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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

ESTUDO DA VIDA DE JESUS – PARTE 2 – ESTUDO 058 — JOÃO BATISTA VEIO TESTIFICAR ACERCA DA VERDADEIRA LUZ


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida do Senhor Jesus como apresentada nos quatro Evangelhos. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Jesus Confronta a Religião, a Sociedade e a Cultura.

II. O Prólogo do Evangelho de João — João 1:1—18 — Continuação

C. Exposição de João 1:1—18 — Continuação.

7. João 1:9 - A saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem.

Não é difícil notar que à medida que o evangelista vai escrevendo, ele vai se movendo, de forma gradual, do estado eterno para o temporal e, desse para o particular. O Verbo eterno de Deus que existia no princípio — isto é, antes de qualquer ser ou coisa ter sido criada — se manifestou no tempo e no espaço. Ele é...

A verdadeira luz – A expressão grega ἀληθινόν alethinón — expressa as seguintes ideias:

1. Real, genuíno, verdadeiro.

2. Oposto ao que é fictício, imitação, imaginário, simulado ou pretendido.

3. Contrasta a realidade com sua aparência.

4. Verdadeiro, verídico, sincero.

5. Oposto ao que é imperfeito, frágil, incerto[1].

Mas ao escolher essa palavra, João queria expressar, acima de tudo, que Jesus não é apenas a única e verdadeira Luz e sim, que Jesus é a Luz Perfeita, diante da qual todas as outras luzes se tornam desnecessárias e sem significado. É neste mesmo sentido que João usa esta palavra em outras passagens, tais como:

1. João 4:23 — Verdadeiros adoradores.

2. João 6:32 — O verdadeiro pão é meu Pai quem vos dá.

3. João 17:3 — O único Deus verdadeiro – conforme João 7:28 e 1 João 5:20.

4. João 8:16 — O juízo verdadeiro.

5. João 15:1 — A videira verdadeira.  

É ainda neste contexto que João usa esta mesma expressão, no livro do Apocalipse, para se referir:

1. Apocalipse 15:3 — Aos caminhos de Deus.

2. Apocalipse 16:7 — Aos juízos de Deus — ver também Apocalipse 19:2.

3. Apocalipse 19:9 — Verdadeiras palavras de Deus — ver também Apocalipse 21:5 e 22:6.

4. Apocalipse 6:10 — A Deus mesmo.

5. Apocalipse 3:7 — A Jesus mesmo — ver também Apocalipse 3:14 e 19:11

Existe apenas um Deus verdadeiro, e ele não tem nada a ver com os ídolos fabricados por mãos humanas ou inventados pelos homens e, existe apenas um tipo de adorador verdadeiro e, este não tem nada a ver com nenhum tipo de idolatria. Quem adora qualquer tipo de ídolo — forças da natureza, ídolos feitos por mãos humanas, forças demoníacas e, até mesmo, ídolos humanos — continua nas trevas e necessita da Luz verdadeira que é o Senhor Jesus.  

A palavra de ordem que todos precisam dar ouvidos, agora que a Luz verdadeira já veio — ver 1 João 2:8 — é aquela proferida por Isaías, quando diz:

Isaías 60:1

Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti.

Ainda em Isaías, Deus deixou bem claro que o Messias estava destinado a ser o Salvador de todos — ver Isaías 42:6 e 49:6. É necessária, portanto, uma conversão, como a que foi experimentada pelos tessalonicenses — ver 1 Tessalonicenses 1:9 — onde eles abandonaram os ídolos para servir ao Deus verdadeiro.

