável e perfeitamente habilitado
para flutuar. Não havia necessidade de transportá-la para colocá-la na água,
porque as águas viriam até onde ela estava. A madeira que Deus ordenou Noé utilizar
para construir a arca é chamada, no original, de גֹפֶר —
gofer — e é traduzida por
“cipreste”. Todavia devemos deixar bem claro que esta a palavra גֹפֶר —
gofer,
no hebraico, representa um tipo de madeira desconhecida, porque o sentido desta
expressão é desconhecido. O material usado para calafetar a arca foi o betume,
que foi aplicado tanto por dentro quanto por fora – ver Gênesis 6:14. A
iluminação e a ventilação interna estavam garantidas pela construção —
aparentemente no alto — de uma estrutura vazada que circundava todo o perímetro
da arca — ver Gênesis 6:16. Esta estrutura vazada tinha a largura de 1 Côvado
ou 50 cm aproximadamente. A arca possuía apenas uma porta lateral e tinha três
andares — Gênesis 6:16. Certamente para construí-la era necessária enorme
habilidade de carpintaria. Mas, como acontece com todos os mandamentos de Deus,
juntamente com os mandamentos, o Senhor sempre supre a capacidade para que
possamos obedecê-los.
A maioria das pessoas
não sabe o que é um navio capaz de deslocar 43.500 toneladas. Assim, para
ajudar todos a entender a Arca que Noé construiu e como ela era bem diferente
de outras narrativas antigas, que descrevem uma arca e também o próprio dilúvio
oferecemos algumas fotos de uma reconstrução moderna da Arca e uma imagem de
uma arca “concorrente” citada no Épico de Gilgamesh da Babilônia:
A. A arca de Noé numa réplica moderna
seguindo os parâmetros fornecidos pela Bíblia:
Réplica da Arca de Noé Inaugurado em Schagen, Países Baixos e seu idealizado
B. Modelo da Arca do
Var mais fotos dessa arca moderna por meio desse link aqui:
http://www.tlarkins.net/stuff/faith/ark.html
A arca do Épico de Gilgamesh era um Cubo de 72 metros cúbicos e tinha 10 andares; Era totalmente imprópria para a nevagação. Seria mais como um dado jogado de um lado para o outro.
2.
Poderiam Todos os Animais Caber na Arca?
A primeira coisa que
precisamos deixar bem claro é que Noé não levou “todos os animais que existiam para dentro da Arca”!
Essa questão tem a ver
com dois aspectos importantes: 1) O tamanho da Arca de Noé — questão discutida
acima; 2) O número de animais que foi colocado dentro da arca.
Como já dissemos
acima, nem toda espécie de criatura viva foi levada para dentro da arca. De
acordo com Gênesis 7:15 — De toda carne,
em que havia fôlego de vida, entraram de dois em dois para Noé na arca. O
texto hebraico é claro o suficiente ao dizer
בָּשָׂר אֲשֶׁר־בּוֹ
רוּחַ חַיִּים — basar asher bo ruwach chayiym — carne em que havia fôlego de vida.
Outro verso importante aqui é Gênesis
7:21 — Pereceu toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de
animais domésticos e animais selváticos, e de todos os enxames de criaturas que
povoam a terra, e todo homem. Daqui queremos apenas destacar que se tratava
de בָּשָׂר הָרֹמֵשׂ
עַל־הָאָרֶץ — basar haromes `al haa`ertz
— carne que se movia sobre a terra.
Com essas informações,
podemos com bastante certeza afirmar que nenhum peixe foi levado para dentro da
arca, pois eles não respiram o ar por narizes. Baleias e golfinhos apesar de
respirarem num processo semelhante aos outros seres, também não entraram na
arca, porque não se moviam sobre a terra.
Peixes, baleias e golfinhos sobreviveram ao dilúvio, em quantidades suficientes,
mas temos que reconhecer que o registro fóssil indica que uma grande quantidade
desses animais pereceu quando sedimentos e outros detritos, provavelmente, contaminaram
a água. Há registro de muitos fósseis marinhos que pereceram durante o dilúvio.
