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quinta-feira, 2 de março de 2017

O FIM DO MUNDO E A SEGUNDA VINDA DE JESUS


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O fim do mundo é um tema recorrente nas pregações de todas as religiões. A fé cristã também declara que o mundo, como o conhecemos, terá um fim surpreendente quando do segundo adventos do Senhor Jesus Cristo, o Deus da Glória. O apóstolo Pedro usou as seguintes palavras para se referir a esse evento cataclísmico:

2 Pedro 3:10

Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.

Dentro desse contexto, hoje queremos repercutir um artigo da autoria do Prof. Dr. Wilson Roberto Ferreira Costa com o propósito de enriquecer o debate sobre o tema.


Por que o mundo tem que acabar?
Por Wilson Roberto Vieira Ferreira

Diariamente o mundo acaba diante dos nossos olhos, seja no cinema na atual safra de filmes-catástrofe, em séries de TV sobre Nostradamus, previsões “científicas” de algum tipo de futura catástrofe ambiental ou em algum “hoax” descrevendo cometas, asteroides ou planetas errantes que cairão sobre a Terra. A última foi sobre um pedaço do Planeta X que supostamente cairia no último dia 16. Por que o mundo tem que ser destruído? No passado, todas religiões possuíam uma Escatologia: alguma narrativa sobre o fim dos tempos onde os maus seriam punidos e os bons salvos. Mas essas religiões se tornaram “líquidas”: sob os escombros das antigas religiões salvacionistas viraram pastiches que se rendem ao utilitarismo das necessidades do presente: “teologia da prosperidade”, “cabala do dinheiro” ou o islamismo dos homens-bomba. Esqueceram-se do futuro. Por isso, essa nova religião “líquida” e ecumênica precisa criar uma nova Escatologia, uma narrativa midiática sobre o “fim dos tempos” que junte convicções eco-ambientais, geofísica e astrofísica. A “Neoapocalíptica” como estratégia de marketing.

Se o leitor estiver lendo as mal traçadas linhas desse humilde blogueiro é porque, mais uma vez, o mundo não acabou. Segundo um autoproclamado astrônomo russo, Dr. Dyomin Zakharovich, um pedaço do Planeta X (ou “Nibiru”) atingiria a Terra o último dia 16/2. Repercutido pela mídia, com toques conspiratórios sobre um suposto acobertamento dos dados pela NASA, o dia chegou e nada aconteceu.

Mas agora um respeitado astrônomo britânico, Lord Martin Rees, fala em “asteroide do Juízo Final” e alerta para a necessidade da criação de um sistema de defesa global.

Sem falar no Planeta Nibiru (ou “Planeta X”, “Hercólubus”, “Nêmesis” etc.), planeta com a massa de Júpiter, que passaria pelo Sistema Solar perturbando todas ar órbitas planetárias e jogando a Terra numa catástrofe cósmica. Turbinado pela profecia Maia em 2012, previam que o planeta gigante passaria perto de nós naquele ano.

Agora, a sua passagem é prevista para outubro desse ano, como afirma David Mead no livro Planeta X: A Chegada de 2017. Como previsto, com mais acusações conspiratórias de que a NASA sabe de tudo, mas esconde do público para que apenas a elite mundial se salve em bunkers subterrâneos construídos nesse momento.

Previsões apocalípticas não estão apenas na Deep Web ou sites, revistas e tabloides sensacionalistas, aquelas publicações que faziam a alegria do agente Kevin (MIB: Homens de Preto) que acreditava que esses veículos eram a melhor fonte de informações da agência governamental.

São também repercutidas em portais de notícias da grande mídia, como “fatos diversos” ou “matérias frias”.


1999: o ano divisor de águas

E nos canais fechados como History Channel, National Geographic ou Discovery há uma profusão de séries com uma gama de variações sobre o tema: hipótese para a extinção dos dinossauros, o que aconteceria com as cidades vazias se a humanidade desaparecesse, asteroides, efeito estufa, tsunamis, derretimento das calotas polares, aquecimento global, pandemias e... as indefectíveis profecias de Nostradamus, sempre com novas interpretações.

O ano de 1999 foi uma espécie de divisor de águas nas profecias sobre o fim do mundo. Naquele ano a chegada do novo milênio foi marcada pela confluência das profecias de Nostradamus e do “bug do milênio” – a contagem anual em dois dígitos criaria um caos informático nas redes de computadores na virada para o ano 2000, gerando desordem econômica e social semelhante ao final da primeira temporada da série Mr. Robot – ver mais por meio desse link aqui:


Por que um divisor de águas? Se olharmos em perspectiva os diversos apocalipses previstos para a humanidade, antes de 1999 a grande maioria girava em torno de interpretações de textos bíblico como a chegada de Jesus para os adventistas em 1843 ou para os mórmons em 1891.

