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sexta-feira, 14 de julho de 2017

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — CARACTERÍSTICAS — 001

o-evangelho-de-cristo

Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

II. O EVANGELHO DE MARCOS

O Evangelho de Marcos atravessou os séculos praticamente ignorado, até tronar-se central nas discussões levantadas pela chamada crítica textual do século XIX. Comentários antigos em Marcos são raros, o que indica claramente que o mesmo tinha um apelo muito pequeno. Mateus era considerado bem mais importante e, como Marcos era visto apenas como uma reprodução menor de Mateus, não é à toa que o mesmo era ignorado. Todavia, essa abordagem não era parte da postura da igreja primitiva acerca de Marcos já que o mesmo era considerado como sendo o registro feito por Marcos das reminiscências do apóstolo Pedro. Marcos alcançou uma posição de destaque nas discussões acerca dos evangelhos ao ser colocado no centro do chamado Problema Sinótico — falaremos acerca desse problema mais adiante.

A. CARACTERÍSTICAS

1. Um Evangelho de Ação

Não é difícil para nenhum leitor perceber que para Marcos a ação é mais importante que o discurso. Os ensinamentos de Cristo são sempre apresentados no contexto de algum tipo de narrativa. A história se move em passos rápidos até culminar na crucificação de Jesus. Alguns exemplos do que estamos falando serão suficientes para estabelecer esse fato:
a. Marcos descreve como o telhado de uma casa foi removido para que um paralítico pudesse ser colocado diante de Jesus — Marcos 2:4.

b. Marcos descreve Jesus dormindo com sua cabeça sobre um travesseiro dentro de um barco em meio a uma forte tormenta — Marcos 4:37—38.

c. Marcos nos fala de como a multidão foi ordeiramente dividida e assentada quando da multiplicação dos pões e dos peixes — Marcos 6:39.

d. Marcos descreve a forma como um surdo-mudo foi curado por Jesus, isto é, como Jesus colocou seu dedo no ouvido e também na língua do homem — Marcos 7:33.

e. Marcos descreve a restauração gradual da vista a um cego — Marcos 8:23—25.

f. Marcos descreve como Pedro estava se aquecendo junto com os servos da casa do sumo sacerdote — Marcos 14:54.

É óbvio que todas estas descrições são fruto de alguém que, certamente, foi testemunha ocular do que está sendo dito, mas existem opiniões ao contrário, que discutiremos adiante.

Marcos não tem um prólogo, ou melhor, tem um prólogo brevíssimo — Marcos 1:1 — e já inicia seu evangelho com o aparecimento de João Batista. Depois da narrativa envolvendo João Batista, inclusive o relacionamento dele com Jesus por ocasião do batismo do Senhor, Marcos mergulha imediatamente no ministério de Jesus e nos confrontos com mos fariseus que se estenderão por todo o evangelho, culminando com a crucificação de Jesus. O Evangelho de Marcos tem as seguintes divisões principais:

PRÓLOGO E A MISSÃO DE JOÃO BATISTA — MARCOS 1:1—13.

A FASE INICIAL DO MINISTÉRIO DE JESUS — MARCOS 1:14  — 3:6.

A FASE TARDIA DO MINISTÉRIO NA GALILEIA — MARCOS 3:7 — 6:13.

JESUS SE RETIRA DA GALILEIA — MARCOS 6:14 — 8:30.

A VIAGEM ATÉ JERUSALÉM — MARCOS 8:31 — 10:52.

MINISTÉRIO EM JERUSALÉM — MARCOS 11:1 — 13:37.

A NARRATIVA DA PAIXÃO — MARCOS 14:1 — 15:47

A RESSURREIÇÃO DE JESUS — MARCOS 16

Usando o esboço acima sugerimos que os leitores leiam o Evangelho de Marcos. A leitura do evangelho completa leva cerca de 90 minitos.

Marcos é, fundamentalmente, uma narrativa concreta da fida de Jesus. Ele nos conta as ações do Mestre de uma forma bastante objetiva. O evangelho está, praticamente, desprovido de apelos emocionais e o conteúdo dos ensinamentos de Jesus é bem menor do que aquele que encontramos nos outros evangelhos sinóticos de Mateus e Lucas. Os ensinamentos de Jesus em Marcos são breves afirmações que sempre fazem parte de alguma narrativa. E apesar de termos muitos desses ensinamentos nesse evangelho, é bem evidente que Marcos está bem mais interessado nas ações do que nos ensinamentos de Jesus propriamente ditos. Por esse motivo, o conteúdo de Marcos não está muito envolvido em debates teológicos. Para os que tiverem interesse nesse tipo de abordagem de Marcos, recomendamos o excelente livro de Ralph Martin Mark Evangelist and Theologian da série Contemporary Evagelicals Perspectives, publicado pela Zondervan Publishing House.  

