Mostrando postagens com marcador Abençoar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abençoar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Gênesis — Estudo 043 — A ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?




Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 

O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
            Eretz   ha  ve-et  Hashamaim  et      Elohim        Bará     Bereshit
            Terra  a      e        céus       os        Deus         criou   princípio No
                                                                                     Gênesis 1:1

X. Os Filhos de Noé – Gênesis 9:18—29 — CONTINUAÇÃO.

A. Noé Desperta e é Informado Acerca do que Acontecera – Gênesis 9:24.

Como foi que Noé ficou sabendo o que havia acontecido? Não sabemos. Caso ele tenha sido informado pelo próprio transgressor isto constituiria uma ofensa até maior do que a anterior o que, certamente, teria provocado a ira de Sem e de Jafé com consequências imprevisíveis. Nunca é demais nos lembrar de como Caim resolveu sua desavença com seu irmão Abel. Talvez seja mais provável que Noé tenha sido informado por sua mulher em algum momento em que a família estivesse reunida de maneira formal, participando de uma refeição ou algum outro momento em comum. O fato é que Noé ficou sabendo o que aconteceu e não ficou nem um pouco satisfeito com o que ouviu.

B. Noé Amaldiçoa a Canaã, seu neto, em vez de Amaldiçoar a Cam, seu filho – Gênesis 9:25.

Já tivemos a oportunidade de nos fazer esta pergunta anteriormente: porque teria Noé amaldiçoado seu neto, Canaã, em vez de amaldiçoar seu filho, Cam? Aqui podemos acrescentar uma segunda pergunta: Qual é o significado da expressão hebraica traduzida por “maldito” neste contexto?

Vamos começar respondendo à segunda pergunta primeiro. A palavra “maldito” que aparece na versão de Almeida Revista e Atualizada — ARA — traduz a expressão hebraica אָרוּר arur. Neste instante precisamos notar que: apesar de Noé ter sido mencionado a primeira vez em Gênesis 5:29 e apesar de ter vivido uma vida justa; de ter construído a arca; de ter arregimentado sua própria família como tripulação da arca; de ter enfrentado as águas do dilúvio; de ter desembarcado da arca; de ter oferecido os primeiros holocaustos mencionados na Bíblia e de ter plantado uma vinha e se embriagado com o vinho que produziu da uvas dessa mesma vinha; a Bíblia não registra nenhuma palavra proferida por Noé até esse momento. Suas primeiras palavras registradas nas páginas inspiradas das Sagradas Escrituras são: אָרוּר כְּנָעַן arur kenaan — maldito Canaã.

No Antigo Testamento nós encontramos exemplos de seres humanos proferindo “maldições” — ver, por exemplo, Josué 6:26; 9:23; Jeremias 20:14—17. Como devemos entender esses tipos de afirmações? Seriam as mesmas decretos efetivos ou algo meramente optativo, como um desejo apenas? No exato momento em que Noé profere essas palavras, ele está fazendo uma oração e desejando que Canaã seja amaldiçoado ou Canaã já se encontra debaixo de uma maldição efetiva baseada nas palavras proferidas por Noé? Como devemos entender a expressão אָרוּר כְּנָעַן arur kenaan, que é uma sentença nominal? Temos diante de nós duas possibilidades. A expressão pode significar:

Maldito seja Canaã.

Ou

Maldito é Canaã.

Entre os judeus da Antiguidade as maldições ou bênçãos proferidas por pai ou mãe eram levadas muito à sério e em geral as pessoas tinham a expectativa de que as mesmas se cumprissem. Para um homem era primordial receber a bênção de seu próprio Pai, sobretudo quando este estivesse em seu leito de morte. Um exemplo dramático disto é o caso de Esaú como registrado em Gênesis 27:32—38. Se para aqueles homens receber a bênção era fundamental, também não era menos importante tentar evitar receber uma maldição. Naqueles dias os pais funcionavam como sacerdotes familiares e acreditava-se que os mesmos tinham o poder de colocar em movimento coisas boas e más que afetariam não somente os filhos diretos, mas também os seus descendentes.