É bem possível que os
insetos não foram levados para dentro da arca, eles não possuem narinas para
respirar, mas repiram por meo de tubos atrelados às suas carcaças — ver Gênesis 7:22 — Tudo o que tinha fôlego de
vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu. Note bem a
expressão בֶּחָרָבָה — becharabah — terra seca!
Desse modo os insetos podem sobreviver se abrigando sobre detritos flutuantes,
inclusive aglomerados de galhos e folhas que funcionavam com verdadeiros
“tapetes” flutuantes. Mas como insetos são animais, praticamente incontroláveis,
é provável que alguns deles tenham também embarcado na arca, como clandestinos
é claro – risos.
O caso dos cachorros
pode ser bem ilustrativo. Noé não precisou levar um par de cada cachorro
existente naqueles dias, até porque a grande maioria dos cachorros que temos
hoje nem existiam nos dias da Antiguidade. Eu creio, e tenho liberdade para pensar
assim, que Noé precisou levar apenas um par de cachorros, de alguma espécie da
família aparentada com os lobos, que tivesse um material genético bastante
variado dentro de si. Outros podem não acreditar nessa possibilidade, mas ela
não é absurda. Cães mestiços levam dentro de si uma enorme variedade de
material genético. Consulte seu veterinário! Nós sabemos que diferentes tipos
de cães foram gerados a partir de casais de espécies de lobos aparentados com
cachorros durante alguns milênios. É lógico que não estamos falando de evolução
e sim de variações dentro de um mesmo tipo ou espécie conforme podemos ler com
certa frequência — 10 vezes — no primeiro capítulo de Gênesis. O mesmo
aconteceu, por exemplo com os cavalos.
Dessa forma, nos
sabemos que temos, nos dias de hoje, muitos animais diferentes dos que os que
existiam nos dias de Noé. Desde o dilúvio, alguns milhares de anos se passaram
o que permitiu o desenvolvimento de uma quantidade bastante diversificada de
animais. O número exato — que ninguém sabe, nem pode assumir — depende, por
completo do significado da palavra hebraica מִין — miyn
— traduzida, geralmente por espécie e que tem a seguinte e longa definição no
dicionário de Hebraico : Dicionário Internacional de Teologia do Antigo
Testamento, publicado em português por Edições Vida Nova.
מין miyn
procedente de uma raiz não utilizada significando
repartir
1) gênero, algumas vezes uma espécie (geralmente
de animais). Grupos de organismos vivos pertencentes à mesma “espécie” criada
se descendem do mesmo grupo de genes. Isso não impede a formação de novas
espécies porque isto representa uma divisão do grupo de genes original. A
informação é perdida ou conservada mas não adicionada. Uma nova espécie pode
surgir quando uma população se acha isolada, ocorrendo, então, a procriação por
consangüínidade. Segundo esta definição, uma nova espécie não é uma nova
“espécie” mas uma divisão posterior de uma “espécie” já existente.
Capa do livro mencionado abaixo
John Woodmorappe em
seu livro Noah´s Ark: A Feasibility Study
— ou A Arca de Noé: Um estudo da Viabilidade da Mesma — estimou que o número
total de animais levados por Deus para dentro da arca foi de 16.000, assumindo
que a expressão bíblica מִין — miyn
— é relativamente equivalente ao grupo de animais que nós identificamos pela
expressão moderna “gênero”. Todavia,
se optarmos por definir a expressão hebraica acima pelo termo moderno “família”, então a quantidade desaba para
2.000 animais apenas. Talvez, podemos contemporizar e aceitar que algo entre
2.000 e 16.000 animais entraram na arca conduzidos por Deus.
A. De que maneira os
animais foram “guardados” dentro da arca?
Os animais poderiam
ser facilmente alojados em pequenas celas, já que o tamanho médio dos animais
que respiram está mais próximo de um coelho do que de um elefante — prestem bem
atenção. Mesmo grandes animais, como até mesmo os dinossauros, nascem pequenos
e é bem provável que Deus tenha conduzido pequenos filhotes, mais saudáveis e
em melhores condições de sobreviverem depois do dilúvio, do que animais adultos
e já com enfermidades – todo mundo sabe que os animais sofrem de enfermidades
como nós. Eles têm problemas cardíacos, circulatórios, sofrem com diabetes, com
insuficiência renal, com inflamações e infecções e etc.
