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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

JESUS E AS CRIANÇAS: UMA EXEGESE DE MARCOS 10:13—16


Resultado de imagem para painting of jesus and children

O material abaixo tem o propósito de chamar nossa atenção para o verdadeiro sentido do relacionamento de Jesus com as crianças.

MARCOS 10:13—16

13 Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam.

14 Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus.

15 Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.

16 Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.

EXEGESE

Verso 13

De início devemos notar que a narrativa de Jesus abençoando os pequeninos ou as crianças é apropriada, como continuação da narrativa anterior, que tratou da santidade do casamento — Marcos 10:2—12. Em dias quando os próprios pastores estão dando péssimos exemplos divorciando de suas esposas para, geralmente, desposarem outras mulheres mais novas, é importante associarmos a santidade do casamento com o verdadeiro bem estar das crianças.

Apesar da narrativa ser simples ao extremo e elementos quanto ao tempo e o lugar em que mesma se passa estarem completamente ausentes, ainda assim a situação é bastante clara: crianças estavam sendo trazidas para Jesus com o intuito de que Ele proferisse uma bênção sobre suas vidas futuras. O ato subsequente de Jesus de tomar as crianças em seus braços sugere que, até mesmo, crianças bem pequenas lhe foram trazidas. Todavia, o verbo utilizado por Marcos e traduzido por trouxeram, não implica necessariamente que as crianças vieram carregadas. Ainda acerca disso, também devemos notar que a expressão crianças usada aqui é a mesma que utilizada em Marcos 5:39—49 para se referir a uma menina de 12 anos de idade.

Mesmo que seja natural pensarmos que tais crianças fora trazidas por suas mães o uso do pronome masculino na língua original quando se diz que os discípulos os repreendiam parece apontar para os pais ou, até mesmo, para as próprias crianças. Nesse caso último caso, teríamos crianças maiores trazendo as crianças menores. Essa ideia parece ser confirmada pelo verso 14, onde as palavras de Jesus não os embaraceis é uma referência clara às crianças. Marcos não nos informa porque os discípulos interferiram nesse processo e por que os mesmos não consideravam as crianças importantes. A atitude dos discípulos era, na realidade, um verdadeiro abuso da autoridade que tinham. Tal abuso é derivado da mesma atitude que eles tiveram quando interferiram com o trabalho dum exorcista desconhecido, o qual exercia o poder do nome de Jesus de modo eficiente — Marcos 9:38. De modo bastante significativo, também naquela ocasião, Jesus disse para seus discípulos não proibirem aquele homem de realizar a obra —

Marcos 9:39

Mas Jesus respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim.

Verso 14

A referência à indignação de Jesus contra a atitude imprópria de repreensão das crianças por parte dos discípulos é algo que aparece apenas na narrativa de Marcos estando, portanto, ausente das narrativas paralelas que encontramos em Mateus 19:16—22 e Lucas 18:18—23. A manifestação da emoção de indignação por parte de Jesus é comum em outras passagens do Evangelho de Marcos, como podemos ver em: Marcos 1:41, 43; 3:5; 7:34 e 9:19. A sugestão da indignação de Jesus manifestada em forma de impaciência e irritação é fortalecida pela forma pausada e contrastante como Ele fala: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis. A atitude dos discípulos em tentar impedir a aproximação das crianças, porque consideravam as mesmas pouco importantes, nos revela a tendência que tinham, em diversas ocasiões, de pensar dos seres humanos apenas em categorias de pessoas caídas, algo que Jesus combateu diversas vezes, conforme: Marcos 8:33; 9:33—37. O Reino de Deus pertence às crianças  ou pequeninos, e também a outros que, como crianças, parecem não ter nenhuma importância. Isso é assim, porque essa é a vontade de Deus. Esse é o motivo porque as crianças precisam ter livre acesso a Jesus, porque é em Jesus que o Reino de Deus se aproxima dos seres humanos — Marcos 1:15. Diferentemente dos adultos que não gostam que nada lhes seja dado, as crianças são humildes e receptivas ao que lhes é oferecido. O Reino pertence a esse tipo de pessoas porque o mesmo é sempre recebido como um dom, um verdadeiro presente. A raiz das palavras de Jesus não deve ser procurada em qualquer valor subjetivo que as crianças possuem e sim, na humildade objetiva das mesmas, além da manifestação surpreendente da graça de Deus, que se dispõe a conceder o Reino, gratuitamente, a todos que não possuem nenhum tipo de reivindicação sobre o mesmo, por méritos próprios.