Ou ainda por pastores televisivos como Pat Robertson nos EUA que previu para 1982 um “julgamento no mundo” pelo próprio Deus.

Em outras palavras, o fim do mundo tinha uma natureza escatológica.

Pat Robertson: o modelo escatológico de apocalipse

O estudo sobre o fim

A Escatologia é uma parte da Teologia e da Filosofia. Significa “último” mais o sufixo “logia”, podendo ser definido como “estudo sobre o fim”. Pretende tratar sobre os últimos eventos da história do mundo ou do destino final do gênero humano.

Conceito criado no século XVII pelo teólogo A. Calov, o conceito “Escatologia” vai expressar os pontos centrais de muitos sistemas religiosos do passado (fim dos séculos, ressurreição, juízo final etc.) e tensões não resolvidas dentro da Filosofia como a tensão entre o destino individual e o coletivo ou o destino do humano e o do universo como um todo.

As religiões monoteístas são salvacionistas, isto é, colocam como condição para a salvação diante do fim dos tempos a vida ortodoxa em conformidade com os ensinamentos do salvador.

Se a Teogonia é o componente das religiões sobre as narrativas da Criação, a Escatologia será narrativa do destino final do gênero humano.

Para o judaísmo teremos o “fim dos dias” e posterior “era messiânica”. Os cristãos esperam o Apocalipse e o Juízo Final fundamentado nas profecias do Apóstolo João. E o Islamismo está à espera do chamado “décimo segundo Imam”. Para essas religiões salvacionistas é necessário um evento apocalíptico, o juízo final, que puna os maus e salve os bons que seguirem os preceitos para a salvação.



As religiões “líquidas”

É precisamente esse componente moral da escatologia que entra em crise com a perda da legitimidade simbólica dessas grandes religiões monoteístas, seja pelo materialismo da sociedade de consumo, seja por escândalos diários repercutidos na mídia: o cristianismo sempre associado aos escândalos da Igreja Católica repercutidos pela mídia (pedofilia, corrupção etc.); o islamismo associado ao radicalismo, terrorismo e intolerância; e o judaísmo associado aos crimes de guerra de Israel no confronto com a causa palestina que repercute diariamente na mídia internacional.

Desde o pós-guerra, sob os escombros das teogonias e escatologias das grandes religiões monoteístas, há o surgimento do misticismo de massas com a Astrologia e o que se convencionou chamar de New Age – movimento espiritual buscando a fusão Oriente e Ocidente ao mesclar autoajuda, psicologia motivacional, parapsicologia, esoterismo com física quântica.

Parafraseando Zygmunt Bauman, as religiões tornaram-se “líquidas”: mescla de fundamentalismo nostálgico com uma colcha de retalhos que vai além do sincretismo religioso – rende-se ao utilitarismo. Como, por exemplo, no católico que participa da missa dominical em busca de paz e no meio da semana frequenta uma “mesa branca” em busca de conselhos cotidianos.

Ou como as religiões evangélicas se converteram em teologias da prosperidade, mais preocupadas com o sucesso no presente do que com a vinda de Jesus no fim dos tempos.

Ou ainda como igrejas neopentecostais juntam sessões de “descarrego” com a própria figura de Jesus para a expiação do Mal ou dos “trabalhos feitos” que emperrariam a vida pessoal do crente.

Essa liquefação dos grandes sistemas religiosos do passado corresponde à própria liquidez da infraestrutura econômico-financeira da ordem global – a liquidez ou a financeirização das praças financeiras conectadas em tempo real.



A Neoapocalíptica

A Globalização necessita agora de uma nova religião ecumênica que dê legitimidade às novas bases materiais. Uma nova religião igualmente sem pátria, global, feita a partir do pastiche dos escombros dos grandes sistemas religiosos.

Porém, há um problema: é necessário construir uma nova Escatologia, a descrição de algum evento apocalíptico futuro que tenha a mesma função moral das escatologias do passado: redimir os bons e punir os maus. Para, no final, justificar a ordem existente (seja política, econômica ou social) como condição necessária para alcançarmos a salvação. A elaboração de uma “Neoapocalíptica”.

Uma nova Escatologia, agora elaborada pelas narrativas de apocalipses sem a presença de Deus, Jesus ou juízos finais: agora será um asteroide, um cometa, o aquecimento global, ou alguma espécie de catástrofe cósmica.  Por assim dizer, uma “neoapocalíptica secularizada”.