Outros estudos acerca da vida de Jesus — PARTE 2 — podem ser encontrados nos links abaixo:
001 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 027 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 001 — A PLENITUDE DO TEMPO
002 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 028 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 002 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE LUCAS — LUCAS 1:1—4
003 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 029 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 003 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 001
004 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 030 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 004 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 002
005 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 031 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 005 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 003
006 — Estudos Na Vida de Jesus — PARTE 02 — ESTUDO 032 — OS PRÓLOGOS AOS EVANGELHOS — 006 — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE JOÃO — JOÃO 1:1—18 — PARTE 004
007A — A DIVINDADE DE JESUS E A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS OU IGREJA DOS MÓRMONS.
007B — A DIVINDADE DE JESUS E AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
007C —  A DIVINDADE DE JESUS E OS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA
007D — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 001
007E — A DIVINDADE DE JESUS E  IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA — PARTE 002
008 — A DIVINDADE DE JESUS COMO APRESENTADA PELO EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 001
009 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 002
010 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 003
011 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 004
012 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 005
013 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 006
014 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 007
015 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 008
016 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 009
017 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 010
018 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 011
019 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 012
020 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 013
21 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 014
022 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 015 — A LUZ DOS HOMENS
023 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 016 — JESUS VEIO TRAZER O PERDÃO E A SALVAÇÃO DE DEUS
024 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 017 — JESUS É O MESSIAS PROMETIDO NA PROFECIA DAS 70 SEMANAS
025 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 018 — JESUS É O SOL DA JUSTIÇA PROMETIDO NA PROFECIA DE MALAQUIAS
26 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 019 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS
27 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 020 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 002
28 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 021 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 003
29 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 022 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 004
30 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 023 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 005
31 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 024 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 006
32 — A DIVINDADE DE JESUS SEGUNDO O EVANGELHO DE JOÃO — PARTE 025 — O TESTEMUNHO DE JOÃO ACERCA DE JESUS — PARTE 007
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/11/estudo-da-vida-de-jesus-parte-2-estudo.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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[1] Strong, J., & Sociedade Bíblica do Brasil. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2002, 2005.

terça-feira, 2 de maio de 2017

REDE GLOBO PROCURA FABRICAR CONSENSO SOBRE SEUS PRÓPRIOS INTERESSES



Em 1995 eu tomei conhecimento sobre a existência de um professor do MIT chamado Noam Chomsky. Ele já era um senhor de cabelos grisalhos que só fazia palestras para auditórios onde as pessoas tinham que ficar em pé, com o intuito de permitir que um grupo maior de pessoas pudessem ouvir o que ele tinha que dizer. A partir daí me interessei por sua obra escrita e fui lendo diversas de suas obras. Foi lendo os livros de Chomsky que eu ouvi pela primeira vez o conceito de manufacturing consent ou fabricação de consenso, por meio de seu livro Manufactoring Consent — The Plitical Economy  of The Mass Media, ou Fabricando Consenso — A Economia Política da Comunicação em Massa — de autoria de Noam Chomsky e Edward S. Herman.

Hoje queremos repercutir um artigo escrito pelo professor Dr. Wilson Roberto Vieira Ferreira que trata do fato da Rede Globo estar fabricando consenso para defender seus — da Rede Globo — interesses. Recomendamos a todos a leitura do material abaixo.

Globo tenta abafar o barulho do seu silêncio na greve geral
 Por Wilson Roberto Vieira Ferreira

A Globo, acompanhada do restante da mídia corporativa, ressente-se de um cada vez mais grave processo de negação da realidade. Os sintomas são cada vez mais agudos, como demonstrou o silêncio dos últimos dias sobre a articulação da greve geral pelas centrais sindicais e movimentos sociais. Um silêncio bem barulhento, pois revelou a sua autoconsciência do poder de duas armas semióticas que sempre dispara em contextos de desestabilização política: a “profecia autorrealizável” e o “efeito copycat”. O constrangimento e “saia justa” dos apresentadores nas primeiras horas da manhã de sexta-feira — 28 de Abril — também revelou uma aposta: "as nossas armas semióticas são tão poderosas que, se ficarmos em silêncio, nada vai acontecer! Mas a negação tautista da mídia corporativa descobriu da pior forma possível que existe vida lá fora, no deserto do real.

Como de hábito esse humilde blogueiro enfrenta a perigosa missão de entrar em contato com o material altamente tóxico e volátil emitido diariamente pela mídia corporativa, em particular com as bombas semióticas disparadas pela vetusta TV Globo.

Como acompanhamos nos últimos tempos, uma emissora cada vez mais fechada em si mesma e alheia a transformações ao redor, inebriada com o seu poder de impor agendas, transformar interinos em presidentes e turbinar o narcisismo de policiais federais, juízes do STF e forças tarefas de moralização – chamamos isso de “tautismo” (tautologia + autismo), a doença dos sistemas que se fecharam em si mesmos - sobre esse conceito veja o arquivo pelo link abaixo:


Mas ontem, dia 28, foi no mínimo divertido acompanhar a verdadeira saia justa a que se submeteram os apresentadores de telejornais da grande mídia nas primeiras horas da manhã. Todos pareciam ser pegos de surpresa: terminais de ônibus vazios? Pneus queimando nas estradas? Trens e metrôs parados? O que está acontecendo?