Verso 15

A afirmação solene que encontramos nesse versículo é dirigida aos discípulos, mas tem implicações para todos os seres humanos confrontados pelo Evangelho, porque a mesma fala da condição para alguém — qualquer um — entrar no Reino de Deus. A exigência que um homem adulto torne-se como uma criança chama a nossa atenção para o fato que, com relação ao Reino de Deus, todos nós nos encontramos numa situação de mais completo desespero. O Reino é aquilo que Deus dá e o ser humano recebe. Essencial para a comparação apresentada no verso 15 é a fraqueza e a total falta de capacidade duma criança, que também são pressupostas no verso 14. Só podem entrar no Reino de Deus aqueles que estão plenamente conscientes de que são pequenos e precisam de ajuda e que, não apresentam nenhum tipo de reivindicação sobre o mesmo baseado em méritos próprios ou boas obras, de qualquer natureza. As palavras que Jesus usa na comparação o dizer como uma criança, encontram sua força na natureza da criança, de aceitar de modo aberto e confiante, o que lhe está sendo oferecido gratuitamente. As palavras de Jesus são enfáticas; todo aquele que não receber o Reino de Deus agora, de forma simples e natural como uma criança, não poderá entrar nele quando o mesmo se tornar plena realidade no final dos tempos. O que está sendo afirmado, de modo claro, é a necessidade que todos têm de receber o Evangelho e o próprio Senhor Jesus, como aquele por meio de quem o Reino foi aproximado de todos — Marcos 8:35, 38; 9:1.

Verso 16

A ação de Jesus descrita nesse verso é tão significativa quanto suas palavras mencionadas antes. Jesus demonstra um amor genuíno e Sua ternura pelas crianças das seguintes maneiras: 1) Jesus toma as crianças em seus braços; 2) Jesus abençoa as crianças por meio duma oração. As atitudes de Jesus só podem ser entendidas quando consideramos a dureza de coração, com relação às crianças, que prevalecia nas sociedades helenísticas do século 1.

A ação de Jesus em honrar as crianças nos apresenta uma ilustração concreta da forma como o Reino de Deus é concedido gratuitamente. Dentro desse contexto fica evidente que, a invocação da bênção por parte de Jesus sobre as cabeças das crianças, constitui uma renovação do chamado para o verdadeiro discipulado e obediência à vontade manifesta de Deus.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


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terça-feira, 9 de agosto de 2016

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 008 — A RELAÇÃO ENTRE A SANTIDADE, A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9


Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados. 


Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13


Introdução:

A. Quando pensamos no único Deus verdadeiro, o único Deus que se declara SANTO, nós devemos sempre levar em consideração as duas realidades seguintes:

1 João 4:16

E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

1. O amor de Deus é o amor que busca o pecador perdido, é o amor que perdoa, é o amor que restaura à plena comunhão todos aqueles que um dia voltaram suas costas para Deus.

Salmos 7:11

Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.

2. A santidade de Deus exige padrões de comportamento de nossa parte sem os quais estamos todos sujeitos aos julgamento divino.


B. A história do profeta Oséias e de uma mulher chamada Gômer ilustra bem nossa verdadeira condição diante de Deus e o amor que Deus nutre por nós.