Agora vamos voltar ao
tamanho da Arca. A arca, como vimos acima, era realmente gigantesca. Sua capacidade
de carga era equivalente a 522 vagões
de trem como esses que passam próximo de onde moro, várias vezes ao dia,
contornando o rio Jaguari indo em direção à mina de bauxita e depois voltando
em direção à fábricas de alumínio. O maior trem do mundo tem 330 vagões e se
estende por três mil e quinhentos metros e é capaz de deslocar 40.000 mil
toneladas de carga[1].
Cada vagão pode
acomodar até 240 ovelhas. A arca tinha espaço para transportar 125.000 ovelhas,
não coelhos, OVELHAS. Portanto, havia espaço se sobra na arca para os animais,
para o alimento, a água (?) e para Noé e sua família — 8 pessoas.
Se Noé acomodou os
animais em pequenas celas com um tamanho médio de 50X50X30 cm, então até mesmo
o número de 16.000 animais ocuparia apenas o equivalente 14,4 vagões de trem ou
1200 m3. Se quisermos colocar os insetos dentro da arca, algo que como já vimos
poderia ser resolvido de outra maneira, todas as espécies conhecidas hoje ocuparia
cerca de 1000 m3 ou mais 12 vagões!
Isso deixaria um amplo
espaço disponível dentro da arca. Depois
de acomodar todos os animais pelo maior número possível, sobraria ainda espaço
equivalente 495 vagões que poderia ser usado tanto como espaço adicional de
acomodação, bem como para estocar alimentos e água, se necessário.
III. Teria Noé
necessidade de levar qualquer espécie de planta com ele.
Pela narrativa do
Gênesis que temos acima, Noé não teve que levar nenhuma espécie de planta com
ele. Muitas espécies, certamente, sobreviveram em forma de sementes e também
agrupadas em verdadeiros “tapetes” de material vegetal.
IV. Quanto animais “Limpos” e Aves Noé levou
para dentro da Arca.
Existe muita divisão entre os estudiosos da Bíblia acerca de quantos animais
“limpos” e Aves, realmente, Noé levou para dentro da arca. Alguns acham que
foram sete animais limpos de cada. Mas nossa convicção é que Noé levou 7 pares
de cada animal limpo, conforme lemos em:
Gênesis 7:2
De todo animal limpo levarás contigo
sete pares: o macho e sua fêmea; mas dos animais imundos, um par: o macho e sua
fêmea.
Além disso, o verso seguinte nos informa que Deus também trouxe para Noé
sete pares de todos os pássaros. Aqui precisamos ser lembrados que a capacidade
de estocagem da arca equivalia a quinhentos vagões de carga modernos e também
que esses pássaros estão incluídos na contagem que já apresentamos acima:
Gênesis 7:3
Também das aves dos céus, sete pares:
macho e fêmea; para se conservar a semente sobre a face da terra.
Todavia quanto às aves, também existiam aves impuras — ver lista em Levítico
11 e Deuteronômio 14 — e temos motivos de sobra para aceitar que dessas aves
impuras, Deus trouxe apenas um par de cada espécie.
6. E Quanto aos Alimentos?
É bastante provável
que Noé e seus filhos tenham estocado tanto alimentos prensados, quanto
alimentos secos e também concentrados. Os animais podem ter sido alimentos com
grãos e com feno para suprir as fibras necessárias. De acordo com o livro de John
Woodmorappe todo o alimento teria ocupado apenas 15% do espaço da arca, e a
água, se foi estocada, algo próximo de 9%.
V. E Quanto aos Alimentos
É bastante provável que Noé e seus filhos
tenham estocado tanto alimentos prensados, quanto alimentos secos e também
concentrados. Os animais podem ter sido alimentos com grãos e com feno para
suprir as fibras necessárias. De acordo com o livro de John Woodmorappe
todo o alimento teria ocupadoapenas 15% do espaço da arca, e a água, se foi
estocada, algo próximo de 9%.