Enquanto a Band mantinha o tom monocórdico que sustenta até agora (o “desafio” dos trabalhadores em chegar ao trabalho numa greve que só atrapalha), na Globo os momentos mais impagáveis ficaram com a dupla Rodrigo Bocardi e Gloria Vanique. Enquanto a apresentadora se agarrava na pièce de resistance do aeroporto de Congonhas que mantinha a normalidade dos pousos e decolagens, Bocardi tentava minimizar as imagens de incêndios e barricadas em ruas e estradas: “Não é uma greve geral! São apenas ALGUNS sindicatos... quer dizer, muitos...”, titubiava.

Bocardi: "sexta-feira amanheceu um dia diferente"

O termo “greve geral” era evitado. Falava-se em “manifestações”, “sindicatos” e “greve nos transportes”. A Globo ainda apostava no esvaziamento da greve geral. Só mais tarde, quando perceberam a intensidade das mobilizações e o alcance nacional, não teve jeito e começaram a anunciar a temida expressão “greve geral”.

O fato é que durante toda a semana simplesmente ignoraram o tema. Nenhuma notícia sobre a convocação da greve pelas centrais sindicais em protesto contra as reformas trabalhistas e previdenciárias impostas pelo governo do desinterino Temer.

Apesar do movimento ter alcance nacional, nem sob o ângulo da prestação de serviços para os telespectadores a grande mídia tratou o tema: haverá transportes na sexta-feira? Como ficarão os serviços públicos? Como sairei de casa?

Profecia Autorrealizável e a linguagem performática

Um silêncio “barulhento” porque repleto de significados: em primeiro lugar revela a parcialidade e partidarismo da mídia corporativa que insiste em fingir ser a vestal da ética e da imparcialidade jornalística.

E segundo, porque revela a autoconsciência do poder de duas armas semióticas que a própria Globo utilizou nos últimos anos para a desestabilização política e econômica que culminou no golpe: a profecia autorrealizável e o efeito copycat.

 

A mídia corporativa (e principalmente a TV Globo pelo monopólio da audiência) sabe que numa sociedade midiatizada a informação é muito mais do que um simples meio de transmissão de conteúdos. A linguagem não apenas representa, mas também transforma-se em ação, performatiza, faz coisas serem realizadas.

Por exemplo, o leitor deve lembrar da famosa sequência do filme Matrix quando Neo (Keanu Reeves) vai visitar o Oráculo e recebe uma advertência: “cuidado com o vaso”. “Que vaso?”, pergunta surpreso Neo, virando-se e esbarrando no vaso que cai para se quebrar no chão. O Oráculo não sabia que Neo quebraria o vaso. Mas foi sua advertência que fez a queda do vaso acontecer. Em outras palavras, o Oráculo não representou o futuro – fez o futuro acontecer através da função performativa da linguagem.

Como autores como Wittgenstein e Austin apontavam, a pragmática antecede a semântica. Antes do signo representar ele pede uma ação – leia WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações Filosóficas, Vozes e AUSTIN, J. Quando Dizer é Fazer, Artes Médicas, 1990.

A grande mídia nos últimos quatro anos bateu diariamente, manhã tarde e noite, o bumbo de uma suposta crise econômica descontrolada: desemprego, inflação, dívida pública, apagões etc. Se até 2012 o País tinha um “crescimento econômico invejável” e “decolava” com a entrada nos BRICS, como observava a revista The Economist, repentinamente tudo mudou como se tivesse virado um disco de vinil para o lado B. Da euforia para a catástrofe de uma hora para outra.

De tanto repercutir essa agenda, um dos quesitos essenciais para a consumação do golpe político, os agentes econômicos parece que acreditaram e a crise autorrealizou-se – contando ainda com o auxílio luxuoso da Lava Jato que destruiu a cadeia produtiva do óleo, gás, setor naval e construções gerando de uma hora para outra 600 mil desempregados.

Portanto, a grande mídia sabe que noticiar a articulação da greve geral pelos sindicatos e movimentos sociais poderia criar o efeito recursivo ou autorrealizável. Foi nesse silêncio que a TV Globo apostou. De forma alucinadamente tautista, as salas de guerra dos aquários de redação da Globo imaginaram: se ficarmos em silêncio, nada vai acontecer!

Mas a negação tautista da mídia corporativa descobriu da pior forma possível que existe vida lá fora, no deserto do real.