Um bom exemplo desse imaginário pode ser acompanhado no filme 50/50 (2011), uma comédia dramática no qual um jovem descobre que está com câncer. Ao receber o diagnóstico, ele não se conforma: “Por que? Não fumo, não bebo e reciclo o lixo todos os dias...”. Um bom exemplo de como boas condutas ambientais têm na atualidade um componente muito mais moral do que racional – no futuro, o aquecimento global (ou o câncer) poderá destruir o planeta, mas a culpa não será minha...Estarei salvo com a minha consciência.

Essa é a motivação por trás da safra atual de filmes-catástrofes e na profusão se séries pseudocientíficas na TV sobre futuras catástrofes ambientais, astronômicas ou releituras das profecias de Nostradamus – agora o “Rei do Terror” descrito nas Centúrias é o Planeta X...


Essa nova religião ecumênica da Globalização já possui uma Teogonia: o Big Bang da Cosmologia. Falta agora uma Escatologia plausível, uma neoapocalíptica que tente juntar convicções eco-ambientais com geofísica e astrofísica.

E a Nova Jerusalém depois do fim dos tempos, a “Era Messiânica” do judaísmo, não será mais a cidade celestial, mas a imortalidade no ciberespaço cujo hardware foi construído pelas mesmas corporações que vendem o discurso do fim do mundo.

A Neoapocalíptica seria, afinal, uma estratégia de marketing? A necessidade da destruição do mundo seria mais uma estratégia de obsolescência planejada? Estratégia de venda de uma “Terra 2.0” unificada em torno das grandes corporações sem pátria, religião ou ideologias?

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

OS EUA E ISRAEL SÃO MESMO PROTEGIDOS DE DEUS?


 

A entrevista abaixo foi publicada pela Revista Carta Capital.

EUA e Israel: protegidos por Deus?

O elo bíblico entre EUA e Israel explica a ligação entre Washington e Tel-Aviv. A previsível vitória da direita nas próximas eleições americanas reforça a perspectiva

Por Gianni Carta  

Bush Jr.
Bush Jr. remou no sentido oposto de Jimmy Carter, que desejava o fim do massacre entre Israel e Palestina

Inspirados pelo livro do Êxodo, os protestantes americanos cimentaram paralelos entre a fuga dos judeus do Egito e a dos puritanos da Inglaterra. Na origem, a fundação da Igreja Anglicana por Henrique VIII: pretendia casar-se com Ana Bolena, mas o divórcio lhe era negado pela religião católica. Somente um século depois os puritanos ingleses, inconformados com a criação forçada de uma igreja que entendiam herética, partiram para a América do Norte. Em Le Protestantisme Évangélique Nord-Américain en Mutation (Publisud, 2014, 277 págs., 24 euros), o professor de história e civilização americana Mokhtar ben Barka, da Universidade de Valenciennes, contrapõe, talvez pela primeira vez de forma detalhada, a diferença entre os evangélicos conservadores, eleitores de Jimmy Carter, Ronald Reagan e George W. Bush, e os evangélicos de esquerda, eleitores de Barack Obama em 2008. Os primeiros são conservadores teológica e politicamente. Por sua vez, os evangélicos de esquerda são progressistas do ponto de vista político, mas conservadores no que toca à teologia. Obama foi o candidato ideal em 2008, após o fracasso total de W. Bush. Resta saber, porém, se os evangélicos de esquerda terão algum peso na próxima eleição presidencial nos EUA. O balanço dos dois mandatos de Obama, deixa claro Ben Barka, é bastante fraco.

CartaCapital: Por que os Estados Unidos cultivam esse mito de ser um país abençoado por Deus e, portanto, têm uma ligação com Israel? Além do Brasil, que também é abençoado por Deus...

Mokhtar ben Barka: Essa ligação com Israel tem uma explicação teológica, política e estratégica. Para a direita evangélica, Israel sempre foi considerado como parte do cenário do fim do mundo.

CC: O Apocalipse?

MBB: Sim. Jesus vai voltar a Jerusalém. As batalhas do fim dos tempos, e o combate final entre o bem e o mal, Armagedom, acontecerão lá. A vitória será de Cristo. O que os evangélicos conservadores não dizem aos judeus é que terão de se converter ao cristianismo, ou perecerão. No entanto, a própria esquerda israelense se incumbe de colocar os crentes judeus a par desse importante detalhe. A esquerda israelense, diga-se, é contra o partido de direita Likud. Ao contrário do Likud e da direita evangélica, a esquerda evangélica é favorável à paz entre israelenses e palestinos. Portanto, posiciona-se contra os evangélicos conservadores. A esquerda israelense tem ligações com a esquerda evangélica.