C. A história de Oséias e Gômer pode ser encontrada nos primeiro capítulos de Oséias.

D. Quando Deus mandou que Oséias se casasse com Gômer ela era uma prostituta. O texto bíblico nos diz:

Oséias 1:2

Quando, pela primeira vez, falou o SENHOR por intermédio de Oséias, então, o SENHOR lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR.

E. Oséias teve três filhos com Gômer, mas descobriu que dois de seus três filhos não lhe pertenciam.

F. Depois disso, Gômer abandonou Oséias e foi em busca de seus amantes servido como prostituta cultual num templo dedicado ao Deus Baal.

G. Tempos depois, quando ela já não tinha mais beleza para atrair clientes para o templo, Gômer foi desprezada e colocada à venda como se fosse apenas um objeto.

H. Deus, então, ordena que Oséias vá ao mercado de escravos e compre a rejeitada Gômer e volte a se casar com ela, outra vez. O texto bíblico diz:

Oséias 3:1

Disse-me o SENHOR: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.

H. Vamos então tentar entender como o SENHOR precisa agir por amor de suas criaturas perdidas:

COMO O AMOR, A SANTIDADE E A JUTIÇA ANDAM JUNTAS

I. Oséias Renova Sua Aliança com Gômer

A. Deus precisa ensinar uma lição para Oséias e para todos nós: trata-se do grande fato que retidão de vida e justiça precisam prevalecer em todos os relacionamentos se os mesmos irão servir para alguma coisa. Essa é a realidade que Oséias entende como imprescindível para que o relacionamento dele com Gômer tenha verdadeiro significado. 

B. O passado de Gômer não pode nem deve ser repetido. Por outro lado, a justiça divina manifesta na Lei dada a Moisés exige que Gômer e seus amantes sejam apedrejados até a morte.

C. Mas Oséias não deseja denunciá-la pelos pecados do passado. Ele deseja viver com Gômer um relacionamento baseado em amor e misericórdia, onde o passado é deixado para trás, e uma nova vida pode ser iniciada.   

D. Oséias deixa isso bem claro nas seguintes afirmações:

Oséias 2:19

Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias.

1. Desposar-te-ei comigo para sempre.

2. Desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo.

3. Desposar-te-ei em benignidade, e em misericórdias.


II. De que Maneira o Dilema Entre Amor e Justiça Pode Ser Solucionado?

A. Essa é uma questão importante, especialmente, diante dos atos praticados por Gômer.

B. O que Oséias deve enfatizar: retidão e justiça ou amor e misericórdia?

C. O profeta Oséias nos conta sua própria e trágica história, porque na mesma ele encontra uma metáfora apropriada para descrever o relacionamento entre Deus e Seu povo

D. Oséias sofre a dor da rejeição do verdadeiro amor e da traição, ao mesmo tempo em que consegue entender algo da “agonia” divina à medida que o Senhor tem que lidar com um povo continuamente pecaminoso.

E. No livro de Oséias a ideia de SANTIDADE assume em si mesma a plenitude daquilo que o amor representa para o Deus verdadeiro. Essa é uma verdade nunca antes manifestada no Antigo Testamento.

F. Da mesma forma que Oséias em sua mais profunda tristeza descobre que o AMOR é a única força indestrutível capaz de salvar até mesmo sua esposa perdida, assim também a SANTIDADE de Deus como a essência do seu ser, precisa manifestar o amor criativo que é capaz de ferir, mas que também é capaz de sarar, conforme lemos em

Oséias 6:1

Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará.

G. Deus é o amor santo que precisa confrontar uma “natureza pecaminosa”.

H. Nós podemos então concluir dizendo o seguinte: a antítese entre o Deus SANTO, SANTO, SANTO e o homem pecador consiste no próprio amor que é a única força capaz de vencer e destruir tal antítese.

I. A história de Jesus na Cruz de Calvário nos oferece a solução perfeita que buscamos para essa agonia: ali a justiça de Deus foi servida e satisfeita em toda sua plenitude, ao mesmo que um amor que não poder ser explicado nem qualificado em termos humanos, foi demonstrado.