O efeito de imitação

Também Globo e a grande mídia que a acompanha sabem que, além do efeito autorrealizável das notícias, há também o chamado “efeito copycat”. Um efeito residual de imitação que acompanha a personificação das notícias - ou um tipo de jornalismo que procura “personagens” ao invés dos fatos.

Na ânsia em criar uma atmosfera de desestabilização política, o noticiário global deu espaço para manifestações de intolerância, ódio e preconceitos. Mesmo muitas vezes condenando, os telejornais abriram uma verdadeira Caixa de Pandora – o efeito copycat fez a psicologia do fascismo sair das sombras da vergonha para a claridade das telas de TV com bolsonaros e felicianos.

Seguido pelo efeito de imitação de protofascistas em redes sociais, espaços públicos das ruas, estações de metrô e manifestações políticas.

É visível o esforço da emissora em não personificar a greve geral – não há líderes ou pessoas, apenas “centrais sindicais”, “vândalos”, “grupos” ou “manifestantes”. A mídia corporativa sabe muito bem o alcance semiótico das armas que tem nas mãos e que sempre a utiliza nos momentos-chave de ação política: a profecia autorrealizável e o efeito copycat.

Metalinguagem e “mea culpa”

A Globo não foi pega de surpresa pela greve geral em si. Mas ficou surpresa em descobrir que existem movimentos autônomos lá no deserto do real, para além do sistema que criou fechando-se em si mesma.

Para reverter essa ironia patética, a Globo se viu obrigada a fazer uma caprichada cobertura ao vivo da greve geral ao longo de todo o dia – com direito a acompanharmos repórteres tossindo e sufocando pelo efeito dos gases das bombas lançadas pelos pelotões de choque da polícia.


Mais além, o Jornal Nacional tentou fazer uma espécie de metalinguagem da cobertura da greve geral como uma espécie de mea culpa do porquê manteve-se em silêncio todo esse tempo. “Todos os programas da manhã abriram espaço para flashs com informações...”, relatou a apresentadora Renata Vasconcellos como se, repentinamente por encanto, a Globo acordasse e desse um “show” de cobertura jornalística.

É o mesmo “sentimento de culpa” que parece dominar a emissora todas as vezes em que o tiro sai pela culatra, sempre produzindo minisséries sobre a época da ditadura militar para expiar o seu passado de franco apoio ao golpe de 1964..

Quando viu que o candidato que apoiou, Collor de Melo, estava com os dias contados para o impeachment, colocou no ar em 1992 a série Anos Rebeldes para criar a falsa imagem da imparcialidade sobre uma história de amor em plena repressão da ditadura militar.

Agora, a Globo lança outra minissérie, Os Dias Eram Assim, novamente sobre o tema da repressão militar em um momento agudo de críticas por todos os lados sobre a participação decisiva da emissora no golpe político de 2016.

Como sempre, a Globo tenta exorcizar as “hordas bárbaras” que avançam do deserto do real. Porém, dessa vez todo aparato metalinguístico não será suficiente para abafar o barulho do seu silêncio. 

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

Rede Globo, Silêncio, Manipulação, Fabricação de Consenso, Negação da Realidade, Semiótica, Profecia Autorrealizável, Efeito Copycat, Imitação, Greve Geral, Euforia, Catástrofe,

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

SÉRIE OS 13 PORQUÊS INCENTIVA O SUICÍDIO?


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O artigo abaixo foi publicado por Pablo Villaça em sua página no Facebook

Por Pablo Villaça, em seu Facebook

Em 23 anos de carreira, nunca recomendei seriamente aos leitores que deixassem de assistir a algo. Por mais que eu deteste uma obra, não acho que seja uma função do crítico dizer o que o leitor deve ou não ver - e, além disso, acredito que aprendemos sobre linguagem mesmo com os filmes ruins (nem que seja pelo contra-exemplo).

No entanto, chegou a hora de abrir uma exceção e é isto que farei agora. Não porque a produção em questão seja narrativamente medíocre (embora ela seja, como aponto na crítica), mas porque é simplesmente perigosa.

Estou falando de Os 13 Porquês, projeto da Netflix.

Não repetirei aqui tudo o que falei em meu texto sobre a série e no qual explico porque a considero perigosa e acredito que, mesmo com boas intenções, tem um potencial imenso de desequilibrar aqueles que estão lutando para manter o próprio balanço. (Se tiver interesse em ler, a crítica está em:

Numa campanha de marketing inteligente (e, de novo, que pode até ser bem intencionada), a Netflix fez uma parceria de divulgação com o CVV-Centro de Valorização da Vida, cuja importância já discuti neste espaço várias vezes. No entanto, acho extremamente cínica a postura da plataforma de usar o aumento das ligações ao CVV como "comprovação" de que Os 13 Porquês exerce um efeito inquestionavelmente positivo.