CC: E qual é o aspecto estratégico dessa visão de que os Estados Unidos são um país abençoado por Deus?

MBB: O acesso ao petróleo no Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Arábia Saudita. Após a queda do Império Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e a França eram as duas potências dominantes. No entanto, esses países já não tinham os meios para cuidar da região. Não fossem os EUA, a União Soviética os substituiria. Os Estados Unidos preencheram o vazio. E o argumento político dos EUA para apoiar Israel é de que é a única democracia na região.

CC: Mas quando Benjamin Netanyahu declara Israel Estado Judeu, nos perguntamos se o premier não quer relegar árabes israelenses, um quarto da população, a cidadãos de segunda classe.

MBB: Isso é evidente. Segundo essa lógica, o cidadão árabe israelense se torna de segunda classe. Essa é uma equação irrefutável e implacável. Árabes israelenses são de fato excluídos.

CC: Essa medida parece tão arrogante quanto a crença de que os Estados Unidos são um país escolhido por Deus?

MBB: É pretensão. Por que Deus deve abençoar os EUA? Dois: é arrogante dizer “somos abençoados por Deus e, sendo assim, podemos impor nossos valores”. Isso é chamado de “excepcionalismo americano”. É errado, é estúpido. O problema dessa crença nos EUA é sua forte convicção. Remonta ao século XVII, com a chegada dos primeiros puritanos. Tratava-se de cristãos, perseguidos na Inglaterra, após o nascimento da Igreja Anglicana. Assim, esses cristãos ao fugir da Inglaterra, comparavam-se aos hebreus do Êxodo. Por isso os EUA são chamados de “a nação escolhida”. Assim, os puritanos ingleses estabeleceram paralelos entre eles e os hebreus, que, em busca da Terra Prometida, atravessaram o Deserto do Sinai quando expulsos do Egito.

CC: A Bíblia é muito importante para compreender os Estados Unidos.

MBB: A Bíblia e a religião têm importância essencial na compreensão e leitura da história dos EUA. E, desse fundo puritano, nasce a ideia de que a América, por ser uma nação escolhida, tem o dever de ser modelo para os outros. Ler os discursos de George W. Bush é como ler os sermões dos primeiros puritanos. Há uma semelhança extraordinária.

CC: De que forma os acontecimentos do século XX marcam o país?

MBB: Os EUA são a única superpotência, após o colapso do comunismo. Eles são a primeira potência militar, política e econômica. E a história lhes dá razão, porque é preciso não esquecer: os EUA salvaram o mundo nas duas guerras mundiais. Se eles não marcassem presença, não sei onde estaríamos. Tudo isso reforçou essa noção de superioridade, de povo excepcional. Mas será que a China em breve não assumirá a posição dos EUA?

CC: No seu livro, o senhor diz que os evangélicos se aproximaram de Israel somente após a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Motivo: foi o ano em que Israel conquistou Jerusalém. Mas por que apenas em 1967, se levarmos em conta que Israel e a Palestina são lugares bíblicos?

MBB: Para os evangélicos americanos, a vitória era sinônimo de cumprir a profecia bíblica sobre a vinda do Messias. Profecia presente no livro do Apocalipse, no de Daniel, no de Ezequiel, onde jaz Gog e Magog, a batalha entre as forças do bem e do mal, e a vitória do bem. Voltamos sempre à Bíblia para dizer que essa vitória confirma a tendência e o movimento rumo à vitória de Israel contra os árabes. Há sempre essa transposição bíblica na prática. Trata-se de passos rumo ao fim dos tempos, um cenário escatológico. A direita conservadora evangélica é pessimista. Vamos para o fim do mundo, rumo à guerra, à morte. É um cenário sombrio.

CC: A esquerda evangélica não é sombria.

MBB: De fato, a perspectiva da esquerda evangélica é otimista. Falam em progresso. Progressistas devem lutar, é preciso encontrar melhores situações, temos de ajudar, curar. Jimmy Carter, em seu livro Palestine: Peace Not Apartheid, quer colocar um fim a esse massacre: israelenses e palestinos precisam chegar a um acordo. Para os conservadores, o conflito precisa piorar. O fogo deve devorar tudo. Os conservadores evangélicos detestavam até o ex-primeiro-ministro Ariel Sharon. Disseram que Deus o havia punido com um AVC porque ele retirou colonos israelenses da Faixa de Gaza. Para eles, qualquer resolução vai contra o cenário do fim do mundo.