Antes de tentar um pensamento conclusivo acerca do dilema que temos acima, vamos fazer mais uma consideração. De acordo com o Antigo Testamento, quando Deus profere uma maldição a mesma é sempre um decreto efetivo e não algo optativo, como um desejo — ver, por exemplo, Gênesis 3:14, 17—19 e 4:11. Diante desses fatos temos que nos perguntar: Teria a expressão אָרוּר arurmaldito, um significado quando proferida por Deus e um outro significado quando proferida por seres humanos? A gramática hebraica é bastante complexa aqui em Gênesis 9:25 e parece indicar que devemos aceitar, como a melhor tradução, a hipótese de que a maldição proferida por Noé seja algo optativo. A inclusão do nome de Deus — אֱלֹהִים Elohim — em Gênesis 9:27 também sinaliza que as palavras proferidas estão sujeitas a ação de Deus e que não possuem força em si mesmas, como se fossem palavras mágicas. Mais adiante veremos como foi que a maldição concentrada na expressão que encontramos no verso 25 foi concretizada, e nossa descoberta poderá ser surpreendente para a maioria dos leitores desse trabalho.

A segunda questão que temos diante de nós, tem a ver com o fato de Noé não ter amaldiçoado a seu filho Cam e sim ao seu neto Canaã. Porque ele teria feito isto?

Em primeiro lugar temos aqueles que acreditam e ensinam que o nome de Cam foi substituído pelo de Canaã por um bando de escribas judeus que tinham sentimentos muito negativos contra aquele ramo da família de camitas representados por Canaã — ver Gênesis 10:15—19. Existe certa evidência documental para esta hipótese em alguns manuscritos da Septuaginta — LXX — e de algumas versões das escrituras hebraicas para o arábico que trazem a seguinte expressão: “Cam, pai de Canaã” no lugar da expressão “Canaã”, sozinha. Outras hipóteses que estão baseadas em disputas ao redor do texto original são:

1. Existiam duas versões desta história onde, em uma, os filhos de Noé são mencionados como sendo Sem, Cam e Jafé e outra onde os filhos são Sem, Canaã e Jafé. Em algum tempo, um escriba desavisado, teria “misturado” estas duas tradições criando esta confusão.

2. Outros acreditam que Canaã foi o verdadeiro transgressor ou que, no mínimo, teria funcionado como cúmplice dos atos de seu pai Cam.

3. Outros ainda, acreditam que neste texto estamos diante de um perfeito caso de justiça baseada na “Lex talion”, onde Deus promete visitar a iniquidade dos pais nos filhos.

Existem ainda outras sugestões, mas as mesma são por demais exóticas para ocupar nosso tempo com elas.

Outra explicação que parece ser a mais provável e que, se for mesmo verdadeira, significará que Noé estava realmente amaldiçoando a Cam. Esta hipótese tem a ver com o fato de que era costumeiro entre os povos da Antiguidade atribuir-se a grandeza de um filho ao seu pai, o qual era honrado por haver educado de maneira tão brilhante aquele filho. Este aspecto cultural da Antiguidade pode ser visto nas páginas da Bíblia, por exemplo, em 1 Samuel 17:55—58, onde Saul busca honrar ao pai de Davi procurando saber de quem Davi era filho. Saul conhecia muito bem a Davi naqueles dias, mas é bem evidente que ele não sabia quem havia educado aquele moço. Sua insistente procura visando descobrir quem era o pai de Davi indica seu desejo de honrar a Jessé segundo os costumes sociais da época. Por semelhante modo uma mulher poderia bendizer os seios que amamentaram uma determinada criança contribuindo com isto para que ela atingisse a honra com a qual estava sendo reconhecida — ver Lucas 11:27.