Em primeiro lugar, é ÓBVIO que as ligações aumentariam: este é o efeito esperado de QUALQUER campanha de divulgação. Em segundo lugar, as ligações comprovam também algo que venho afirmando desde o princípio: que Os 13 Porquês tem um imenso potencial para disparar gatilhos.

Irresponsável em sua abordagem (de novo: discuto na crítica) e ao encenar com detalhes o suicídio de Hannah, a série vai de encontro a várias das recomendações feitas pela própria OMS quanto à forma com que o suicídio deve ser tratado pela mídia.

E, infelizmente, os efeitos negativos do projeto já podem ser inferidos na prática. Em minha timeline no Twitter, por exemplo, diversos psicólogos registraram uma preocupação com a reação de pacientes à série (é só conferir minhas mentions em @pablovillaca), o mesmo se aplicando a professores do ensino médio. Ainda mais trágica foi a notícia do suicídio de uma jovem cujo último post no Facebook informava justamente estar assistindo a 13 Porquês. (Obviamente, não vou mencionar seu nome ou as circunstâncias específicas, mas confirmei a informação depois de alertado por um leitor amigo da família.) É claro que apenas o fato de estar assistindo à série antes de se matar não é algo que estabeleça relação causal, mas é sugestivo - especialmente se considerarmos a força já estabelecida do Efeito Werther (se alguém quiser saber mais sobre a origem do termo, sugiro este artigo


E é por isso que abro a exceção mencionada no início deste artigo e, como alguém que já escreve há anos sobre depressão neste e em outros espaços, sugiro enfaticamente aos leitores que lidam com a doença que NÃO assistam a Os 13 Porquês.

Se você viu a produção e extraiu dela boas lições, ótimo; mas seja responsável e alerte as pessoas que lidam com a depressão crônica para o fato de que ela dispara muitos gatilhos.

A ideação suicida já é, por si só, suficientemente nociva; reforçá-la com narrativas maniqueístas e irresponsáveis é algo não só desaconselhável, mas também perigoso.

Fiquem bem, mantenham os pés no chão e lembrem-se: a ajuda está a um clique ou a um número de telefone de distância: www.cvv.org.br ou 141.

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ATUALIZAÇÃO (EM 09/04/2017, ÀS 15H48):

As centenas de depoimentos presentes nos comentários abaixo comprovam que a preocupação com os efeitos da série sobre quem sofre de depressão encontra respaldo na prática. Negar isso seria negar a coragem de todos aqueles que se expuseram nos comentários enquanto relatavam suas histórias e suas próprias experiências com a série.

No entanto, há quem ainda assim prefira se concentrar na academia e em estudos sobre o tema; acho compreensível, pois também tenho um fraco pela Ciência.

Assim, para contemplar estes últimos, decidi incluir as referências abaixo. Se você não tem interesse pelos estudos (analíticos ou descritivos) sobre o tema, apenas ignore o restante deste post, que trará referências acadêmicas específicas:

Um dos artigos mais citados em estudos do tipo, por exemplo, é "The impact of suicide in television movies. Evidence of imitation." (GOULD, MS; SHAFFER, D.), que analisou estatisticamente a incidência de suicídios entre adolescentes antes e após a exibição na tevê de filmes que traziam personagens se matando, comprovando, para além da possibilidade de aleatoriedade estatística, uma relação causal entre ambos.

(Este estudo, por sinal, foi publicado no The New England Journal of Medicine.)

Outro estudo relativo ao efeito Werther é "Clustering of teenage suicides after television news stories about suicide." (PHILLIPS, DP, CARSTENSEN, LL), que, embora parta da análise da influência de notícias sobre suicídios, também aborda o possível impacto entre histórias envolvendo suicídios e aumento de ideação suicida - e correlações estatísticas foram encontradas em ambos os casos.

É possível, porém, argumentar que os estudos anteriores datam da década de 80 e que, portanto, podem não refletir o mundo contemporâneo. Ok, seria um argumento válido.