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 001 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 001.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/introducao-ao-novo-testamento-estudo_14.html

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sexta-feira, 11 de março de 2016

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 — A IMPORTANTE DISTINÇÃO ENTRE TEOLOGIA E RELIGIÃO — PARTE 002




Esse é um estudo especial que irá abordar temas de grande interesse, tais como: 1. Deus 2. Os seres humanos e o mundo criado 3. Jesus e Sua missão como o CRISTO. 4. O Espírito Santo. 5. A vida cristã. 6. A Igreja. 7. O futuro e etc. Esperamos que a mesma possa ajudar todos os nossos leitores a conhecerem melhor o que o Novo Testamento ensina acerca de tudo o que nos é importante.

INTRODUÇÃO GERAL

CONTINUAÇÃO:

A IMPORTANTE DISTINÇÃO ENTRE TEOLOGIA E RELIGIÃO — PARTE 002

A expressão teologia é, geralmente, menos abrangente do que a expressão religião. Isso é particularmente verdadeiro, quando usamos essa expressão num contexto cristão. Enquanto a expressão teologia não está restrita à doutrina, temos a tendência de entender a mesma como fazendo referência a algum sistema de crenças. Por outro lado, os conceitos envolvidos pela expressão religião são bem mais abrangentes e incluem não apenas crenças doutrinárias, mas tudo o que se relaciona com a vida religiosa das pessoas. Isso nos leva a perguntar o seguinte: até que ponto um conceito mais abrangente é útil e até mesmo válido quando estamos lidando com a teologia do Novo Testamento? Em primeiro lugar nós devemos afirmar que tal uso sempre cria uma sensação de vazio. Dizemos isso porque a combinação resultante — religião do Novo testamento — produz uma confusão enorme porque junta, num único tacho, um monte de ideias desconectadas umas das outras, as quais contribuíram, de um modo ou de outro, para a vida religiosa da Igreja Primitiva. Desse modo, a expressão religião do Novo Testamento não revela nenhum interesse em procurar estabelecer as relações existentes entre os temas mais diversos que encontramos no Novo Testamento, mas torna-se apenas um verdadeiro caleidoscópio das experiências e das atividades dos cristãos primitivos. Todavia, por outro lado, adotar tal expressão tem suas vantagens. Ela isenta o pesquisador de ter que lidar com muitas questões delicadas, porque a mesma está interessada apenas em apresentar uma narrativa descritiva das experiências e das atividades dos cristãos primitivos.
A abordagem a favor da religião do Novo Testamento contra a ideia apresentada pela teologia do Novo Testamento está, todavia, sujeita a críticas. Primeiro porque tal abordagem não deseja produzir nenhum tipo de padrão normativo para o trabalho de pesquisa. A mesma pode ter certo valor quando analisa o contexto dos cristãos primitivos, mas não devemos pressupor disso que ela tenha qualquer valor para os cristãos dos séculos posteriores. No máximo, tal abordagem reflete o interesse de um antiquário por materiais antigos. Como resultado disso, tal abordagem é incapaz de produzir qualquer resultado que seja autoritativo. Ela não consegue enxergar o Novo Testamento como revelação de Deus e, portanto, válido para todas as épocas. Também procura reduzir todo o Novo Testamento a algo parecido com a busca dos seres humanos por Deus durante os dois primeiros séculos da Era Cristã, algo que pode até ser repetido, em parte, nos séculos posteriores.

O estudo da teologia do Novo Testamento entende que todo o conteúdo dos ensinamentos que encontramos no Novo Testamento representam uma permanente revelação da parte de Deus, e que os mesmos se concentram naquilo que Deus tem para dizer aos seres humanos, em vez de se ocupar com aquilo que os seres humanos fizeram e continuam fazendo em sua alegada busca por Deus. Assim temos que: se uma revelação divina, do tipo autoritativo, encontra-se no Novo Testamento, o estudioso interessado em descobrir a verdade está circunscrito ao estudo do mesmo. Os estudiosos não têm a liberdade de escolher o que desejam e o que não desejam analisar. Todo o Novo Testamento precisa ser levado em consideração. É uma verdadeira situação de tudo ou nada. Além disso, aqueles que se dedicam a estudar o Novo Testamento precisam aceitá-lo em sua inteireza e não ficar escolhendo tópicos que lhes interessam e, com isso, desconsiderando outras partes do todo. Também não se deve concentrar num aspecto apenas — por exemplo, a Teologia do Apóstolo Paulo — excluindo todos os demais. Também não deve criar suas próprias ideias acerca da importância comparativa de diferentes ênfases. Todos os que se aproximam do Novo Testamento devem fazê-lo com a intenção de descobrir os fatores unificadores que existem no mesmo porque a revelação, por definição, não contém contradições.