CC: Barak Obama parece acreditar na solução de dois Estados, mas não faz nada contra a colonização da Cisjordânia. Foi diplomaticamente cauteloso por ocasião do recente massacre de palestinos em Gaza. Por que não reagiu durante as provocadoras visitas de políticos da legenda direitista Likud na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém?

MBB: O conflito israelo-palestino é um dos pontos negros da presidência de Obama. No início, queria agir. Conseguiu fazer Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, e Ehud Olmert, então premier israelense, dialogarem. No entanto, um grande problema para Obama foi a eleição logo após a dele, de Netanyahu, este determinado a enfrentá-lo. O ódio entre os dois homens causou o fracasso de Obama. Obama não pode fazer nada, porque o Partido Republicano domina o Senado e o Congresso. Em termos de política externa, o presidente americano tem mais poder. Mesmo assim, suas iniciativas são bloqueadas pelos republicanos. A meu ver, Obama é uma decepção. A política dele para o Oriente Médio é um fracasso total. E fiquei surpreso após a absolvição de um policial branco em novembro que matou Michael Brown, um adolescente afro-americano desarmado, em Ferguson, no Missouri. Obama esteve completamente ausente. Há quem diga: “Não é o papel do presidente estar presente em cada morte”. Mas existe uma visibilidade mínima, um mínimo de testemunho.

CC: Por que essa ausência de Obama?

MBB: Outro ponto fraco dele é não ser afro-americano ou branco. Isso lhe custou caro. Ele não quis cair na armadilha de afro-americano de “movimento dos direitos civis”, da década de 1960. Mas Obama também não é branco. Quando se apresentou candidato presidencial, os afro-americanos não deram a mínima para ele. Motivo? Não tinha antepassados escravos. Não pertencia à comunidade negra. É um mestiço. Os afro-americanos o apoiaram mais tarde. O fato de que ele não fez nada durante o evento Ferguson e outros mostram que a sua posição é muito frágil.

CC: Mas o senhor diz que Obama tem as mãos amarradas.

MBB: Além da oposição dos republicanos, do Tea Party, e de assuntos estratégicos, econômicos e financeiros, ele lida com o lobby judaico. Nenhum candidato pode fazer campanha sem um discurso ao Aipac. O Aipac é muito forte financeiramente porque mobiliza o eleitorado judaico: 80% deles vão às urnas. Além de ter se beneficiado do dinheiro do lobby judeu, recebeu apoio de Wall Street. Por isso, Obama não foi capaz de regular Wall Street. O fracasso do Partido Democrata na próxima eleição presidencial é garantido.

*Reportagem publicada originalmente na edição 830 de CartaCapital, com o título "Protegidos por Deus?" A mesma poderá ser lida no original por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 11 de julho de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MARCOS 13:32—37 — A PARÁBOLA DO SERVO VIGILANTE — SERMÃO 017



QUANDO JESUS VOLTARÁ?

Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


A Parábola do Servo Vigilante

Marcos 13:32—37

32 Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.

33 Olhai, vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo.

34 É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um, a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse.

35 Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,

36 para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.

37 E as coisas que vos digo digo-as a todos: Vigiai.

Lucas 12:35—38

35 Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas, as vossas candeias.

36 E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier e bater, logo possam abrir-lhe.

37 Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa, e, chegando-se, os servirá.

38 E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos.

INTRODUÇÃO

A. Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos.

B. A parábola do Servo Vigilante existe em duas versões: Marcos 13:33—37 e Lucas 12:35—38.

C. Apesar de termos duas passagens tratando do mesmo assunto, o título dessa parábola é mais apropriado à narrativa de Marcos.

D. Em Marcos todos os servos recebem uma obrigação específica vinda da parte do Senhor da casa, porque ele está próximo de partir para uma viagem.

E. O porteiro recebe a ordem para se manter vigilante, mas as palavras de Jesus valem para todos nós, conforme

Mateus 24:43

Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

F. Já na parábola de Lucas espera-se que todos os servos estejam prontos para abrirem a porta, quando o dono da casa retornar duma festa de casamento numa noite inesperada.

E. As duas parábolas não são idênticas na sua forma apesar de apresentarem frases semelhantes e paralelas. E o ensino básico das duas narrativas é semelhante.

G. Nas duas parábolas a ênfase está na necessidade de vigilância, por parte dos servos, que aguardam o retorno do seu Senhor.