Assim, recomendo o estudo "Exposure to Suicide Movies and Suicide Attempts." (STACK, Steven; KRAL, Michael; BOROWSKI, Teresa), publicado em 2014. Neste estudo, os autores avaliaram não só a exposição de adolescentes a filmes que retratavam o estudo, mas tiveram o cuidado de incluir controles importantíssimos como religião, histórico de depressão e outros aspectos demográficos.

O achado deste estudo? "Uma análise de regressão logística multivariada determinou que, já incluindo outros fatores de controle, para cada EXPOSIÇÃO ADICIONAL A UM FILME (QUE RETRATA O SUICÍDIO) O RISCO DE TENTATIVA DE SUICÍDIO AUMENTAVA EM 47,6%". Agora o elemento mais importante do estudo: a variável recorrente empregada no estudo foi "tentativa anterior de suicídio".

Em outras palavras: EXATAMENTE o grupo que alertei para o risco de assistir à série.

Para finalizar, recomendo também o estudo "Suicide and the entertainment media" (PIRKIS, Jane; BLOOD, Warwick). O que este estudo em particular tem de curioso é o fato de que se concentrou na tarefa de quantificar e avaliar os achados de dezenas de outros estudos sobre o tema para definir se havia alguma consistência entre eles. (Este estudo é de 2010; portanto, não considera o que citei logo acima, que veio quatro anos depois.)

Para isso, eles consultaram TODOS os estudos publicados nas seguintes bases desde o momento de sua criação até a data da análise (2010): MEDLINE, PSYCHLIT, COMMUNICATION ABSTRACTS, ERIC, DISSERTATION ABSTRACTS e APAIS. Eles avaliaram também, além da influência de filmes, a de séries para a TV, de músicas e de peças de teatro. Eles levaram em consideração as metodologias de CADA estudo, sua natureza (descritiva ou analítica), e conferiram pesos a pontos como consistência, temporalidade, especificidade e coerência. Ao todo, avaliaram quase 50 estudos: 27 sobre filmes e séries; 19 sobre música e o único encontrado sobre teatro. A conclusão: "Estudos adicionais são necessários, mas "há evidências da associação entre a representação de suicídio na MÍDIA DE ENTRETENIMENTO e comportamento suicida real".

Agora, MESMO depois de todas estas evidências, é claro que alguém pode dizer "Mas não há uma comprovação definitiva, 'apenas' a (forte) indicação da existência de uma correlação!".

E minha resposta seria: isto já é o suficiente para adotar a atitude de alertar aqueles que sofrem de depressão para o perigo em potencial de 13 Porquês. A vida é preciosa demais para esperar comprovações "definitivas".

Abraços,
Pablo
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ATUALIZAÇÃO 2 (em 09/04, às 21h25):

Quero recomendar dois textos adicionais: um do site The Mighty
(https://themighty.com/…/thirteen-reasons-why-jay-asher-sui…/)
 e outro escrito pelo psiquiatra brasileiro Luís Fernando Tófoli:

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:

https://www.facebook.com/pablovillaca01/posts/1069416173163608

ARTIGO QUE TRATAM DO SICÍDIO

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/suicidio-falar-e-melhor-solucao.html

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/suicidio-uma-seria-questao-de-saude.html

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/suicidio-e-mesmo-uma-saida.html

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/pastores-que-cometem-suicidio.html

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/12/pastor-de-mega-igreja-em-orlando-comete.html

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/suicidas-potenciais-sao-ensinados.html

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/o-relogio-mundial-mortes-por-acidentes.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 19 de julho de 2014

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — ESTUDO 027 - 1 TESSALONICENSES 5:1 E HEBREUS 3:12—13 — CONSOLAI-VOS UNS AOS OUTROS E EXORTAI-VOS UNS AOS OUTROS


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Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS

Introdução.