Mesmo assim, nós temos que admitir que nem todos os que rejeitam a abordagem representada pela religião concordam que a abordagem feita pela teologia não representa, necessariamente, que estamos lidando com a revelação de Deus. Entres esses, muitos consideram como legítimo concentrar-se em algumas ideias ou conceitos, mas negam qualquer ideia de unidade. Mas se o Novo Testamento consiste apenas duma variedade de teologias em vez duma unidade apresentada a partir de diferentes perspectivas então, nós precisamos considerar se o valor do mesmo não está sendo modificado. Os defensores dessa abordagem acabam por colocarem-se a meio caminho entre as duas posições mencionadas no início da nossa discussão. Deve ficar evidente que a forma como o pesquisador encara o Novo Testamento terá profundo impacto no método de trabalho que ele escolher. Em estudos posteriores iremos falar acerca da centralidade da unidade para os estudos do Novo Testamento.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 001

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 002

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 023 – Atos 5:17—42 - PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O HIPÓCRITA CONSELHO DE GAMALIEL


Concepção Artística do Conselho de Gamaliel

Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

Introdução

A. Os líderes religiosos em Jerusalém não estavam nada satisfeitos com a contínua pregação acerca de Jesus e com as manifestações de poder da parte dos apóstolos — ver Atos 4:31—33. Comparar com Hebreus 2:1—4.

B. Eles estavam frustrados, porque seu primeiro ataque havia falhado – ver Atos 4:17—18 e 21.

C. Por fim o texto de Atos nos diz que eles estavam com inveja —

Atos 5.17

Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja.

D. O fato é que todas essas coisas culminaram com nova ordem de prisão contra os apóstolos, os quais foram a novo julgamento e foram flagelados.

Deuteronômio 25:1—3

1 Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado.

2 Se o culpado merecer açoites, o juiz o fará deitar-se e o fará açoitar, na sua presença, com o número de açoites segundo a sua culpa.

3 Quarenta açoites lhe fará dar, não mais; para que, porventura, se lhe fizer dar mais do que estes, teu irmão não fique aviltado aos teus olhos.

E. Curiosamente, o resultado de tamanha perseguição e castigos, em vez de desanimá-los, lhes encheu o coração de alegria. Com isso temos a seguinte fórmula entre o povo de Deus:

PRISÃO + JULGAMENTO + AÇOITES = ALEGRIA

I. A Oposição é Intensificada – versos 18—25.

A. Os apóstolos – todos ou a maioria deles – foram colocados na prisão — verso 18.

B. Mas foram postos em liberdade por um anjo que lhes ordenou retornassem para a área do templo e ensinassem a Palavra acerca de Jesus – versos 19—20.

C. Os apóstolos não demoraram em obedecer às ordens recebidas — verso 21a.

D.Quando as autoridades se reuniram na manhã seguinte, mandaram buscar seus prisioneiros — verso 21b.

E. Advinha o quê? Os homens presos não estavam lá! — Versos 22—24.

F. Tamanho sinal não significava nada para eles, apesar de ficarem perplexos — comparar com a reação deles em Atos 4.16 – seus olhos não estavam abertos para enxergar a realidade espiritual que estava em andamento.

G. Além de não estarem na prisão, os apóstolos estavam de volta na área do templo ensinando o povo — verso 25.

II. Nova Prisão e Julgamento – versos 26—32.

A. Novamente presos, novamente diante do sumo sacerdote — versos 26—27 e comparar com

Marcos 8:38

Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.

B. Verso 28 — Qual é a de vocês?

1. Vocês encheram Jerusalém com esses ensinamentos acerca de Jesus — desculpe, mas essas foram as ordens que recebemos — ver Atos 1:8 e 5:20.

2. Vocês querem lançar o sangue desse homem — Jesus — sobre nós — desculpe, mas foram vocês mesmos que pediram isso —

Mateus 27.20—26

20 Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.

21 De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás!

22 Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.

23 Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!

24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo ; fique o caso convosco!

25 E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!

26 Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado.

C. A resposta dos apóstolos confronta as autoridades judaicas com:

1. Verso 29 — Temos que obedecer a Deus – ver Atos 4.18—20. Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.

2. Verso 30 — Nada de tirar o time de campo. Vocês também são responsáveis pelo que aconteceu a Jesus.

3. Verso 31 — Mas Deus é misericordioso e exaltou a Jesus como Príncipe - ἀρχηγὸν — archegòv — “autor” em Atos 3:15 —  e Salvador — σωτῆρα — sotêra — ver Atos 4:12 — para poder conceder tanto arrependimento quando perdão de pecados!