Conclusão

A. Acerca da Santidade de Deus, podemos então concluir o seguinte: a oração de Jesus foi: “SANTIFICADO SEJA O TEU NOME”.

B. Conforme já mencionamos diversas vezes, Jesus quebrou os paradigmas ou modelos das orações judaicas tradicionais que continuam a ser proferidas até o dia de hoje.

C. Mas na oração de Jesus devemos notar o seguinte:

1. Não existe nenhuma invocação a Abrão, Isaque ou Jacó.

2. Nenhum pedido a favor da terra de Israel, ou a favor do templo, nem imprecações — pedidos para que Deus amaldiçoe os inimigos — são mencionados.

3. O Salvador sofredor não deseja ver seus discípulos sofrendo, mas a presença do mal no mundo não é ignorada.

D. A SANTIDADE de Deus é a essência daquilo que Deus é, e seu NOME — SANTO — nos informa que ele é um Deus pessoal e que deseja ser conhecido por nós dessa maneira.  

E. A SANTIDADE do nome de Deus pode ser profanada pela desobediência dos crentes. Temos que prestar muita atenção como andamos:

Efésios 5:15

Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios.

F. Somente Deus pode santificar seu nome e Ele faz isso através de grandes atos de salvação a favor de seu povo – ver Ezequiel 36.

G. A demonstração de SANTIDADE como presenciada por Isaías — ver Isaías 6:1—10 — inclui os seguintes elementos: confissão, limpeza, desafio missionário e uma resposta apropriada. Todos os que dizem: “SANTIFICADO SEJA TEU NOME” anseiam por uma experiência semelhante a de Isaías.  

H. A SANTIDADE de Deus exige pureza e justiça. Quando Deus olha para esse mundo e não vê essas coisas sendo praticadas, ele não pode ignorar as mesmas. Por outro lado, Deus é amor e seu amor é afirmado na oração do Pai Nosso pelo uso da expressão aramaica “ABBA”, que significa pai. Essas duas realidades estão em conflito no coração de Deus diante da realidade da vida como vivida pelas pessoas que pertencem ao Seu povo. O profeta Oséias entendeu bem esse dilema. A CRUZ DE CRISTO É A ÚNICA SOLUÇÃO DEFINITIVA PARA ESSE PROBLEMA.


OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO 
001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15
002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9
003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9
004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9
005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS
006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13
007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9
008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9
009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 25 de janeiro de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013A — PECADO E CASTIGO — PARTE A



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13A. Pecado e Castigo — PARTE A

I. O pecado exige uma satisfação, um castigo. Como uma afronta à infinita majestade de Deus, o pecado demanda um castigo também infinito e sem limites. É por esse motivo que a Bíblia fala de que o salário do pecado é a morte e de punição eterna no inferno. Este castigo é o reflexo da santidade de Deus onde Ele se mantém a Si mesmo em oposição aos pecados do homem. Em resposta ao pecado, a santidade de Deus assume a forma de justiça expressa em ira infinita e julgamento ilimitado —

Salmos 7:11—17

11 Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.

12 Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto;

13 para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas.

14 Eis que o ímpio está com dores de iniquidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.

15 Abre, e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz.

16 A sua malícia lhe recai sobre a cabeça, e sobre a própria mioleira desce a sua violência.

17 Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.