H. Tal necessidade é justificada pelo fato da hora precisa do retorno ser completamente desconhecida.

I. A Parábola do Servo Vigilante

A. O Tempo da Segunda Vinda de Cristo

1. Ninguém sabe a hora em que Jesus voltará

a. Alguns fiascos recentes

Os Adventistas do Sétimo Dia
i. No século XIX um pregador chamado William Miller fez alguns caçulos mirabolantes baseado nos livros de Daniel e Apocalipse e chegou à conclusão que a vinda de Cristo se daria no ano de 1843.
ii. Ele então começou a pregar acerca desse fato em 1831. Miller começou sua carreira como pregador da Igreja Batista — apesar de não ter nenhuma formação acadêmica formal — mas aos poucos seus ensinamentos começaram a ser contestados por pessoas melhor instruídas nas Escrituras Sagradas. Ele encontrou guarida entre um pequeno grupo que estava organizando a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Já como adventista, ele teve que passar junto com todos os que acreditaram na sua mentira pelo chamado “Grande Desapontamento”, quando Cristo não retornou em 1843. No dia marcado, os adventistas se vestiram de roupas brancas e muitos subiram aos telhados de suas casas para aguardar a chegada do Senhor. A cena deve ter sido mesmo muito patética. Miller então recalculou a vinda de Jesus para o ano seguinte 1844. Novo desapontamento aguardava os pobres adventistas do sétimo dia que agora já era um movimento considerável. Milhares se encontravam firmemente presos nas fortes garras do Diabo, que é o Pai da Mentira —

João 8:44

Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

iii.  Felizmente William Miller se arrependeu do mal que havia causado e reconheceu seu erro. Todavia, os adventista do sétimo dia  optaram por seguir uma Ellen Gould White — falsa profetisa e a falsa voz da profecia — que alegou que a data — qual das duas? — estava certa. O que estava errado era o evento. Não se tratava da volta de Cristo. Dessa maneira, para explicar o patético desapontamento e frustração os adventistas inventaram — as invencionices humanas são tão comuns — que em 1844 Jesus adentrou o tabernáculo celestial e ordenou que uma massiva investigação fosse iniciada para acompanhar e registrar, com grandes detalhes, a vida de cada pessoa sobre a terra.

iv. É inacreditável que essa igreja ainda exista e que tantos milhões ainda acreditam nessa bem elaborada mentira satânica. 

As Testemunhas de Jeová

i. A Testemunhas de Jeová declaram que Jesus já retornou à terra em 1914.

ii. Além disso, eles prometeram que Abraão, Isaque e Jacó retornariam à terra em 1925. Para hospedá-los compraram uma suntuosa mansão na costa Oeste estadunidense. Como os mesmos não apareceram a mansão serviu apenas para casa de veraneio do dono da falsa igreja.

ii. Em 1941, As Testemunhas de Jeová anunciaram que faltavam poucos meses para que o Armagedom acontecesse.

iii. Em 1942, eles aguardavam ansiosos pela manifestação do profeta Daniel e outros príncipes do povo de Israel.

iv. Mesmo diante de tantos fiascos e tantas promessas não cumpridas, ainda existem milhares de pessoas no Brasil que estão firmemente seguras nas garras do Diabo por acreditarem em bobagens como essas.

Previsões Mais recentes

i. Hal Lindsey e outros falsos mestres saídos do Seminário Teológico de Dallas profetizaram o arrebatamento para o ano 1981 e a segunda vinda de Jesus para 1988.

ii. Bispo Macedo, falso bispo, e sua esdrúxula previsão de que Cristo irá voltar durante o século XXI.

iii. Valnice Milhomens, falsa apóstola, profetizou em 2000 que Jesus voltaria em 2007.

A Palavra de Jesus deve nos bastar:

Marcos 13:33 

Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo.

II. Para Ilustrar Como o Crente Deve Vigiar, Jesus contou essa parábola do “Servo Vigilante”.

A. Note os detalhes:

1. O Senhor se ausenta.

2. O Senhor dá a cada servo uma missão ou responsabilidade, e ao porteiro Ele ordena que vigie.

3. Mas a intenção de Jesus ao contar essa parábola era enfatizar a necessidade que todos nós temos de nos manter vigilantes.

4. Somos ordenados a vigiar — nos mantermos atentos — 3 vezes em 5 versículos. Haja ênfase!

B. Como Será a Volta de Jesus?

1. Será inesperada – verso 36.

2. Será com poder e grande glória — Marcos 13:26.

C. O que a Parábola nos Ensina?

Nós somos exortados a manter uma postura:

1. Vigilante — levar em conta que nosso glorioso Senhor poderá voltar hoje mesmo. Que tipo de vida devemos diante dessa realidade? Que tipo de atitude deve governar nossas vidas?