4. Verso 32 — Mais do que isso, Deus está pronto a conceder o Espírito Santo a todos que lhe obedecem.

5. Diante de tal “afronta”, eles queriam matar os apóstolos — verso 33.

III. O Conselho de Gamaliel – versos 34—39.

A. Gamaliel era fariseu e não saduceu — verso 34 — como eram os sacerdotes que controlavam a área do templo.

B. Ele foi o tutor do apóstolo Paulo —

Atos 22:3

Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje.

C. Como fariseu, era inimigo visceral de Jesus e de sua mensagem. Seu conselho parece bom, e muitos cristãos o elogiam abertamente, mas devemos entendê-lo bem:

1. Os exemplos de Gamaliel provam que esses movimentos nunca dão em nada mesmo — versos 36—37. Com isso ele coloca Jesus, o Filho de Deus, no mesmo pacote onde encontramos Teudas e Judas, o Galileu.

2. Gamaliel entendia as implicações de matar pessoas admiradas pelo povo. Esse ato atrairia apenas mais atenção para a mensagem cristã. Por esse motivo não era conveniente agir assim.

3. O conselho de Gamaliel é caracterizado pelas seguintes condições do seu coração incrédulo:

a. Ele era realmente um cético como é tão comum acontecer com os grandes estudiosos —

Eclesiastes 1:18

Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.

Eclesiastes 12:12

Demais, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.

b. Ele era um cínico ao ousar comparar Jesus com os revolucionários de “meia-pataca” citados por ele.

c. Ele era um homem pragmático e usa um argumento tão ao gosto das pessoas ingênuas: se uma coisa é de Deus então, prosperará. Mas nós sabemos que isso não é verdade. Como disse Mark Twain: “Enquanto a mentira dá uma volta ao mundo, a verdade ainda está amarrando os seus cadarços”. Falsos ensinamentos se multiplicam bem mais rapidamente do que a verdade.

d. O conselho de Gamaliel parece lógico, soa bem, mas é puro veneno destilado.

e. Ele se revela um verdadeiro canalha ao sugerir que o Sinédrio adote uma posição de “vamos esperar para ver”, diante de uma verdadeira condição de vida ou morte.

f. Gamaliel se recusa a encarar as evidências — o testemunho acerca da ressurreição de Jesus, os milagres, a expulsão de demônios e a libertação dos apóstolos da cadeia — ver Atos 4:33; 5:12—16. Gamaliel recusa a salvação oferecida através de Jesus, pois transforma a reunião do Sinédrio não numa investigação plena das evidências à mão, e sim em uma ridícula discussão acerca de insurretos judeus.

IV. Sentença e Regozijo – versos 40—42.

A. Açoites – versos 40 – comparar

Deuteronômio 25:1
Em havendo contenda entre alguns, e vierem a juízo, os juízes os julgarão, justificando ao justo e condenando ao culpado.

B. Alegria por sofrer? – verso 41. Quem diria?

C. Não cessavam de ensinar e pregar Jesus, o Cristo – verso 42.

Conclusão

A. Verso 20 — A mensagem acerca de Jesus é uma mensagem de Vida. Quem ouvir e responder com fé terá a vida eterna. Os que se negarem a seguir já estão condenados à morte eterna ou separação eterna de Deus —

João 3.36

Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de 
Deus.

Quanto a Gamaliel, Jesus deixou bem claro que é impossível ficar em cima do muro diante daquilo que o Senhor representa —

Mateus 6:24

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

Mateus 12:30

Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.

B. Verso 32 — O Espírito Santo é concedido a todos que obedecem a Deus, crendo em Jesus. Não existem cidadãos de primeira e segunda classe no Reino de Deus, como muitos pretendem.

C. Verso 42 — Não nos cansemos meus irmãos e irmãs de anunciar e pregar as boas novas acerca de Jesus, o Autor da Vida e único Salvador. A pior coisa que podemos fazer na vida é aceitar o conselho de Gamaliel e, diante do erro, “esperar para ver o que acontece”.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16

SERMÃO 023 — PRISÃO, JULGAMENTO, AÇOITES = ALEGRIA E O PARECER DE GAMALIEL — Atos 5:17—42

SERMÃO 024 — DIVERSIDADE DE DONS = CRESCIMENTO DA IGREJA — Atos 6:1—7

SERMÃO 025 — UM HOMEM CHAMADO ESTÊVÃO — Atos 6:8—12
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/05/atos-dos-apostolos-sermao-025-um-homem.html


SERMÃO 026 — ACUSAÇÕES CONTRA UM HOMEM HONESTO — Atos 6:13—15

SERMÃO 027 — A DEFESA DE ESTÊVÃO E O DEUS DA GLÓRIA — Atos 7:1—8

Que Deus abençoe a todos.

Amém.

Alexandros Meimaridis

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