II. A resposta de Deus ao pecado, entretanto, acontece do modo como descrito acima na história, apenas na cruz de Cristo, onde o próprio filho se torna o objeto tanto do julgamento quanto da ira de Deus. Como o salário do pecado é a morte, Jesus morre. Como a consequência de se ofender a infinita majestade de Deus é receber infinito castigo, Jesus experimenta exatamente este tipo de castigo a nosso favor. Em todas as outras instâncias, com exceção da Cruz, a ira de Deus e Sua justiça punitiva são sempre corretivas, uma forma de ira em benefício da graça de Deus bem como uma forma de julgamento que pode ser mudado ou evitado se o homem se arrepender e responder de maneira apropriada à graça de Deus. O exemplo bíblico mostrado no livro de Jonas contém todos estes elementos: AQUI RECOMENDA-SE QUE O LEITOR ABRE SUA BÍBLIA NO LIVRO DE JONAS E ACOMPANHE, PORÇÃO POR PORÇÃO, NAS PRÓPRIAS PAGINAS DAS ESCRITURAS SAGRADAS A NARRATIVA A SEGUIR PARA UMA MELHOR APRECIAÇÃO DAQUILO QUE ESTAMOS DIZENDO:

A. Deus chama Jonas e o manda ir a Nínive clamar contra ela a mensagem do Senhor — Jonas 1:1—2.

B. Jonas decide desobedecer a Deus, pois quer evitar que a graça de Deus alcance os Ninivitas — Jonas 1:2—3. Ver Jonas 4:2 onde Jonas explica os motivos porque fugiu em vez de ir a Nínive como Deus lhe havia ordenado.

C. Deus vai atrás de Jonas e o alcança em julgamento visando o benefício da Sua graça. Deus não queria castigar Jonas, queria conduzi-lo ao arrependimento — Jonas 1:4, 11, 13.

D. Jonas sugere que os marinheiros o lancem para fora do barco — Jonas 1:12.

E. Os marinheiros em desespero, eles não eram assassinos, clamam pela misericórdia e perdão Divinos pelo que irão fazer e ato contínuo lançam Jonas ao mar — Jonas 1:14—15.

F. Deus torna uma situação ruim em um testemunho positivo e seu terrível julgamento, a serviço da Sua graça, faz com que os marinheiros temam a Deus — Jonas 1:16.

G. Deus resgata graciosamente a Jonas da tormenta do mar — Jonas 1:17.

H. Jonas se arrepende e se lembra que Deus é um Deus misericordioso e que a salvação pertence a Deus — único lugar em toda a Bíblia onde aparece a frase “Ao SENHOR pertence a salvação!”. Deus ouve sua oração de arrependimento e lhe restitui a vida na terra — Jonas 2:1—10.

I. Novamente a justiça de Deus em benefício da sua graça, ordena a Jonas que vá e proclame a mensagem do Senhor em Nínive. Jonas vai e prega em Nínive. Sua má vontade é bem evidente. Seu sermão contém somente 7 palavras: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida”. Jonas 3:1—4.

J. Jonas sabia que com aquele tipo de mensagem pregada, a reação mais provável dos ninivitas, seria de incredulidade e zombaria. Por esse motivo ele sai da cidade mais não vai embora. Fica ali perto. Ele queria ver a destruição anunciada! — Jonas 4:5.

K. Enquanto isso, dentro da cidade os ninivitas se arrependeram e clamaram pela misericórdia de Deus. Jonas 3:5—9.

M. Deus se arrepende e não leva a cabo o mal anunciado. Sua graça triunfa sobre Seu julgamento anunciado — Jonas 3:10. O “arrependimento de Deus” reflete, na literatura bíblica, apenas que Deus mudou a forma de tratar determinada situação. Não é como o arrependimento humano que envolve atitudes ou pensamento errados.

N. Jonas fica desgostoso com o perdão que Deus concedeu aos ninivitas e Deus o questiona acerca desta ira. Jonas 4:1 e 4. Note a diferença da ira de Deus a serviço da graça de Deus e a ira de Jonas a serviço da vingança.

O. Deus ensina uma lição objetiva a Jonas acerca de como a ira e o julgamento de Deus estão a serviço da graça de Deus. Enquanto Jonas sente compaixão de uma planta que nunca fez nenhum mal, Deus sente compaixão pelos pecadores perdidos — Jonas 4:6—11.