Quando um homem abençoava, na Antiguidade, a um de seus filhos estava, em realidade, abençoando a si mesmo. Isto é verdadeiro, no caso de Noé, no que diz respeito à bênção proferida sobre seus filhos Sem e Jafé. Por este mesmo critério, se Noé tivesse proferido uma maldição sobre seu filho Cam, isto seria equivalente a proferir uma maldição sobre si mesmo. Desta maneira, a melhor forma de amaldiçoar a Cam, era realmente amaldiçoando o filho deste, Canaã, que foi exatamente o que Noé fez. Quando no futuro alguém perguntasse quem era o pai deste tal de Canaã, todos os dedos apontariam para Cam.

Conforme mencionamos acima, precisamos tentar entender as implicações das palavras de Noé quando disse: “Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos — Gênesis 9:25”. A primeira coisa que devemos notar é que existe uma tendência, muitas vezes doentia, de se atribuir um castigo bastante desproporcional para aquilo que pode ser considerado como uma ofensa não tão grave. É claro que as palavras de Noé não deixam nenhuma dúvida acerca da condição de humilhação e de humildade que deveria acompanhar os descendentes de Canaã — Gênesis 9:25—27. Mas não podemos esquecer que nos dias da Nova Aliança a exaltação é proporcional à humilhação — ver Marcos 10:42—45. E mais, somos recomendados a nos humilhar e nunca nos exaltar — ver Tiago 4:5 e 10.

Quando entendemos a distribuição dos povos sobre a face da terra, também podemos entender melhor o papel representado pelos descendentes de Cam, que são as pessoas que possuem cor em suas peles — negros, amarelos e vermelhos — concentrados em dois grupos — negróides e mongolóides. A contribuição dos descendentes de Cam, no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologias é insuperável, como esperamos demonstrar mai adiante. Através deste “serviço”, de desenvolvimento tecnológico, os descendentes de Cam fizeram uma contribuição única para o desenvolvimento da civilização humana. Todas as civilizações mais representativas da Antiguidade foram fundadas e desenvolvidas, do ponto de vista técnico, por povos Camitas. Existem milhares de livros que atestam que não existe, praticamente, nenhum desenvolvimento tecnológico digno de nota, que não tenha surgido primeiro entre os descendentes de Cam. Apesar da inacreditável impressão que temos em nossos dias, não existem registros históricos que indiquem que os descendentes de Sem e de Jafé, tenha feito qualquer contribuição significativa ao desenvolvimento tecnológico fundamental da nossa civilização humana.

Existe, como dissemos acima, uma interpretação realmente doentia atribuída à frase que diz que Canaã deve “ser servo dos servos a seus irmãos”. Seja por ignorância ou por puro preconceito muitos procuram ver nestas palavras que as pessoas que possuem cor em suas peles são inferiores e devem “servir como escravos” aos outros descendentes de Noé. O autor acredita que a ignorância é o problema básico nessa questão, mas não descarta o preconceito com parte do mesmo. Quando Noé disse que Canaã deveria ser “servo dos servos” ele não queria dizer “escravo dos escravos” e sim, que Canaã deveria ser um “servo por excelência”. O sentido é o mesmo quando dizemos: “Senhor dos Senhores, Cântico dos Cânticos ou Santo dos Santos”. Mesmo incorporada no contexto de uma “maldição” o sentido não é de degradação e sim de excelência. A história nos mostra que os descendentes de Cam acabaram por aproveitar muito pouco das grandes descobertas que fizeram para beneficiar a humanidade e, esta parece ser a verdadeira consequência da maldição proferida sobre eles.