VI. Dinossauros na Arca?
Tema controvertido
porque grupos de paleontoligistas defendem que tenham existido 87 tipos
diferentes de saurópodas, mas até hoje, apenas 12 estão firmemente
estabelecidos e outros cinco, razoavelmente estabelecidos.[1]
Uma questão sempre
levantada pelos críticos é: Como colocar todos os “gigantescos” dinossauros
dentro da arca. Bem, vamos trabalhar com os números especulados pela paleontologia
que supõe — não existem provas concretas — que existiam 668 gêneros de
dinossauros. Desses todos, apenas 106 pesavam mais do que 10 toneladas quando
adultos. Mas como já dissemos essa quantidade de gêneros de dinossauros é muito
exagerada. Como aconteceu com os outros animais, a maioria dos dinossauros
também devem ter sido filhotes, pelas mesmas razões apresentadas acima.
VII. E OS
GERMES QUE CAUSAM DOENÇAS, COMO SOBREVIVERAM?
Esse é outro problema
levantado muitas vezes por ateus e também por evolucionistas teístas (??): de
que maneira os germes que causam doenças sobreviveram ao dilúvio? A primeira
coisa que temos que entender é se os germes de então são os mesmos dos nossos
dias. E a resposta mais clara é: NÃO! Outra questão é: os germes de então eram
tão frágeis como os germes modernos que precisam sempre de diferentes
hospedeiros, não conseguindo sobreviver, na maioria dos casos, independente de
algum hospedeiro? Independentemente desse fato, nós sabemos que em nossos dias
muitos germes podem sobreviver como vetores em insetos, alojados em alguma
carcaça de animal morto e até mesmo em estado congelado ou seco. Germes também
podem ser carregados por hospedeiros sem, necessariamente, causar nenhum dano
ao mesmo. A fraqueza humana diante da contaminação por germes é algo que a
ciência comprova como uma situação que tem sido progressivo com a passagem do
tempo. Cada nova geração de seres humanos é mais suscetível a doenças do que a
geração anterior. Certamente nossos hábitos alimentares e o consumo de centenas
de produtos químicos e hormônios, através dos alimentos, são os maiores responsável
pelo aumento da nossa própria fragilidade. Mas nos dias de Noé tanto seres
humanos quanto animais deveriam ser bem mais resistentes aos germes causadores
de enfermidades.
Conclusão.
1. Para os crentes:
não é necessário temer nenhuma das acusações levantadas contra algo afirmado
pela Bíblia. A Palavra de Deus, apesar de sido escrita para nos ensinar acerca
da História da Redenção, e não para fazer ciência, já passou por milhares de
acusações e em todas, sem exceção, não se conseguiu provar que a mesma
estivesse errada. Nosso problema é que muitas vezes “acreditamos” mais na
mentira de pessoas incrédulas e em suas afirmações, muitas vezes sem provas, do
que naquilo que a Bíblia afirma, apenas porque desconhecemos os fatos e, temos
que admitir, somos preguiçosos demais para nos envolver numa discussão que
demande tempo de estudo e pesquisa. Como diz o apóstolo Pedro:
1
Pedro 3:15
14
Mas, ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois. Não
vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados;
15
antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre
preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há
em vós.
2. Para os incrédulos.
Saibam que muitas das afirmações que são feitas não passam de verdadeira s
tolices, porque vocês querem ler as Escrituras Sagradas como se as mesmas
tivessem sido escritas ontem, ou antes de ontem e querem entender as palavras
no português pelo valor que as mesmas possuem nos dias de hoje. Mas não é assim
que as coisas funcionam. É necessário conhecer as ciências, CIÊNCIAS SIM, da
interpretação — exegese, hermenêutica e matérias associadas — além das línguas
originais em que esse material foi escrito, para poder ter um entendimento
rudimentar de algo que foi escrito há cerca de 3500 anos. Peço, portanto, que
antes de saírem atirando, tenham um pouco de modéstia e reconheçam que, na
grande maioria das vezes, lhes falta o mínimo de conhecimento necessário para
interpretar os Textos Sagrados.
Como
esse artigo ficou longo demais, em breve estaremos publicando um outro para
trata da questão se o o dilúvio foi “Global” ou apenas algo localizado? Até lá.
Que
Deus abençoe a todos.
Alexandros
Meimaridis
PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem
que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:
Desde já agradecemos a todos.