III. O único julgamento Divino que Deus não pode evitar nem se arrepender é aquele que ocorreu na cruz do Calvário. Que todas as outras manifestações de julgamento da parte de Deus sobre o pecado, são sempre contingentes — que podem ou não suceder; eventuais, incertas — e não absolutos; corretivos e não definitivos devem ser um indicativo claro de que toda a justiça administrada pelas sociedades humanas deve visar sempre remediar e corrigir e nunca ser meramente punitiva nem, em nenhuma hipótese, final — como a aplicação da pena de morte.

IV. Voltemos agora ao julgamento de Deus, que Ele levou a cabo na cruz do Calvário que foi, como dissemos o único julgamento definitivo na história da humanidade. O que se passou nos momentos que se referem às últimas horas da vida do nosso Senhor sobre esta terra e até que Ele clamou “está consumado”, não pode se descrito em palavras e muito menos mostrado em película cinematográfica. Todavia, dentro do possível, Deus nos concede através de Sua palavra, uma visão suficiente — suficiente dentro daquilo que Deus mesmo intencionava para nós — do que se passou. Os evangelhos sinóticos — Mateus, Marcos e Lucas — descrevem os acontecimentos passados no jardim do Getsêmani em mais detalhes que João, que se ocupa, por sua vez, muito mais com as horas passadas no Cenáculo — João 13 a 17. Para este estudo vamos nos valer da versão de Marcos — considerada a mais antiga — e fazer referências a Mateus e Lucas quando necessárias.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013A — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

YOSSEF AKIVA: PAGANISMO, SUPERSTIÇÃO E A ARCA DA ALIANÇA


A Arca do "Paraguai" feita pelo pastor Yossef Akiva: as asas dos querubins não se tocam e olha que ele diz que é judeu. Foto e comentário do site:http://danielpweb.blogspot.com.br/2012/11/um-cearense-judeus-chamado-yossef-akiva.html

Romanos 1:25

Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!


Não é de hoje que Yossef Akiva tem sido um ativo promotor da adoração e da idolatria de cópias da arca da aliança, de preferência, de sua própria fabricação.

As cenas no vídeo abaixo nos mostram um culto de adoração da “arca da aliança”, com as afirmações mais estapafúrdias sendo proferidas pela boca desse falso mestre.

Decidimos publicar esse artigo movidos pela mais profunda indignação contra esses que se aproveitam da ignorância generalizada, do povo chamado evangélico, quanto às MARAVILHOSAS VERDADES REVELADAS NA BÍBLIA ACERCA DA PESSOA DE JESUS CRISTO!

É impossível descrever as abominações praticadas nesse culto, cheio de falsas promessas para os adoradores cegos e fanáticos, completamente dominados por espíritos enganadores, para adorarem a criatura em lugar do Criador.

Num dado momento Yossef Akiva diz o seguinte: Que entre a arca de Deusssssssssssssssss! Assim mesmo, sibilando como uma serpente.

O vídeo poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Ou desse:


E assim o chamado povo evangélico vai cada vez mais sendo reduzido a um grupo de praticantes de um falso judaísmo e cada vez mais longe da verdadeira fé Cristã.

Recomendamos a todos os nossos leitores que conheçam nossas riquezas EM CRISTO por meio da nossa série cujo primeiro estudo poderá ser alcançado por meio desse link aqui:


Os links para os outros estudos dessa série poderão ser encontrados dentro desse artigo introdutório citado acima.

QUEM CONHECE A JESUS NÃO PRECISA DESSAS PATACOADAS! JESUS É TODO SUFICIENTE: HOJE E PARA TODO SEMPRE. AMÉM!

Que Deus abençoe a todos e possa livrar a todos esses que seguem tais falsos ensinamentos, de tamanha cegueira espiritual que está conduzindo-os, inexoravelmente, para a PERDIÇÃO ETERNA. 

Alexandros Meimaridis

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