A bênção proferida sobre Sem estava atrelada à relação de aliança — entre Deus e um ramo dos descendentes de Sem — como podemos perceber pelo uso da expressãoיְהוָֹה אֱלֹהֵי ETERNO Elohim — SENHOR Deus, que é o título típico de Deus no que diz respeito às alianças que encontramos no Antigo Testamento. É importante notarmos, entretanto, que mediante a inspiração divina, Noé foi capaz de predizer que esta relação de aliança seria interrompida um dia e que Jafé iria assumir as responsabilidades atribuídas à Sem — ver Gênesis 9:26—27 e comparar com Mateus 21:32—46.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DO LIVRO DE GÊNESIS

001 — Introdução e Esboço

002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação

003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza

004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra

005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1

009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia

011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2

014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A

018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/genesis-estudo-045-tabua-das-nacoes.html

046 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 002 — OS DESCENDENTES DE CAM: NEGROS, AMARELOS E VERMELHOS

047 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 003 — OS DESCENDENTES DE SEM E A ORIGEM DOS HEBREUS

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

JESUS E AS CRIANÇAS: UMA EXEGESE DE MARCOS 10:13—16


Resultado de imagem para painting of jesus and children

O material abaixo tem o propósito de chamar nossa atenção para o verdadeiro sentido do relacionamento de Jesus com as crianças.

MARCOS 10:13—16

13 Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam.

14 Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus.

15 Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.

16 Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.

EXEGESE

Verso 13

De início devemos notar que a narrativa de Jesus abençoando os pequeninos ou as crianças é apropriada, como continuação da narrativa anterior, que tratou da santidade do casamento — Marcos 10:2—12. Em dias quando os próprios pastores estão dando péssimos exemplos divorciando de suas esposas para, geralmente, desposarem outras mulheres mais novas, é importante associarmos a santidade do casamento com o verdadeiro bem estar das crianças.

Apesar da narrativa ser simples ao extremo e elementos quanto ao tempo e o lugar em que mesma se passa estarem completamente ausentes, ainda assim a situação é bastante clara: crianças estavam sendo trazidas para Jesus com o intuito de que Ele proferisse uma bênção sobre suas vidas futuras. O ato subsequente de Jesus de tomar as crianças em seus braços sugere que, até mesmo, crianças bem pequenas lhe foram trazidas. Todavia, o verbo utilizado por Marcos e traduzido por trouxeram, não implica necessariamente que as crianças vieram carregadas. Ainda acerca disso, também devemos notar que a expressão crianças usada aqui é a mesma que utilizada em Marcos 5:39—49 para se referir a uma menina de 12 anos de idade.

Mesmo que seja natural pensarmos que tais crianças fora trazidas por suas mães o uso do pronome masculino na língua original quando se diz que os discípulos os repreendiam parece apontar para os pais ou, até mesmo, para as próprias crianças. Nesse caso último caso, teríamos crianças maiores trazendo as crianças menores. Essa ideia parece ser confirmada pelo verso 14, onde as palavras de Jesus não os embaraceis é uma referência clara às crianças. Marcos não nos informa porque os discípulos interferiram nesse processo e por que os mesmos não consideravam as crianças importantes. A atitude dos discípulos era, na realidade, um verdadeiro abuso da autoridade que tinham. Tal abuso é derivado da mesma atitude que eles tiveram quando interferiram com o trabalho dum exorcista desconhecido, o qual exercia o poder do nome de Jesus de modo eficiente — Marcos 9:38. De modo bastante significativo, também naquela ocasião, Jesus disse para seus discípulos não proibirem aquele homem de realizar a obra —

Marcos 9:39

Mas Jesus respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim.