2. Não devemos nos deixar enganar por falsos e inescrupulosos mestres:

2 Pedro 2:1—4

1 Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida,

2 para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos,

3 tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões

4 e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.

Conclusão

1. A excessiva preocupação com o “quando” Jesus irá voltar tem sido uma excelente estratégia satânica para distrair os cristãos e aprisionar e destruir a vida de muitas pessoas.

2. Nossa preocupação de ser com nos mantermos vigilantes. Isto é, cada um deve manter-se ocupado com as coisas que realmente importam. Como me disse uma irmã noutro dia: “olha eu não fui eleita para nada, mas o irmão pode contar comigo para o que precisar”. É essa a atitude que Deus espera de cada um de nós.

OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.


Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 24:32—35 — A PARÁBOLA DA FIGUEIRA — SERMÃO 016


Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.


A Parábola da Figueira – Mateus 24:32—35

32 Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.

33 Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

35 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Introdução

  • Existem 39 parábolas contadas por Jesus registradas nos Evangelhos. 

  • Jesus era um arguto observador da natureza. A maioria das suas parábolas faz referência à vida dos fazendeiros, pastores e pescadores. 

  • Esta parábola está registrada nos três evangelhos sinóticos e as palavras que Jesus usa acerca da figueira eram claramente compreendidas pelos seus ouvintes. 

  • Próxima da cidade de Jerusalém ficava um pequeno vilarejo conhecido por Betfagé – Casa dos Figos. 

  • Essa parábola está inserida no contexto do discurso escatológico proferido por Jesus em Mateus 24 – 25.

I. A Parábola.

A. A Figueira.

1. Uso da Figueira e de Figos na História Religiosa de Israel.

Oséias 9:10

Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram à vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram.

Jeremias 24:1—2

Fez-me ver o SENHOR, e vi dois cestos de figos postos diante do templo do SENHOR, depois que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou em cativeiro a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e os príncipes de Judá, e os artífices, e os ferreiros de Jerusalém e os trouxe à Babilônia. Tinha um cesto figos muito bons, como os figos temporãos; mas o outro, ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer.

Joel 1:6—7

Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa. Fez de minha vide uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos.

Cristo ao fazer uso da figueira estava usando um símbolo sobejamente conhecido.

2. A Figueira como planta.

  • A figueira é uma árvore que tem folhas. Como tal, as figueiras plantadas no hemisfério norte costumam perder todas as suas folhas no outono. 


  • A figueira também como o pé de ceriguela possui flores invisíveis e produz os frutos antes da folhas. 

  • Os frutos da figueira nascem no início da primavera, enquanto que as folhas aparecem somente no final da primavera.


  • Jesus faz referência a este fato:

Marcos 13:28 

Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam, e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.


3 . A Analogia.

Da mesma maneira que olhando a figueira brotar folhas tenras era um indicativo do fato de que o verão estava próximo ou que o verão seria o evento a seguir, assim Jesus ensina seus discípulos que quando eles vissem certos sinais eles deveriam saber que a vinda do Senhor estava próxima. Que sinais?

1. Os próprios discípulos haviam pedido que Jesus lhe explicasse que sinais haveria da vinda de Jesus e da consumação do século — do fim do mundo —

Mateus 24:1—3.

1 Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo.

2 Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.

2. Jesus deu a eles inúmeros sinais: ver Mateus 24:4—28. A ordem a seguir não é cronológica:


  • Falsos Cristos ou falsos Messias. 

  • Guerras e rumores de guerras. 

  • Fomes e terremotos. 

  • Perseguição dos cristãos até à morte em alguns casos. 

  • Esfriamento da devoção de quase todos os cristãos. 

  • Pregação do Evangelho por todo o mundo. Então virá o fim.

  • A profanação do Templo em Jerusalém. 

3. Como as pessoas sabem que o verão está próximo ao verem a figueira brotar, assim os discípulos devem saber que o fim está próximo, é o evento a seguir, quando todas estas coisas estiverem cumpridas.

4. A vinda de Jesus será triunfal e todos O verão e saberão quem Ele é:

Mateus 24:29—31.

29 Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.

30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.

31 E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

5. Da mesma maneira que a figueira anuncia o verão e o verão anuncia a colheita, assim também estes sinais nos conduzirão ao juízo final de Deus.

B. A promessa:

Marcos 13:30 

Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

Charles Spurgeon, o chamado “Príncipe dos Pregadores”, considerava essas palavras como: “As mais desconcertantes palavras que encontramos em toda a Bíblia”.

Quando Jesus diz “esta geração” a quem este Ele se referindo? A palavra grega usada por Marcos é γενεὰ - geneà – raça ou geração. Pode também indicar tipos de pessoas não relacionadas a tempo, como quando usamos a expressão “raça de gente ruim”, “raça valente”.