A. A vida cristã não é um convite para desfrutar de um mar de rosas — 
2 Coríntios 1:3—6 
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, 
4 que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus. 
5 Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também a nossa consolação sobeja por meio de Cristo. 
6 Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera, suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos.
 Por este motivo, Deus inspirou os autores do Novo Testamento a escreverem muitos mandamentos que nos ensinam acerca do cuidado mútuo que devemos ter uns para com os outros.     
B. Estes mandamentos são chamados de “mandamentos de reciprocidade” porque nos ensinam que valem para todos, de forma indistinta. 
C. Já falamos antes, mas vale à pena repetir, que a Igreja, enquanto corpo de Cristo, não pode “funcionar” direito, como deve, enquanto nós ignorarmos a obediência que devemos a estes mandamentos. Vejamos as seguintes situações...   
D. Em todas as igrejas, a qualquer momento, nós vamos encontrar... 
1. Crentes que estão enfrentando várias provações e problemas em suas vidas. Hoje vivemos dias em que se anuncia que o crente não pode, nem deve enfrentar problemas. Dificuldades, eles nos dizem, são resultado de falta de fé ou de ação satânica ou demoníaca na vida do crente. Será? Vemos ler 
Romanos 5:3—5 
3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; 
4 e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. 
5 E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado.
 Tiago 1:2—4 
2 Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, 
3 sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. 
4 Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma. 
a. Paulo usa a palavra θλίψεσ thlipsis – tribulação, que significa: 1. Ato de prensar, imprensar ou pressão. 2. De forma metafórica, significa: opressão, aflição, tribulação, angústia, dilemas. 
b. Tiago usa a palavra πειρασμος peirasmos – provação, que significa: 1. Experimento, teste ou prova. 2. Tentação: a) como uma prova; b) da fidelidade, da integridade, da constância e da virtude: c) da sedução do pecado mediante qual somos seduzidos ao pecado, ou a um desvio da fé e santidade; d) adversidade, aflição ou aborrecimento, enviado por Deus, e servindo para testar ou provar o caráter, a fé, ou a santidade de alguém. 
2. Crentes hesitantes ou resistentes em adotar o curso de ação que está, claramente, ensinado nas Escrituras.
3. Crentes desencorajados ou desanimados, sofrendo de solidão ou, até mesmo, deprimidos por causa das circunstâncias da vida que estão enfrentando. 
4. Crentes que estão lutando com enfermidades, algumas graves, outras terminais ou enfrentando a morte de um ente querido. 
E. Em todas estas situações que nos afligem diuturnamente, nós somos chamados por Deus para edificar uns aos outros, mediante a obediência aos mandamentos que dizem... 
Consolai-vos uns aos outros e Exortai-vos uns aos outros 
I. Os Mandamentos. 

Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo – 1 Tessalonicenses 5:11. 
Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado – Hebreus 3:12—13. 
II. Definição do Termo: 
A. παρακαλέω parakaléo – 1. Chamar para o lado, para ficar próximo; 2. Consolar, encorajar e fortalecer pela consolação, confortar. 
B. Consolar ou exortar uns aos outros pode ser definido da seguinte maneira: Trata-se de um ministério triplo onde cada cristão: 
1. Insiste com os outros para que apliquem as verdades aprendidas das Bíblia em suas próprias vidas. 
2. Encoraja os outros com as verdades das Sagradas Escrituras. 
3. Consola os outros com as verdades das Escrituras aplicadas as necessidades do dia à dia. 
A implicação principal envolvida neste mandamento é que devemos nos empenhar, no melhor da nossa capacidade, para ajudar uns aos outros a compreendermos as implicações contidas na Palavra de Deus, naquilo que diz respeito à nossa conduta ou viver diário.     
II. Exemplos Bíblicos 
Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor — Romanos 15:30.
 Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor — Atos 11:23. 
E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus — 14:21—23. 
Porém Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito; e não somente com a sua chegada, mas também pelo conforto que recebeu de vós, referindo-nos a vossa saudade, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, aumentando, assim, meu regozijo — 2 Coríntios 7:6—7. 
III. Implicações Contidas Neste Mandamento 
O mandamento que nos ordena consolar e exortar ou fortalecer uns aos outros, possui as seguintes implicações: 
A. Como cristãos, precisamos da ajuda de outros crentes em nosso viver diário. As frases do tipo: 1) Tudo do que eu preciso é da ajuda do Senhor; e 2) Vou vencer tudo em nome de Jesus, amém? – podem parecer “espirituais”, mas são, de fato, totalmente desprovidas de espiritualidade. São, de fato, frases pecaminosas e carnais porque o Senhor nos diz que devemos ajudar uns aos outros. É assim que a igreja funciona, e essa é a vontade do Senhor: que nos ajudemos uns aos outros. 
B. Quando falamos de consolação e de exortação estamos falando, acima de tudo, do uso da Palavra de Deus. Temos a responsabilidade de ajudar uns aos outros a entender a Palavra de Deus e como ela se aplica às situações da vida diária. 
C. Os atos de consolar e exortar são orientados pelas necessidades percebidas. O tipo de consolação ou exortação que precisam ser ministrados são determinados pela situação que está sendo enfrentada. 
D. Para consolar ou exortar nós precisamos nos envolver com a vida uns dos outros. Como podemos consolar ou exortar a alguém se não sabemos o que está acontecendo com a vida uns dos outros? Como podemos saber as necessidades uns dos outros se não conhecemos uns aos outros como devemos? 
E. Quando a comunidade se reúne, nós também podemos manifestar este cuidado de consolar e de exortar uns aos outros. 
Conclusão:
A. Espero ter deixado claro que o serviço que devemos uns aos outros quando falamos de consolação ou exortação é sempre positivo. O mesmo não envolve ações nem corretivas nem disciplinares.