Verso 14

A referência à indignação de Jesus contra a atitude imprópria de repreensão das crianças por parte dos discípulos é algo que aparece apenas na narrativa de Marcos estando, portanto, ausente das narrativas paralelas que encontramos em Mateus 19:16—22 e Lucas 18:18—23. A manifestação da emoção de indignação por parte de Jesus é comum em outras passagens do Evangelho de Marcos, como podemos ver em: Marcos 1:41, 43; 3:5; 7:34 e 9:19. A sugestão da indignação de Jesus manifestada em forma de impaciência e irritação é fortalecida pela forma pausada e contrastante como Ele fala: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis. A atitude dos discípulos em tentar impedir a aproximação das crianças, porque consideravam as mesmas pouco importantes, nos revela a tendência que tinham, em diversas ocasiões, de pensar dos seres humanos apenas em categorias de pessoas caídas, algo que Jesus combateu diversas vezes, conforme: Marcos 8:33; 9:33—37. O Reino de Deus pertence às crianças  ou pequeninos, e também a outros que, como crianças, parecem não ter nenhuma importância. Isso é assim, porque essa é a vontade de Deus. Esse é o motivo porque as crianças precisam ter livre acesso a Jesus, porque é em Jesus que o Reino de Deus se aproxima dos seres humanos — Marcos 1:15. Diferentemente dos adultos que não gostam que nada lhes seja dado, as crianças são humildes e receptivas ao que lhes é oferecido. O Reino pertence a esse tipo de pessoas porque o mesmo é sempre recebido como um dom, um verdadeiro presente. A raiz das palavras de Jesus não deve ser procurada em qualquer valor subjetivo que as crianças possuem e sim, na humildade objetiva das mesmas, além da manifestação surpreendente da graça de Deus, que se dispõe a conceder o Reino, gratuitamente, a todos que não possuem nenhum tipo de reivindicação sobre o mesmo, por méritos próprios.

Verso 15

A afirmação solene que encontramos nesse versículo é dirigida aos discípulos, mas tem implicações para todos os seres humanos confrontados pelo Evangelho, porque a mesma fala da condição para alguém — qualquer um — entrar no Reino de Deus. A exigência que um homem adulto torne-se como uma criança chama a nossa atenção para o fato que, com relação ao Reino de Deus, todos nós nos encontramos numa situação de mais completo desespero. O Reino é aquilo que Deus dá e o ser humano recebe. Essencial para a comparação apresentada no verso 15 é a fraqueza e a total falta de capacidade duma criança, que também são pressupostas no verso 14. Só podem entrar no Reino de Deus aqueles que estão plenamente conscientes de que são pequenos e precisam de ajuda e que, não apresentam nenhum tipo de reivindicação sobre o mesmo baseado em méritos próprios ou boas obras, de qualquer natureza. As palavras que Jesus usa na comparação o dizer como uma criança, encontram sua força na natureza da criança, de aceitar de modo aberto e confiante, o que lhe está sendo oferecido gratuitamente. As palavras de Jesus são enfáticas; todo aquele que não receber o Reino de Deus agora, de forma simples e natural como uma criança, não poderá entrar nele quando o mesmo se tornar plena realidade no final dos tempos. O que está sendo afirmado, de modo claro, é a necessidade que todos têm de receber o Evangelho e o próprio Senhor Jesus, como aquele por meio de quem o Reino foi aproximado de todos — Marcos 8:35, 38; 9:1.

Verso 16

A ação de Jesus descrita nesse verso é tão significativa quanto suas palavras mencionadas antes. Jesus demonstra um amor genuíno e Sua ternura pelas crianças das seguintes maneiras: 1) Jesus toma as crianças em seus braços; 2) Jesus abençoa as crianças por meio duma oração. As atitudes de Jesus só podem ser entendidas quando consideramos a dureza de coração, com relação às crianças, que prevalecia nas sociedades helenísticas do século 1.

A ação de Jesus em honrar as crianças nos apresenta uma ilustração concreta da forma como o Reino de Deus é concedido gratuitamente. Dentro desse contexto fica evidente que, a invocação da bênção por parte de Jesus sobre as cabeças das crianças, constitui uma renovação do chamado para o verdadeiro discipulado e obediência à vontade manifesta de Deus.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

domingo, 31 de maio de 2015

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 001 - FALSA CULPA



Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A primeira questão que devemos analisar é:

1. Falsa Culpa —  

Apocalipse 12:10

Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.