1. Algumas da muitas especulações acerca da expressão “esta geração”.

  • A expressão esta geração se refere exclusivamente aos discípulos de Jesus que ouviram estas palavras. 

Ø  Teoria 1: Jesus estava errado acerca das coisas que ele falou.


Ø  Teoria 2: Tudo se cumpriu no ano 70 a.D. Inclusive a volta de Jesus!


  • A expressão esta geração se refere aos judeus como um povo distinto. Em outras palavras, Jesus estava dizendo que os judeus vão continuar a existir como povo distinto até a segunda vinda de Jesus. 

Ø  Mas se Jesus queria dizer isso, porque não usou a expressão “povo de Israel” no lugar de “esta geração”?


  • A expressão esta geração se refere àqueles que rejeitaram a Jesus. 

Ø  Argumento muito forçado.


  • A expressão esta geração se refere à nação de Israel moderno fundado em 1948. 

Ø  A intenção de Jesus era esclarecer. Este significado seria muito obscuro para os primeiros discípulos.


  • A expressão esta geração se refere à geração do fim dos tempos. 

Ø  Mas se assim fosse Jesus não estaria respondendo à pergunta feita pelos discípulos. 

Ø  O que Jesus falou valia para os discípulos e não somente para as pessoas que estarão vivas no fim dos tempos.


2. Nova luz foi lançada sobre esta questão com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.

  • Os Manuscritos do Mar Morto são uma extensa coleção de manuscritos produzidos por uma comunidade de Essênios — grupo religioso judeu não mencionado no Novo Testamento — que habitava, de forma isolada a região desértica nas proximidades do Mar Morto. 

  • Esta comunidade floresceu de maneira mais significativa em Qumran e acredita-se que foram as pessoas desta comunidade quem produziram os manuscritos e que os esconderam nas cavernas das montanhas rochosas e, praticamente, inacessíveis ao redor do Mar Morto.  
  • Estes Manuscritos continham cópias de Livros do Antigo Testamento, Hinários, e livros produzidos pela própria comunidade. Foram escritos em Hebraico e Aramaico.



  • Este material foi escondido dentro de jarros de barro lacrados em cavernas íngremes mais fáceis de serem alcançadas por bodes, do que por seres humanos.


 

  • Um jovem pastor beduíno que buscava alguns bodes extraviados lançou pedras para dentro de uma destas cavernas visando assustar um eventual animal que por ventura estivesse escondido ali. Nenhum animal acusou o golpe, mas ele percebeu que uma das pedras lançadas fez um barulho semelhante ao de um vaso de barro sendo quebrado por uma pedrada. 

À Esquerda o verdadeiro descobridor dos manuscritos do Mar Morto que o Estado Nazista de Israel, pretende que nunca existiu.

  • Nosso pequeno beduíno então, conseguiu descer até a caverna e realizou a maior descoberta arqueológica da qual se tem notícia tanto pela quantidade dos documentos encontrados quanto pela qualidade da preservação do Material. 
  • Muito da nossa compreensão das palavras que foram, provavelmente, usadas por Jesus está sendo alargada por essa descoberta e pela publicação destes manuscritos, que foi completada, de forma revisada, ano de 2005.  
  • Entre os benefícios que essas descobertas nos propiciaram está o conceito de que a palavra Aramaica usada por Jesus e que foi traduzida para o grego como γενεὰ - geneà – raça ou geração significava nos dias de Jesus uma duração que não se limita a um período de vida e não deve ser entendida literalmente! Ela se refere a certo tipo de pessoas que persistem e permanecem fiéis até ao fim.  
  • Este sentido combina perfeitamente com as palavras de exortação de Jesus, espalhadas por todo o sermão profético, acerca da necessidade de os seguidores de Jesus não se deixarem enganar, nem deixar de perseverar.  
  • Portanto, a expressão “esta geração” inclui tanto os discípulos que ouviram as palavras de Jesus, como aqueles que presenciaram a destruição de Jerusalém no ano 70 a.D, bem como todos os crentes que, através dos séculos, com perseverança têm esperado o cumprimento das profecias que dizem respeito ao final dos tempos. 

II. A certeza da Palavra profética.

Jesus prometeu:

Marcos 13:31 

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

III. Conclusão

1. Somos nós a última geração? Sim e Não.

2. De qualquer maneira devemos estar atentos e preparados. 

3. Na próxima mensagem que vem falaremos acerca da Parábola do Servo Vigilante que diz respeito a todos nós.

OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.


Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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