1. Quando nos aproximamos de alguém para consolar ou exortar, nós devemos:

a. Nos desarmar de qualquer desejo de ferir, de criticar e de agravar.

b. Desejar apenas encorajar, fortalecer e estimular

2. Quando consolamos ou exortamos uns aos outros nós devemos:

a. Fazê-lo com amor na força que o Espírito Santo supre — ver Romanos 15:30.

b. Manifestar a mesma mansidão e benignidade de Jesus — ver 2 Coríntios 10:1.

c. Agir como um pai quando procura consolar um filho — ver 1 Tessalonicenses 2:11—12.

c. Como um filho faria com o próprio pai — 1 Timóteo 5:1.

d. Com grande longanimidade e ensinamentos — 2 Timóteo 4:2.

B. O exercício dos atos de consolar e de exortar é o melhor método para capacitar todos os membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja, a viverem vidas de santidade que sejam consistentes.

C. Nosso desejo maior deve ser imitar o caráter do próprio Senhor Jesus. E quando laçamos mão dos atos de consolar, de exortar ou de encorajar, nós estamos ajudando uns aos outros a alcançar o objetivo de sermos imitadores de Jesus. 

D. Os efeitos da obediência a este mandamento serão óbvios aos olhos do mundo que pode ver, nossas vidas, revestidas de verdadeira santidade.

E. Com isto fortalecemos nosso testemunho diante do mundo e manifestamos a verdadeira natureza da Igreja e do verdadeiro caráter de Cristo.

Que Deus nos ajude a nos envolver nas vidas uns dos outros visando obedecermos ao mandamento que nos diz que devemos consolar, exortar e encorajar uns aos outros.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS.

001 — O Custo do Discipulado =

002 — Uma Proposta de Vida =

003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

008 — Amai-vos uns aos outros — Parte 1 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

009 — Amai-vos uns aos outros — Parte 2 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

010 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 3

011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — 1 Coríntios 12:24—25 — Tande o Mesmo Cuidado Uns Para Com os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Efésios 5:18-21 — Sujeitai-vos ou Submetei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06

014 — Efésios 4:1—3 — Suportai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 07

015 — Tiago 5:16 — Confessai Vossos Pecados uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 08

016 — Colossenses 3:12—13 — Perdoai uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 09

017 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte A — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10A

018 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte B — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10B

019 — Tiago 4:11 — Não faleis Mal uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS AOS OUTROS — Parte 11

020 — Tiago 5:9 — Não Vos Queixeis uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 12

021 — Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 13

022 — Gálatas 5:25—26 — Não Provoqueis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 14

023 — Gálatas 5:25—26 — Não Invejeis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 15

024 — Colossenses 3:9—10 — Não Mintais uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 16

025 — Romanos 14:29 e 1 Tessalonicenses 5:11  — Edificar uns aos outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 17

026 — Colossenses 3:16  — Instruí-vos Mutuamente — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 18

027 — 1 Tessalonicense 5:1 e Hebreus 3:12—13  — Consolai-vos e Exortai-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 19

028 — Romanos 15:14 e Colossenses 3:16 — Admoestai-vos ou Aconselhai-vos uns aos outros —  AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 20 — SERMÃO 028

029 — Efésios 5:18—20 e Colossenses 3:16 — Falando entre vós com... — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 21 — SERMÃO 029

030 — Gálatas 5:13—14 — Sede Servos Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — SERMÃO 030

031 — Gálatas 6:2 — Levai as Cargas Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 23 — SERMÃO 031

032 — 1 Pedro 4:7—10 — Sede Mutuamente Hospitaleiros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 24 — SERMÃO 032

033 — Efésios 4:31—32 — Sede Benignos Uns Para Com Os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 25 — SERMÃO 033

034 — Tiago 5:16 — Orai Uns Pelos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 26 — SERMÃO 034

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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