Esse é um papel histórico de Satanás, como podemos perceber com clareza na história de Jó — ver Jó 1. Mas além dessa ação do diabo, temos que notar que nossas próprias consciências funcionam com mecanismos de ataque e defesa.

E todos nós já experimentamos uma condenação interna quando praticamos coisas erradas —

Romanos 2:15

Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

Mas existem vezes em que, mesmo não tendo feito nada errado ainda assim somos compelidos a sentir uma grande culpa e nisso precisamos reconhecer a ação satânica cujo único propósito é nos destruir. Nesses casos somos acusados de falsos ou supostos pecados.

Mas é importante destacar que os pecados que Satanás usa para nos acusar nunca incluem nada relacionado ao nosso fracasso em cumprir com nossas obrigações ou compromissos da nossa fé. O diabo nunca nos acusa de estarmos errados por não irmos a uma reunião com outros irmãos da igreja, por exemplo. Se agisse assim Satanás estaria nos impelindo na direção oposta àquela que ele, realmente, deseja. Quando tomamos a decisão de não participar de uma determinada reunião nós não estamos apenas violando um mandamento direto de Deus —

Hebreus 10:25

Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros e ainda mais agora que vocês vêem que o dia está chegando. — na Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

mas nós estamos dizendo para Deus que não confiamos em suas promessas, de que Ele ira usar aquela reunião para nos abençoar, nos edificar, nos consolar, fortalecer e etc. É mesmo uma situação muito grave cujas consequências certamente virão sobre nós no tempo determinado por Deus. Desse modo, as acusações satânicas nunca estão relacionadas com nossa desobediência à Deus ou com ações que caracterizam nossa incredulidade. Os elementos que Satanás usa para nos acusar estão relacionados a alguns aspectos específicos dos pecados, tais como: estupidez, desonra, vergonha, fraqueza e etc. A raiz de todo pecado está na nossa falta de confiança em Deus — desde o princípio com Adão e Eva. Então Satanás se aproveita disso para atacar nossos egos fazendo com que não usemos da diligência e da sabedoria necessárias para lidar com as questões que estão diante de nós.

Como a intenção perene de Satanás é destruir nossa fé, suas acusações estão sempre envolvidas em exigências para que confiemos em nós mesmos e não em Deus, conforme —

2 Coríntios 1:9

Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos.       

Tudo isso se complica ainda mais por causa do nosso orgulho. Nosso orgulho nos faz odiar a ideia de que a verdadeira razão dos nossos pecados  — todos eles — é que não reconhecemos o quanto precisamos e dependemos de Deus, de sua graça e misericórdia como o verdadeiro doador de todas as coisas. Diante de Deus, todos nós somos apenas como pedintes, com os braços esticados para recebermos de Deus tudo! Creio que o apóstolo João conseguiu capturar muito bem essa realidade ao dizer:

João 1:16

Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.

Nós nem sempre somos capazes de fazer leituras precisas acerca de nossas atitudes, por causa da profunda distorção que o pecado tem causado em nossas consciências. Somos capazes das coisas mais absurdas como bem apontou o profeta em —

Isaías 5:20

Ai dos que chamam de mau aquilo que é bom e que chamam de bom aquilo que é mau; que fazem a luz virar escuridão e a escuridão virar luz; que fazem o amargo ficar doce e o que é doce ficar amargo! — NTLH

Jeremias foi outro profeta que compreendeu bem nossa corrupção falando do estado do nosso coração ímpio —

Jeremias 17:9

Quem pode entender o coração humano? Não há nada que engane tanto como ele; está doente demais para ser curado. — NTLH 

Nós estamos muito enganados quando achamos que podemos dirigir nossos próprio passos —

Jeremias 10:23

Ó SENHOR Deus, eu sei que o ser humano não é dono do seu futuro; ninguém pode controlar o que acontece na sua vida. — NTLH

Já o Salmista nos orienta, de modo preciso, acerca de como devemos orar todos os dias, se desejamos viver vidas que tragam glória para Deus.

Salmos 139:23—24

23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;

24 vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.

Se orarmos assim, Deus irá nos mostrar como enfrentar nossa atitude básica de orgulho e com isso, seremos capazes de repousar nas promessas de Deus em perfeita tranquilidade, em vez de ficar nos debatendo inutilmente —

Hebreus 4:12

Pois a palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e do espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas. — NTLH.

Apenas desse modo, seremos capazes de sentir a verdadeira culpa e a tristeza dela decorrente, uma vez que é nossa incredulidade que desonra o Santo e Glorioso Nome de Deus. Como Paulo afirma, essa tristeza não irá produzir em nós nem desânimo nem a morte — bem talvez produza a morte do nosso ego — como é sempre o caso em que aceitamos a sugestão de Satanás e carregamos uma falsa culpa cujo objetivo único é nos destruir. A estratégia de Satanás é simples: ele deseja nos levar a pensar que somos completamente inúteis e, com isso, nos levar a desistir de continuar perseverando por meio da falsa ideia de que não vale à pena.

Mas, como Paulo diz, a verdadeira dor pelo pecado que se origina na obra de convencimento do Espírito Santo em nossas vidas, traz junto consigo a promessa do perdão:

2 Coríntios 7:10

Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.

A consolação do povo de Deus, está espalhada por todas as páginas das Escrituras Sagradas. Onde quer que olhemos, encontramos passagens como essa aqui:

Êxodo 34:6—7

6  E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade;

7  que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!  

Deus é muito paciente, mas não podemos esperar que ele não irá nos disciplinar, caso persistamos na incredulidade —

Salmos 103:8—18

8 O SENHOR é misericordioso e compassivo; longânimo e assaz benigno.

9 Não repreende perpetuamente, nem conserva para sempre a sua ira.

10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades.

11 Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.

12 Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.

13 Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.

14 Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.

15 Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce;

16 pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar.

17 Mas a misericórdia do SENHOR é de eternidade a eternidade, sobre os que o temem, e a sua justiça, sobre os filhos dos filhos,

18 para com os que guardam a sua aliança e para com os que se lembram dos seus preceitos e os cumprem.

O que devemos fazer tão logo tomamos consciência de que cometemos algum pecado? Existe apenas um caminho: reconhecer que pecamos, nos arrepender e confessar nosso pecado a Deus e abandoná-lo por completo:

Provérbios 28:13

O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.

1 João 1:7—9

7 Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.

9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
   
Deus é fiel e jamais deixará de perdoar por completo um pecado confessado. O perdão de Deus não está baseado em qualquer mérito que porventura possa existir de nossa parte. Muito pelo contrário. O perdão de Deus está baseado na obra expiatória do Senhor Jesus sobre a Cruz, que tinha como seu objetivo principal defender a glória de Deus, ofendida por toda a eternidade, por causa dos nossos pecados —

Hebreus 9:12

Quando Cristo veio e entrou, uma vez por todas, no Lugar Santíssimo, ele não levou consigo sangue de bodes ou de bezerros para oferecer como sacrifício. Pelo contrário, ele ofereceu o seu próprio sangue e conseguiu para nós a salvação eterna. — NTLH

Acima está um poderoso arsenal que podemos e devemos usar, todas as vezes em que Satanás nos assaltar com sentimentos falsos de culpa com o objetivo de nos destruir.  


OUTROS ARTIGOS DE PECADOS QUE PODEM DESTRUIR NOSSAS ALMAS
Estudo 001 — A FALSA CULPA

Estudo 002 — A ANSIEDADE

Estudo 003 — O REMORSO

Estudo 004 — A AMBIÇÃO

Estudo 005 — A AMARGURA

Estudo 006 — A INVEJA E O CIÚME

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 001

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 003

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 004 – FINAL

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 002

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775

Desde já agradecemos a todos.